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| Algo À Ver | Lado A Lado – Chris Columbus.

Olá corujinhas. Espero que sua semana tenham se passado bem e que o fim seja melhor ainda. Nesse mês, como bem sabem, estou fazendo campanha de Novembro Azul mas de modo a abrangir todos os lados dessa doença. A Vivi do blog O Senhor dos Livros também aderiu a campanha fazendo um lindo post sobre A Culpa É Das Estrelas especialmente para vocês. Dessa maneira, tanto esse post como o dela é um apelo para que todos façam exames e se previnam. Previnir é sempre o melhor remédio. Por isso, a resenha de hoje será de um filme antigo, mas que sempre que o assisto me provoca uma sensação diferente no peito. Em Lado A Lado, do diretor Chris Columbus, somos apresentados a uma história de família em um retrato de compaixão e compreensão. 

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Título: Lado A Lado
Título original: Stepmon
Diretor: Chris Columbus.
Elenco: Julia Roberts e Susan Sarandon.
Roteiro: Gigi Levangie, Jessie Nelson, Steven Rogers Karen Leigh Hopkins e Ronald Bass.
Ano: 1998
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜

Isabel (Julia Roberts) é uma fotografa de sucesso que esta namorando Luke (Ed Harris). O executivo tem dois filhos – Ana (Jena Malone) e Ben (Liam Aiken) – e é divorciado de Jackie (Sara Sarandon). Isabel faz de tudo para agradar as crianças que lhe tratam com hostilidade pois desejam ver seus pais juntos e felizes novamente. Jackie, assim como os filhos, trata friamente Isabel pois não a considera adequada. As coisas então pioram quando Jackie recebe a notícia de que tem leucemia e é informada de que podera morrer por conta da doença. Mas o que parecia ser devastação, se torna uma ponte para o entendimento desta família à superar as mágoas do passado e aprender lições de amor e família.

Lado A Lado é um filme clássicos daqueles que eu posso assistir mil vezes que irei gostar e aprender algo novo. Com uma fotografia simples e um enredo bem construído, é um filme que vem para ampliar os nossos horizontes. Mostra-nos a fragilidade de nossas vidas e a capacidade que esta tem de tomar rumos que não esperamos. De certa forma, consigo ver amplitude no filme que tenta mostrar ao espectador como os papeis podem se inverter: um dia estamos dispostos a julgar firmemente alguém, até que por uma rasteira da vida somos levados à precisar da ajuda daquela pessoa.

É fácil compreender os papéis dos atores dentro do filme. Luke é um pai amoroso que tenta fazer as vontades dos filhos e manter uma boa relação com a ex-mulher, embora não esteja disposto a abrir mão da namorada. Já as crianças são bonitamente unidas à um propósito. Eles desejam à felicidade dos pais e acreditam que isso só será possível com ambos juntos. Claramente, Ben é influenciado por Ana, uma pré-adolescente que esta revoltada com a nova namorada do pai por acreditar que Isabel é a causa de todo sofrimento da família. De certa forma, Ana representa o sofrimento de todas crianças que não entendem a separação dos pais e procuram um objeto para jogar sua frustração.

Por fim, como enredo principal da trama temos a relação de Jackie e Isabel que é tensa e pontuada por palavras hostis. Isabel esta sempre tentando provar que ama de verdade as crianças, sem tentar ocupar o lugar que sempre vai ser de Jackie. É muito tocante a forma com o qual Isabel se preocupa com Ben e Ana, mesmo que eles lhe mantenham longe sempre tentando resolver seus problemas da melhor maneira possível. Do outro lado da moeda porem, Jackie esta sempre disposta a formentar a raiva que as crianças tem da nova namorada. Posando como uma mãe perfeita e única realmente capaz de entender as crianças. Jackie, entretanto, apesar de claramente estar errada por isso, é fácil de ser entendida. Ela tem medo de perder os filhos, do mesmo modo que perdeu o marido. O medo faz com que ela repudie Isabel que lhe é uma ameaça.

A partir da construção desse tocante enredo, a notícia da doença de Jackie vem junto com a proposta de casamento de Luke à Isabel. Dessa forma, Jackie precisa encontrar em Isabel uma nova forma de vê-la. Ela pode se tornar uma figura importante na vida dos filhos, de maneira que deve entender a mudança do amor e o que Isabel deverá representar na vida de suas crianças.

