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( Lista ) Os 05 Livros Mais Dramáticos De Todos Os Tempos

Oiii Corujinhas. Bom dia, tarde ou boa noite para todos vocês. Em mais uma lista em parceria com a Keth do blog Parabatai Books vamos apresentar os livros mais dramáticos de todos os tempos com bases em nossas leituras. Todos amamos um bom draminha — ou não — e todos choramos com as dificuldades dos nossos amados — ou não —, por isso a lista de hoje é para quem gosta de se descabelar com as histórias dos personagens.

Divide a lista em duas partes: primeiro vou apresentar alguns dramas bem fortes cheios de potencial que vocês deveriam ler com certeza pois são meus os meus favoritados, que apesar de não serem tantos, são existentes e depois duas personagens que eu quis dar na cara de tanto mi-mi-mi. Lembrando queridos que assim como todos os outros posts, esse é de cunho pessoal, okay? Relax.

Vamos começar?

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1 – Métrica – Colleen Hoover

Quem conhece a autora Colleen Hoover sabe que não existe ninguém que escreva um bom drama como ela. Quando li Métrica, muitas vezes me peguei com pena dos personagens – tanto principais como secundários que sempre estavam passando por uma situação difícil. Mas ao contrário do que possa parecer, os livros de Collen tem dramas super bem colocados que apesar de serem exagerados, também são complexos e cheios de significado. Se você nunca leu CoHo, mas quer chorar com sua escrita, esta obra é perfeita.

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 2. Sr Daniels – Brittainy C. Cherry. 

Seguindo o mesmo estilo de Métrica, Sr Daniels também conta uma história de uma paixão proibida entre um professor e sua aluna. Mas no que diz respeito a drama, Cherry vai muito mais ao fundo que Hoover. Ash e Daniel enfrentam os segredos de seu passado, o medo do presente e a negação de um futuro juntos. Esse é um dos poucos livros que me fizeram chorar, pois a história secundária também é sobre aceitação de si mesmo e daqueles que nos cercam.

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3. A Lista Negra – Jennifer Brown. 

É impossível citar dramas sem citar essa obra magnifica de Jennifer Brown. Em todos os aspectos possíveis a autora conseguiu colocar sentimentos na obra. Esse é um dos livros que mais fico feliz que ter lido. Ele abriu meus olhos para duas vertentes do bullliyng tanto de quem pratica como de quem recebe. Também é um livro que me fez chorar, pela verdade que ele proporciona. Pesado e emocionante é uma obra para aqueles que precisam de um choque de realidade.

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4. A Maldição do Tigre – Colleen Hoouck. 

Mudando um pouco a visão do tema e chegando as novelas mexicanas, não se engane pela fantasia, mas A Saga do Tigre é um livro super dramático. Isso se deve lindamente a sua protagonista, Kelsey que – por deuses – consegue ser a mais dramática do mundo. Diferente das obras anteriores, Kelsey  não me animou mas me fez odia-la a cada segundo. Sem sua existência a saga teria sido bem melhor, porque Ren e Kishan são tudo de bom, mas ela é um bleh.

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5. A Elite – Kiera Cass. 

Que America Singer é um ser-humaninho muito dramático todos nós sabemos, mas em A Elite ela se supera. Se você nunca ouviu ou não entendeu a expressão dar uma de America é simplesmente alguém dizendo que você está sendo lindamente um porre de tão antipático, porque fala sério: o Maxon é super gente-fina e não merecia muitos dramas da America vulgo Maria do Bairro. Apesar de A Elite ser o livro mais bem evoluído da trilogia, vamos combinar, ela quase conseguiu estragar ele com tanto mi-mi-mi.

 

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Então amores, essa foi a lista de hoje, espero que tenham gostado porque eu amei escrever ela. Não se esqueçam de passar no blog da Keth também para ver a lista dela. Beijoooos.

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| Resenha | Sob Os Olhos do Delírio – Fábio de Andrade.

À algumas semanas, Fábio de Andrade me convidou para ler os três contos que compunham Sob Os Olhos Do Delírio. Com um sorriso de orelha à orelha, aceitei lê-los mesmo não sendo a mais fanática do gênero. O resultado foi uma leitura em três níveis diferentes sobre a composição humana. O que somos e quais são os perigos que nossa própria psiquê nos impõe.

