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( Resenha ) O Jogador Nª 1 – Ernest Cline

Olá minhas geeks Corujinhas, abram suas asas que hoje vamos embarcar em uma jornada virtual que promete mudar nossas vidas para sempre e definir o futuro da nova era mundial.

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Título: O Jogador Nª 1
Título Original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: LeYa
Ano: 2012
Páginas: 464
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Quase uma fantasia pela realidade de seus cenários, O Jogador Nª 1 foi um livro despertador de emoções controversas. Raramente peguei um livro em que ao mesmo tempo que amei pelo punhado de coisas que traz, também “detestei” pela brevidade de pontos do enredo. Contudo, o mais curioso é: acredito piamente que vou gostar muito mais do filme que do livro muito embora minha avaliação deste não tenha sido negativa.

Ernest Cline conduz um livro que entra pelos viés de fantasia e sci-fi, neste último abrangendo o universo Geek e obviamente o caos comum as distopia. Por ter tantos moldes, a narrativa de Cline é mais densa e explicativa que uma ficção comum. Apesar de perceber o intuito de deixar claro as ações e vontades dos seus personagens, achei um tanto morna pois certas cenas foram exaustivamente longas com explicações para tudo e quando eu digo tudo quero dizer tudo mesmo. Gosto de livros com ótimas narrações, mas nesse senti um certo exagero que acabou tornando o livro enfadonho em algumas partes.

Contudo, apesar disso, gostei da narrativa de Cline (como disse, sentimentos contraditórios) pois ela trouxe elementos para dentro do livro que nunca tinha visto antes. O universo geek é imenso e foi explorado por diversas faces, mas raramente pelo seu início. A onda de tecnologia começou nos anos 80 em uma era que abrangia os fliperamas, os filmes de ficção cientificas e as músicas de discoteca. Tudo isto foi muito bem explorado pelo autor que recriou divinamente bem os costumes antigos. A pesquisa que embasou a vida de Halliday e o caminho para encontrar seu Easter Egg foi permeada por referências. Essas cenas fizeram o livro criar um calorzinho no meu peito pois apesar de não ter vivido nessa época, sou apaixonada pelas músicas e games (se você nunca jogou o PacMan, Boomberman ou Mário Bross precisa viu?) que marcam os anos dourados. Isso ajudou a construir o cenário, os desafios e a ideia central de viver ao lado da tecnologia.

Como toda distopia, O Jogador Nª 1 tem por base o mundo tomado pelo caos que é provocado pelo próprio homem. Mas esse livro toca em um ponto muito importante que faz parte de forma inexorável da vida humana. A tecnologia se faz cada dia mais presente e necessária de modo que pouco o interesse pelo mundo real começa a diminuir. Com tanta fome, miséria e destruição é muito mais fácil entrar de cabeça em um ambiente neutro que enfrentar a realidade. Mas a verdade que fugir nunca é opção e o mundo nunca vai melhorar se a gente não fizer isso por ele. Essa é a grande lição do livro.

Mas voltando as contradições, eu esperava mais do final da obra. Algo em mim gritou: Só isso? Mentira? Faltou mais explicação do que poderia ter acontecido depois. Que todo o trajeto não foi em vão. Fiquei frustada pela brevidade do final e até pesquisei sobre uma continuação para descobrir que é o mesmo universo mas não os mesmos personagens. Obrigado Ernest!

O Jogador Nª 1 foi um livro controverso com pouca explicação, mas muita história. Apesar dos defeitos é um bom livro que apenas não atingiu o máximo de seu potencial. Eu indico esse livro para uma leitura sem pretensões. Todo nerd vai amar e todos aqueles que querem entender mais do mundo Geek vai se sentir acolhido pela enormidade do mundo de Ernest Cline.

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( Resenha ) A Queda dos Reinos · Morgan Rhodes · Livro 01

Olá Corujinhas. Abram suas e vistam suas armaduras que hoje iremos sobrevoar os reinos de Paelsia, Limeros Aureanos para que nossos mais profundos desejos sejam concebidos.

A queda dos reinos capa

 

Título: A Queda dos Reinos
Título original: Falling Kingdoms
Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado. E, A Queda dos Reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista de quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.

A busca pelo poder, pelo poder supremo, é a razão por trás da maioria dos males que o mundo testemunhou.

