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( Livrosofia ) Uma Questão de Gênero

Oi Corujinhas. Tudo bom?? Hoje é um dia super especial que marca a volta do meu, do seu, do nosso Livrosofia (👏). Ah como estava com saudade de conversar sobre livros e leituras com vocês. Mas também precisava descansar meus dedos um pouquinho certo? Na volta desta categoria vou falar um pouco sobre construção de gêneros literários, para em breve levantar uma questão mais da literatura de como se inaugurou os gêneros e as primeiras resoluções sobre eles.

Na literatura clássica sabemos que existe uma quantidade enorme de gêneros da poesia à prosa que fazem dela tão diversificada. Mas por uma visão menos conservadora e mais atual é bem certo que os subgêneros do Romance trabalham como modelos na construção dos livros que costumeiramente lemos. Este gênero é classificado como qualquer obra literária que apresenta narrativa em prosa, normalmente longa, com fatos criados ou relacionados a personagens, que vivem diferentes conflitos ou situações dramáticas, numa sequência de tempo relativamente ampla. A partir do que se concebe por Romance, como uma grande árvore genealógica, surgem ramificações denominadas subgêneros que por sua ver irão criar mais subs fazendo assim uma grande cadeia de classificação. De imediato existe a divisão de conto versus novela seguidos da não-ficção e ficção. Neste post, irei tomar apenas este último para conteúdo.

Dentro das Ficções existem cinco grandes divisões que caracterizam os demais subgêneros. O Romântico, o Suspense, a Fantasia, o Terror e a Ficção Científica. Quando lemos demais de um mesmo gênero podemos ressaltar semelhanças entre os livros que partilham uma mesma construção de enredo caracterizando-os como pertencentes à uma família ou a outra. Na fantasia entram os elementos fantásticos para revelar a disputa entre o herói e o vilão; no romance o casal se conhece, se apaixona, se separa, mas em n’s casos retomam; no suspense o vilão é o que aparenta mais inocência; no terror a luta é contra o mal personificado. Mas, por mais óbvias que esses enredos pareçam, como não perceber uma camada mais afundo em cada um deles que o torna tão especial?

A grande questão dos gêneros contemporâneos não é o que se espera em sua obviedade, mas o que pode-se encontrar em seu cerne. Depois de tanto tempo lendo obras diversas criei certa expectativa entre os gêneros que acabam por definir também o que espero dos livros. Por não ler sinopses tento não julgar pela capa ou pelo título, mas é quase impossível não o fazer pelo gênero. Acabo entendendo gêneros como uma necessidade de explorar questões próprias à eles.

Começando pelas Fantasias é certo que o universo ambientado esta sempre permeado pelos jogos de poder. Mesmo que se trate de uma luta entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, vê-se sempre disputas pelo controle de algo em seu enredo. O poder é uma versão de política onde quem controla o mundo controla à todos. Em Harry Potter e Percy Jackson esta luta se dá entre duas pessoas, já em Game Of Thrones e A Maldição do Vencedor os reinos é que tomam forma como denominadores disputas. Dessa maneira, disputas de poder são sempre centralizadas em sua história.

O Drama vem de forma mais reflexiva para nos fazer pensar em nossa existência. Em realidade para nos fazer entender nossas ações e seus significados. Em vários livros com essa temática, suas personagens são levadas a situações extremas dentro da psiquê. Pelo conflito que provoca, é um gênero pautado para provocar a queda e sucessetivamente superação quando se entende o que se é verdadeiramente.

O Terror possuí os medos da sociedade personificados. O terror costuma horrorizar seus leitores em uma amostra perfeita das verdadeira atrocidades do ser humano. O objetivo é horrorizar o leitor lhe mostrando que o mal não é feito de criaturas monstruosas, mas do próprio homem que é possui essa natureza.

Já nos caminhos da Ficção Cienifica, pode-se ressaltar que ela segue pelo mesmo viés existencialista do Drama, muito embora não apele para situações extremas sendo bem mais sútil que o irmão. Pois existencialismo da sci-fi é mundial enquanto o do drama é pessoal. O gênero costuma usar da tecnologia como perigo para a sociedade pois estamos cada vez mais à sua mercê. O espaço das relações humanas perde cada vez mais espaço para o mundo virtual e como não pensar no que o mundo pode se tornar quando cada vez mais frios ficamos?

