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( Livrosofia ) Contruções de subgêneros.

Oii amores. Bem vindos à mais um Livrosofia e hoje vou dar continuidade ao post anterior sobre gêneros literários. Antes de mais nada, gostaria eu de colocar para vocês que esses posts não possuem caráter informativo, mas sim artigos de opinião já que não tenho (mesmo que ainda) a formação e o estudo necessário sobre os gêneros literários para afirmar qualquer coisa. Essa nota de esclarecimento é por causa dos títulos que tenho usado que estão inseridos na aréa da literatura, mas essa é a única parte totalmente cientifica deste artigo. Obrigado.

Palavra puxa palavra, uma ideia traz a outra, e assim se faz um livro, ou uma revolução.
– Machado de Assis.

No post anterior, eu tinha mencionado sobre os gêneros de forma bastante superficial, denotando que são gêneros e o que podemos esperar deles em suas entrelinhas. Eu segui apenas as linhas gerais do Romance – a mesma que trabalharei aqui – já que os livros que nós lemos hoje em dia são fundamentados nessa base. Para dar continuidade à isto, hoje vou falar um pouco sobre os subgêneros que ajudam a compor os livros já que estes são fundamentais para o contexto geral de uma história.

Numa perspectiva histórica, Aristóteles fundamenta na Poética que os gêneros são apenas caminhos que tomamos para classificar os livros sem que devamos obter a preocupação de tomá-los ao pé da letra. Dessa forma, ao traçar o parâmetro dos gêneros, deve-se ter em mente que esta é apenas uma  maneira de gerir este conhecimento e criar categorias para coloca-los em um determinado contexto. Trazendo para a atualidade, pode-se dizer que os subgêneros do romance se incluem nesta categoria. Pois apesar de terem suas premissas parecidas, a construção total do texto se dá pela maneira com o qual um autor resolve abordar determinada questão. E muito disso se deve ao gênero subsequente que determina o tipo de narrativa que o livro toma.

Tomando como base autores de suspense, quem conhece Gyllian Flynn (Objetos Cortantes) e Harlan Coben (Sem Deixar Rastros) sabe o quão diferente estes autores trabalham suas histórias. Enquanto Coben se firma mais pela ação, Flynn opta pelo caminho do drama. Isto porque apesar dos dois usarem do mesmo gênero como princípio da obra terminam por modificar sua estrutura narrativa em favor do subgênero.

Esse tipo de construção pode ser observado nos diferentes gêneros que são predominantes nas estruturas narrativas aos quais estamos acostumados. É interessante perceber que apesar da pouca quantidade de gêneros básicos mais recorrentes, o modo com o qual estes são combinados com os subsequentes auxiliam a criar o mundo diversificado de leituras que conhecemos. É como se fossem os alimentos que combinados geram uma explosão de múltiplos sabores.

Na literatura, os subgnêros são considerados de baixa importância pois eles não são considerados importantes para o fazer de uma narrativa que se modifica não por eles e sim pela maneira diferente com o qual cada autor tem de enxergar o mundo. Não nego que isto tenha sua verdade: afinal de contas, cada autor tem sua maneira única de enxergar sua literatura e fazê-la funcionar. Porém, não acredito que se exclua totalmente o viés do subgênero, pois – querendo ou não –, todo autor busca nestes certa base para criar seus mundos.

Para finalizar, devo ressaltar que a leitura é um ato individual (como falei tantas outras vezes em outros textos) de modo que a literatura, mesmo com seus fundamentos em seios comuns, acaba por ter formas e virtudes diferentes para cada leitor. Dessa forma, meu entendimento particular de subgêneros vem das inúmeras leituras que realizei durante os anos e das percepções que absorvi em todo este tempo. Por isso, tenho uma pergunta a te fazer: Como você enxerga o subgênero narrativo???

Espero que tenham gostado. Em breve vou trazer uma literatura mais completa dos gêneros e seu estudo através da história. Beijos.