Conheci A Queda dos Reinos através das minhas googadas na busca por novas ficções. Sempre gostei de procurar por mim mesma novas histórias de modo que fiquei extasiada ao encontrar a capa do livro e ler seu título. Por isso assim que saiu os desafios da #Fantastona2017 logo o encaixei em minhas leituras cheia de expectativas pelo que poderia me esperar já que por não saber de nada sobre a obra — não faço o tipo que lê sinopses — e tudo que eu sabia era apenas mergulharia em um novo mundo contendo. E apesar de não ter achado a história impactante à ponto de tirar o fôlego, também não posso dizer que foi do meu total desagrado. Vi no livro potential que me deu certeza que vou dar continuidade à série.

De todos os pontos que me agradaram nesta a obra, a narrativa que é essencial não foi uma delas. Apesar da leveza e agilidade com que tudo transcorria, o modo com o qual a autora conduziu tudo foi fraco. Houve uma inversão de papéis onde, no que a autora deveria ter evoluído ficou de lado e o que deveria ter sido deixado de lado acabou tomando mais espaço na narrativa. Em uma obra maior e mais densa tal erro poderia ser perdoado pois teria-se dado espaço para a não breveidade das coisas. Mas em um espaço curto de tempo como o que a autora propõe ficaram fora dos eixos. Posso dizer que muita das vezes acabei achando o texto infinitamente infantil, uma coisa que me incomodou bastante durante a leitura. Sempre detestei longos diálogos em virtude provar a razão sobre tudo. Em uma narrativa focada na raiva, a autora usou e abusou dessa característica.

Mas, apesar de ter tido um impacto negativo com esse primeiro encontro com a obra, todo o aspecto restante de sua composição foi agradável. A forma ao qual Rhodes conseguiu aprofundar uma nova mitologia no contexto da obra foi sensacional. Me vi sedenta e expectante pelas respostas aos enigmas deixados pela autor sobre tudo que poderia ser tragado e conquistado pelos personagens. Apesar de, em um contexto inicial certas coisas parecerem refletir uma conclusão clichê e sem graça, Rhodes tomou pelas mãos e recriou dando novas dimensões ao futuro dos três reinos.

Quanto aos personagens, apesar de tê-los achado estranhos devido a infantilidade explicada na narrativa, também enxerguei neles algo mais o que me mostra como o ser humano pode ter duas faces. Cleo, a princesa de Auranos, apesar de toda a arrogância e Insatisfação mostra também um lado disposto à ser mais que uma donzela em perigo. Jonas, um rapaz pobre de Limeros, apesar da raiva e do sentimento de vingança mostra-se inteligente o suficiente para encontrar a justiça acima de tudo. Lúcia esta envolta de doçura, mas isto não significa que ela não tem força para ser forte quando necessário. E Magnus, dentre todos é o mais coativamente pela maneira sofrida ao qual precisa deixar de lado em favor do ódio para não simplesmente sucumbir à ela.

Dessa maneira, A Queda dos Reinos foi um livro que me proporcionou um turbilhão de emoções. Fui levada da raiva à surpresa, e apesar das falhas do enredo não perco minhas esperanças na série. E mal posso esperar pelo próximo volume.

Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia.

[N.O.T.Í.C.I.A] Lançamentos De Luana Barros Em Goiânia.

Oii gente. Passando para uma bela notícia para os fãs de livro da cidade de Goiânia. A autora Luana Barros vai estar aí com vocês neste dia 17, ou seja, amanhã para o lançamento de “Um Anjo Na Terra” e “Amar Vale A Pena (Recomeçar)” as 19 horas na livraria Leitura do Goiânia Shopping.

Amar Vale A Pena (Recomeçar) é um livro super fofo que fala das amor incondicional e de superação dos obstáculos para enfim poderem contra todas as expectativas ficarem juntos. A segunda obra da autora com o tema tem como cenário do Brasil até o Reino Unido, tendo como proposta mostrar ao leitor que atitudes de bom senso podem ajudar a se ter um prospero amor e dar visão que pessoas de culturas diferentes podem sim conviver juntas. Com um pouco de poesia e pensamentos misturados, a obra mostra que em todos os lugares, independente de língua e de formação, as pessoas querem amar e serem amadas.

Veja a resenha dele aqui no blog: Click Aqui.

