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(Lista) Cinco livros para ler no inverno

Oi Corujinhas. Finalmente chegou o tempo de chuva que sinceramente é meu favorito. Dias mais frios, noites mais longas e nenhum pingo de suor se espalhando pelo meu rosto (se você é do nordeste, como eu, vai saber o que estou dizendo principalmente). Dessa forma, na lista de hoje, inspirada na minha temporada favorita, vou apresentar cinco livros para vocês lerem nesse inverno.

Vamos começar?


redescrobrindo amélia1. Reconstruindo Amélia – Kimberley McGreith

O suspense é um dos meus gêneros favoritos para ler no inverno. Talvez pelo clima inóspito, mas a verdade é que o suspense parece combinar perfeitamente com a estação. Por isso, Reconstruindo Amélia é minha primeira indicação. Um livro que tem um pouco de drama, grandes personagens e muito mistério envolvendo a morte da personagem título, além de trazer questionamentos interessantes sobre as relações familiares.

para todos os garotos que ja amei2. Para todos os garotos que já amei — Jenny Han

Um dos livros mais amorzinhos de todos os tempos, Para Todos Os Garotos Que Já Amei é aquele tipo de livro que você pega uma xícara de chocolate-quente (ou café 😋), se enrola em uma porção de cobertores e faz leitura em um dia. Lara Jean é um livro aconchegante, além de ter uma história muito bonita sobre aprender a ser autossuficiente e não ter medo do amor. Sei que muitos de vocês já devem ter lido ou visto o filme da Netflix, mas para aqueles que não o fizeram, fica aqui meu apelo: VEJAM E LEIAM!!

a maldiçao do vencedor3. A Maldição do Vencedor – Marie Ruti

Eu não seria eu, se não indicasse para vocês livros de fantasia. Conheço muitas pessoas que não curtem o gênero, mas aqui está uma mistura de tudo, pessoas. Em A Maldição do Vencedor, vamos encontrar uma história de suspense, intrigas, amor e muitas mentiras. Muito embora Kestrel e Arin despertem sentimentos opostos nos leitores, não podemos negar a perfeição que envolve a história de Rutkoski, perfeita para ler em dias chuvosos pelo misticismo que envolve suas páginas.

objetos cortantes4. Objetos Cortantes – Gillian Flynn

Drama, também é um gênero perfeito para ler em tempos de chuva. E muito embora o skoob mantenha a Flynn na aba de suspense, eu acredito que suas obras pertençam muito mais ao drama por trazerem aos leitores situações de vida ao invés de crimes como foco principal. Objetos Cortantes traz a história de Camille e sua busca para se livrar dos fantasmas do passado. Aliada a uma escrita poderosa e personagens singulares, Objetos Cortantes é uma leitura forte sobre temas poucos explorados no meio literário.

5. A Cabana – William P. Young.

Quando tinha uns quatorze anos li A Cabana, por intermédio de um primo. Acreditem em mim quando digo que pensava que o livro era uma espécie de autoajuda mascarado de drama. Mas o que descobri foi uma leitora acolhedora e emocionante, que tem como principal motivação, quebrar com os preconceitos instalados na mente dos homens sobre Nosso Senhor. Mesmo que vocês não sejam religiosos ou cristãos, a mensagem de A Cabana sobre perdão, amor e fé não será perdida. Para deixar ainda mais um gostinho de quero mais, leiam a resenha da Vivi (aqui) que será impossível você não se interessar pelo enredo.


Espero que tenham gostado a lista desse mês, Corujinhas.
Caso desejem uma lista específica, sintam-se a vontade para sugerir nos comentários.
Beijos.

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(Resenha) Jornada Para Além das Fronteiras – Raphael Freaman – Livro 01

Oi Corujinhas. Finalmente este ser humano que vos fala finalizou o primeiro livro da série Krystallo, apesar de todos os empecilhos da minha vida pessoal, mas como nada de ruim dura para sempre, a Jornada Para Além das Fronteiras trouxe um momento de felicidade com sua leitura arrebatadora.

Título: Krystallo: Jornada Para Além das Fronteiras | Série: Krystallo #01 | Autor: Raphael Freaman | Ano: 2018 | Páginas: 390 | Encontre: Skoob | Amazon

43586992_172661046988384_7358997647866200064_nSinopse: As duas maiores potências de Emperon travam uma guerra secular para garantir o controle dos cristais de energia. Foi por causa de um atentado em Econ que Tomé Stalmer começou a suspeitar da verdade que o governo apregoava. E é no dia de seu aniversário que Gray Frost é forçada a deixar Opus, o seu lar. As jornadas para além das fronteiras narram uma história de piratas e soldados de elite, inteligência e mistério, confiança e tragédia. Cada um luta para sobreviver ao mesmo tempo em que busca compreender os segredos por trás dos acontecimentos que mudaram o curso da História.

Conheci a saga Krystallo através de um convite do autor para a leitura do livro em uma apresentação bem diferente do que estou acostumada, que me deixou fascinada pela leitura muito antes de me entregar a ela. As semanas se passaram e a medida que ia lendo, percebi a grande história que se emaranhava dentre as palavras do autor. Então quarta-feira passada decidi recomeçar a leitura para não perder nenhum detalhe, e imaginem minha surpresa quando terminei o livro em menos de vinte-quatro horas sem ao menos notar.

A narrativa de Raphael é gradativa e bem elaborada. É muito difícil encontrar autores que conseguem resgatar detalhes minúsculos do início da narrativa e fazer com que eles cresçam. Fraeman consegue esse feito, criando uma fantasia com ares de distopia. Dessa forma, além dos elementos fantásticos e a guerra iminente, na leitura também existem jogos políticos que fazem meu coração bater mais forte. E tudo isso crescendo para se tornar uma coisa maior e não somente um punhado de palavras.

Mas, é certo afirmas que personagens são o que carregam as narrativas e que costuma fazer tudo valer a pena. Eu digo isso, porque muito antes de um bom enredo, eu prezo mais personagens bem construídos. Fraeman parece então ter escrito esse livro para mim, pois o personagens apresentam uma construção excelente não se pretendendo aos esteriótipos dos heróis que tanto me irritam. Divido em dois pontos de vista, o de Tomé e o de Gray, podemos observar que cada um tem seu diferentes desafios. Eu não irei muito sobre os personagens, porque como eu disse o livro tem muita construção e tenho a impressão que falar abertamente de cada um deles seria uma especie de spoiler.