E por fim o Romântico que envolve de modo tão simbolicamente as questões sentimentais. Esse gênero é provalvelmente o que melhor costurado por seu empirismo. O amor é tão abrangente que pode ser encontrado em diversos lugares. O Romântico desenrola-se através pela nem tão simples perguntas do que nos faz amar, como amamos e porque merecemos ser amados. Entre familias, casais e amigos cada livro busca a ponte para responder essa questão.

Gêneros Literários Contemporâneos não podem ser rotulados apenas pelo óbvio mas devem ser entendidos pelas perguntas que trazem. Mas obviamente nunca conseguirei expressar ao fundo tudo sobre gêneros. Cada livro é traz uma coisa nova mantendo a literatura em uma constante mutação. Entender uma pequena peça de sua construção é somente um passo para sua compreensão.

Esse foi o Livrosofia de hoje. Espero que tenham gostado. Em breve terá bem mais.

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( Resenha ) Entre O Amor E A Vingança · Sarah MacLean · Livro 01

Minhas amorosas Corujinhas, preparem-se para voltar no tempo e entrar em uma casa abandonada e um coração perverso em sua busca para recuperar o que foi seu por direito. Mas o que pode parecer uma busca por vingança, pode se transformar no mais alto dos sentimentos.

Capa

 

Título: Entre O Amor E A Vingança
Título original: A Rogue by Any Other Name
Autora: Sarah MacLean
Série: O Clube dos Canalhas #01
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue… Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury. Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles… até mesmo seu coração.

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Sarah MacLean é sem dúvidas uma das minhas romancistas favoritas. Ler seus romances sempre me faz ficar apaixonada pelos personagens e o crescimento que eles têm durante o correr de suas histórias. Mas a capacidade o que mais me deixa entusiasmada com seus livros, é a maneira com que MacLean os cria tendo como base uma sociedade puramente machista e mocinhas dispostas a quebrar todas as regras da sociedade. Muito embora esse mocinho não seja machista e essa mocinha não esteja dando um salto atrás de aventuras, é justamente o caminho que os modificam que torna esse livro especial.

Uma característica comum as narrativas de MacLean é a facilidade com o qual elas transcorrem. Com capítulos curtos, o livro é permeado por pensamentos e sentimentos que se modificam à partir da evolução do livro. Acho realmente fantástico como a autora consegue dar rumo a narrativa. Nunca consigo abandonar a leitura e sempre fico sedenta pelo que esta para vir. E toda vez sou surpreendida pela direção que as coisas tomam, onde muitas ações e reações são bastante inesperadas para mim. Tudo isso, faz com que Sarah possua características únicas capazes de surpreender o leitor sempre o instigando e mostrando que por ser um romance de época o clichê não é a única opção.

Se a narrativa é uma das minhas favoritas, o enredo proposto faz meu coração saltitar. De início faz-se pouco evidente que tipo de evolução a autora vai trazer porque tudo parece ocorrer bastante rápido à princípio e então mais lento a medida que o tempo passa. Mas então percebemos que na verdade ela tem muitas coisas à mão quando seu desenvolvimento esta na personalidade de Penélope e Bourne do que no destino que os rodeia.

Em paralelo com o título, Penélope está em uma jornada para descobrir quem é além do que a mulher perfeita, mas não boa o bastante para ter agarrado um duque em sua primeira temporada. Ser uma uva da sociedade não lhe garantiu nada ao invés de ser associada ao sem graça. Penélope precisa descobrir quem é verdadeiramente para ser feliz e ter algo a mais do que a sociedade londrina espera. Já Bourne esta tem plena consciência que tudo que precisa é vingar-se de quem lhe tirou tudo paraser feliz, quando na verdade precisa apenas olhar para dentro de si e perceber que nem tudo é ódio pois o melhor da vida está no amor de quem nos rodeia.

Apesar de ter amado tanto os contextos da obra e boa parte do que a autora propôs tenho que admitir que — mesmo entendendo o personagem — quis dar na cara do Bourne. Pois achei bastante demorado ele finalmente cair em si de modo que foi irritante muitas de suas atitudes. Mas fora isso, e quem sabe um tanto de drama à mais que o necessário, não houve nada que tenha me desagradado.