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Em “Um Anjo Na Terra”, por sua vez, Luana Barros nos convida a refletir sobre fé e esperança e nos confronta com essas questões que as pessoas muitas das vezes parecem ter esquecido. O anjo Gabriel faz indagações sobre como as pessoas levam suas vidas fazendo o leitor se questionar sobre a falta de sonhos e perspectivas, quando ele se esquece que é um ser humano passar a viver no automático, sem se dar conta que é uma pessoa capaz de perdoar e ser e fazer as pessoas felizes.

Sinopse: E quando um anjo é enviado à Terra para realizar um desejo de cada pessoa? Será que daria certo? O que elas pediriam? Será que ele atenderia na íntegra? Não o anjo Gabriel, questionador e sem muita paciência com o egoísmo dos homens, causará várias situações constrangedoras e engraçadas para salvar os seres humanos de si mesmos! Um livro com histórias de pessoas como nós, que se enfurnam numa rotina enfadonha e esquecem de viver, sobrevivem a cada dia como se nunca fossem morrer, deixam seus sonhos para um amanhã que nunca chega… Mas uma hora acordamos ou um anjo nos acorda!

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Continuar lendo [N.O.T.Í.C.I.A] Lançamentos De Luana Barros Em Goiânia.

Olho Por Olho – Jenny Han e Shiobian Vivian – Trilogia Olho Por Olho Livro Um.

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Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Incrivelmente profundo, esse livro de Han e Vivian me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. Qualquer pessoa que de certa forma tenha passado por algum trauma ou humilhação na escola, sabe exatamente o que essas três meninas passam e qual o sentimento que a levou a essa vingança tripla. Todos os personagens apresentados, tanto os mocinhos quanto os vilões tem uma gama de personalidade e carga passada muito grande. Todos representam uma espécie de face do que os adolescentes sentem durante a vida na escola.

Tudo esta encaixado ao redor de Lillia principalmente. Pois ela que está mais perto das pessoas que as meninas querem vingança. O que leva Lillia a buscar vingança contra um dos seus “melhores amigos” é o sentimento de traição que está enraizado a sua irmã mais nova Nadia e a ela própria. Mesmo tendo quase dezoito anos, Lillia é muito ingênua ao que pode acontecer e quem ela era por deixar ser controlada com facilidade por seus “amigos”. Acho incrível ver sua transformação, ou sua meia transformação, quando ela aprende a dizer não a partir das coisas que essas pessoas lhe fizeram passar.

A história de Mary é a que mais me emociona. Quando eu estava lendo o livro, percebi as variadas semelhanças entre nós duas. Não que eu tenha sido gorda e sofrido com isso (pelo contrário eu era um palito. OK ainda sou!), mas pelo tipo de piada humilhante que as pessoas fazem com ela e principalmente daquele que de certa forma estava se tornando seu amigo. Esse tipo de traição é a mais profunda porque não fere superficialmente, as palavras ditas por pessoas próximas conseguem deixar cicatrizes fundas que nunca realmente deixa de sangrar. É por isso que de todas as garotas, a vingança de Mary é a que mais me deixa próxima dela. Por que essa necessidade eu entendo (e até me sinto meio vingada também).

Kat é uma personagem durona que aguentou tudo quase numa boa dando apenas algumas pequenas respostas afiadas sem nunca realmente se dar ao trabalho de responder e mudar o que se falava dela. Antes Kat era melhor de Lillia, e principalmente de Rennie. Quando a amizade acabou, Ren espalhou vários boatos sobre Kat que se expalharam pela escola e a perseguiram desde então. Kat nunca se importou o que eu acho incrível da parte dela. Diferente de Mary (e de mim) ela não se escondia ou chorava pelo, apenas seguia em frente. Porém as coisas mudam por causa de Alex, que a faz sentir alguma coisa e depois a descarta. Kat então, bem tardiamente, decide iniciar a vingança. Só que sua mira vai para Rennie que só fez destruir a sua vida desde pequena.

Quanto aos personagens que são o alvo da vingança dessas três meninas, Alex por Lillia, Rennie por Kat e Reeve por Mary, eu consigo distinguir entre eles o egoismo.   O tipo de sentimento que infelizmente está dentro de muitas pessoas. Nenhum dos três, principalmente Rennie e Reeve, tem algum pudor em fazer o que é necessário ou passar por cima de alguém para conseguir alguma coisa. São pessoas mesquinhas e cruéis que são incapazes de olhar para os outros além de si mesmos.

