Arquivo da tag: j. k. rowling

(Algo à Ver) A Favorita – Yórgos Lánthimos

Lançado ano passado com grandes repercussão na mídia, A Favorita é um filme extraordinário que critica a realeza britânica do seculo XVIII. Sem cair no historicismo comum as películas do gênero, Yórgos Lánthimos conduz um espectral de cores e ilusões para demonstrar a riqueza da futilidade da corte da rainha Anne.

Título: A Favorita | Título Original: The Favourite |Diretor: Yórgos Lánthimos | Distribuição: Fox Searchlight Pictures | Elenco: Emma Stone, Olivia Colman e Rachel Weisz | Duração: 1h44m| Ano: 2019| Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

250px-The_Favourite (1)Sinopse: Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill (Rachel Weisz), a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única de voltar a ser uma lady da sociedade. Em um jogo de gato e rato, as duas vão brigar pela preferência da rainha e os privilégios que vem com ela. 

Eu sempre gosto de ver os filmes indicado ao Oscar depois das premiações. Diferente de todos os seres humanos que conheço, acho mais produtivo assistir após os comentários pois me mantenho mais atenta aos detalhes do filme. O que, para o caso de A Favorita, foi realmente muito bom. Talvez, se já não tivesse tantos detalhes colocados à minha frente, minha experiência não teria sido tão maravilhosa.

favouriteAinda não havia assistido nenhuma composição de Yórgos Lánthimos, mas fiquei encatada com o magistério de sua direção. A fotografia do filme é impecável, dentro de um estilo barroco pelas suas constantes dualidades. O claro e o escuro conversam entre si, onde nem mesmo ambientes com grandiosas janelas iluminam os cantos. Isto ajuda a definir um pouco da trama que tem como foco demonstrar a obscuridade das relações entre os membros da corte.

Com um papel solene, Rachel Weisz brilha na pele da inexorável Sarah Churchill. Engradecida pelas vestimentas e porte, Rachel oscila entre as peculiaridades da personagem ganhando destaque por sua evolução. Não atrás, Emma Stone como Abigail Hill (sua prima) demonstra porque de ser uma das atrizes mais promissoras de sua geração. Se no seu começo ela inicia como doce e ingênua, no fim está forte e implacável disposta a tudo para conseguir o que deseja.

Mas se alguma das atrizes deve ganhar o destaque pela atuação será Olivia Colman (Rainha Anne). Apesar da sua limitação à uma cadeira de rodas e dos poucos ambiente aos quais aparece, Colman imprimi no telespectador um sentimento de inquietude, raiva e pena ao mesmo tempo. Suas atitudes são controversas ao mesmo tempo que fazem sentido quando entendemos a necessidade de Anne em ser amada.

the_favourite_1-5968624Dessa maneira, o filme se equilibra entre o que as primas rivais são capazes de fazer para lhe conquistar Anne e sua moral duvidosa dos membros da corte. Pois muito embora possamos perceber o trabalho de Lánthimos para criar um cenário luxuoso, o contraste com as palavras ácidas e de baixo calão da corte demonstram grandes enlaces de futilidades.

Os nobres estão mais dispostos a saciar seus desejos do que entender as necessidades do povo. Entre eles, Nicholas Hout como Harley consolida esse espectro. Seus entraves são feitos para mostrar poder, não por qualquer tipo de preocupação com o país.

A Favorita tem o fim alongado em demasiado, mas isso não atrapalha o sentimento que atinge o espectador ao final através de cada uma das personagens. Abigail nos mostra como é perigoso ter tudo que desejamos, enquanto Sarah é o ponto principal de força feminina entre as três protagonistas. Entretanto, será de Anne o principal mote: o quão imperfeitos nós somos principalmente se devastados pela dor.

| Personalidades Exemplares | J. K. Rowling.