Entre O Amor E A Vingança é um dos melhores romances de época que já tive o prazer de ler. Engraçado, caritivante, apaixonante e inspirador este livro é obrigatório para os amantes do gênero, assim como uma ótima pedida para aqueles que estão iniciando no gênero. Um livro feito para atrair o desejo e a ruína de um leitor.

| RESENHA | Corda Sobre O Abismo – Marcelo Pereira Rodrigues.

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Título: Corda Sobre O Abismo.
Subtítulo: O Elogio da Desesperança.
Autor: Marcelo Pereira Rodrigues.
Editora: Chiado.
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sinopse: Fictício, contemporâneo e urbano, o romance filosófico “Corda sobre o abismo” conta com altas doses de introspecção. Denizard é filósofo, professor, escritor diletante e crítico do mundo à sua volta. Sua aguda racionalidade contrasta-se com os encontros, sutis ou profundos, que acontecem numa São Paulo desvairada: trânsito caótico, violência, relacionamentos vazios e fúteis. Seu equilíbrio racional cai por terra após uma noite de bebedeira: sentindo que caminhava por uma tênue corda sobre um abismo, sua vida sofre uma derrocada. Esse fragilizar-se leva nosso personagem a reerguer-se e dentro desse processo surgem os diálogos surreais sonhando com escritores mortos, de Lima Barreto a Albert Camus, dentre outros.
A veia ferina e irônica de Denizard vai se humanizando aos poucos, os sentimentos e a razão acompanham seu crescimento e uma nova visão de mundo vai se descortinando. Um livro ágil e direto, engraçado e surreal em muitas de suas passagens, evidenciando que o salto em favor da obra é sempre uma fuga necessária.

O livro Corda Sobre O Abismo foi diferente do que eu esperava para ele. O ponto que mais me agradou foi o personagem principal, Denizard que de modo afiado crítica tudo e todos ao seu redor. Se você levar ao pé da letra o fato de que ele é um professor de filosofia em um romance filosófico, achará que o livro se tornará maçante pelas sempre reflexões profundas sobre todas as coisas. Mas ao contrário disso, como uma ótima surpresa, o livro se desenvolve de uma forma cômica e inteligente instingando o leitor à junto com Denizard, pensar sobre os acontecimentos mais que estranhos que estão pipocando ao passar das páginas.

O modo como a história se desenvolve é fora do padrão. De certo modo, mesmo com o pequeno comentário do autor sobre Birdman e uma explicação sobre o fato que levou nosso protagonista a ficar famoso, era certo que eu deveria no mínimo ter uma ideia sobre o que sucederia com o professor. Mas isto não aconteceu. Na verdade eu pensei que havia acontecido uma coisa, quando na verdade acontecera outra. Esse tipo de surpresa quanto ao enredo fez borbulhar as espectativas sobre o que mais eu poderia esperar até os atos finais, que também não me decepcionaram. O fechamento do livro foi tão bom quanto toda sua história, mantendo-se no padrão e sem cair de nível.

Eu queria falar sobre o livro e contar as divertidas tiradas de Denizard sobre os fatos que se sucedaram aquela bebedeira. Mas na minha concepção, acredito que seria um baita spoiler. Então para finalizar eu digo: se você nunca leu um romance filosófico Corda Sobre O Abismo é uma obra excelente para começar. O livro é leve, ágil e você consegue ler sem esforço nenhum em uma tarde. Foi uma surpresa agradável que deixou minha mente mais enriquecida e pensativa.

Beijos. Até o próximo post.

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| RESENHA | O Lado Bom Da Vida – Mathew Quick.

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“Não quero ficar no lugar ruim, onde; ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes”.

Pat é um homem de trinta e poucos anos que esta internado em uma clínica psiquiátrica, por conta do tempo separados. E o que ele quer mais que tudo na vida? Reencontrar Nikki, sua linda e amada esposa. Aos poucos, vamos descobrindo um pouco sobre como era a vida de Pat, que agora depois que saiu da clínica psiquiátrica, ou como ele chama, lugar ruim e está morando com os seus pais.

O começo da narrativa do livro é bem divertido sendo todo em primeira pessoa então sabemos as opniões de Pat e seus pensamentos, assim aos poucos vamos juntando informações sobre sua vida e o motivo pelo qual ele foi parar no lugar ruim, já que era um cidadão comum. Ele busca ser uma pessoa melhor, e fazer tudo que agrade Nikki, pois deseja muito que termine logo o tempo separados.

