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(Resenha) Anna e O Beijo Francês – Stephanie Perkins – Livro Um

Minha leitura de Anna e o Beijo Francês aconteceu de um modo inesperado. Primeiro dia do ano, e e eu estava procurando uma leituras mais simples, que me desse aquela sensação de conforto no peito. De modo que comecei este livro sem muitas expectativas e acabei saindo da p bem satisfeita.

Título: Anna e O Beijo Francês | Título Original: Anna and The Kiss French | Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito| Páginas: 268 | Ano:  2011| Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Anna e o Beijo FrancêsSinpose: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

– “É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?”

Se tem uma coisa que Anna e o Beijo Francês prova, é que um clichê quando bem escrito consegue deixar sua marca no coração dos leitores. Para tanto, o autor precisa entender que seu livro faz parte desse tipo de narrativa e não tentar criar situações mirabolantes. Nesse quesito, Stephanie Perkins consegue ir além do que todos esperamos, criando não somente um clichê de aquecer o coração, mas uma história de amor real que poderíamos encontrar se olharmos para o lado.

A narrativa de Perkins é bem-humorada, cheia de conflitos adolescentes. Muito embora o plot que dá início ao livro pareça inverosímel – todos nós ficaríamos muito felizes de arrumar as malas e fazer intercâmbio em Paris -, os motivos de Anna para não gostar da ideia tiveram uma ótima construção bem como a personalidade da protagonista da obra. De certa forma, Anna me lembra Lara Jean e o medo que parece sentir de estar com outras pessoas, fora do mundo que sempre conheceu. Dessa forma, além de nos depararmos com um livro que fala sobre amor, também encontramos uma obra sobre amadurecimento, para que Anna deixe de ter medo e passe a lutar por tudo aquilo que sempre desejou.

“Ele é Étienne. Étienne, como na noite em que nos conhecemos. Ele é Étienne; ele é meu melhor amigo. Ele é muito mais.”

Falando em romance, muito embora eu não tenha shippado loucamente os protagonistas, não posso negar que sua história foi muito bem construída, desde a paixão quanto as pessoas e os percalços que envolveram as bases dessa história. Não existe guerra entre mulheres (como foco principal, pelo menos), nem mesmo conversas banais. Cada momento do livro foi essencial para o próximo criando uma sucessão de acontecimentos que mantiveram um fluxo de simplicidade que realizam um feito inesquecível: o romance entre Étienne e Anna tornou-se palpável, crescente e intenso a medida que as páginas foram passando.

Anna e O Beijo Francês é uma obra memorável dentro de um gênero esquecível. Um livro de personagens imperfeitos e reais. O livro é belo a partir do olhar apaixonado de duas pessoas.

(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Trilogia Divergente de Verônica Roth

Que Divergente é uma das trilogias mais famosas do mundo todos nós sabemos. Lançada em 2014, onde o gênero estava em auge, Divergente foi uma série polêmica que arrecadou vários fãs ou causou o ódio em outros leitores. Além disso, também arrecadou grande bilheteria no cinema mundial, muito embora seus filmes tenham sido rejeitados pela maioria dos fãs. Hoje o Anatomia Literária irá desvendar os segredos por detrás das capas dessas obras.

Vamos começar?

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Capas
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A série Divergente se passa numa Chicago futurista, onde a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

30176050O primeiro livro que dá nome a serie principal tem a capa mais simples de todas. O fogo e o circulo representam Beatrice, e suas escolhas. Apesar de ter escolhido a Audácia, não está totalmente presa a facção, tanto que suas labaredas não permanecem apenas próxima do círculo. Abaixo dos créditos, temos uma visão da cidade de Chicago, que aparenta estar dominada pela paz. Contudo, basta olhar para o céu e perceber é uma ilusão. A medida que se fica mais alto, nuvens grossas de chuva aparecem como se fossem um prenúncio do que está por vir.

transferir Já no segundo livro, aparenta-se estar tudo muito claro. O simbolo da Amizade está em maior destaque, deixando subtendido o quão essa facção e esse sentimento serão importantes para Tris. Além de ser seu abrigo fora da cidade, a protagonista precisa confiar mais nos que a rodeiam. Tanto que podemos perceber que se cria uma grande espessura nas folhas, denotando o quão forte vão ficando tais amizades. A cidade de Chicago já não está em paz, mas coberta de névoa que representa a incerteza, contudo, desta vez há um brilho de esperança no céu entre as nuvens.

transferirNo último livro da trilogia, Tris se mostra apta a ser uma união de todas as facções. O símbolo central, apesar de ser apenas fogo e água, demonstra que Tris está pronta para amalgamar as facções e trazer paz a Chicago que já não aparece mais na capa, mas sim um local desconhecido responsável pelo experimento realizado na cidade. Dessa vez não existe mas um céu cheio de esperança e sim um céu que denota seu povo pela libertação.