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Título: Sob Os Olhos do Delírio.
Autor: Fábio Andrade
Páginas: 26
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑

Sinopse: O que um senhor solitário assistindo uma garotinha sendo dilacerada por um demônio saltitante, um velho apaixonado e Nikolai, o enfermeiro de um hospício russo, têm em comum? Nessa antologia, Fábio De Andrade afoga seus leitores em um mar de agonia enquanto os três infelizes protagonistas só conseguem distinguir a vida da morte enquanto houver apenas tristeza em seus corpos. Dilemas de desespero, amor e horror são expostos da forma mais simples e poética da palavra, trazendo três situações em que ele deixa na mão do leitor decidir: A tristeza é causa ou consequência? Deixem que José de Alencar, o enfermeiro Nikolai e o velho marido de Lúcia lhe mostrem o real significado da melancolia em momentos que convergem no sentimento mais antigo e verdadeiro que a raça humana possui: o medo.

Narrados em primeira pessoa, os três contos conseguem ser diferentes um dos outros pela estilística que Fábio de Andrade utilizou em cada um. É visível as diferenças entre as narrativas que nos levam à imaginar cada situação de uma maneira diferente. Toma-se forma aqui a personalidade de cada personagem dando realidade aos acontecimentos. Entre emoções tão diversas, Fábio exibe por meio de três personas o medo, bem como o que o supera, mas principalmente o que o da forma.

O TRISTE FIM DE JOSÉ DE ALENCAR: Quando Andrade nos apresenta o conto, informa que o nome que dá à suas personagens são em realidade jogos de palavras, onde a sonoridade — e acrescento aqui a poética — como fundamentais para a construção da história. Enquanto lia o primeiro conto e imaginava a pessoa que o contava, pude perceber o encaixe de ambas as coisas: o personagem e a história narrada. De certa forma, tudo me remete à curiosidade que acaba por se tornar mais forte que o próprio medo. O autor busca explorar o fato — mais do que comum ao homem — que nossa curiosidade é potencialmente mais forte que o terror. Somos movidos pela necessidade de saber sem levar em consideração as consequências e principalmente à razão. De certo modo, esse conto caminha à nós com o sentido de nos mostrar os perigos de nossa própria curiosidade.

São esses momentos que refutam a ideia de que um destino premedita a vida de todos; o ser humano apenas toma decisões erradas quando as corretas são óbvias.

EM CASA: É o conto mais simples, mas nem por isso menos bom. Antes de tudo, é uma história de amor e saudade. O que nos faz estar em casa não são os confortos ou o teto, são as pessoas que nos aguardam. Alfredo, nosso herói, nos mostra isso: a verdade por detrás de quem somos e com quem queremos estar pela certza de ser aquilo que nos completa verdadeiramente.

OBMEN – 01: Fábio de Andrade ressalta na apresentação do texto que este é seu conto favorito e sem dúvidas devo concordar com ele. O conto se passa em um hospício e, obviamente, a loucura está presente em cada canto da obra. O que mais me deixa estupefata porém não essa loucura, mas o que vem com ela. Pois mais uma vez, Andrade brinca com o que acreditamos. O que nos faz presentes e seguro de nós mesmos é nossa mente e percepção do mundo. Quando isto é nos tirado, não resta nada exceto a progressão da incerteza. Mas especialmente, nos resta nada exceto um punhado de mentiras e a decisão frágil do que escolher acreditar.

Para finalizar, só posso dizer que o texto de Fábio de Andrade é o tipo que você precisa ler para entender com veracidade tudo que ele trata. Partindo de um misto de emoções, o autor te leva a pensar no que você é em todas as suas formas. O medo é parte de todos os homens pois é um estado da nossa natureza. Mas o que nos motiva à ter medo? O que nos faz ter coragem de enfrenta-lo? É isso que Andrade expõe em sua narrativa. A verdade que esta enraizada Sob Os Olhos Do Delirio: o que nós escolhemos enxergar quando todas as condições à nossa volta estão à nos enlouquecer.

