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( Livrosofia ) Clássicos são mesmo indispensáveis?

Oi Corujinhas.

Aulas de literatura da universidade sempre me dão muito que pensar, embora nem sempre de um jeito positivo. Talvez por causa do paradoxo constante do literato e da maneira com o qual ele interage com a literatura de uma forma geral. Paradoxalmente, o leitor cria com o passar dos anos uma mente aberta para questionar ideologias universais, ao mesmo tempo que adquiri talento para ser hostil com leituras diversas; para um literato, Best Sellers são escória perto dos clássicos imprescindíveis a qualquer pessoa. Mas seria mesmo tão necessários aos leitores ler todos os clássicos da terra?

Inicialmente pensado, um livro clássico é tido como mostra de uma cultura e o questionamento que fazemos acerca dela. Entretanto, a mesma afirmativa pode ser usada para definir livros populares. Afinal, se uma obra é publicada, por mais abstrato que pareça seu conceito ela traz algum levantamento social ou individual ao homem. A exemplo disso, Harry Potter flerta com racismo e nazismo dentro de sua camada ficcional.

Apesar disso, observando observando o horizonte, podemos inferir que a série de J. K. Rowling talvez nunca seja considerada clássica, ou pelo menos que viveremos o suficiente para ver isso acontecer. Pois se pararmos para pensar quem determina a importância de uma literatura no meio social são justamente aqueles que mais relegam as novidades. No passado, William Shakespeare – considerado percursor do teatro moderno – demorou cerca de 200 anos para alcançar o status de clássico.

Assim sendo, a literatura se coloca firmadas em dois pesos e duas medidas. O literato, em sua visão preconceituosa, defini o que pode ser lido e o que não sem levar em consideração as renovações do campo. O que não se percebe é que literatura não deve ser vista por poucos, mas construída através de múltiplas visões.

A literatura, quando pensada amplamente, tem como principal característica ruptura dos padrões. Desde que os conceitos de Aristóteles sobre poética foram tracionados pelos românticos, o mundo do leitor teve ampliação de subgêneros. Dessa maneira, não se torna o objetivo do post de questionar a importância de Homero, Machado de Assis ou Vinícius de Morais, mas sim levantar a bandeira branca para que a literatura não se torne arcaica.

Digo à todos que vocês precisam se recusar, por mais críticas que vocês possam receber. Nem todos os livros clássicos vão fazer diferença na sua vida e você não é menor que outrem porque não se sente a vontade com esse tipo de leitura.

Seja um leitor da nova era dispostos a quebrar padrões, não se sintam obrigados a gostar de algo porque um milhão de pessoas diferentes dizem que é o que você precisa. Os clássicos vão continuar sempre no mundo. Mas não faça da sua passagem pela literatura condicionada por quem não entende da sua evolução pessoal e social.

 

 

 

(Livrosofia) Românticos

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos continuar na linha dos gêneros literários, mas de uma maneira diferente. Em minhas pesquisas sobre o gênero romance, descobri que não existe um gênero único para representar histórias que tem como foco narrativo a vida de um casal. Contudo, através das semelhanças podemos definir dois grandes blocos. Os romances atuais e os romances de época.

Esse post tem como objetivo focar nos Românticos, mas apenas nessa primeira parte vamos focar nos gêneros mais atuais para em seguida passar para os históricos. É bom ressaltar que muito embora o sobrenatural tenha grande carga amorosa, ele se enquadra bem mais no gênero Fantasia que no romance propriamente dito então ele não entrará em nenhuma dessas postagens.

Os escolhidos de hoje são o Young Adult, New Adult, e Romance Erótico. Tais gêneros têm se tornado populares entre os leitores principalmente através de publicações como da editora Intrínseca e Arqueiro.

