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O Duque e Eu – Julia Quinn

Olá leitores e leitoras fantásticos desse meu Brasil. Hoje a resenha é sobre O Duque e Eu de Julia Quinn e minha primeira resenha romântica. Não esqueçam de me dizer o que acharam quando acabarem de ler, ok?
Bem então vamos lá.

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Numa família de oito irmãos e nas temporadas altas para casamento em Londres, a família Bridgerton vai aos poucos formando pares para seus filhos e filhas. O primeiro casamento da família é o de Daphne Bridgerton. Uma jovem astuta e brilhante. Daphne é vista pelos homens da sociedade londrina apenas como uma amiga de todas as horas. Até que o conde Simon Hastings chega a cidade.
Depois de um primeiro encontro desastroso, Daphne e Simon acabam enredando um acordo. Um acordo em que Simon fingirá corteja-la para que os outros homens a vejam como uma mulher desejada. Ao passo que que a companhia de Daphne fará com que as mães e mulheres desesperadas por um casamento o deixem em paz. Mas os sentimentos que surgem através desse plano e dessa amizade são maiores e mais fortes que qualquer um dos dois poderia esperar.

O livro de Quinn é bem legal. Além de todos os costumes de uma sociedade diferente da nossa, o livro ainda tem um quê de romantismo leve, não tão açucarado como a maioria. Isso me fez gostar ainda mais da história.

Quinn tem uma palavra simples e fácil de compreender. É uma história simplória, porém bem contada. As conversar levam a algum lugar. E mesmo que não haja aquele famoso enrolamento para alongar a história,  também não há falta de detalhes nas cenas.

Daphne Bridgerton é uma personagem de caráter forte como muitas mocinhas. Seu senso de justiça funciona muito bem assim como seu humor e sua curiosidade. Daphne é uma mulher que tem sonhos simples, entretanto. Não chega a se tornar uma personagem depois de seu tempo. Seus sonhos são de ter um casamento feliz e de formar uma família. Nada de mais.

Simon Hastings ou Simon Basset é um personagem de raias raivosas. Ele tem um passado difícil contado logo no prólogo do livro. Rejeitado pelo pai, Simon faz uma jura que nunca se casará casará e nem se apaixonará por alguém. Um homem recluso e cheio de mágoa que além de tudo afirma que jamais se envolverá pela irmã de seu melhor amigo.

O livro de Julia Quinn porém tem uma ressalva. Ele tem uma história comum. Nada nele chega a ser surpreendente. Não existe um aquela perda de fôlego.

Mas de todo modo, não posso dizer que foi uma leitura ruim. O livro é bem legal e chega a ser uma boa distração. E como diz minha mãe, uma ótima pedida pra quem quer ficar com aquele sorrisinho apaixonado no rosto.

Bjs.
Até o próximo post.

O Sol é Para Todos – Harper Lee

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Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Entusiasmante e superdivertido, a história sobre o preconceito e se tornou meu livro de não-ficcao favorito.
Scout é jovial e conta a história com uma simplicidade apaixonante. Não consegui largar o livro e li avidamente até final.
Os personagens, primários e secundários, são inesquecíveis. Ao começar por D. Mauddie e Boo Radley que têm uma natureza de solidão. Um nem tanto quando outro, mas ambos reclusos a sua própria vida, sem tempo pra as preocupar com a dos outros.
Jem irmão de Scout é jovem e meio rebelde que não aceita as descriminações que presencia.

Atticus é a um pai típico ensinando valores e lições de vida para seus filhos. O Sol é Para Todos é meu novo livro favorito.

Agradeço a Stephen Chbosck que escreveu As Vantagens de Ser Invisível, e que me inspirou a ler o livro.

O Oceano No Fim do Caminho – Neil Gaiman

Um homem volta a sua cidade natal para um funeral. No caminho ele para em uma fazenda que o faz lembrar dos perigos e dos desafios que ee viveu na infância. 
Há quarenta anos, um homem cometeu suícidio dentro do carro do pai de um menino, que em seguida vê seu mundo virar de cabeça para baixo. Fatos em série vão ocorrendo e apenas Lettie Hempstock parece poder ajudá-lo. 
Ela o leva para os fundos de sua fazenda e mostra a ele um lago  – a qual chama de oceano – para resolver o problema. Mas nessa aventura, algo frio e perigoso vai ser despertado e juntos eles precisam mandar a coisa de volta para as profundezas.
Neil Gaiman trás muita sabedoria para O oeano no fim do caminho, um livro que nos mostra que os perigos que enfrentamos na infância ficaram conosco até a vida adulta.




Ao começar a ler o Oceano No Fim do Caminho eu não imaginava que me surpreenderia tanto com o livro. Muitas vezes ameaçador e atordoante, Neil Gaiman me fez sonhar com esse oceano e analizar o meu passado. As coisas vão se encaixando perfeitamente. Cada fato sucede á um outro numa narrativa impressionante e de tirar o folêgo. Mesmo que contado aos olhos de uma criança, é possível enxergar o mundo adulto: Nas coisas boas e nas coisas ruins. O Oceano No Fim do Caminho é um livro que além de tudo mostra a genialidade de Neil Gaiman.