Resenha | Os 13 porquês – Jay Asher

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Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
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Os 13 porquês é um romance adolescente bem diferente dos outros, principalmente por sua narrativa dupla e simultânea. Jay Asher mostra a história sob dois pontos de vista ao mesmo tempo.

O livro conta a história de Clay, uma cara normal do ensino médio que, um certo dia ao chegar da escola, encontra um caixa de sapatos com sete fitas cassete. As fitas foram gravadas por Hannah Becker, uma garota com uma reputação duvidosa que estudava na mesma escola de Clay. As regras são simples, somente duas: você escuta e você passa adiante. Se não passar adiante. Ache segundo jogo de fitas será revelado e todo mundo saberá do conteúdo delas. Hannah gravou nessas fitas os motivos para seu suicídio, semanas antes de Clay as encontrar, relacionando pessoas. Totalizando 13. Uma fita para cada pessoa. 13 porquês.

Mas o diferencial, é a narrativa; enquanto Clay perambula pela cidade escutando as fitas, a própria Hannah vai narrando os acontecimentos, causas e porquês de seu suicídio. E dá uma certa aflição em saber qual a participação de Clay nessa história toda. A cada fita em que ela não aparece, a curiosidade só aumenta.

Algumas pessoas acham um certo “exagero” do autor em fazer com que coisas corriqueiras e comuns parecessem tão grandes e absurdas, mas a própria Hannah explica isso: era um efeito bola de neve, um acontecimento ocasionava outro e assim por diante. E chegou uma hora em que ela não pode mais controlar… Mas suportar. E tirou férias. Dela mesma.

Existe um momento no livro em que ela vai pedir ajuda ao seu professor e orientador. Ele tenta lhe ajudar, mas é perceptível que ela já estava decidida… nada que ele dissesse a faria mudar de ideia.

Mas no geral, o livro é muito reflexivo. Nos mostra de forma alheia como as nossas atitudes tem impactos diferentes em pessoas diferentes e nos fazem pensar antes de agir.

Título: Os Treze Porquês.
Título Original: Thirteen Reasons Why
Autor: Jay Asher.
Ano de Publicação: 2009
Editora: Editora Ática
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Conde Enfeitiçado – Júlia Quinn – Os Bridgertons 06

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

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Sexto livro dos Bridgertons e comecei a sentir aquele aperto de que a série esta para ter um fim. Falta apenas mais dois livros depois desse e admito que já estou sentindo falta dos meus personagens favoritos.

O Conde Enfeitiçado vai contar uma história de amor que tem tudo para não dar em nada pois embora a paixão que ambos os protagonistas do livro sintam um pelo outro, tem muitos obstáculos imposto pela sociedade e principalmente por eles para superar. A memória de John, o falecido esposo, entre os dois é o principal ponto que os separa.

Michael é o personagem mais sofrido que eu encontrei nestes livros. Embora muitos dos nossos Bridgertons tenham chorado por amor assim como seus pares, Michael tem um sofrimento ainda maior que chega a ser inigualável. Ele deseja a esposa de seu melhor amigo. Michael sabia que amava Francesca desde o momento que pusera os olhos nela, mas também sabia que esse amor estava fadado a morte. Não haveria como ele roubar a mulher do primo que para si era como um irmão. E após a morte de John, Michael se vê em ainda mais desespero pois tem certeza que nunca vai ter Francesca e que ainda por cima – um dia – terá que ver a dama se casando com outro homem.

Francesca é a mais diferente dos Bridgertons tanto na aparência como na maneira de se portar. É mais tímida e reservada a si mesmo exceto com duas pessoas. Seu marido John e o melhor amigo dele Michael, eram aqueles a quem mais tinha vontade de se sentir solta digamos assim. Ela nunca tinha pensado que uma tragedia tiraria os dois dela com a morte de John e o afastamento súbito e Michael, por isso algum tempo depois decide que precisa de alguém amar, um filho que será fruto de um casamento pode ser sem amor.

O que mais me impressionou durante a trajetória do livro, foi o jeito que Júlia Quinn conduziu um romance que podia muito bem ter ido por água. Pois os encontros e principalmente os desencontros não são forçados, daquele modo que uma situação é tão ardilosamente trabalhada pelo autor dando a sensação que se fosse de verdade não aconteceria. Mas pelo contrário, acontecem de maneiras tão casuais nos fazendo crer que o destino levou ambos os personagens para aquele local.

