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(Livrosofia) Românticos

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos continuar na linha dos gêneros literários, mas de uma maneira diferente. Em minhas pesquisas sobre o gênero romance, descobri que não existe um gênero único para representar histórias que tem como foco narrativo a vida de um casal. Contudo, através das semelhanças podemos definir dois grandes blocos. Os romances atuais e os romances de época.

Esse post tem como objetivo focar nos Românticos, mas apenas nessa primeira parte vamos focar nos gêneros mais atuais para em seguida passar para os históricos. É bom ressaltar que muito embora o sobrenatural tenha grande carga amorosa, ele se enquadra bem mais no gênero Fantasia que no romance propriamente dito então ele não entrará em nenhuma dessas postagens.

Os escolhidos de hoje são o Young Adult, New Adult, e Romance Erótico. Tais gêneros têm se tornado populares entre os leitores principalmente através de publicações como da editora Intrínseca e Arqueiro.

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Young Adult
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os 13 porquesO Young Adult refere-se a literatura voltada a adolescentes e jovens adultos com idades entre catorze e dezessete anos. Tem uma abordagem abrangente possuindo temas diversos, dependendo também do subgênero ao qual está alinhado como por exemplo a fantasia e o sobrenatural. Mas tem características especificas que o difere dos outros gêneros. Os personagens principais são sempre adolescentes (uma forma de identificação com seus leitores) e trazem temas comuns a idade datada. Dentre eles podemos destacar: Identidade, depressão, bullying, drogas, sexualidade e relacionamento familiar. Nos últimos anos, vem se tratando também e quase que exclusivamente da vida em sociedade, suicídio e status social. Um bom exemplo de Young Adult é a obra Os 13 Porquês de Jay Asher que abarca a maior parte dessas temáticas .

o odio que voce semeiaAlém disto, é comum para o gênero o uso do censo de humor exacerbado em ironias ou frases cômicas, localizações na contemporaneidade, referências a usos dos adolescentes principalmente quanto a escrita ou modo de viver. Normalmente, são livros escritos em primeira pessoa, mas também podem ser encontrados exemplares em terceira. A obra O Ódio Que Você Semeia de Angie Thomas possui quase todas essas características e tem como subgênero o drama.

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New Adult
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O New Adult é classificado como literatura para jovens adultos, com idades entre dezoito e trinta anos sendo considerada uma das mais lucrativas. A principal diferença entre o New Adult e o Young Adult é a perspectiva e experiência de vida. Enquanto no segundo a obtenção dessas é a fonte principal do enredo, no NA se mostram como reflexos da vida dos protagonistas, se concentrando em criar novos inícios. Os personagens do New Adult costumam ter mais de dezoito anos e já estão na faculdade. Assim como no YA, abordam temas como identidade, depressão, suicídio, e brigas familiares sejam mas de maneira maneira mais complexa.

Belo desastreFoi mais ou menos em 2012 que o New Adult teve o primeiro aumento expressivo, principalmente através dos da publicação da série Belo Desastre de Jaime McGuire e Slammed da Colleen Hoover. Sua fama veio principalmente da comparação entre o gênero com o Romances Eróticos, pois suas tramas apresentam grande apelo a sexualidade. Contudo, deve-se ter em mente que o foco do NA não é sexo e sim questões a serem levantadas, o que – apesar de ser um sinônimo de romance erótico – não pode ser classificado como tal.

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Romance Erótico
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dom quixoteO Romance Erótico ou literatura erótica é – por incrível que pareça – o mais antigo dos gêneros românticos sendo datada desde a Idade Media. Como o nome sugere. utiliza do erotismo na forma narrativa a fim de instruir ou despertar o leitor nas práticas sexuais. Por ser abertamente produzido e altamente detalhado, o romance erótico também é chamado de literatura pornográfica, o que não se enquadra em sua descrição. O termo Erótico vem do grego Eros, e deve ser associado a beleza e ao amor e não a simples prática sexual.

