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(Algo À Ver) Todo Dia – Michael Sucsy

Uma história de amor bonita sobre encontrar alguém que valorize cada pedacinho de quem nós somos. Em tempos onde ser adolescente em um mundo onde os esteriótipos são valorizados, um filme como Todo Dia carrega significados belos para a conquista de autoconfiança.

Título: Todo Dia | Título original: Every Day | Direção: Michael Sucsy | Elenco: Angourie Rice, Justice Smith and Debby Ryan | Duração: 98m | Ano: 2018 | Distribuição: Paris Filmes | Avaliação: 🎬 🎬 🎬🎬every day

Sinopse: O filme, baseado no livro homônimo de David Levithan, conta a história de Rhiannon (Angourie Rice) uma garota de 16 anos que se apaixona oi por uma alma misteriosa chamada “A” que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro, sem saber o que ou quem o próximo dia irá reservar. Quanto mais os dois se apaixonam, mais as realidades de amar alguém que é uma pessoa diferente a cada 24 horas afeta eles, levando o casal a enfrentar a decisão mais difícil que eles já tiveram que tomar.

Antes de assistir Todo Dia, meio que passou pela minha cabeça ler o livro de David Levithan. Mas deixa eu contar uma coisa engraçada: muitas vezes prefiro assistir filmes baseados em livros antes de realizar leituras. Okay, isso é super estranho eu sei, mas acontece que os filmes costumam me dar o gás que faltava para a leitura ou me desmotivar totalmente. Porque mesmo sabendo que não existe filmes idênticos a obras pelas diferenças no estilo de produção, muitas vezes o teor original é mantido e tais inquisições me dão certa garantia de gostar ou não de determinado livro. Ao assistir Todo Dia o efeito foi totalmente positivo apesar do filme nem tanto. Por achar a película rasa e um tanto mal explorada em determinados aspectos, agora sinto uma vontade imensa de ler o original e quem sabe ganhar explicações mais fortes sobre a história.

Todo Dia tem uma boa direção que entre parte bem humoradas, reflexões e o sentimental consegue dar fluidez a história que esta sendo contada. O diretor Michael Sucsy tem uma pegada um tanto minimalista ao qual mesmo não inovando na condução do filme, consegue, através da fotografia aliada e sonoplastia transmitir sua mensagem. Em um esquema de cores básico, que vai do mais claro ao mais escuro, o filme traduz o amor e as mudanças ao qual os protagonistas passam ao longo da película como forma de deixar o espectador mais próximo dos sentimentos do personagem. Tal recurso ajudou bastante a criar o clima do filme e as sensações que somos levados a ter.

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Mas apesar da boa direção, a produção de elenco não é favorável tendo as atuações não compatíveis com o grau que estava sendo apresentado. Angourie Rice parece desconfortável na pele de Rhi e não chega a transmitir grandes emoções. A atriz é pouco expressiva o que dificulta o emaranhamento do receptor com sua personagem. Já os diversos atores que interpretaram A apesar de manterem algumas características fundamentais de personalidade, pecam no uso dos trejeitos e entonações de voz que não convencem a serem as mesmas pessoas. Claro existe um entendimento tácito claro na narrativa que A tenta não modificar (muito) a vida daqueles que “toma”. Mas deve-se ressaltar que personalidade é algo particular de cada alma, sendo assim é bem estranho observar as mudanças quem A é sofre em favor das mudanças de corpo.

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Apesar desse fator negativo crucial, Todo Dia apresenta boas lições de amor e autoconfiança quando nos concentramos em Rhiannon e na gradativa mudança que apresenta a medida que o filme se desenrola. É interessante perceber como Rhiannon ganha mais personalidade a medida que se valoriza como ser humano e como mulher. O Sua trajetória é feita para que adquira um descobrimento de si mesma. Se antes existia uma menina incapaz de se impor, agora existe uma mulher decidida a lutar pelo que deseja.

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Indico a todos que desejam um romance bonito que nos faz sair de nossa realidade, mas informo para que não o assistam se tiveram grandes expectativas já queTodo Dia não chega ser um filme marcante, mas ousa trazer pequenas metáforas e grandes questionamentos sobre se apaixonar verdadeiramente quando aprendemos a amar e não uma aparência.

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( Algo À Ver ) Viva: A Vida É Uma Festa

Eu sou apaixonada por animações e não canso de repetir isso. Feitos para tocar o coração, estes filmes conseguem me fazer chorar e rir como nenhum outro. Ao assistir Viva: A Vida É Uma Festa da Disney & Pixar transbordei em emoções pelo alto nivel de apresentação da animação. Com todas as caracteristicas necessárias,  Lee Unkrich e Adrian Molina conseguiram não somente abrir espaço a outras culturas, como também surpreender pela forma simples e cheia de vida que o universo da morte apresenta.

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Titulo: Viva: A Vida É Uma Festa
Titulo Original: Coco
Diretores: Lee Unkrich e Adrian Molina
Distribuição: Disney & Pixar
Duração: 105m
Ano: 2017
Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬❤

Sinopse: Miguel é um garotinho que nasceu em uma família que vê a música como destruição por conta de seus antepassados. Mesmo assim, o maior sonho do menino é ser um grande músico como seu ídolo Ernesto De La Cruz. No dia dos Mortos, de tradição simbólica no México, Miguel é acaba sendo levado a este mundo. Em busca não só de sua vida, como tamém de seus sonhos, Miguel parte em uma jornada que vai mudar toda sua vida.