Júlia Quinn é uma das minhas autores de romances favoritas. Cada livro me trás uma sensação diferente. É incrível o que ela pode fazer a gente sentir.

Título: O Conde Enfeitiçado
Titulo Original: When He Was Wicked.
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Para Sir Phillip Com Amor – Júlia Quinn

Para Sir Phillip, Com Amor – Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.

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No quinto livro d’Os Bridgertons chegamos ao comecinho da segunda parte da obra de Quinn. Embora os primeiros irmãos apareçam com freqüência é mais fácil notar oe quatro últimos presentes nesta parte da série.

No começo do livro senti uma falta muito grande das tiradas da sociedade de Lady Winstledow – by Penélope Fearthing – pois eu sempre achei-as interessantes e geniais, e ter “perdido-a” dá um saudosismo muito forte. Porém Júlia começa a iniciar os capitulos através de cartas. Combina bastante com o tema do livro diga-se de passagem.

“…e então, certamente não o surpreende, falei muito. É que não podia parar, mas suponho que é o que faço quando estou nervosa. Só podemos esperar que, no futuro, tenha menos razão para estar nervosa.”
Eloise Bridgerton a seu irmão Colin, pelo motivo da estreia de Eloise na temporada londrina. Então, abriu a  boca.

O livro se inicia com Phillip contando como perdeu sua primeira esposa e como Eloise entrou em contato com ele a primeira vez. No livro anterior, Colin tinha desconfiança do porque Eloise passava o dia todo no quarto e quando saía estava com os dedos manchados de tinta. A resposta vem neste livro já que a dama em questão havia passado o ano inteiro se correspondendo com o homem. Neste ponto percebemos muitas coisas sobre o casal. Sobre Eloise, que a mulher além de amar escrever cartas anda infeliz com sua vida. O fato que sua melhor amiga pouco tempo antes era uma solteirona assim como ela e que, para Eloise, ficaria por um bom tempo ter sido modificado quando ela recebeu a proposta de casamento, trouxe a ela um sentimento que estaria ficando para trás e que não poderia ser assim. Então precisa encontrar alguém que lhe dê um sentido a mais em sua vida. Phillip por outro lado é um homem amargurado e infeliz que procura uma mulher para dar uma mãe a seus filhos Amanda e Oliver. E é à Eloise que ele vê a mulher ideal para fazer essa proposta.

Isso seria um arranjo perfeito se não contar o fato que ambos não se conhecem nem mesmo de vista.

Quando acabou de lê-la, guardou-a em uma gaveta imediatamente, sem entender o que lhe pedia. Pretendia casar-se com alguém a quem nem sequer conhecia?
Não, bom, isso não era de todo certo. Conheciam-se. Haviam-se dito mais coisas por carta em um ano do que muitos casais conversavam ao longo de sua vida em comum.

Uma das coisas que mais me impressionou no livro de Quinn foi essa correspondência as cegas seguida de um encontro onde muitas das concepções que se fizeram antes do pessoalmente caírem por terra. Pois embora seja um livro de época, ou seja, do passado, o assunto lembra tão bem o que vivemos. Quantas vezes não conhecemos alguém pela internet e poucas conversas depois já consideramos pakas? (eu que o diga rsrs). Só que mesmo assim ainda não conhecemos de verdade pois isto não é o mesmo que tocar uma pessoa de verdade não que eu não queria fazer isso e conviver com ela durante muito tempo. A Júlia traz isso para o livro tão claramente que assim que Eloise chega a casa de Phillip para conhecê-lo já vê que ele não é tão calmo ou paciente como aparentava ser.

Aliado a esse tema atual, estão os personagem de Quinn que mais uma vez me surpreenderam de formas inesperadas. Oliver e Amanda não são tão pestes como esperavam ser, apenas precisam de mais carinho e atenção do que tem do pai. Phillip tem medo de ser violento contra os filhos por fantasmas do seu passado assim passa a responsabilidade de cuidar das crianças para a qualquer pessoa que julgue responsável. E Eloise por sua vez se mostra responsável e perspicaz o suficiente para cuidar dos filhos mas que mesmo assim não pretende tomar as rédeas da situação sozinha incitada a ajudar o conhecido a melhor relação com as crianças.

