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( Resenha ) A Rainha de Tearling – Érika Johansen – Livro Um.

Eu conheci A Rainha de Tearling através do Bookstagram. Muito embora não estivesse nas minhas considerações para este mês ou mesmo este ano, em uma leitora conjunta com a Keth (Parabatai Books), acabei pegando o livro e fiquei surpresa com a quantidade de história que existe sobre as páginas de Érika Johansen.

Título: A Rainha de Tearling | Título Original: The Queen Of Teaeling| Autora: Érica Johansen | Editora: Novo Conceito | Páginas: 352 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️| Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

transferir.pngSinopse: Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

Sempre que leio livros de fantasia ou distopia, que envolvem a criação de novos mundos seja desde o princípio seja com base na nossa sociedade atual, um dos pontos que mais me atraem é a história pré-narrativa: a história do antes que gera um agora e então um depois. À exemplo, temos pré-histórias sensacionais como em Divergente, Jogos Vorazes e A Maldição do Vencedor. Assim sendo, vocês devem imaginar minha grande felicidade ao perceber que a história de Érika Johansen envolve tanto do passado quanto do presente, para criar uma expectativa real do que se pode esperar no futuro.

A narrativa de Johansen prende do começo ao fim. Muito embora seja mais lenta, isso se deve ao fato de que a autora busca quase que constantemente dar ao leitor as bases de seu novo mundo, o que torna tudo mais fácil de ser compreendido quando chega o momento. Deve-se ressaltar que o mundo ao qual Kelsea vive é pós o nosso, muito embora percebamos uma grande regressão no que diz respeito à conhecimento e tecnologia. Eu mesma demorei a entender isso, e sem a densidade da narrativa, suponho que não teria compreendido.

Além disso, é admirável o trato que Johansen dá aos seus personagens em um sentido totalitário da história. Ninguém é cem por cento bom ou ruim, e até mesmo o poder é bem colocado entre a rainha de Tearling e quem a cerca. Essa estrutura narrativa me lembra George R. R. Martin e A Guerra dos Tronos, pois tanto Johansen quanto Martin contam a história de um reino e não de um personagem, muito embora para Tearling tenha um número reduzido de personagens em comparação.

Entretanto, o maior crédito da obra está na personagem principal e sua construção. Kelsea não é forte à princípio apesar de sua busca para ser amada pelo povo e assim se tornar digna de usar a coroa Tear muito alem do sangue. É uma personagem forte, intrigante e que trilha um grande caminho para conquista da anti-estima. E talvez isso tenha sido um grande marco na obra. A fixação que Kelsea tem com beleza que a torna diferente das protagonistas lindas e maravilhosas existem aos montes.

A Rainha de Tearling é um começo excepcional para uma trilogia que caminha para se tornar inesquecível. Um livro forte que trás ensinamentos sobre poder, mas principalmente sobre a coragem que devemos ter para alcançar aquilo que acreditamos.

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( Livrosofia ) Romances

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos dar continuidade a explicação dos gêneros românticos. O post de hoje será voltado aos romances antigos: clássicos, o histórico e  o de época. Embora muitas de vocês já devam saber a diferença básica entre eles, para quem está começando e não quer entender melhor a definição a ideia é ajudar. Espero que gostem do post, afinal, são alguns dos meus gêneros favoritos.

◆══════════●|| [ Romance Histórico ] ||●═══════════◆

segunda-guerra-mundial-historia-causas-e-consequenciasO Romance Histórico é assim definido por se passar antes da guerra do Vietnã ou da Segunda Guerra Mundial variando entre as editoras. O enredo será concentrado no desenvolvimento do herói e heroína, dentro de um cenário histórico popularmente conhecido que deverá surtir um efeito sobre esses personagens. O romance romântico fica caracterizado como uma trama ou uma subtrama a parte central da obra, o historicismo.

Assim sendo, torna-se fácil definir as obras que pertencem a essa categoria, pois o fator histórico é abrangente na trama. Mas para fazer a classificação podemos levar em consideração alguns pontos. O fato histórico deve ser o ponto de partida para a construção da ficção. Os personagens devem apresentar valores éticos e morais da época, ao passo que o autor deve procurar recuperar estruturas sociais, culturais, políticas e estilos referenciais ao passado. A narrativa é construída no tempo passado e as situações factuais devem ser legitimadas através de documentos e referências

a garota que voce deixou para trasA Garota Que Você Deixou Para Trás da escritora britânica JoJo Moyes tem boa parte da obra pertencente à essa categoria, pois tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, onde os personagens tem suas vidas modificadas por tal acontecimento. Os valores sociais da época também estão presentes e é certo afirmar quem sem o historicismo não haveria enredo. Mas é bom ressaltar que essa obra não é considerada do gênero completamente, pois foi combinada ao drama. O Tempo e O Vento de Érico Veríssimo é outro exemplo de romance histórico, pois o Terra-Cambará tem suas vidas e os costumes modificados pelos acontecimentos da guerra do Paraguai contra o Brasil.

