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( Resenha ) A Rainha de Tearling – Érika Johansen – Livro Um.

Eu conheci A Rainha de Tearling através do Bookstagram. Muito embora não estivesse nas minhas considerações para este mês ou mesmo este ano, em uma leitora conjunta com a Keth (Parabatai Books), acabei pegando o livro e fiquei surpresa com a quantidade de história que existe sobre as páginas de Érika Johansen.

Título: A Rainha de Tearling | Título Original: The Queen Of Teaeling| Autora: Érica Johansen | Editora: Novo Conceito | Páginas: 352 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️| Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

transferir.pngSinopse: Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

Sempre que leio livros de fantasia ou distopia, que envolvem a criação de novos mundos seja desde o princípio seja com base na nossa sociedade atual, um dos pontos que mais me atraem é a história pré-narrativa: a história do antes que gera um agora e então um depois. À exemplo, temos pré-histórias sensacionais como em Divergente, Jogos Vorazes e A Maldição do Vencedor. Assim sendo, vocês devem imaginar minha grande felicidade ao perceber que a história de Érika Johansen envolve tanto do passado quanto do presente, para criar uma expectativa real do que se pode esperar no futuro.

A narrativa de Johansen prende do começo ao fim. Muito embora seja mais lenta, isso se deve ao fato de que a autora busca quase que constantemente dar ao leitor as bases de seu novo mundo, o que torna tudo mais fácil de ser compreendido quando chega o momento. Deve-se ressaltar que o mundo ao qual Kelsea vive é pós o nosso, muito embora percebamos uma grande regressão no que diz respeito à conhecimento e tecnologia. Eu mesma demorei a entender isso, e sem a densidade da narrativa, suponho que não teria compreendido.

Além disso, é admirável o trato que Johansen dá aos seus personagens em um sentido totalitário da história. Ninguém é cem por cento bom ou ruim, e até mesmo o poder é bem colocado entre a rainha de Tearling e quem a cerca. Essa estrutura narrativa me lembra George R. R. Martin e A Guerra dos Tronos, pois tanto Johansen quanto Martin contam a história de um reino e não de um personagem, muito embora para Tearling tenha um número reduzido de personagens em comparação.

Entretanto, o maior crédito da obra está na personagem principal e sua construção. Kelsea não é forte à princípio apesar de sua busca para ser amada pelo povo e assim se tornar digna de usar a coroa Tear muito alem do sangue. É uma personagem forte, intrigante e que trilha um grande caminho para conquista da anti-estima. E talvez isso tenha sido um grande marco na obra. A fixação que Kelsea tem com beleza que a torna diferente das protagonistas lindas e maravilhosas existem aos montes.

A Rainha de Tearling é um começo excepcional para uma trilogia que caminha para se tornar inesquecível. Um livro forte que trás ensinamentos sobre poder, mas principalmente sobre a coragem que devemos ter para alcançar aquilo que acreditamos.

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( Livrosofia ) Romances

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos dar continuidade a explicação dos gêneros românticos. O post de hoje será voltado aos romances antigos: clássicos, o histórico e  o de época. Embora muitas de vocês já devam saber a diferença básica entre eles, para quem está começando e não quer entender melhor a definição a ideia é ajudar. Espero que gostem do post, afinal, são alguns dos meus gêneros favoritos.

◆══════════●|| [ Romance Histórico ] ||●═══════════◆

segunda-guerra-mundial-historia-causas-e-consequenciasO Romance Histórico é assim definido por se passar antes da guerra do Vietnã ou da Segunda Guerra Mundial variando entre as editoras. O enredo será concentrado no desenvolvimento do herói e heroína, dentro de um cenário histórico popularmente conhecido que deverá surtir um efeito sobre esses personagens. O romance romântico fica caracterizado como uma trama ou uma subtrama a parte central da obra, o historicismo.

Assim sendo, torna-se fácil definir as obras que pertencem a essa categoria, pois o fator histórico é abrangente na trama. Mas para fazer a classificação podemos levar em consideração alguns pontos. O fato histórico deve ser o ponto de partida para a construção da ficção. Os personagens devem apresentar valores éticos e morais da época, ao passo que o autor deve procurar recuperar estruturas sociais, culturais, políticas e estilos referenciais ao passado. A narrativa é construída no tempo passado e as situações factuais devem ser legitimadas através de documentos e referências

a garota que voce deixou para trasA Garota Que Você Deixou Para Trás da escritora britânica JoJo Moyes tem boa parte da obra pertencente à essa categoria, pois tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, onde os personagens tem suas vidas modificadas por tal acontecimento. Os valores sociais da época também estão presentes e é certo afirmar quem sem o historicismo não haveria enredo. Mas é bom ressaltar que essa obra não é considerada do gênero completamente, pois foi combinada ao drama. O Tempo e O Vento de Érico Veríssimo é outro exemplo de romance histórico, pois o Terra-Cambará tem suas vidas e os costumes modificados pelos acontecimentos da guerra do Paraguai contra o Brasil.