E gostaria de não levantar a voz. Odiava levantar a voz, odiava o olhar de terror que reconhecia nos olhos de seus filhos.

Quanto aos shipper dos personagens principais, diria que foi um dos mais bonitos que já vi durante a saga. Tivemos um descobrimento do que é o amor com Daphne e Simon, a superação do medo com Anthony e Kate, o renascimento com Benedict e Sophie e a mudança de sentimento com Colin e Penélope. Agora vemos a construção de um amor a partir de quase nada. Como se tudo fosse um motivo para entender melhor o outro e se dar a chance de descobri ainda mais sobre a própria vida e que tipo de prazer ela pode se proporcionar. Eloise e Phillip constroem um com o outro um amor como se constrói uma casa. Primeiro os alicerces até o telhado, com uma base segura para se ter uma certa certeza que no final das contas as coisas vão dar certo.

Este foi um dos livros da serie que eu mais gostei perdendo apenas para seu antecessor. Um livro incrível de um romance inesquecível.

Título Original: To Sir Phillip, White Love
Autora: Júlia Quinn
Ano Original: 2003
Publicado No Brasil:
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Os Segredos de Colin Bridgerton – Julia Quinn – Os Brigdertons 04

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Ha muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

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Este livro é meu favorito. Já estou indo para o oitavo e nenhum dos outros chegou perto do que este livro trouxe para mim. Se tornou um dos meus livros favoritos de romance, na verdade, acho que é o meu favorito agora. Fiquei super encantada por tudo que a autora me mostrou nesta trajetória e ainda mais pelos personagens principais que formaram um casal perfeito daqueles que mesmo tendo um crush pelo Colin, não consigo pensar em ver ele longe da Penélope.

A história começa com um vislumbre do passado sobre o amor de Penélope por este Bridgerton. Vemos que no fundo de seu coração há um sentimento verdadeiro, de uma mulher que além de ama-lo tem a capacidade de reconhecer tudo que há de bom e de ruim nele. Neste início do livro, há um resgate de uma cena de Um Perfeito Cavalheiro onde ela tem sua maior decepção ao ouvir Colin afirmar que jamais se casaria com ela.

O rosto dele, já rosado, tornou-se rubro. Ele abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Talvez, pensou Penelope com estranha satisfação, aquela tivesse sido a única vez na vida que ele ficou sem palavras.
– E eu nunca… – acrescentou Penelope, engolindo em seco sem parar. – Eu nunca falei a ninguém que queria que você me pedisse em casamento.
– Penelope – conseguiu, enfim, falar Colin –, eu sinto muito.
– Não tem do que se desculpar.
– Não – insistiu ele. – Tenho, sim. Eu a magoei, e…
– Você não sabia que eu estava aqui.
– Mesmo assim…
– Você não vai se casar comigo – declarou ela, a voz soando estranha e falsa aos seus ouvidos. – Não há nada de errado com isso. Eu não vou me casar com o seu irmão Benedict.
Até então, Benedict estava olhando para o outro lado, tentando não encará-la, mas a partir desse momento passou a prestar atenção. Penelope fechou as mãos ao lado do corpo.
– Ele não fica magoado quando eu digo que não vou me casar com ele. – Virou-se para Benedict e forçou-se a fitá-lo diretamente nos olhos. – Fica, Sr. Bridgerton?
– Claro que não – respondeu ele, com rapidez.
– Então está resolvido – disse ela decididamente, impressionada por, ao menos uma vez na vida, estar conseguindo pronunciar as palavras exatas que queria. – Ninguém ficou magoado. Agora, se me derem licença, cavalheiros, preciso ir para casa.
(…)
Um amor não correspondido não era nada fácil de administrar, mas ao menos Penelope Featherington já estava acostumada a isso.”