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Young Adult
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os 13 porquesO Young Adult refere-se a literatura voltada a adolescentes e jovens adultos com idades entre catorze e dezessete anos. Tem uma abordagem abrangente possuindo temas diversos, dependendo também do subgênero ao qual está alinhado como por exemplo a fantasia e o sobrenatural. Mas tem características especificas que o difere dos outros gêneros. Os personagens principais são sempre adolescentes (uma forma de identificação com seus leitores) e trazem temas comuns a idade datada. Dentre eles podemos destacar: Identidade, depressão, bullying, drogas, sexualidade e relacionamento familiar. Nos últimos anos, vem se tratando também e quase que exclusivamente da vida em sociedade, suicídio e status social. Um bom exemplo de Young Adult é a obra Os 13 Porquês de Jay Asher que abarca a maior parte dessas temáticas .

o odio que voce semeiaAlém disto, é comum para o gênero o uso do censo de humor exacerbado em ironias ou frases cômicas, localizações na contemporaneidade, referências a usos dos adolescentes principalmente quanto a escrita ou modo de viver. Normalmente, são livros escritos em primeira pessoa, mas também podem ser encontrados exemplares em terceira. A obra O Ódio Que Você Semeia de Angie Thomas possui quase todas essas características e tem como subgênero o drama.

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New Adult
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O New Adult é classificado como literatura para jovens adultos, com idades entre dezoito e trinta anos sendo considerada uma das mais lucrativas. A principal diferença entre o New Adult e o Young Adult é a perspectiva e experiência de vida. Enquanto no segundo a obtenção dessas é a fonte principal do enredo, no NA se mostram como reflexos da vida dos protagonistas, se concentrando em criar novos inícios. Os personagens do New Adult costumam ter mais de dezoito anos e já estão na faculdade. Assim como no YA, abordam temas como identidade, depressão, suicídio, e brigas familiares sejam mas de maneira maneira mais complexa.

Belo desastreFoi mais ou menos em 2012 que o New Adult teve o primeiro aumento expressivo, principalmente através dos da publicação da série Belo Desastre de Jaime McGuire e Slammed da Colleen Hoover. Sua fama veio principalmente da comparação entre o gênero com o Romances Eróticos, pois suas tramas apresentam grande apelo a sexualidade. Contudo, deve-se ter em mente que o foco do NA não é sexo e sim questões a serem levantadas, o que – apesar de ser um sinônimo de romance erótico – não pode ser classificado como tal.

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Romance Erótico
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dom quixoteO Romance Erótico ou literatura erótica é – por incrível que pareça – o mais antigo dos gêneros românticos sendo datada desde a Idade Media. Como o nome sugere. utiliza do erotismo na forma narrativa a fim de instruir ou despertar o leitor nas práticas sexuais. Por ser abertamente produzido e altamente detalhado, o romance erótico também é chamado de literatura pornográfica, o que não se enquadra em sua descrição. O termo Erótico vem do grego Eros, e deve ser associado a beleza e ao amor e não a simples prática sexual.

A Ficção Erótica sempre foi considerada uma ficção de tabu, desde início das eras o sexo é tido como algo vergonhoso. Contudo, muitos autores representaram o sexo em suas obras como Miguel Cervantes em Dom Quixote e o livro Fanny Hill de John Cleland já na Era Vitoriana. Na mesma era, os romances tinham modelos parecidos que incluíam o sexo em modelos de estratificação-social, orgasmos delirantes e sado-masoquismo, sendo a maioria pertencente a categoria novelas ou contos, publicadas de forma anônima. 50 tons de cinza

No século XX e XXI, os romances eróticos eram populares apenas nas publicações de banca, em coleções como a série Momentos Íntimos dando notoriedade a autores como Nora Roberts. Mas foi apenas no século com a publicação do best-seller mundial Cinquenta Tons de Cinza de E. L. James que o romance erótico ganhou fama e passou a ser publicado em massa, dando margem a outros autores do gênero como Sylvia Day e Tessa Dare.