◆══════════●|| [ Romance de Época ] ||●═══════════◆

moda feminina 1869O Romance de Época tem uma estrutura única. Não tem afinco com datas e nem faz referências à fatos históricos importantes. Muito menos se preocupa em mostrar como se comportava um povo em determinado momento, para questões além das factuais. Os livros desse gênero – em suma maioria – se destacam por aludirem a sociedade londrina no período vitoriano (de junho de 1837 a janeiro de 1901) valorizando a moda, etiqueta social, passeios comuns como jantares, festas, campos ou teatros.

nove regras a ignorar antes de se apaixonar

Entretanto, muito embora a primeira vista pareçam obras frívolas, essas obras costuma destacar a o casamento por conveniência, as amantes, as diferenças entre as classes sociais – nobres versus plebeus -, mas principalmente a fragilidade feminina que espelha as diretrizes atuais. Os romances da autora estado-unidense Sarah MacLean por exemplo, costumam ter protagonistas firmes que estão além das convenções sociais.

É interessante perceber que muitas autoras de romances de época utilizam como pano de fundo um mesmo ambiente, de modo que atitudes de um personagem influenciam diretamente na vida de outros. MacLean, por exemplo, escreveu três séries quase que complementares. A série Os Números do Amor se passa dez anos antes de O Clube dos Canalhas (onde duas protagonistas aparecem como coadjuvantes na anterior). que por sua vez se passa um ano antes da série Escândalos e Canalhas, onde uma de suas coadjuvantes devem estar presentes em sua próxima série Barenuckle Bastards.

◆══════════●|| [ Romance Clássico ] ||●═══════════◆

A determinação de um romance como clássico é variável e subjetiva. Sua principal diferença entre os outros gêneros, tanto dos aqui citados como dos demais literatos, é sua capacidade de ser atemporal. Se o romance histórico é assim definido por se passar em uma época anterior a do autor, o romance clássico será aquele que ultrapassa as barreiras do tempo tornando-se atual apesar de sua data de nascimento. Romance clássicos costuma ser celebrados por acadêmicos, críticos e professores, que mesmo se não gostarem da obra em seu cerne principal, as entendem como leituras obrigatórias para qualquer pessoa que pretenda alguma seriedade em relação a literatura e a história que a envolve.

orgulho e preconceitoPor certo, não cabe ao crítico considerar um Clássico superior aos outros, apenas ressaltar qualquer tentativa de esquecê-lo pois esse romance será base para a construção de outros (que podem ou não serem considerados superiores).

Dando um exemplo pessoal de tal entendimento, posso afirmar de modo categórico que não encontrei-me na leitura de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Entretanto, não posso afirmar que tal livro deva ser ignorado pois sua mocinha, Elizabeth Bennet, tem uma personalidade facilmente encontrada como inspiração dentro de outros enredos. Dessa maneira, um romance clássico é um produto de seu próprio tempo e das críticas sociais que seus livros refletem entre a realidades usada para contrapôr um cenário social e político da sociedade de determinada época. Ou seja, a literatura clássica serve para ensinar aos leitores algo a respeito de seu próprio mundo.

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Espero que tenham gostado. Beijos.

 

 

 

(Resenha) Anna e O Beijo Francês – Stephanie Perkins – Livro Um

Minha leitura de Anna e o Beijo Francês aconteceu de um modo inesperado. Primeiro dia do ano, e e eu estava procurando uma leituras mais simples, que me desse aquela sensação de conforto no peito. De modo que comecei este livro sem muitas expectativas e acabei saindo da p bem satisfeita.

Título: Anna e O Beijo Francês | Título Original: Anna and The Kiss French | Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito| Páginas: 268 | Ano:  2011| Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Anna e o Beijo FrancêsSinpose: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

– “É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?”

Se tem uma coisa que Anna e o Beijo Francês prova, é que um clichê quando bem escrito consegue deixar sua marca no coração dos leitores. Para tanto, o autor precisa entender que seu livro faz parte desse tipo de narrativa e não tentar criar situações mirabolantes. Nesse quesito, Stephanie Perkins consegue ir além do que todos esperamos, criando não somente um clichê de aquecer o coração, mas uma história de amor real que poderíamos encontrar se olharmos para o lado.

A narrativa de Perkins é bem-humorada, cheia de conflitos adolescentes. Muito embora o plot que dá início ao livro pareça inverosímel – todos nós ficaríamos muito felizes de arrumar as malas e fazer intercâmbio em Paris -, os motivos de Anna para não gostar da ideia tiveram uma ótima construção bem como a personalidade da protagonista da obra. De certa forma, Anna me lembra Lara Jean e o medo que parece sentir de estar com outras pessoas, fora do mundo que sempre conheceu. Dessa forma, além de nos depararmos com um livro que fala sobre amor, também encontramos uma obra sobre amadurecimento, para que Anna deixe de ter medo e passe a lutar por tudo aquilo que sempre desejou.