A Ficção Erótica sempre foi considerada uma ficção de tabu, desde início das eras o sexo é tido como algo vergonhoso. Contudo, muitos autores representaram o sexo em suas obras como Miguel Cervantes em Dom Quixote e o livro Fanny Hill de John Cleland já na Era Vitoriana. Na mesma era, os romances tinham modelos parecidos que incluíam o sexo em modelos de estratificação-social, orgasmos delirantes e sado-masoquismo, sendo a maioria pertencente a categoria novelas ou contos, publicadas de forma anônima. 50 tons de cinza

No século XX e XXI, os romances eróticos eram populares apenas nas publicações de banca, em coleções como a série Momentos Íntimos dando notoriedade a autores como Nora Roberts. Mas foi apenas no século com a publicação do best-seller mundial Cinquenta Tons de Cinza de E. L. James que o romance erótico ganhou fama e passou a ser publicado em massa, dando margem a outros autores do gênero como Sylvia Day e Tessa Dare.

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O romance é o gênero literário mais popular e abrangente. Muito embora suas obras não sejam apreciadas por todos, sempre existe algo no romance que chama atenção dos leitores. Espero que vocês tenham gostado da primeira parte dos românticos, e no próximo Livrosofia vamos falar ainda mais do romance.

( Resenha ) P. S. Ainda Amo Você – Jenny Han – Livro 02

A inesquecível Lara Jean está de volta em mais um romance fofíssimo sobre amadurecimento ao qual deverá lutar contra as próprias inseguranças.

Título: P. S. Ainda Amo Você | Título original: P.S. I Still Love You | Série: Para Todos Os Garotos Que Já Amei #02 | Autora: Jenny Han | Editora: Intrínseca | Páginas: 204Ano: 2016 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ | Encontre: Amazon| Saraiva

transferir (1)Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários. Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois

“Eu posso ver agora que é as pequenas coisas, pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E agora eu sei também que, de alguma medida que eu tenho o poder de machucá-lo e também o poder de torná-lo melhor. Esta descoberta me deixa com um inquietante, estranho tipo de sentimento em meu peito, por razões que não posso explicar.”

É impressionante como Jenny Han consegue transmitir verdades sobre a vida como ela é. Eu amo seus livros e com certeza quero ler bem mais da autora nos próximos anos. Ela consegue resgatar em mim os sentimentos da minha adolescência, pois por ser uma garota comum, nunca me considerei exatamente bonita e sempre tive alguns probleminhas de insegurança que já superei (amém!). Por isso, ao me deparar com P. S. Ainda Amo Você fiquei surpresa ao me identificar tanto com Lara Jean. Se antes eu já gostava e muito da protagonista da série iniciada em Para Todos Os Garotos Que Já Amei, agora eu a percebo como uma verdadeira amiga ao qual eu poderia trocar inúmeras confidências.

Você não pode estar ligado a alguém, não realmente, com segredos entre vocês.

Narrado em primeira pessoa, meu único problema com este livro foi a demora dos acontecimentos. Eu senti falta de mais mobilidade na narrativa pois ela parecia estática e consequentemente bastante lenta. Por outro lado, isso abriu espaço para as reflexões de Lara Jean acerca do que daquilo que estava acontecendo. É claro que isso ajudou a aproximação com a protagonista, mas também deixou a leitura morna e muitas vezes me vi tentada a abandonar o livro. Mas é obviamente não abandonei, e consequentemente gostei muito da leitura.

“Como globos de neve, você agita eles para cima, e por um momento tudo está de cabeça para baixo e brilho em todos os lugares e é apenas como mágica, mas, em seguida, tudo se instala e vai voltar para onde ele deveria estar. As coisas têm uma maneira de se acomodar.”