◆══════════●|| [ Romance de Época ] ||●═══════════◆

moda feminina 1869O Romance de Época tem uma estrutura única. Não tem afinco com datas e nem faz referências à fatos históricos importantes. Muito menos se preocupa em mostrar como se comportava um povo em determinado momento, para questões além das factuais. Os livros desse gênero – em suma maioria – se destacam por aludirem a sociedade londrina no período vitoriano (de junho de 1837 a janeiro de 1901) valorizando a moda, etiqueta social, passeios comuns como jantares, festas, campos ou teatros.

nove regras a ignorar antes de se apaixonar

Entretanto, muito embora a primeira vista pareçam obras frívolas, essas obras costuma destacar a o casamento por conveniência, as amantes, as diferenças entre as classes sociais – nobres versus plebeus -, mas principalmente a fragilidade feminina que espelha as diretrizes atuais. Os romances da autora estado-unidense Sarah MacLean por exemplo, costumam ter protagonistas firmes que estão além das convenções sociais.

É interessante perceber que muitas autoras de romances de época utilizam como pano de fundo um mesmo ambiente, de modo que atitudes de um personagem influenciam diretamente na vida de outros. MacLean, por exemplo, escreveu três séries quase que complementares. A série Os Números do Amor se passa dez anos antes de O Clube dos Canalhas (onde duas protagonistas aparecem como coadjuvantes na anterior). que por sua vez se passa um ano antes da série Escândalos e Canalhas, onde uma de suas coadjuvantes devem estar presentes em sua próxima série Barenuckle Bastards.

◆══════════●|| [ Romance Clássico ] ||●═══════════◆

A determinação de um romance como clássico é variável e subjetiva. Sua principal diferença entre os outros gêneros, tanto dos aqui citados como dos demais literatos, é sua capacidade de ser atemporal. Se o romance histórico é assim definido por se passar em uma época anterior a do autor, o romance clássico será aquele que ultrapassa as barreiras do tempo tornando-se atual apesar de sua data de nascimento. Romance clássicos costuma ser celebrados por acadêmicos, críticos e professores, que mesmo se não gostarem da obra em seu cerne principal, as entendem como leituras obrigatórias para qualquer pessoa que pretenda alguma seriedade em relação a literatura e a história que a envolve.

orgulho e preconceitoPor certo, não cabe ao crítico considerar um Clássico superior aos outros, apenas ressaltar qualquer tentativa de esquecê-lo pois esse romance será base para a construção de outros (que podem ou não serem considerados superiores).

Dando um exemplo pessoal de tal entendimento, posso afirmar de modo categórico que não encontrei-me na leitura de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Entretanto, não posso afirmar que tal livro deva ser ignorado pois sua mocinha, Elizabeth Bennet, tem uma personalidade facilmente encontrada como inspiração dentro de outros enredos. Dessa maneira, um romance clássico é um produto de seu próprio tempo e das críticas sociais que seus livros refletem entre a realidades usada para contrapôr um cenário social e político da sociedade de determinada época. Ou seja, a literatura clássica serve para ensinar aos leitores algo a respeito de seu próprio mundo.

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Espero que tenham gostado. Beijos.

 

 

 

(Resenha) Anna e O Beijo Francês – Stephanie Perkins – Livro Um

Minha leitura de Anna e o Beijo Francês aconteceu de um modo inesperado. Primeiro dia do ano, e e eu estava procurando uma leituras mais simples, que me desse aquela sensação de conforto no peito. De modo que comecei este livro sem muitas expectativas e acabei saindo da p bem satisfeita.

Título: Anna e O Beijo Francês | Título Original: Anna and The Kiss French | Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito| Páginas: 268 | Ano:  2011| Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Anna e o Beijo FrancêsSinpose: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

– “É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?”

Se tem uma coisa que Anna e o Beijo Francês prova, é que um clichê quando bem escrito consegue deixar sua marca no coração dos leitores. Para tanto, o autor precisa entender que seu livro faz parte desse tipo de narrativa e não tentar criar situações mirabolantes. Nesse quesito, Stephanie Perkins consegue ir além do que todos esperamos, criando não somente um clichê de aquecer o coração, mas uma história de amor real que poderíamos encontrar se olharmos para o lado.

A narrativa de Perkins é bem-humorada, cheia de conflitos adolescentes. Muito embora o plot que dá início ao livro pareça inverosímel – todos nós ficaríamos muito felizes de arrumar as malas e fazer intercâmbio em Paris -, os motivos de Anna para não gostar da ideia tiveram uma ótima construção bem como a personalidade da protagonista da obra. De certa forma, Anna me lembra Lara Jean e o medo que parece sentir de estar com outras pessoas, fora do mundo que sempre conheceu. Dessa forma, além de nos depararmos com um livro que fala sobre amor, também encontramos uma obra sobre amadurecimento, para que Anna deixe de ter medo e passe a lutar por tudo aquilo que sempre desejou.

“Ele é Étienne. Étienne, como na noite em que nos conhecemos. Ele é Étienne; ele é meu melhor amigo. Ele é muito mais.”

