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| RESENHA | Uma Noite Para Se Entregar – Tessa Dare – Spindle Cove 01

Olá corujinhas! Tudo bom com vocês? Há alguns dias li um primeiro livro da Tessa Dare. Sou uma fã incondicional de romances de época e quase sempre estou à ler livros do gênero. Mas ler Tessa Dare foi bem diferente do que estou acostumada. A autora, apesar de não o ter feito um livro perfeito, conseguiu me deliciar com um romance envolvente e personagens fortes.
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Título: Uma Noite Para Se Entregar
Título original: A Night To Surrender
Autora: Tessa Dare
Editora: Arqueiro
Páginas:
Ano:
Avaliação: 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

Não mulheres, nem homens, mas o que há entre duas pessoas que precisam uma da outra mais do que precisam respirar. Você pode discutir comigo tudo o que quiser, mas não pode negar isso. Eu sei que você sente.

O mais interessante de ler livros aos quais não sabemos nada é a capacidade de que estes tem de nos surpreender. Em Uma Noite Para Se Entregar, fiquei surpresa pelo modo feminista e empoderado com o qual a história foi conduzida. Tessa Dare possuí uma escrita clássica e fluída. Criou cenas de tirar o fôlego pela dinamicidade de seus diálogos. Mas principalmente foi brilhante o modo com o qual o poder feminino esteve presente em toda obra. Susanna Finch foi uma personagem tempestuosa, mas forte que soube mostrar à todo momento sua capacidade de tomar decisões e não se deixar ser submetida. Esse detalhe de feminismo presente na obra de Tessa foi com certeza o fato que eu mais gostei. Pois não foi algo jogado em cima de nós, mas sim conduzido de modo natural fazendo parte do contexto da obra como parte inexorável da história. Se Susanna não fosse tão forte e determinada nada daquilo faria sentido: é sua força que move as pessoas à sua volta.

Se o feminismo foi um dos pontos chaves da obra, os personagens foram importantíssimos para dar continuidade a esse conjunto. Cada um à sua maneira fez o poder feminino parecer natural, sejam os personagens à favor que já estavam acostumados aquilo ou os contra que viram na situação um absurdo. De todo modo, eu vi realidade nas ações dos personagens. Mesmo para uma época onde nós mulheres deveríamos seguir esteriótipos, as ações que levaram os personagens à sair dele tiveram seu grau de verdade dando credibilidade ao livro.

Você é humano. Todos temos medo, cada um de nós. Medo de viver, de amar e de morrer. Talvez marchar o dia todo em colunas organizadas distraia você da verdade. Mas e quando o sol se põe? Ficamos todos tropeçando na escuridão, tentando sobreviver a mais uma noite.

Mas se um dos meus pontos favoritos foi justamente à parte crível da história, o negativo foi os pontos de irrealidade que ficaram gritantes durante o enredo. O romance foi bem elaborado e bastante sensual. Não posso dizer que eu tenha caído de amores pela relação de Susanna e Bramwell ou encontrado nele o crush dos sonhos, mas também não devo negar que houve momentos que torci pelo casal. Contudo, houveram cenas — de sexo principalmente — aos quais não consegui ver a menor possibilidade daquilo acontecer. Pois ficou distante de mais do possível e de certo modo até exageradas. Não tenho certeza essas cenas foram inseridas apenas para quebrar o choque de realidade, mas seja como for, não conseguiram surtir em mim os efeitos desejados.

Críticas à parte, Uma Noite Para Se Entregar foi uma leitura que me surpreendeu pelo contexto criado durante à obra. É muito raro ver romances de época que optem por ir além do amor mas inseram questões no contexto. Afinal a literatura, clássica ou contemporânea, é uma ponte para divertir, emocionar e discutir assuntos que precisam ser discutidos.

Nossa casa é onde as pessoas precisam de nós.

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[L.I.S.T.A.] 05 Livros Para Chorar Litros

Oii gente. Aqui estou eu para segunda lista do blog. Estou fazendo essas listas junto com minha parceira e amiga Keth do blog Parabatai Books, não esqueçam de conferir a dela – que sai amanhã -, e para este mês escolhemos uma lista meio “bad”: 05 livros para chorar litros. Admito que foi bastante difícil já que é muito raro eu chorar em uma obra. Porém eu me lembro de algumas que chorei, e dessas eu selecionei cinco livros que foram mais emocionantes da minha carreira de leitora.

1. Uma Curva Na Estrada – Nicholas Sparks.

Esse foi o livro do qual eu derramei mais lágrimas. Não consigo dizer de maneira clara como esse livro me afetou apenas que teve aquele momento que a dor do personagem me atravassou e eu derramei rios de lágrimas. Posso dizer apenas que esse tipo de enredo, que envolve família é o que concerteza mais me emociona.

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2. A Última Música – Nicholas Sparks.

E por falar em história emocionante sobre família, esse livro é minha segunda escolha pois sua história focada em relação de pai e filha principalmente me fizeram não só chorar mais ficar profundamente emocionada. Na época, eu estava passando por brigas de adolescente com meu pai, e ler esse livro foi tão importante porque ele modificou muita coisa do que eu achava que sabia. Eu amo esse livro por isso, por ele ter me mostrado que eu não sabia de tudo na época em que eu mais precisava.

