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( Algo À Ver ) O Touro Ferdinando · Carlos Saldanha

Sou do tipo de pessoa que não pensa duas vezes antes de ver uma animação no cinema. O Touro Ferdinando é um clássico da literatura infantil, mas eu nunca havia visto sua história ser contada. Dessa forma, ao ver o cartaz da animação fiquei super empolgada para assistir. E com certeza o filme se provou melhor que a encomenda sendo emocionante na medida certa.

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Titulo: O Touro Ferdinando
Título Original: Ferdinand
Diretor: Carlos Saldanha
Elenco: John Cena, Lily Day, Raul Sparza e Jerrod Carmichael
Duração: 108 mins
Distribuição: Blues Sky Studios
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬

Sinopse: Ferdinando é um touro com um temperamento calmo e tranquilo, que prefere se sentar embaixo de uma árvore e relaxar ao invés de correr por aí bufando e batendo cabeça em outros como ele. Morando num centro que prepara touros de luta, Ferdinando que não deseja tornar-se um lutador. Ele vê sua vida destroçada quando seu pai é morto durante uma tourada. Assustado, Ferdinando foge indo para em uma fazenda de flores. Neste lugar pacífico, a medida em que vai crescendo se torna um animal forte e grande, mas com o mesmo pensamento de paz. Mas em um dia que deveria ser feliz, tudo sai de modo desastroso e Ferdinando acaba sendo mandado de volta para o centro onde nasceu. Em meio a disputas, tudo que Ferdinando deseja é voltar para seu verdadeiro lar, mas será que vai conseguir?

touroCarlos Saldanha é um grande diretor responsável por animações de sucesso como Rio e A Era do Gelo. Seus dois filmes anteriores foram maravilhosos dignos de grandes holofotes. Mas apesar do sucesso anterior, pode-se dizer que Saldanha atingiu o ápice com O Touro Ferdinando onde renovou uma história antiga em um tom perfeito de magia que a animação pedia. De todas as formas que consigo pensar, o longa conseguiu impactar entrando para o time das minhas animações favoritas. Entre tantas coisas que fizeram deste um filme espetacular, a mensagem passada deixou marcas profundas aos seus espectadores.

Antes de mais nada, criar uma animação é uma tarefa para os fortes.  Todas as cenas precisam passar uma mensagem de modo que os elementos que a compõe precisam unir-se para formar um bom cenário. Através das cores, os produtores do filme impuseram duas metades da história se encontram. Foi bem interessante perceber como as nuances de tons representavam os opostos que foram trabalhados no filme: de um lado a vivacidade da paz e de outro a sobriedade da luta. Dessa forma, os detalhes ajudaram — mesmo que de modo quase imperceptível — a compôr um mundo dividido por duas escolhas pequenas, mas bastante significativas.

1Por falar em escolhas, Ferdinando precisou constantemente fazer a sua. De um lado, ele pode ser um grande touro de luta como todos os outros e do outro ser apenas um touro que gosta de flores. Dessa maneira, em vários momentos existem tensões que servem para mostrar a todos o quão diferentes somos dos outros e como não há nada de ruim nisso. A medida que Ferdinando amadurece, nós espectadores amadurecemos junto com ele. O rito de passagem de Ferdinando é quase um grito mostrando o verdadeiro significado de fazer a diferença. Dessa forma, apesar da mensagem batida tão repetida ao longo da história do cinema, o touro Ferdinando tem um roteiro de raiar original sobre ser aceito mesmo quando tudo esta do contra.

O filme que brinca com os opostos, traz um personagem um tanto icônico para as telonas. Ferdinando é grande, maciço e que deveria parecer amendrontador quando na verdade tem o espírito delicado. É um personagem carismático e cheio de vida que nos contempla com reflexões profundas mesmo quando em silêncio. Aliás, como não se impressionar com a qualdade do roteiro e trilha sonora? Em diversos momentos do filme, a sintonia de ambos os elementos é admirável. Os produtores não pesaram a mão em emoções de falas ou música, mas deixaram o silêncio tomar forma para trazer os diferentes sentimentos ao expectador como que por conta própria.

jlwfqferdinando.pngMas dentre todos os papeis que O Touro Ferdinando assume, a alfinetada contra os toureiros talvez seja a mais importante. Considerada por varias autoridades (e por mim) uma das mais violentas formas de maltratos aos animais, as Touradas são duramente criticadas no filme que procura demonstrar que não existe embate entre touro e toureiro, mas sim um espetáculo que o animal não tem a mínima chance de vencer. É de causar repúdio ver as cenas que mostram o modo impiedoso com o qual estes animais são tratados.

