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( Algo À Ver ) Viva: A Vida É Uma Festa

Eu sou apaixonada por animações e não canso de repetir isso. Feitos para tocar o coração, estes filmes conseguem me fazer chorar e rir como nenhum outro. Ao assistir Viva: A Vida É Uma Festa da Disney & Pixar transbordei em emoções pelo alto nivel de apresentação da animação. Com todas as caracteristicas necessárias,  Lee Unkrich e Adrian Molina conseguiram não somente abrir espaço a outras culturas, como também surpreender pela forma simples e cheia de vida que o universo da morte apresenta.

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Titulo: Viva: A Vida É Uma Festa
Titulo Original: Coco
Diretores: Lee Unkrich e Adrian Molina
Distribuição: Disney & Pixar
Duração: 105m
Ano: 2017
Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬❤

Sinopse: Miguel é um garotinho que nasceu em uma família que vê a música como destruição por conta de seus antepassados. Mesmo assim, o maior sonho do menino é ser um grande músico como seu ídolo Ernesto De La Cruz. No dia dos Mortos, de tradição simbólica no México, Miguel é acaba sendo levado a este mundo. Em busca não só de sua vida, como tamém de seus sonhos, Miguel parte em uma jornada que vai mudar toda sua vida.

A morte é um tema pouco retratado em animações. Quando o feito, normalmente vem daquele modo caricato meio tolo sem tanta profundidade. Contudo, os produtores de Viva: A Vida É Uma Festa conseguiram dar um tom a mais ao retratar a morte nos mais variados aspectos sem nunca perder a leveza, afinal de contas, Viva é – antes de tudo – um filme criado para mundo infantil. De certo modo, os diretores conseguiram suavizar o assunto mostrando que a morte é apenas o passo seguinte e que ficamos vivos na mente daqueles que nos amam. Foi extraordinário perceber toda a poesia, música e afeto familiar no enredo que ajudou a construir uma boa metafora sobre o que podemos esperar da vida após a morte.

viva-capaAo entrar no mundo dos mortos, Miguel entra em contato com seus antepassados e consequentemente com as verdades que fizeram sua familia tanto detestar a música. Isso deu ao filme um tom que foge do lado emocional e encontra-se mais com a razão, pois apesar de querer fugir da morte, Miguel não pretende abandonar seus sonhos para tanto. Aqui surge uma das peças mais importantes na construção do enredo da animação, o não desistir de alguma coisas aliado ao encontro daquilo que é mais importante. Apesar da lição do filme ser um tanto caricata, a sutileza com que os produtores a determinam , os espectadores conseguem absorver com naturalidade essa questão. Não é mais um clichê, mas sim algo concreto que realmente viva-filme-6faz parte das nossas vidas.

A fotografia do filme é espetacular. Desde o mundo dos vivos ao dos mortos, existe um misto de cores que auxilia na criação da misticidade e felicidade do filme. Houve o uso de um conjunto destoante de cores para impressionar o espectador. Não existe aqui aquela vontade de criar um mundo mais realitico possivel, mas sim idealizar uma fotografia que retrate sentimentos. Bem como a sonoplastia que não se atem a preencher silêncios com melodias infinitamente melosas, mas deixando-o falar por si mesmo e consequentemente tocando o coração.

Não posso dizer que Viva é o filme mais inovador dos ultimos tempos, mas sim que ele cumpre aquilo que se dispõe. Eu mesma não consegui segurar as lágrimas no fim da cessão que tocou minha alma pela sutileza e pelo amor envolvido na trama. É um filme que retrata a morte em todas suas camadas, mas principalmente quem somos e o que estamos dispostos a fazer por lutar pelo que desejamos e por quem amamos.

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( Algo À Ver ) Jumanji: Bem Vindo A Selva

Olá Corujinhas. Fazia muito tempo que eu não fazia resenha de filmes para voces, mas desse em especial não podia simplesmente ignorar. Jumanji foi um filme que marcou minha infância na época em que eu nem sabia direito o que era um jogo. Com atuação de Robin Williams (eternamente: isto fica feliz em ser útil)  e um enredo envolvente, o filme do jogo de tabuleiro que se tornava real era um dos meus favoritos.  Por esse motivo e apesar de todo meu ser me dizer que não era uma boa ideia, que decidi assistir a  sua continuação tantos anos depois. E devo dizer que apesar de não ter amado a película com todas as minhas forças, com certeza o sentimento de nostalgia me fez gostar bastante da minha aventura no cinema.

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Título: Jumanji – Bem Vindo A Selva
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Scott Rosenberg, Jeff Pinkner, Erik Sommers e Chris McKenna
Distribuição:  Sony Pictures
Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillian
Ano: 2018
Avaliação: 🎬 🎬 🎬

Jumanji: Bem Vindo A Selva conta história de quatro jovens que são deixados em detenção por mau comportamento na escola. Cumprindo o castigo, encontram um game antigo. Mas quando começam o jogo, são sugados para dentro do mundo digital tomando a forma de seus avatares. De modo a recriar um genérico sobre aventura e comédia, cada um dos adolescentes vira o seu oposto. O nerd vira o fortão (Dwayne Johnson); o fortão vira uma versão franzina de si mesmo (Kevin Hart); a gostosona da turma vira um homem gordo (Jack Black); e a nerd da turma se torna a gostosona (Karen Gillian). E assim, agora personificados e dentro do lugar mais perigoso de todos, os quatro precisam descobrir como se tornar uma ótima equipe para conseguir completar todas as fases do jogo e assim retornar as suas vidas. Desse modo, o que deveria ser apenas uma brincadeira se torna mortal, pois se morrerem em Jumanji morreram para sempre.

Em um misto de comédia e aventura, o filme não consegue equilibrar de forma satisfatória os dois viés que poderia seguir. Optando muito mais pela comédia, as cenas de ações acabam perdidas no contexto deixando essa lado da película com um sentimento frustante. Mesmo sendo rodeado de explosões, lutas e tiros, o filme não perde um segundo para a piada não abrindo espaço para a tensão que cenas como esta precisavam.  Apesar de gostar bastante dessa proposta mais bem humorada, não pude deixar de sentir falta da incerteza que deveria traçar uma boa dose de suspense na trama.

Mas esse foi o único ponto que o filme pecou com força. A história apesar de não original é bem desenvolvida e os personagens carismáticos, a exceção de Kevin Hart que como sempre passou uma sensação forçada. Contudo, Jack BlackDwayne Johson brilham dando forma a personagens típicos mas bastante carismáticos sendo o segredo para o sucesso do filme que não se leva a serio.

O novo Jumanji não traz questões reflexivas sobre tecnologia ou juventude, apenas uma boa diversão com bastante besteirol. Uma dica é você não tentar fazer comparações com o primeiro filme, pois esse segue um caminho bem diferente. Não deixa de ser uma boa diversão, mas também não vai muito além disso.