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( Resenha ) Amaldiçoadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 02

Olá feiticeiras Corujinhas. Preparem-se para uma aventura sem precedentes onde o destino será seu pior inimigo. Pois três irmãs nasceram capazes de fazer bruxaria e todas são capazes de fazer magia mental. Uma delas terá visões e será a mais poderosa de todas. O problema é que apenas uma sobreviverá a virada do século pois uma irmã matará a outra.

Título: AmaldiçoadasAMALDICOADAS_1411600687B
Título original:
Star Cursed
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2014
Avaliação: 🍁 🍁 🍁 🍁 🍁
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Sinopse: Após escolher servir à Irmandade e abandonar sua posição social, sua família e Finn, seu grande amor, Cate Cahill vai enfrentar dilemas muito maiores. Os Irmãos da Fraternidade estão cada vez mais ávidos por controle. Eles não apenas continuam fazendo de tudo para exterminar as bruxas, como agora também desejam acabar com a autonomia de todas as mulheres, por meio de um decreto que as proíbe de trabalhar e estudar. Quando Sachi, amiga de Cate, é mandada para o Hospício de Harwood por executar magia em público, o cerco se fecha em torno da Irmandade e Cate começa a sentir a pressão para manifestar os poderes anunciados na profecia, aquela que aponta uma das irmãs Cahill como a bruxa mais poderosa em muitos séculos. Mais do que nunca, Cate precisa proteger suas irmãs, Maura e Tess, que acabam indo morar com ela em Nova Londres. No entanto, a reaproximação se torna um revés quando Maura demonstra grande interesse em deter o maior poder de todos. As consequências podem ser terríveis e incluir uma guerra cruel capaz de separar de vez as irmãs Cahill.

Destino. A palavra soa tão grandiosa e, no entanto, promete uma sina tão horrível. Uma de nós não vai viver para ver o século XX. Uma de nós vai matar a outra.

O segundo livro da trilogia As Cronicas das Irmãs Bruxas conseguiu elevar a série à um novo patamar. Talvez porquê neste livro a autora se preocupou muito mais com a história em si do que com o contexto social, Amaldiçoadas deu novos constrastes a trama demonstrando a capacidade Jessica Spotswood de remodelar e surpreender o leitor.

Amaldiçoadas , diferentemente do primeiro livro que focou na relação entre as irmãs, vêm com um contexto mais voltado para a política e as tramas de poder. Por esse motivo acredito que acabei gostando bem mais desse segundo enredo pois houve uma grande evolução dos viés da trama. A porta aberta em Amaldiçoadas ganhou notoriedade e força Enfeitiçadas onde toda obra passou a ter uma pretensão a mais de onde gostaria de chegar e quais caminhos precisaria tomar para alcançar seus objetivos.

Cate, Maura e Tessa continuam como as grandes protagonistas de personalidades distintas. Para mim, os sentimentos do passado possuiá em relação as três irmãs apenas se intensificaram. Cate começou a me dar raiva pela bobice e falta de atitude. Entendo que muito do que a garota fazia era proteger suas irmãs, mas as vezes achei-a exagerada de mais principalmente com Tess que não precisa sempre ser tratada como criança. Maura passou de irritante à odiosa por querer sempre ser a mais em absolutamente. Sua necessidade de ser o centro das atenções finalmente lhe corrompeu e parece que nem mesmo as irmãs são mais importantes em sua vida. E Tess ganhou de vez meu coração. É a mais jovem mas com toda certeza a mais sensata. Além de guiar ambas as irmãs, possui um coração nobre capaz de sentir as necessidades de todos sem nunca esquecer de si mesma. Três personalidades distintas que completam toda a obra.

Em suma, Amaldiçoadas foi um livro que me surpreendeu bastante desde os enredos base até mesmo o grande plot twist do final que promete ainda mais para a conclusão da trilogia. O que posso dizer é leiam. Por todas suas nuances entre críticas sociais, romance, amor fraternal e ação, essa obra vale super à pena.

( Resenha ) O Crime do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 02

Minhas caras Corujinhas, abram suas asas e preparem-se para uma aventuras entre segredos. traições, amores e mentiras pois hoje nossa viagem será pelos segredos e desafios de dois jovens maltratados por suas escolhas.

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Título: O Crime Do Vencedor
Título original: The Winners Curse
Série: A Trilogia do Vencedor — Livro 02.
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesões e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Herran: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma?
No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo… e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.

Quando comecei a ler O Crime do Vencedor minhas expectativas estavam baixas porque seu antecessor não havia chegado as minhas expectativas.
E acredito que graças a isso, gostei tanto do livro que me surpreendeu positivamente com a evolução de seu enredo em ambos os lados dessa história que envolve não somente amor, mas política e rebeldia contra as regras mais odiosas da sociedade.