O ponto melhor de Lado A Lado é justamente os conflitos internos de Jackie.   A mulher passa a compreender que existe engano em pensar que temos controle de tudo, pois a qualquer momento podemos ficar de seus filhos sem chance de voltar a revê-los. Jackie tem que lidar com a incerteza e a impotência de não saber como será sua falta. Mas principalmente lidar, com a coragem – ou a falta dela – para deixar os bens mais preciosos aos cuidados de outra pessoa.

Lado A Lado é um filme tocante que vem para no ensinar várias lições sobre o mundo e sobre família. Somos levados à compreender não somente que dilemas à esperar da doença, como também a repensar no papel que cada pessoa tem à nossa volta.

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| ALGO À VER | Mulher Maravilha – Patty Jenkins.

Oiii gente. Tudo bom com vocês? Faz um tempo que não faço resenhas de filmes, mas porque detesto estréias e esperei quase sair do cinema para finalmente assistir Mulher Maravilha da DC Comics. Como nunca fui uma grande d’A Liga da Justiça, mas também nunca tive nada contra, assisti o filme de Patty Jenkins com certa excitação, mas sem muita expectativa. E ainda bem por isso porque como estou em uma tendência a superestimar as coisas e acabar me decepcionando, o filme se tornou um dos melhores que já no estilo superherói mesmo pecando em algumas coisas.

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Título: Mulher Maravilha.
Título original: Wonder Woman
Direção: Paula Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Distribuição: DC Comics
Elenco: Gal Gadot & Chris Pine.
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

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Diana Prince (Gal Gadot) desde pequena sempre teve a guerra em seu sangue. Filha da rainha das Amazonas, vive em uma ilha paradisíaca alheia ao resto do mundo e o que esta acontecendo nele. Treinada desde criança para ser uma guerreira, Diana anseia pelo dia em que poderá ajudar a humanidade a se livrar da guerra e dos perigos que a rodeiam. Até que o belo e corajoso espião Steve Trevor (Chris Pine) sofre um acidente aéreo e cai em uma praia próxima. Diana então descobre que o mundo está imerso no caos da Segunda Guerra Mundial e convencida que a culpa de tudo é do deus da guerra. Certa de que pode acabar com o horror, Diana decidi sair de sua ilha e deter Ares sem desconfiar do verdadeiro alcance de seus poderes e missão em nosso mundo.

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Antes de mais nada é necessário parabenizar Gal Gadot pela sua atuação como princesa Diana. A atriz que não é um rosto conhecido, mas que tem uma beleza cativante e um talento natural merece palmas por ter dado vida a Mulher Maravilha com tamanha honestidade. Doce e ao mesmo tempo implacável, Gal personificou uma heroína que clama por justiça para um mundo que mal conhece. Pois a princesa não sabe de nada sobre a maldade que existe no coração dos homens e está sempre dispota a lutar defendendo-os como pode.

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Ver a Mulher Maravilha em ação foi mágico. Nunca tive contato com uma heroína nas telonas (embora ainda mentalmente implore a Marvel por um filme solo da Viúva Negra) e foi meio que como se sentir representada em um universo tão masculino. Como de costume, a DC não marcou o filme com piadas para deixar as cenas tensas mais leves, o que posso afirmar que deixou a história bem mais palpável e real. As cenas, principalmente os diálogos foram bem produzidos criando todo um expectro de guerra e desejo da paz ao redor dos protagonistas. E é claro não posso deixar de afirmar que a cena em que Diana finalmente veste sua armadura e sai nas trincheiras para a batalha foi épica. Eu diria até que é a mais importante do filme porque naquele instante a Mulher Maravilha se tornou A Mulher Maravilha. Diana não só conheceu um pouco mais de seus poderes, mas também ganhou a confiança necessária para se tornar mais forte.

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Mas não posso dizer que o filme foi completamente perfeito. No meio do caminho tinham uns belos WTF’S?. Primeiro em relação aos efeitos nas cenas de luta corpo a corpo ficou bastante claro que era uma montagem de computador. Sabe quando você assisti O Quarteto Fantástico e percebe o braço do Sr. Fantástico não se estica de verdade? Bem, foi mais ou menos o que senti vendo o filme. Não consegui verdade naquelas cenas o que deixou o filme bastante irrial. E se tratando de uma ficção quanto mais real parecer, mas credível ficará a história.