Falando em romance, muito embora eu não tenha shippado loucamente os protagonistas, não posso negar que sua história foi muito bem construída, desde a paixão quanto as pessoas e os percalços que envolveram as bases dessa história. Não existe guerra entre mulheres (como foco principal, pelo menos), nem mesmo conversas banais. Cada momento do livro foi essencial para o próximo criando uma sucessão de acontecimentos que mantiveram um fluxo de simplicidade que realizam um feito inesquecível: o romance entre Étienne e Anna tornou-se palpável, crescente e intenso a medida que as páginas foram passando.

Anna e O Beijo Francês é uma obra memorável dentro de um gênero esquecível. Um livro de personagens imperfeitos e reais. O livro é belo a partir do olhar apaixonado de duas pessoas.

( LISTA ) 05 livros com capas bonitos e conteúdos feios.

Oi Corujinhas. Hoje é dia de mais uma lista aqui no blog em parceria com a Keth (Parabatai Books). Nessa ano vamos fazer listas metadinhas, que se completam a medida que vocês lerem ambos os posts. Deve rolar boas listas por aqui então fiquem de olho nos dois blogs. A primeira lista será espelhada, pois enquanto eu farei uma livros com capas bonitas e conteúdos feios, a Keth fará o inverso, então não deixem de conferir a lista dela.

O objetivo dessa lista será falarmos de livros que tem aquelas capas lindas, mas o conteúdo não agrada tanto assim. Muito embora eu acredite que alguns escolhidos podem causar revolta, devo dizer que será uma lista de conteúdo mais pessoal, de modo que vocês estão livres e desimpedidos para descordar da minha pessoa. Aliás, também gostaria de pedir que vocês deixassem nos comentários livros que vocês compraram pela capa, mas a hora de ler foi aquela decepção.

Vamos começar?

nao pare1. Não Pare – FML Pepper.

A capa de Não Pare é uma das minhas favoritas. Muito embora não goste tanto de obras com fotografias, por certo que todas as referências presentes na capa do livro de FML Pepper, fazem dela bem atrativa. Mas é uma pena que o conteúdo da obra não seja tão bom assim.

O que mais me irrita no livro de Pepper é o looping eterno que a autora coloca entre os protagonistas. Muito embora seja uma história com um baita potencial, o romance é o que lhe estragam, pois sempre corremos em círculos: Nina confia em Richard > Nina descobre que Richard lhe enganou > Nina foge> Richard vai atras de Nina > Nina descobre que Richard fez tudo para lhe salvar > Nina confia em Richard. Ah e isso não é spoiler. Vai ocorrer a cada 60 páginas.

2. A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard.transferir (2)

A Rainha Vermelha, muito embora desperte muitas opiniões diversas, é uma capa que unanimemente é considerada bela. Entretanto, muitos também – inclusive eu – consideram esse livro uma cópia de muitos outros (Sombra e Osso e A Seleção), além de ter umas das piores protagonistas da história.

Um fato entre os livros de fantasia da qual muitos autores parecem não dispostos a crer é que uma mocinha empoderada é diferente de uma mocinha arrogante. No caso de Mare, ela se aproxima muito do segundo módulo, e se não contarmos uma grande enrolação da parte da autora para os acontecimentos, o livro fica enjoativo por conta da personagem.

A Seleção3. A Seleção – Kiera Cass.

Todas as capas da trilogia A Seleção são realmente muito lindas. A ideia das garotas se vestirem iguais enquanto uma delas se destaca combina perfeitamente com o livro. Mas acontece que para mim, nessa história aconteceu o maior clássico dos livros de fantasia: a autora focou no romance e esqueceu de todo o resto.

Não tenho absolutamente nada contra romances, mas quando um livro apresenta uma proposta além costumo esperar um pouco mais da história. Kiera Cass criou uma ótima base para sua distopia, mas tudo aquilo que a envolve não foi elaborado, pois a autora focou-se tanto no romance que esqueceu do restante.

quando a noite cai4. Quando A Noite Cai – Carina Rissi

Eu sempre gosto das capas dos livros da Carina Rissi, principalmente quando se trata de livros independentes. Muito embora seja bem simples, essa capa têm tanto significado em suas particularidades que é uma das minhas favoritas.

Entretanto, esse livro foi uma decepção. Por ser fã da autora e pela premissa da obra, eu esperava algo que não tivesse tanto cara de mais do mesmo. Mas a obra de Rissi foi semelhante a assistir um filme bem sessão da tarde: você sabe o que está por vir, mas nem por isso fica animada. É o pior tipo de clichê: o que enrola mais que o raio.

the kiss of deception5. The Kiss Of Deception – Mary E. Pearson

The Kiss Of Deception era uma leitura que eu esperava muito. Muito disso, se deve a capa da obra que vamos combinar, é uma das mais lindas da Darkside. Entretanto, acabei tendo vários problemas com a leitura. Uma delas, foi a escrita de Pearson que achei muito lenta. Mas a principal ressalva se aplica a protagonista e sua personalidade de aspectos infantis e um tanto ingênuos de mais. Houve um momento do livro que eu quis dar uns tapas nela e dizer: sério, minha filha? Tu realmente não achava que tuas ações resultariam nisso?

