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(Motive-se) Percy Jackson e Os Olimpianos – Rick Riordan

Oi Corujinhas. Estava com certa saudade de relembrar séries favoritadas da minha vida. E como nessa semana finalizei minha releitura do primeiro livro da série Percy Jackson e Os Olimpianos, não poderia ter um motive-se melhor para você. Então agora, vou apresentar cinco motivos para vocês lerem uma das melhores séries de fantasia do mundo.

Vamos começar?

1. Mitologia

acampamento meio sangueComo o nome sugere, a série Percy Jackson e Os Olimpianos foi fomentada através da mitologia grega. Um dos pontos mais chamativos dos livros, logo de cara, é a capacidade que o autor teve de mesclar a mitologia com a realidade. As histórias da Grécia Antiga são renovadas para que não somente embalem a série, como também tornam-se mais interessantes. O autor resgata passagens de Homero para criar a névoa, recria a maldade de Hades e transforma Zeus em uma espécie de anti-herói nem tão benevolente assim. Com grande profundidade, Riordan deixa tudo mais atrativo ao leitor.

2. Enredo.

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Eu diria, que o enredo principal gira em torno do Oráculo de Delfos. Uma profecia feita antes de Percy descobri que é meio-sangue, guia todos os livros pois ela vai se cumprindo a medida que as histórias passam. Contudo, a profecia só é revelada no último livro. Enquanto isso, a cada obra pequenas profecias vão sendo feitas e realizadas que culminam no final. A construção do enredo, dessa forma é bem-elaborada ao extremo, onde todas as peças se encaixam. Se você é como eu e gosta de livros repletos de explicações, acredite quando lhe digo que não irá se arrepender da leitura.

3. Personagens

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De todos os pontos que consigo citar, os personagens de Percy Jackson são meus favoritos. Pode parecer estranho, mas uma fato que descobri sobre mim em leituras, é que dou mais valor à um personagem bem feito do que à um enredo super bem elaborado. Enredos sem personagens são facilmente esquecíveis (por exemplo, A Seleção que tem um bom enredo, mas não conseguiu me marcar com personagens). Por outro lado, quanto mais forte for o personagem melhor o livro é para mim (O Jardim das Borboletas por exemplo tem uma grande falha, mas pelos personagens favoritei o livro.

Então, imaginem como eu não sou feliz com as leituras de Percy Jackson, que não só tem um enredo fantástico, como também personagens maravilhosos? A questão é que Riordan, muito embora siga alguns esteriótipos da fantasia (a inteligente, o herói e o engraçado), consegue dar personalidade à eles, para que sejam trabalhados não supérfluos aos livros. Cada personagem tem sua história, independente do protagonista. É como se cada um tivesse vida fora do livro que deixa tudo ainda mais interessante.

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4. Escrita

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Fanart by Viria

A escrita de Rick Riordan é, sem dúvida alguma uma das melhores que eu conheço. Muito disso, se deve ao equilíbrio que o autor têm e a crescimento gradual da história. Riordan não se mantém no clássico do gênero, pois não é nem tão dramático, nem tão ativo e nem tão engraçado. Na verdade, ele equilibra bem as cenas de ação tornando a leitura mais prazerosa e nenhum um pouco cansativa. Além disso, é notável como a narrativa cresce a medida que os livros avanços. Se os dois primeiros livros devem ser considerados infantos-juvenis, o últimos três são literatura adolescentes, e eu diria que o último tem uma pegada quase que adulta. Isso causa ainda mais motivação ao ler, pois demonstra a renovação do autor e a falta de mesmices.

5. Reviravoltas

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Fanart by Viria

Por fim, mas não menos importantes, as grandes reviravoltas. Lembram-se que que disse que o enredo gira em torno das profecias do Oráculos de Delfos? As profecias, muito embora se cumpram, não seguem caminhos certos e quase sempre tem duplo sentido. Então, na maior parte das vezes Rick te apresenta um sol azul para te fazer crer que ele é rosa, até que finalmente te mostra que o céu era realmente azul. A leitura é emocionante e cheias de acontecimentos.