O Touro Ferdindando foi um filme de contextos. Acredito que deva ser muito difícil assisti-lo sem absolver nenhuma grande lição das tantas que ele passa. Um filme que é destinado a todas as idades pois mesmos os pequenos entenderam o motivo da obra ter sido criada. Foi uma animação espetacular que super indico a todos, quer gostem de animação quer não.

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( Resenha ) O Beijo do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 03

Minhas guerreiras Corujinhas, abram suas asas e empunhem suas espadas porque hoje nossa viagem pelos segredos do vencedor chegará ao fim em uma batalha épica onde a maior arma será sua astúcia.

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Titulo: O Beijo do Vencedor
Titulo Original: The Winner’s Kiss
Série: A Trilogia do Vencedor #03
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 448
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?

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O final que tanto aguardei para A Trilogia do Vencedor veio recheado de tudo aquilo que eu esperava para ele. Apesar de já ter a obra em mãos, esperei quase três semanas para lê-la. Minha expectativa estava bem alta e eu sabia que simplesmente ia estragar toda minha diversão. Mas assim que comecei tudo começou a borbulhar dentro de mim e o sentimento de estar lendo algo extraordinário só cresceu assim como a trilogia o fez a cada livro.

Marie Rutkoski criou uma história narrada para se tornar épica. De modo fluído, flexível e arrebatador a autora envolve-nos para que o peso das páginas não seja sentido. Foram horas de leitura, mas o cansaço não me tomou. Houve uma grande evolução na maneira de relatar os fatos. Mais densa e poética, Marie renovou sua história mantendo todas as peças em seu lugar dando ainda mais forma ao brilhante jogo de poder criou. O que era uma narrativa mais simples em sentimentos e ações, se tornou mais pesada em pensamentos e estratégias sem nunca deixar de lado a natureza energética que guiou toda trilogia. O livro traduz batalhas incríveis com armas ou não, traduz o amor mesmo quando nada esta a seu favor, mas principalmente traduz a coragem de se levantar depois de ser destruído porque desistir não deve ser uma opção quando lutamos por aquilo que achamos ser o certo.

Uma menina orgulhosa. De coração duro, nobre. E cheia de mentiras e mentiras.

Os personagens que antes transbordavam pelas palavras de Marie agora se tornaram físicos. Não tem como descrevê-los sem dizer o quão intensos eles se tornaram. Kestrel está marcada para sempre dentre minhas protagonista favoritas. O modo com o qual ela evoluiu foi extraordinário. Primeiro Kestrel era uma aristocrata arrogante refém do futuro que os outros esperavam, então virou princesa presa em uma torre que mais uma vez foi forjada por outras mãos. Mas sua jornada culmina para não somente ser uma prisioneira  como também para ser uma guerreira. Dessa forma, Kestrel vai de um sentimento à outro: força, fragilidade, medo, coragem, amor, ódio… Toda essa dualidade entra em conflito para quebra-la. Mas da junção dos cacos surge uma nova Kestrel mais forte e mais preparada para lidar com os desafios.

Não posso dizer que gostei de Arin do mesmo modo que de Kestrel. Houve mais baixos que altos à seu favor na trilogia. Mas não posso negar que ele foi inegavelmente bem construído. Apesar da sua cegueira, vejo bastante racionalidade em sua personalidade. Toda sua vida foi moldada para lhe despertar desconfiança. Então como confiar em alguém que deveria ser sua inimiga. Arin não sabe, mas a partir do momento que deixa de lado a razão e passa a confiar na sua intuição ele percebe que não é apenas o lugar de onde as pessoas vêm, mas sim quem eles  decidem querer ser.

Todos os pedaços dela sendo colocados no lugar, na imagem de um mundo perdido. O menino que descobria essa imagem. A menina que a via reluzir e cintilar, e entendeu, então, o que sentia.