“Ele é Étienne. Étienne, como na noite em que nos conhecemos. Ele é Étienne; ele é meu melhor amigo. Ele é muito mais.”

Falando em romance, muito embora eu não tenha shippado loucamente os protagonistas, não posso negar que sua história foi muito bem construída, desde a paixão quanto as pessoas e os percalços que envolveram as bases dessa história. Não existe guerra entre mulheres (como foco principal, pelo menos), nem mesmo conversas banais. Cada momento do livro foi essencial para o próximo criando uma sucessão de acontecimentos que mantiveram um fluxo de simplicidade que realizam um feito inesquecível: o romance entre Étienne e Anna tornou-se palpável, crescente e intenso a medida que as páginas foram passando.

Anna e O Beijo Francês é uma obra memorável dentro de um gênero esquecível. Um livro de personagens imperfeitos e reais. O livro é belo a partir do olhar apaixonado de duas pessoas.

(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Trilogia Divergente de Verônica Roth

Que Divergente é uma das trilogias mais famosas do mundo todos nós sabemos. Lançada em 2014, onde o gênero estava em auge, Divergente foi uma série polêmica que arrecadou vários fãs ou causou o ódio em outros leitores. Além disso, também arrecadou grande bilheteria no cinema mundial, muito embora seus filmes tenham sido rejeitados pela maioria dos fãs. Hoje o Anatomia Literária irá desvendar os segredos por detrás das capas dessas obras.

Vamos começar?

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Capas
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A série Divergente se passa numa Chicago futurista, onde a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

30176050O primeiro livro que dá nome a serie principal tem a capa mais simples de todas. O fogo e o circulo representam Beatrice, e suas escolhas. Apesar de ter escolhido a Audácia, não está totalmente presa a facção, tanto que suas labaredas não permanecem apenas próxima do círculo. Abaixo dos créditos, temos uma visão da cidade de Chicago, que aparenta estar dominada pela paz. Contudo, basta olhar para o céu e perceber é uma ilusão. A medida que se fica mais alto, nuvens grossas de chuva aparecem como se fossem um prenúncio do que está por vir.

transferir Já no segundo livro, aparenta-se estar tudo muito claro. O simbolo da Amizade está em maior destaque, deixando subtendido o quão essa facção e esse sentimento serão importantes para Tris. Além de ser seu abrigo fora da cidade, a protagonista precisa confiar mais nos que a rodeiam. Tanto que podemos perceber que se cria uma grande espessura nas folhas, denotando o quão forte vão ficando tais amizades. A cidade de Chicago já não está em paz, mas coberta de névoa que representa a incerteza, contudo, desta vez há um brilho de esperança no céu entre as nuvens.

transferirNo último livro da trilogia, Tris se mostra apta a ser uma união de todas as facções. O símbolo central, apesar de ser apenas fogo e água, demonstra que Tris está pronta para amalgamar as facções e trazer paz a Chicago que já não aparece mais na capa, mas sim um local desconhecido responsável pelo experimento realizado na cidade. Dessa vez não existe mas um céu cheio de esperança e sim um céu que denota seu povo pela libertação.

O título Divergente significa aquele que não faz parte de um paralelo. Insurgente é aquele que se revela contra algo. E Convergente é aquele que se dirige para um ponto comum a um outro.

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Curiosidades
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❉ Veronica Roth lançou o primeiro livro em 2011, quando tinha apenas 22 anos. DivergenteInsurgente Convergente são os únicos livros da autora. As três obras entraram para a lista dos livros mais vendidos do The New York Times.

❉ A autora disse que sempre sabia qual seria o final de Tris, mas ainda estava um pouco incerta de como ela chegaria lá.


Espero que tenham gostado Corujinhas. Beijos.

 

 

(Especiais) Os Melhores do Ano – 2018

Oi, oi, oi Corujinhas. Animadas com o fim do ano? Eu estou, porque tenho algumas metas para o ano que vem, que dessa vez pretendo cumprir. Uma delas é a leitura de mais clássicos. Eu estudo literatura, nada mais justo que ler literatura. Além disso, em fevereiro vem novas categorias aqui no blog porque estou inspirada a produzir mais. 2019 deve ser meu ano! (Amém!)

Para a finalização  do ano, eu e algumas amigas resolvemos adaptar a Tag 50% (originalmente criada pela Chami do canal It That Chami) e fazer um grande resumão do ano. Vou deixar os links blogs participantes aqui embaixo, para vocês acompanharem e quem sabe adicionar novos livros às suas coletâneas.

1. Quantos livros você leu esse ano?

Foram 60 leituras ao todo. Engraçado que só em Janeiro e Fevereiro eu li um terço desses livros e nos outros meses dei uma leve procrastinada.