A morte é um tema pouco retratado em animações. Quando o feito, normalmente vem daquele modo caricato meio tolo sem tanta profundidade. Contudo, os produtores de Viva: A Vida É Uma Festa conseguiram dar um tom a mais ao retratar a morte nos mais variados aspectos sem nunca perder a leveza, afinal de contas, Viva é – antes de tudo – um filme criado para mundo infantil. De certo modo, os diretores conseguiram suavizar o assunto mostrando que a morte é apenas o passo seguinte e que ficamos vivos na mente daqueles que nos amam. Foi extraordinário perceber toda a poesia, música e afeto familiar no enredo que ajudou a construir uma boa metafora sobre o que podemos esperar da vida após a morte.

viva-capaAo entrar no mundo dos mortos, Miguel entra em contato com seus antepassados e consequentemente com as verdades que fizeram sua familia tanto detestar a música. Isso deu ao filme um tom que foge do lado emocional e encontra-se mais com a razão, pois apesar de querer fugir da morte, Miguel não pretende abandonar seus sonhos para tanto. Aqui surge uma das peças mais importantes na construção do enredo da animação, o não desistir de alguma coisas aliado ao encontro daquilo que é mais importante. Apesar da lição do filme ser um tanto caricata, a sutileza com que os produtores a determinam , os espectadores conseguem absorver com naturalidade essa questão. Não é mais um clichê, mas sim algo concreto que realmente viva-filme-6faz parte das nossas vidas.

A fotografia do filme é espetacular. Desde o mundo dos vivos ao dos mortos, existe um misto de cores que auxilia na criação da misticidade e felicidade do filme. Houve o uso de um conjunto destoante de cores para impressionar o espectador. Não existe aqui aquela vontade de criar um mundo mais realitico possivel, mas sim idealizar uma fotografia que retrate sentimentos. Bem como a sonoplastia que não se atem a preencher silêncios com melodias infinitamente melosas, mas deixando-o falar por si mesmo e consequentemente tocando o coração.

Não posso dizer que Viva é o filme mais inovador dos ultimos tempos, mas sim que ele cumpre aquilo que se dispõe. Eu mesma não consegui segurar as lágrimas no fim da cessão que tocou minha alma pela sutileza e pelo amor envolvido na trama. É um filme que retrata a morte em todas suas camadas, mas principalmente quem somos e o que estamos dispostos a fazer por lutar pelo que desejamos e por quem amamos.

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( Algo À Ver ) Pantera Negra – Ryan Coogler

Assistir filmes no cinema é uma paixão, mas estréias não são para mim. Apesar disso, ontem contemplei o filme Pantera Negra com o coração afoito pois o esperei durante boa parte do ano passado. Se tornando o mais ambicioso dos filmes da Marvel, este teve o enredo que a muito esperávamos para os filmes da produtora. Seriedade e principalmente uma boa história que vai muito além do clássico para os filmes de heróis.image

Título: Pantera Negra
Título Original: Black Panther
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordam, Andy Serkei, Lupita Nyong’o, Danai Gurira e Letitia Wride
Direção: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler
Distribuição: Marvel Comics
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬

Pantera Negra conta a história da cidade secreta de Wakanda, o El-Dorado que todos procuravam através dos tempos pelas riquezas e tecnologias que possui em seu meio. O príncipe herdeiro torna-se rei depois dos acontecimentos de Capitão América: Guerra Cívil quando seu pai foi assassinado em um atentado terrorista, assumindo também os desafios de seu povo. Ao tentar capturar um inimigo do passado, T’Challa (Chadwick Boseman) descobrirá segredos do passado de sua família que poderão mudar tudo em questão de segundos. Um desafio será lançado. Velhos inimigos se tornarão aliados, velhos aliados se tornaram inimigos. E o destino de Wakanda se entreleçara com o do mundo onde qualquer escorregão trará o caos.

A história de Pantera Negra segue um ritmo intenso mesmo que permeado pelas piadocas comuns aos grandes filmes da Marvel Comics. Para quem assistiu Thor: Ragnarok sabe o quão ridículo o excesso de piadas o deixou em um filme que poderia ter sido daqueles. Por isso devo admitir admitir que tinha um pouco de receio de Pantera Negra cometer os mesmo erros do antecessor transformando um herói representante de um mundo, em um engraçadinho com uma coroa. Mas com alegria, informo que houve um belo contrário, onde as cenas cômicas surgiram de modo natural para criar um impacto mais humano sob o protagonistas. T’Challa foi um personagem preparado para ser rei e deve agir como tal, mas isso não exclui seu lado humano que também é cheio de defeitos e medo como todos os outros. Aliado à isso, o humor não destrói o principal da história que precisa da tensão para ser levada à sério apenas a acompanhando e fazendo parte como em diversos momentos da vida. Dessa forma a película teve um efeito anestésico, o mundo parou e o tempo passou voando de tão imersa que fiquei na história.image

Por falar em história, poucas vezes a Marvel conseguiu tornar essenciais todas suas cenas e falas. De um gancho a outro para dar vazão aos acontecimentos, juntas elas se mostraram fortificantes aos contextos do filme. É de se parabenizar o diretor e os roterista Ryan Coogler que usou das 2h15m do longa-metragem com bastante domínio para que nada fosse disperdiçado ou alongado além das dimensões necessária. O enredo que se apoia em ação, emoção e surpreendentemente em política veio com força total para não somente criar herói, mas também para que críticas sociais importantíssimas sejam levantadas. A grande lição do filme é coragem para quebrar barreiras e paradigmas. Quando pudermos fazer alguma coisa devemos fazê-lo pelo mundo mesmo que não recebamos nada mais em troca. Um rei sábio é aquele que pensa no bem de todos não somente dos seus. Não devemos nos fechar as mazelas do mundo porque se não formos nós a salva-lo, em fogo e pólvora ele acabará.