Contudo, duas coisas me causaram certo incômodo durante a leitura, mas que não foram cruciais ao enredo. A primeira foram os estrangeirismos (como mencionei no post de primeiras impressões) que me causam um certo “asco” porque as vejo como desvalorização da literatura nacional. Não nacionalista, mas nacional em que as nossas riquezas (no sentido de palavra) são explorados. E a segunda, as constantes quebras no pensamento do autor. Eu gosto de livros que são abordados em diferentes pontos de vistas, mas quando existe linearidade e parte dela parece ter sido perdida em Krystallo, e muito disso se deve a uma repetição dos fatos pelos dois personagens em alguns pontos.

Apesar da minha ressalva, indico sim a obra de Raphael Fraeman a todos, principalmente as pessoas que gostam uma fantasia que aborda também as situações políticas. É uma obra que supera as expectativas e que deixa um gosto de quero mais para os próximos livros. As consequências, as aventuras e o singelo romance, devem ainda melhor trabalhados na continuação da obra.                      .

(Resenha) Duff – Kody Keplinge

Oi Corujinhas. Nesses últimos dias tenho lido livros que me indicaram a meses ou ano, mas que eu nunca realmente tinha parado para ler. Acredito que todo leitor tenha sua longa lista de procrastinação e comigo não é diferente. Mas acreditem quando digo que ler metas antigas pode ser gratificante de uma maneira diferente. De certa forma, é como nos reconectar com nossos “eus” do passado. E mesmo com suas falhas, foi exatamente isso que The Duff me proporcionou.

DUFF_1452889754547922SK1452889754BTítulo:  Duff | Titulo original: The Duff | Autor: Kody Keplinge| Editora:  Globo Alt| Ano: 2016 | Páginas: 328 | Avaliação: ⭐⭐⭐ | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush – o cara bonito, rico e popular da escola – que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

A narrativa de Keplinge foi um dos pontos que mais me chamaram atenção enquanto eu lia o Duff. Sem dar muitas abas aos melodramas, e ainda sim não esquecendo deles no contexto narrativo, a autora conseguiu dar o livro uma aparência única de sobriedade e paixão. Contudo, a essa sobriedade por vezes ficou em demasiada, já que Keplinge também não possui o espírito de alongar as coisas para além da história principal, deixando alguns pontos abertos até de mais que denotaram uma grande falha na narrativa.

Além disso, é certo afirmar que não shippei o casal principal como é típico de um romance adolescente. Pelo contrário, considero, o romance fraco e talvez um pouco apelativo no sentido sexual e sentimental da coisa. Contudo, os personagens separadamente são bastantes interessantes por si só. Principalmente Bianca. Wesley tem as características de um New Adult, de bad boy com vários problemas. Mas Bianca, traz para o livro Keplinge algo novo, que não se mantém no esteriótipo.

Ao entendermos que o foco principal de Keplinge não é apenas criar um romance e sim falar sobre adolescência e todos os medos esta pode nos trazer, Bianca ultrapassa as barreiras da ficção e se torna uma amiga, que nos confidencia seus segredos nos mostrando que o medo de não ser aceito pode passar por todos os tipos de adolescentes. A trajetória de Bianca é muito mais de autoconfiança do que de um romance, tornando o livro muito satisfatório.

Apesar das claras falhas, Duff apresenta motivos sólidos para não ser ignorado. Se todos nós algum dia nos sentimos melhores por conta das palavras de outrem, poderá na narrativa de Kody Keplinge que encontraremos os primeiros para aprender sobre auto-valorização.

(Especiais) Primeiras Impressões de Krystallo do Raphael Fraeman

Oi Corujinhas. Esse mês comecei a leitura do livro Krystallo: Jornada Para Além das Fronteiras. que tem uma pegada de fantasia medival. Concebido para ser épico, o livro está sendo uma experiência maravilhosa.

Título: Krystallo: Jornada Para Além das Fronteiras | Série: Krystallo #01 | Autor: Raphael Freaman | Ano: 2018 | Páginas: 390 | Encontre: Skoob | Amazon

43586992_172661046988384_7358997647866200064_n.jpgSinopse: As duas maiores potências de Emperon travam uma guerra secular para garantir o controle dos cristais de energia. Foi por causa de um atentado em Econ que Tomé Stalmer começou a suspeitar da verdade que o governo apregoava. E é no dia de seu aniversário que Gray Frost é forçada a deixar Opus, o seu lar. As jornadas para além das fronteiras narram uma história de piratas e soldados de elite, inteligência e mistério, confiança e tragédia. Cada um luta para sobreviver ao mesmo tempo em que busca compreender os segredos por trás dos acontecimentos que mudaram o curso da História.

A narrativa de Raphael Fraeman é bem densa e ao mesmo tempo leve. Lembra-me os livros do Stephen King, pois ao mesmo tempo que conseguimos sentir o poder da história e entender os pontos principais sobre seus personagens, a leitura flui com facilidade e não nos damos conta da rolagem das páginas.

Acho que porque ainda estou no começo – no capítulo cinco, mais precisamente – que não sei o que esperar do personagem principal. Ele tem uma personalidade que me agrada em primeiros momentos, pois tem coragem e não parece cair em erros infantis ou ter atitudes infantis.

O único ponto que me incomoda no livro, e que com certeza não será mudado, são os estrangeirismos que o autor usa nas descrições e nomenclaturas dos personagens. Me chamem de antipática, mas por se tratar de uma obra brasileira, sinto falta de algo mais voltado a nossa terrinha. Acredito que ajudaria os leitores do Brasil à se identificarem com a obra, e claro, a valorizar nossa literatura.

No mais, estou com uma boa expectativa para a finalização do primeiro livro da saga Krystallo, que denota criatividade e um crescimento linear da histórias. O enredo é bem consttruído assim como as ambientações, só posso esperar mais e mais do autor.