Não dá!


Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado do post. Não esqueçam de conferir o da Keth. Beijos.

(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Trilogia Divergente de Verônica Roth

Que Divergente é uma das trilogias mais famosas do mundo todos nós sabemos. Lançada em 2014, onde o gênero estava em auge, Divergente foi uma série polêmica que arrecadou vários fãs ou causou o ódio em outros leitores. Além disso, também arrecadou grande bilheteria no cinema mundial, muito embora seus filmes tenham sido rejeitados pela maioria dos fãs. Hoje o Anatomia Literária irá desvendar os segredos por detrás das capas dessas obras.

Vamos começar?

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Capas
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A série Divergente se passa numa Chicago futurista, onde a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

30176050O primeiro livro que dá nome a serie principal tem a capa mais simples de todas. O fogo e o circulo representam Beatrice, e suas escolhas. Apesar de ter escolhido a Audácia, não está totalmente presa a facção, tanto que suas labaredas não permanecem apenas próxima do círculo. Abaixo dos créditos, temos uma visão da cidade de Chicago, que aparenta estar dominada pela paz. Contudo, basta olhar para o céu e perceber é uma ilusão. A medida que se fica mais alto, nuvens grossas de chuva aparecem como se fossem um prenúncio do que está por vir.

transferir Já no segundo livro, aparenta-se estar tudo muito claro. O simbolo da Amizade está em maior destaque, deixando subtendido o quão essa facção e esse sentimento serão importantes para Tris. Além de ser seu abrigo fora da cidade, a protagonista precisa confiar mais nos que a rodeiam. Tanto que podemos perceber que se cria uma grande espessura nas folhas, denotando o quão forte vão ficando tais amizades. A cidade de Chicago já não está em paz, mas coberta de névoa que representa a incerteza, contudo, desta vez há um brilho de esperança no céu entre as nuvens.

transferirNo último livro da trilogia, Tris se mostra apta a ser uma união de todas as facções. O símbolo central, apesar de ser apenas fogo e água, demonstra que Tris está pronta para amalgamar as facções e trazer paz a Chicago que já não aparece mais na capa, mas sim um local desconhecido responsável pelo experimento realizado na cidade. Dessa vez não existe mas um céu cheio de esperança e sim um céu que denota seu povo pela libertação.

O título Divergente significa aquele que não faz parte de um paralelo. Insurgente é aquele que se revela contra algo. E Convergente é aquele que se dirige para um ponto comum a um outro.

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Curiosidades
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❉ Veronica Roth lançou o primeiro livro em 2011, quando tinha apenas 22 anos. DivergenteInsurgente Convergente são os únicos livros da autora. As três obras entraram para a lista dos livros mais vendidos do The New York Times.

❉ A autora disse que sempre sabia qual seria o final de Tris, mas ainda estava um pouco incerta de como ela chegaria lá.


Espero que tenham gostado Corujinhas. Beijos.

 

 

(Resenha) Amor Para Um Escocês – Sarah MacLean – Livro 02

Que eu sou apaixonada pelos livros da brilhante Sarah MacLean todo mundo sabe. Sempre que posso, comento como ela é minha autora favorita no gênero pela sua criatividade em fazer histórias sobre liberdade, amor e fuga dos padrões impostos pela sociedade londrina da era vitoriana. Se posso destacar um diferencial para MacLean, é o fato de suas obras serem recheadas com o imprevisível, mesmo quando podemos denotar uma falha.

Título: Amor Para Um Inglês | Título Original:  | Autora: Sarah MacLean | Editora: Guttemberg | Páginas: 330 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

5194t+cam4l (1)Sinopse: Lillian Hargrove viveu sozinha por anos, reclusa, ansiando por amor e companhia. Desiludida de que todos os seus sonhos pudessem um dia se tornar realidade, a mais bela jovem da Inglaterra se envolve com um artista libertino e mentiroso, que promete amá-la para sempre e implora para que ela pose como sua musa para um escandaloso retrato. Encantada pelo carinho e pela admiração que recebe dele, Lily aceita a proposta e se entrega de corpo e alma ao homem mais falso de Londres, mas fica exposta para toda a Sociedade, tornando-se motivo de piada e vergonha. A jovem, entretanto, não esperava que um bruto escocês, recentemente intitulado Duque de Warnick e nomeado seu guardião, atravessasse a fronteira da Inglaterra para impedir que a ruína a alcançasse.  Warnick chega em Londres com um único objetivo: casar sua protegida – que é bonita demais –, transferindo o problema para outra pessoa, e, em seguida, voltar à sua vida tranquila na Escócia, longe daquele lugar odioso que é Londres. O plano parece perfeito, até Lily declarar que só se casaria por amor, e o duque escocês perceber que, aparentemente, há algo naquele país que ele realmente gosta…

Sarah MacLean tem uma escrita deliciosa, para dizer o mínimo. Sempre que leio seus livros, opto por fazer isso nos fins de semana onde posso mergulhar em suas páginas sem preocupações. Dessa forma, para suas obras meu tempo de leitura não dura mais do que um dia. Basta começar para nunca querer largar pois a autora converge em simplicidade aliada a crítica social que torna suas obras únicas.