2. A melhor continuação que você leu em 2018.

Difícil, mas eu diria que foi os dois livros finais de A Maldição do Vencedor, principalmente pelo segundo livro (O Crime do Vencedor) que foi sensacional. A história abriu novas possibilidades, eu finalmente me apeguei a protagonista e comecei a shippar o casal. Isso é claro, se a gente não contar todos os jogos políticos que começaram a envolver o enredo e transformaram uma história simples em algo muito bem trabalhado.

a mensageira da sorte3. Algum lançamento do ano que você ainda não leu, mas quer muito.

Sinopse: Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte para alguns escolhidos. E o primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu novo vizinho e colega de classe, Leandro. O que Sam não sabe é que Leandro também é engajado nos protestos contra a corrupção da AlCorp, sem se preocupar com os riscos que possa correr ou com as chances que tem dado ao azar, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do Destino para protegê-lo. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do Destino se equilibre outra vez.

4. O livro que mais te decepcionou.

Corte de Gelo e Estrelas da Sarah J. Maas. Engraçado colocar a autora nessa lista quando no ano passado ela entrou nos melhores do ano passado. Mas podemos dizer simplesmente que o capitalismo falou mais alto e Maas entregou uma obra sem um pingo de história que, além de tudo, me fez perder o respeito e todas as formas de amor que tinha por Feysand. Nunca digo isso, mas sério gente, não leiam esse livro. Não destruam o que vocês amaram na série, por mais 200 páginas.

5. O livro que mais te surpreendeu.

A Cidade Murada do Ryan Graudin do qual eu realmente não dava nada. Mas vamos combinar que essa capa é horrível e a premissa da história não é das melhores. Contudo, em menos de um dia as quatrocentas páginas me consumiram e percebi toda a massa que envolve a obra. Foi um dos melhores livros de 2018. Sem tirar nem pôr.

6. A continuação mais esperada para o ano que vem.

Não será exatamente um lançamento do ano que vem apenas uma continuação que desejo ler, que é O Filho Dourado do qual a Danii (O Clube do Farol) me deixou ansiosa para a continuacao de A Fúria Vermelha. Espero gostar, ou vocês irão encontrar o corpo dessa blogueira flutuando em algum rio desconhecido por aí.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

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Marissa Meyer. Li As Crônicas Lunares esse ano e amei com todo meu coração (Thorne meu coração é seu!). Com certeza vou ler tudo que puder da autora. Uma escrita sensacional dessa, claro que não posso deixar passar.

8. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

A Keth (Parabatai Books) me presenteou com o livro O Cavaleiro dos Sete Reinos que tem uma linda capa, além de ser dura e ter uma edição bem fofa. Além disso, sou apaixonada por As Crônicas de Gelo e Fogo e foi bem especial ganhar essa obra dela.

9. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Thorne de Cress. Claro que teve outras leituras, mas ninguém fez meu coração bater tão forte quanto o capitão de Marissa Meyer. Ah gente, o que mais eu posso dizer? Só leiam esse livro por favor.

 

10. Seu personagem favorito mais recente.

Apesar de não ter gostado muito do livro em si, a Madeline de Tudo e Todas As Coisas foi bem simpática. Apesar de ser rodeada por uma especie de clichê, a coragem de Madeline assim como seu humor são emocionantes. Eu achei genial ver a construção da sua personalidade.

11. Um livro que te fez chorar nesse ano.

Como sempre estrelando na lista de lágrimas, A Força Que Nos Atrai da Brittainy C. Cherry foi uma história tocante sobre amor, perdão e sobretudo sobre se dar uma nova chance. Não é atoa que figura como o mais amado da série elementos. Brittainy nos mostra que amar é tudo que precisamos para conseguirmos encontrar a felicidade.

12. Um livro que te deixou feliz nesse ano.

Livros que me deixam feliz são aqueles que sempre me trazem coisas novas, idependente do seu peso ou leveza. Em Algum Lugar Nas Estrelas da Clare Vanderpool, foi um desses livros. A história é realmente linda, assim como as ideologias proposta pela autora. É um livro infantil, mas que demonstra esse tipo de literatura está aí para nos mostrar lindos horizontes.

 

13. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu em 2018.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei. O que dizer da Lara Jean e de Peter Kavinsky em carne osso? A Condor é uma fofa e não havia atriz melhor para interpretar nossa coreana favorita e o Noah já pode ganhar o prêmio de crush do ano. Ansiosa para a continuação ano que vem.

 

14. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Não chega ser uma resenha, mas o vídeo da Pam Gonçalves sobre o mercado editorial foi um dos mais impactantes do ano. Mostra como nossa cultura está em risco.

15. Alguma adaptação muito esperada para o ano que vem?

Alem de P. S. Ainda Amo Você não. Não sou de esperar adaptações, gosto muito mais de animações kk.

