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| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Eu ando tão embolada com minha vida que as resenhas estão saindo sem muita ordem, mas eu prometo melhorar ano que vem provavelmente mas sem deixar de postar coisinhas pra vocês. Teremos algumas novidades em breve ano que vem de novo. Sim planejamentos antecipados que espero que vocês gostem além de um melhor entrosamento entre as colunas. Mas deixando de lado a minha organização, hoje eu vou postar a penúltima resenha dos livros que eu li na Maratona de Inverno 2017 que foi A Maldição do Vencedor no item: Um livro que você compraria pela capa. E sinceramente, olhando para essa coisa magnífica acho que todo mundo deve concordar comigo.

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Título: A Maldição do Vencedor.
Título Original: The Winner’s Curse
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2014
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑❤
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

SINOPSE: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

Ele conhecia a lei das coisas: pessoas em lugares muito iluminados não são capazes de ver nas trevas.

A Maldição do Vencedor foi um daqueles livros que nos deixam com uma grande cara de tacho no final com a certeza de que os próximos seram ainda melhores. O que foi muito bom, porque ando lendo livros que me deixam um gosto amargo e uma sensação de poderia ter sido muito melhor. Mas nesse caso, houve o contrário pois A Maldição do Vencedor foi tudo que eu não esperava e muito mais. Mesmo não gostando muito de histórias com pouca descrição ambiental, Marie Rutkoski me proporcionou uma leitura que, por ser tão emocionalmente bem escrita, se tornou de mais valia que a redução do ambiente.

Em todos os aspectos que consigo pensar, o livro foi bem construído. Desde a história antes do livro começar (o que são os Valorianos e como eles se tornaram tão fortes) até as personalidades dos personagens que são diferentes em ações e gestos um dos outros. Isso me deu uma sensação de realidade muito impactante durante a leitura. Como se aquele mundo existisse e pudesse ser visualizado quando vamos à esquina. Tanto nos momentos em que precisei de explicações, como nos momentos em que tive que sentir na pele os conflitos de cada personagem.

Não é isso que as histórias fazem? Transformam coisas reais em falsas e coisas falsas em reais?

Começando pela produção da história em si, a autora criou um mundo extenso mesmo dando poucas informações sobre detalhes ambiente. Ao invés disso, foi nos dado um livro de riqueza excepcional nos detalhes históricos que juntos me deram um paronama sobre o mundo como os valorianos e herranis o conhecem. Dessa forma, ao conhecer o que realmente aconteceu no passado consegui vislumbrar o que poderia acontecer no futuro e também entender todas as aflições dos personagens.

Por falar em personagens, outro ponto que me deixou bastante extasiada com a leitura foi a construção das personalidades de Kestrel e Arin. Ambos vêm de mundos diferentes e possuem diferentes medos e ambições. Enquanto Kestrel procura uma maneira de se livrar de seus destinos possíveis — o casamento ou a entrada para o exército —, Arin tenta livrar encontrar uma maneira de ajudar seu povo, os herranis, à se livrarem da escravidão. Dessa forma, ao conhecer dois personagens tão opostos, percebemos também o quão suas personalidades são compatíveis à sua história.

Ele a viu. Ela sabia que ele a viu. Mas seus olhos se recusaram a vê-la. Era como se ela fosse transparente. Como o gelo, ou vidro, ou algo igualmente frágil.

Kestrel possuí os traços arrogantes de um valoriano e um certo desdém pelas regras. Mas também possuí força e inteligência para pelo menos tentar mudar o seu destino. Não é o tipo de pessoa que desisti, sendo extremamente leal aos seus amigos. O que mais me deixou encantada em Kestrel, apesar de detestar com todas as minhas forças personagens arrogantes, foi perceber que por baixo de toda essa dureza havia ainda uma mulher com sonhos e esperanças de um futuro diferente.  Parecido com Kestrel, Arin também possuí traços de arrogância muito embora os seus sejam devidos à sua ascendência e não sua força. Arin é cuidadoso e de certo modo gentil, mesmo não possuinddo motivos para assim o ser. Afinal de contas, sua liberdade foi tirada e seu maior desejo é ser livre.

