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| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.

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| RESENHA | O Ódio Que Você Semeia – Angie Thomas.

Ler um livro que fala sobre preconceito no mundo intolerante de hoje é assustadoramente real. Tenho feito um punhado de leituras com esse tema durante os últimos meses e todos os livros me impactaram de alguma forma. O Ódio Que Você Semeia não foi diferente colocando-se entre os melhores. A história é um perfeito manifesto em virtude de todas pessoas que necessitam saber que suas vozes devem ser ouvidas.

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Título: O Ódio Que Você Semeia
Título Original: The Hate U Give
Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Saraiva || Submarino || Amazon

Thug Life era sigla de The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody, “o ódio que você passa pras criancinhas fode com todo mundo”

Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos – no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

A verdade gera uma sombra na cozinha; pessoas como nós em situações assim viram hashtags, mas raramente conseguem ter justiça. Mas acho que todos esperamos que essa vez chegue; a vez em que tudo vai acabar da forma certa.

O Ódio Que Você Semeia está entre as melhores leituras que realizei esse ano. Pensar em racismo, remete a pensar em que tipo de sociedade iremos deixar para nossos filhos visto quão perigoso o mundo está hoje e quem apoiamos para ocupar os cargos de poder. Pensar em racismo é ligar a TV e ver as notícias de atentados em todos os lugares do mundo ou crianças sendo ensinadas a odiar aqueles que lhe são diferentes. Ler um livro como de Angie Thomas é ver que tipo de legado estamos dispostos a deixar para trás.

— Todo mundo está com raiva porque Um-Quinze não foi acusado — explico —, mas também porque ele não é o primeiro a fazer uma coisa assim e se safar. Sempre acontece, e as pessoas vão continuar se rebelando até mudar. Então, o sistema ainda está semeando ódio, e todo mundo ainda está se fodendo?
Papai ri e me dá um soco na mão.
— Minha menina. Olha a boca suja, mas, é, é isso. E a gente nunca vai parar de se foder enquanto isso não mudar. Essa é a chave. Tem que mudar.

O Ódio Que Você Semeia foi um livro diferente do que eu esperava para ele. Quando leio livros que abordam temas mais pesados sempre penso que eles vão vir recheados de carga dramática sem alívios cômicos. Mas o livro de Thomas fugiu a regra ao se mostrar tenso nas horas certas e dramático nas horas certas, mas também fazer uso de uma linguagem fácil repleta de humor. Thomas conseguiu mostrar com perfeição que não é preciso ser pesado para falar sobre assuntos polêmicos, pois estes estão inseridos em todos os lugares de nossas vidas idependente de qualquer situação. Mais do que isso, Thomas cria um mundo adolescente real onde desenvolve uma narrativa que mistura a vida e a tecnologia. O mundo geek, o mundo nerd, o mundo que vivemos está representado dentro deste livro. Nunca antes eu tinha lido uma obra com tantas interações da internet ou citações atuais dentro de uma obra. É como se a autora colocasse para todos verem que o racismo pode estar em todas plataformas. Não nego que às vezes de forma um tanto forçada, sim, mas que definitivamente fazem sentido dentro do contexto do livro.

Papai alega que as casas de Hogwarts são gangues, na verdade. Têm suas próprias cores, seus esconderijos e estão sempre brigando umas com as outras, como gangues. Harry, Rony e Hermione nunca deduram um ao outro, assim como integrantes de gangues. Os Comensais da Morte têm tatuagens iguais. E veja Voldemort. Eles têm medo de dizer o nome dele. Falando sério,o papo de “Aquele Que Não Pode Ser Nomeado” é a mesma coisa quedar um nome de rua para ele. É coisa de gangue mesmo.

Os personagens são diferentes um dos outros de modo que não dá para confundi-los. Por uns, criei certa antipatia enquanto por outros sinto como se fosse amiga de infância. Tal dualidade me proporcionou maior proximidade com a história. Consigo enxergar ali as pessoas ao meu redor: a garota que tem medo, o homem que percebeu os erros do seu passado, a menina que por estar tão acostumada aquilo que não percebe suas atitudes racistas, a mãe… um irmão… um amigo… Tantos personagens com medos, aflições e alegrias diferentes que produziram efeitos variados de amor e ódio durante a leitura.

