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( Fictisney ) Pinóquio

Olá Corujinhas.

transferirNo Fictisney de hoje vamos desvendar os segredos da produção do filme Pinóquio lançado pela primeira vez 1940 pelo Walt Disney Animation. Participante da primeira era de ouro da Disney, o filme é considerado um clássico infantil, com várias lições ao longo do caminho.

O filme teve a direção chefiada por Hamilton Leske, responsável também por outras animações como Alice No País das Maravilhas. O orçamento para criação da película foi de 2,6 milhões de doláres, mas só conseguiu metade do dinheiro de volta com o lançamento devido a situação sombria que o mundo passava naquela época. Apesar disso, Pinóquio é considerado por Walt Disney como sua maior realização, bem como uma das maiores realizações no mundo da animação.

1.gifInicialmente, os grandes custos podem ser colocados pela grandeza do plano original em contraponto ao que realmente foi lançado. Vários personagens foram considerados, mas descartados em seguida pela insatisfação de Walt Disney. Apenas mais tarde, a história tomaria os moldes do que é hoje,principalmente ao personagem do Grilo Falante (a consciência) que teve a participação ampliada tornando-se o centro da história.

Albert Hurter fez o design inicial dos personagens e objetos que ficariam em destaque na obra. A marca do desenhista pode ser encontrada na oficina do Gepeto, em que todos os objetos foram criados para se assemalharem ao rosto de uma criatura vida. Entretanto, a proeminência do design pode ser vista quando voltada a arte de Gustaf Tenggren, em que a composição é feita por um efeito dinâmico chamado “lente olho de peixe”, onde a profundidade é enfatizada pelo exagero da perspectiva, e os valores e os edifícios são caracterizados por bordas afiadas e imaculadas.

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Em relação a trilha sonora do filme, as músicas foram compostas por Leigh Harline e as letras escritas por Ned Washington. A canção da Fada Azul é a mais conhecida principalmente por ser a canção usada pela Disney na apresentação de seu castelo. Em volta dela,existe uma pequena teoria em que a seria Fada Azul responsável por criar a Terra do Nunca de Peter Pan.

Quando você faz um desejo a uma estrela
Não faz diferença quem você é
Qualquer coisa que seu coração deseja
Virá até você
Se o seu coração está no seu sonho
Nenhum pedido é demasiado extremo
Quando você faz um desejo a uma estrela
Como sonhadores fazem.

Através da história, Pinóquio se tornou o filme mais aclamado da Disney de todos os tempos. Foi o primeiro filme de animação a ganhar em um Oscar em uma categoria competitiva, além de ser classificado pela American Film Instute como a 2ª animação mais importante da história do cinema. When A Wish Upon Star foi classificada em sétimo lugar como uma das músicas mais marcantes do cinema de todos os tempos.

Pinóquio teve cerca de cinco relançamentos. Ainda hoje, suas mensagens são usadas nas escolas para incentivar os alunos a respeitarem os pais, irem para a aula e não confiarem em estranhos. Mas mais do que isso, sua mensagem principal é de acreditar em sonhos, por mais impossíveis que estes possam parecer.

 

| CONTOS | As Três Memórias – Kethlyn Galdino & Jessica Rabelo.

“Sem que ela percebesse, o sol se ergueu outra vez, as gaivotas estavam dançando pelo céu, grasnando animadas enquanto sua comida era jogada de um lado para o outro pelo mar revolto. As ondas batiam contra as rochas, ameaçando ultrapassá-las. Nuvens cinzentas se erguiam como anéis de fumaça do lado de fora da janela, resquícios da chuva que caiu no início da manhã.”
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“Água. Chuva. Gota de lágrima. De felicidade… Lembranças no quarto, admirando a estante com espaço para os objetos literários fofos decorando os nichos que estão organizados por cores em degradê destacando aforma quadrada da disposição do trabalho apresentado. Então criou a ilusão de ótica beirando a felicidade que estava sendo trilhada em seus caminhos por uma mão amiga, que estava seguindo por uma lógica traçada pelo destino. Esse destino ainda era confuso porque sua mente não existia um motivo para o que estava acontecendo. Era tudo tao ilusório que não conseguia acreditar em sua falta de atenção por não ter absorvido os sintomas… Sentiu então aquela nostalgia ao se lembrar de uma dor latente e intensa que tomou conta de seu ser trazendo lágrimas aos seus olhos sugerindo uma mudança bem vinda que iria lhe ajudar a enxergar aquilo que ainda estava tão distante que iria lhe tirar de todo os seus devaneios e que seria uma tábua de salvação até o fim de sua vida. Ela fechou os olhos e tudo veio à tona num misto de saudade e felicidade que não conseguia expressar. Sua mão desenhou no ar um coração que diferente do seu. Um coração que ainda não tinha a mesma essência, mas que ela estava disposta a dar um jeito nisso. Custasse o que custar ela iria se tornar forte, se tornar ousada. Iria dizer o que sentia, iria preencher este coração, para que fosse mais forte belo e pudesse exalar tudo aquilo que dentro de si existia e pedia para sair do seu peito.”