O título Divergente significa aquele que não faz parte de um paralelo. Insurgente é aquele que se revela contra algo. E Convergente é aquele que se dirige para um ponto comum a um outro.

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Curiosidades
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❉ Veronica Roth lançou o primeiro livro em 2011, quando tinha apenas 22 anos. DivergenteInsurgente Convergente são os únicos livros da autora. As três obras entraram para a lista dos livros mais vendidos do The New York Times.

❉ A autora disse que sempre sabia qual seria o final de Tris, mas ainda estava um pouco incerta de como ela chegaria lá.


Espero que tenham gostado Corujinhas. Beijos.

 

 

(Especiais) Os Melhores do Ano – 2018

Oi, oi, oi Corujinhas. Animadas com o fim do ano? Eu estou, porque tenho algumas metas para o ano que vem, que dessa vez pretendo cumprir. Uma delas é a leitura de mais clássicos. Eu estudo literatura, nada mais justo que ler literatura. Além disso, em fevereiro vem novas categorias aqui no blog porque estou inspirada a produzir mais. 2019 deve ser meu ano! (Amém!)

Para a finalização  do ano, eu e algumas amigas resolvemos adaptar a Tag 50% (originalmente criada pela Chami do canal It That Chami) e fazer um grande resumão do ano. Vou deixar os links blogs participantes aqui embaixo, para vocês acompanharem e quem sabe adicionar novos livros às suas coletâneas.

1. Quantos livros você leu esse ano?

Foram 60 leituras ao todo. Engraçado que só em Janeiro e Fevereiro eu li um terço desses livros e nos outros meses dei uma leve procrastinada.

2. A melhor continuação que você leu em 2018.

Difícil, mas eu diria que foi os dois livros finais de A Maldição do Vencedor, principalmente pelo segundo livro (O Crime do Vencedor) que foi sensacional. A história abriu novas possibilidades, eu finalmente me apeguei a protagonista e comecei a shippar o casal. Isso é claro, se a gente não contar todos os jogos políticos que começaram a envolver o enredo e transformaram uma história simples em algo muito bem trabalhado.

a mensageira da sorte3. Algum lançamento do ano que você ainda não leu, mas quer muito.

Sinopse: Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte para alguns escolhidos. E o primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu novo vizinho e colega de classe, Leandro. O que Sam não sabe é que Leandro também é engajado nos protestos contra a corrupção da AlCorp, sem se preocupar com os riscos que possa correr ou com as chances que tem dado ao azar, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do Destino para protegê-lo. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do Destino se equilibre outra vez.

4. O livro que mais te decepcionou.

Corte de Gelo e Estrelas da Sarah J. Maas. Engraçado colocar a autora nessa lista quando no ano passado ela entrou nos melhores do ano passado. Mas podemos dizer simplesmente que o capitalismo falou mais alto e Maas entregou uma obra sem um pingo de história que, além de tudo, me fez perder o respeito e todas as formas de amor que tinha por Feysand. Nunca digo isso, mas sério gente, não leiam esse livro. Não destruam o que vocês amaram na série, por mais 200 páginas.

5. O livro que mais te surpreendeu.

A Cidade Murada do Ryan Graudin do qual eu realmente não dava nada. Mas vamos combinar que essa capa é horrível e a premissa da história não é das melhores. Contudo, em menos de um dia as quatrocentas páginas me consumiram e percebi toda a massa que envolve a obra. Foi um dos melhores livros de 2018. Sem tirar nem pôr.

6. A continuação mais esperada para o ano que vem.

Não será exatamente um lançamento do ano que vem apenas uma continuação que desejo ler, que é O Filho Dourado do qual a Danii (O Clube do Farol) me deixou ansiosa para a continuacao de A Fúria Vermelha. Espero gostar, ou vocês irão encontrar o corpo dessa blogueira flutuando em algum rio desconhecido por aí.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

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Marissa Meyer. Li As Crônicas Lunares esse ano e amei com todo meu coração (Thorne meu coração é seu!). Com certeza vou ler tudo que puder da autora. Uma escrita sensacional dessa, claro que não posso deixar passar.

8. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

A Keth (Parabatai Books) me presenteou com o livro O Cavaleiro dos Sete Reinos que tem uma linda capa, além de ser dura e ter uma edição bem fofa. Além disso, sou apaixonada por As Crônicas de Gelo e Fogo e foi bem especial ganhar essa obra dela.

9. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Thorne de Cress. Claro que teve outras leituras, mas ninguém fez meu coração bater tão forte quanto o capitão de Marissa Meyer. Ah gente, o que mais eu posso dizer? Só leiam esse livro por favor.

 

10. Seu personagem favorito mais recente.

Apesar de não ter gostado muito do livro em si, a Madeline de Tudo e Todas As Coisas foi bem simpática. Apesar de ser rodeada por uma especie de clichê, a coragem de Madeline assim como seu humor são emocionantes. Eu achei genial ver a construção da sua personalidade.

11. Um livro que te fez chorar nesse ano.

Como sempre estrelando na lista de lágrimas, A Força Que Nos Atrai da Brittainy C. Cherry foi uma história tocante sobre amor, perdão e sobretudo sobre se dar uma nova chance. Não é atoa que figura como o mais amado da série elementos. Brittainy nos mostra que amar é tudo que precisamos para conseguirmos encontrar a felicidade.

12. Um livro que te deixou feliz nesse ano.

Livros que me deixam feliz são aqueles que sempre me trazem coisas novas, idependente do seu peso ou leveza. Em Algum Lugar Nas Estrelas da Clare Vanderpool, foi um desses livros. A história é realmente linda, assim como as ideologias proposta pela autora. É um livro infantil, mas que demonstra esse tipo de literatura está aí para nos mostrar lindos horizontes.

 

13. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu em 2018.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei. O que dizer da Lara Jean e de Peter Kavinsky em carne osso? A Condor é uma fofa e não havia atriz melhor para interpretar nossa coreana favorita e o Noah já pode ganhar o prêmio de crush do ano. Ansiosa para a continuação ano que vem.

 

14. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Não chega ser uma resenha, mas o vídeo da Pam Gonçalves sobre o mercado editorial foi um dos mais impactantes do ano. Mostra como nossa cultura está em risco.

15. Alguma adaptação muito esperada para o ano que vem?

Alem de P. S. Ainda Amo Você não. Não sou de esperar adaptações, gosto muito mais de animações kk.

16. Quais livros você precisa ou quer muito ler no ano que vem?

Eu preciso ler os clássicos. Esse ano flopei minha meta de ler as séries pelo caminho, mas ano que vem quero ler pelo menos três clássicos. Os Miseráveis, Anna Karienina e O Tempo e o Vento. Se tudo der certo, O Conde de Monte Cristo entra na meta.

Insira uma legenda

17. O melhor livro que você leu esse ano.

Em 2018, O Conto da Aia foi uma leitura única. Margareth Atwood trouxe uma história encorpada dentro de um livro simples, que lembram a todas mulheres o quão importante é a luta pelos seus direitos fundamentais. No Brasil perigoso que vivemos hoje onde a intolerância unge nossa vida, lembrem-se de Offred e de sua coragem.

 

 

 

Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado dos meus melhores do ano. E me contem: qual o de vocês?

Beijos.

( Resenha ) Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de uma era indecente — Lennon Lima.

Oi Corujinhas. Há um mês recebi um pequeno presente adiantado de natal, por assim dizer. Fui convidada pelo autor Lennon Lima à ler seu livro, e muito embora não estivesse esperando nada para a obra, o livro foi surpreendente de maneira que jamais poderia esperar.

E também, assim que possível, avaliar o livro no Skoob e GoodRead, caso tenha perfil:

Título: Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente | Autor: Lennon Lima | Editora: Multifoco | Ano: 2018 | Páginas: 348 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️❤️  | Encontre: Goodreads | Skoob |Multifoco

Sinopse: “Jamais esqueceria o riacho de sangue que se formava.” E a Angústia veio a cair na Cidade do Caos. Revestida de carne humana e trajes civis. A carne, caucasiana. Os trajes, masculinos. O semblante? Banal. Estirada no capinal costeiro a um cemitério clandestino, é descoberta pelo coveiro de uma comunidade miserável assolada pelo poder paralelo. Ferida, mas não ensanguentada. Confusa, mas sã. Preocupada, mas determinada. Sem recursos, sem identidade, sem passado. Acolhida na casa do jardim de cadáveres, inicia busca para desvendar os mistérios que envolvem o seu passado e a causa de se encontrar em ambiente tão árido – e perverso. Conforme testemunha fenômenos perturbadores ao interagir com os habitantes da favela, descobre-se em uma jornada que excede os limites do consenso de realidade, que desafiará a sua aptidão de permanecer imune aos silvos ardilosos da loucura.