O grande diferencial dessa obra é a protagonista Lilly e o escândalo que está envolvida. Muito embora não seja a primeira vez que MacLean cria uma protagonista vista no centro das fofocas da sociedade londrina (devemos lembrar Georgiana, mãe solteira, em Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência), é perceptível a Lady não deixa de acreditar no amor. Ela ainda deseja se casar e ter uma família, apenas não dentro das condições do duque de Warnik. Falando nisso, o duque tem o tipo de personalidade que para muitos seria irritante. Em realidade, não tenho muita certeza que gostei dele, mas consegui sentir afeição pelo casal.

Contudo, o que me incomodou na narrativa foi o desfecho que acredito ter acontecido com muita rapidez, como se fosse uma epifania de momento e que acaba retirando um pouco da magia do livro.

Apesar disso, as críticas sociais sobre o papel da mulher e como sempre o sexo feminino é tratado como inferior, uma peça descartável, torna Amor Para Um Inglês, mais um livro inesquecível de Sarah MacLean. Eu recomendo muito tanto a obra quanto a autora. É impossível se arrepender.

(Resenha) Tudo e Todas As Coisas — Nicola Yoon

Em minha última leitura de 2019, Tudo e Todas As Coisas foi um livro surpreendentemente delicado. Apesar de não ter conseguido me apegar profundamente aos personagens do livro, também não posso negar que a história de Nicola Yoon aqueceu meu coração.

Título: Tudo e Todas As Coisas | Título Original: Everything, Everything | Autora: Nicola Yoon | Editora:  Novo Conceito | Ano: 2016 | Páginas: 304 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️  | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon 

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Sinopse: Primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. “Uma história emocionante que sai da mesmice e explora as esperanças, os sonhos e os riscos inerentes ao amor em todas as suas formas.” – Kirkus Reviews Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ¬da ¬casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”

“Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e em outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença.”

Tudo e Todas As Coisas é o tipo de livro que você lê em uma sentada. Literalmente, eu peguei o livro e o finalizei em algumas horas. A Nicola Yoon escreve com simplicidade sem fazer dramas além do necessário, muito embora o gênero e o enredo do livro denotasse que poderia haver isso. De certa forma, é como se a autora desejasse que a história de Ollie e Madeline fosse contada por si mesma. Apesar de que a história possui uma grande quantidade de clichês, existem certas surpresas pelo caminho que deixam a leitura de certo modo inesquecível.

Mas ao mesmo tempo que eu gostei da escrita de Yoon, não posso dizer o mesmo da narrativa. As duas coisas não são exatamente sinônimos. Enquanto a escrita envolve a maneira com o qual a autora coloca as palavras a narrativa envolve o enredo e os caminhos que o levam do início à conclusão. E nesse ponto, Yoon deveria ter descartado grande parte de sua simplicidade e fechado a obra com mais “paixão”, por assim dizer. Pois tudo aquilo que o livro trouxe permaneceu aberto dando a impressão que Yoon pensou no plot twist, mas foi incapaz de pensar nas consequências. De modo que o livro se tornou meio genérico, quase que uma cópia de tantos outros.

Entretanto, não posso dizer que a obra em si foi um desperdício do qual se salva apenas a escrita pois a protagonista da obra me fez sorrir de orelha a orelha quase em toda leitura. Madeline é encantadora e traz uma força não comum para as mocinhas de sua idade. Forte, mas nem por isso arrogante, ela tem potencial para conquistar o mundo aludindo ao título da obra.

Tudo e Todas As Coisas é uma obra interessante, com uma ótima premissa, mas um desenvolvimento ruim. Eu recomendo que vocês leiam com calma, sem muitas expectativas. O bom e velho removedor de ressaca literária.

 

(Especiais) Os Melhores do Ano – 2018

Oi, oi, oi Corujinhas. Animadas com o fim do ano? Eu estou, porque tenho algumas metas para o ano que vem, que dessa vez pretendo cumprir. Uma delas é a leitura de mais clássicos. Eu estudo literatura, nada mais justo que ler literatura. Além disso, em fevereiro vem novas categorias aqui no blog porque estou inspirada a produzir mais. 2019 deve ser meu ano! (Amém!)

Para a finalização  do ano, eu e algumas amigas resolvemos adaptar a Tag 50% (originalmente criada pela Chami do canal It That Chami) e fazer um grande resumão do ano. Vou deixar os links blogs participantes aqui embaixo, para vocês acompanharem e quem sabe adicionar novos livros às suas coletâneas.

1. Quantos livros você leu esse ano?

Foram 60 leituras ao todo. Engraçado que só em Janeiro e Fevereiro eu li um terço desses livros e nos outros meses dei uma leve procrastinada.