Toda a trama é bem desenvolvida principalmente onde ela pede para ser assim. Começando pelo romance de Kestrel e Arin que foi apaixonante. Os dois se reencontram depois de tantas provações e diferente do que se possa imaginar não existe pressa em juntar o casal, pois não cabe acelerar o amor na história. Arin respeita ela esperando o tempo necessário para que Kestrel encontre sua força mais uma vez; ele a que inteiramente, não apenas uma parte de sua alma. E assim como não existe pressa no romance, o mesmo não se aplica a guerra que os envolve. Cada cena é e bem trabalhada para que nos sintamos parte dela, como guerreiros lutando por uma causa. O sentimento que fica é que apesar do medo, a esperança de conseguir uma vida melhor é mais pulsante em nossos corações.

O Beijo do Vencedor foi um livro fantástico mostrando a capacidade de Marie Rutkoski se reinventar para dar um final exuberante à sua trilogia. Os segredos e o romance vão inevitavelmente atrair o leitor. Entre mentiras e verdades, a trilogia evolui para surpreender. Indico esses livros a todos que querem ser arrancados de si mesmo, para tomarem as vidas dos personagens sentindo na pele cada uma de suas provações.

Às vezes, uma verdade nos oprime com tanta força que não dá para respirar.

( Resenha ) Entre A Culpa e O Desejo · Sarah MacLean · O Clube dos Canalhas · Livro Dois

Minhas caras corujinhas, abram suas asas, peguem seus óculos e suas pranchetas porque hoje nossa viagem será por uma Londres antiga e cheia de mistérios onde uma mulher quer entender o que é viver e  um homem lhe mostrará todos os segredos que ela precisa descobrir.
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Título: Entre A Culpa e O Desejo
Título original: One Good Deserves A Lovers
Autora: 
Sarah MacLean
Série: 
O Clube dos Canalhas #02
Editora:
 Gutenberg
Páginas:
304
Ano: 
2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: 
Skoob | Amazon | Saraiva
Sinopse: Seu próximo experimento científico? Entregar-se a um canalha!
Lady Philippa Marbury não é como as jovens de sua época. A brilhante filha do marquês de Needham e Dolby se preocupa mais com seus livros e experimentos do que com vestidos e bailes. Para ela, um laboratório é muito mais atraente que uma proposta de casamento, e é por isso que, ao ser prometida a um noivo com quem não tem nada em comum, Pippa tem apenas duas semanas para empreender seu último experimento: descobrir todos os prazeres e todas as delícias da vida antes de passar o resto de seus dias ao lado de alguém que ela mal conhece. Como boa cientista que é, Pippa investiga a vida do homem que parece ser a cobaia ideal para realizar suas experiências: Sr. Cross, o atraente sócio do cassino mais famoso e cobiçado de Londres, um libertino cuja má-fama foi cuidadosamente construída sobre o vício e a devassidão. Um canalha perfeito para explorar suas fantasias e satisfazer sua curiosidade sem manchar sua reputação de moça de família. Mas o que Pippa não sabe é que, por baixo das aparências, Cross esconde segredos obscuros e que, ao receber a proposta da garota, ele está diante de uma oferta que pode destruir tudo aquilo que durante anos ele se esforçou para proteger. Terrivelmente tentado a se envolver nessa aventura que promete o mais puro prazer sem qualquer outra emoção, tudo o que Cross deseja é dar a Pippa exatamente o que ela quer, mas ele sabe que ninguém sai ileso do caminho da satisfação e, assim, Cross terá de usar cada miligrama de sua força de vontade para não perder o controle e resistir à tentação de entregar à jovem muito mais do que ela ousa imaginar.
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Eu realmente amo a Sarah MacLean e tudo que ela escreve. Dentre todos os caminhos que a autora pode optar para conduzir sua história, o inesperado e inconvencional é sempre o sua proposta. Ler seus romances de época é sempre uma tarefa nova que consiste em aceitar que nada será como você tenha visto antes pois surpreendente é sempre a palavra que descreve melhor suas histórias. Esse livro se tornou o meu segundo favorito da autora logo nas primeiras páginas. Divertido, criativo e muito bem articulado Entre A Culpa e o Desejo foi tudo que eu não esperava e mais um pouco.
A narrativa de Sara MacLean é sempre leve e fluída. Com capítulos curtos e bastante falas, a autora tem preocupação em tornar cada palavrinha essencial para a construção do romance. Um grande ponto positivo em suas histórias é o fato que Sarah praticamente não trabalha com amor a primeira vista (e mesmo quando o faz eles não vingam por assim dizer). Pelo contrário, a autora tem o cuidado de mostrar que o amor nasce de provocações a cada segundo que se passa na companhia do outro. Neste porém ela foi além disso criando uma conexão tão forte entre o casal principal por simplesmente nos dar dois personagens divinamente humanos. Em Pippa não existe beleza absurda e em Cross não há um homem disposto: ambos tem seus defeitos e aprendem a se amar com isso e principalmente por isso.
Uma grande característica da escrita de MacLean é sua capacidade quase surreal de dar vida a seus personagens principalmente as protagonistas femininas. O foco da narrativa é a personalidade de cada um e neste livro o quão incomum é Lady Philippa. Com uma força de vontade que ultrapassa o comum, Pippa como prefere ser chamada, não é de desistir fácil e muito menos de entrar em compromissos que não sabe se poderá cumprir. Seu medo do que esperar do casamento é bem real, mas mais ainda é o fato dela saber que nenhuma outra mulher vai lhe contar aquilo tudo que precisa saber. Sendo absolutamente racional (por mais irracional que pareça) Pippa quer acima de tudo aprender a viver pelo menos uma vez antes de se conformar a um casamento que não lhe trará nada além de convenções sociais. E essa racionalidade que a faz entender o seu lado mais irracional ao lado de Cross, que mesmo não querendo se envolver, acaba por deixar se envolver por uma mulher com a natureza avassaladora de Pippa.
Mas como o mundo não é feito apenas de mulheres, Sarah também produz um mocinho. Apesar de Cross seguir o caminho mais popular aos romances de época de um homem perdido em sua própria solidão, há nele também detalhes miúdos que o tornam tão merecedor de atenção. Cross luta ao lado de Pippa mesmo que o próprio não enxergue isso. Ele lhe dá as amarras que o prendem de seus medos para que essa estranha garota de óculos consiga tirá-lo da solidão que o cerca.
Entre A Culpa e O Desejo é uma obra diferente do que poderia imaginar. Eu ri, amei e me apaixonei por cada aspecto do livro. Em tudo que escreveu, Sarah MacLean me conquistou pela sagacidade, mas nesse livro ela me ganhou pelos opostos que inevitavelmente se atraíram: a pureza e o sensual, o medo e a coragem, a culpa e o desejo.