Existem certos livros que você não começa com muitas expectativas de ser surpreendido ou mesmo arrebatado. Ironicamente, esses livros por quem você não nutria esperanças são justamente os que se transformam nas suas melhores leituras. Isto porque somos abraçados por um ar de mistério em que a cada página só nos deixa sedento por mais. Angústia Na Cidade Do Caos é um desses livros. 

A escrita de Lennon Lima é um tipo de droga viciante. Muito embora eu tenha demorado para finalizar essa obra, isso se deve bem mais à minha vida universitária do que a qualquer lentidão promovida pelo autor. Na verdade, por ser um escritor recente, admito que não esperava encontrar uma escrita repleta de maturidade. Em meio à tantos conflitos (é bem acertado o título do livro), o Lima promove reflexões acerca de si mesmo não apenas de seu protagonista como também ao leitor. Será que nós também não ignoramos nossa própria existência ao mesmo tempo que fingimos não nos importar com o futuro? Eis a questão.

Dessa maneira, a história corre em uma velocidade de compassada que denota um certo dinamismo atípico. O protagonista é a peça central da metade de um enredo, onde este vai muito além de uma pessoa, sendo construído sobre passagens que poderiam ser muito bem reais, criados para causar frisson no leitor. E muito embora o autor deixe claro que se trata de uma obra de ficção, não pude deixar de pensar em como a realidade caótica do nosso mundo é exposta nessas páginas. Os personagens são movidos por desejos pessoais, principalmente ambição e egocentrismo. Como não enxegar neles o mal que tanto aflinge nossa humanidade? São questões muito bem trabalhadas por Lennon, que parece não tentar expô-las num ato de brilhantismo; mas que surgem naturalmente à medida que seu protagonista e seus diversos personagens se emaranham à trama.

A chave de ouro, contudo, está no brasileirismo do livro. Toda vez que leio uma obra de um autor brasileiro, costumo reclamar de certas apropriações culturais de outros países. Dessa forma, imaginem a minha alegria o pegar um livro brasileiro que tem um cenário bem nosso e uma linguagem ainda mais nossa? Foi incrível me deparar com tanta cultura, tanta vida tão próxima de mim nessas páginas.

Eu gostaria de falar mais sobre os personagens, mas acredito que isso deva ficar para o livro dois (é uma trilogia “VIVAS”). Afinal não quero estragar para vocês o que considero ser um dos pontos mais importantes: a diversificação dos personagens e suas múltiplas facetas em si mesmos. 

Angústia Na Cidade Do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente é uma obra surpreendente que vai te deixar no limite das suas próprias resoluções. Não poderia ter finalizado as resenhas de 2018 de uma maneira melhor. Uma obra sensacional que nos mostra como somos efêmeros às nossas próprias convicções.

(Tag) Primavera, Romance de Época

Olá Corujinhas. Passeando pelos blogs que mais gosto, encontrei essa tag no Balaio de Babados criada pelo instagram @euli_voutecontar. Como eu adoro romances de época e mesmo sendo época de Halloween não consegui deixar de responder. Espero que gostem.

entre a culpa e o desejoA flor da temporada → A melhor mocinha dos romances de época.

Phillippa Marlbury de Entre A Culpa e o Desejo ganhou meu coração e não é segredo para ninguém. Pippa é uma mulher que está fora dos padrões sociais mas que não se deixa abalar por isso. Ela tem plena consciência de quem é do que deseja, não se colocando para trás pelas dificuldades que as pessoas lhe impõem por ser mulher. Pippa é uma guerreira de todas as formas que consigo pensar, mesmo naquilo que parece mais improvavél

era uma vez no outonoAh! Os jardins… → Um livro com uma cena inesquecível de um casal nos jardins.