Mas é engraçado como funciona com os adolescentes brancos. É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.

Starr é uma personagem extremamente cativante. A garota é uma adolescente comum com à qualquer menina de sua idade. Mas com uma pitada que não existe à outras adolescentes fora do mundo “negro: Todas as garotas têm medo de apresentar o namorado ao pai, mas Starr tem que apresentar um namorado que acima tudo é branco; Todas as garotas sofrem com crise de autoconhecimento, mas Starr tem que aprender a ser uma pessoa diferente para não ser taxada como do gueto. Dessa forma, a medida que vamos nos afundando na vida de Starr e a conhecendo melhor, é possível entender o seu medo e o porquê de estar tão presa aos estigmas da sociedade. Não é fraqueza que a menina colocou em si mesma e sim uma barreira gigantesca que o mundo atira em suas costar. Starr poderia ser normal, se as pessoas não lhe olhassem diferente.

Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?

Os personagens secundários são igualmente cativantes. Começando pela família de Starr consigo perceber neles duas coisas: a primeira é a imagem inicial de que eles juntos são felizes e fortes como em um comercial de margarina. Sorriem e se apoiam sempre querendo o melhor e dando força um para o outro. Mas eu também percebo que esses personagens possuem uma carga dramática imensa para compor esse misto de felicidade exarcebaba e preocupações: O pai de Starr, Maverick foi preso e perdeu os primeiros anos do nascimento de sua filha além de ter tido um filho fora do casamento. Assim sua família teve que lidar com sua ausência em anos difíceis tendo o amparo de um tio para seguir em frente; Seven, meio irmão de Starr, tem que lidar com o fato de sua mãe namorar o chefe da gangue do bairro e ver elas e suas irmãs à mercê dessa situação. Dessa forma, ao mesmo tempo que Angie mostra situações difíceis, também ressalta como eles são uma família como qualquer outra. Como ser negros não significa que eles tem que ser uma família miserável, destruída e sem destino certo. Porque esse é apenas mais um estereótipo que a sociedade os envolveria.

Logo cedo, eu aprendi que as pessoas cometem erros, e você tem que decidir se os erros são maiores do que seu amor por elas.

Vale ressaltar também a evolução que Starr consegue ter no livro. Ela começa como uma personagem amedrontada para então se tornar uma personagem corajosa. Starr aprende como usar sua voz e os motivos pelos quais ela merece ser ouvida. Ela deixa para trás a dupla identidade para então se encontrar e ser à si mesma em seus dois mundos.

— Ter coragem não quer dizer que você não esteja com medo, Starr — diz ela. — Quer dizer que você segue em frente apesar de estar com medo. E você está fazendo isso.

Esse livro de Angie Thomas foi tudo que eu não esperava e mais um pouco. É sim uma das leituras mais gratificantes do ano. É um apelo para que todos nós percebamos por quais caminhos estamos percorrendo e demonstrando às nossas crianças. Um manifesto pela igualdade que nos deixa com raiva, emocionados e felizes. Mas principalmente que nos motiva a lembrar de Gandhi e sermos as mudanças que queremos e podemos ser no mundo.

Às vezes, as coisas dão errado mas o importante é continuar fazendo o certo.

| RESENHA | Fala Sério Mãe – Thalita Rebouças.

Oii gente tudo bom com vocês? A resenha de hoje sera do livro Fala Sério Mãe que li para a #MLi2017 e também para o Desafio Literário Cultura fazendo parte do item um livro de um escritor latino americano. Foi meu primeiro contato com a autora e já adianto que eu amei o modo com o qual ela conduziu a história que de certa forma é como uma coletânea de contos sobre a relação de mãe e filha embora tenha duas personagens específicas como centrais de todos esses contos.