16. Quais livros você precisa ou quer muito ler no ano que vem?

Eu preciso ler os clássicos. Esse ano flopei minha meta de ler as séries pelo caminho, mas ano que vem quero ler pelo menos três clássicos. Os Miseráveis, Anna Karienina e O Tempo e o Vento. Se tudo der certo, O Conde de Monte Cristo entra na meta.

Insira uma legenda

17. O melhor livro que você leu esse ano.

Em 2018, O Conto da Aia foi uma leitura única. Margareth Atwood trouxe uma história encorpada dentro de um livro simples, que lembram a todas mulheres o quão importante é a luta pelos seus direitos fundamentais. No Brasil perigoso que vivemos hoje onde a intolerância unge nossa vida, lembrem-se de Offred e de sua coragem.

 

 

 

Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado dos meus melhores do ano. E me contem: qual o de vocês?

Beijos.

( Resenha ) Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de uma era indecente — Lennon Lima.

Oi Corujinhas. Há um mês recebi um pequeno presente adiantado de natal, por assim dizer. Fui convidada pelo autor Lennon Lima à ler seu livro, e muito embora não estivesse esperando nada para a obra, o livro foi surpreendente de maneira que jamais poderia esperar.

E também, assim que possível, avaliar o livro no Skoob e GoodRead, caso tenha perfil:

Título: Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente | Autor: Lennon Lima | Editora: Multifoco | Ano: 2018 | Páginas: 348 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️❤️  | Encontre: Goodreads | Skoob |Multifoco

Sinopse: “Jamais esqueceria o riacho de sangue que se formava.” E a Angústia veio a cair na Cidade do Caos. Revestida de carne humana e trajes civis. A carne, caucasiana. Os trajes, masculinos. O semblante? Banal. Estirada no capinal costeiro a um cemitério clandestino, é descoberta pelo coveiro de uma comunidade miserável assolada pelo poder paralelo. Ferida, mas não ensanguentada. Confusa, mas sã. Preocupada, mas determinada. Sem recursos, sem identidade, sem passado. Acolhida na casa do jardim de cadáveres, inicia busca para desvendar os mistérios que envolvem o seu passado e a causa de se encontrar em ambiente tão árido – e perverso. Conforme testemunha fenômenos perturbadores ao interagir com os habitantes da favela, descobre-se em uma jornada que excede os limites do consenso de realidade, que desafiará a sua aptidão de permanecer imune aos silvos ardilosos da loucura.

Existem certos livros que você não começa com muitas expectativas de ser surpreendido ou mesmo arrebatado. Ironicamente, esses livros por quem você não nutria esperanças são justamente os que se transformam nas suas melhores leituras. Isto porque somos abraçados por um ar de mistério em que a cada página só nos deixa sedento por mais. Angústia Na Cidade Do Caos é um desses livros. 

A escrita de Lennon Lima é um tipo de droga viciante. Muito embora eu tenha demorado para finalizar essa obra, isso se deve bem mais à minha vida universitária do que a qualquer lentidão promovida pelo autor. Na verdade, por ser um escritor recente, admito que não esperava encontrar uma escrita repleta de maturidade. Em meio à tantos conflitos (é bem acertado o título do livro), o Lima promove reflexões acerca de si mesmo não apenas de seu protagonista como também ao leitor. Será que nós também não ignoramos nossa própria existência ao mesmo tempo que fingimos não nos importar com o futuro? Eis a questão.

Dessa maneira, a história corre em uma velocidade de compassada que denota um certo dinamismo atípico. O protagonista é a peça central da metade de um enredo, onde este vai muito além de uma pessoa, sendo construído sobre passagens que poderiam ser muito bem reais, criados para causar frisson no leitor. E muito embora o autor deixe claro que se trata de uma obra de ficção, não pude deixar de pensar em como a realidade caótica do nosso mundo é exposta nessas páginas. Os personagens são movidos por desejos pessoais, principalmente ambição e egocentrismo. Como não enxegar neles o mal que tanto aflinge nossa humanidade? São questões muito bem trabalhadas por Lennon, que parece não tentar expô-las num ato de brilhantismo; mas que surgem naturalmente à medida que seu protagonista e seus diversos personagens se emaranham à trama.

A chave de ouro, contudo, está no brasileirismo do livro. Toda vez que leio uma obra de um autor brasileiro, costumo reclamar de certas apropriações culturais de outros países. Dessa forma, imaginem a minha alegria o pegar um livro brasileiro que tem um cenário bem nosso e uma linguagem ainda mais nossa? Foi incrível me deparar com tanta cultura, tanta vida tão próxima de mim nessas páginas.

Eu gostaria de falar mais sobre os personagens, mas acredito que isso deva ficar para o livro dois (é uma trilogia “VIVAS”). Afinal não quero estragar para vocês o que considero ser um dos pontos mais importantes: a diversificação dos personagens e suas múltiplas facetas em si mesmos. 