Às vezes, achamos que queremos uma coisa, quando precisamos é deixa-la para trás.

A escrita de Marie Rutkoski é maravilhosa. Ela narra o livro com propriedade e domínio deixando a mostra tudo que precisamos saber à medida do possível. De modo à sempre querer mostrar os sentimentos dos personagens durante suas ações, a autora também os coloca como verdadeiramente humanos à vistas de todos. Entre decisões difíceis segredos à serem revelados, o enredo não se reduz à atitudes tomadas por sem-almas, mas se constrói através de personalidades reais de uma narrativa sentimental e poderosa.

Kestrel não entendia como a verdade podia ter duas faces , igual a uma moeda. Tão preciosa – e tão terrível.

Muito embora as vezes tenha ficado com raiva deles, Kestrel e Arin formaram um casal cheio de altos e baixos que me fizeram torcer alucinadamente para que ficassem juntos. Os dois despertaram em mim sentimentos contraditórios. Mesmo quando implorava mentalmente que revelassem seus segredos um ao outro, também entendia o que os fazia não contar. Existe para os dois a vontade de mudar as leis que ditaram suas vidas durante tanto tempo, mas não é apenas isso: os destinos em suas mãos não é somente os seus, mas os de todos aqueles que lhes rodeiam. Por esse motivo é são tãos fortes as amarras que os mantem presos aos seus segredos.

Arin trocaria seu coração por um nó trançado de barbante se isso significasse que ele nunca mais precisaria ver Kestrel.

Outro ponto que merece ser ressaltado pela importância que tem durante a construção do livro foi a politicagem que envolvia os jogos de poder da trama. Muito bem armada, essa politicagem foi o que deu ação ao enredo. Apesar de que costumeiramente associamos ação à batalhas e afins, jogos de política são — muitas vezes — a verdadeira face desta. Por isso, Rutkoski tece uma teia de jogos deixando a obra tensa porque sabemos que apenas um movimento em falso poderá trazer consequências catastróficas. Isso criou em mim uma espécie de torcida para que tudo desse certo, para que todos ficassem seguros.

Lembrou-se de quando erguera os olhos para a garota, sentindo um ódio que era tão duro quanto puro. Um diamante.

O Crime do Vencedor foi uma continuação excelente que abriu novos caminhos para o próximo livro. Foi um livro de amor, segredos e política que nos faz perguntar até onde seríamos capazes de ir para proteger aqueles que amamos.

Dezessete Luas – Margareth Stoll e Kamy Garcia – Livro 02

Juntos, Ethan e Lena podem enfrentar qualquer ataque de Gatlin. Ao menos era assim que funcionava antes de Lena sofrer uma perda trágica e começar a se afastar e gaurdar segredos que estão testando o relacionamento. E agora que Ethan abriu os olhos para o lado negro de Gatlin, não há como voltar atrás. Assombrado por estranhas visões que somente ele consegue ver, Ethan vai sendo puxado cada vez mais para dentro da história confusa de sua cidade.

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Esse livro é um tanto repetitivo de mais pro meu gosto. Ethan Wate e Lena Ducchanes se transformaram em um casal chato e melancólico. No livro passado, Macon havia morrido durante a batalha entre Lena e sua mãe Serafine, e agora a Ducchanes esta presa a ideia de que por ter escolhido salvar Ethan, é culpada da morte do tio. Com isso, ela vai ficando cada vez mais distante do rapaz que não quer se afastar dela.

Com tudo focado, ou quase tudo focado em Ethan correr atrás de Lena, este livro tem um jeito de não chove não molha como se nada além disso pudesse acontecer. Isso me trouxe grande decepção para o livro pois o anterior havia sido fantástico, agora sinto uma regressão na história. Ethan não é mais aquele cara divertido e irônico que era em Dezesseis Luas. Agora ele parece mais um cachorro abandonado e triste procurando seu dono. Lena que antes era meio chatinha, agora esta insuportável de modo que não aguento nem pensar muito na personagem.

Uma das poucas coisas que realmente gostei nesse exemplar foi a aparição de uma nova personagem, que no caso é Liv a garota que vem para ser assistente de Marian e o maior atenção dada a meus dois personagens favoritos: Link com seu humor ajudando a fazer um relaxamento do livro e Ridley que se mostra muito mais que a sirena malvada do primeiro.

É um livro decepcionante que nos deixa com um gosto amargo para esperar o próximo livro da série.

Título: Dezesseis Luas
Serie: Beatiful Creatures
Autoras: Margareth Stoll e Kamy Garcia
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