( Resenha ) O Jogador Nª 1 – Ernest Cline

Olá minhas geeks Corujinhas, abram suas asas que hoje vamos embarcar em uma jornada virtual que promete mudar nossas vidas para sempre e definir o futuro da nova era mundial.

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Título: O Jogador Nª 1
Título Original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: LeYa
Ano: 2012
Páginas: 464
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Quase uma fantasia pela realidade de seus cenários, O Jogador Nª 1 foi um livro despertador de emoções controversas. Raramente peguei um livro em que ao mesmo tempo que amei pelo punhado de coisas que traz, também “detestei” pela brevidade de pontos do enredo. Contudo, o mais curioso é: acredito piamente que vou gostar muito mais do filme que do livro muito embora minha avaliação deste não tenha sido negativa.

Ernest Cline conduz um livro que entra pelos viés de fantasia e sci-fi, neste último abrangendo o universo Geek e obviamente o caos comum as distopia. Por ter tantos moldes, a narrativa de Cline é mais densa e explicativa que uma ficção comum. Apesar de perceber o intuito de deixar claro as ações e vontades dos seus personagens, achei um tanto morna pois certas cenas foram exaustivamente longas com explicações para tudo e quando eu digo tudo quero dizer tudo mesmo. Gosto de livros com ótimas narrações, mas nesse senti um certo exagero que acabou tornando o livro enfadonho em algumas partes.

Contudo, apesar disso, gostei da narrativa de Cline (como disse, sentimentos contraditórios) pois ela trouxe elementos para dentro do livro que nunca tinha visto antes. O universo geek é imenso e foi explorado por diversas faces, mas raramente pelo seu início. A onda de tecnologia começou nos anos 80 em uma era que abrangia os fliperamas, os filmes de ficção cientificas e as músicas de discoteca. Tudo isto foi muito bem explorado pelo autor que recriou divinamente bem os costumes antigos. A pesquisa que embasou a vida de Halliday e o caminho para encontrar seu Easter Egg foi permeada por referências. Essas cenas fizeram o livro criar um calorzinho no meu peito pois apesar de não ter vivido nessa época, sou apaixonada pelas músicas e games (se você nunca jogou o PacMan, Boomberman ou Mário Bross precisa viu?) que marcam os anos dourados. Isso ajudou a construir o cenário, os desafios e a ideia central de viver ao lado da tecnologia.