2. A melhor continuação que você leu em 2018.

Difícil, mas eu diria que foi os dois livros finais de A Maldição do Vencedor, principalmente pelo segundo livro (O Crime do Vencedor) que foi sensacional. A história abriu novas possibilidades, eu finalmente me apeguei a protagonista e comecei a shippar o casal. Isso é claro, se a gente não contar todos os jogos políticos que começaram a envolver o enredo e transformaram uma história simples em algo muito bem trabalhado.

a mensageira da sorte3. Algum lançamento do ano que você ainda não leu, mas quer muito.

Sinopse: Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte para alguns escolhidos. E o primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu novo vizinho e colega de classe, Leandro. O que Sam não sabe é que Leandro também é engajado nos protestos contra a corrupção da AlCorp, sem se preocupar com os riscos que possa correr ou com as chances que tem dado ao azar, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do Destino para protegê-lo. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do Destino se equilibre outra vez.

4. O livro que mais te decepcionou.

Corte de Gelo e Estrelas da Sarah J. Maas. Engraçado colocar a autora nessa lista quando no ano passado ela entrou nos melhores do ano passado. Mas podemos dizer simplesmente que o capitalismo falou mais alto e Maas entregou uma obra sem um pingo de história que, além de tudo, me fez perder o respeito e todas as formas de amor que tinha por Feysand. Nunca digo isso, mas sério gente, não leiam esse livro. Não destruam o que vocês amaram na série, por mais 200 páginas.

5. O livro que mais te surpreendeu.

A Cidade Murada do Ryan Graudin do qual eu realmente não dava nada. Mas vamos combinar que essa capa é horrível e a premissa da história não é das melhores. Contudo, em menos de um dia as quatrocentas páginas me consumiram e percebi toda a massa que envolve a obra. Foi um dos melhores livros de 2018. Sem tirar nem pôr.

6. A continuação mais esperada para o ano que vem.

Não será exatamente um lançamento do ano que vem apenas uma continuação que desejo ler, que é O Filho Dourado do qual a Danii (O Clube do Farol) me deixou ansiosa para a continuacao de A Fúria Vermelha. Espero gostar, ou vocês irão encontrar o corpo dessa blogueira flutuando em algum rio desconhecido por aí.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

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Marissa Meyer. Li As Crônicas Lunares esse ano e amei com todo meu coração (Thorne meu coração é seu!). Com certeza vou ler tudo que puder da autora. Uma escrita sensacional dessa, claro que não posso deixar passar.

8. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

A Keth (Parabatai Books) me presenteou com o livro O Cavaleiro dos Sete Reinos que tem uma linda capa, além de ser dura e ter uma edição bem fofa. Além disso, sou apaixonada por As Crônicas de Gelo e Fogo e foi bem especial ganhar essa obra dela.

9. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Thorne de Cress. Claro que teve outras leituras, mas ninguém fez meu coração bater tão forte quanto o capitão de Marissa Meyer. Ah gente, o que mais eu posso dizer? Só leiam esse livro por favor.

 

10. Seu personagem favorito mais recente.

Apesar de não ter gostado muito do livro em si, a Madeline de Tudo e Todas As Coisas foi bem simpática. Apesar de ser rodeada por uma especie de clichê, a coragem de Madeline assim como seu humor são emocionantes. Eu achei genial ver a construção da sua personalidade.

11. Um livro que te fez chorar nesse ano.

Como sempre estrelando na lista de lágrimas, A Força Que Nos Atrai da Brittainy C. Cherry foi uma história tocante sobre amor, perdão e sobretudo sobre se dar uma nova chance. Não é atoa que figura como o mais amado da série elementos. Brittainy nos mostra que amar é tudo que precisamos para conseguirmos encontrar a felicidade.

12. Um livro que te deixou feliz nesse ano.

Livros que me deixam feliz são aqueles que sempre me trazem coisas novas, idependente do seu peso ou leveza. Em Algum Lugar Nas Estrelas da Clare Vanderpool, foi um desses livros. A história é realmente linda, assim como as ideologias proposta pela autora. É um livro infantil, mas que demonstra esse tipo de literatura está aí para nos mostrar lindos horizontes.

 

13. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu em 2018.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei. O que dizer da Lara Jean e de Peter Kavinsky em carne osso? A Condor é uma fofa e não havia atriz melhor para interpretar nossa coreana favorita e o Noah já pode ganhar o prêmio de crush do ano. Ansiosa para a continuação ano que vem.

 

14. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Não chega ser uma resenha, mas o vídeo da Pam Gonçalves sobre o mercado editorial foi um dos mais impactantes do ano. Mostra como nossa cultura está em risco.

15. Alguma adaptação muito esperada para o ano que vem?

Alem de P. S. Ainda Amo Você não. Não sou de esperar adaptações, gosto muito mais de animações kk.