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O romance é o gênero literário mais popular e abrangente. Muito embora suas obras não sejam apreciadas por todos, sempre existe algo no romance que chama atenção dos leitores. Espero que vocês tenham gostado da primeira parte dos românticos, e no próximo Livrosofia vamos falar ainda mais do romance.

( Livrosofia ) Suspense

Olá Corujinhas, como vão? Nos Livrosofias passados estávamos voltados à discussão sobre gêneros, nessa semana vamos nos colocar para o Suspense que como vocês sabem é um dos meus favoritos na literatura. Seja para me tirar de uma ressaca literária ou para me dar mais gás ao mundo da leitura, a rapidez dos livros do gênero e as críticas sociais colocadas em suas páginas são o ponto crucial para que eu me apaixone por suas histórias.

Suspense, conhecido também como Thriller, é um gênero da literatura que tem como principal característica a tensão e a excitação em suas páginas.  Os autores desse gênero costumam esconder informações importantes do leitor em um jogo de encaixe de peças na tentativa de fazê-lo não advinhar os futuros acontecimentos da obra. Pode ter cenas de perseguição e criminais, mais comum nas abordagens do suspense investigativo. Os personagens são constantemente colocados em situações nas quais tem a vida ameaçada. O protagonista do suspense está sempre envolvido diretamente com a ocorrência inicial que dá início ao enredo seja por ser suspeito, testemunha ou agente investigativo.

O Suspense é subdivido em várias ramificações que determinam o modus-operante da narrativa. Elas são: Mistério, Criminal, Psicológico, Tecnológico, Político e Erótico.

anjos e demoniosNo Mistério, também chamado de Conspiração, os investigadores (comumente jornalistas ou detetives particulares) encontram-se sem saber um “fio da meada” que termina por ser uma grande rede de conspiração. Passam então a investigar o que está por tras dela terminando por se tornar alvo. São muitos parecidos com os livros de Político, mas se diferenciam destes por se passarem fora dos bastidores do poder político e também não são baseados em fatos reais. Os livros da série Robert Langdon de Dan Brown fazem parte desse subgênero, pois na maioria dos casos o professor não vai atrás do criminosos, mas topa com eles por acaso ou por manipulação enredando-se em redes políticas e religiosas.o silencio dos inocentes

O Criminal, como o nome sugere, mostra uma sucessão de crimes bem-sucedidos ou falhos. O protagonista trata de investigar os crimes e detectar quem é a pessoa responsável por eles alem de suas motivações. Ao contrário do que se pensa, nem todo suspense Criminal é policial. Este só é chamado assim quando são agentes fardados que investigam o crime. Além disso, no gênero criminal o foco normalmente está no suspeito, ou seja, o investigador é uma ponte entre o leitor e o assassino que precisa ter a mente “revelada”. O mais comum na temática do suspense são serial killers. O livro O Silêncio dos Inocentes de Thomas Harris é exemplo disto pois apesar de uma agente do FBI narrar o livro, é em Hannibal Lecter que se encontra o foco do autor

a garota no tremO Psicológicos têm em suas páginas personagens que não dependem da força física para superar seus inimigos, mas sim de sua capacidade mental como inteligência. Normalmente, trata-se de narrativas em primeira pessoa com recursos como flashback para narrar as motivações que os levaram à suas atuais motivações. A Garota No Trem de Paula Hawkins é caracterizada nesse gênero pois a protagonista Rachel não passa por cenas de ação ou medo, mas sim tem uma percepção mundo à sua volta na tentativa de distinguir o verdadeiro do irreal para entender o desaparecimento de seu objeto de estudo. Outros temas abordados pela autora é a mente confusa de Rachel, busca por sua identidade e medo pela morte.