Como toda distopia, O Jogador Nª 1 tem por base o mundo tomado pelo caos que é provocado pelo próprio homem. Mas esse livro toca em um ponto muito importante que faz parte de forma inexorável da vida humana. A tecnologia se faz cada dia mais presente e necessária de modo que pouco o interesse pelo mundo real começa a diminuir. Com tanta fome, miséria e destruição é muito mais fácil entrar de cabeça em um ambiente neutro que enfrentar a realidade. Mas a verdade que fugir nunca é opção e o mundo nunca vai melhorar se a gente não fizer isso por ele. Essa é a grande lição do livro.

Mas voltando as contradições, eu esperava mais do final da obra. Algo em mim gritou: Só isso? Mentira? Faltou mais explicação do que poderia ter acontecido depois. Que todo o trajeto não foi em vão. Fiquei frustada pela brevidade do final e até pesquisei sobre uma continuação para descobrir que é o mesmo universo mas não os mesmos personagens. Obrigado Ernest!

O Jogador Nª 1 foi um livro controverso com pouca explicação, mas muita história. Apesar dos defeitos é um bom livro que apenas não atingiu o máximo de seu potencial. Eu indico esse livro para uma leitura sem pretensões. Todo nerd vai amar e todos aqueles que querem entender mais do mundo Geek vai se sentir acolhido pela enormidade do mundo de Ernest Cline.

( Resenha ) Entre O Amor E A Vingança · Sarah MacLean · Livro 01

Minhas amorosas Corujinhas, preparem-se para voltar no tempo e entrar em uma casa abandonada e um coração perverso em sua busca para recuperar o que foi seu por direito. Mas o que pode parecer uma busca por vingança, pode se transformar no mais alto dos sentimentos.

Capa

 

Título: Entre O Amor E A Vingança
Título original: A Rogue by Any Other Name
Autora: Sarah MacLean
Série: O Clube dos Canalhas #01
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue… Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury. Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles… até mesmo seu coração.

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Sarah MacLean é sem dúvidas uma das minhas romancistas favoritas. Ler seus romances sempre me faz ficar apaixonada pelos personagens e o crescimento que eles têm durante o correr de suas histórias. Mas a capacidade o que mais me deixa entusiasmada com seus livros, é a maneira com que MacLean os cria tendo como base uma sociedade puramente machista e mocinhas dispostas a quebrar todas as regras da sociedade. Muito embora esse mocinho não seja machista e essa mocinha não esteja dando um salto atrás de aventuras, é justamente o caminho que os modificam que torna esse livro especial.

Uma característica comum as narrativas de MacLean é a facilidade com o qual elas transcorrem. Com capítulos curtos, o livro é permeado por pensamentos e sentimentos que se modificam à partir da evolução do livro. Acho realmente fantástico como a autora consegue dar rumo a narrativa. Nunca consigo abandonar a leitura e sempre fico sedenta pelo que esta para vir. E toda vez sou surpreendida pela direção que as coisas tomam, onde muitas ações e reações são bastante inesperadas para mim. Tudo isso, faz com que Sarah possua características únicas capazes de surpreender o leitor sempre o instigando e mostrando que por ser um romance de época o clichê não é a única opção.

Se a narrativa é uma das minhas favoritas, o enredo proposto faz meu coração saltitar. De início faz-se pouco evidente que tipo de evolução a autora vai trazer porque tudo parece ocorrer bastante rápido à princípio e então mais lento a medida que o tempo passa. Mas então percebemos que na verdade ela tem muitas coisas à mão quando seu desenvolvimento esta na personalidade de Penélope e Bourne do que no destino que os rodeia.

Em paralelo com o título, Penélope está em uma jornada para descobrir quem é além do que a mulher perfeita, mas não boa o bastante para ter agarrado um duque em sua primeira temporada. Ser uma uva da sociedade não lhe garantiu nada ao invés de ser associada ao sem graça. Penélope precisa descobrir quem é verdadeiramente para ser feliz e ter algo a mais do que a sociedade londrina espera. Já Bourne esta tem plena consciência que tudo que precisa é vingar-se de quem lhe tirou tudo paraser feliz, quando na verdade precisa apenas olhar para dentro de si e perceber que nem tudo é ódio pois o melhor da vida está no amor de quem nos rodeia.