Ao criar dois personagens tão diversos, quando a autora os uni cria uma conexão forte, mas também dilematica. Do mesmo modo que parece tão fácil dar vasão as escolhas de Arin pelo significado que elas possuem em um sentido maior, também é possível enxergar em Kestrel as motivações do seu povo. Então, ao termos dois personagens em choque, os sentimentos são muito bem explorados onde têm-se aqui um romance apaixonante que vai além das escolhas pessoais e do que queremos para nós mesmo.

Esse livro de Marie Rutkoski é lindo e maravilhoso. Cada página, cada capítulo foi construído de modo que percebamos a evolução e os sentimentos dos personagens. Eu super recomendo A Maldição do Vencedor para todos aqueles que desejam um romance que vá além do romântico e trazendo conflitos para dominar seus pensamentos.  

A felicidade depende de ser livre, e a liberdade depende de ter coragem.

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Jorgh Ancrath – O Príncipe Insano Da Trilogia Dos Espinhos

Oii gente. Estive pensando em uma série de coisas que mudam a vida dos leitores. Vários livros nos tocam de muitas maneiras pois cada um deles tem algo que nos faz sentir como especial. Uma dessas coisas são os personagens que fazem da nossa leitura especial pois nos fazem pensar no que viemos fazendo. E por esse motivo resolvi fazer uma série de post na categoria “Personagens Sensacionais”, para falar sobre essas magníficas personas criadas nos livros. Para inaugurar, escolhi um personagem afrontoso, cruel mas também lutador e sofrigo da Trilogia dos Espinhos. Jorg Honório Ancrath que nos mostra o que é crescer buscando vingança.

Quinze anos! Se estivesse com quinze anos não estaria devastando vilarejos!
Quando chegasse aos quinze anos já seria rei.
– Prince Of Thornes.

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Para começar, se você acredita que todos os melhores personagens são bons e não tem distúrbios de personalidade para à quase psicopatia eu lhe afirmo que está redondamente enganado. Os melhores personagens são aqueles que nos fazem crer que são reais através defeitos e erros, mesmo, que às vezes pareçam tão hediondos que seu primeiro contato seja o de virar a cara. Pois esses, em grande maioria, pois possuem uma história maior que nos irá contar o os levou a serem assim.

Honório Jorg Ancrath é um desses personagens.

Em sua décima primavera, Jorg viu sua mãe e seu irmão serem brutalmente assassinados sem poder fazer absolutamente nada quanto a isso. Jogado aos arbustos de uma roseira-brava aos espinhos que lhe rasgavam a pele e inseriam o veneno, ouviu enquanto sua mãe era estuprada e seu irmão era em suas palavras “quebrado como um boneco”. Depois de uma dura recuperação, Jorg fugiu e anos mais tarde já estava liderando assassinos com um único objetivo de conseguir o que era seu por direito: o trono do império.

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Sem um pingo de moralidade e piedade, Jorg faz aquilo que acha ser necessário e o que gosta para ter o respeito dos seus companheiros e conseguir os seus meios. Percebemos o quão claramente que Jorg não tem afeição à ninguém e que ele vê as pessoas a sua volta como um meio para chegar ao fim. Isto torna Jorg um inesperado personagem que afirma que categoricamente que não está procurando ser um herói. Ele fará de tudo pra conseguir o que quer.

Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os bispos são santos. Faça-o lembrar de dias felizes à sombra das torres. Deixe-o amar sua família e veja-o perder tudo.
– Prince Of Thornes.

O que mais me deixa impressionada com o Príncipe dos Espinhos é como ele realmente É tudo aquilo que diz ser depois que a vida e as roseiras bravas que lhe ensinou a trilhar esse caminho. Seus passos são guiados pelas sombras do passado e seu desejo de vingança é a maior causa de toda a escuridão que lhe torna tão insano. Jorg desitiu de acreditar em algo maior, para ele, sua família morreu e isso basta para saber que não existe nada maior que a justiça e lei dos homens.

Há algo frágil dentro de mim que se romperia antes de se curvar. Algo pontudo que perfura todas as palavras suaves que um dia eu possuí. Não creio que o Conde Renar tenha colocado uma arma dentro de mim no dia que mataram minha mãe – ele tão somente desambainhou a lâmina. Parte de mim ansiava por uma rendição, desejava aceitar o presente que Lundist me oferecia.
Eu decepei esse pedaço de minha alma que, por bem ou por mal, morreu naquele dia.
– Prince Of Thornes.