Eu gostei muito desse livro. Me senti próxima dos personagens em várias vezes. Não acho que tenha falhas que seja necessário comentar porque não influência no final do livro. Ele é espetacular e já estou devorando o próximo livro.

Título: Olho Por Olho
Título Original: Bum For Bum
Autor: Jenny Han & Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Quando Uma Garota Entra Em Um Bar – Helena S. Paige.

“Então você se arrumou toda para uma noite de amigas, daquelas onde só as mulheres participam, mas suas amigas mudaram de planos sem avisar e, agora, você está sozinha em um bar superbacana, arrumada e perfumada, e sem saber bem para onde ir… O que você faz? Aproveita que já está por ali, pede uma tequila e dá uma boa olhada no yuppie que está na mesa ao lado? Ou pede uma cerveja e vai pra perto do palco arrebatar o baterista? Pode ser que você prefira uma paquera com o rapaz de botas de bico fino e músculos trabalhados que está encostado à parede. Ou, quem sabe, tomar um café com o bombeiro que está cuidando da segurança dos clientes e que, neste instante, está verificando o funcionamento do extintor… E isso tudo só pra começar! A escolha é sua — e você tem um mundo de possibilidades nesta noite que parecia começar mal! Só não espere que esta experiência seja como outra qualquer, porque esta noite ficará definitivamente marcada em sua memória de erotismo e paixão. Divirta-se com esta definitiva experiência sensual onde você, e só você, terá o controle de seu próprio prazer!”

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Eu não sei dizer exatamente o que esperava para este livro mas com certeza não era isso. Embora o subtítulo tenha um conteúdo claro, não foi exatamente eu que decidi como a noite terminou pois algumas de minhas escolhas não me levaram aonde eu queria. Ou melhor, eu escolhi, mas os pensamentos da personagem (que ironicamente deveriam ser meus já que o livro é narrado em segunda pessoa) teoricamente me fizeram mudar de escolha, ou seja, não decidi porcaria nenhuma.

O livro tem personagens interessantes que por quesito de personalidade se diferenciam entre si, mas fazendo vista grossa, percebi que faltarou desenvolvimentos em muitos lugares que acabaram por deixar um espaço gigantesco no conteúdo do livro. Porque muitas das vezes eu tive a sensação parecida com um déjà vu, em que com certeza eu já tinha visto tudo aquilo antes. E no final houve uma falha muito grande da autora em relação a escrita do último capítulo. Porque há uma quebra nas conexões que as escolhas que fizemos para um fechamento digno delas. Como se um pedaço do livro que eu escolhi nunca tivesse acontecido. Assim torna a leitura desconexa.

Quando Uma Garota Entra Em Um Bar é um livro diferente e uma ideia espetacular, mas que porém deveria ter sido melhor pensado e melhor escrito. Porque o final é imutável, independente do caminho que se tenha escolhido passar.

Titulo: Quando Uma Garota Entra Em Um Bar.
Título Original: A Girls Walks Indo A Bar
Autora: Helena S. Paige
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Avaliação: 🌟🌟

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Terra das Sombras – A Mediadora – Livro Um.

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado e que agora busca vingança. Meg Cabot, autora da série “O Diário da Princesa”, está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural aos problemas terríveis que atingem todos os adolescentes.

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Este livro de Meg Cabot é não só incrível como surpreendente, pois achei uma história incrivelmente nova para um tema como fantasmas.

Meg Cabot tem uma das melhores escritas que já presenciei. Ela tem tudo que o leitor gosta: suspense, romance e ação com uma dose inesperada de humor que faz se tornar um dos livros mais fluídos e satisfatórios que li na vida. Isto porque todos os detalhes que precisaram ser fechados foram fechados deixando apenas aquela leve e brecha de curiosidade que te faz querer desesperadamente o livro seguinte.

Suzannah é uma das personagens mais engraçadas, gente boa e verossímeis que já li. Ela sempre foi uma garota durona – dã ela via fantasmas tinha que ser mesmo – mas ao mesmo tempo tem o mesmo desejo de qualquer adolescente de ter seu primeiro amor. Ao mesmo tempo que precisa se adaptar a vida completamente nova. Uma coisa que me encantou na personagem foi a falta do melodramatismo adolescente que é muito presente neste tipo de situação: uma garota que faz birra porque vai deixar tudo que conheceu para trás. Suzannah pelo contrário ela leva quase numa boa, afinal de contas é melhor para a mãe dela assim e sua nova família e a sua felicidade não é a única que importa.