image

Não tinha como eu começar a falar tão abertamente sobre meus autores favoritos sem que J. K. Rowling figurasse como a primeira. Sem dúvida alguma da autora da Série Harry Potter com certeza é a minha favorita. Foi ela que me iniciou no mundo da leitura voraz. Foi ela que abriu meus horizontes para ler livros que fazem toda a diferença na minha vida. Além disso, Rowling é um exemplo de superação. Ela nos mostra que se você quer alguma coisa, não deve ligar para os nãos, mas para o sim, pois é ele vai vir algum dia.

image

Johanne Rowling nasceu em 31 de Julho de 1965 na cidade de Yates no Reino Unido. Sempre rodeada por histórias e escrituras, Rowling cresceu e se casou com Jorge Arantes com quem teve uma filha chamada Jessica. Em um curto período porém, Jo viu sua mãe morrer e depois passou pelo divórcio. Além disto, Johanne passou por uma crise financeira que quase a levou a falência. Empobrecida e com uma filha para criar, Rowling teve a ideia para escrever sua mais célebre história a caminho de casa dentro de um trem enquanto estava em uma viagem de Manchester para Londres, imaginando um jovem garoto estudando em uma escola de magia. Mas foi somente em 1995 que Johanne finalizou seu primeiro romance Harry Potter e a Pedra Filosofal. Analizado por especialistas em escritos, o livro passou por 12 editora que recusaram o manuscrito. Até que um ano depois, quando a filha de oito anos do editor da Bloomsbury exigiu ao seu pai que lhe entregasse o próximo capítulo, que o editor viu que o livro teria boas chances no mercado decidindo publicar o livro. Mas havia uma condição: Rowling deveria usar apenas as inciais de seu nome porque os garotos não se interessariam pela história de uma mulher. Ela aceitou e adicinou o nome de sua vó Kathleen ao seu, assumindo assim o pseudônimo J. K. Rowling que a tornaria a primeira escritora a se tornar bilionária com seus livros.

De todas as maneiras em que eu posso começar a falar sobre J. K. Rowling vou começar pela mais fácil: seus livros. Durante todos os livros escritos pela autora nos deparamos com situações que nos remetem amor, ódio, felicidade e tristeza. Rowling reflete os sentimentos da vida real em seus personagens. Nos vemos nerds em Hermione, engraçado em Rony, sobrevivente como Harry e pensativos como Dumbledore. Tentamos nos redimir como Snape, mas as vezes podemos ser tão arrogantes como Voldemort e tão enxeridos como Skeeter. Somos anormais como Luna, desajeitados como Neville, protetores como Lílian e cuidadoras como Molly. Poderia falar o dia inteiro sobre cada qualidade que J. K. colocou em seus personagens e em como elas podem ser enxegardas no mundo real. Isso torna sua obra prima porque nos dá um ar de realidade onde mesmo não estando presente fisicamente em Hogwarts o sentimos ao nosso redor. Então como não ver Rowling com a brilhanteza que ela apresenta? Como não sentir o amor presente em cada palavra mesmo que não seja dito de modo explícito? Porque ela não precisava. Johanne conseguiu transmitir à cada ponto do livro os sentimentos que transbordavam. Isso faz dela sensacional.

image

Mas digamos que você nunca tenha lido Harry Potter, Morte Súbita e seu outros livros da autora assinados como Robert Galbraith. Ou digamos que você tenha lido (ou assistido né) e tenha odiado a história o(a) diferentão(ona). Convenha comigo que ainda sim J. K. Rowling é uma sensacional. Não porque ela escreveu a serie mais vendida da história, mas simplesmente porque ela não desistiu depois de tantas negativas. Ela correu atrás mesmo quando as coisas pareciam ser o fundo do poço. Rowling conseguiu vencer até quando tudo estava contra ela.

E ainda, depois de toda a fama e dinheiro, Rowling não deixa nenhum leitor na mão. Na medida do possível, ela responde seus fãs no twitter e nas redes sociais. Porque enquanto houver um fã batendo seu coração por suas obras, elas nunca morreram. Elas serão eternas. Always.

image