Marcus e Lillian em protagonizaram uma de minhas cenas favoritas no jardim das borboletas. O engraçado que não sou uma pessoa romantica, mas a cena me fez – literalmente – suspirar. Muito embora Marcus tenha acabado com o clima no final, as palavras ditas pelos dois nos jardins são lindas e de certa forma é o primeiro passo para que eles se entreguem a paixão. Se você não leu a série As Quatro Estações do Amor eu super recomendo. É sensacional.

simplesmente o paraisoBem me quer, mal me quer → Um livro onde o casal, ou um dos dois, fica indeciso sobre os sentimentos do outro.

Então… Todo casal (ou a maioria) dos romances de época passam por essa era de indecisão, e para mim, algumas vezes soa bastante irritante. Por isso minha escolha vai para Marcus e Honória de Simplesmente O Paraíso. Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas, mas essa indecisão do casal foi um ponto bem (mas bem!!!) negativa para a obra.

o principe dos canalhasO cravo e a rosa → Um livro com casal brigão.

A Jessica de O Príncipe dos Canalhas teve uma atitude bastante radical contra Lorde Dain. Até mesmo fico com certa pena do Dain (ou não). Além disso, elejo esses dois por toda trajetória que tiveram no livro bem cão e gato desde a hora que se conheceram até, praticamente as últimas páginas. Esse livro eu quase não menciono, mas indico muito a leitura.

a caminho do altarGirassol → Um mocinho que faça um lindo gesto de amor.

Gregory Bridgeton é com certeza um dos mocinhos mais apaixonados dos romances de época. Em A Caminho do Altar, Gregory faz um gesto de amor por Lucinda. Na verdade, o cara faz vários quando se dá conta dos seus sentimentos pela moça. E cada um é mais emocionante que o outro.

nove regras a ignorar antes de se apaixonarO perfume das flores → Melhor livro de romance de época da sua estante.

Sem duvidas, Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar é meu livro favorito, não somente nos romances de época como também um dos melhores na vida. Sarah MacLean é minha escritora favorita e isso deve ao fato de seus livros serem dotados de feminilidade e força. Mas em Nove Regra, McLean consegue ir a além disso de maneira exponencial. Todos os personagens conseguem ir muito além do que aparentam. Sem contar que o romance entre Callie e Gabriel é um dos mais bem construídos.

47523ba95be7fe4f99a235f04324f53e.jpgSemeando flores → Indique uma autora de romance de época.

Indico a Julia Quinn por sua diversidade na escrita. Muito embora Sarah seja minha favorita, a Quinn consegue não se prender as densidades. Seus livros podem ir do mais dramático ao mais hilário sem perder o tino. E se serve de dica ainda maior, a série Os Bridgertons será adaptado para a Netflix.

uma noite para se entregarNem tudo são flores → Um romance de época que te decepcionou.

Tessa Dare em Uma Noite Para Se Entregar foi completamente enfadonha, para não dizer extremista. Muito embora eu goste de histórias a frente do tempo, algumas situações foram completamente fora da casinha que não condizem nem sequer com o nosso. Não sei se pretendo ler mais da autora futuramente, contudo, posso dizer que ela vai precisar se superar para conseguir meu voto.

Paisagismo → Uma capa linda, perfeita, impecável.

segredos de uma noite de verão

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Então é isso Corujinhas, espero que tenham gostado da tag de hoje.
Beijos.

(Tag) E(leitores)

Oi amores, como vão? A TAG de hoje eu vi no blog Caverna Literária e como eu achei super divertida vou trazê-la para vocês. Além disso, do tempo propício para respondê-la, eu percebo que essa TAG também nos faz lembrar do verdadeiro significado das eleições que é o direito a opinião onde muitos de nós temos esquecido disto nos últimos tempos.

Vamos começar?

1. Eleições 2018: O melhor livro e o melhor personagem de 2018 (até o momento)

pequenas grandes mentirasPequenas Grandes Mentiras que li no começo do ano se mostrou insuperável. A narrativa de Liane Moriarty foi sensacional, carregada de personagens reais que não somente me fizeram apaixonar pela obra, como me mostraram o significado de ser mãe e ser mulher em um mundo dominado pela força esmagadora da dependência masculina. entre a culpa e o desejo
E a melhor personagem, sem sombra de dúvidas foi Phillippa Malrbury do livro Entre A Culpa e o Desejo da Sarah MacLean. Sou apaixonada por romances de época, mas principalmente por mocinhas fora do padrão que não estão nem aí para isso. E por Pippa foi exatamente assim e muito mais. Chega ser difícil expressar o quanto sou apaixonada por quem ela é.