Apesar de ter amado tanto os contextos da obra e boa parte do que a autora propôs tenho que admitir que — mesmo entendendo o personagem — quis dar na cara do Bourne. Pois achei bastante demorado ele finalmente cair em si de modo que foi irritante muitas de suas atitudes. Mas fora isso, e quem sabe um tanto de drama à mais que o necessário, não houve nada que tenha me desagradado.

Entre O Amor E A Vingança é um dos melhores romances de época que já tive o prazer de ler. Engraçado, caritivante, apaixonante e inspirador este livro é obrigatório para os amantes do gênero, assim como uma ótima pedida para aqueles que estão iniciando no gênero. Um livro feito para atrair o desejo e a ruína de um leitor.

( Resenha ) O Crime do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 02

Minhas caras Corujinhas, abram suas asas e preparem-se para uma aventuras entre segredos. traições, amores e mentiras pois hoje nossa viagem será pelos segredos e desafios de dois jovens maltratados por suas escolhas.

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Título: O Crime Do Vencedor
Título original: The Winners Curse
Série: A Trilogia do Vencedor — Livro 02.
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesões e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Herran: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma?
No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo… e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.

Quando comecei a ler O Crime do Vencedor minhas expectativas estavam baixas porque seu antecessor não havia chegado as minhas expectativas.
E acredito que graças a isso, gostei tanto do livro que me surpreendeu positivamente com a evolução de seu enredo em ambos os lados dessa história que envolve não somente amor, mas política e rebeldia contra as regras mais odiosas da sociedade.

Às vezes, achamos que queremos uma coisa, quando precisamos é deixa-la para trás.

A escrita de Marie Rutkoski é maravilhosa. Ela narra o livro com propriedade e domínio deixando a mostra tudo que precisamos saber à medida do possível. De modo à sempre querer mostrar os sentimentos dos personagens durante suas ações, a autora também os coloca como verdadeiramente humanos à vistas de todos. Entre decisões difíceis segredos à serem revelados, o enredo não se reduz à atitudes tomadas por sem-almas, mas se constrói através de personalidades reais de uma narrativa sentimental e poderosa.

Kestrel não entendia como a verdade podia ter duas faces , igual a uma moeda. Tão preciosa – e tão terrível.

Muito embora as vezes tenha ficado com raiva deles, Kestrel e Arin formaram um casal cheio de altos e baixos que me fizeram torcer alucinadamente para que ficassem juntos. Os dois despertaram em mim sentimentos contraditórios. Mesmo quando implorava mentalmente que revelassem seus segredos um ao outro, também entendia o que os fazia não contar. Existe para os dois a vontade de mudar as leis que ditaram suas vidas durante tanto tempo, mas não é apenas isso: os destinos em suas mãos não é somente os seus, mas os de todos aqueles que lhes rodeiam. Por esse motivo é são tãos fortes as amarras que os mantem presos aos seus segredos.

Arin trocaria seu coração por um nó trançado de barbante se isso significasse que ele nunca mais precisaria ver Kestrel.

Outro ponto que merece ser ressaltado pela importância que tem durante a construção do livro foi a politicagem que envolvia os jogos de poder da trama. Muito bem armada, essa politicagem foi o que deu ação ao enredo. Apesar de que costumeiramente associamos ação à batalhas e afins, jogos de política são — muitas vezes — a verdadeira face desta. Por isso, Rutkoski tece uma teia de jogos deixando a obra tensa porque sabemos que apenas um movimento em falso poderá trazer consequências catastróficas. Isso criou em mim uma espécie de torcida para que tudo desse certo, para que todos ficassem seguros.

Lembrou-se de quando erguera os olhos para a garota, sentindo um ódio que era tão duro quanto puro. Um diamante.

O Crime do Vencedor foi uma continuação excelente que abriu novos caminhos para o próximo livro. Foi um livro de amor, segredos e política que nos faz perguntar até onde seríamos capazes de ir para proteger aqueles que amamos.

O Milagre de Clarinha – Joana Amorim

O Milagre de Clarinha é uma história , mas que acontece na vida real com as nossas crianças, por serem doces e inocentes são alvo de pessoas ruins e com intenções duvidosas. São exploradas, tiradas de seus lares, roubando-as de uma vida de amor e carinho para colocá-las em uma situação de humilhação e sofrimento. Clarinha nos mostra que a esperança e a fé fazem milagres e acreditar que as coisas podem mudar quando pedimos do fundo do nosso coração e nos dá esperança, e que em algum lugar quando mais precisamos, alguém nos ouve e nos resgata.