( Motive-Se ) O Sol É Para Todos – Harper Lee

Oi Corujinhas. Vocês devem ter notado que nas últimas semanas eu tenho andado sumida. O motivo são as obrigações da faculdade que tem me tirado o sono. Mas estou tentando sempre ficar em “forma” para vocês. Semanas que vem os posts vão voltar a sair no prazo certo, por assim dizer e voltarei as minhas visitas com regularidade. Não desistam de mim!!

No post de hoje vou trazer três motivos para vocês lerem meu livro favorito no drama. O Sol É Para Todos, li em 2013 mais ou menos, e ainda permanece como uma das leituras mais gratificantes de todos os tempos.

Titulo: O Sol É Para Todos
Título Original: To Kill A Mockinbird
Autora: Harper Lee
Editora: José Olímpio
Ano: 1960
Páginas: 317
Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ❤️
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

1. Enredo.

O Sol É Para Todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930 que testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. Filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca, os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Dessa forma, a história demonstra a inocência de duas crianças para com o preconceito e com as injustiças das escolhas por cor.

2. Pregorrativas.

Muito embora a priori o sentido da narrativa seja tratar de racismo, enquanto a leitura é concebida percebemos que envolve todas as camadas do preconceito. Mulheres rechaçadas por serem mulheres. Preconceito de não conhecer o outro e julgar pequenas ações, ou pelo que você ouve, quando se tratam de inverdades. A história é um manifesto pela igualdade tão comum à época que foi escrito (1960, o apartheid vigorando nos Estados Unidos) quanto à nossa onde as os pobres, principalmente os negros, precisam andar de sobreaviso para não sofrerem ataques. Onde os pais precisam dar instruções para os filhos sobre como se portar à frente da polícia. O livro rasga a verdade sobre pessoas que foram destruídas por preconceito. Sobre famílias que foram quebradas. Mas principalmente, a morte do direito humano de ser igual aos outros.

3. Os personagens.

Mas se as pregorrativas e o enredo dão um gostinho inicial ao livro, são os personagens que transformam a obra em um livro inacreditável. Narrado pela sensível Jean Louise, Scout, a sensibilidade no olhar da jovem revela os desígnios da sociedade racista, onde as diferenças não são aceitas. Jem, seu irmão, é a representação da raiva perante as injustiças e o não entendimento das situações.  Atticus é a índole no sentido mais humano da palavra. Ele tem plena consciência do que é certo e luta para mostrar aos filhos o mundo pelo qual eles devem lutar. Boo Radley a prova do preconceito das invenções, dona Mauddie do rechaço as invenções sociais e Callpurnia do medo que domina os negros. Todos os personagens são exaltados para representarem alguma coisa. Alegóricos, são sentimentos. Fantásticos, são instituições. Populares, são classes sociais. Todos trajados para serem melhores e maiores que qualquer humano poderia ser, mas que todos nós deveriam tentar.

Mas antes de aprender a viver com os outros eu tenho de aprender a viver comigo mesmo. A consciência de um indivíduo é a única coisa que não deve se subjulgar a regra da maioria.

O Sol É Para Todos tem uma narrativa fluida e se torna um livro gratificante. Dotado de profundidade, amor e principalmente ingenuidade é uma obra para ser lida por todas as idades pelos ensinamentos que Harper Lee traz. Eu recomendo esse livro de todo meu coração. É um clássico sim, mas principalmente um livro atemporal que surge como um caminho para entender as diferenças.

(Anatomia Literária) Capa e curiosidades sobre a série Corte de Espinhos e Rosas de Sarah J. Maas.

Oi Corujinhas. Eu estava com uma grande saudade do Anatomia Literária e hoje vou realizar o pedido da Eloise (Crônicas de Eloise) que no post anterior atendeu minha solicitação de ideias para o anatomia. Nossa meta de hoje é desvendar os segredos das capas dos livros da série Corte de Espinhos e Rosas da Sarah j. Maas.

Esse post não conterá spoilers.

Vamos começar?

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As capas
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A série Corte de Espinhos e Rosas é composta por sete livros, sendo seis da série principal – com três lançamentos previstos para os próximos anos – e o último um spin-off. O post de hoje vai focar apenas na série principal já lançada no Brasil. Em breve podemos fazer um parte dois com os próximos quatro.

Contextualizando para quem ainda não leu os livros, a série Corte de Espinhos e Rosas se conta a história de uma humanidade que passou anos sendo escravizados pelo povo feérico até conseguirem se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Mas o que poderia ser uma história de amor fantástica, se torna um misto de ilusões ameaçada por segredos que Feyre não sabe se será capaz de conviver ou lutar contra eles.

corte de espinhos e rosasO primeiro livro tem tradução literal do título, bem como os que estão por vir. Em linhas gerais, o representa não somente a Corte Primaveril mas também tudo aquilo que está por vir em suas páginas. Um mundo de espinhos e rosas que pode ser tão perigoso quanto é belo. A capa, modulada em tons roxos, rosa e azuis são voltadas a sentimentos que vão desde o mais profundo amor ao mais pior dos medos. É interessante notar que a escolha das cores das rosas que emolduram o livro não entra em tons vermelhos, como seria o comum, mas sim pretas. Eu diria que é mais um ponto voltado aos segredos e perigos da cortem, pois os brushes possuem muito mais espinhos e vigas em evidência do que as rosas.

corte de nevoa e furiaO segundo livro livro da série já se apresenta de em cores e formas significativamente diferentes. Já no título, podemos ressaltar que a névoa não é nada mais que os segredos e e a fúria a de Feyre para ser libertada de seu demônios pessoais. Existem toques de dourado, rosa e roxo muito embora o primeiro modele-se com maior força que os últimos. Ao fundo podemos visualizar um casal próximo ao beijo. Em prol das cores, podemos desatar que os tons então brotando um do outro. Se na capa anterior tínhamos um conflito, agora temos uma construção que parte da desconfiança até chegar no amor. As rosas desaparecem assim como os espinhos, apenas as dualidades à serem desvendadas permanecem.

corte de asas e ruinaNa última capa, mais uma vez temos uma completa mudança em comparação com a anterior. Todas as cores foram perdidas, asas tomaram o lugar as vinhas e os tons de rosa e dourado desapareceram. Já pelo título, já sabemos que não se trata de um mundo coberto de segredos mas um novo horizonte à ser reconstruído: um horizonte para voar. As asas (muitas pessoas reclamaram desta) fazem referencias a personagens que aparecem apenas nestes livros. E Feyre aparece sozinha, finalmente grande o suficiente para saber em quem confiar e como se portar, mas principalmente para tomar as rédeas do seu próprio destino.