007cO suspense Tecnólogico é pouco abordado nos livros. Normalmente está ligado à ficção científica é quando não costuma aparecer com meios de espionagem, ação e guerra. Inclue uma grande quantidade de detalhes técnicos sobre assuntos de vias tecnológicas, como por exemplo, o uso militar). Muitas vezes confundido bom ficção científica, o que distingue um do outro é a ênfase que o thriller dá ao mundo real com tecnologia próxima ao que poderia acontecer em realidade. Os livros da série James Bond de Ian Fleming é um exemplo dessa série pois a tecnologia fictícia utilizada por 007 é próximas do que poderia ser real.

transferir (1)O Suspense Erótico consiste de uma mistura entre erotismo e suspense, e pode assumir diversas características dos subgêneros anteriores. Tem formação mais próxima ao romance. A série Mortal escrita por Nora Roberts sob o pseudônimo J. D. Robb faz parte desse subgênero.

Garota Exemplar capaComo tantas outros, pode haver mistura dos tipos de suspense dependendo do autor que escreve a obra. A autora Gillian Flynn por exemplo faz uso do gênero Psicólogico muito embora também recorra ao drama para contar suas história, à exemplo do livro Garota Exemplar.

O gênero suspense é um dos mais vendidos no mundo tendo autores como Harlan Coben e Sidney Sheldon como principais representantes. Se você não conhece livros do gênero, dê uma chance ao lado dele que mais te interessar. O livro virá com grandes surpresas e detalhes que você não pode imaginar.

Boas leituras! Ou melhor, bons crimes para você.

(Livrosofia) Fantasia

Oii Corujinhas. Depois de longos posts sobre gêneros finalmente chegou o momento de falar separadamente de cada um. É provável que eu fale somente dos gêneros que tem maior destaque entre todos os subgêneros do romance pela quantidade de conteúdo que apresentam. Mas acredito que eu vá falar um pouco sobre as variações de cada gênero nos posts referentes a eles. Entretanto… Vamos deixar para mais tarde.

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O subgênero Fantasia esta dentro do gênero ficção que é divido entre fantástico, cientifico e horror e é definido pelo uso de fenonemos não existentes em nosso mundo como o sobrenatural e seres mágicos sendo estes como elemento primário do enredo, tema ou configuração. Vocês devem se lembrar da postagem que fiz falando um pouco sobre subgêneros, mas tenham em mente que essa classificação é refletida de modo não tão frequente na história. Aquilo que aparece em primeiro plano, como localização e narrativa é que denomina o gênero principal ao qual uma determinada obra pertence.

Harry Potter DobbyEm muitas obras dentro da Fantasia há existência de criação de mundos mágicos, itens ou fenômenos que permitem a diferenciação entre um mundo real e o imaginário. Para distinguir uma fantasia dos gêneros científicos e horror, deve-se perceber a expectativa ao qual se dirigi os temas onde o da ficção fantástica está mais voltado a intrigas e a personagens heróicos. Não enquadrado dentro de parâmetros da literatura, as ações fantásticas  acontecem em divergências as noções de realidade muito embora não seja regra. Na saga Harry Potter, por exemplo, as cenas mágicas acontecem também dentro de mundos não ficcionais sendo eles parte de nossa sociedade. Em muitos casos existem explicações de intervenções divinas, magia ou de outras formas sobrenaturais.

game-of-thrones-season-7-fan-posters-16.jpgEm outros casos, naquilo que é chamado de Alta Fantasia, a história acontece em um mundo fantástico completamente diferente do nosso em que as leis naturais do nosso mundo não regem, em suma maioria o mundo imaginário. É interessante perceber que na alta fantasia, na criação do novo mundo sempre existe a junção de três pilares semelhantes ao nosso sendo eles a politica, a religião e a formação da sociedade. Muito embora quase todas as fantasias compunham seu mundo sob os parâmetros da monarquia, o modo com o qual a política, a religião e a sociedade se dividem é próprio. Tomando As Crônicas de Gelo e Fogo por exemplo, George R. R. Martin faz sua narrativa sobre a forma mediaval. Contudo, cada reino, mesmo tendo que ser fiel a coroa, está muito mais ligado a seu soberano do que ao rei. Assim como a religiosidade que muda de um continente para outro.