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Livro pequeno mas emocionante da autora Joana Amorim, O Milagre de Clarinha conta a história dessa doce e inocente menininha que aprende de maneira dura a não confiar nas pessoas. Apesar de não ter costume de ler o gênero infantil desde que passei pelos contos da Bruxa Onilda, este livro foi uma experiência que me lembrou como crianças podem ser inocentes e como nós precisamos ter sempre um extremo cuidado com elas para que não lhe aconteça nenhum mal.

O que eu mais gostei nesse livro, foi o fato de que a história é simples e a autora sabia que ela era simples. Pode ser estranho dizer isso, mas todo leitor sabe que sempre tem aquele autor que faz coisas mirabolantes em uma história que de todo modo se torna desnecessário. Porém aqui não houve isso. Não só por ser um livro pequeno, a leitura dele fluiu com facilidade pois ele tinha uma simplicidade tão profunda sabendo onde crescer e onde não se alargar.

Eu gostei muito deste livro. Estou profundamente satisfeita. Aos pais que querem dar aos seus filhos miúdos ou aos mais crescidinhos um livro para não só aprenderem a ler como também para terem uma lição de vida, esta aqui uma ótima opção que não vai causar arrependimento.

Título: O Milagre de Clarinha
Autora: Joana Amorim
Páginas: 42 (versão digital)
Editora: Autografia
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Orfanato Da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares – Ramson Riggs – Livro Um.

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.

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Eu fiquei super encantada e comprometida com a história desse livro. Ele é bem dinâmico e incapaz de ser deixado de lado. Sem contar que sua diagramação foi bem peculiar mesmo. Nunca tinha visto um livro que usasse de fotos originais ilustrar um enredo que fala justamente do sobrenatural.

Ramson Riggs me surpreendeu pois eu não esperava muito da história. Muito embora eu já tivesse ouvido falar várias vezes que era realmente bom, por esse motivo eu estava apreensiva quanto ao livro. Quer dizer, muitos dos livros que as pessoas me recomendaram com aquele você precisa desse livro foram questionáveis. Mas O Orfanato (kkk não dá para escrever o nome do livro toda hora que é gigante) cumpriu exatamente o papel que tinha prometido e assim me fez ficar apaixonada pela história.

Jacob é um adolescente que apesar de ter tudo que o dinheiro pode comprar sofre por ser incompreendido pelos pais. Fúteis, tenho a impressão que ambos os adultos não entendem o filho porque não se dão ao trabalho de fazer isso já que estão mais preocupados com o que as pessoas ao redor vão dizer. A única pessoa que parecia querer o bem de lo Jacob era seu avô porém o jovem se afastou dele durante muitos anos por não acreditar no que ele dizia até o dia fatídico de sua morte.

Uma das coisas que mais me impressionou nesse livro além de tudo foi como o Jacob ia descobrindo sobre o que seu avô lhe contava e seu passado. Eu esperava que certas coisas acontecessem de cara, porém, elas evoluíram na medida certa deixando um espaço continuo para reflexão. É um livro maravilhoso que valeu muito a pena a leitura.

Titulo Original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Autor: Ramson Riggs
Ano: 2013
Editora: LeYa
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Conde Enfeitiçado – Júlia Quinn – Os Bridgertons 06

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

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Sexto livro dos Bridgertons e comecei a sentir aquele aperto de que a série esta para ter um fim. Falta apenas mais dois livros depois desse e admito que já estou sentindo falta dos meus personagens favoritos.

O Conde Enfeitiçado vai contar uma história de amor que tem tudo para não dar em nada pois embora a paixão que ambos os protagonistas do livro sintam um pelo outro, tem muitos obstáculos imposto pela sociedade e principalmente por eles para superar. A memória de John, o falecido esposo, entre os dois é o principal ponto que os separa.

Michael é o personagem mais sofrido que eu encontrei nestes livros. Embora muitos dos nossos Bridgertons tenham chorado por amor assim como seus pares, Michael tem um sofrimento ainda maior que chega a ser inigualável. Ele deseja a esposa de seu melhor amigo. Michael sabia que amava Francesca desde o momento que pusera os olhos nela, mas também sabia que esse amor estava fadado a morte. Não haveria como ele roubar a mulher do primo que para si era como um irmão. E após a morte de John, Michael se vê em ainda mais desespero pois tem certeza que nunca vai ter Francesca e que ainda por cima – um dia – terá que ver a dama se casando com outro homem.

