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(Tag) Meu Natal Literário

Oi Corujinhas, como vão?? Feliz Natal,  e nessa véspera eu não resistir e resolvi responder uma tag temática para vocês. Muito embora natal não seja minha época preferida do ano (a não ser pelo Roberto Carlos ❤), o clima natalino traz boas sensações de união e amor, e nada mais justo que trazer essa sensação para vocês. A original foi criada pela Nuccia do blog As 1001 Nuccias.

Espero que gostem.

1 – Você pode escolher apenas UM livro para ler neste Natal. Qual e por quê?

os 27 crushes de mollyDentre as minhas leituras do ano, uma das mais significativas para mim foi Os 27 Crushes de Molly por ser ao mesmo tempo um livro emocionante e caloroso. Muito embora não tenha o tema do natal, a obra de Becky tem a característica mais marcante da época: o manifesto por amor e igualdade de aceitação de si mesmo e daqueles que nos rodeiam. Com personagens inesquecíveis e uma narrativa simples mas espetacular, é uma obra feita para dar conforto a todos nós. Eu simplesmente amei o livro e super recomendo para vocês.

2 – Tem alguma canção natalina preferida ou que o simboliza para você?

Sim, mas eu não diria que ela é exatamente natalina. Happy Day da Aretha Franklin e Mavis Staples é uma das minhas canções favoritas no mundo. É uma letra simples que fala sobre felicidade quando Jesus conversa com uma pessoa, ou seja, com aqueles que estiverem ouvindo. Não importa quantas vezes eu a ouça, sempre acharei emocionante.

3 – Um livro que combine com o Natal, mesmo que sua história não tenha este tema, qual você indica? (conte um pouco sobre ele).

o sol é para todosNo natal eu sempre leio livros que me despertem alguma coisa, e não necessariamente os sentimentos de amor, amizade ou algo assim. O natal para mim é ser feliz com as pessoas e nesse caso com os livros. Então, indico para vocês meu livro favorito no mundo: O Sol É Para Todos da Harper Lee que traz conforto aos corações, um pouco de medo talvez e muitas aventuras que eu amo. O livro conta a história de três crianças que vivem o apartheid no estado da Carolina do Sul, um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos. Durante um período de três anos, as crianças vão ver diversas situações de preconceito e aprender que todos somo iguais, independente da cor ou daquilo que aparentamos.

4 – Qual a comida de Natal que não pode faltar em sua casa?

Panetone. Ahh, eu amoooooo panetone e sim, o de frutas. E acho que é uma das comidas mais incompreendidas do mundo.

5 – Um livro de TERROR/HORROR que tenha enredo natalino:

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Não conheço. Gente, eu quase nunca leio terror. Não me julguem. Mas quem conhecer algum me indique, quem sabe eu leio.

 

6 – Cite um programa de TV ou filme que você sempre assisti nessa época.

tenor.gif“São tantas já vividas, são momentos que eu não me esqueci”. Gente, eu amo com todas as minhas forças o especial do Roberto Carlos. Todo ano, eu assisto com minha mãe e sempre aumento minha play list depois. O Roberto Carlos é meu compositor favorito, e mesmo que muita gente torça o nariz para ele, tenho certeza que tem pelo menos uma música do cara essa gente deve gostar. 

7 – Um livro que você recebeu de presente de Natal: amou ou detestou? E por quê?

516k5nPlBlLA Keth e eu (principalmente a Keth) sempre trocamos livros no natal. Ela sempre me manda mais de um exemplar, e um certo ano, a lindíssima me mandou um livro de colecionador da série Game Of Thrones que até então era minha favorita. De modo que eu realmente gritei quando recebi: então esse foi meu favorito ganhado no natal.

8 – Como você costuma comemorar o Natal? Família, amigos, viajando…?

Com minha família, de preferência a mais próxima – eu, mamãe, papai, meu irmão e minha recem adquirida cunhada -, em uma ceia simples mas com muito carinho. Nós normalmente conversamos, vemos tevê e brincamos uns com os outros.

9 – Para cada palavra e explicação, cite um personagem (e sua obra de origem) que combine com ela:

Papai-noel Jesus (personagem de grande coração): Atticus, O Sol É Para Todos.
Duende (personagem trabalhador):
Duncan West, o magnata da imprensaNunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Bengala (personagem secundário que se apoia no principal): MelanieA Hospedeira
Árvore Enfeitada (personagem chamativo): Magnus BaneO mundo de Caçadores das Sombras de Cassandra Clare
Grinch (personagem vilão preferido): Darkiling, Sombra e Ossos.