Mas apesar de toda a imperfeição que Jorg emana, existe um pingo, aquele 1% de humanidade no seu coração, que sera percebido com uma clareza maior em King Of Thornes. Na segunda obra da trilogia, Jorg está mais velho e consequentemente mais sábio. Ele se sente culpado, não pelas mortes que cometeu – a nescessidade e o prazer que retira delas é forte de mais para isso -, mas sim pelas pessoas que ao longo do caminho não conseguiu proteger como também pelas ações relacionadas ao império que teve que tomar.

Cada passo que Jorg da na jornada pela busca a se tornar imperador, é um passo a mais para a compreensão dos porquês do personagem. Jorg não tem medo, não tem dívidas ou dúvidas. Seu amadurecimento é a sua força e seu desejo de tornar supremo é sua espada. Jorg é um dos meus personagens favoritos, pois ele me mostra cada pedaço da humanidade, cada ferida, cada sentimento que nos torna quem somos e define quem queremos ser.

Eu não sou ele porque nós morremos um pouco todos os dias e gradualmente nascemos outra vez, homens diferentes, homens mais velhos com as mesmas roupas, com as mesmas cicatrizes.
– King Of Thornes.

Espero que tenham gostado.
Beijos
Jess.

[L.I.S.T.A.] 05 Livros Para Chorar Litros

Oii gente. Aqui estou eu para segunda lista do blog. Estou fazendo essas listas junto com minha parceira e amiga Keth do blog Parabatai Books, não esqueçam de conferir a dela – que sai amanhã -, e para este mês escolhemos uma lista meio “bad”: 05 livros para chorar litros. Admito que foi bastante difícil já que é muito raro eu chorar em uma obra. Porém eu me lembro de algumas que chorei, e dessas eu selecionei cinco livros que foram mais emocionantes da minha carreira de leitora.

1. Uma Curva Na Estrada – Nicholas Sparks.

Esse foi o livro do qual eu derramei mais lágrimas. Não consigo dizer de maneira clara como esse livro me afetou apenas que teve aquele momento que a dor do personagem me atravassou e eu derramei rios de lágrimas. Posso dizer apenas que esse tipo de enredo, que envolve família é o que concerteza mais me emociona.

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2. A Última Música – Nicholas Sparks.

E por falar em história emocionante sobre família, esse livro é minha segunda escolha pois sua história focada em relação de pai e filha principalmente me fizeram não só chorar mais ficar profundamente emocionada. Na época, eu estava passando por brigas de adolescente com meu pai, e ler esse livro foi tão importante porque ele modificou muita coisa do que eu achava que sabia. Eu amo esse livro por isso, por ele ter me mostrado que eu não sabia de tudo na época em que eu mais precisava.

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3. A Redenção de Gabriel – Sylvain Reynard.

Esse livro, o terceiro da trilogia O Inferno de Gabriel, foi uma experiência única para mim. Eu lembro que quando estava lendo-o, muitas vezes eu me pegava emocionada com as palavras de Gabriel Emerson para sua esposa. É incrível como os livros normalmente apresentam aqueles finais de casamento incríveis e que a partir dali fica o sentimento de felizes para sempre. Embora esse não tenha sido o primeiro livro que eu li com uma temática da vida de casados, foi o livro que mais me trouxe para perto da realidade por ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Eu enxerguei realidade nele e acredito que as lágrimas que eu soltei de felicidade com a conclusão da história podem sim ser inseridas como chorar litros.

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4. Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson.

Um dos poucos livros que eu chorei abertamente nessa vida, foi este. A questão da bulímia e da anorexia é muito forte. E embora eu nunca tenha conhecido alguém que passasse por tais situações foi muito impactante a maneira com o qual a autora deste livro abordou o tema. Este livro é forte! E é impossível não se emocionar com ele.

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5. Para Sempre Alice – Lisa Genova.