Pat malha muito, lê os livros dos quais ela gosta, (Nikki é professora de Literatura), muda seus hábitos e suas palavras numa tentativa desesperada para que ela volte. Enquanto pratica isso em sua vida, ao mesmo tempo ele tenta se socializar mais voltando à falar com um velho amigo seu, e indo à jogos de futebol americano com seu irmão, já que seupai não pode mais ir pois foi expulso dos jogos em estádio. Pat também descobre coisas que aconteceram em sua família enquanto estava no lugar ruim e finge que toma os seus remédios além das consultas com seu psicológo indiano.

É desse modo, na sua corrida para reconquistar Nikki, que Pat conhece Tifany, uma mulher, assim como ele muito complicada psicologicamente.

Em vários momentos do livro, pensei que Nikki não existia, era fruto da imaginação dele, pois todos de sua familia e seus amigos se recusam a falar sobre ela além de não haver nenhuma foto deles nas paredes da casa. Mas ela existe, só que eles mantém um misterio, pois há um receio de Pat ter um surto psicótico. Com o passar da história, fiquei absmada com o que aconteceu para Pat passar um tempo em uma clínica psiquiátrica buscando obsesivamente ser e fazer tudo o que Nikki gostava e queria que ele fosse.

Quando havia lido sobre o livro, confesso que fiquei receosa em fazer à leitura, pois parecia um romance de arrependimentos sobre o seu amor perdido. Mas não é nada disso. Pat é um personagem singular, sua visão de mundo as vezes beira a inocência. Ele diz que ama assistir filmes, mais que agora não vai assitir mais pois esta disposto a viver o filme da sua vida.

Isto sem contar os nomes dos capítulos que são incríveis, como: Um fogo laranja entra na minha cabeça, A rosquinha de concreto,” Cheios de lava derretida“…

A relacão que ele tem com a sua familia, o seu pai uma pessoa de difícil convivência. Seu terapeuta e suas conversas, as citaçães do que o seu amigo Dani dizia que também estava com ele no lugar ruim, o fanatismo pelo futebol, a obsesão pelo corpo perfeito, e sua amiga muito perturbada Tiffany tornam o livro como algo à mais. Uma narração fabulosa, situações muito engraçadas e comoventes nos faz ter admiração pela honestidade de Pat, onde em momento algum ele pensa em desistir de Nikki. Além da amizade muito estranha com Tiffany, uma personagen difícil e inusitada. Pat nos presenteia com o filme da sua vida, e seu otimismo colosal.

Título: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Mathew Quick
Editora: Intrínseca
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

| RESENHA | O Ar Que Ele Respira – Brittainy C. Cherry – Série Elementos – Livro Um.

Sinopse: No novo romance da autora de Sr. Daniels. Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

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“Todo mundo merece ter pelo menos um amigo em quem possa confiar seus medos e segredos. Suas culpas e alegrias. Todos merecem ter uma pessoa que vai olhar em seus olhos e dizer: ‘Voce é autossuficiente, você é perfeito mesmo com todos o seus problemas.
– Elizabeth.”

Em O Ar Que Ele Respira a autora nos trás um romance que pode ser definido em uma palavra: forte. Pois irá contar uma história que tem tudo para acabar mal. Elizabeth e Tristan são pessoas destruídas pela vida que não querem superar a dor e sim conviver com ela para jamais apagarem suas lembranças daqueles que tanto amaram, mas que a vida lhes tirou de maneira brutal. Em suas palavras, Brittainy deixa marcado os sentimentos presentes nas ações e pensamentos de cada personagem.

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Depois de ler Sr. Daniels e me apaixonar por Ashlyn e Daniel, comecei a me afundar nas páginas do primeiro livro da série Elementos de modo quase implacável. Demorei pouco tempo para finalizar a leitura, e ao fazer isso, fiquei ainda mais encantada pela escrita da autora. Cherry narra o livro em primeira pessoa alternando a visão entre os personagens principais. Desse modo, com o intercalamento, torna a leitura mais completa pois é possível enxergar como os pensamentos dos personagens vão se alterando com o passar do tempo. E possível ver como a dor vai dimuindo, mas não desaparecendo. Pois Cherry deixa claro que dores assim marcam para sempre, apenas se transformam em cicatrizes onde será possível conviver com elas sem tanto sofrimento.