A série Percy Jackson e os Olimpianos sempre será uma das minhas favoritas da vida. Muito embora seja famosa pelos filmes (que aconselho com todas as letras NÃO ASSISTAM), a história tem profundidade muito vasta valendo muito à pena. Não creio já ter encontrado livros de mitologia, ficção melhores. E te incentivo muito a leitura.

Espero que tenham gostado. Beijos.

( Motive-Se ) O Sol É Para Todos – Harper Lee

Oi Corujinhas. Vocês devem ter notado que nas últimas semanas eu tenho andado sumida. O motivo são as obrigações da faculdade que tem me tirado o sono. Mas estou tentando sempre ficar em “forma” para vocês. Semanas que vem os posts vão voltar a sair no prazo certo, por assim dizer e voltarei as minhas visitas com regularidade. Não desistam de mim!!

No post de hoje vou trazer três motivos para vocês lerem meu livro favorito no drama. O Sol É Para Todos, li em 2013 mais ou menos, e ainda permanece como uma das leituras mais gratificantes de todos os tempos.

Titulo: O Sol É Para Todos
Título Original: To Kill A Mockinbird
Autora: Harper Lee
Editora: José Olímpio
Ano: 1960
Páginas: 317
Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ❤️
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

1. Enredo.

O Sol É Para Todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930 que testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. Filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca, os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Dessa forma, a história demonstra a inocência de duas crianças para com o preconceito e com as injustiças das escolhas por cor.

2. Pregorrativas.

Muito embora a priori o sentido da narrativa seja tratar de racismo, enquanto a leitura é concebida percebemos que envolve todas as camadas do preconceito. Mulheres rechaçadas por serem mulheres. Preconceito de não conhecer o outro e julgar pequenas ações, ou pelo que você ouve, quando se tratam de inverdades. A história é um manifesto pela igualdade tão comum à época que foi escrito (1960, o apartheid vigorando nos Estados Unidos) quanto à nossa onde as os pobres, principalmente os negros, precisam andar de sobreaviso para não sofrerem ataques. Onde os pais precisam dar instruções para os filhos sobre como se portar à frente da polícia. O livro rasga a verdade sobre pessoas que foram destruídas por preconceito. Sobre famílias que foram quebradas. Mas principalmente, a morte do direito humano de ser igual aos outros.

3. Os personagens.

Mas se as pregorrativas e o enredo dão um gostinho inicial ao livro, são os personagens que transformam a obra em um livro inacreditável. Narrado pela sensível Jean Louise, Scout, a sensibilidade no olhar da jovem revela os desígnios da sociedade racista, onde as diferenças não são aceitas. Jem, seu irmão, é a representação da raiva perante as injustiças e o não entendimento das situações.  Atticus é a índole no sentido mais humano da palavra. Ele tem plena consciência do que é certo e luta para mostrar aos filhos o mundo pelo qual eles devem lutar. Boo Radley a prova do preconceito das invenções, dona Mauddie do rechaço as invenções sociais e Callpurnia do medo que domina os negros. Todos os personagens são exaltados para representarem alguma coisa. Alegóricos, são sentimentos. Fantásticos, são instituições. Populares, são classes sociais. Todos trajados para serem melhores e maiores que qualquer humano poderia ser, mas que todos nós deveriam tentar.

Mas antes de aprender a viver com os outros eu tenho de aprender a viver comigo mesmo. A consciência de um indivíduo é a única coisa que não deve se subjulgar a regra da maioria.

O Sol É Para Todos tem uma narrativa fluida e se torna um livro gratificante. Dotado de profundidade, amor e principalmente ingenuidade é uma obra para ser lida por todas as idades pelos ensinamentos que Harper Lee traz. Eu recomendo esse livro de todo meu coração. É um clássico sim, mas principalmente um livro atemporal que surge como um caminho para entender as diferenças.