Quando o mundo é tomado pelo caos, um homem inteligente abre as portas enquanto um tolo cria uma muralha ao seu redor.

Em todos esses contextos, o ápice de tudo são as personagens secundários apresentados poie modo muito bem construídos. Apesar de ter gostado bastante de T’Challa tanto em função de sua personalidade como da interpretação de Boseman, os coadjuvantes foram os que mais se destacaram pela individualidade única que possuem. Começando pelo vilões, são diferentes um ao outro como que para se completar. Enquanto o personagem Garra Sônica (Andy Serkei) é o vilão sarcástico que gosta de tirar sarro do herói o tempo todo, Eric Killmonger (Michael B. Jordam) apresenta um caráter determinado pelo passado conturbado. E aqui vale ressaltar o quanto seu ódio é real: Porque não fazer com que o que era escravo se tornar o senhor? Porque se ajoelhar quando você pode dominar? Um ódio cru fundado nas mazelas historicas que nos pertencem e de consequências que nunca tomamos. Além deles, a tríplice feminina apresenta a força que tanto queremos à essas mulheres. Nakia, Okoye e Shuri (Lupita Nyong’o  Danai Gurira e Letitia Wride) dão vida à três mulheres fortes e decidas que seguem seus propósitos sem precisarem abaixar a cabeça ou dependerem do herói. Em seus cinco principais coadjuvantes Pantera Negra deu uma representividade inédita à Marvel. Não pela raça, mas pela força que intrínseca que cada um possuí da verdade verossímil que apresentam.

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Com uma sonosplatia impecável, figurinos marcantes, cultura bem representada e fotografia espetacular, Pantera Negra foi um filme muito ambicioso que deixa um gostinho de quero mais. Com um início digno à história do herói, abre uma porta perfeita para a continuação ainda melhor. Com todos os elementos necessários o filme se torna um marco na história, mas principalmente nessa época de filmes em que tantos homens e mulheres capazes de salvar o mundo por apresentar muito mais que o desejo “puro” de ajudar. Um filme que vale muito à pena de ser visto.

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( Resenha ) O Jogador Nª 1 – Ernest Cline

Olá minhas geeks Corujinhas, abram suas asas que hoje vamos embarcar em uma jornada virtual que promete mudar nossas vidas para sempre e definir o futuro da nova era mundial.

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Título: O Jogador Nª 1
Título Original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: LeYa
Ano: 2012
Páginas: 464
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Quase uma fantasia pela realidade de seus cenários, O Jogador Nª 1 foi um livro despertador de emoções controversas. Raramente peguei um livro em que ao mesmo tempo que amei pelo punhado de coisas que traz, também “detestei” pela brevidade de pontos do enredo. Contudo, o mais curioso é: acredito piamente que vou gostar muito mais do filme que do livro muito embora minha avaliação deste não tenha sido negativa.

Ernest Cline conduz um livro que entra pelos viés de fantasia e sci-fi, neste último abrangendo o universo Geek e obviamente o caos comum as distopia. Por ter tantos moldes, a narrativa de Cline é mais densa e explicativa que uma ficção comum. Apesar de perceber o intuito de deixar claro as ações e vontades dos seus personagens, achei um tanto morna pois certas cenas foram exaustivamente longas com explicações para tudo e quando eu digo tudo quero dizer tudo mesmo. Gosto de livros com ótimas narrações, mas nesse senti um certo exagero que acabou tornando o livro enfadonho em algumas partes.

Contudo, apesar disso, gostei da narrativa de Cline (como disse, sentimentos contraditórios) pois ela trouxe elementos para dentro do livro que nunca tinha visto antes. O universo geek é imenso e foi explorado por diversas faces, mas raramente pelo seu início. A onda de tecnologia começou nos anos 80 em uma era que abrangia os fliperamas, os filmes de ficção cientificas e as músicas de discoteca. Tudo isto foi muito bem explorado pelo autor que recriou divinamente bem os costumes antigos. A pesquisa que embasou a vida de Halliday e o caminho para encontrar seu Easter Egg foi permeada por referências. Essas cenas fizeram o livro criar um calorzinho no meu peito pois apesar de não ter vivido nessa época, sou apaixonada pelas músicas e games (se você nunca jogou o PacMan, Boomberman ou Mário Bross precisa viu?) que marcam os anos dourados. Isso ajudou a construir o cenário, os desafios e a ideia central de viver ao lado da tecnologia.

Como toda distopia, O Jogador Nª 1 tem por base o mundo tomado pelo caos que é provocado pelo próprio homem. Mas esse livro toca em um ponto muito importante que faz parte de forma inexorável da vida humana. A tecnologia se faz cada dia mais presente e necessária de modo que pouco o interesse pelo mundo real começa a diminuir. Com tanta fome, miséria e destruição é muito mais fácil entrar de cabeça em um ambiente neutro que enfrentar a realidade. Mas a verdade que fugir nunca é opção e o mundo nunca vai melhorar se a gente não fizer isso por ele. Essa é a grande lição do livro.