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3. A Redenção de Gabriel – Sylvain Reynard.

Esse livro, o terceiro da trilogia O Inferno de Gabriel, foi uma experiência única para mim. Eu lembro que quando estava lendo-o, muitas vezes eu me pegava emocionada com as palavras de Gabriel Emerson para sua esposa. É incrível como os livros normalmente apresentam aqueles finais de casamento incríveis e que a partir dali fica o sentimento de felizes para sempre. Embora esse não tenha sido o primeiro livro que eu li com uma temática da vida de casados, foi o livro que mais me trouxe para perto da realidade por ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Eu enxerguei realidade nele e acredito que as lágrimas que eu soltei de felicidade com a conclusão da história podem sim ser inseridas como chorar litros.

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4. Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson.

Um dos poucos livros que eu chorei abertamente nessa vida, foi este. A questão da bulímia e da anorexia é muito forte. E embora eu nunca tenha conhecido alguém que passasse por tais situações foi muito impactante a maneira com o qual a autora deste livro abordou o tema. Este livro é forte! E é impossível não se emocionar com ele.

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5. Para Sempre Alice – Lisa Genova.

A melhor parte de fazer essa lista eu percebi que muita das coisas que me fazem chorar ou me emocionam de modo bastante claro são em suma situações que eu vi de perto. Para Sempre Alice esta dentre os livros que me fizeram chorar porque vi de pertinho uma pessoa que eu amava ter a doença de Alzheimer e aos poucos sucumbir a ela. E foi através desse livro que entendi porque era tão difícil. Não o que sinto como espectadora da doença, mas saber o que aquela pessoa lá estava passando ao perceber que todas as suas memórias e sentimentos ficavam iriam desaparecer. É triste. E é incrível o modo como Lisa Gênova descreveu está emoção.

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Quando Uma Garota Entra Em Um Bar – Helena S. Paige.

“Então você se arrumou toda para uma noite de amigas, daquelas onde só as mulheres participam, mas suas amigas mudaram de planos sem avisar e, agora, você está sozinha em um bar superbacana, arrumada e perfumada, e sem saber bem para onde ir… O que você faz? Aproveita que já está por ali, pede uma tequila e dá uma boa olhada no yuppie que está na mesa ao lado? Ou pede uma cerveja e vai pra perto do palco arrebatar o baterista? Pode ser que você prefira uma paquera com o rapaz de botas de bico fino e músculos trabalhados que está encostado à parede. Ou, quem sabe, tomar um café com o bombeiro que está cuidando da segurança dos clientes e que, neste instante, está verificando o funcionamento do extintor… E isso tudo só pra começar! A escolha é sua — e você tem um mundo de possibilidades nesta noite que parecia começar mal! Só não espere que esta experiência seja como outra qualquer, porque esta noite ficará definitivamente marcada em sua memória de erotismo e paixão. Divirta-se com esta definitiva experiência sensual onde você, e só você, terá o controle de seu próprio prazer!”

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Eu não sei dizer exatamente o que esperava para este livro mas com certeza não era isso. Embora o subtítulo tenha um conteúdo claro, não foi exatamente eu que decidi como a noite terminou pois algumas de minhas escolhas não me levaram aonde eu queria. Ou melhor, eu escolhi, mas os pensamentos da personagem (que ironicamente deveriam ser meus já que o livro é narrado em segunda pessoa) teoricamente me fizeram mudar de escolha, ou seja, não decidi porcaria nenhuma.

O livro tem personagens interessantes que por quesito de personalidade se diferenciam entre si, mas fazendo vista grossa, percebi que faltarou desenvolvimentos em muitos lugares que acabaram por deixar um espaço gigantesco no conteúdo do livro. Porque muitas das vezes eu tive a sensação parecida com um déjà vu, em que com certeza eu já tinha visto tudo aquilo antes. E no final houve uma falha muito grande da autora em relação a escrita do último capítulo. Porque há uma quebra nas conexões que as escolhas que fizemos para um fechamento digno delas. Como se um pedaço do livro que eu escolhi nunca tivesse acontecido. Assim torna a leitura desconexa.

Quando Uma Garota Entra Em Um Bar é um livro diferente e uma ideia espetacular, mas que porém deveria ter sido melhor pensado e melhor escrito. Porque o final é imutável, independente do caminho que se tenha escolhido passar.

Titulo: Quando Uma Garota Entra Em Um Bar.
Título Original: A Girls Walks Indo A Bar
Autora: Helena S. Paige
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Avaliação: 🌟🌟

Segredos De Uma Noite de Verão – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 01.