16. Quais livros você precisa ou quer muito ler no ano que vem?

Eu preciso ler os clássicos. Esse ano flopei minha meta de ler as séries pelo caminho, mas ano que vem quero ler pelo menos três clássicos. Os Miseráveis, Anna Karienina e O Tempo e o Vento. Se tudo der certo, O Conde de Monte Cristo entra na meta.

Insira uma legenda

17. O melhor livro que você leu esse ano.

Em 2018, O Conto da Aia foi uma leitura única. Margareth Atwood trouxe uma história encorpada dentro de um livro simples, que lembram a todas mulheres o quão importante é a luta pelos seus direitos fundamentais. No Brasil perigoso que vivemos hoje onde a intolerância unge nossa vida, lembrem-se de Offred e de sua coragem.

 

 

 

Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado dos meus melhores do ano. E me contem: qual o de vocês?

Beijos.

( Resenha ) Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de uma era indecente — Lennon Lima.

Oi Corujinhas. Há um mês recebi um pequeno presente adiantado de natal, por assim dizer. Fui convidada pelo autor Lennon Lima à ler seu livro, e muito embora não estivesse esperando nada para a obra, o livro foi surpreendente de maneira que jamais poderia esperar.

E também, assim que possível, avaliar o livro no Skoob e GoodRead, caso tenha perfil:

Título: Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente | Autor: Lennon Lima | Editora: Multifoco | Ano: 2018 | Páginas: 348 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️❤️  | Encontre: Goodreads | Skoob |Multifoco

Sinopse: “Jamais esqueceria o riacho de sangue que se formava.” E a Angústia veio a cair na Cidade do Caos. Revestida de carne humana e trajes civis. A carne, caucasiana. Os trajes, masculinos. O semblante? Banal. Estirada no capinal costeiro a um cemitério clandestino, é descoberta pelo coveiro de uma comunidade miserável assolada pelo poder paralelo. Ferida, mas não ensanguentada. Confusa, mas sã. Preocupada, mas determinada. Sem recursos, sem identidade, sem passado. Acolhida na casa do jardim de cadáveres, inicia busca para desvendar os mistérios que envolvem o seu passado e a causa de se encontrar em ambiente tão árido – e perverso. Conforme testemunha fenômenos perturbadores ao interagir com os habitantes da favela, descobre-se em uma jornada que excede os limites do consenso de realidade, que desafiará a sua aptidão de permanecer imune aos silvos ardilosos da loucura.

Existem certos livros que você não começa com muitas expectativas de ser surpreendido ou mesmo arrebatado. Ironicamente, esses livros por quem você não nutria esperanças são justamente os que se transformam nas suas melhores leituras. Isto porque somos abraçados por um ar de mistério em que a cada página só nos deixa sedento por mais. Angústia Na Cidade Do Caos é um desses livros. 

A escrita de Lennon Lima é um tipo de droga viciante. Muito embora eu tenha demorado para finalizar essa obra, isso se deve bem mais à minha vida universitária do que a qualquer lentidão promovida pelo autor. Na verdade, por ser um escritor recente, admito que não esperava encontrar uma escrita repleta de maturidade. Em meio à tantos conflitos (é bem acertado o título do livro), o Lima promove reflexões acerca de si mesmo não apenas de seu protagonista como também ao leitor. Será que nós também não ignoramos nossa própria existência ao mesmo tempo que fingimos não nos importar com o futuro? Eis a questão.

Dessa maneira, a história corre em uma velocidade de compassada que denota um certo dinamismo atípico. O protagonista é a peça central da metade de um enredo, onde este vai muito além de uma pessoa, sendo construído sobre passagens que poderiam ser muito bem reais, criados para causar frisson no leitor. E muito embora o autor deixe claro que se trata de uma obra de ficção, não pude deixar de pensar em como a realidade caótica do nosso mundo é exposta nessas páginas. Os personagens são movidos por desejos pessoais, principalmente ambição e egocentrismo. Como não enxegar neles o mal que tanto aflinge nossa humanidade? São questões muito bem trabalhadas por Lennon, que parece não tentar expô-las num ato de brilhantismo; mas que surgem naturalmente à medida que seu protagonista e seus diversos personagens se emaranham à trama.

A chave de ouro, contudo, está no brasileirismo do livro. Toda vez que leio uma obra de um autor brasileiro, costumo reclamar de certas apropriações culturais de outros países. Dessa forma, imaginem a minha alegria o pegar um livro brasileiro que tem um cenário bem nosso e uma linguagem ainda mais nossa? Foi incrível me deparar com tanta cultura, tanta vida tão próxima de mim nessas páginas.

Eu gostaria de falar mais sobre os personagens, mas acredito que isso deva ficar para o livro dois (é uma trilogia “VIVAS”). Afinal não quero estragar para vocês o que considero ser um dos pontos mais importantes: a diversificação dos personagens e suas múltiplas facetas em si mesmos. 

Angústia Na Cidade Do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente é uma obra surpreendente que vai te deixar no limite das suas próprias resoluções. Não poderia ter finalizado as resenhas de 2018 de uma maneira melhor. Uma obra sensacional que nos mostra como somos efêmeros às nossas próprias convicções.