Mas voltando as contradições, eu esperava mais do final da obra. Algo em mim gritou: Só isso? Mentira? Faltou mais explicação do que poderia ter acontecido depois. Que todo o trajeto não foi em vão. Fiquei frustada pela brevidade do final e até pesquisei sobre uma continuação para descobrir que é o mesmo universo mas não os mesmos personagens. Obrigado Ernest!

O Jogador Nª 1 foi um livro controverso com pouca explicação, mas muita história. Apesar dos defeitos é um bom livro que apenas não atingiu o máximo de seu potencial. Eu indico esse livro para uma leitura sem pretensões. Todo nerd vai amar e todos aqueles que querem entender mais do mundo Geek vai se sentir acolhido pela enormidade do mundo de Ernest Cline.

| Algo À Ver | Lado A Lado – Chris Columbus.

Olá corujinhas. Espero que sua semana tenham se passado bem e que o fim seja melhor ainda. Nesse mês, como bem sabem, estou fazendo campanha de Novembro Azul mas de modo a abrangir todos os lados dessa doença. A Vivi do blog O Senhor dos Livros também aderiu a campanha fazendo um lindo post sobre A Culpa É Das Estrelas especialmente para vocês. Dessa maneira, tanto esse post como o dela é um apelo para que todos façam exames e se previnam. Previnir é sempre o melhor remédio. Por isso, a resenha de hoje será de um filme antigo, mas que sempre que o assisto me provoca uma sensação diferente no peito. Em Lado A Lado, do diretor Chris Columbus, somos apresentados a uma história de família em um retrato de compaixão e compreensão. 

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Título: Lado A Lado
Título original: Stepmon
Diretor: Chris Columbus.
Elenco: Julia Roberts e Susan Sarandon.
Roteiro: Gigi Levangie, Jessie Nelson, Steven Rogers Karen Leigh Hopkins e Ronald Bass.
Ano: 1998
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜

Isabel (Julia Roberts) é uma fotografa de sucesso que esta namorando Luke (Ed Harris). O executivo tem dois filhos – Ana (Jena Malone) e Ben (Liam Aiken) – e é divorciado de Jackie (Sara Sarandon). Isabel faz de tudo para agradar as crianças que lhe tratam com hostilidade pois desejam ver seus pais juntos e felizes novamente. Jackie, assim como os filhos, trata friamente Isabel pois não a considera adequada. As coisas então pioram quando Jackie recebe a notícia de que tem leucemia e é informada de que podera morrer por conta da doença. Mas o que parecia ser devastação, se torna uma ponte para o entendimento desta família à superar as mágoas do passado e aprender lições de amor e família.

Lado A Lado é um filme clássicos daqueles que eu posso assistir mil vezes que irei gostar e aprender algo novo. Com uma fotografia simples e um enredo bem construído, é um filme que vem para ampliar os nossos horizontes. Mostra-nos a fragilidade de nossas vidas e a capacidade que esta tem de tomar rumos que não esperamos. De certa forma, consigo ver amplitude no filme que tenta mostrar ao espectador como os papeis podem se inverter: um dia estamos dispostos a julgar firmemente alguém, até que por uma rasteira da vida somos levados à precisar da ajuda daquela pessoa.

É fácil compreender os papéis dos atores dentro do filme. Luke é um pai amoroso que tenta fazer as vontades dos filhos e manter uma boa relação com a ex-mulher, embora não esteja disposto a abrir mão da namorada. Já as crianças são bonitamente unidas à um propósito. Eles desejam à felicidade dos pais e acreditam que isso só será possível com ambos juntos. Claramente, Ben é influenciado por Ana, uma pré-adolescente que esta revoltada com a nova namorada do pai por acreditar que Isabel é a causa de todo sofrimento da família. De certa forma, Ana representa o sofrimento de todas crianças que não entendem a separação dos pais e procuram um objeto para jogar sua frustração.

Por fim, como enredo principal da trama temos a relação de Jackie e Isabel que é tensa e pontuada por palavras hostis. Isabel esta sempre tentando provar que ama de verdade as crianças, sem tentar ocupar o lugar que sempre vai ser de Jackie. É muito tocante a forma com o qual Isabel se preocupa com Ben e Ana, mesmo que eles lhe mantenham longe sempre tentando resolver seus problemas da melhor maneira possível. Do outro lado da moeda porem, Jackie esta sempre disposta a formentar a raiva que as crianças tem da nova namorada. Posando como uma mãe perfeita e única realmente capaz de entender as crianças. Jackie, entretanto, apesar de claramente estar errada por isso, é fácil de ser entendida. Ela tem medo de perder os filhos, do mesmo modo que perdeu o marido. O medo faz com que ela repudie Isabel que lhe é uma ameaça.

A partir da construção desse tocante enredo, a notícia da doença de Jackie vem junto com a proposta de casamento de Luke à Isabel. Dessa forma, Jackie precisa encontrar em Isabel uma nova forma de vê-la. Ela pode se tornar uma figura importante na vida dos filhos, de maneira que deve entender a mudança do amor e o que Isabel deverá representar na vida de suas crianças.

O ponto melhor de Lado A Lado é justamente os conflitos internos de Jackie.   A mulher passa a compreender que existe engano em pensar que temos controle de tudo, pois a qualquer momento podemos ficar de seus filhos sem chance de voltar a revê-los. Jackie tem que lidar com a incerteza e a impotência de não saber como será sua falta. Mas principalmente lidar, com a coragem – ou a falta dela – para deixar os bens mais preciosos aos cuidados de outra pessoa.