Falando em família, eu comecei a nutrir um amorzinho especial pelos três irmãos de Suze que ela apelidou de Mestre, Soneca e Dunga. Eles são inteligentes e engraçados e dão a história aquela cara de mundo, onde nem tudo gira em volta da protagonista.

Jesse (que entrou para lista de crushs literários) é um fantasma que de cada nao parece nada camarada, mas que vai se mostrando gentil e mais galante aos poucos cadê meu fantasma homem de época nesse mundo?. Eu tenho uma afeição quase platônica por esse personagem. E alem dele, eu também gosto muito do Padre Dom. Um mediador assim como Suzannah que me lembra muito Alvo Dumbledore, só que beeemm mais sério.

Eu sou apaixonada por esses livros. Tanto que resolvi fazer resenhas deles mesmo tendo lido há vários anos. São livros especialíssimos que todo mundo adulto, adolescente ou criança devia ler.

Titulo: A Terra das Sombras
Serie: A Mediadora – Livro Um.
Autora: Meg Cabot
Ano: 2004
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Um Perfeito Cavalheiro – Júlia Quinn – Os Bridgertons – Livro 03

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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Júlia Quinn é uma das melhores escritoras românticas que já encontrei na vida, isto porque seus livros são capazes de nos deixar submersos na história de modo que é impossível largar o livro depois de começa-los. Quando eu inicei a leitura de Um Perfeito Cavalheiro sendo que eu  estava completamente encantada pelo livro anterior O Visconde Que Me Amava  eu só conseguia pensar que o livro só podia ser maravilhoso. E embora este não tenha se tornado um dos meus favoritos da série ainda sim foi incrível.

Sophie Basset é uma moça como quase qualquer outra. Tem sonhos e anseios por uma vida melhor do que possui e o desejo de ser realmente feliz com alguém que lhe ame. Eu gostei muito da personagem pela simplicidade e verdade que ela me passou e mesmo que ela seja calma e respeitosa, ainda sim há nela um espírito de justiça que vigora em suas palavras.

Benedict Bridgerton é tudo que sua história promete: um perfeito cavalheiro. Contanto, isso me faz desgostar dele, afinal não sou do tipo que gosta dos perfeitinhos de mais. Porém não posso negar que o modo como ele ficou após a súbita partida de Sophie do baile, que eu fiquei com certa piedade do seu sofrimento.

Quando você começa a história é bem perceptível a Cinderela em Sophie, mas mesmo depois dessas primeiras oitenta páginas eu imagino que a história de verdade só começa com o reencontro do casal depois do salvamento de Benedict. E esse momento, após esse heroísmo, que eu realmente achei impressionante. Pois Quinn conseguiu mostrar como ressurgiu em Sophie a paixão por aquele que tinha pensado durante tanto tempo, como a aceitação de Benedict que a mulher do baile não voltaria mais e que ele deveria deixa-la para trás e se entregar a nova paixão.

Um Perfeito Cavalheiro é emocionante e carregado de sentimentos. Almas gêmeas como Sophie e Benedict nunca haviam sido retradas com tamanha veracidade. Um livro inesquecível.

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Título Original: An Offter From A Gentleman
Série: Os Bridgertons 03
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2001
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

O Príncipe dos Canalhas – Loretta Chase – Livro Um

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent… Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

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Eu já tinha ouvido falar várias vezes do livro de Chase antes de ler. E posso dizer que ele foi bem diferente do que eu esperava para o gênero e que fiquei surpresa e satisfeita com o desenrolar das coisas no final das contas. O livro tem de tudo um pouco e é completamente imprevisivel tornando a leitura agradável e impossível de parar. Chase tem um jeito especial de escrever. Mesmo contando o livro em terceira pessoa (coisa muito comum em romances de época), é muito fácil sentir as necessidades, medos e desejos dos personagens. As palavras são bem colocadas a ponto de realmente me sentir na pele dos personagens principais.