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Curiosidades
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❉ O primeiro livro foi livremente baseado em A Bela e Fera, sendo a relação de Tamlin e Feyre parecida com as dos protagonistas homônimos do conto citado.
O Segundo livro foi em mitologia grega. Hades rouba Perséfone para ser sua esposa e a relação de Feyre e Rhysand de barganha pode ser considerada como tal.
❉ O terceiro livro pode ter tido como base Branca de Neve. Pelos elementos misticos colocados no livro, como também pelo fato de Feyre se importar com exatamente sete pessoas que formam sua família.
❉ Os Spin-Offs de podem ser baseados em A Rainha da Neve (conto) e também em O Lago dos Cisnes, sendo este último confirmado pela autora.
❉ A autora começou a escrever Corte de Espinhos e Rosas na primavera de 2009 e terminou o manuscrito em apenas cinco semanas.
❉ A autora tem outra série de livros (Trono de Vidro) que tem como base o conto Cinderella.
❉ O termo feérico é um adjetivo que que revela um ser luxuoso, fastuoso, deslumbrante.

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Então é isto Corujinhas, espero que tenham gostado. Beijos.

(Lista) 12 Livros Para Os 12 Signos

Oii queridos, tudo bom?? Hoje é dia de lista aqui no blog em parceria com a Keth (Parabatai Books). Neste mês resolvemos fazer uma lista que envolve duas coisas que as pessoas gostam muito de conhecer. Signos do zodíaco e livros. Apesar de não acreditar muito em signos, algumas características me parecem reais e hoje vou indicar livros perfeitos para cada um deles.

O presente artigo tem como fonte o site:
http://www.baudalola.com/perfis.htm

Espero que gostem. Vamos lá?

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1. ♈ Áries: Entre outras coisas, são conquistadores e tem o impulso de lutar. Possuem grande energia e vitalidade. São corajosos, combativos e reúnem as qualidades para realizar ações, comandá-las. São impacientes e costumam ter os sentimentos sempre em polvorosa, sendo bastantes intensos. O livro perfeito para os Arianos é Jogos Vorazes que é dominado por uma protagonista que não foge de suas  responsabilidades. Katniss além de ser intensa em seus sentimentos românticos, também se torna o rosto de uma revolução, pela audácia e pela coragem para lutar contra o poderio opressor do Capitol.

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2. ♉ Touro: São sensíveis, estáveis e tem grande profundidade em suas emoções. Amáveis,  os taurinos são amantes do belo e do prazer, o romantismo em especial. São muito esforçados e sua teimosia faz que sejam inconsequentes em seus empreendimentos. Têm grande paciência e determinação. São pacientes, leais e dignos de confiança. O livro perfeito para os Taurinos é Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar que retrata de suas virtudes: A profundidade de suas emoções e a sua inconsequência quando desejam algo. Além disso, possui um lindo romance para agradá-los.

ninguém vira adulto de verdade3.  Gêmeos:  São dotados de inteligência, versatilidade, agilidade mental, sociabilidade, grande poder de persuasão. Desse modo, são naturalmente inquietos e curiosos, sempre muito comunicativos. Preocupam-se muito com atividades intelectuais, e procuram amigos igualmente inteligentes. Uma das principais características de Gêmeos é a jovialidade, o que faz com que raramente amadureçam, embora sejam capazes de compreender perfeitamente a complexidade das situações. O livro perfeito para os geminianos é Ninguém Vira Adulto de Verdade que vai mostrar todas essas características em deliciosas tirinhas.

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4. ♋️Câncer: Possui diversos padrões emocionais que torna o canceriano sensível e não consegue controlar, especialmente quando criança. Isso pode mostrar-se através de alterações de humor, egoísmo, manipulação e acessos de raiva. Câncer é rápido para ajudar os outros e evitar conflitos. Um dos seus pontos mais fortes é a sua persistente determinação. Câncer não tem grandes ambições, porque eles estão felizes e contentes de ter uma família amorosa e uma casa tranquila e harmoniosa. Eles costumam cuidar bem de seus colegas de trabalho e tratá-los como família. O livro perfeito para os cancerianos é Pequenas Grandes Mentiras pois cada uma de suas mulheres é voltada à família, sofrendo ou não com manipulação.

5. ♌️Leão: Ama a vida e espera ter diversão. É capaz de usar sua mente para resolver os problemas mais difíceis e geralmente toma a iniciativa para resolver várias situações complicadas. Leoninos facilmente vão atrás do que precisam, mas ignoram os problemas e necessidades dos outros, a fim de realizar seus próprios desejos. Muitas vezes é generoso e leal. Autoconfiante e atraente, capaz de unir diversos grupos de pessoas em várias oportunidades. Um livro perfeito para os Leoninos é Trono de Vidro pois Celaena é forte e está sempre em busca de seus desejos pessoais.

6.♍️Virgem: Prefere as coisas conservadoras e organizadas, e os que dependem deles; e mesmo que eles sejam bagunceiros, seus objetivos e sonhos estão localizados em pontos estritamente definidos em sua mente. Tem um sentido muito aguçado de fala e escrita, bem como todas as outras formas de comunicação. São como se experimentassem tudo pela primeira vez e sempre querem servir e agradar aos outros. Por outro lado, este signo às vezes é muito crítico e demasiadamente preocupado. Lido recentemente Meu Romeu  é um livro perfeito para os Virginianos. Tanto por essas características, quanto pela necessidade que a protagonista Cassie busca em se livrar de ser os que pessoas esperam para ela.

