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( Resenha ) O Beijo do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 03

Minhas guerreiras Corujinhas, abram suas asas e empunhem suas espadas porque hoje nossa viagem pelos segredos do vencedor chegará ao fim em uma batalha épica onde a maior arma será sua astúcia.

OBeijoDoVencedor

 

Titulo: O Beijo do Vencedor
Titulo Original: The Winner’s Kiss
Série: A Trilogia do Vencedor #03
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 448
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?

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O final que tanto aguardei para A Trilogia do Vencedor veio recheado de tudo aquilo que eu esperava para ele. Apesar de já ter a obra em mãos, esperei quase três semanas para lê-la. Minha expectativa estava bem alta e eu sabia que simplesmente ia estragar toda minha diversão. Mas assim que comecei tudo começou a borbulhar dentro de mim e o sentimento de estar lendo algo extraordinário só cresceu assim como a trilogia o fez a cada livro.

Marie Rutkoski criou uma história narrada para se tornar épica. De modo fluído, flexível e arrebatador a autora envolve-nos para que o peso das páginas não seja sentido. Foram horas de leitura, mas o cansaço não me tomou. Houve uma grande evolução na maneira de relatar os fatos. Mais densa e poética, Marie renovou sua história mantendo todas as peças em seu lugar dando ainda mais forma ao brilhante jogo de poder criou. O que era uma narrativa mais simples em sentimentos e ações, se tornou mais pesada em pensamentos e estratégias sem nunca deixar de lado a natureza energética que guiou toda trilogia. O livro traduz batalhas incríveis com armas ou não, traduz o amor mesmo quando nada esta a seu favor, mas principalmente traduz a coragem de se levantar depois de ser destruído porque desistir não deve ser uma opção quando lutamos por aquilo que achamos ser o certo.

Uma menina orgulhosa. De coração duro, nobre. E cheia de mentiras e mentiras.

Os personagens que antes transbordavam pelas palavras de Marie agora se tornaram físicos. Não tem como descrevê-los sem dizer o quão intensos eles se tornaram. Kestrel está marcada para sempre dentre minhas protagonista favoritas. O modo com o qual ela evoluiu foi extraordinário. Primeiro Kestrel era uma aristocrata arrogante refém do futuro que os outros esperavam, então virou princesa presa em uma torre que mais uma vez foi forjada por outras mãos. Mas sua jornada culmina para não somente ser uma prisioneira  como também para ser uma guerreira. Dessa forma, Kestrel vai de um sentimento à outro: força, fragilidade, medo, coragem, amor, ódio… Toda essa dualidade entra em conflito para quebra-la. Mas da junção dos cacos surge uma nova Kestrel mais forte e mais preparada para lidar com os desafios.

Não posso dizer que gostei de Arin do mesmo modo que de Kestrel. Houve mais baixos que altos à seu favor na trilogia. Mas não posso negar que ele foi inegavelmente bem construído. Apesar da sua cegueira, vejo bastante racionalidade em sua personalidade. Toda sua vida foi moldada para lhe despertar desconfiança. Então como confiar em alguém que deveria ser sua inimiga. Arin não sabe, mas a partir do momento que deixa de lado a razão e passa a confiar na sua intuição ele percebe que não é apenas o lugar de onde as pessoas vêm, mas sim quem eles  decidem querer ser.

Todos os pedaços dela sendo colocados no lugar, na imagem de um mundo perdido. O menino que descobria essa imagem. A menina que a via reluzir e cintilar, e entendeu, então, o que sentia.

Toda a trama é bem desenvolvida principalmente onde ela pede para ser assim. Começando pelo romance de Kestrel e Arin que foi apaixonante. Os dois se reencontram depois de tantas provações e diferente do que se possa imaginar não existe pressa em juntar o casal, pois não cabe acelerar o amor na história. Arin respeita ela esperando o tempo necessário para que Kestrel encontre sua força mais uma vez; ele a que inteiramente, não apenas uma parte de sua alma. E assim como não existe pressa no romance, o mesmo não se aplica a guerra que os envolve. Cada cena é e bem trabalhada para que nos sintamos parte dela, como guerreiros lutando por uma causa. O sentimento que fica é que apesar do medo, a esperança de conseguir uma vida melhor é mais pulsante em nossos corações.