Lado A Lado é um filme tocante que vem para no ensinar várias lições sobre o mundo e sobre família. Somos levados à compreender não somente que dilemas à esperar da doença, como também a repensar no papel que cada pessoa tem à nossa volta.

| ALGO À VER | Mulher Maravilha – Patty Jenkins.

Oiii gente. Tudo bom com vocês? Faz um tempo que não faço resenhas de filmes, mas porque detesto estréias e esperei quase sair do cinema para finalmente assistir Mulher Maravilha da DC Comics. Como nunca fui uma grande d’A Liga da Justiça, mas também nunca tive nada contra, assisti o filme de Patty Jenkins com certa excitação, mas sem muita expectativa. E ainda bem por isso porque como estou em uma tendência a superestimar as coisas e acabar me decepcionando, o filme se tornou um dos melhores que já no estilo superherói mesmo pecando em algumas coisas.

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Título: Mulher Maravilha.
Título original: Wonder Woman
Direção: Paula Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Distribuição: DC Comics
Elenco: Gal Gadot & Chris Pine.
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

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Diana Prince (Gal Gadot) desde pequena sempre teve a guerra em seu sangue. Filha da rainha das Amazonas, vive em uma ilha paradisíaca alheia ao resto do mundo e o que esta acontecendo nele. Treinada desde criança para ser uma guerreira, Diana anseia pelo dia em que poderá ajudar a humanidade a se livrar da guerra e dos perigos que a rodeiam. Até que o belo e corajoso espião Steve Trevor (Chris Pine) sofre um acidente aéreo e cai em uma praia próxima. Diana então descobre que o mundo está imerso no caos da Segunda Guerra Mundial e convencida que a culpa de tudo é do deus da guerra. Certa de que pode acabar com o horror, Diana decidi sair de sua ilha e deter Ares sem desconfiar do verdadeiro alcance de seus poderes e missão em nosso mundo.

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Antes de mais nada é necessário parabenizar Gal Gadot pela sua atuação como princesa Diana. A atriz que não é um rosto conhecido, mas que tem uma beleza cativante e um talento natural merece palmas por ter dado vida a Mulher Maravilha com tamanha honestidade. Doce e ao mesmo tempo implacável, Gal personificou uma heroína que clama por justiça para um mundo que mal conhece. Pois a princesa não sabe de nada sobre a maldade que existe no coração dos homens e está sempre dispota a lutar defendendo-os como pode.

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Ver a Mulher Maravilha em ação foi mágico. Nunca tive contato com uma heroína nas telonas (embora ainda mentalmente implore a Marvel por um filme solo da Viúva Negra) e foi meio que como se sentir representada em um universo tão masculino. Como de costume, a DC não marcou o filme com piadas para deixar as cenas tensas mais leves, o que posso afirmar que deixou a história bem mais palpável e real. As cenas, principalmente os diálogos foram bem produzidos criando todo um expectro de guerra e desejo da paz ao redor dos protagonistas. E é claro não posso deixar de afirmar que a cena em que Diana finalmente veste sua armadura e sai nas trincheiras para a batalha foi épica. Eu diria até que é a mais importante do filme porque naquele instante a Mulher Maravilha se tornou A Mulher Maravilha. Diana não só conheceu um pouco mais de seus poderes, mas também ganhou a confiança necessária para se tornar mais forte.

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Mas não posso dizer que o filme foi completamente perfeito. No meio do caminho tinham uns belos WTF’S?. Primeiro em relação aos efeitos nas cenas de luta corpo a corpo ficou bastante claro que era uma montagem de computador. Sabe quando você assisti O Quarteto Fantástico e percebe o braço do Sr. Fantástico não se estica de verdade? Bem, foi mais ou menos o que senti vendo o filme. Não consegui verdade naquelas cenas o que deixou o filme bastante irrial. E se tratando de uma ficção quanto mais real parecer, mas credível ficará a história.

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Em segundo lugar, em relação à pausa em um diálogo para a retomada onde demonstra que o vilão do filme simplesmente esperou que a mocinha pegasse a espada. Talvez alguém diga, mas aquela espada não era exatamente aquilo. Mas por favor… Não precisava te esfregado na cara. Podiam ter deixado um pouco de suspense…

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Muito embora meu lado perfeccionista tenha visualizado o esses detalhes, minha criança interior com certeza vestiu sua fantasia e saiu clamando por justiça junto com Diana. A fotografia do filme em si ficou belíssima. O fundo mais escuro ou mais pálido nos remetiam uma sensação de insegurança. A sonosplatia criou um clima de tensão e esperança. E o enredo do filme ficou bem construído, muito embora tenha sido alterado para compor um novo cenário para a heroína.

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A Mulher Maravilha foi um filme maravilhoso. Posso afirmar que podemos esperar ainda mais para o próximo da franquia que já foi confirmado. Se Diana Prince estava maravilhosa em 1945, imagine-a lutanto com a tecnologia e maldade humana tão características do século XXI.

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| ALGO À VER | A Proposta – Anne Fletcher.