Francesca é a mais diferente dos Bridgertons tanto na aparência como na maneira de se portar. É mais tímida e reservada a si mesmo exceto com duas pessoas. Seu marido John e o melhor amigo dele Michael, eram aqueles a quem mais tinha vontade de se sentir solta digamos assim. Ela nunca tinha pensado que uma tragedia tiraria os dois dela com a morte de John e o afastamento súbito e Michael, por isso algum tempo depois decide que precisa de alguém amar, um filho que será fruto de um casamento pode ser sem amor.

O que mais me impressionou durante a trajetória do livro, foi o jeito que Júlia Quinn conduziu um romance que podia muito bem ter ido por água. Pois os encontros e principalmente os desencontros não são forçados, daquele modo que uma situação é tão ardilosamente trabalhada pelo autor dando a sensação que se fosse de verdade não aconteceria. Mas pelo contrário, acontecem de maneiras tão casuais nos fazendo crer que o destino levou ambos os personagens para aquele local.

Júlia Quinn é uma das minhas autores de romances favoritas. Cada livro me trás uma sensação diferente. É incrível o que ela pode fazer a gente sentir.

Título: O Conde Enfeitiçado
Titulo Original: When He Was Wicked.
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Gone – Michael Grant – Serie Gone 01

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Ido em tradução literal

Só restam os mais jovens: adolescentes e crianças. Nenhum adulto. Não existem mais professores, nem policiais, nem médicos, nem pais. E de repente, também não há telefones, nem internet, nem televisão. Não há como descobrir o que aconteceu. Nem como conseguir ajuda. A fome é uma ameaça. Os valentões tentam dominar todos os outros. Uma criatura sinistra está à espreita. Os animais estão sofrendo mutações, e os próprios jovens estão mudando, desenvolvendo novos talentos — poderes inimagináveis, perigosos, mortais —, que ficam mais evidentes a cada dia. É um mundo novo e aterrorizante. Cada um terá de escolher seu lado para a batalha que se aproxima. Os moradores locais contra os riquinhos de um internato nos arredores. Os fortes contra os fracos. As aberrações contra os normais. E o tempo está acabando: no dia do seu aniversário, você também pode desaparecer, como todos os outros.

Num piscar de olhos, todos desaparecem. Somem.

Estou chocada com esse livro. Ele foi incrivel do começo ao fim. Cada detalhe foi colocado no lugar certo e tudo se encaixou divinamente bem no final. Fiquei extramente surpresa com o desenrolar dos fatos e tenho a impressão que esta saga pode se tornar uma das minhas favoritas.

Apesar de não ser uma justificativa nova para uma história (Sob A Redoma foi a primeira que tinha ouvido falar), os elementos que dão vazão a história tornam ela única no tema. E o que mais me impressionou foi como o livro é sangrento e como isto, de certa forma, dá uma brilhante estrutura e realidade a história. Vemos como as pessoas realmente mudam por terem poderes e o que somos capazes de fazer para sobreviver.

— Eu machuquei meu padrasto. Machuquei o Drake. Posso ter matado o Drake. Não sei. E não sei o que vai acontecer agora. Mas sei o seguinte: quando machuco alguém, isso cria uma marca em mim. Como uma espécie de cicatriz. É que nem… — Ele procurou as palavras e ela o abraçou com força. — É como o meu joelho, quando Drake atirou emmim. Está totalmente curado, graças a Lana, como se aquilo nunca tivesse acontecido. Mas quando eu queimei Drake, sabe? A coisa está dentro de mim, na minha cabeça, e Lana não curou isso.

Os personagens de Gone também são uma profunda marca no livro. Tem uns que você gosta de cara e aqueles que você sabe que dali não vai sair coisa boa. Mas há uma característica comum neles: todos se mostram através do medo, as mascaras caem e a verdadeira natureza das pessoas aparecem e no fim das contas, isto nos lembramos que ninguem ali, por mais forte ou imperativo que tente ser, é mais do que uma criança.

Gone expressa muito o sentimento do que vamos nos tornar se o mundo que conhecemos mudar. Afinal de contas todos nós queremos sobreviver e sempre há o egoísmo que nos levará a atitudes impensáveis. É um livro impactante que nos faz refletir sobre muitas coisas.

Titulo Original: Gone
Serie: Gone Livro Um.
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