10 – Escolha 3 livros aleatórios e substitua uma palavra do título de cada um por “NATAL”:

Ahh adoro essas coisas:
1. Natal Exemplar (Garota Exemplar)
2. A Maldição do Natal (A Maldição do Vencedor)
3. Como Eu Era Antes do Natal (Como Eu Era Antes de Você)

 

Então é isso amores, espero que tenham gostado. Beijos.

( Motive-Se ) O Sol É Para Todos – Harper Lee

Oi Corujinhas. Vocês devem ter notado que nas últimas semanas eu tenho andado sumida. O motivo são as obrigações da faculdade que tem me tirado o sono. Mas estou tentando sempre ficar em “forma” para vocês. Semanas que vem os posts vão voltar a sair no prazo certo, por assim dizer e voltarei as minhas visitas com regularidade. Não desistam de mim!!

No post de hoje vou trazer três motivos para vocês lerem meu livro favorito no drama. O Sol É Para Todos, li em 2013 mais ou menos, e ainda permanece como uma das leituras mais gratificantes de todos os tempos.

Titulo: O Sol É Para Todos
Título Original: To Kill A Mockinbird
Autora: Harper Lee
Editora: José Olímpio
Ano: 1960
Páginas: 317
Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ❤️
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

1. Enredo.

O Sol É Para Todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930 que testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. Filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca, os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Dessa forma, a história demonstra a inocência de duas crianças para com o preconceito e com as injustiças das escolhas por cor.

2. Pregorrativas.

Muito embora a priori o sentido da narrativa seja tratar de racismo, enquanto a leitura é concebida percebemos que envolve todas as camadas do preconceito. Mulheres rechaçadas por serem mulheres. Preconceito de não conhecer o outro e julgar pequenas ações, ou pelo que você ouve, quando se tratam de inverdades. A história é um manifesto pela igualdade tão comum à época que foi escrito (1960, o apartheid vigorando nos Estados Unidos) quanto à nossa onde as os pobres, principalmente os negros, precisam andar de sobreaviso para não sofrerem ataques. Onde os pais precisam dar instruções para os filhos sobre como se portar à frente da polícia. O livro rasga a verdade sobre pessoas que foram destruídas por preconceito. Sobre famílias que foram quebradas. Mas principalmente, a morte do direito humano de ser igual aos outros.

3. Os personagens.

Mas se as pregorrativas e o enredo dão um gostinho inicial ao livro, são os personagens que transformam a obra em um livro inacreditável. Narrado pela sensível Jean Louise, Scout, a sensibilidade no olhar da jovem revela os desígnios da sociedade racista, onde as diferenças não são aceitas. Jem, seu irmão, é a representação da raiva perante as injustiças e o não entendimento das situações.  Atticus é a índole no sentido mais humano da palavra. Ele tem plena consciência do que é certo e luta para mostrar aos filhos o mundo pelo qual eles devem lutar. Boo Radley a prova do preconceito das invenções, dona Mauddie do rechaço as invenções sociais e Callpurnia do medo que domina os negros. Todos os personagens são exaltados para representarem alguma coisa. Alegóricos, são sentimentos. Fantásticos, são instituições. Populares, são classes sociais. Todos trajados para serem melhores e maiores que qualquer humano poderia ser, mas que todos nós deveriam tentar.

Mas antes de aprender a viver com os outros eu tenho de aprender a viver comigo mesmo. A consciência de um indivíduo é a única coisa que não deve se subjulgar a regra da maioria.

O Sol É Para Todos tem uma narrativa fluida e se torna um livro gratificante. Dotado de profundidade, amor e principalmente ingenuidade é uma obra para ser lida por todas as idades pelos ensinamentos que Harper Lee traz. Eu recomendo esse livro de todo meu coração. É um clássico sim, mas principalmente um livro atemporal que surge como um caminho para entender as diferenças.

O Sol é Para Todos – Harper Lee

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Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Entusiasmante e superdivertido, a história sobre o preconceito e se tornou meu livro de não-ficcao favorito.
Scout é jovial e conta a história com uma simplicidade apaixonante. Não consegui largar o livro e li avidamente até final.
Os personagens, primários e secundários, são inesquecíveis. Ao começar por D. Mauddie e Boo Radley que têm uma natureza de solidão. Um nem tanto quando outro, mas ambos reclusos a sua própria vida, sem tempo pra as preocupar com a dos outros.
Jem irmão de Scout é jovem e meio rebelde que não aceita as descriminações que presencia.

Atticus é a um pai típico ensinando valores e lições de vida para seus filhos. O Sol é Para Todos é meu novo livro favorito.

Agradeço a Stephen Chbosck que escreveu As Vantagens de Ser Invisível, e que me inspirou a ler o livro.