Angústia Na Cidade Do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente é uma obra surpreendente que vai te deixar no limite das suas próprias resoluções. Não poderia ter finalizado as resenhas de 2018 de uma maneira melhor. Uma obra sensacional que nos mostra como somos efêmeros às nossas próprias convicções.

(Tag) Primavera, Romance de Época

Olá Corujinhas. Passeando pelos blogs que mais gosto, encontrei essa tag no Balaio de Babados criada pelo instagram @euli_voutecontar. Como eu adoro romances de época e mesmo sendo época de Halloween não consegui deixar de responder. Espero que gostem.

entre a culpa e o desejoA flor da temporada → A melhor mocinha dos romances de época.

Phillippa Marlbury de Entre A Culpa e o Desejo ganhou meu coração e não é segredo para ninguém. Pippa é uma mulher que está fora dos padrões sociais mas que não se deixa abalar por isso. Ela tem plena consciência de quem é do que deseja, não se colocando para trás pelas dificuldades que as pessoas lhe impõem por ser mulher. Pippa é uma guerreira de todas as formas que consigo pensar, mesmo naquilo que parece mais improvavél

era uma vez no outonoAh! Os jardins… → Um livro com uma cena inesquecível de um casal nos jardins.

Marcus e Lillian em protagonizaram uma de minhas cenas favoritas no jardim das borboletas. O engraçado que não sou uma pessoa romantica, mas a cena me fez – literalmente – suspirar. Muito embora Marcus tenha acabado com o clima no final, as palavras ditas pelos dois nos jardins são lindas e de certa forma é o primeiro passo para que eles se entreguem a paixão. Se você não leu a série As Quatro Estações do Amor eu super recomendo. É sensacional.

simplesmente o paraisoBem me quer, mal me quer → Um livro onde o casal, ou um dos dois, fica indeciso sobre os sentimentos do outro.

Então… Todo casal (ou a maioria) dos romances de época passam por essa era de indecisão, e para mim, algumas vezes soa bastante irritante. Por isso minha escolha vai para Marcus e Honória de Simplesmente O Paraíso. Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas, mas essa indecisão do casal foi um ponto bem (mas bem!!!) negativa para a obra.

o principe dos canalhasO cravo e a rosa → Um livro com casal brigão.

A Jessica de O Príncipe dos Canalhas teve uma atitude bastante radical contra Lorde Dain. Até mesmo fico com certa pena do Dain (ou não). Além disso, elejo esses dois por toda trajetória que tiveram no livro bem cão e gato desde a hora que se conheceram até, praticamente as últimas páginas. Esse livro eu quase não menciono, mas indico muito a leitura.

a caminho do altarGirassol → Um mocinho que faça um lindo gesto de amor.

Gregory Bridgeton é com certeza um dos mocinhos mais apaixonados dos romances de época. Em A Caminho do Altar, Gregory faz um gesto de amor por Lucinda. Na verdade, o cara faz vários quando se dá conta dos seus sentimentos pela moça. E cada um é mais emocionante que o outro.

nove regras a ignorar antes de se apaixonarO perfume das flores → Melhor livro de romance de época da sua estante.

Sem duvidas, Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar é meu livro favorito, não somente nos romances de época como também um dos melhores na vida. Sarah MacLean é minha escritora favorita e isso deve ao fato de seus livros serem dotados de feminilidade e força. Mas em Nove Regra, McLean consegue ir a além disso de maneira exponencial. Todos os personagens conseguem ir muito além do que aparentam. Sem contar que o romance entre Callie e Gabriel é um dos mais bem construídos.

47523ba95be7fe4f99a235f04324f53e.jpgSemeando flores → Indique uma autora de romance de época.

Indico a Julia Quinn por sua diversidade na escrita. Muito embora Sarah seja minha favorita, a Quinn consegue não se prender as densidades. Seus livros podem ir do mais dramático ao mais hilário sem perder o tino. E se serve de dica ainda maior, a série Os Bridgertons será adaptado para a Netflix.

uma noite para se entregarNem tudo são flores → Um romance de época que te decepcionou.

Tessa Dare em Uma Noite Para Se Entregar foi completamente enfadonha, para não dizer extremista. Muito embora eu goste de histórias a frente do tempo, algumas situações foram completamente fora da casinha que não condizem nem sequer com o nosso. Não sei se pretendo ler mais da autora futuramente, contudo, posso dizer que ela vai precisar se superar para conseguir meu voto.

Paisagismo → Uma capa linda, perfeita, impecável.

segredos de uma noite de verão

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Então é isso Corujinhas, espero que tenham gostado da tag de hoje.
Beijos.

(Tag) E(leitores)

Oi amores, como vão? A TAG de hoje eu vi no blog Caverna Literária e como eu achei super divertida vou trazê-la para vocês. Além disso, do tempo propício para respondê-la, eu percebo que essa TAG também nos faz lembrar do verdadeiro significado das eleições que é o direito a opinião onde muitos de nós temos esquecido disto nos últimos tempos.