O grande porém do livro é justamente o fato que nem Elizabeth, nem Tristan estão dispostos a deixar suas dores para trás. Ambos consideram fazer isso trair as pessoas amadas por não se lembrarem deles em todos os momentos. Elizabeth sabe que precisa, ela diz pra si mesma que esta bem, mas em todo lugar e em todo momento ela recupera as lembranças usando a si mesma para manter através da dor Steve ao seu lado. Tristan, ao contrário de Elizabeth, usa da penitência para manter sua esposa e filho perdidos perto de si. Ele acredita que foi sua culpa por não estar presente quando o acidente aconteceu e por isso merece ficar sozinho e sentir na própria carne toda a marca e sofrimento que seus entes sentiram.

“Depois paro e lembro – a pior parte de perder uma pessoa amada é que você também se perde.”
– Elizabeth.

Assim, com essa base desaladora, Brittainy constrói um livro sobre autor-perdão, sobre recuperação e principalmente: sobre se dar uma nova chance para ser feliz. Entender que na vida coisas acontecem sem nosso controle e que não é nossa culpa. Que não podemos deixar a dor nos consumir, mas deixar ela nos tornar mais forte porque com o auxílio de nossos amigos e familiares, das pessoas que realmente nos amam conseguir trilhar um novo caminho em busca da felicidade.

“Os pequenos momentos de felicidade compensam a dor, e os cacos do coração podem ser colados novamente. Quer dizer, sempre fica uma cicatriz ou outra, e às vezes, as memórias do passado te queimam por dentro, mas são uma lembrança de que você sobreviveu. É esse fogo que nos faz renascer.
– Tristan.”

Dá para perceber o quanto eu amei esse livro certo? Eu super recomendo a leitura. Agradeço imensamente a minha amiga Drih por tê-lo me indicado. Foi incrível a leitura. Não tem como não se apaixonar.

Título: O Ar Que Ele Respira.
Título Original: The Air He Breathes
Autora: Brittainy C. Cherry.
Editora: Record.
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

| NOTÍCIA | Livro Novo — Escritora Luana Barros.

Oii gente! Bom dia como vão? Hoje tenho uma notícia boa pra vocês. Um livro novo da escritora Luana Barros (Instagram: @porummundocomaispoesia) que esta disponível no Wattpad mas também esta disponível na Amazon. O livro no Watt sera postado toda sexta feira sempre com dois capítulos.

Confira a sinopse e capa do livro:

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SINOPSE 

Lívia e Thiago se amaram como poucos. Um amor tão grande que transbordava pelas janelas da alma. Sendo impossível vivê-lo. Uma pessoa morreu. Várias, choraram. Seus pais sofreram… Aquilo precisava ter fim. Lívia foi embora e deixou a saudade como companhia para ele. Em outro país, se casou e teve filhos. Agora, dez anos depois, precisa retornar à Brasília e viver perto de Thiago.
Uma história cheia de segredos que se entrelaçam, indo além da compreensão humana. Com o Universo como limite, o amor floresce e acompanha os personagens da trama. Levando-os ao equilíbrio dos sentimentos. Assim, podem transformar suas vidas e destinos.

Links:

Amazon.com – Janelas da Alma.
Wattpad – Livro Luana Barros

Espero que tenham ótimas leituras.

Beijos!

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A Noiva Devota – Mari Scotti – Os Hallinson – Livro Dois.

Nascer um Hallinson jamais foi tão promissor como em sua geração, no entanto, carregar esse sobrenome era ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição para os herdeiros do amor lendário de Mical e Octávio. Tudo porque Madascocia tornou-se a cidade do casal que venceu uma maldição. Muitos curiosos passaram a visitá-la em busca de felicidade, amor eterno, casamentos duradouros e a solução para seus dilemas. Além das inúmeras superstições como passar pela sombra de um Hallinson; lançar cartas ao rio Llyin que corta a Mansão de Bousquet; as donzelas e matriarcas almejavam matrimônio com um dos jovens herdeiros. Tentando adiar ao máximo esse desfecho, Samuel prolongou os estudos, mas, a saudade de uma donzela o faz retornar para casa antes do previsto. É em um baile que todos os seus planos de a cortejar ruem. Flagrado em uma situação comprometedora, vê-se obrigado a se casar. Ela sempre soube como se esconder da sociedade, como passar desapercebida entre as pessoas e não chamar atenção. Não que fosse complicado, ela era a mais nova das filhas, a menos formosa de sua casa. A que nasceu com uma ofensiva deficiência. Por acreditar que jamais seria notada, Rosalina guardou um grande segredo: seu amor por Samuel Hallinson. O que ela não esperava era cruzar o caminho do rapaz em um dos momentos mais constrangedores de sua vida e mudar seus destinos bruscamente.

