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| RESENHA | Cidade dos Etéreos – Ramson Riggs – Livro Dois – O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Pecualiares.

Olá mundo de gente. Ou pelo menos o pequeno mundo que acompanha esse blog. Espero que o mês de Maio tenha sido recheado de novas leituras. O meu foi e vocês não podem imaginar como estou feliz por isso! Parece que minha desorganização literária passou (aêêê!). E vai rolar um post super especial lá no instagram (@fantastica_ficcao) mostrando quais foram as leituras de Maio. Mas hoje, para comemorar o início de Junho com os dois pés direitos, vamos a mais uma resenha? Desta vez será da continuação de O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares que se você ainda não leu sugiro que click no link e confira o post da vez anterior.

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Título: Cidade Dos Etéreos.
Título Original: Hollow City.
Série: O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares.
Autor: Ramson Riggs.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹
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Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Sabe quando você lê um livro e fica pensando: Puxa que livro do caramba? Pois é! Essa foi exatamente a sensação que eu tive ao ler Cidade dos Etéreos. Obviamente já estava bastante surpresa com o modo com o qual o livro anterior havia acabado e senti uma sensação de o que me aguarda? ao retornar ao mundo peculiar. Para quem não sabe, as fotografias que Ramson Riggs usa em todos os livros, são reais frutos de anos de garimpo. No primeiro volume da série, Ramson havia conseguido fazer com que sua história se moldasse as fotografias. Mas agora foi diferente. Ele precisa fazer com que as fotografias se moldassem à história. Então posso dizer que esperava uma história muito mais bem desenvolvida que a anterior. Mas não pude prever que gostaria tanto das surpresas que me aguardariam nessa jornada.

Cidade dos Etéreos começa exatamente do ponto em que seu antecessor termina. As crianças estão remando para longe de sua ilha que fôra duramente atacada por acólitos e etéreos. A fenda temporal que os protegia já não é mais segura. E para piorar suas vidas, sua diretora – Alma Peregrine – não consegue voltar a se transformar em humana presa na sua forma ymbryne de pássaro. De todas as formas que é possível imaginar, Riggs consegue se superar. A escrita evolui, os personagens se tornam mais densos trazendo para o leitor então emoções mais fortes.

O livro tem bastante ação, o que particularmente eu gosto muito se tornando um ponto positivo para história. Acredito que livros ficcionais precisam dessas aventuras para não se tornarem maçantes e acabarem perdendo o timing da coisa. Livros assim – principalmente – precisam de um pouco de drama, mas também de ação para deixar sempre uma expectativa para a próxima página. Riggs consegue fazer isso com maestria. Pois todas as aventuras que os peculiares passam não parecem desmedidas ou fora do contexto do momento da história. Mas se encaixam perfeitamente deixando o livro gostoso de ler e bastante leve.

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Outra característica que me deixou mais fissurada no livro por assim dizer foi o fato de que os personagens secundários ganharam mais participação. Passei amar alguns (Olive é uma gracinha) e a odiar outros (Enoch está na minha lista negra), mas também pude conhecer a história de cada um. Foi bem interessante como Riggs conseguiu dar vida à cada um deles de modo que não parecessem sombras saídas de uma mesma fornalha. Não! Cada um tem uma personalidade característica de si e não dá para confundir uns com os outros.

De todas as formas que consigo pensar, Cidade dos Etéreos me deixou surpresa. O final deixou uma ponta que tenho certeza que será super bem explorada no próximo livro. Sem contar que foi de cair o queixo! Mesmo que passasse mil anos eu jamais poderia imaginar aquilo. Riggs evoluiu todo o livro de tudo enquanto é jeito. Assim só consigo pensar em como preciso ler Biblioteca das Almas.