Vamos começar?

1. Eleições 2018: O melhor livro e o melhor personagem de 2018 (até o momento)

pequenas grandes mentirasPequenas Grandes Mentiras que li no começo do ano se mostrou insuperável. A narrativa de Liane Moriarty foi sensacional, carregada de personagens reais que não somente me fizeram apaixonar pela obra, como me mostraram o significado de ser mãe e ser mulher em um mundo dominado pela força esmagadora da dependência masculina. entre a culpa e o desejo
E a melhor personagem, sem sombra de dúvidas foi Phillippa Malrbury do livro Entre A Culpa e o Desejo da Sarah MacLean. Sou apaixonada por romances de época, mas principalmente por mocinhas fora do padrão que não estão nem aí para isso. E por Pippa foi exatamente assim e muito mais. Chega ser difícil expressar o quanto sou apaixonada por quem ela é.

2. Promessas vazias: O livro tinha uma capa linda, uma premissa maravilhosa, só recebia elogios, e no entanto… 

jogador numero 01O Jogador N° 1 do Ernest Cline foi bem decepcionante. Engraçado que na época que havia gostado, mas então fui pensando cada vez mais sobre o assunto e percebi que só o que vale nessa obra é a nostalgia. Porque apesar do Ernest ter uma grande história em mãos, ele acabou se perdendo na sua desenvoltura, que se tornou um tanto procrastinada e sem direcionamento certo. De certo modo, foi uma perda de tempo.

3. Essa causa eu apoio! Um livro que aborda uma temática que você acha importante.

antes de casarO livro da Bárbara Machado, Antes De Casar toca em uma das temáticas que eu mais teclo nos últimos tempos. As mulheres, os homens, todos como sociedade vemos entender nossa importância para além de outras pessoas. Devemos pensar primeiramente em quem somos como indivíduos antes de nos vermos em relacionamentos. Ser feliz depende muito mais do amor que temos por nós mesmos que pelas outras pessoas.

4. No meu governo… Qual clichê literário você proibiria na “Constituição dos Autores”?

peça-me o que quiserPeça-me O Quiser de Megan Maxwell. Até hoje não consigo entender como a autora se prestou a escrever um livro tão sem conteúdo. Não é só porque você escreve hot que seu livro inteiro deve ser focado nisso. Mas o pior de tudo foi a mocinha que não tem um pingo de autoestima e se presta a papeis que me davam vergonha alheia de simplesmente estar lendo aquilo. Foi o último livro que li porque havia começado e com certeza essa foi a melhor lição do livro: ler somente aquilo que me faz bem.

5. Voto de confiança: Um livro que você ainda não leu, mas acha que tem grandes chances de favoritar.

os criadores de coincidenciasOs Criadores de Coincidências da Yoav Blum está na minha meta desde o meio do ano quando vi as resenhas sobre ele. Eu não costumo me fixar nas sinopses dos livros, mas se algo me atrai nessa obra e que me faz suspirar de vontade para lê-la é a inovação que parece vir acompanhada nessas páginas. Sendo uma apaixonada por fantasia e com um espírito que adora novidades, tenho certeza que essa obra pode vir a si tornar uma de minhas favoritas.

6. 1% das intenções de voto: Essa é a hora de indicar aquele livro que ninguém conhece, mas você ama.

bentoEu amo os livros do André Vianco e muito embora muitas pessoas tenham ouvido falar dele, a maioria nem sequer leu o que é uma absurdo pois o autor tem um talento incrivel para criar histórias resgatando verdadeiramente o significado das mitologias vampirescas que conhecemos. Os livros da Trilogia Bento são uma prova disso. O primeiro é meu favorito, onde o autor surpreende a cada minuto criando uma história encadeada repleta de emoções.

7. Numa democracia, vence a maioria… Mas todos devem ser ouvidos! Deixe aquela sua opinião polêmica sobre o livro que todo mundo gostou, menos você 😉 

a culpa é das estrelasEu sou conhecida popularmente como do contra e é realmente incrível como eu sou capaz de gostar de obras que todo mundo odeia e detestar obras que todo mundo ama. Um bom exemplo disto é o livro A Culpa É das Estrelas do John Green que, apesar de não ter detestado, também não posso dizer que amei ou que me surpreendeu. Na verdade gosto apenas das últimas três páginas. O motivo do meu desamor é que a obra é um tanto resumível. Lê-la toda e ler a carta de Augustus dá no mesmo: a lição aprendida é a mesma. De modo que eu considero o resto bem desnecessário.