7. ♎ Libra: São românticos, e sempre dispostos ao amor. Gostam de participar da vida social. São amáveis e simpáticas, muito alegres, elegantes, compreensivas e generosas. Gostam de luxo e conforto, das coisas requintadas, arte, beleza e cultura. Apreciam todo trabalho que dependa da inteligência, habilidade e bom gosto. Gostam de seduzir. São inclinados ao casamento e à vida em família, mas também adoram divertimentos, bem como a companhia de amigos e pessoas cultas. Teria melhor livro para os librianos do que Sr. Daniels, afinal os dois protagonista adoram Shakespeare e o amor.

8. ♏ Escorpião: Possuem grande magnetismo e poder, determinação e criatividade. Inteligentes e arredios têm emoções e sentimentos fortes sendo muito persistentes, mas também podem ser rancorosos e obstinados. Desconfiados e ciumentos, resguardam a sua privacidade a todo custo, e preservam a vida familiar da maneira mais tradicional possível. O sangue frio é sua melhor arma. Despertam a curiosidade das pessoas, graças ao mistério que criam em torno de si. O livro perfeito para o sagitário é Millennium pois Lisbeth é a mais escorpiana das personagens.

9. ♐ Sagitário: Possuem grande generosidade, nobreza, sinceridade e dignidade, bem como uma natureza otimista e jovial, e um caráter justo. Os sagitarianos são inteligentes, de raciocínio brilhante, profundo e lógico. Ensinam e aprendem com igual facilidade. São sempre detalhistas, exigentes, impulsivos. Exuberantes e entusiasmados, podem tender ao exagero, às vezes. Interessam-se por turismo, viagens, aventuras, assuntos comunitários, política, religião, comércio, esportes, e adoram desafios. O livro perfeito para os sagitarianos é A Guerra dos Tronos que exala todas essas características.

10. ♑ Capricórnio: Conferidos de solidez, ambição e cautela. Os capricornianos fazem planos, e têm paciência de deixa-los amadurecer. São modestos, reservados, tranqüilos, práticos e econômicos. São persistentes, e não desistem enquanto não conquistam seus objetivos. Não são amantes de vida social intensa, nem muito comunicativos, entretanto possuem habilidade para comércio e finanças. Corajosos e objetivos, enfrentam situações difíceis com diplomacia. O livro perfeito para os capricorniano é Legend pois Day e June em conjunto possuem todas essas características. Conquistando seus objetivos.

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11. ♒ Aquário: É um signo fraterno, e os aquarianos costumam ser dotados de forte espírito humanitário. São progressistas e muito avançados em suas idéias, o que faz com que sejam considerados, quase sempre, muito adiantados para seu tempo. Para os aquarianos, a vida tem que ter colorido e circunstâncias inusitadas. Independentes, não gostam de estar presos a compromissos, ou sentirem-se amarrados. Um livro para os aquarianos é meu queridinho  O Sol É Para Todos onde Atticus mostra à seus filhos os poderes da justiça contra tudo o que sua sociedade prega.

12. ♓Peixes: Sonhadores, emotivos, muito receptivos, indecisos, sensuais, os piscianos podem ser considerados os mais maleáveis em todo o zodíaco, com todas as características, positivas ou negativas, que esta particularidade possa conferir. Possuem personalidade sensível e impressionável, podendo chegar à instabilidade emocional. São facilmente afetados por pessoas ou ambientes. Por esse motivo, têm facilidade para sentir o problema dos outros como se fosse seu e as vezes, tendem a anular-se ou submeter-se a uma vontade mais firme que a sua. O livro perfeito para os piscianos é  Até Eu Te Possuir para que aprendam as consequências de sua maleabilidade.

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Então é isso amores. Espero que tenham gostado da lista. Confiram a da Keth também. E me digam se concordam ou não com as minhas escolhas. Um beijo!!!!!!!!!!

( Resenha ) Identidade Roubada — Chevy Stevens

Livros de suspense estão entre meus favoritos. Na verdade, meu consumo literário (apesar da vivacidade do blog) normalmente é voltado para as questões mais sombrias localizadas entre o suspense e o terror. Por esse motivo, muitas vezes sou capaz de pegar livros de suspense sem nem mesmo ler a sinopse. Baseada na capa e no comentário que normalmente acompanham os livros, decido se a obra vale meu tempo. Foi exatamente isto que aconteceu quando decidi ler Identidade Roubada de Chevy Stevens. E apesar de não poder dizer que foi um dos meus favoritos, ainda sim foi uma leitura que valeu a pena pelas interrogativas colocadas pelo autor.

Titulo: Identidade Roubada Título Original: Still Missing Autor: Chevy Stevens Editora: Arqueiro Ano: Paginas: Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ Encontre:| Amazon | Skoob

Identidade-Roubada-203x300Sinopse: Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Narrado em passado e presente por primeira pessoa nas duas situações, Identidade Roubada tem prerrogativas bem interessantes que precisam ser discutidas nos dias de hoje. Cada vez mais, somos surpreendidos por crimes violentos contra as mulheres. Contra homens também, mas a expressividade entre crimes de sequestro é expressiva enquanto tratada sob o hall do feminino. Muito embora o livro de Stevens não seja exatamente uma luta do feminismo, também não podemos desconsiderar essa possibilidade pela invocação do sentimento de revolta que nos rodeia quando entramos no seu universo.

Eu nunca havia lido nada da autora. Conheci sua obra através do canal da Pam Gonçalves em um vídeo de book-shell-of-tour. De primeira a capa e o título me chamaram bastante atenção, pois gosto bastante gênero e a criatividade do título despertaram em mim o sintoma de necessidade. Mas só realizei leitura muitos anos depois, quando, passeando entre os livros revi seu título e pensei: porque não? E posso dizer que apesar de não ter me surpreendido com a obra, a história que Chevy tem a oferecer é fantástica.

Narrado em primeira pessoa por Annie, a história se desenvolve bem pela escrita suave de Stevens. A autora não peca em dar mais detalhes do que o necessário, e sim construir ambientações e sentimentalismos que criam todo o aspecto inovador do livro. Afinal de contas, tal narração é feita através das cessões de Annie com um terapeuta. E muito embora isso deixe de lado uma parte do suspense da obra, ajuda a entender melhor como a personagem lidou com o sequestro-cativeiro e agora tenta retornar à sua vida normal.