Alguns anos se passam e a partir daí a verdadeira natureza da história aparece. Penélope esta mudada de várias maneiras possíveis e Colin esta cada vez mais distante de todos por suas viagens. Nesta temporada de cortes e floreios tudo parece que vai correr extremanente igual, quando a nossa gloriosa Lady Dunbury propõe o desafio do século: dinheiro aquele que descobrir a identidade da misteriosa colunista Lady Whinstledow e assim agita todo a sociedade londrina, além que dá um motivo a mais para fazer nosso casal ficarem perto um do outro…

Esse enredo envolta da colunista traz mistério e sagacidade ao romance de Quinn. Muitos personagens podem ser esta mulher por serem incrivelmente pretenciosos espertos. Além do fato que traz mais charme as descobertas do livro e torna um ponto crucial para envolver de vez Colin a Penélope.

Mas, com toda a sinceridade, nada disso passou pela cabeça de Colin. Na verdade, ele mal pensava. Seu beijo foi suave e dócil porque ele ainda estava surpreso. Ele a conhecia havia anos, e jamais pensara em fazer aquilo. Agora, porém, não poderia soltá-la nem que o mundo se acabasse. Mal conseguia acreditar no que estava fazendo – ou que desejasse tanto aquilo.

Colin Bridgerton é um homem engraçado e inteligente se tornando o mais charmoso dos irmãos. De todos os personagens que foram apresentados durante a trajetória dos livros anteriores, Colin é o que mais me agrada em suas palavras. Muita das vezes o comparo com William Herondale de As Peças Infernais, mas mesmo sendo intrisecamente parecidos, Colin possuí um jeito ainda mais irresistivel (o que eu meio que achava impossivel considerando quem é Will). Ao mesmo tempo que é forte e sempre pronto para outra, Colin tambem pode ser inseguro quanto aquilo que quer realizar em sua vida.

Penélope por outro lado é forte dentro de si, mas quando chega a hora de mostrar de onde veem essa força é que são elas. Por ter sido tão exposta a humilhação quando mais nova, por ter sofrido tanto com comentários Penélope aprendeu a fugir para um canto sempre que isto ocorria. Durante o livro, nota-se uma suave percepção de mudança em sua atitude.

Tais mudanças vem diretamente da força que Colin da para Penélope e é justamente isto que eu acho tão bonito e maravilhoso neste livro. O modo como de uma amizade, de um olhar, de um toque saiu um amor tão forte impossivel de ser quebrado deixado para trás.

Além disso de toda essa linda história, não posso deixar de notar que Júlia Quinn fechou um ciclo. Não só relacionados para com Lady Winstledow como também aos primeiros quatro irmãos da saga. Afinal, nos livros seguintes é mais aparente os ultimos filhos.

Titulo: Os Segredos de Colin Bridgerton
Titulo Original: Romancing Mister Bridgerton
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2002
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O rosto dela lhe era tão familiar… Ele o vira mil vezes antes e, no entanto, até as últimas semanas, não podia dizer que o conhecia de verdade. Será que lembrava que ela tinha uma pequena marca de nascença perto do lóbulo esquerdo? Já havia notado o ardor de sua pele? Ou que os olhos castanhos continham salpicos dourados bem perto da pupila?

Um Perfeito Cavalheiro – Júlia Quinn – Os Bridgertons – Livro 03

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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Júlia Quinn é uma das melhores escritoras românticas que já encontrei na vida, isto porque seus livros são capazes de nos deixar submersos na história de modo que é impossível largar o livro depois de começa-los. Quando eu inicei a leitura de Um Perfeito Cavalheiro sendo que eu  estava completamente encantada pelo livro anterior O Visconde Que Me Amava  eu só conseguia pensar que o livro só podia ser maravilhoso. E embora este não tenha se tornado um dos meus favoritos da série ainda sim foi incrível.

Sophie Basset é uma moça como quase qualquer outra. Tem sonhos e anseios por uma vida melhor do que possui e o desejo de ser realmente feliz com alguém que lhe ame. Eu gostei muito da personagem pela simplicidade e verdade que ela me passou e mesmo que ela seja calma e respeitosa, ainda sim há nela um espírito de justiça que vigora em suas palavras.

Benedict Bridgerton é tudo que sua história promete: um perfeito cavalheiro. Contanto, isso me faz desgostar dele, afinal não sou do tipo que gosta dos perfeitinhos de mais. Porém não posso negar que o modo como ele ficou após a súbita partida de Sophie do baile, que eu fiquei com certa piedade do seu sofrimento.