8. Quando o horário eleitoral rende boas risadas: Um livro que mais te divertiu do que qualquer outra coisa. 

Em Casa Para o Natal

Comprado em uma promoção das Americanas, Em Casa Para O Natal foi um livro super divertido que eu realmente não esperava rir tanto. A verdade é que tenho problemas com alguns livros que se dizem comédia, mas que quando eu leio fico com uma cara de taxo horrenda de ter lido errado. Mas a obra de Cally Taylor me fez rir a ponto de precisar largar a leitura e respirar. Apesar disso, o livro não pode ser considerado como além de divertido. E por isso ele é apenas divertido acima de qualquer outra coisa.

9. Mandato de 4 anos: Se você fosse obrigado a escolher um único autor para ler nos próximos 4 anos, quem seria? 

Harlan.JPGHarlan Coben hoje, Harlan Coben amanhã e Harlan Coben para sempre! Brincadeiras a parte, do norte-americano sempre figuram entre os mais lidos de um determinado ano para mim. Além disso, poucas são as obras de Harlan que me decepcionaram e já passei da casa dos 20 da leitura de exemplares de sua autoria. Harlan é genial, e eu leria somente suas obras por quatro anos com muito prazer.

10. É golpe! Se um vilão literário tomasse o poder do país, quem você gostaria que fosse e por quê? 

sombra e ossosO Darkling. Primeiro, porque eu sou apaixonada por ele logo seria sua primeira dama (Ha!). Segundo, porque acredito em parte nas suas motivações para querer tomar o poder de sua terra natal. O Darkling, ao contrário de muitos vilões, não é um louco que deseja poder, ele deseja algo mais com aquilo, o que torna sua busca válida, muito embora seja errônea. E terceiro, eu já disse que sou apaixonada pelo Darkling????

11. O discurso perfeito: Parece que esse livro foi feito para me agradar! 

a cidade muradaTentando não citar os mesmos livros de sempre, esse ano li A Cidade Murada da Ryan Graudin e lembro de ficar impressionada pela obra que não me saiu da cabeça pelos dias seguintes. Narrada em contagem regressiva, o livro mostra como seria um mundo sem regras dominado pelo crime. Mas acredito que o que tenha mais me impressionado na obra, foi o fato de se passar em um lugar que existiu de verdade, dando ainda mais força e realidade ao que estava sendo contado.

12. Que debate! Dois personagens de livros diferentes que você gostaria de ver juntos na mesma história. 

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Artista desconhecido

Como sou nostálgica, eu gostaria de ver um encontro de Harry Potter e Percy Jackson, trabalhando juntos contra forças mágicas e mitológicas. Na verdade esse encontro eu desejo desde que li o livros de ambos e sempre achei que fosse muito possível. E francamente, não deve ser muito difícil promover um encontro assim considerando quem eles são certo?? Harry, aparate e Percy, voe.

13. Voto é secreto! Mas eu sei que tu quer contar o spoiler daquele livro pra todo mundo! hahaha Mostre o livro e nos conte, mas seja discreto e não esqueça de deixar a LETRA EM BRANCO, ok?

corte de asas e ruinaComentário sobre uma das cenas finais de Corte de Asas e Ruína. Selecione a entre os emojis para ver ➡ Sabe Sarah, se você não ia realmente matar o Rhysand não precisava daquela coisa toda. Quer dizer, todo mundo sabia que ele não ia morrer e com certeza você poderia encontrar uma cena diferente para mostrar o arrependimento do Tamlin. Sendo sincera, foi clichê do modo ruim e eu senti uma certa vergonha alheia. Mas tudo bem! Acontece!!! ⬅ Que desabafo, obrigado tag pela oportunidade de fazer isso.

 

Então amores, essa foi a tag de hoje. Espero que tenham gostado. Em breve trarei mais algumas.

Beijos.

 

 

(Especial) Músicas Indicadas Por Soraya Abuchaim

Oii amores. Esse é o primeiro de dois especiais que vão rolar hoje aqui no blog com indicações de músicas para vocês ouvirem enquanto leem os livros da maravilhosíssima Soraya Abuchaim. Para tanto, as escolhidas pela autora são suas queridinhas e devo admitir que fiquei impressionada pelo bom gosto da autora. São músicas cheias de nuances que alternam entre o mais grave e o mais deixando o clima tenso. Foram dez eleitas e espero que gostem das escolhidas.

1. Would – Alice in Chains

2. I am mine – Pearl Jam 

3. Black – Pearl Jam 

4. The sound of silence – Disturbed

5. Toxicity – System of a Down

6. The Kill – Thirty Seconds to Mars

7. Paradise – Within Temptation 

8. The eagles flies alone – Arch Enemy

9. Tainted Love – Softcell

10. Zombies – Lacuna Coil

 

 

Então é isso amores, sei que o post de hoje foi curtinho, mas ele está bem mais para inspiracional. Inspirem em cada uma dessas músicas para escrever ou para ler. Semana que vem vou indicar músicas baseadas nas personalidades dos personagens da Soraya Abuchaim. Espero que tenham curtido.

Beijos.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.