Um dos pontos mais favoráveis ao livro, é com certeza Annie. A protagonista é carismática, um tanto cínica e incrivelmente humana. Poucas vezes me apeguei tanto a uma personagem na literatura. Isso se deve não somente ao grau de proximidade com a realidade trazida por Stevens. Exagerada e um pouco egocêntrica, Annie tem defeitos que muitas vezes julgamos, mas que fazem parte da vida de quem passou por abusos. É doloroso acompanhar cada um dos seus choros se tornando impossível não sentir empatia pela personagem.

O único defeito do livro foi o final. Mesmo que haja um bom plot-twist este não é bem desenvolvido dando a impressão que fora largado ao meio do caminho. As questões tão bem levantadas pela autora perdem espaço para uma válvula de escape simples e contraditória. Os motivos do livro deveriam ter sido melhor trabalhados para fechar tudo com chave de outro.

Identidade Roubada é uma leitura de altos e baixos que vale a pena pela realidade imposta pela autora. Um livro real sobre a hedionidade humana e suas implicações no contexto total da sociedade.

(Tag) E(leitores)

Oi amores, como vão? A TAG de hoje eu vi no blog Caverna Literária e como eu achei super divertida vou trazê-la para vocês. Além disso, do tempo propício para respondê-la, eu percebo que essa TAG também nos faz lembrar do verdadeiro significado das eleições que é o direito a opinião onde muitos de nós temos esquecido disto nos últimos tempos.

Vamos começar?

1. Eleições 2018: O melhor livro e o melhor personagem de 2018 (até o momento)

pequenas grandes mentirasPequenas Grandes Mentiras que li no começo do ano se mostrou insuperável. A narrativa de Liane Moriarty foi sensacional, carregada de personagens reais que não somente me fizeram apaixonar pela obra, como me mostraram o significado de ser mãe e ser mulher em um mundo dominado pela força esmagadora da dependência masculina. entre a culpa e o desejo
E a melhor personagem, sem sombra de dúvidas foi Phillippa Malrbury do livro Entre A Culpa e o Desejo da Sarah MacLean. Sou apaixonada por romances de época, mas principalmente por mocinhas fora do padrão que não estão nem aí para isso. E por Pippa foi exatamente assim e muito mais. Chega ser difícil expressar o quanto sou apaixonada por quem ela é.

2. Promessas vazias: O livro tinha uma capa linda, uma premissa maravilhosa, só recebia elogios, e no entanto… 

jogador numero 01O Jogador N° 1 do Ernest Cline foi bem decepcionante. Engraçado que na época que havia gostado, mas então fui pensando cada vez mais sobre o assunto e percebi que só o que vale nessa obra é a nostalgia. Porque apesar do Ernest ter uma grande história em mãos, ele acabou se perdendo na sua desenvoltura, que se tornou um tanto procrastinada e sem direcionamento certo. De certo modo, foi uma perda de tempo.

3. Essa causa eu apoio! Um livro que aborda uma temática que você acha importante.

antes de casarO livro da Bárbara Machado, Antes De Casar toca em uma das temáticas que eu mais teclo nos últimos tempos. As mulheres, os homens, todos como sociedade vemos entender nossa importância para além de outras pessoas. Devemos pensar primeiramente em quem somos como indivíduos antes de nos vermos em relacionamentos. Ser feliz depende muito mais do amor que temos por nós mesmos que pelas outras pessoas.

4. No meu governo… Qual clichê literário você proibiria na “Constituição dos Autores”?

peça-me o que quiserPeça-me O Quiser de Megan Maxwell. Até hoje não consigo entender como a autora se prestou a escrever um livro tão sem conteúdo. Não é só porque você escreve hot que seu livro inteiro deve ser focado nisso. Mas o pior de tudo foi a mocinha que não tem um pingo de autoestima e se presta a papeis que me davam vergonha alheia de simplesmente estar lendo aquilo. Foi o último livro que li porque havia começado e com certeza essa foi a melhor lição do livro: ler somente aquilo que me faz bem.

5. Voto de confiança: Um livro que você ainda não leu, mas acha que tem grandes chances de favoritar.

os criadores de coincidenciasOs Criadores de Coincidências da Yoav Blum está na minha meta desde o meio do ano quando vi as resenhas sobre ele. Eu não costumo me fixar nas sinopses dos livros, mas se algo me atrai nessa obra e que me faz suspirar de vontade para lê-la é a inovação que parece vir acompanhada nessas páginas. Sendo uma apaixonada por fantasia e com um espírito que adora novidades, tenho certeza que essa obra pode vir a si tornar uma de minhas favoritas.

6. 1% das intenções de voto: Essa é a hora de indicar aquele livro que ninguém conhece, mas você ama.

bentoEu amo os livros do André Vianco e muito embora muitas pessoas tenham ouvido falar dele, a maioria nem sequer leu o que é uma absurdo pois o autor tem um talento incrivel para criar histórias resgatando verdadeiramente o significado das mitologias vampirescas que conhecemos. Os livros da Trilogia Bento são uma prova disso. O primeiro é meu favorito, onde o autor surpreende a cada minuto criando uma história encadeada repleta de emoções.

7. Numa democracia, vence a maioria… Mas todos devem ser ouvidos! Deixe aquela sua opinião polêmica sobre o livro que todo mundo gostou, menos você 😉 

a culpa é das estrelasEu sou conhecida popularmente como do contra e é realmente incrível como eu sou capaz de gostar de obras que todo mundo odeia e detestar obras que todo mundo ama. Um bom exemplo disto é o livro A Culpa É das Estrelas do John Green que, apesar de não ter detestado, também não posso dizer que amei ou que me surpreendeu. Na verdade gosto apenas das últimas três páginas. O motivo do meu desamor é que a obra é um tanto resumível. Lê-la toda e ler a carta de Augustus dá no mesmo: a lição aprendida é a mesma. De modo que eu considero o resto bem desnecessário.