A melhor parte de fazer essa lista eu percebi que muita das coisas que me fazem chorar ou me emocionam de modo bastante claro são em suma situações que eu vi de perto. Para Sempre Alice esta dentre os livros que me fizeram chorar porque vi de pertinho uma pessoa que eu amava ter a doença de Alzheimer e aos poucos sucumbir a ela. E foi através desse livro que entendi porque era tão difícil. Não o que sinto como espectadora da doença, mas saber o que aquela pessoa lá estava passando ao perceber que todas as suas memórias e sentimentos ficavam iriam desaparecer. É triste. E é incrível o modo como Lisa Gênova descreveu está emoção.

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Olho Por Olho – Jenny Han e Shiobian Vivian – Trilogia Olho Por Olho Livro Um.

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Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Incrivelmente profundo, esse livro de Han e Vivian me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. Qualquer pessoa que de certa forma tenha passado por algum trauma ou humilhação na escola, sabe exatamente o que essas três meninas passam e qual o sentimento que a levou a essa vingança tripla. Todos os personagens apresentados, tanto os mocinhos quanto os vilões tem uma gama de personalidade e carga passada muito grande. Todos representam uma espécie de face do que os adolescentes sentem durante a vida na escola.

Tudo esta encaixado ao redor de Lillia principalmente. Pois ela que está mais perto das pessoas que as meninas querem vingança. O que leva Lillia a buscar vingança contra um dos seus “melhores amigos” é o sentimento de traição que está enraizado a sua irmã mais nova Nadia e a ela própria. Mesmo tendo quase dezoito anos, Lillia é muito ingênua ao que pode acontecer e quem ela era por deixar ser controlada com facilidade por seus “amigos”. Acho incrível ver sua transformação, ou sua meia transformação, quando ela aprende a dizer não a partir das coisas que essas pessoas lhe fizeram passar.

A história de Mary é a que mais me emociona. Quando eu estava lendo o livro, percebi as variadas semelhanças entre nós duas. Não que eu tenha sido gorda e sofrido com isso (pelo contrário eu era um palito. OK ainda sou!), mas pelo tipo de piada humilhante que as pessoas fazem com ela e principalmente daquele que de certa forma estava se tornando seu amigo. Esse tipo de traição é a mais profunda porque não fere superficialmente, as palavras ditas por pessoas próximas conseguem deixar cicatrizes fundas que nunca realmente deixa de sangrar. É por isso que de todas as garotas, a vingança de Mary é a que mais me deixa próxima dela. Por que essa necessidade eu entendo (e até me sinto meio vingada também).

Kat é uma personagem durona que aguentou tudo quase numa boa dando apenas algumas pequenas respostas afiadas sem nunca realmente se dar ao trabalho de responder e mudar o que se falava dela. Antes Kat era melhor de Lillia, e principalmente de Rennie. Quando a amizade acabou, Ren espalhou vários boatos sobre Kat que se expalharam pela escola e a perseguiram desde então. Kat nunca se importou o que eu acho incrível da parte dela. Diferente de Mary (e de mim) ela não se escondia ou chorava pelo, apenas seguia em frente. Porém as coisas mudam por causa de Alex, que a faz sentir alguma coisa e depois a descarta. Kat então, bem tardiamente, decide iniciar a vingança. Só que sua mira vai para Rennie que só fez destruir a sua vida desde pequena.

Quanto aos personagens que são o alvo da vingança dessas três meninas, Alex por Lillia, Rennie por Kat e Reeve por Mary, eu consigo distinguir entre eles o egoismo.   O tipo de sentimento que infelizmente está dentro de muitas pessoas. Nenhum dos três, principalmente Rennie e Reeve, tem algum pudor em fazer o que é necessário ou passar por cima de alguém para conseguir alguma coisa. São pessoas mesquinhas e cruéis que são incapazes de olhar para os outros além de si mesmos.

Eu gostei muito desse livro. Me senti próxima dos personagens em várias vezes. Não acho que tenha falhas que seja necessário comentar porque não influência no final do livro. Ele é espetacular e já estou devorando o próximo livro.

Título: Olho Por Olho
Título Original: Bum For Bum
Autor: Jenny Han & Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sombra e Ossos – Leigh Bardugo – Trilogia Grisha Livro Um

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza – o apoio de seu melhor amigo, Maly , e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras -, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter. A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas , a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras. Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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No primeiro livro da Trilogia Grisha eu adimito que fiquei absurdamente impressionada com a capacidade que a autora teve de manipular os meus sentimentos em relação aos personagens do livro. E muito embora eu tenha uma queda – daquelas bem bruscas – pelo vilão, não posso negar que o mocinho também desperta minha empatia.