2. Promessas vazias: O livro tinha uma capa linda, uma premissa maravilhosa, só recebia elogios, e no entanto… 

jogador numero 01O Jogador N° 1 do Ernest Cline foi bem decepcionante. Engraçado que na época que havia gostado, mas então fui pensando cada vez mais sobre o assunto e percebi que só o que vale nessa obra é a nostalgia. Porque apesar do Ernest ter uma grande história em mãos, ele acabou se perdendo na sua desenvoltura, que se tornou um tanto procrastinada e sem direcionamento certo. De certo modo, foi uma perda de tempo.

3. Essa causa eu apoio! Um livro que aborda uma temática que você acha importante.

antes de casarO livro da Bárbara Machado, Antes De Casar toca em uma das temáticas que eu mais teclo nos últimos tempos. As mulheres, os homens, todos como sociedade vemos entender nossa importância para além de outras pessoas. Devemos pensar primeiramente em quem somos como indivíduos antes de nos vermos em relacionamentos. Ser feliz depende muito mais do amor que temos por nós mesmos que pelas outras pessoas.

4. No meu governo… Qual clichê literário você proibiria na “Constituição dos Autores”?

peça-me o que quiserPeça-me O Quiser de Megan Maxwell. Até hoje não consigo entender como a autora se prestou a escrever um livro tão sem conteúdo. Não é só porque você escreve hot que seu livro inteiro deve ser focado nisso. Mas o pior de tudo foi a mocinha que não tem um pingo de autoestima e se presta a papeis que me davam vergonha alheia de simplesmente estar lendo aquilo. Foi o último livro que li porque havia começado e com certeza essa foi a melhor lição do livro: ler somente aquilo que me faz bem.

5. Voto de confiança: Um livro que você ainda não leu, mas acha que tem grandes chances de favoritar.

os criadores de coincidenciasOs Criadores de Coincidências da Yoav Blum está na minha meta desde o meio do ano quando vi as resenhas sobre ele. Eu não costumo me fixar nas sinopses dos livros, mas se algo me atrai nessa obra e que me faz suspirar de vontade para lê-la é a inovação que parece vir acompanhada nessas páginas. Sendo uma apaixonada por fantasia e com um espírito que adora novidades, tenho certeza que essa obra pode vir a si tornar uma de minhas favoritas.

6. 1% das intenções de voto: Essa é a hora de indicar aquele livro que ninguém conhece, mas você ama.

bentoEu amo os livros do André Vianco e muito embora muitas pessoas tenham ouvido falar dele, a maioria nem sequer leu o que é uma absurdo pois o autor tem um talento incrivel para criar histórias resgatando verdadeiramente o significado das mitologias vampirescas que conhecemos. Os livros da Trilogia Bento são uma prova disso. O primeiro é meu favorito, onde o autor surpreende a cada minuto criando uma história encadeada repleta de emoções.

7. Numa democracia, vence a maioria… Mas todos devem ser ouvidos! Deixe aquela sua opinião polêmica sobre o livro que todo mundo gostou, menos você 😉 

a culpa é das estrelasEu sou conhecida popularmente como do contra e é realmente incrível como eu sou capaz de gostar de obras que todo mundo odeia e detestar obras que todo mundo ama. Um bom exemplo disto é o livro A Culpa É das Estrelas do John Green que, apesar de não ter detestado, também não posso dizer que amei ou que me surpreendeu. Na verdade gosto apenas das últimas três páginas. O motivo do meu desamor é que a obra é um tanto resumível. Lê-la toda e ler a carta de Augustus dá no mesmo: a lição aprendida é a mesma. De modo que eu considero o resto bem desnecessário.

8. Quando o horário eleitoral rende boas risadas: Um livro que mais te divertiu do que qualquer outra coisa. 

Em Casa Para o Natal

Comprado em uma promoção das Americanas, Em Casa Para O Natal foi um livro super divertido que eu realmente não esperava rir tanto. A verdade é que tenho problemas com alguns livros que se dizem comédia, mas que quando eu leio fico com uma cara de taxo horrenda de ter lido errado. Mas a obra de Cally Taylor me fez rir a ponto de precisar largar a leitura e respirar. Apesar disso, o livro não pode ser considerado como além de divertido. E por isso ele é apenas divertido acima de qualquer outra coisa.