5538001bc8da644b4e16a46ef7f637c3A característica mais marcante da fantasia é a independência total da ciência ou tecnologia como conhecemos. Nos livros de fantasia, muitos universos possuem sua própria ciência ou simplesmente não se prendem a conceitos reais. Apesar disso, é difícil fazer classificalção completa desse gênero pela versatilidade que as obras apresentam por apresentarem elementos de outros. Muitas fantasias podem ser confundidas com romance ou com horror, como é o caso de A Hospedeira aos quais muitas pessoas o determinam como pertencente a ficção cientifica, muita embora a tecnologia utilizada pelas Almas (alienígenas) sejam próprias deles o que extingue essa possibilidade e classifica a obra como ficção fantástica.

Apesar das variações, posso dizer que a Fantasia ou Ficção Fantástica é meu gênero favorito pois o vejo como o mais completo de todos. Muito embora o romance tenha bons personagens e o suspense gratas surpresas, ler uma Fantasia me causa uma emoção diferente por ter tudo isso aliado a acontecimentos políticos e novos mundos. São coisas que acredito fazerem a diferença dentro de uma obra pela inovação proporcionada. Dentre os temas abordados, a entonação entre o bem e o mal parece sempre ganhar maior destaque. Mas aquilo que faz uma Fantasia ser bem mais forte é o estimulo de entender como, reféns ou não de poderes mágicos e criaturas sobrenaturais, estamos dispostos a lutar com unhas e dentes por aquilo que acreditamos.

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Espero que tenham gostado Corujinhas. Em breve vou trazer bem mais gêneros para vocês. Caso vocês tenham preferencias sobre quais gostariam de ver primeiro por aqui, basta deixar nos comentários que vou amar mostrá-las para vocês.

Beijos.

 

( Livrosofia ) Os Gêneros Através da História

Olá Corujinhas. Eu tenho falado bastante sobre os gêneros e como eles se configuram na perspectiva maior do Romance, mas até agora foram todas de modo bem pessoal. Por isso no post de hoje irei falar dos gêneros literários de uma perspectiva histórica e como as classificações evoluíram através dos séculos. Espero que gostem.

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A literatura é uma manifestação artística que nasce da mente dos autores e se modifica pela interpretação dos leitores tornando-se impossível conceituá-la como um todo. Por esse motivo, é importante ressaltar que mesmo que essas classificações históricas tenham caráter de maior importância, não podemos colocá-las como fonte principal de estudos ou mesmo classificações. Gêneros são apenas guias para uma melhor direção do que estás a se procurar.

É importante, antes de tudo, ressaltar que na literatura, as uma denotações acerca dos gêneros não  ultrapassam as noções de espécies sendo exclusivas do agrupamento de caracteristicas em uma obra artística. No caminho para conceituar os gêneros, Platão postula no Livro III de A República que a obra literária era parte da cateogoria mimética imitando a realidade diferenciando os gêneros a trágedia, a comédia e o épico. Há também uma tentativa de sistematização das “formas” literárias, mas sua Poética ficou incompleta. Desse modo, temos uma ideia aproximada do que seriam os gêneros. Apenas mais a frente com Aristóteles, existe a primeira tentativa de uma sistematização das formas literárias que adiquiram a classicação tripartida: dramático (onde se estabelece a comédia e tragédia), épico e lirico. Isso, porque para Aristóteles, os gêneros estavam de acordo os meios, os objetos e os modos miméticos sendo sua divisão apresentada ora por elementos relativos ao conteúdo, ora em elementos referentes à forma.