O Beijo do Vencedor foi um livro fantástico mostrando a capacidade de Marie Rutkoski se reinventar para dar um final exuberante à sua trilogia. Os segredos e o romance vão inevitavelmente atrair o leitor. Entre mentiras e verdades, a trilogia evolui para surpreender. Indico esses livros a todos que querem ser arrancados de si mesmo, para tomarem as vidas dos personagens sentindo na pele cada uma de suas provações.

Às vezes, uma verdade nos oprime com tanta força que não dá para respirar.

| ALGO À VER | Resenha de 3% – Série.

Sinopse:“Em um futuro pós-apocalíptico, onde o mundo passa por uma crise de recursos básicos, há o Continente que é uma região do Brasil que passa por uma situação de miseria total. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.”

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A história embora não seja totalmente original e seja perceptível a influência de outras produções é bem envolvente. Instiga o espectador a acompanhar os próximos episódios por conta dá sua ação, suspense e das revelações neles contida. Você se depara com a situação do processo e as vezes se coloca no lugar de quem está participando das provas. Além de ter a questão principal (O processo) a série passeia por outros enredos como a história pessoal de alguns personagens e também A CAUSA (uma organização contra O Processo) suas motivações e seus passos, tudo levando a questão “Você realmente é o criador do seu próprio mérito?”.

Ao assistir a série me deparei com alguns rostos conhecidos como dos atores João Gomes, Rodolfo Valente, Viviane Porto, Zezé Motta e Mel Fronkowiak que ficaram famosos por atuar em algumas novelas dá televisão brasileira. Além dos rostos populares temos a entrada de alguns atores não tão conhecidos (até o momento). De início a atuação de alguns não me passava realidade, e me parecia um pouco forçado, porém ao longo dá série tudo vai evoluindo incluindo a atuação. Os atores já estão mais conectados aos seus personagens conseguindo transmitir melhor seus sentimentos e sensações. Gostaria de dar destaque a performance da Vaneza Oliveira (Joana), que pra mim de longe foi a melhor.

Quanto aos efeitos não tenho muito o que falar, pois a produção tem um orçamento baixo o que dificulta gastos com grandes efeitos pra mostrar a tecnologia de um local distópico, mas embora isso, os poucos que tem são bem feitos e arranjados.

Episódios destaque:

1° – EP 4 (O portão) a série evolui de uma forma espetacular, dando início a uma segunda fase mais “thiller” dá temporada

2° – EP 5 (Água), esse episódio dá uma pausa em todo acontecimento da série para explicar sobre o passado de Ezequiel, além de conhecer mais sobre o personagem você faz uma visita a questões sobre o Maralto e o processo e A Causa.

3° – EP 8 (O Botão) “O grandioso fim”, responde a inigmas anteriores, cria novas situações decorrente a série e deixa um espaço pra tão aguardada continuação. Surpreendente.

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Depois de assistir a série e pensar sobre o tema, ficou na minha mente o lema “Você é o criador do seu próprio mérito” me fazendo pensar sobre algumas questões atuais “até onde eu dependo de mim mesmo?” “Qual a possibilidade que algum fator exterior influencie o meu mérito?” “Todos temos a mesma oportunidade de criar o seu próprio mérito?” e com essas questões deixo vocês, até a próxima galera.

Título: 3% (Três Por Cento)
Roteiro: Pedro Aguilera.
Direção: Cesar Chalone.
Produção: Boutique Filmes.
Distribuição: Netflix.
Atores Principais: João Miguel e Bianca Comparato.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