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Título: Fala Sério, Mãe!
Série: Fala Sério! – Livro Um.
Autora: Thalita Rebouças.
Editora: Rocco
Ano: 2004
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Que ser mãe é padecer no paraíso a sabedoria popular já tratou de espalhar para todo o mundo. Mas… e quanto aos filhos? Será que não vivem lá o seu quinhão de martírio nessa relação.
Em ‘Fala sério, mãe!’, a autora Thalita Rebouças, com seu bom humor, apresenta os dois lados da moeda. Ao longo do livro são descritas as queixas e alegrias da mãe coruja, e um tantinho estressada, Ângela Cristina, em relação à filha primogênita Maria de Lourdes, a Malu, assim como as teimosias e o sentimento de opressão desta em função dos cuidados, muitas vezes excessivos, de sua genitora. Para retratar os dois pontos de vista, a autora lança mão do seguinte expediente – a primeira parte do livro, da gestação de Maria de Lourdes até seus treze anos, é narrada pela mãe, que, então, passa a palavra à filha de uma forma bastante inteligente e sensível.

As vezes ao ler alguns livros tenho a sensação de que deveria ter lido ele antes pelo simples fato dele ser maravilhoso. Com Fala Sério, Mãe! foi exatamente o que senti, pois mesmo sendo uma leitura de pouquíssimas horas o livro me tocou em vários pontos que eu não sabia ser possível. E já posso adiantar que em um futuro muito distante quando for mãe, será uma releitura obrigatória para aprender um pouco mais com meu (a) filho (a).

O livro tem uma leitura fluida. Daquelas que quando percebe você já terminou. Dona de uma escrita sem rodeios e direto ao ponto, Thalita Rebouças conta como é a vida de mãe e filha com dinâmica e bom humor. Muitas vezes vi minha mãe em Ângela Cristina e me vi em Maria de Lourdes. Notar essas semelhanças foi como ver uma parte da minha adolescência representada e entender pelos olhos de mamãe um pedaço da minha infância. Nenhum livro que retratava o laço entre mãe e filha me fez sentir algo parecido. Pois eu não só me senti representada, como também entendi dois lados de uma mesma moeda que também são lados da minha vida.

Ângela Cristina e Maria de Lourdes são personagens que simplesmente parecem existir de verdade assim como o universo ao redor delas. Ângela Cristina têm aquele ar sabichão protetor de mãe que no fundo — no fundo só quer o melhor para sua filha mostrando isso a garota através de erros e acertos que nos fazem lembrar que as mães são também seres humanos. Já Maria de Lourdes, ou Malu como prefere ser chamada — por algum motivo eu prefiro o original — é uma criança-adolescente-mulher que quer se firmar como adulta e responsável. Uma criança que quer mostrar responsabilidades mesmo tão pequena; uma adolescente que quer demonstrar maturidade mesmo sendo tão nova; uma mulher que quer demonstrar independência mesmo sendo tão dependente de sua mãe, porquê, uma das verdades que aprendemos na vida mas que só nos damos conta muito depois é que não importa quantos anos temos, é para nossas mães (ou pais, ou avós, seja quem lhe representa esse papel) que nós voltamos quando precisamos de acalento e uma direção.

Ler esse livro de Thalita Rebouças foi como resgatar um pedaço da minha vida. Mas principalmente foi como perceber mais uma vez o quão importante minha mãe é na minha vida e o quão ela me ama. É difícil pôr em palavras a verdade que esse livro me trouxe e o que eu espero que traga a qualquer um que venha lê-lo. É uma leitura maravilhosa que vale muito a pena ser valorizada como um livro perfeito.

| NOTÍCIAS | Projeto Bardos Está No Ar

Oii amores, tudo bem com vocês? Hoje é dia de uma notícia estrondosa que tenho certeza que vocês vão amar pois todos amamos histórias e bons contadores delas certo? O projeto Bardo foi criado por diferentes pessoas de diferentes mundos para contarem histórias com diferentes temas. Os Bardos se definem como “aqueles que, em meio ao caos do dia-a-dia, se dedicam aos contos. Temos nossos dias de luta, e nossas Noites de Bardo.”
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Encontre Os Bardos em seu:

🔸 Blog: Noite do Bardo.
🔸 Instagram: @Instabardos.
🔸 Facebook: Página dos Bardos.
🔸 Twitter: @noitedobardo.