Foi apenas na Idade Média divisão dos gêneros foi difundiu-se ao mundo muito embora apresentassem as mesmas ideias básicas da fala de Platão. Como todos sempre se fundamentavam na ideia de que a mímese era o ponto fundamental de toda obra, os gêneros eram vistos como ideias fixas que deveriam ter sempre as mesmas características. Por esse motivo, do Renascimento até o Barroco, essa classificação tripartida dos gêneros foi considerada uma verdade inquestionavél. Nessa época, entendiam-se os gêneros como formas fixas, mantidas por regras inflexíveis às quais os escritores deveriam obedecer. Assim, cada gênero (dramático, épico e lírico) se subdividia em gêneros menores, mas que se distinguiam uns dos outros pelo rigor de regras que incidiam nos aspectos formais, estilísticos e temáticos.  Além dessa classificação de gêneros, também tinha-se a variação de importância e hierarquização que definia o um gênero sendo maior ou menor que outro.

Somente no Romantismo e as ideias libertadoras que a classificação dos gêneros sofreu mudanças significativas havendo a condenação daquilo que era chamado a pureza dos gêneros. No século XIX, houve defesas de que os gêneros literários não eram imortalis sendo um organismo vivo possuindo todos os estágios de sua mudança: nascimento, amadurecimento, envelhecimento e morte, isto sendo condicionado ao domínio dos gêneros mais fortes. Tal concepção foi combatida posteriormente por Benedetto Croce que defendia a ideia de que cada obra era única expressando um estado de vida individual.

Mas é certo afirmar que mesmo com todas as discussões de gêneros dos séculos anteriores, o problema continua indefinido pela falta de aceitação do hibridismo dos gêneros. A concepção de gênero é fundamentada na ideia de categoria, ou seja, de pertencimento a ideia de família. O critico, que antes de ser critico é também um homem, sempre esteve acostumado a classificar as coisas e dar nomes a elas como forma de convencimento que assim poderá entender melhor o mundo que o cerca. Cria-se  estruturas repetidas e repetíveis que se perpetuam ao longo dos tempos. Porém, sabemos que o enunciador também pode modificar essas estruturas, pode movimentar-se e construir enunciados, ora estáveis, ora moventes, mutáveis, modificados, híbridos.

Contudo, para a literatura entender tal mutação é uma tarefa difícil pois a tradição ainda é o pano de fundo que enxerga em suas obras. Em ponto de vista pessoal, tal perspectiva se torna infundada pela modificação que as obra literárias sofreram ao longo do tempo principalmente com o nascimento do Romance. Assim, não se deve levar somente em consideração o valor hierárquico do material para a determinação da forma artística, mas também a relação entre autor e o texto, bem como o fato do ouvinte exercer influência sobre os outros dois.

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Como vocês devem notar, a literatura é de certo modo arcaica. Não se deve levar em consideração só gêneros como fundamento especifico de uma obra, pois tudo deverá ser condicionado ao leitor, ao texto e o autor.

 Espero que tenham gostado. Beijos

| TAG | Estelar.

Oii amores. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de tag nova aqui no blog que é de minha autoria e espero muito que vocês gostem. Vou tentar responder com livros que li esse ano e que já tenha feito resenha para que vocês possam conferir ou que virão a ter resenha em breve. Então vamos lá?

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1. Estrela Polar.
— Um livro que te ensinou novos caminhos.

Livros que contém ensinamentos são os melhores. É muito boa a sensação de ler um livro e em um dado momento parar a leitura e perceber que estamos lendo algo extraordinário. Uma obra que me causou estremecimento esse ano foi A Resposta de Kathryn Stockett. Um livro que me ensinou muito mais do que só o preconceito, mas também sobre o respeito e coragem e como isso falta aos seres humanos.

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2. Ursa Maior.

— O maior livro que você já leu.

Esse mês eu tive o prazer de ler It – A Coisa do Stephen King e finalmente entendi o porque dele tem a necessidade de escrever para lá de mil páginas. Ao ler It – A Coisa eu admito que esperava algo extremamente assustador pela monstruosidade de Pennywhise. Contudo o que encontrei foi sintomas da própria humanidade se deteriorando. Foi um livro que me fez enxergar todas as faces do seres humanos, mas principalmente todos os tipos de coragem que devemos ter. Esse livro não foi somente o maior livro em páginas que já li, mas também um dos de maior significado pessoal na minha vida.