O que eu mais gosto nos livros de Jenny Han, principalmente essa série em questão é a forma com o qual a autora consegue assumir o papel de adolescente e nos transportar para as indecisões daquela época. Através de Lara Jean, não somente os conflitos do primeiro amor (aquele friozinho na barriga) são questionados, mas também a maneira com o qual nos relacionamos com o mundo.

De modo sútil, ao entendermos Lara Jean também caminhamos ao encontro de nós mesmos e as nossas convicções. Lara Jean é doce e inocente, mas não realmente ingênua. Ela percebe as coisas, apenas não sabe lidar com elas, de modo que Han não somente nos mostra descobertas, como nos coloca diante de situações. O que é magnifico já que aqui entram também o segredo do sucesso de suas obras: dar a todos (meninos, meninas, homens, mulheres, idosos e crianças) alguém com quem se identificar e quem sabe não se sentir tão sozinho em relação aos experiências do presente, do futuro e do passado.

“As pessoas entram e saem de sua vida. Por um tempo eles são o seu mundo; eles são
tudo. E então um dia eles não são. Não há como dizer quanto tempo você vai tê-los por perto. É as despedidas que são difíceis.”

Apesar da inclusão de um triângulo amoroso (mais um!) e de algumas atitudes questionáveis dos personagens, mais uma vez Jenny Han conseguiu escrever um livro que demonstra sua capacidade de alentar o leitor. P. S. Ainda Amo Você é uma história linda que eu super indico a todos aqueles que querem revisitar o passado, mas principalmente encontrar alguém que não julgue e compreenda perfeitamente a pessoa que você foi, é ou poderá ser.

| RESENHA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han – Livro 01.

Olá Corujinhas. À algum tempo atrás li o primeiro livro da trilogia Para Todos Os Garotos e agora sou do time que amam a simplicidade e a trajetória de Lara Jean. Engraçado como nunca tinha sido grande fã do gênero, mas este livro me deu vontade de ler ainda mais dele. Pois além de cumprir bem o seu propósito, foi uma leitura cheia de emoções e grandes aprendizados.

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Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Título original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

SINOPSE: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo.

Ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi sensacional. Já esperava mais ou menos como seria a história e tinha certeza que não me esperavam grandes surpresas durante a leitura, como de fato não aconteceram. Mas não é porque algo não surpreende que significa que seja ruim. Para provar isso, neste livro aconteceu justamente o contrário. A supresa não foi um plost twist, mas a gradatividade com que as coisas foram acontecendo. Dessa forma, as minhas expectativas foram atendidas e a história se tornou uma daquelas que sempre irei lembrar com carinho.

Mas acho que as pessoas não mudam a essência. Elas são quem são.

Lara Jean ou Laranjinha para os íntimos é uma adolescente normal. Não existe nada de extraordinário nela que outra pessoa não conseguiria fazer. Por esse motivo a história foi tão interessante de ser lida. O fato de Lara Jean ser comum a torna especial. Ela passa a ser uma personagem real que poderia ser encontrada em cada esquina. Uma melhor amiga que partilha de nossos medos e com quem sentimos que podemos partilhar os nossos.

Só deixo as pessoas acreditarem no que quiserem. Não acho que seja minha responsabilidade me rotular para elas.

Ao entrar de cabeça na vida de Lara Jean, pude perceber que tudo vai além de um romance adolescente. Han desenvolve uma história de crescimento. No início da trama temos uma personagem sem muita confiança que depende dos outros para seguir em frente. De uma forma ou de outra, Laranjinha parecia sempre estar procurando aprovação de alguém. Mas, à medida que o livro avança, Lara Jean se fortalece para perceber que a única dona de sua vida é ela mesma. Isso não acontece de uma vez, mas de modo puro e simples como a própria personagem.

Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você.

Jenny Han criou um livro fantásticos sem poréns, mas com muitos porquês. Seus persoagens cativam, mas principalmente sua história extraordinariamente comum nos leva a perceber quem somos e o que queremos ser. Leve, fluído e apaixonante Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma história sobre coragem e amor: até onde esses sentimentos podem nos levar.