Os Bardos também tem um blog separado para discussão e análises dos seus contos pelos seus leitores, o que eu achei bárbaro. Basta acessar o segundo blog deles chamado Clube do Bardo e fazer sua crítica ou sugestão aos quais eles aceitam numa boa. Não deixe de acessar.

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Particularmente, apesar de não ser fã de histórias para blogs por não achar que a plataforma foi feita para tal, fiquei encantada com a iniciativa. No Brasil encontrar bons contadores de história é muito difícil pois muitas vezes o dinheiro e a influência ganham do talento e os escritores que mereciam ficam a margem dos que estão mamando na fama. Contar histórias é uma tarefa difícil. Além de singelamente ajudar na divulgação desse projeto incrível, só posso dizer aos escritores Bardos que lhes desejo todo sucesso com muitas histórias por vir.

| RESENHA | Broken: Despedaçada – Tânia Dias

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? Mês passado, eu li o livro Broken de Tânia Dias que foi bem surpreendente. A história  bem desenvolvida me prendeu em um misto de romance e ação. Mas principalmente por ser uma trama que mostra bem como as pessoas podem evoluir ao perceberem como a vida é difícil e sua importância no mundo.
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Título: Broken: Despedaçada
Autora: Tânia Dias
Editora: Chiado
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob

SINOPSE: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

A dor funciona da mesma forma: só a sentimos quando temos tempo para, no frio silêncio do dia, pensar.

No mundo fantástico criado por Tânia Dias, os personagens e os elementos são o foco principal do livro. E mesmo assim, a autora não se perde com a trama principal que mostra a constante luta da princesa Alexia White em ajudar o seu povo em alimentá-lo e a reconquistar os reinos da garra do traidor. Um dos meus pontos favoritos da leitura foi justamente este. A capacidade que a autora teve de evoluir as duas histórias simultaneamente. Nunca nos saturando muito com um lado ou com o outro, e sim dando equilíbrio ao livro construindo assim uma aventura e um romance de tirar o fôlego.

Mas o que mais me conquistou na história foram os personagens principais. Ian é o típico mocinho bad boy que me arrancou suspiros durante toda a leitura. Com um humor ácido e uma certa arrogância, Ian é orgulhoso mas apaixonante. Tanto que atração é o que não falta no livro. Juntamente com Alexia, os dois protagonizam cenas que me fizeram ir da mais alta risada até o mais longo dos suspioros. Mesmo com a volta do noivo de Alexia, Aaron que esta disposto a lutar pela princesa e assumir seu lugar ao lado dela, torci por Ian e pelo seu sentimento por Alexia que a medida que o livro vai caminhando se torna mais forte.

Por falar em Alexia, a princesa foi a a minha personagem favorita muito embora minha relação com ela tenha sido de amor e ódio. Alexia era exatamente o oposto de uma heróina que eu gosto no início da trama. Mimada e bastante impulsiva, teve momentos que quis afogar a garota ou estapea-la. Me irritava bastante com ela, muito embora internamente ainda a entendesse. Alexia estava despedaçada pela morte de sua mãe, pelas suas novas responsabilidades, mas principalmente pela promessa de destino que não havia pedido. Apesar de tudo isso, a princesa não me descia até que comecei a notar uma gradual mudança de comportamento onde finalmente senti a personagem não somente amadurecendo como também se tornando uma herdeira digna pela força que começou a trazer.