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3. As Três Marias.
— Uma trilogia que conquistou seu coração

Apesar de ainda não ter lido todos, A Maldição do Vencedor tem tudo para conquistar meu coração. Seus elementos, desde sua narrativa como seus personagens, fazem meu coração palpitar. Já conquistou meu coração no primeiro livro e deve me arrebatar nos próximo

 

 

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4. Estrela solar.

— O livro mais forte desse ano

Quando eu penso em livros que são bastante fortes, penso também em livros que farão parte da minha vida de algum modo. Eu sofri com o bullying durante algum tempo e toda vez que leio um livro sobre o assunto fico profundamente mexida. A Lista Negra de Jennifer Brown me tocou tão profundamente que chorei, me revoltei, critiquei e me apaixonei por seus personagens durante a história. Ler esse livro me mostrou dois lados de uma mesma moeda, mas como tudo é superável mesmo que não seja esquecido.

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5. Constelação
— Série que começou e que parece maravilhosamente bem construída.

Me rendi ao charme e a beleza de Corte de Espinhos e Rosas de modo irreparável. Apesar de só ter colocado os pés nas cortes de Prythian, com certeza sei que vou amar a série criada por Sarah J. Maas. É um mundo novo com detalhes que o tornam um dos livros mais bem construídos que eu já li. As descrições são ricas e o personagens bem trabalhados.

 
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6. Buraco Negro.
— Um livro que quando acabou te deixou destruído(a).

Os Treze Porquês de Jay Asher me deixou destruída com toda a certeza. Quando finalmente (ou infelizmente) finalizei a leitura, me senti órfã e ao mesmo tempo impotente. Como se eu mesma não pudesse ter ajudado Hannah. Como se eu fosse um dos seu motivos.

 

 
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7. Estrela cadente.

— Um livro que cruzou o seu caminho por acaso.

Sabe quando você tem um amigo que te presenteia com um livro maravilhoso, mas que: a) vocês nunca tinham ouvido falar dele e b) se você visse em uma livraria passaria direto. Até Você Ser Minha da Samantha Hayes segue esse prospecto. Ganhei de presente da minha amiga Keth, mas nunca tinha o visto e com certeza não o compraria pela capa. E mesmo assim se tonou uma ótima leitura que tenho orgulho de ter na estante.

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8. Vênus: Estrela Dalva.
— Um livro que parecia ser uma coisa de longe, mas que de perto foi totalmente diferente.

Antes Que Eu Vá da Lauren Oliver, apesar de ainda querer um epílogo, foi um dos melhores livros que li esse ano. Narrado em primeira pessoa, este livro conseguiu mexer com meu coração pelo simples fato de ter sido diferente de tudo que eu esperava para ele. Pelo título eu imaginava um livro muito sessão da tarde. Contudo a obra se mostrou muito mais do que isso com um intricamento de acontecimentos que fazem tudo fazer sentido e não ser resumido à uma única pessoa.

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Essa foi a tag de hoje. Espero que tenham gostado. Se quiser repetir no seu blog/instagram/canal fiquem a vontade. Beijos. Até a próxima.

| RESENHA | Garota Online – Zoé Sugg – Série Garota Online – Livro Um

Título: Garota Online
Título Original: Girl Online
Série: Garota Online – Livro Um
Autora: Zoe Sugg
Editora: Verus
Avaliação: 🌟🌟🌟
Onde Comprar:

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Sinopse: Garota Online – Penny tem um segredo. Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.  De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre. Garota Online é um livro encantador, que traduz exatamente o que significa crescer e se apaixonar na era digital.

Quando você chora na frente de alguém, quando mostra seu lado mais vulnerável, demonstra que realmente confia na pessoa.