9. Mandato de 4 anos: Se você fosse obrigado a escolher um único autor para ler nos próximos 4 anos, quem seria? 

Harlan.JPGHarlan Coben hoje, Harlan Coben amanhã e Harlan Coben para sempre! Brincadeiras a parte, do norte-americano sempre figuram entre os mais lidos de um determinado ano para mim. Além disso, poucas são as obras de Harlan que me decepcionaram e já passei da casa dos 20 da leitura de exemplares de sua autoria. Harlan é genial, e eu leria somente suas obras por quatro anos com muito prazer.

10. É golpe! Se um vilão literário tomasse o poder do país, quem você gostaria que fosse e por quê? 

sombra e ossosO Darkling. Primeiro, porque eu sou apaixonada por ele logo seria sua primeira dama (Ha!). Segundo, porque acredito em parte nas suas motivações para querer tomar o poder de sua terra natal. O Darkling, ao contrário de muitos vilões, não é um louco que deseja poder, ele deseja algo mais com aquilo, o que torna sua busca válida, muito embora seja errônea. E terceiro, eu já disse que sou apaixonada pelo Darkling????

11. O discurso perfeito: Parece que esse livro foi feito para me agradar! 

a cidade muradaTentando não citar os mesmos livros de sempre, esse ano li A Cidade Murada da Ryan Graudin e lembro de ficar impressionada pela obra que não me saiu da cabeça pelos dias seguintes. Narrada em contagem regressiva, o livro mostra como seria um mundo sem regras dominado pelo crime. Mas acredito que o que tenha mais me impressionado na obra, foi o fato de se passar em um lugar que existiu de verdade, dando ainda mais força e realidade ao que estava sendo contado.

12. Que debate! Dois personagens de livros diferentes que você gostaria de ver juntos na mesma história. 

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Artista desconhecido

Como sou nostálgica, eu gostaria de ver um encontro de Harry Potter e Percy Jackson, trabalhando juntos contra forças mágicas e mitológicas. Na verdade esse encontro eu desejo desde que li o livros de ambos e sempre achei que fosse muito possível. E francamente, não deve ser muito difícil promover um encontro assim considerando quem eles são certo?? Harry, aparate e Percy, voe.

13. Voto é secreto! Mas eu sei que tu quer contar o spoiler daquele livro pra todo mundo! hahaha Mostre o livro e nos conte, mas seja discreto e não esqueça de deixar a LETRA EM BRANCO, ok?

corte de asas e ruinaComentário sobre uma das cenas finais de Corte de Asas e Ruína. Selecione a entre os emojis para ver ➡ Sabe Sarah, se você não ia realmente matar o Rhysand não precisava daquela coisa toda. Quer dizer, todo mundo sabia que ele não ia morrer e com certeza você poderia encontrar uma cena diferente para mostrar o arrependimento do Tamlin. Sendo sincera, foi clichê do modo ruim e eu senti uma certa vergonha alheia. Mas tudo bem! Acontece!!! ⬅ Que desabafo, obrigado tag pela oportunidade de fazer isso.

 

Então amores, essa foi a tag de hoje. Espero que tenham gostado. Em breve trarei mais algumas.

Beijos.

 

 

(Especial) Músicas Indicadas Por Soraya Abuchaim

Oii amores. Esse é o primeiro de dois especiais que vão rolar hoje aqui no blog com indicações de músicas para vocês ouvirem enquanto leem os livros da maravilhosíssima Soraya Abuchaim. Para tanto, as escolhidas pela autora são suas queridinhas e devo admitir que fiquei impressionada pelo bom gosto da autora. São músicas cheias de nuances que alternam entre o mais grave e o mais deixando o clima tenso. Foram dez eleitas e espero que gostem das escolhidas.

1. Would – Alice in Chains

2. I am mine – Pearl Jam 

3. Black – Pearl Jam 

4. The sound of silence – Disturbed

5. Toxicity – System of a Down

6. The Kill – Thirty Seconds to Mars

7. Paradise – Within Temptation 

8. The eagles flies alone – Arch Enemy

9. Tainted Love – Softcell

10. Zombies – Lacuna Coil

 

 

Então é isso amores, sei que o post de hoje foi curtinho, mas ele está bem mais para inspiracional. Inspirem em cada uma dessas músicas para escrever ou para ler. Semana que vem vou indicar músicas baseadas nas personalidades dos personagens da Soraya Abuchaim. Espero que tenham curtido.