Minha única ressalva vem por conta de algumas passagens que achei rápidas de mais e falta de construção maior em alguns personagens como Sophie, a melhor amiga de Alexia. Fora isto, foi uma leitura surpreendente e arrebatadora que me deixou ansiosa pelos próximos volumes. Eu super indico. Se você curte uma boa ficção fantástica irá amar.

| LIVROSOFIA | Porque é difícil indicar um livro?

Oii gente, como vão? Hoje é dia de post novo no blog que vem recheado de novidades para os próximos meses. No “Livrosofia”, como o próprio nome sugere, vou filosofar um pouco sobre os livros, leituras e leitores todo esse universo mágico que amamos! Serão posts que vão falar de tudo um pouquinho: desde a história de como foi surgindo os livros e o poder que eles tem, até as curiosidades mais loucas passando também pelas dificuldades, desafios e manias dos leitores. Espero que todos vocês gostem desses posts novos e se divirtam conosco.

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Para iniciar, vou começar com um tópico que a primeira vista parece bem estranho: dificuldades em indicar livros. Apesar quando sempre somos perguntados a famosa frase me indica um bom livro? temos uma obra na ponta da língua, é difícil saber ao certo se a pessoa se interessou ou não, ou se ela gostou ou não gostou mesmo modo que a gente. A não ser que você conheça bem os gostos de alguém, indicar é sempre um desafio, pois ficamos sempre pensando em que tipo de obra agrada aquela pessoa. Afinal de contas, todo mundo pensa diferente e gosta de coisas variadas (essa é a graça da vida, certo?).

Existem livros diferentes porque existem diferentes tipos de pessoa. A não ser que alguém seja um mundo de ecleticidade, ela não vai gostar de tudo que põe as mãos e os olhos. Os pontos que compõe o livro têm uma função diferente para cada leitor. Seja gênero, desenvolvimento, personagens e moral da história, cada um desses ítens irá ter um papel fundamental para a concepção do que é um livro bom ou não. A exemplo disto, pode-se afirmar que nem todos os leitores que gostam do gênero suspense suspense vão gostar de todas as obras que lêem. Pois, um leitor que gosta de um suspense que tenha bastantes ações a nível de periculosidade, dificilmente irá gostar de um suspense mais dramático onde a narração além de mais pesada é concentrada nos personagens e em seus sentimentos. Além disto, quem nunca encontrou aquele leitor que diz não gostar de uma obra famosíssima e ficou chocado por isso? Como alguém pode não gostar daquela obra que amamos com todo o coração?

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Cada um pensa de uma maneira diferente e ninguém é obrigado a seguir a regra da maioria e gostar de algo que esta fazendo sucesso. Nós somos formadores de nossa própria opinião pois é nosso cérebro e coração que estão trabalhando arduamente para entender os rumos de uma história. Mesmo que alguém nos indique uma obra fantástica, não significa dizer que precisamos gostar dela. Significa apenas que temos personalidade para ir contra a opinião. E a pessoa que indica o livro precisa saber que o receptor da indicação tem suas próprias nuances aceitando sua concepção final.

Dessa maneira, indicar um livro é uma tarefa ao mesmo tempo simples e complicada. Dizer o nome de uma obra boa é fácil, mas fazer com que ela surta o efeito esperado é difícil. Não digo que devemos deixar de indicar livros ou parar de pedir indicação, afinal de contas é isso que eu mesma faço neste blog para todos meus amigos. Mas informo que cabe aos que desejam uma indicação filtrar as palavras dos indicadores, para que encontre seu livro perfeito e não sofra decepções.

Bem gente. O post de hoje foi este, espro que tenham gostado, mês que vem tem mais um Livrosofia e em breve vou deixar a categoria clicável para vocês. Beijos!

| LISTA | Dez Livros Nacionais.

Ooi gente. Tudo bom com vocês? Mês passado teve um comentário super especial de uma leitora do blog, que está em projeto de leitura nacional, pedindo uma lista de livros com o tema. Como o pedido de vocês é uma ordem, eu a Keth do Parabatai Books vamos indicar Dez Livros Nacionais com livros diferentes nos nossos blogs. Então não esqueçam de ver a dela.