O livro é, além de tudo bem escrito. Não é exatamente uma coisa nova, mas o contexto sob o qual se apresenta e a maneira com que foi apresentado foram incriveis. Cada personagem, cada lugar tem uma gama de elementos que fazem do livro uma obra completa. Há detalhes diversos sobre emoções e visoes, mas não se torna uma coisa excessiva e desnecessária. E os personagens possuem um quê de humanidade que os tornam tragaveis e apaixonantes.

Alina Starkov – eu simplesmente amo esse nome – é uma garota que busca a sobrevivência. Tanto a sua como de seu melhor amigo. Essa amizade mostra um lado frágil dela: aquele abnegado em que ela seria capaz de tudo para protege-lo o o tornando seu ponto fraco. Alina não é uma personagem chata a ponto de fazer drama e o único problema dela com certeza é a ingenuidade, tanto que o seu maior erro é justamente acreditar naquilo que lhe trará próxima a ruína.

Sombra e Osso é um livro incrível. Cheio de reviravoltas. É um livro que nos torna incapaz de ler e não se tornar fã.

Titulo: Sombra e Ossos
Titulo Original: Shadow And Bone
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutemberg
Ano: 2012
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Almanova – Jodi Meadows – Trilogia Incarnate – Livro Um.

Primeiro livro bem impressionante da Trilogia Incarnate. Desde o início do ano eu estava procurando um bom livro de ficção para ler e quando ouvi falar em Almanova fiquei bastante animada para começar a ler os livros. Mas como sempre, quando eu tive a oportunidade de ler a história acabei deixando para depois e depois sempre pegando outro livro no lugar. Até que anteontem peguei o livro para ler e não estou insatisfeita com a escolha.

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Ana é uma almanova. Por milhares de anos, em Range, as almas reencarnaram em processo contínuo, evolutivo,conservando as memórias e experiência de vidas passadas. Quando Ana nasceu, porém, outra alma desapareceu, e isso se tornou um mistério…

SEM-ALMA

A própria mãe acredita que Ana é uma sem-alma, um presságio de que o pior está por vir, por isso, decidiu afastá-la do convívio social. Para escapar da reclusão e descobrir se reencarnará. Ana partirá em uma jornada até a cidade de Heart.

Contudo, os moradores temem sua presença e o que ela significa. Quando dragões e sílfides atacam a cidade, poderá Ana ser responsabilizada pelo infortúnio?
HEART

Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e importante. Quando ele passa a defendê-la, o relacionamento floresce. Mas será que Sam pode amar uma pessoa que viverá apenas uma vida? Será que os inimigos de Ana (seres humanos e criaturas mitológicas) permitirão que fiquem juntos? Ana precisa desvendar o erro que lhe deu a vida de outra pessoa, mas será que essa busca ameaçará a paz de Heart e destruirá a promessa de reencarnação para todos?

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A leitura de Almanova foi fácil. Do tipo fluído e sem muita enrolação como acontece em vários livros. Sempre havia uma riqueza de detalhes que a autora conseguia expressar muito bem sobre os sentimentos de Ana. Gosto desse tipo de livro mais bem trabalhado na questão do que o personagem tem a dizer sobre o que sente no momento, mas senti um pouco de falta nos detalhes sobre as cenas: lugares e reações dos outros personagens. Isso dificulta um pouco, pelo menos para mim, eu me sentir dentro do livro e vendo a cena se desenrolar na minha frente.

Os personagens, em suma, são oito ou oitenta. Existe aqueles que você gosta de cara como Stef e outros que você detesta como Li. Mas cada um, a sua maneira, apresenta características que os fazem soar reais. Imperfeitos, em pequenos detalhes, que mesmo custando a serem percebidos acabam por dar a eles o toque verossímil tão importante para a construção da história.