(Tag) Meu Natal Literário

Oi Corujinhas, como vão?? Feliz Natal,  e nessa véspera eu não resistir e resolvi responder uma tag temática para vocês. Muito embora natal não seja minha época preferida do ano (a não ser pelo Roberto Carlos ❤), o clima natalino traz boas sensações de união e amor, e nada mais justo que trazer essa sensação para vocês. A original foi criada pela Nuccia do blog As 1001 Nuccias.

Espero que gostem.

1 – Você pode escolher apenas UM livro para ler neste Natal. Qual e por quê?

os 27 crushes de mollyDentre as minhas leituras do ano, uma das mais significativas para mim foi Os 27 Crushes de Molly por ser ao mesmo tempo um livro emocionante e caloroso. Muito embora não tenha o tema do natal, a obra de Becky tem a característica mais marcante da época: o manifesto por amor e igualdade de aceitação de si mesmo e daqueles que nos rodeiam. Com personagens inesquecíveis e uma narrativa simples mas espetacular, é uma obra feita para dar conforto a todos nós. Eu simplesmente amei o livro e super recomendo para vocês.

2 – Tem alguma canção natalina preferida ou que o simboliza para você?

Sim, mas eu não diria que ela é exatamente natalina. Happy Day da Aretha Franklin e Mavis Staples é uma das minhas canções favoritas no mundo. É uma letra simples que fala sobre felicidade quando Jesus conversa com uma pessoa, ou seja, com aqueles que estiverem ouvindo. Não importa quantas vezes eu a ouça, sempre acharei emocionante.

3 – Um livro que combine com o Natal, mesmo que sua história não tenha este tema, qual você indica? (conte um pouco sobre ele).

o sol é para todosNo natal eu sempre leio livros que me despertem alguma coisa, e não necessariamente os sentimentos de amor, amizade ou algo assim. O natal para mim é ser feliz com as pessoas e nesse caso com os livros. Então, indico para vocês meu livro favorito no mundo: O Sol É Para Todos da Harper Lee que traz conforto aos corações, um pouco de medo talvez e muitas aventuras que eu amo. O livro conta a história de três crianças que vivem o apartheid no estado da Carolina do Sul, um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos. Durante um período de três anos, as crianças vão ver diversas situações de preconceito e aprender que todos somo iguais, independente da cor ou daquilo que aparentamos.

4 – Qual a comida de Natal que não pode faltar em sua casa?

Panetone. Ahh, eu amoooooo panetone e sim, o de frutas. E acho que é uma das comidas mais incompreendidas do mundo.

5 – Um livro de TERROR/HORROR que tenha enredo natalino:

giphy

Não conheço. Gente, eu quase nunca leio terror. Não me julguem. Mas quem conhecer algum me indique, quem sabe eu leio.

 

6 – Cite um programa de TV ou filme que você sempre assisti nessa época.

tenor.gif“São tantas já vividas, são momentos que eu não me esqueci”. Gente, eu amo com todas as minhas forças o especial do Roberto Carlos. Todo ano, eu assisto com minha mãe e sempre aumento minha play list depois. O Roberto Carlos é meu compositor favorito, e mesmo que muita gente torça o nariz para ele, tenho certeza que tem pelo menos uma música do cara essa gente deve gostar. 

7 – Um livro que você recebeu de presente de Natal: amou ou detestou? E por quê?

516k5nPlBlLA Keth e eu (principalmente a Keth) sempre trocamos livros no natal. Ela sempre me manda mais de um exemplar, e um certo ano, a lindíssima me mandou um livro de colecionador da série Game Of Thrones que até então era minha favorita. De modo que eu realmente gritei quando recebi: então esse foi meu favorito ganhado no natal.

8 – Como você costuma comemorar o Natal? Família, amigos, viajando…?

Com minha família, de preferência a mais próxima – eu, mamãe, papai, meu irmão e minha recem adquirida cunhada -, em uma ceia simples mas com muito carinho. Nós normalmente conversamos, vemos tevê e brincamos uns com os outros.

9 – Para cada palavra e explicação, cite um personagem (e sua obra de origem) que combine com ela:

Papai-noel Jesus (personagem de grande coração): Atticus, O Sol É Para Todos.
Duende (personagem trabalhador):
Duncan West, o magnata da imprensaNunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Bengala (personagem secundário que se apoia no principal): MelanieA Hospedeira
Árvore Enfeitada (personagem chamativo): Magnus BaneO mundo de Caçadores das Sombras de Cassandra Clare
Grinch (personagem vilão preferido): Darkiling, Sombra e Ossos.

10 – Escolha 3 livros aleatórios e substitua uma palavra do título de cada um por “NATAL”:

Ahh adoro essas coisas:
1. Natal Exemplar (Garota Exemplar)
2. A Maldição do Natal (A Maldição do Vencedor)
3. Como Eu Era Antes do Natal (Como Eu Era Antes de Você)

 

Então é isso amores, espero que tenham gostado. Beijos.