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“Em uma noite qualquer existia uma música de fundo tocando e pude sentir que meus olhos queriam transbordar em lágrimas…. Foi como se aquela música fosse para mim, foi como se as luzes da Avenida que iluminava o carro estivessem direcionadas a mim para que buscasse a luz que ainda existia dentro do meu ser. ”
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Textos por Kethlyn Galdino e Jessica Rabelo.

| RESENHA | O Cobiçado: Rohan Sen – Mari Scotti – O Cobiçado Primeira Temporada

Oii gente! Tudo bom com vocês? Espero que o ano tenha se iniciado com ótimas leituras para vocês. Hoje vou fazer a primeira resenha de 2017, no caso a minha primeira resenha, e ela vai ser bastante diferente. Isto por que a ocasião pede e também porque leitores, o livro trata de romance e de música. Então vou adicionar algumas passagens musicais a medida que for falando mais sobre a obra. Espero que gostem…

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Sinopse: Vinte e quatro mulheres à sua disposição. Um coração incapaz de ceder. Rohan Sen é o vocalista da banda Four River, que ficou famosa em todo o mundo depois que ele foi deixado no altar em rede nacional. Galã em tempo integral e solteiro convicto, Rohan deixou de acreditar no amor e tudo ia bem até ele aceitar participar de “O Cobiçado”, um reality show em que ele é o prêmio. Aillen Kern é uma menina doce que entregou seu coração para o luto depois que seu noivo morreu. Seu único consolo é o amor pela música que permanece vivo e encontra na voz rouca de seu ídolo, Rohan Sen, um alívio para sua dor. Ela só não imaginava que um um dia iria conhecê-lo e participar de um reality show para encontrar algo que ela nunca mais quis procurar: um novo amor.

Não acreditava em pessoas que precisavam ferir com palavras para aliviar suas próprias dores. Acreditava no diálogo ou em compor músicas para afogar as mágoas.
– Rohan

Dentre todos os vários tipos de livros que tenho a oportunidade de ler, aqueles que tocam os sentimentos mais profundos ou que envolvem muito mais do que as histórias simples aparentam são os meus favoritos. E assim percebo que cada livro ao seu modo, é moldado para passar uma mensagem ao seu final seja ela clara ou não. Este livro me passou a mensagem do “acredite” pois em seu decorrer, a cada passagem e cada palavras, percebi a dificuldade de Rohan e Aillen à acreditarem em uma paixão. Dele por pensar que todas as mulheres são fúteis na busca apenas de fama e dinheiro. Dela por acreditar que jamais pode deixar alguém ocupar o lugar de seu noivo há muito morto em alto mar. Então, a medida que o livro avança, é possível perceber com clareza os sentimentos por debaixo das inseguranças, o desafio de ambos em aceitar o que sentem um pelo outro.