8. Quando o horário eleitoral rende boas risadas: Um livro que mais te divertiu do que qualquer outra coisa. 

Em Casa Para o Natal

Comprado em uma promoção das Americanas, Em Casa Para O Natal foi um livro super divertido que eu realmente não esperava rir tanto. A verdade é que tenho problemas com alguns livros que se dizem comédia, mas que quando eu leio fico com uma cara de taxo horrenda de ter lido errado. Mas a obra de Cally Taylor me fez rir a ponto de precisar largar a leitura e respirar. Apesar disso, o livro não pode ser considerado como além de divertido. E por isso ele é apenas divertido acima de qualquer outra coisa.

9. Mandato de 4 anos: Se você fosse obrigado a escolher um único autor para ler nos próximos 4 anos, quem seria? 

Harlan.JPGHarlan Coben hoje, Harlan Coben amanhã e Harlan Coben para sempre! Brincadeiras a parte, do norte-americano sempre figuram entre os mais lidos de um determinado ano para mim. Além disso, poucas são as obras de Harlan que me decepcionaram e já passei da casa dos 20 da leitura de exemplares de sua autoria. Harlan é genial, e eu leria somente suas obras por quatro anos com muito prazer.

10. É golpe! Se um vilão literário tomasse o poder do país, quem você gostaria que fosse e por quê? 

sombra e ossosO Darkling. Primeiro, porque eu sou apaixonada por ele logo seria sua primeira dama (Ha!). Segundo, porque acredito em parte nas suas motivações para querer tomar o poder de sua terra natal. O Darkling, ao contrário de muitos vilões, não é um louco que deseja poder, ele deseja algo mais com aquilo, o que torna sua busca válida, muito embora seja errônea. E terceiro, eu já disse que sou apaixonada pelo Darkling????

11. O discurso perfeito: Parece que esse livro foi feito para me agradar! 

a cidade muradaTentando não citar os mesmos livros de sempre, esse ano li A Cidade Murada da Ryan Graudin e lembro de ficar impressionada pela obra que não me saiu da cabeça pelos dias seguintes. Narrada em contagem regressiva, o livro mostra como seria um mundo sem regras dominado pelo crime. Mas acredito que o que tenha mais me impressionado na obra, foi o fato de se passar em um lugar que existiu de verdade, dando ainda mais força e realidade ao que estava sendo contado.

12. Que debate! Dois personagens de livros diferentes que você gostaria de ver juntos na mesma história. 

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Artista desconhecido

Como sou nostálgica, eu gostaria de ver um encontro de Harry Potter e Percy Jackson, trabalhando juntos contra forças mágicas e mitológicas. Na verdade esse encontro eu desejo desde que li o livros de ambos e sempre achei que fosse muito possível. E francamente, não deve ser muito difícil promover um encontro assim considerando quem eles são certo?? Harry, aparate e Percy, voe.

13. Voto é secreto! Mas eu sei que tu quer contar o spoiler daquele livro pra todo mundo! hahaha Mostre o livro e nos conte, mas seja discreto e não esqueça de deixar a LETRA EM BRANCO, ok?

corte de asas e ruinaComentário sobre uma das cenas finais de Corte de Asas e Ruína. Selecione a entre os emojis para ver ➡ Sabe Sarah, se você não ia realmente matar o Rhysand não precisava daquela coisa toda. Quer dizer, todo mundo sabia que ele não ia morrer e com certeza você poderia encontrar uma cena diferente para mostrar o arrependimento do Tamlin. Sendo sincera, foi clichê do modo ruim e eu senti uma certa vergonha alheia. Mas tudo bem! Acontece!!! ⬅ Que desabafo, obrigado tag pela oportunidade de fazer isso.

 

Então amores, essa foi a tag de hoje. Espero que tenham gostado. Em breve trarei mais algumas.

Beijos.

 

 

(Resenha) Corte de Asas e Ruína – Sarah J. Maas – Livro 03

Corte de Asas e Ruína.é o desfecho de uma história e um prelúdio para as outras que virão. Existe guerra, existe amor, existe dor. O anseio pelo que está por vir é só a ponta do iceberg para o verdadeiro caos de emoções que é sua história. E Sarah J Maas mostra porque é um das autoras mais amadas da atualidade.

Título: Corte de Asas e Ruína | Título Orginal: A Court Of Wins And Ruins | Série: Corte de Espinhos e Rosas #03 | Autora: Sarah J Maas | Editora: Galera Record |Ano: 2017 | Avaliação:  | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

sssssssssssssssssssSinopse: O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína” a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.

“Eu teria esperado quinhentos anos mais por você. Mil anos. E, se esse foi todo o tempo que nos foi permitido… a espera valeu a pena.”

O que me faz gostar dos livros de Sarah J. Maas é a narrativa carregada de sentimentos. Certas vezes, fico impressionada com sua capacidade de nos fazer sentir como parte do seu mundo por conta das descrições e do modo com o qual os sentimentos são postos. Muito embora neste livro tenha percebido uma leve procrastinação da autora, ainda sim a escrita foi esplêndida para me manter viva na leitura. Foram dois dias intensos, e eu me lembro perfeitamente — mesmo depois de meses de ter lido — da necessidade que sempre precisar de mais da obra. Dormir, foi um martírio pois minha mente voltava aos acontecimentos e as surpresas que estavam por vir.

– A grande alegria e honra de minha vida foi conhecê-los. Chamar vocês de minha família. E sou grato, mais do que posso expressar, por ter recebido esse tempo com vocês.

Dentro da escrita, uma das minhas partes favoritas é o fato de Sarah usar o constante intertexto em suas páginas. A autora consegue trilhar caminhos diferentes para histórias que já conhecemos. Nas costas do livro, e como uma arma utilizada por Feyre contra o rei de Hybern, o espelho de Ourobouro é o nome dado ao mesmo objeto na Branca de Neve (espelho, espelho meu…) que ganha um novo sentido na narrativa. Outro é a história da rainha Vassa que sofreu uma maldição que a transforma em um mulher durante e um pássaro de fogo durante a noite, relembrando outra história famosa eternizada pela Disney. Isso, pode parecer estranho, mas ajuda na hora da construção do sentido do texto que não foi explicado. E claro me faz soltar uns Ahs! de administração para a criatividade da autora.