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A certa altura desse ano, publiquei uma resenha afirmando que Montanha da Lua – A Maldição dos Hallisons era meu livro favorito de Mari Scotti. Esqueçam. Mudei de opinião com esta obra fantástica da escritora que me proporcionou. Um livro apaixonante. Desde os personagens até mesmo os locais descritos por Mari Scotti, pude sentir tudo culminando para um final que me deixou satisfeita e com um sorriso bobo no rosto.

Como todos que já tive o prazer de ler autora, o livro é leve por ter uma escrita fácil de ser lida. As palavras vêm em quantidades certas tanto para descrever os lugares, como os acontecimentos e também as emoções dos personagens, presentiando o leitor com um delicioso ritimo de leitura. Apesar de já saber o final, fiquei me perguntando como dois jovens tão distantes um do outro poderiam se apaixonar. Distantes, pois apesar de Rosalina ser apaixonada por Samuel desde criança e este frequentar sua casa, o rapaz  não lhe vê como mulher, e pior, é apaixonado pela irmã da moça. Assim, logo nos primeiros capítulos, já estava entusiasmadíssima pela leitura que só foi crescendo a medida que o livro se desenrolava.

A maioria das obras românticas de época tem a mesma característica: um acontecimento que gere um acordo ou proposta que obrigue ambos os protagonistas a conviverem. A diferença que fez do livro de Scotti ser tão bom para mim, foram os personagens. Pois como leitora fanática deste gênero a situação constrangedora que levou Rosalina e Samuel a conviverem é quase  corriqueira pela infinidade de vezes que já vi requisitada nas obras. Porém a maneira com que o casal reagiu a ela, assim como ambas as famílias, é que me chamou a atenção. Afinal esperava ou tiros imediatos ou alianças imediatas. E nenhuma das duas coisas aconteceu. Porque Rosalina amava Samuel o suficiente para não querer faze-lo infeliz lhe obrigando a casar, como pelo rapaz ter a consciência de só se casar por amor.

Por isso, cada personagem, principalmente os protagonistas me foram especiais. Rosalina por ser tão apaixonada ao mesmo tempo tão sábia para não se deixar iludir pela ideia de um casamento fácil pelo homem que ama e a Samuel por sua mudança gradual de comportamento: ele amadurece como homem a cada capítulo. E também aos personagens secundários que do seu modo contribuíram para tornar a obra completa: Mical, Octávio, Gregório (Hey Mari, eu estou esperando um terceiro livro sobre ele só para deixar registrado!), Isabel… Que me conquistaram ou me reconquistaram ao passar das páginas.

Eu amei este livro. Tanto que li a obra completa em menos de oito horas. Não consegui largar da história até as palavras finais e a certeza que tudo estava em ordem. Todas as minhas expectativas foram atendidas e sinceramente não existe muita coisa melhor que isso. 

Título: A Noiva Devota
Série: Família Hallinsons
Livro: Dois – 02
Autora: Mari Scotti
Editora: Independente
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Amar Vale A Pena (Recomeçar) – Luana Barros

Gustavo e Luiza formam uma família linda e feliz. Juntos criam Malu, filha dele com outra mulher. Mas a vida não continuará assim… A mãe de sangue da criança volta para reivindicar os direitos que abriu mão ao abandoná-la. Luiza vai embora por amor à filha de criação. Gustavo se desespera ao ver sua vida destruída. Em Londres, Luiza conhece pessoas de diferentes lugares do mundo, faz muitas amizades e se diverte bastante, apesar da saudade que sente dos amores deixados no Brasil. Uma história emocionante que mostra que em todos os lugares e em todas as línguas, todos amam e querem um amor verdadeiro. O livro toca a alma e o coração dos leitores, arranca sorrisos, lágrimas e suspiros… Faz brotar os melhores sentimentos.