O coração do cantor deu um salto. O passado e o presente se misturaram como se pudessem dar um nó em seus pensamentos. Sentia-se em uma avalanche, pois todos os muros que havia criado ao seu redor pareciam feitos de gelo fino, podendo ruir a qualquer instante. Confiar exigia coragem e deixar-se vulnerável a uma mulher novamente.
– Rohan

Quando eu comecei a leitura de O Cobiçado há mais ou menos três dias eu mal podia esperar pela história que me esperava. Pois depois da leitura de A Seleção e de filmes com essa temática (disputas por um coração que não quer ser disputado), eu imaginava uma história que acabou se mostrando outra e muito melhor do que minha pouca imaginação. E obviamente eu devia esperar algo assim, pois Mari Scotti nunca me decepcionou. Mas como uma leitora que gosta de bancar a detetive, eu quis desvendar o livro todo nas primeiras páginas, e quebrei a cara. Pois apesar de não ter me surpreendido, a história foi bem elaborada não me deixando descobrir quase nada além do final.

O livro se passa no Brasil (hehê adoro!) e tem como cenário principal uma casa praiana onde as garotas selecionadas de cada parte do país para ficam hospedadas. O programa se passa em um mês com digamos que fases para que o cantor elimine as candidatas. Aillen começa o programa como a Misteriosa onde ninguém, nem mesmo Rohan sabe sua verdadeira identidade, chamando atenção do público. O cantor só consegue ver seus olhos sem lhe reconhecer e por eles tenta ler o que seu rosto não mostra através do brilho que as pupilas de Aillen possuem.

Quando a luz dos olhos meus,
E a luz dos olhos teus,
Resolvem se encontrar.
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá,
O encontro desse olhar.
– Tom Jobim – Pela Luz Dos Olhos Teus.

Assim de maneira gentil, sem toques apenas pelas palavras doces ou alfinetadas que Aillen e Rohan trocam, é notável o início do sentimento. Aquela faísca que surge entre duas pessoas e que só aumenta com a necessidade de estar perto. É apaixonante ver como eles se dão bem. Mas mais ainda, como Aillen e Rohan vão deixando suas barreiras para trás. Pois as palavras e os olhares vão quebrando as suas desconfianças.

Sentia como se a garota tivesse o poder de ler através dele e sugar apenas verdades de suas reações e palavras. Era constrangedor, e simples, como muito desejou em sua vida.
– Rohan

Aillen é uma personagem daquelas que eu gosto mas não sinto afinidade. Gosto porque eu entendo seu lado. O fato dela acreditar que trairá se se apaixonar ou se envolver com outro homem. Pois de certa maneira Juliano (o noivo) não a deixou, mas foi tirado dela de uma maneira praticamente brutal. Os sentimentos não morreram ou tiveram sem fim, eles apenas não conseguiram seguir seu curso, se mantendo apenas nas memórias, no coração e nos sonhos da garota.

Dormi sozinha acordei.
Cantando a nossa canção.
Canção que eu só escutei.
Num sonho que eu não lembrei.
Mas juro havia paixão.
– Zélia Duncan – Breve Canção de Sonho.

Mas ao mesmo tempo que percebo esse lado dela, também enxergo um lado infantil. Um lado que julga as pessoas e não gosto muito disso. Aillen não espera explicações, ela tira conclusões. E isso me deixou irritada algumas vezes pois acredito que todas pessoas merecem uma chance de falarem o acontecido independente do que vemos. Nossos olhos enxergam coisas que na realidade não é necessariamente verdade. Interpretamos de mais e essa interpretação da garota me irritou.

Rohan tinha uma fama de ser um lobo em pele de cordeiro, era um Don Juan disfarçado de Príncipe Encantado. Mas, a Cinderela dele, como todos sabiam, sempre teria cabelos loiros. As ruivas e as morenas nada mais eram do que as irmãs desprezadas da princesa dos contos de fadas. Ele não lhes direcionaria nem ao menos um segundo olhar.
– Aillen.

Já Rohan. Ahh meu… Se você nunca leu um livro da Mari Scotti não sabe o crush literário que te espera. Pois ela tem a capacidade de fazer você se apaixonar por mais defeitos que uma pessoa tem. E eu me apaixonei por ele. Rohan é libertino e muitos homens são. Mas ele sofreu ao ser deixado no altar. Diferente de Aillen, Rohan perdeu alguém para a vida, mas sim sofreu uma desilusão amorosa tão forte que o deixou fechado, frio e desconfiado até a raiz dos cabelos. Eu consigo entender mais suas desconfianças do que as de Aillen o que me fez gostar muito mais de suas passagens. Rohan aos poucos reaprende a confiar e melhor ainda, reaprende o que é um amor de verdade.