Quando você começa a história é bem perceptível a Cinderela em Sophie, mas mesmo depois dessas primeiras oitenta páginas eu imagino que a história de verdade só começa com o reencontro do casal depois do salvamento de Benedict. E esse momento, após esse heroísmo, que eu realmente achei impressionante. Pois Quinn conseguiu mostrar como ressurgiu em Sophie a paixão por aquele que tinha pensado durante tanto tempo, como a aceitação de Benedict que a mulher do baile não voltaria mais e que ele deveria deixa-la para trás e se entregar a nova paixão.

Um Perfeito Cavalheiro é emocionante e carregado de sentimentos. Almas gêmeas como Sophie e Benedict nunca haviam sido retradas com tamanha veracidade. Um livro inesquecível.

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Título Original: An Offter From A Gentleman
Série: Os Bridgertons 03
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2001
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

O Príncipe dos Canalhas – Loretta Chase – Livro Um

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent… Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

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Eu já tinha ouvido falar várias vezes do livro de Chase antes de ler. E posso dizer que ele foi bem diferente do que eu esperava para o gênero e que fiquei surpresa e satisfeita com o desenrolar das coisas no final das contas. O livro tem de tudo um pouco e é completamente imprevisivel tornando a leitura agradável e impossível de parar. Chase tem um jeito especial de escrever. Mesmo contando o livro em terceira pessoa (coisa muito comum em romances de época), é muito fácil sentir as necessidades, medos e desejos dos personagens. As palavras são bem colocadas a ponto de realmente me sentir na pele dos personagens principais.

Lorde Dain é um perfeito canalha. Inclinado a pensar que sabe tudo sobre sedução, Dain usa e abusa do dinheiro para conseguir as mulheres que deseja sem nunca se apegar totalmente a elas. O único problema de Dain é que ele é feio. Conhecido na região como Lorde Belbezu, Dain imagina que nenhuma mulher bonita – ou mesmo as feias – se interessariam por ele se não fosse sua condição financeira. Dain então possui um certo desprezo pela condição feminina chamando as mulheres de tolas e pragas que não serviriam para nada mais que satisfazer os desejos masculinos.

Da mesma forma, a criatura diante dele era uma dama e nenhuma placa avisava que se devia manter distância. “Damas”, no Dicionário de Dain, estavam listadas sob os verbetes “Praga”, “Peste” e “Fome”.
– Lorde Dain.

Mas isto muda quando Dain conhece a Srta Jessica Trent. Dona de uma beleza estonteante, Jessica é acima de tudo perspicaz, geniosa e bem a frente das mulheres de seu tempo, ela produz nele seus desejos carnais mais intensos e sentimentais que nunca imaginou. Isto porque Dain não consegue resistir aos impulsos que tem de provocar Jessica que para sua clara surpresa sempre se safa ou lida com eles da melhor maneira possível.

Foi então que, tarde demais, Dain percebeu a falha em seu raciocínio. E lembrou-se do comentário de Esmond sobre a lendária Genevieve. Todos ali acreditariam que a fedelha seguia os passos da avó – uma femme fatale – e os malditos parisienses achariam que ele havia sucumbido aos encantos dela.
– Lorde Dain.

Impressionantemente sagaz, O Príncipe dos Canalhas se tornou um dos meus livros favoritos por ser audacioso e divertido de modo que é incapaz de não se apaixonar pela história. Um livro que vale a pena de ser lido.

Titulo: O Príncipe dos Canalhas
Título Original: Lord Of Scoundrels
Autora: Loretta Chase
Ano original: 1995
Ano de publicação no Brasil: 2015
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sobre a autora.

Loretta Chase formou-se relativamente tarde na Clark University e tem o título de bacharel em inglês. Nesse meio-tempo, trabalhou como balconista em uma joalheria, vendedora de roupas em uma butique e fiscal de estacionamento. Depois, trabalhou em sua alma mater. Enquanto virava as noites redigindo roteiros audiovisuais, ela conheceu seu atual marido, Walter, que após algum tempo a seduziu com a ideia de ser escritora. Vencedora de vários prêmios Romantic Times, ela também venceu o prêmio RITA da Associação Americana de Escritores de Romances com O Príncipe dos canalhas.