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Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne. Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.
Simon Hunt provém de uma família de classe média, de fato é o filho de um humilde açougueiro, mas é  um homem ambicioso que lutou e escalou socialmente. Simon é o único que mostra interesse por Annabelle, mas ele tampouco pensa em matrimônio, ele não é dos que se casam, e acredita que esperando pacientemente que finalize a temporada e ela volte a fracassar em seus intentos de caçar um marido da nobreza, poderá fazê-la sua amante…

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Estou encantada com a série de romance da Lisa Kleypas. Sempre gostei bastante do estilo de leitura do romance de época, embora romance em si não sejam meu forte. Mas este livro de Lisa me deixou abismada, feliz e temperamental.

Escrito com uma cadência e ritmos que nos fazem mergulhar no fundo dos floreios e flertes da sociedade londrina, Lisa nos dá um romance de tirar o fôlego. Logo no primeiro capítulo temos um vislumbre de como será a história, mesmo que os dois demorem um pouco para se encontrar novamente.

Annabelle é inteligente, sagaz e bonita. Características que a fariam um partido excelente na comunidade se não fosse a falta de dinheiro e – para alguns – a moral de sua família. Principalmente sua mãe.  Movida pelo desejo de ajudar sua família a sair dessa condição, flerta com um homem que lhe tem grande admiração mas que não ama. Fica muito claro no livro, que Annabelle deseja um casamento por amor, mas que como não tem esperanças de conseguir por ter tão poucos partidos, tem que abrir mão do sonho.

Simon é carismático e o tipo de personagem que para mim, soa meio impossível de não amar, mesmo que as vezes soe como um cretino. Durante o livro, a percepção das ações dele com Annabelle e as mudanças dela foram o que mais me deixou apaixonado pela história. Em como o simples desejo de tornar a moça sua amante foram se transformando em algo muito mais perigoso.

Além do romance, Lisa ainda nos mostra como a sociedade podia (e cá entre nós ainda pode) ser preconceituosa baseada em simples boatos ou conclusões precipitadas.

É realmente um livro que me deixou as emoções a flor da pele e que eu sinto prazer em recomendar a todos.

Sobre a autora:

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Lisa Kleypas, vencedora do prêmio RITA, já escreveu 34 romances. Seus livros foram publicados em 28 idiomas, em diversos países. Ela mora em Washington com o marido e os dois filhos.

Sendo os livros da série Os Hathaways, e As Quatro Estações do Amor (The Wallflowers), os mais famosos. Em sua página na web, a autora conta: “Comecei a escrever romances porque sempre amei lê los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo florescendo na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um.”

“www.lisakleypas.com”

Série: As Quatro Estações do Amor
Nome Original da Série: The Wallflowers
Título: Segredos de Uma Noite de Verão
Título Original: Secrets Of A Summer Nights
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digital)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Era Uma Vez No Outono – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 02.

Quatro jovens damas se introduzem na sociedade londrina com um objetivo prioritário: utilizar todos os ardis e artimanhas femininos a seu alcance para encontrar marido. Assim, formam uma equipe: as solteironas. Esta é a história de uma delas…
Aconteceu em um baile… A Inteligente, desrespeitosa e impulsiva, Lillian Bowman compreendeu rapidamente que seus costumes americanos não eram recebidos com simpatia pela sociedade londrina. E o que mais as desaprovava era Marcus, Lorde Westcliff, um insofrível e arrogante aristocrata que, por desgraça,também era o solteiro mais cobiçado da cidade.
Aconteceu em um jardim…
Ali Marcus a estreitou entre seus braços e Lillian se sentiu consumida pela paixão por um homem que nem sequer lhe caía bem. O tempo se deteve; era como se existissem somente eles dois… E quase os apanham nessa atitude tão escandalosa.
Aconteceu em outono…
Marcus era um homem que controlava suas emoções, um paradigma de aprumo. Com Lillian, entretanto, cada carícia supunha uma deliciosa tortura, cada beijo um convite a procurar mais. Mas como poderia considerar sequer tomar como sua prometida a uma mulher tão obviamente inapropriada?

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Segundo livro da série d’As Quatro Estações do Amor é até agora o meu favorito. Eu entendi cada pedaço do ser de Lílian. Aquele espírito livre e aventureiro, e o certo desprezo pelas regras me fez gostar bastante da personagem. Sem contar que a bipolaridade de sua relação com Marcus: vivendo como cão e gato ou como um casal de passarinhos.

Como havia feito no primeiro livro da série, Lisa nos mostra uma visão além do romance de Marcus e Líllian. Sobre o preconceito que há contra Líllian por ela ser tao diferente, embora na minha opinião, o espirito vivaz dela é o que a torna tão bonita e especial.

Sobre o romance de Marcus e Líllian devo admitir que estou completamente apaixonada por ele. Por Marcus ser tão mandão e ela ser tão contra as regras, torna um livro divertido e até mordaz. R se tem um tipo de casal que eu gosto são aqueles que tem as opniões mais diferentes. Afinal de contas, é sem graça ficar com alguém que tem as mesmas opiniões que você.

Lisa Kleypas tem um dom para o romance. Estou cada vez mais apaixonada por seus livros e ansiosa por suas continuações.

Série: Quatro Estações do Amor – Livro 02.
Título Original da Série: The Wallflowers
Título: Era Uma Vez No Outono.
Titulo original: The Happened Oun A Autumn
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2005
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digita)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