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(Resenha) A Rainha Exilada – Cinda Williams Chima – Livro 02

Com tantas séries de livros que bombam no mercado editorial, é estranho ver uma tão boa quanto Os Setes Reinos sendo esquecida no churrasco. Cinda Williams Chima conduz uma obra maravilhosa que não só traz tudo que uma boa fantasia precisa, como também consegue ir além.

Essa resenha não conterá spoiler do livro anterior.
Para garantir isso pule a sinopse.
Título: A Rainha Exilada| Título original: The Exiled Queen | Série: Os Reinos 02 | Autora: Cinda Williams Chima | Editora: Suma dos Livros | Páginas: 2014 | Ano: 456
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ | Encontre: Skoob | Amazondownload.png

Sinopse: Assombrado pela perda de sua mãe e irmã, a jornada de Han Alister rumo ao sul começa com seus estudos na Academia Mystwerk em Vau de Oden. Mas partir de Fells não significa que o perigo ficou para trás. Han é caçado a cada passo do caminho pelos Bayar, uma poderosa família de magos decidida a reaver o amuleto que Han roubou deles. E a Academia Mystwerk apresenta seus próprios perigos. Lá, Han conhece Corvo, um mago misterioso que concorda em ser seu tutor nas artes negras da feitiçaria – mas a barganha que eles fazem pode levar Han a se arrepender. Ao mesmo tempo, a princesa Raisa ana’Marianna foge de um casamento forçado em Fells, acompanhada de seu amigo Amon e seus cadetes. Agora o lugar mais seguro para Raisa é a Academia Wein, a academia militar de Vau de Oden.

Aquela era a questão. No mundo dos sangues azuis, seu inimigo jantava e dançava com você, falava bonito na sua frente enquanto dava a volta para esfaqueá-lo pelas costas.

A série d’Os Sete Reinos faz parte do gênero fantasia com certo louvor. Eu sou uma pessoa relativamente chata (leia-se insuportável) e quando encontro livros de determinados gêneros, costumo esperar certas coisas dele. Ultimamente, tenho percebido certas tendências dos autores de esquecerem determinado enredo para favorecer o romance. Não que eu tenha algo contra romance, mas histórias de romance por romance sempre me deixaram irritada. Por esse motivo ao ler o segundo livro da série saio com a sensação de realmente ter valido a pena ter dado chance a essas obras.

Cinda Williams Chima tem uma escrita poderosa. A autora trabalha bem sobre situações, locais e emoções misturando tudo, mas sem deixar que uma sobreponha a outra. Talvez seja a escrita o que eu mais gosto nos livros da autora pois ao ler, realmente me sinto parte da história que está sendo contada. Mas apesar disso, tenho que admitir nessa obra em específico a autora se perdeu um pouco. Cinda determinou boa parte das primeiras páginas para falar de cavalos e viagens, onde boa parte do conteúdo não tinha muita relevância dentro da história. Contudo, isso não tira a magia do livro. Apenas reduz a agilidade com o qual a leitura poderia ter transcorrido mantendo o foco do leitor em toda a obra.

Na construção dos personagens, Chima também consegue revelar ainda mais características de Han e de Raisa. Apesar de ainda não cair de amores pela princesa-herdeira de Fells, enxerguei nela uma grande evolução como pessoa e como personagem. Raisa parece mais disposta a tomar as rédeas de sua vida e não deixar-se controlar pelo destino. De certo modo, ela caminha para se tornar mais forte e empoderada deixando a garota mimada que um dia foi para trás. Han (que praticamente tomou este livro para ele) também está crescendo dentro da obra. Mas de certo modo com uma personalidade dúbia. Não tenho certeza se Han é um vilão, um herói ou ambas as coisas. E claro que é isso que mais gosto nele. Nunca gostei de personagens maus de mais ou bonzinhos de mais. Extremos não existem, mas sim pessoas que acertam e que erram independentemente de serem boas ou ruins.

Para o enredo principal, A Rainha Exilada conseguiu se sobressair ao primeiro. Na finalização d’O Rei Demônio, eu não fazia ideia de aonde a autora queria chegar pois as informações mais relevantes foram introduzidas na última página. Mas nesse livro, as coisas foram acontecendo em uma bola de neve que culminaram para chocar-se com uma encruzilhada deferindo todos caminhos pelos quais a autora quer percorrer. E para tanto, a autora insere romance, ação, medo, amizade e todos sentimentos que estão atrelados a vida de Raisa e Han.

A Rainha Exilada não foi um livro perfeito, mas uma continuação excelente para uma série que promete impactar corações. Cinda Williams Chima constrói um livro sobre escolhas onde a forma de agir é o que determina o destino que iremos ter.

| RESENHA | Entre E O Agora E O Nunca – J. A. Redmerski – Livro Um.

Olá tudo bom com você? Bom dia, boa tarde ou boa noite seja a hora que você esteja lendo este post. Mês passado fiz um post explicando um pouco sobre o Desafio Literário Cultura e como prometido vou começar a postar resenhas das minhas leituras este mês. Como não pretendo postar na ordem de leitura, então vou postar primeiro as leituras mais frescas em minha mente. Para começar será do livro Entre O Agora E O Nunca de J. A. Redmerski. Estou lendo esse livro para cumprir o ítem Um livro em que o protagonista foge.

 — Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém — digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. — Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.
– Andrew.

 

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Título: Entre O Agora E O Nunca
Título Original:
Autora: J. A. Redmerski
Editora:
Ano:
Avaliação:
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

 Detesto te dizer isso, mas na vida as merdas acontecem mesmo. Você precisa superar. Derrotar isso fazendo coisas que te deixam feliz. – Camryn.

Uma coisa que todos sabemos quando lemos livros é que a bagagem que trazemos influenciam bastante no decorrer da história. De certa forma, podemos chamar isso de Maturidade Literária onde de certa forma, com cada leitura enriquecendo a nossa mente, acabamos por nos ater mais as novidades do que de histórias passadas. Histórias essas que no fundo da nossa mente sabemos que gostaríamos mais se tivéssemos lidos um pouco antes ou talvez um pouco. Talvez seja por esse motivo que a história de Entre O Agora E O Nunca não me cativou tanto deixando-me com uma sensação um tanto amarga que minha mente não consegue mais lidar com clichês adolescentes. A leitura, ao qual posso dizer que foi fácil mas não fluída, muitas vezes deixou a desejar. E mesmo não considerando a obra ruim, não conseguir deixar de me incomodar com vários pontos da leitura.

 Não sou maria vai com as outras. Nunca fui. Mas com certeza topo me tornar alguém que não sou por algumas horas se isso vai ajudar a me misturar, em vez de parecer a esquisita e chamar a atenção. – Camryn.

Começando pela narrativa, posso dizer que senti certa dualidade de emoções ao passo que ia passando pelas palavras de Redmeski. A princípio gostei do modo como a autora conduziu a história. Há profundidade em Camryn que a deixa com uma personalidade mais plausível, muito embora tal personalidade seja mais identificável em uma garota de 16 anos do que de 20, mas como nem todos são iguais e nem amadurecem ao mesmo tempo, a gente releva. Por tal motivo, devido a sua profundidade, Camryn foi de longe que eu mais gostei. De tão verossímil pude enxergar com mais clareza suas atitudes e seus pensamentos. Mas ao mesmo tempo que amei Camryn, eu fiquei apática em relação a Andrew porque ele é o típico mocinho sexy e rock and roll dos Young Adult. Perfeito e sem defeitos aparentes, Andrew me deixou com aquele pensamento para a autora que pode ser resumido em “na boa, você esta mesmo tentando me convencer que esse cara existe?”. E, acho que vocês ja me conhecem o suficiente para saber que o meu tipo favorito de personagem é o palpável. Ele precisa de defeitos, defeitos reais, que lhe deem essa aparência verossímil.

 Aprendi há muito tempo que o futuro e a vida são meus, e não posso me forçar a viver do jeito que outra pessoa quer que eu viva. – Andrew.

Em relação a narrativa devo dizer que fiquei em um certo hiato. Não foi a melhor das narrativas da minha vida, mas também não foi das piores – tanto que finalizei o livro ao invés de abandona-lo. Minha parte favorita, foi com certeza as reflexões que a autora fez sobre a vida, aos quais vocês podem ver minhas frases favoritas espalhadas por este post. Também gostei do modo com o qual a autora conduziu sua história. É um clichê respeitado que segue o caminho não tão óbvio para a conclusão, mas também não surpreendente e mesmo assim ainda foi o mais acertado. Porém, ao mesmo tempo que gostei dessa condução, também me senti incomodada pelo linguajar usado pela autora para descrever cenas de cunho sexual. Achei um tanto pesado mesmo para um livro que envolve sexo. Em opinião o romance deixou de daquela doçura que possuía ao abusar de uma linguagem com maior cara de pornográfica.

 Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra pra trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda. — Seus olhos encontram os meus. — Viva o momento — ele diz,  como se estivesse dizendo algo sério — aqui, onde tudo está certo, vá com calma e limite suas más lembranças e você chegará ao seu destino, seja qual for, muito mais rápido e com menos acidentes de percurso. – Andrew.

E para finalizar essa enxurrada de críticas sinceras, quero apenas ressaltar que essa opinião é minha e muito pessoal. Se você quer ler esse livro simplesmente vai fundo. Apesar de que eu senti falta de algumas coisas, talvez você leia e depois pense que eu sou apenas uma louca 😂. Mas como o meu juramento oficial de blogueira me diz que eu devo dizer a verdade nada além da verdade, ressalto que se ninguém vê igual nem todos leram igual. Por isso te desejo uma ótima leitura ou caso já tenha lido, ótimas lembranças.

Sinto que estou fazendo tudo certo; pela primeira vez em muito tempo, sinto que minha vida está voltando aos eixos, só que seguindo um rumo bem diferente, cujo destino eu desconheço. Não sei explicar… só que, bem, como eu disse: sinto que está certo. – Camryn