Descrito de cabelos escuros, barba por fazer e braços fortes, Sam é um jovem adolescente de cinco mil anos que tem amor pela música e que acredita que Ana é muito mais que um erro ou uma sem-alma. Carismático, Sam não é do tipo que me faz suspirar por ser doce de mais, mas com certeza não fez ter um nojinho básico dele pela mesma razão, isto porque mesmo parecendo em excesso, existe muita verdade embaixo do que ele sente ou no que mostra sentir.

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Ana é descrita como ruiva (porque sempre ruivas?), cheia de sardas e de corpo mignion, é uma das personagens mais impulsivas que já me deparei e exatamente por isso que não entendo muito por que gosto dela. Sempre fui mais fã de personagens que cauculam tudo a lá Sherlock Holmes, mas de alguma forma, Ana ser tão fechada e impulsiva a sua maneira de ver a vida, faz que não só eu goste dela como eu a entenda e internamente a incentive.

Ana é extremamente desconfiada por ter sido maltratada por sua mãe a vida inteira. Li não só a maltratava como lhe ridicularizava, fazendo com que sempre esteja com um pé atrás não em relação a se proteger fisicamente como se proteger mentalmente das pessoas. Sempre esperando que elas rissem ou zombassem dela.

“Talvez me observar fosse como observar um gatinho recém-nascido, cego e miando, pedindo ajuda, comida e amor. Bonitinho, mas inútil. Pequenas vitórias, como encontrar o leite da mãe, recebiam elogios.”

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Ana também tem medos e curiosidades sobre Heart relacionados não só as pessoas mas também a própria cidade. Coisas que ela não entende do porque, mas que estão lá mesmo que não haja examente uma explicação. Um exemplo disso é o templo no meio da cidade considerado por todos reconfortante, mas que dá a ela sensação de medo.

“Eu odiava o templo. Por causa do meu instinto, desde a primeira vez que o vi e senti que estava olhando para mim, e depois quando senti a pulsação através dos muros da cidade. Uma pedra não deveria ter um coração batendo.”

Almanova é um livro muito interessante e novo. Especialmente novo. Tenho certeza que para Almanegra e Infinita (próximos volumes da série) muitos segredos me aguardam. Livros que estou maluca para ler.

Título: Almanova.
Titulo original: Incarnate.
Autora: Jodi Meadows.
Editora: Valentina.
Ano: 2013
Tempo de leitura: Dois dias.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

A Desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

Hoje vou começar as resenhas sobre a trilogia Mara Dyer. As próximas vão vir nos próximos dias conforme eu for acabando as leituras.Se você gosta deixe seu comentário e curta a resenha. Não se esqueça de seguir o blog para ter as notificações de novas resenhas. Então vamos lá…

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la…

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No primeiro livro da trilogia Mara Dyer, a loucura parece ser a única explicação para os surtos da personagem. Diferente de tudo que vamos lendo ultimantemente – distopia e escolas “para jovens especiais” – Michelle Hodkin nos trás um mundo onde a mente é a maior das protagonistas.
Quando eu comecei a ler o livro, poucas explicações vieram em minha cabeça. Afinal, Mara tem alucinações o tempo todo e sonhos que não revelam aos poucos o que há de errado com a garota.
Mara se sente sozinha e com medo, não só da loucura, mas também da atração inevitável que sente pelo enigmático Noha.

Mara é uma personagem atípica e com quê de humanidade. Aquele tipo de personagem verossímil. Não perfeito, pelo contrário, uma personagem que mente e engana para conseguir o que quer e fugir quando a situação fica complicada de mais para si. Mara também é reclusa a si mesma. Não tem tendência a conversa de seus problemas com os outros – mesmo com uma mãe terapeuta – o que dá, pra entender já que a garota pode ser internada em uma clínica psiquiatra por fantasiar com seus amigos mortos e com atos que tecnicamente não haveria como ter culpa.

Noha também é um personagem verossímil. Ele, assim como Mara mente. Mas também sente raiva pelo abono familiar de seu pai e dor pela morte de sua mãe. Noha é misterioso. Seus pensamentos são confusos e antagônicos. As vezes tenho dúvida de quem ele é de verdade. Se ele realmente quer ajudá-la ou se esta atrás de alguma coisa relacionada a ela.

De todo modo, não tenho algo a dizer contra o livro. Ele é bem escrito e estou criando uma grande espectativa para o próximo livro da trilogia.