Lorde Dain é um perfeito canalha. Inclinado a pensar que sabe tudo sobre sedução, Dain usa e abusa do dinheiro para conseguir as mulheres que deseja sem nunca se apegar totalmente a elas. O único problema de Dain é que ele é feio. Conhecido na região como Lorde Belbezu, Dain imagina que nenhuma mulher bonita – ou mesmo as feias – se interessariam por ele se não fosse sua condição financeira. Dain então possui um certo desprezo pela condição feminina chamando as mulheres de tolas e pragas que não serviriam para nada mais que satisfazer os desejos masculinos.

Da mesma forma, a criatura diante dele era uma dama e nenhuma placa avisava que se devia manter distância. “Damas”, no Dicionário de Dain, estavam listadas sob os verbetes “Praga”, “Peste” e “Fome”.
– Lorde Dain.

Mas isto muda quando Dain conhece a Srta Jessica Trent. Dona de uma beleza estonteante, Jessica é acima de tudo perspicaz, geniosa e bem a frente das mulheres de seu tempo, ela produz nele seus desejos carnais mais intensos e sentimentais que nunca imaginou. Isto porque Dain não consegue resistir aos impulsos que tem de provocar Jessica que para sua clara surpresa sempre se safa ou lida com eles da melhor maneira possível.

Foi então que, tarde demais, Dain percebeu a falha em seu raciocínio. E lembrou-se do comentário de Esmond sobre a lendária Genevieve. Todos ali acreditariam que a fedelha seguia os passos da avó – uma femme fatale – e os malditos parisienses achariam que ele havia sucumbido aos encantos dela.
– Lorde Dain.

Impressionantemente sagaz, O Príncipe dos Canalhas se tornou um dos meus livros favoritos por ser audacioso e divertido de modo que é incapaz de não se apaixonar pela história. Um livro que vale a pena de ser lido.

Titulo: O Príncipe dos Canalhas
Título Original: Lord Of Scoundrels
Autora: Loretta Chase
Ano original: 1995
Ano de publicação no Brasil: 2015
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sobre a autora.

Loretta Chase formou-se relativamente tarde na Clark University e tem o título de bacharel em inglês. Nesse meio-tempo, trabalhou como balconista em uma joalheria, vendedora de roupas em uma butique e fiscal de estacionamento. Depois, trabalhou em sua alma mater. Enquanto virava as noites redigindo roteiros audiovisuais, ela conheceu seu atual marido, Walter, que após algum tempo a seduziu com a ideia de ser escritora. Vencedora de vários prêmios Romantic Times, ela também venceu o prêmio RITA da Associação Americana de Escritores de Romances com O Príncipe dos canalhas.

Sombra e Ossos – Leigh Bardugo – Trilogia Grisha Livro Um

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza – o apoio de seu melhor amigo, Maly , e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras -, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter. A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas , a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras. Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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No primeiro livro da Trilogia Grisha eu adimito que fiquei absurdamente impressionada com a capacidade que a autora teve de manipular os meus sentimentos em relação aos personagens do livro. E muito embora eu tenha uma queda – daquelas bem bruscas – pelo vilão, não posso negar que o mocinho também desperta minha empatia.

O livro é, além de tudo bem escrito. Não é exatamente uma coisa nova, mas o contexto sob o qual se apresenta e a maneira com que foi apresentado foram incriveis. Cada personagem, cada lugar tem uma gama de elementos que fazem do livro uma obra completa. Há detalhes diversos sobre emoções e visoes, mas não se torna uma coisa excessiva e desnecessária. E os personagens possuem um quê de humanidade que os tornam tragaveis e apaixonantes.

Alina Starkov – eu simplesmente amo esse nome – é uma garota que busca a sobrevivência. Tanto a sua como de seu melhor amigo. Essa amizade mostra um lado frágil dela: aquele abnegado em que ela seria capaz de tudo para protege-lo o o tornando seu ponto fraco. Alina não é uma personagem chata a ponto de fazer drama e o único problema dela com certeza é a ingenuidade, tanto que o seu maior erro é justamente acreditar naquilo que lhe trará próxima a ruína.

Sombra e Osso é um livro incrível. Cheio de reviravoltas. É um livro que nos torna incapaz de ler e não se tornar fã.

Titulo: Sombra e Ossos
Titulo Original: Shadow And Bone
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutemberg
Ano: 2012
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