Oii gente. Como vão? Espero que seu mundo geek esteja indo de vento em popa. Essa semana eu tinha pensado em mostrar para vocês as fotos do Seminário de Linguística Aplicada que aconteceu no campus da minha universidade, mas como eu não tirei fotos fica meio completamente impossível. Mas a Semana de Letras de Outubro com certeza vai aparecer por aqui. O que tem para hoje porém é resenha de um filme antigo, mas que eu amo. Apesar de livros de suspense e ficção serem meus favoritos, no quesito cinema os filmes de comédia romântica são os que ganham meu coração. Eu prefiro filmes à livros nesse estilo pois por serem histórias mais rasas e comuns as películas conseguem ser mais diretas e também mais dinâmicos em relação aos livros. E apesar de não ter as emoções dos personagens expostas minuciosamente, fica claro nas atitudes e expressões faciais o que o personagem esta sentindo.

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Título: A Proposta.
Título original: The Proposal.
Atores principais: Sandra Bullock e Ryan Reynolds.
Direção: Anne Fletcher.
Ano: 2009.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹

O filme A Proposta conta a história de Margaret (Sandra Bullock) que é canadense e mora nos Estados Unidos. Trabalhando como editora chefe de livros em uma grande empresa, Margaret é a carrasca de todos e principalmente de seu assistente Andrew (Ryan Reynolds), que atura os mandos e os desmandos da mulher pela busca incessante de uma tão sonhada promoção à editor. Um dia porém, Margaret recebe a notícia de seus superiores que será deportada para o Canadá pois seu visto de permanência foi negado. Num ímpeto, Margaret então convence Andrew – que a detesta – que será melhor para ambos se eles se casarem e se manterem assim por um ano, pois assim, ela conseguiria um visto de permanência e ele a tão sonhada promoção. Deste modo, quando Andrew aceita se casar com Margaret, as desventuras da vida os fazem viajar para a cidade de Sitika no Alasca para se encontrarem com a família dele e anunciarem o casamento.

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Como uma grande fã de Bullock (A Casa do Lago é um dos filmes mais lindos que já vi), adiquiri A Proposta por saber que ele possuia a atriz vinda como personagem principal. E como uma boa fã de chick-lit, o filme me prendeu desde o início e ao fim me deixou com aquele sorrisinho idiota que só as declarações de amor mais lindas conseguem fazer. Mesmo sendo um clichê – como quase toda comédia romântica -, a película tem um enredo simples e ao mesmo tempo bem elaborado. As peças não ficam soltas e nada parece forçado. O romance se assume simples e é conduzido essa forma.

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O filme é para ser assistido de maneira despretensiosa. Não ache que os roteiristas vão fazer aquela reviravolta porque ela não vai vir. Ao contrário disso, o script vem recheado de situações comuns. O ponto é o modo com o qual isto é trabalhado. Comicamente aperfeiçoado, as situações criadas nos fazem rir verdadeiramente pois não há o uso daquelas piadinhas jocosas ou apelativas que muitas vezes nos irritam. Assim o filme evolui da maneira comum, mas com uma personalidade própria garantindo que o fatigamento do mesmo pelo mesmo não ocorra.

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As atuações dos atores foram bem convincentes. Sensualidade não existe aqui porque não é necessária. Para convencer o  espectador da história, Bullock e Reynolds se mostram sem nenhuma química no começo, para então irem evoluindo a medida que seus personagens começavam a se apaixonar. Mas foi a atuação de Betty White como vovó Anne que deu o carisma do filme. Ela me fez rir sem o menor esforço ao ponto de a certa altura eu rir somente de sua aparição. Desse modo, se você nunca assistiu A Proposta e está procurando aquele romance leve para deixar seu dia mais feliz, eu o recomendo bastante. Ele vai lhe deixar sorrindo de alegria, de amor e de fofura. Realmente acho impossível de alguém não gostar.

| RESENHA | Antes Que Eu Vá – Lauren Oliver.

Oii gente. Hoje estou aqui para fazer resenha de um livro ótimo escrito por Lauren Oliver. Antes Que Eu Vá foi adaptado para o cinema e eu como uma boa leitura resolvi que leria o livro antes do filme, mesmo achando que possivelmente não gostaria porque o acabaria achando clichê. O filme teve lançamento no dia 18 do mês passado e pretendo assisti-lo em breve.

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Título: Antes Que Eu Vá.
Título Original: Before I Fall.
Autora: Lauren Oliver.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2011.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
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SINOPSE: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. … Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as consequências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Eu li em um livro uma vez¹ que o tempo se cura sozinho. Não importa se temos o poder de voltar no tempo, nunca vamos conseguir muda-lo pois um acontecimento que muda hoje, será reconstruído no amanhã. Por esse motivo, por mais que tente mudar o que acontece naquele 12 de ferveiro, Sam não consegue acordar no dia 13. Mas talvez essa regrinha não se aplique no último de seu último dia e o que parecia impossível de primeira, poderá ser mudado no fim das contas.

Você acha que eu estava sendo tola? Ingênua?
Tente não me julgar. Lembre-se de que somos iguais eu e você.
Também pensei que iria viver para sempre.

A palavra que pode definir a história narrada com maestria por Lauren Oliver é evolução. Durante todo o livro, Sam evolui. Eu não diria que ela simplesmente muda do vinho para água, mas evolui a cada dia para se tornar uma pessoa melhor. No começo da obra temos um convite da autora para odiar Sam. De todas as formas que conseguia, a personagem era uma vaca. Sem censura, ela simplesmente não prestava. Todas as suas atitudes são voltadas para si mesma e para suas amigas. Ela não se importa com quem e como vai atingir os outros por sua maneira de agir sendo altamente fútil e preconceituosa como a garota que quer apenas ser popular e ter tudo fácil na vida. Mas de certo modo, desta maneira a autora nos dá um parâmetro com nossos atos. Ela nos faz pensar no que fazemos com as pessoas ao redor e se somos melhores do que Sam. Pois podemos nunca ter ferido ninguém, mas com certeza talvez também nunca tenhamos nos preocupado em ajudar alguém que precisava. Quantos de nós estenderam a mão para alguém que precisava? Quantos de nós enxergamos para o outro ao invés de pensar no próprio umbigo?