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Romances neste estilo do livro nunca me chamaram muita atenção e eu raramente gosto quando termino de ler. Porém o livro da Luana Barros foi no mínimo surpreendente. Eu não sei dizer o que eu esperava sobre esse livro, mas ele me suspreendeu bastante. Acho que assimilei certinho o que a autora quis passar e com certezas amar vale a pena.

Luíza é uma personagem divertida, que se tornou daquele tipo que “eu nem te conheço, mas já considero pakas” logo no começo da história. E depois aos poucos vai se tornando uma amiga especial de quem queremos saber todos os segredos. E eu fiquei super encantada com os  sentimentos que a Lu tinha por sua filha do coração Malu. Eu não conseguia imaginar ver uma longe da outra.

Gustavo é um príncipe encantado que me consquistou. Não sou muito fã de caras perfeitos, mas este era perfeito para o meu gosto (se cuida Luiza kkk). Sua relação com Lu é de companheirismo e amor. Os dois se encaixam um no outro e mesmo que tenham algumas diferenças eles juntos arrumam uma solução. Gustavo porém, não consegue fugir do amor, que eu diria que é doentio de sua ex Natália, ficando um pouco a mercê de certas situações ela provoca.

Eu amei esse livro. Ele conta uma historia bem tocamte sobre amor de variadas formas. Entre homem e mulher, pais e filhos e amigos. Estou satisfeita em como a história acabou, porque mesmo que fosse previsível, o modo como Luana me conduziu ate lá foi espetacular.

Titulo: Amar Vale A Pena (Recomeçar)
Autora: Luana Barros
Editora: Chiado
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Terra das Sombras – A Mediadora – Livro Um.

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado e que agora busca vingança. Meg Cabot, autora da série “O Diário da Princesa”, está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural aos problemas terríveis que atingem todos os adolescentes.

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Este livro de Meg Cabot é não só incrível como surpreendente, pois achei uma história incrivelmente nova para um tema como fantasmas.

Meg Cabot tem uma das melhores escritas que já presenciei. Ela tem tudo que o leitor gosta: suspense, romance e ação com uma dose inesperada de humor que faz se tornar um dos livros mais fluídos e satisfatórios que li na vida. Isto porque todos os detalhes que precisaram ser fechados foram fechados deixando apenas aquela leve e brecha de curiosidade que te faz querer desesperadamente o livro seguinte.

Suzannah é uma das personagens mais engraçadas, gente boa e verossímeis que já li. Ela sempre foi uma garota durona – dã ela via fantasmas tinha que ser mesmo – mas ao mesmo tempo tem o mesmo desejo de qualquer adolescente de ter seu primeiro amor. Ao mesmo tempo que precisa se adaptar a vida completamente nova. Uma coisa que me encantou na personagem foi a falta do melodramatismo adolescente que é muito presente neste tipo de situação: uma garota que faz birra porque vai deixar tudo que conheceu para trás. Suzannah pelo contrário ela leva quase numa boa, afinal de contas é melhor para a mãe dela assim e sua nova família e a sua felicidade não é a única que importa.

Falando em família, eu comecei a nutrir um amorzinho especial pelos três irmãos de Suze que ela apelidou de Mestre, Soneca e Dunga. Eles são inteligentes e engraçados e dão a história aquela cara de mundo, onde nem tudo gira em volta da protagonista.

Jesse (que entrou para lista de crushs literários) é um fantasma que de cada nao parece nada camarada, mas que vai se mostrando gentil e mais galante aos poucos cadê meu fantasma homem de época nesse mundo?. Eu tenho uma afeição quase platônica por esse personagem. E alem dele, eu também gosto muito do Padre Dom. Um mediador assim como Suzannah que me lembra muito Alvo Dumbledore, só que beeemm mais sério.

Eu sou apaixonada por esses livros. Tanto que resolvi fazer resenhas deles mesmo tendo lido há vários anos. São livros especialíssimos que todo mundo adulto, adolescente ou criança devia ler.

Titulo: A Terra das Sombras
Serie: A Mediadora – Livro Um.
Autora: Meg Cabot
Ano: 2004
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