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( Resenha ) Lirio Azul, Azul Lírio – Maggie Stiefwather – Livro 03

A série Os Garotos Corvos está fazendo parte da minha vida de uma maneira marcante. Quando li o primeiro livro da série, eu sabia que essa leitura seria diferente de tudo aquilo que conheci. Mas Maggie Stiefvater conseguiu ir além e provar que as histórias não precisam ser iguais, e que o simples pode se tornar extraordinário.

Está resenha não conterá spoilers do livro anterior.
Para isso pule a sinopse.
Titulo: Lírio Azul, Azul Lirio | Título Original : Li | Série: Os Garotos Corvos 02 |Autora: Maggie Stiefvater| Editora Galera Record| Ano: 2016 | Avaliação ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐️ | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

transferir (1)Sinopse: Blue Sargent encontrou coisas. Pela primeira vez na vida, ela tem amigos em quem pode confiar e um grupo ao qual pertencer. Os garotos corvos a acolheram como se ela fosse um deles. Os infortúnios deles tornaram-se dela e vice-versa. O problema de coisas encontradas, porém, é a facilidade com que podem se perder. Amigos podem trair. Mães podem desaparecer. Visões podem iludir. Certezas podem se desfazer. Em Lírio azul, azul lírio, o leitor vai descobrir para onde Blue, Gansey, Adam, Ronan e Noah serão levados em sua jornada para encontrar o lendário rei galês Glendower.

 

O coração de um covarde não é um prêmio, mas o homem de valor merece o seu capacete reluzente.

A série iniciada em Os Garotos Corvos e continuada em Ladrões de Sonhos, ganha novos ares. Existem certos determinantes que podem nos fazer gostar ou não de uma determinada série. Para mim, a renovação dos contextos sempre é um ponto favorável, pois a mesmice costuma ser enfadonha. De modo que é sempre bom encontrar autores que não somente tenham coragem de criar, mas que também possam recria-las e transforma-las em algo maior.

Nesse terceiro livro, Maggie Stiefvater reune os aspectos principais das obras anteriores. Pegando como exemplo três peças importante apresentadas no livro um, podemos notar a maldição de Blue Sargent ainda existe, o espírito de liderança de Gansey III está presente e o atormentado Adam Parrish continua em dubiedade para o bem ou para o mal. Mas se antes nós tínhamos coisas comuns a medida do possível, agora absolvemos concepções mais abrangentes das “tarefas” que permeiam cada um. Blue quer enfretar seu destino. Gansey que ser bem mais que o líder. E Adam não está disposto a ser condenado com tanta facilidade. Temos Ronan Lynch sem parte da rebeldia pelo entendimento de que o mundo não é só seu. E o doce Noah Czern tem muito mais a oferecer que um espírito sem cor. Dessa forma, Maggie refaz cada personagem e cada segredo para que a imprevisibilidade seja parte de seu mundo.

Mas tal recontagem, não impõe dizer que os desenvolvimentos realizados nos volumes anteriores são perdidos, mas sim refeitos à novos significados. Nas resenha de Ladrões de Sonhos, havia comentado que Maggie criou duas obras que não tinham relação uma com a outra de uma forma mais geral. Isso porque a autora cria em nos livros anteriores construções. Como se os outros fossem os alicerces da casa que será construída.

Ao dar vida a Lírio Azul, Azul Lírio, Maggie estabelece pontos convergentes a história. O principal deles é ver que os grupo d’Os Garotos Corvos e Blue Sargent estão se tornando uma coisa só. Suas ações parecem sincronizadas e como a própria autora diz: eles estão apaixonados uns pelos outros, de modo que suas vidas estão entrelaçadas. A amizade está mais forte do que nunca mesmo com todos os empecilhos que surgem em seu caminho.

Como se não bastasse tudo isso, Maggie ainda trabalha com a quebra dos esteriótipos. O garoto rico não busca uma meta por não ter uma família que não o ama. O rapaz gay não é a alma mais alegre do grupo (vale ressaltar que a Maggie trabalho muito bem a sexualidade nesse livro). A menina feminista não é uma arrogante que acredita não precisar de ajuda para nada. O cara que tem uma família cruel não é o bandido, até porque a maldade não está perfeitamente definida.

Dessa forma, com todos esses elementos aliados a personagens secundários inesquecíveis (mulheres da Rua Fox, 300 eu amo vocês) Maggie Stiefvater cria uma obra espetacular. Ela mostra ao leitor que segredos e finais bombástico não são tudos dentro de uma obra. Com uma narrativa poderosa e envolvente, a autora abre portas para um quarto livro que promete ultrapassar as vias do magnífico.

Amizade do tipo inabalável. Uma amizade que você podia contar para valer. Que poderia passar pelas maiores dificuldades e voltar mais forte que antes.