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| Resenha | A Queda – Marcelo Pereira Rodrigues.

Olá Corujinhas! Na última resenha do ano trago para vocês mais um livro que mistura filosofia com realidade do autor brasileiro Marcelo Pereira Rodrigues. Com profundidade, o autor explora o caminho que o amor toma para redimir os homens, lhes dar sentido à vida e entender o que nos faz completos. 

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Título: A Queda.
Autor: Marcelo Pereira Rodrigues.
Páginas: 362
Ano: 2017
Editora: MPR Edições.
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

SINOPSE: O lançamento do livro de Gregório é o ponto de partida da trama, aliás, o momento que se encontram alguns dos principais personagens. Ali presentes para tratar do sentido da vida passam do debate teórico suscitado pela ocasião do lançamento real de existir. Entre os temas que cruzam a vida dos personagens, uma crítica a religião, uma reflexão sobre o suicídio e questões relativas as transcendências. Todos os temas existencialistas trazidos ao romance com a leveza possível porque tocam questões de enorme profundidade. Os relacionamentos sexuais estão presentes na trama e aparecem com força e intensidade como nas outras obras do autor.

É preciso provocar um mundo que está em escombros. Pensar as coisas não apenas como o fato de que teremos que trabalhar amanhã, comermos amanhã, nos deitarmos amanhã. Pensar sobre as mesmas coisas, refletir sobre a nossa existência, procurar um sentido para a vida.

Para ler Marcelo Pereira Rodrigues você precisa entender logo de cara que o autor não tem foco em romances e aventuras, mas sim nos questionamentos da vida. Comecei A Queda com ansiedade pela ótima leitura que eu havia feito com Corda Sobre O Abismo. E posso dizer que as indagações que o autor propõe assumem um caráter maior pela grandeza com qual são colocados.

A Queda apresenta contextos que de primeira soam artificiais pela brevidade com o qual cada aspecto é tomado. Fiquei encucada com o propósito da primeira cena: ela nos apresenta diversos personagens e suas aflições, para então ser finalizada sem nenhuma resposta explícita, o que me deu necessidade de entender mais sobre todas aquelas personas. Dessa forma, o livro é envolvente desde o seu princípio pois a medida que avançamos na leitura nos encontramos novamente com os personagens não somente para entendê-los, mas para também e principalmente questionar os acontecimentos junto com eles.

E são suas personagens que dão a obra um ar excepcional, pois as situações colocadas estão dentro do comum e da medida do possível. Marcelo enreda por um caminho onde expõe que nas coisas mais simples da vida estão os maiores porquês. Nos brindando com personagem complexos que possuem medos e desejos. Dessa forma, foram bastante palpáveis os diálogos criados na obra. Para cada persona, suas falas fluíam de modo diferentes pois nós somos seres humanos diferentes. E em vários momentos me enxerguei dentro de alguns deles: na timidez, no falta de interação social, na culpa do que não se tem culpa… Isto me proporcionou uma experiência de encontrar na obra perguntas que nunca soube fazer.

Essa é uma obra para levantar questionamentos, não para construir respostas. Marcelo Pereira Rodrigues constrói su’A Queda como uma forma de fazer seus leitores recriarem seus olhares sobre aquilo que chamam tão levianamente de vida. O que nos faz donos de nós mesmos e quais caminhos precisamos trilhar para encontrar a verdade sobre a nossa existência.

| LIVROSOFIA | Porque é difícil indicar um livro?

Oii gente, como vão? Hoje é dia de post novo no blog que vem recheado de novidades para os próximos meses. No “Livrosofia”, como o próprio nome sugere, vou filosofar um pouco sobre os livros, leituras e leitores todo esse universo mágico que amamos! Serão posts que vão falar de tudo um pouquinho: desde a história de como foi surgindo os livros e o poder que eles tem, até as curiosidades mais loucas passando também pelas dificuldades, desafios e manias dos leitores. Espero que todos vocês gostem desses posts novos e se divirtam conosco.

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Para iniciar, vou começar com um tópico que a primeira vista parece bem estranho: dificuldades em indicar livros. Apesar quando sempre somos perguntados a famosa frase me indica um bom livro? temos uma obra na ponta da língua, é difícil saber ao certo se a pessoa se interessou ou não, ou se ela gostou ou não gostou mesmo modo que a gente. A não ser que você conheça bem os gostos de alguém, indicar é sempre um desafio, pois ficamos sempre pensando em que tipo de obra agrada aquela pessoa. Afinal de contas, todo mundo pensa diferente e gosta de coisas variadas (essa é a graça da vida, certo?).

Existem livros diferentes porque existem diferentes tipos de pessoa. A não ser que alguém seja um mundo de ecleticidade, ela não vai gostar de tudo que põe as mãos e os olhos. Os pontos que compõe o livro têm uma função diferente para cada leitor. Seja gênero, desenvolvimento, personagens e moral da história, cada um desses ítens irá ter um papel fundamental para a concepção do que é um livro bom ou não. A exemplo disto, pode-se afirmar que nem todos os leitores que gostam do gênero suspense suspense vão gostar de todas as obras que lêem. Pois, um leitor que gosta de um suspense que tenha bastantes ações a nível de periculosidade, dificilmente irá gostar de um suspense mais dramático onde a narração além de mais pesada é concentrada nos personagens e em seus sentimentos. Além disto, quem nunca encontrou aquele leitor que diz não gostar de uma obra famosíssima e ficou chocado por isso? Como alguém pode não gostar daquela obra que amamos com todo o coração?

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Cada um pensa de uma maneira diferente e ninguém é obrigado a seguir a regra da maioria e gostar de algo que esta fazendo sucesso. Nós somos formadores de nossa própria opinião pois é nosso cérebro e coração que estão trabalhando arduamente para entender os rumos de uma história. Mesmo que alguém nos indique uma obra fantástica, não significa dizer que precisamos gostar dela. Significa apenas que temos personalidade para ir contra a opinião. E a pessoa que indica o livro precisa saber que o receptor da indicação tem suas próprias nuances aceitando sua concepção final.

Dessa maneira, indicar um livro é uma tarefa ao mesmo tempo simples e complicada. Dizer o nome de uma obra boa é fácil, mas fazer com que ela surta o efeito esperado é difícil. Não digo que devemos deixar de indicar livros ou parar de pedir indicação, afinal de contas é isso que eu mesma faço neste blog para todos meus amigos. Mas informo que cabe aos que desejam uma indicação filtrar as palavras dos indicadores, para que encontre seu livro perfeito e não sofra decepções.

Bem gente. O post de hoje foi este, espro que tenham gostado, mês que vem tem mais um Livrosofia e em breve vou deixar a categoria clicável para vocês. Beijos!