Quando eu comecei a ler Garota Online sabia que ia ser um livro que me causaria uma sensação nostálgica. Do tipo em que somos jovens (ainda sou jovem, mas não mais teen) e amamos aquele livro ao qual a personagem principal meio que nos representa, pois 90% dos adolescentes já se sentiu desengonçado como se estivesse sempre no lugar errado e na hora errada. Penny lembra exatamante essa garota. Uma garota que tem o talento nata para se meter em confusão e se sentir como um peixe fora do aquário. Por isto, apesar da história ser bobinha e previsível,  ela foi  bem gostosa e divertida de ler.

Mas depois me perguntei se, às vezes, as amizades não são como roupas, e quando começam a causar desconforto, não é porque fizemos alguma coisa errada. Significa que crescemos, e elas não servem mais para a gente.

Penny é o tipo de personagem que em outra ocasião eu não gostaria. Ela é insegura de uma maneira que as vezes eu possuía aquela vontade básica de entrar no livro só para dar uns tapas na cara dela. Mas lembrando de mim mesma como adolescente percebo que muito de mim era como Penny. As vezes eu levava coisas pequenas à sério de mais e fazia logo um dilúvio em uma tampinha de xarope. Mas acho que grande parte de nós já passou por isso. A adolescência é aquela fase em que tudo é exagerado. E a personagem principal de Garota Online me lembrou justamente isso.

Existem pessoas que você se apaixona oficialmente segundos depois de conhecer.

Acho que o único ponto que realmente me incomoda no livro de Zoe é a falta de algo mais para a história. Todo livro que leio, independente do que se trata, para me fazer simplesmente ama-lo, precisa de uma abordagem diferente dentro daquilo esperado para ele. E Garota Online não me surpreende nem me chama atenção nesse quesito. A linguagem que autora uza é sim engraçada e leve, mas os fatos do desenrolar é tão sessão da tarde que é impossível não descobrir livro durante todo o livro. E muito embora eu tenha demorado apenas sete horas para finalizar a história, não posso negar que isto me deixou as vezes entediada com a leitura onde várias vezes empurrei com a barriga.

Às vezes você precisa encarar seus medos, para perceber que eles não são reais.

Por esses motivos considero Garota Online uma boa leitura. Não é surpreendente e com certeza não é algo completamente novo. Mas mesmo assim é uma leitura fluída e gostava de uma tarde e que traz a nostalgia de volta.

O Oceano No Fim do Caminho – Neil Gaiman

Um homem volta a sua cidade natal para um funeral. No caminho ele para em uma fazenda que o faz lembrar dos perigos e dos desafios que ee viveu na infância. 
Há quarenta anos, um homem cometeu suícidio dentro do carro do pai de um menino, que em seguida vê seu mundo virar de cabeça para baixo. Fatos em série vão ocorrendo e apenas Lettie Hempstock parece poder ajudá-lo. 
Ela o leva para os fundos de sua fazenda e mostra a ele um lago  – a qual chama de oceano – para resolver o problema. Mas nessa aventura, algo frio e perigoso vai ser despertado e juntos eles precisam mandar a coisa de volta para as profundezas.
Neil Gaiman trás muita sabedoria para O oeano no fim do caminho, um livro que nos mostra que os perigos que enfrentamos na infância ficaram conosco até a vida adulta.




Ao começar a ler o Oceano No Fim do Caminho eu não imaginava que me surpreenderia tanto com o livro. Muitas vezes ameaçador e atordoante, Neil Gaiman me fez sonhar com esse oceano e analizar o meu passado. As coisas vão se encaixando perfeitamente. Cada fato sucede á um outro numa narrativa impressionante e de tirar o folêgo. Mesmo que contado aos olhos de uma criança, é possível enxergar o mundo adulto: Nas coisas boas e nas coisas ruins. O Oceano No Fim do Caminho é um livro que além de tudo mostra a genialidade de Neil Gaiman.