Além disso, podemos encontrar no texto um crescimento gradual da narrativa com o resgate das pequenas coisas. Os minúsculos fatos costumam ser perdidos em séries muito grandes pois novos acontecimentos são inseridos à todo momento. Quando o resgate acontece, soa genial pelo sentido que toda leitura valeu a pena. Tudo faz sentido e todas as peças são encaixadas.  A série de Maas, principalmente este último livro é uma prova de que tais resgastes são essenciais as obras, pois ao mesmo tempo que Sarah expõe um novo acontecimento ela o liga à um do passado conectando a história e todas as outras que vieram póstumas a ela.

“Sempre considerei a morte como um tipo de boas-vindas pacífico; uma cantiga doce e triste que me atrairia para o que quer que esperasse depois.”

Mas como nem tudo nesse livro foram flores, tenho que admitir que um dos meus pontos favoritos, também e controversamente, foi um dos seus pecados. A narrativa de Sarah muitas vezes perdeu o tino pela inserção de momentos que não eram exatamente necessários à história. O principal é quantidade alucinante de cenas de sexo. Acredito que já tenha comentado que romance em fantasias não é meu foco pela perda de história para adição de tal prerrogativa. Mesmo gostando de Feysand, em Corte de Asas e Ruína a perda não é diferente mas no sentido de tempo. Considerando que estamos falando de guerra, uma tensão surgida após  a firmação do romance entre Feyre e Rhysand no livro anterior, as cenas de sexo me pareceram forçadas no contexto da história pela falta de necessidade. Exceto quando Feyre retorna para casa, a continuidade de cenas do tipo foi enjoativa e olha que eu amo (ou amava) o casal Feysand. Mas aqui não acredito que cabia. Tanto, que se retirarmos as cenas de sexo o livro diminuiria pelo menos umas cem páginas e tornaria a leitura mais fluída e sagaz.

 “Eu teria esperado quinhentos anos mais por você. Mil anos. E, se esse foi todo o tempo que nos foi permitido… a espera valeu a pena.”

Outras cem seriam facilmente cortadas se não fosse a adição de outra coisa supérflua a narrativa de Feyre aprendendo a voar. Mas Jessica, issoo é interessante? Claro que é, contanto que tenha papel na ativo no enredo, pois do contrário, torna-se apenas uma informação à mais como um tipo de aposto: esta lá, mas não era necessário.  Pois eu não me lembro — se tiver por favor me diga nos comentários — dessa situação de vôo aparecer em batalha ou de algum modo pertinente ao enredo. Se não considerarmos a história que Azriel conta a Feyre em uma de suas aulas (que cá entre nós, poderia sim ter sido feito em outra situação) estas foram encheção de linguiça. Mas, talvez eu só seja antipática mesmo.

“Se Rhysand era a Noite Triunfante, eu era a estrela que só brilhava graças a sua escuridão, a luz apenas visível por sua causa.”

Retornando aos pontos positivos, o romance de Feysand atingiu um bom nível de cumplicidade nessa obra, mas e é separadamente que Rhysand e Feyre ganham meu coração. Muito embora não costume gostar de personagens perfeitos, Rhysand é um macho que gostaria de ter em minha vida como amigo. Inteligente e justo, Rhys é um retrato do heroico de quando o amor é existe ele pode se manifestar de vários modos. Já Feyre terminar sua jornada para abraçar o poder que conquistou nas obras anteriores. É fantástico perceber como Feyre cresceu. Se em ACOTAR Feyre era uma garota assustada e em ACOMAF um projeto de Girl Power, em ACOMAF Feyre encontra sua verdadeira força ao se tornar uma mulher poderosa. Sua construção foi feita tijolo por tijolo e esse é o principal crédito da trilogia como um todo. Em tempo onde as Girls Powers nascem da arrogância e da síndrome estou-certa-e-você-errado, ver uma força sendo construída e não jogada é sensacional.

– Apenas você pode decidir o que a destrói, Quebradora da Maldição

E igualmente a construção de Feyre e Rhysand, os outros personagens foram dignamente tomados. Morrigan e Azriel não enchem meus olhos, mas assim como o que é referente a Lucien possuo certa expectativa do que suas amarguradas histórias ainda podem revelar. Elain… Bom, o que dizer de Elain? Bom… Sendo absolutamente sincera acho-a um tanto sonsa, mas não tenho sentimentos negativos ou positivos com ela. A verdade é que se olharmos para as irmãs de Feyre quando as duas se recusaram a ajudar a irmã, Nestha por ser mais grossa recebe os créditos da ruindade. Mas Elain faz a mesma coisa mas é relevada por sua doçura, o que ao meu ver, e como se ela se fizesse de sonsa (cadê o emoji levantando os braços quando a gente precisa.)

“Se Elain era uma flor naquele acampamento de guerra, então Nestha… ela era uma espada recém-forjada, esperando para tirar sangue.”

E por falar em Nestha, como não amar Nestha e tudo que essa personagem pode trazer? A minha protagonista — percebam o nível do meu amor — é tudo que eu espero e mais um pouco sempre me surpreendendo. Nesse livro, esta ainda mais impressionante audaciosa. Marcada pelo caldeirão e com uma família quebrada mais refeita, Nestha provoca sem revelar muito sobre si. Sua esfera de poder é ao mesmo tempo a cruz que carrega. E mesmo que não possa dizer que não a entenda, ainda sim posso falar que absolvi o seu ódio como meu. Nestha é fogo, ódio e dor. É ressentimento, amor e medo. É tudo é não é nada. E cada vez que a leio, me encontro capaz de chorar pela sua complexidade. Eu preciso de mais de Nestha Archeron, de todas as maneiras que Maas puder me dar.

“Cassian estava avaliando Nesta, um brilho em seus olhos que eu só podia interpretar como um guerreiro encontrando-se diante de um novo e interessante oponente.”

Por tudo isto, posso dizer que Corte de Asas e Ruínas é um marco na minha vida. Em breve serão lançados spin-offs para completar os arcos de cada personagem. Claro que o livro de Nestha e Cassian é o mais aguardado para mim, mas espero gostar de todos os volumes que estão por vir. Sarah J. Maas é uma das melhores escritoras de seu tempo, e espero ansiosamente por mais e mais dela.