Agora sou a primeira a escolher tudo. E daí? É assim mesmo.
Ninguém disse que a vida era justa.

Assim, a cada dia que passa, pude notar a evolução de Sam. Ela começa a perceber o quão mesquinha ela e suas amigas são. O quão pequenas são as picuinhas que inventam para atormentar as pessoas a sua volta. Como se a cada dia, mesmo que não posta em palavras, entendessemos que ao fim do tempo de Sam existe um lição a ser aprendida. O mundo não se trata apenas de nós, mas também das pessoas que nos cercam. E não só das próximas, mas até daquelas que de tão distantes parecem pequenininhas.

Uma teoria que ouvi falar – e que eu pensava com frequência quando era miudinha – diz que tudo que esta às nossas costas não existe e que as pessoas deixavam de existir assim que viramos de costa, mas isto é baboseira. Os sete dias de Sam nos mostram exatamente isso. As pessoas existem e elas tem sentimentos. Em hipótese alguma fira alguém simplesmente porque você pode: você não sabe que tipo de impacto vai causar.

Se você ultrapassa um limite e nada acontece, o limite perde sentido.

Dentre todos o personagens, na minha opinião as que me deixaram mais intrigadas foram Juliet e Lindsay. Juliet por  ser altamente misteriosa e Lindsay por odia-la. Se teve uma coisa que eu quis saber sobre esse livro era a verdade por trás das duas. Ninguém odeia ninguém a toa. E o que descobri sobre as duas foi o que mais fez a leitura ser gratificante. Não por Lindsay, mas por Juliet. Como ela conseguiu lidar com a situação, como nunca feriu ninguém, como Juliet se manteve fiel porque os laços do passado às vezes são tão fortes que é impossível apaga-los. Juliet me ensinou muito mais do que qualquer coisa que Sam, de certa maneira. Ela me deu esperança de que nem tudo está perdido.

Mas para alguns de nós só existe o hoje. Essa é a verdade. Nunca se sabe.

A única coisa que realmente me incomoda no livro foi o aberto do final. Faltou um pedaço do livro. Faltou uma explicação para o que vinha depois do sétimo dia. Fiquei frustada por isso não acontecer e pelas verdades não ditas continuarem não ditas. Esperava que houvesse algo mais, algo mais especificado. Algo que me mostrasse que tudo aquilo não foi em vão.

Mas as coisas mudam quando você morre – acho que morrer é a coisa mais solitária que se pode fazer.

Mas críticas a parte, Antes Que Eu Vá foi uma leitura intrigante, questionadora. O livro nos faz pensar nas pessoas como elas são de verdade, mas principalmente o que nós somos de verdade. Uma leitura talvez obrigatória, para todos àqueles que não percebem o quão preciosos são os nossos últimos segundos e o que fazemos com eles.

Fico imaginando se é possível saber a verdade sobre a outra pessoa, ou se o melhor que podemos fazer é tropeçarmos uns sobre os outros, com as cabeças baixadas torcendo para evitar uma colisão.

Continuar lendo | RESENHA | Antes Que Eu Vá – Lauren Oliver.

| ALGO À VER | Logan – James Mangold – Marvel Comics

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Desde que me entendo por gente, o Wolverine esteve presente pois sempre gostei dos X-Men. Quando descobri que pela última vez Hugh Jackman daria vida ao personagem que fez de sua carreira internacional, fiquei com aquela sensação eufórica de descobrir como seria o final da história. É certo que a qualidade dos filmes da franquia caiu consideravelmente nos últimos anos. Apesar de não poderem ser tidos como os piores filmes da Marvel, a história contada em X-Men ficou confusa e muitas vezes desleixadas dando a impressão que só eram feitos filmes da série para agregar o nome famoso dos X-Men e arrecadar fundos ao invés de se proporem a fazer algo descente. Mas deixando as críticas a parte existe uma necessidade de qualquer fã de compreender como se dará o final da história que nos levou por tantos anos. E foi esse sentimento que me fez convencer minha mãe à no dia 19 de Março de 2017 assistir Logan nos cinemas após vermos Beauty And The Beast.

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Em 2029, os X-Men estão exitintos em uma realidade alternativa. Os mutantes praticamente não existem mais e Logan (Hugh Jackam) esta fragilizado e doente. Ele já não se cura como antes, esta entregue a bebida e ganha a vida como motorista de uma limosine. Tentando levar uma vida pacata sem as antigas confusões, Logan ainda toma de conta do professor Charles Xavier (Patrick Stewart) que acometido por uma doença degenerativa tem crises onde seus poderes mentais causam danos terríveis a sua volta. Tudo parece ir bem, até que uma mulher (Elizabeth Rodriguez) que lhe implora ajuda para protegar Laura (Daphne Keen) pois ambas precisam chegar até ao outro lado dos Estados Unidos em segurança, o que no momento parece impossível pois estão sendo perseguidas por uma organização que fará de tudo para recuperar a menina. De primeira, Logan recusa, até que em um segundo encontro após a morte da mulher, ele descobre que Laura é uma mutante que possuí ligação genética com ele. Além disso, Xavier afirma que é por ela que ele tem esperado durante os últimos anos. Assim, a contragosto, Logan parte em uma missão com Xavier para levar a menina à seu destino.