Sentia como se a garota tivesse o poder de ler através dele e sugar apenas verdades de suas reações e palavras. Era constrangedor, e simples, como muito desejou em sua vida.
– Rohan

O livro de Mari Scotti se tornou minha segunda obra favorita da autora. Eu fiquei super satisfeita com seu final, apaixonada por seu cantor e emocinada com vários personagens. Apesar de ter demorado um pouquinho para engrenar na leitura, o livro superou minhas expectativas e sinceramente não tenho como exigir mais do que isso. Estou ansiosa para a próxima temporada de O Cobiçado na RPTV pois eu sei que será um sucesso.

Titulo: O Cobiçado – Rohan Sen
Série: O Cobiçado – Primeira Temporada
Autora: Mari Scotti
Editora: Independente
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

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[L.I.S.T.A.] 05 Livros Para Chorar Litros

Oii gente. Aqui estou eu para segunda lista do blog. Estou fazendo essas listas junto com minha parceira e amiga Keth do blog Parabatai Books, não esqueçam de conferir a dela – que sai amanhã -, e para este mês escolhemos uma lista meio “bad”: 05 livros para chorar litros. Admito que foi bastante difícil já que é muito raro eu chorar em uma obra. Porém eu me lembro de algumas que chorei, e dessas eu selecionei cinco livros que foram mais emocionantes da minha carreira de leitora.

1. Uma Curva Na Estrada – Nicholas Sparks.

Esse foi o livro do qual eu derramei mais lágrimas. Não consigo dizer de maneira clara como esse livro me afetou apenas que teve aquele momento que a dor do personagem me atravassou e eu derramei rios de lágrimas. Posso dizer apenas que esse tipo de enredo, que envolve família é o que concerteza mais me emociona.

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2. A Última Música – Nicholas Sparks.

E por falar em história emocionante sobre família, esse livro é minha segunda escolha pois sua história focada em relação de pai e filha principalmente me fizeram não só chorar mais ficar profundamente emocionada. Na época, eu estava passando por brigas de adolescente com meu pai, e ler esse livro foi tão importante porque ele modificou muita coisa do que eu achava que sabia. Eu amo esse livro por isso, por ele ter me mostrado que eu não sabia de tudo na época em que eu mais precisava.

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3. A Redenção de Gabriel – Sylvain Reynard.

Esse livro, o terceiro da trilogia O Inferno de Gabriel, foi uma experiência única para mim. Eu lembro que quando estava lendo-o, muitas vezes eu me pegava emocionada com as palavras de Gabriel Emerson para sua esposa. É incrível como os livros normalmente apresentam aqueles finais de casamento incríveis e que a partir dali fica o sentimento de felizes para sempre. Embora esse não tenha sido o primeiro livro que eu li com uma temática da vida de casados, foi o livro que mais me trouxe para perto da realidade por ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Eu enxerguei realidade nele e acredito que as lágrimas que eu soltei de felicidade com a conclusão da história podem sim ser inseridas como chorar litros.

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4. Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson.

Um dos poucos livros que eu chorei abertamente nessa vida, foi este. A questão da bulímia e da anorexia é muito forte. E embora eu nunca tenha conhecido alguém que passasse por tais situações foi muito impactante a maneira com o qual a autora deste livro abordou o tema. Este livro é forte! E é impossível não se emocionar com ele.

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5. Para Sempre Alice – Lisa Genova.

A melhor parte de fazer essa lista eu percebi que muita das coisas que me fazem chorar ou me emocionam de modo bastante claro são em suma situações que eu vi de perto. Para Sempre Alice esta dentre os livros que me fizeram chorar porque vi de pertinho uma pessoa que eu amava ter a doença de Alzheimer e aos poucos sucumbir a ela. E foi através desse livro que entendi porque era tão difícil. Não o que sinto como espectadora da doença, mas saber o que aquela pessoa lá estava passando ao perceber que todas as suas memórias e sentimentos ficavam iriam desaparecer. É triste. E é incrível o modo como Lisa Gênova descreveu está emoção.

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