Para minha lista, como normalmente não leio nacionais e como também nem sempre os que leio acho indicaveis para todos os gostos, escolhi cinco livros que eu já li e mais cinco que eu pretendo ler até o final desse ano. Espero que gostem.

Vamos começar?

01. Até Eu Te Possuir – Soraya Abuchaim.

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Li este livro ano passado e mais um da Soraya que foi o A Vila dos Pecados este ano. Mas meu queridinho é o primeiro livro dela que me deixou em estado de choque. Se você esta procurando um suspense; este é o livro.

02. O Cobiçado – Mari Scotti.

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De todos os livros que tive a oportunidade de ler da Mari Scotti (Série Sonhos e Os Hallisons) esse livro é simplesmente o meu favorito. Amei o modo como a Mari conduziu a história, havendo não só amor, mas todos os tipos de sentimentos misturados com músicas, deixando assim a leitura maravilhosa.

03. Procura-Se Um Marido – Carina Rissi.

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Se não contar o Quando A Noite Cai que foi o último livro lançado pela autora, a Carina Rissi figura entre as que eu mais li e das minhas mais queridas. Sempre que estou querendo algo mais leve e perfeito recorro a ela. O livro que eu mais gosto da autora é Procura-se Um Marido. É um livro que fez muita diferença na minha fase inicial de leitora voraz e que eu carrego com muito amor no coração.

04. Bento – André Vianco.

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A trilogia Bento de André Vianco me tirou o fôlego. O engraçado é que eu nem esperava tanto do livro, pois como se trata de uma série de vampiros, podia jurar que seria uma porcaria (afinal, eu possui experiências bem ruins com tais livros). Mas o livro me surpreendeu três vezes seguidas. Quando pensava que nada maia poderia acontecer, o livro me pegava de jeito.

05. Terras Metálicas – Renato C. Nonato.

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Muitas pessoas nunca leram este livro e sinceramente não entendo o porquê. Terras Metálicas é um dos melhores livros nacionais que tive a oportunidade de ler. É uma distopia que mistura ficção científica com bastante ação. Achei o livro surpreendente de várias formas.

06. Confissões de Uma Garota Excluida, Mal-Amada E (Um Pouco) Dramática – Thalita Rebouças.

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Eu nunca li nada da Rebouças. Nem um conto, nem nada. Já pensei em começar com a série Fala Sério contudo nunca realmente peguei o livro pra ler. Esse Confissões… eu descobri através do canal Nuvem Literária assim como seu sucessor. Espero lê-lo em breve.

07. O Garoto Dos Olhos Azuis – Raiza Varella.

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A Raiza Varella é uma queridinha do instagram e tem certo tempo que venho namorando as capas da trilogia Encantados pelas fotos postadas. Além da capa maravilhosa, o livro parece ser emocionante.

08. Marcada À Fogo – Josy Stoque.

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Assim como Thalita Rebouças eu nunca li nada da Josy Stoque embora tenha algumas obras no Kindle. A autora escreve livros com pegadas eróticas. Gosto bastante de livros desse gênero, mas tem um tempo que nenhuma obra assim tem me agradado. Espero reverter isso com a série Os Quatro Elementos.

09. Jantar Secreto – Raphael Montes.

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Eu sou uma fã incurável de suspense e desde que descobri Jantar Secreto não consigo tirar ele de minha cabeça. Estou louca para comprar e fazer a leitura desse livro que parece divino.

10. Sábado À Noite – Babi Dewet.

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Esse livro está na minha lista há vários anos. Mas dessa vez eu irei lê-lo. Apesar de ser um pouco clichê, o livro de Babi Dewet me chama atenção. Acho que porque música em obras me faz sonhar um pouco mais e me sentir mais próxima da personagem.

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Então gente essa foi minha lista de livros nacionais. Espero que tenham gostado, pois eu amei escrevê-la. Não se esqueçam de ver a lista da Keth e de ficarem de olho nas nossas novidades.

Beijos.