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Ao fazer este pequeno resumo da primeira meia hora de filme, parece que é vem muita informação jogada em cima de nós. Porém ocorre justamente ao contrário. As coisas vão acontecendo a medida do possível e ao seu próprio tempo. Nenhuma das informações vem em uma avalanche, bem como as relações não parecem forçadas. Mas fluem de maneira normal, sem que haja uma rapidez exagerada.

As composição dos personagens bem como a atuação dos atores foram fantásticas. Dafne Keen foi uma escolha pefeita para interpretar Laura. Pois a personagem tem pouquíssimas falas, mas a expressão corporal da atriz bem como as caras e bocas que ela fez, nos remetem em tudo a Wolverine, mas sem nunca deixar de mostrar que a pequena tem suas próprias características. O professor Xavier atua como uma ponte entre Wolverine e Laura. Com tiradas engraçadas e bem humoradas, ele nos lembra bastante um avô ao qual tenta criar uma relação de afeto entre seus entes queridos. Por fim, temos Longan onde Hugh Jackman traz uma faceta mais humana ao personagem. Assim como ator, Logan esta envelhicido e acredito eu que a conexão entre esses dois pontos de ao filme um ar verossímil e perfeito.

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De todos os filmes ja lançados da franquia X-Men com toda certeza Logan é meu favorito. O final foi brilhantemente bem conduzido. Não existe uma história mirabolantes, daquelas que o diretor e o roterista se perdem por não conseguir conduzir direito. O filme é simples. Na medida certa, existem cenas de ação e diálogos que denotam um equilíbrio na história não a deixando nem maçante e nem pesada. Foi um final digno para um personagem excepcional.

Título: Logan.
Título Original: Logan.
Diretor: James Magnold
Roteirista: James Mangold, Michael Green,
David James Kelly e Scott Frank.
Elenco: Hugh Jackman, Dafne Keen e Patrick Stewart.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| RESENHA | Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven.

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Com uma curiosidade sobre qual seria o dia bom para morrer, Theodore Finch começa o livro. Ele é um adolescente considerando problemático, estranho, talvez pelo o divórcio dos pais, o que arrasou sua mãe e desestruturou completamente sua família. Com uma péssima reputação de rebelde do colégio, abandonado pelo pai (que o espancava quando menor) e morando numa casa onde sua mãe nem sabe onde os filhos estão, Finch é uma bagunça porque vive uma bagunça. Mas, em meio a tudo isso, ele, em alguns momentos, consegue ser engraçado, espontâneo e, aparentemente, feliz. Isto quando não acontece o “apagão”: que é quando ele dorme por vários dias ininterruptos. (O ultimo, em especial, foi o pior, ele dormiu durante o Dia de Ação de Graças, Natal até depois do Ano Novo).

Então, no parapeito da torre de sua escola na pequena cidade onde vive, Finch, de braços abertos, especulando sobre o dia perfeito para morrer, tem um estranho encontro com Violet Markey, uma garota que seria, ao que parece, o extremo oposto de Finch; normal, estável e popular, aparência perfeita, vida perfeita, pais perfeitos, ex-namorado bonito jogador de futebol e popular na escola.

Violet Markante, como Finch a chama, sobreviveu a um acidente de carro que causou a morte de sua irmã, Eleanor, com quem, antes do acidente, escrevia uma revista on-line, eleanoreviolet.com. Desde então, Violet tem evitado estar dentro de um carro e seu talento para a escrita, algo em que se julgava boa, havia sumido. As coisas pareciam difíceis demais para ela e vivia se escondendo em frases como: “circunstâncias atenuantes” e/ou “ainda não estou pronta” e se culpava pela a morte se sua irmã. Ela já não era ela mesma, mas apenas uma casca do que havia sido. Ela estava mudada para sempre.

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Nesse primeiro encontro no parapeito da torre da escola, Violet, assim como Finch, cogitava se lançar, ou pelo menos queria imaginar como seria se o fosse fazer. Depois disso, toda a escola passou a acreditar que ela, Violet Markey, a garota estável e normal, havia salvado a vida de Theodore, o “Aberração”. O que havia sido totalmente o contrário, por que, para os ouros, seria muito improvável que ela estivesse pensado em tirar sua própria vida. Depois deste episódio, numa aula de geografia, o professor propôs um trabalho em que os alunos tivessem que visitar lugares de Indiana em que nunca estiveram e relatar por que eles são incríveis, antes que fossem embora para faculdades em outros lugares. Finch não hesita em mostrar seu profundo interesse em fazer dupla com Violet e assim, durante suas andanças, Violet começa a perder seus medos e exorcizar seus demônios interiores, enquanto se desenrola um lindo e fofo romance entre os dois.

A história é regada de momentos alegres, bonitos, tristes e reflexivos. Tem uma narração dupla feita por Finch e Violet (tenho que confessar, eu amo histórias assim) e uma linguagem fácil, mas com diálogos profundos e inspiradores, quase poética, e, acima de tudo, um desfecho de partir corações e causar lágrimas em qualquer um. Esse, com certeza, foi um dos melhores livros que eu já li.

Título: Por Lugares Incríveis.
Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven.
Ano: 2016
Editora: Seguinte.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