Beijos.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.

| NOTÍCIAS | Projeto Bardos Está No Ar

Oii amores, tudo bem com vocês? Hoje é dia de uma notícia estrondosa que tenho certeza que vocês vão amar pois todos amamos histórias e bons contadores delas certo? O projeto Bardo foi criado por diferentes pessoas de diferentes mundos para contarem histórias com diferentes temas. Os Bardos se definem como “aqueles que, em meio ao caos do dia-a-dia, se dedicam aos contos. Temos nossos dias de luta, e nossas Noites de Bardo.”
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Encontre Os Bardos em seu:

🔸 Blog: Noite do Bardo.
🔸 Instagram: @Instabardos.
🔸 Facebook: Página dos Bardos.
🔸 Twitter: @noitedobardo.

Os Bardos também tem um blog separado para discussão e análises dos seus contos pelos seus leitores, o que eu achei bárbaro. Basta acessar o segundo blog deles chamado Clube do Bardo e fazer sua crítica ou sugestão aos quais eles aceitam numa boa. Não deixe de acessar.

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Particularmente, apesar de não ser fã de histórias para blogs por não achar que a plataforma foi feita para tal, fiquei encantada com a iniciativa. No Brasil encontrar bons contadores de história é muito difícil pois muitas vezes o dinheiro e a influência ganham do talento e os escritores que mereciam ficam a margem dos que estão mamando na fama. Contar histórias é uma tarefa difícil. Além de singelamente ajudar na divulgação desse projeto incrível, só posso dizer aos escritores Bardos que lhes desejo todo sucesso com muitas histórias por vir.

| RESENHA | Broken: Despedaçada – Tânia Dias

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? Mês passado, eu li o livro Broken de Tânia Dias que foi bem surpreendente. A história  bem desenvolvida me prendeu em um misto de romance e ação. Mas principalmente por ser uma trama que mostra bem como as pessoas podem evoluir ao perceberem como a vida é difícil e sua importância no mundo.
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Título: Broken: Despedaçada
Autora: Tânia Dias
Editora: Chiado
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob

SINOPSE: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

A dor funciona da mesma forma: só a sentimos quando temos tempo para, no frio silêncio do dia, pensar.

No mundo fantástico criado por Tânia Dias, os personagens e os elementos são o foco principal do livro. E mesmo assim, a autora não se perde com a trama principal que mostra a constante luta da princesa Alexia White em ajudar o seu povo em alimentá-lo e a reconquistar os reinos da garra do traidor. Um dos meus pontos favoritos da leitura foi justamente este. A capacidade que a autora teve de evoluir as duas histórias simultaneamente. Nunca nos saturando muito com um lado ou com o outro, e sim dando equilíbrio ao livro construindo assim uma aventura e um romance de tirar o fôlego.

Mas o que mais me conquistou na história foram os personagens principais. Ian é o típico mocinho bad boy que me arrancou suspiros durante toda a leitura. Com um humor ácido e uma certa arrogância, Ian é orgulhoso mas apaixonante. Tanto que atração é o que não falta no livro. Juntamente com Alexia, os dois protagonizam cenas que me fizeram ir da mais alta risada até o mais longo dos suspioros. Mesmo com a volta do noivo de Alexia, Aaron que esta disposto a lutar pela princesa e assumir seu lugar ao lado dela, torci por Ian e pelo seu sentimento por Alexia que a medida que o livro vai caminhando se torna mais forte.

Por falar em Alexia, a princesa foi a a minha personagem favorita muito embora minha relação com ela tenha sido de amor e ódio. Alexia era exatamente o oposto de uma heróina que eu gosto no início da trama. Mimada e bastante impulsiva, teve momentos que quis afogar a garota ou estapea-la. Me irritava bastante com ela, muito embora internamente ainda a entendesse. Alexia estava despedaçada pela morte de sua mãe, pelas suas novas responsabilidades, mas principalmente pela promessa de destino que não havia pedido. Apesar de tudo isso, a princesa não me descia até que comecei a notar uma gradual mudança de comportamento onde finalmente senti a personagem não somente amadurecendo como também se tornando uma herdeira digna pela força que começou a trazer.

Minha única ressalva vem por conta de algumas passagens que achei rápidas de mais e falta de construção maior em alguns personagens como Sophie, a melhor amiga de Alexia. Fora isto, foi uma leitura surpreendente e arrebatadora que me deixou ansiosa pelos próximos volumes. Eu super indico. Se você curte uma boa ficção fantástica irá amar.