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Em segundo lugar, em relação à pausa em um diálogo para a retomada onde demonstra que o vilão do filme simplesmente esperou que a mocinha pegasse a espada. Talvez alguém diga, mas aquela espada não era exatamente aquilo. Mas por favor… Não precisava te esfregado na cara. Podiam ter deixado um pouco de suspense…

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Muito embora meu lado perfeccionista tenha visualizado o esses detalhes, minha criança interior com certeza vestiu sua fantasia e saiu clamando por justiça junto com Diana. A fotografia do filme em si ficou belíssima. O fundo mais escuro ou mais pálido nos remetiam uma sensação de insegurança. A sonosplatia criou um clima de tensão e esperança. E o enredo do filme ficou bem construído, muito embora tenha sido alterado para compor um novo cenário para a heroína.

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A Mulher Maravilha foi um filme maravilhoso. Posso afirmar que podemos esperar ainda mais para o próximo da franquia que já foi confirmado. Se Diana Prince estava maravilhosa em 1945, imagine-a lutanto com a tecnologia e maldade humana tão características do século XXI.

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| ALGO À VER | A Proposta – Anne Fletcher.

Oii gente. Como vão? Espero que seu mundo geek esteja indo de vento em popa. Essa semana eu tinha pensado em mostrar para vocês as fotos do Seminário de Linguística Aplicada que aconteceu no campus da minha universidade, mas como eu não tirei fotos fica meio completamente impossível. Mas a Semana de Letras de Outubro com certeza vai aparecer por aqui. O que tem para hoje porém é resenha de um filme antigo, mas que eu amo. Apesar de livros de suspense e ficção serem meus favoritos, no quesito cinema os filmes de comédia romântica são os que ganham meu coração. Eu prefiro filmes à livros nesse estilo pois por serem histórias mais rasas e comuns as películas conseguem ser mais diretas e também mais dinâmicos em relação aos livros. E apesar de não ter as emoções dos personagens expostas minuciosamente, fica claro nas atitudes e expressões faciais o que o personagem esta sentindo.

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Título: A Proposta.
Título original: The Proposal.
Atores principais: Sandra Bullock e Ryan Reynolds.
Direção: Anne Fletcher.
Ano: 2009.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹

O filme A Proposta conta a história de Margaret (Sandra Bullock) que é canadense e mora nos Estados Unidos. Trabalhando como editora chefe de livros em uma grande empresa, Margaret é a carrasca de todos e principalmente de seu assistente Andrew (Ryan Reynolds), que atura os mandos e os desmandos da mulher pela busca incessante de uma tão sonhada promoção à editor. Um dia porém, Margaret recebe a notícia de seus superiores que será deportada para o Canadá pois seu visto de permanência foi negado. Num ímpeto, Margaret então convence Andrew – que a detesta – que será melhor para ambos se eles se casarem e se manterem assim por um ano, pois assim, ela conseguiria um visto de permanência e ele a tão sonhada promoção. Deste modo, quando Andrew aceita se casar com Margaret, as desventuras da vida os fazem viajar para a cidade de Sitika no Alasca para se encontrarem com a família dele e anunciarem o casamento.

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Como uma grande fã de Bullock (A Casa do Lago é um dos filmes mais lindos que já vi), adiquiri A Proposta por saber que ele possuia a atriz vinda como personagem principal. E como uma boa fã de chick-lit, o filme me prendeu desde o início e ao fim me deixou com aquele sorrisinho idiota que só as declarações de amor mais lindas conseguem fazer. Mesmo sendo um clichê – como quase toda comédia romântica -, a película tem um enredo simples e ao mesmo tempo bem elaborado. As peças não ficam soltas e nada parece forçado. O romance se assume simples e é conduzido essa forma.

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O filme é para ser assistido de maneira despretensiosa. Não ache que os roteiristas vão fazer aquela reviravolta porque ela não vai vir. Ao contrário disso, o script vem recheado de situações comuns. O ponto é o modo com o qual isto é trabalhado. Comicamente aperfeiçoado, as situações criadas nos fazem rir verdadeiramente pois não há o uso daquelas piadinhas jocosas ou apelativas que muitas vezes nos irritam. Assim o filme evolui da maneira comum, mas com uma personalidade própria garantindo que o fatigamento do mesmo pelo mesmo não ocorra.

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As atuações dos atores foram bem convincentes. Sensualidade não existe aqui porque não é necessária. Para convencer o  espectador da história, Bullock e Reynolds se mostram sem nenhuma química no começo, para então irem evoluindo a medida que seus personagens começavam a se apaixonar. Mas foi a atuação de Betty White como vovó Anne que deu o carisma do filme. Ela me fez rir sem o menor esforço ao ponto de a certa altura eu rir somente de sua aparição. Desse modo, se você nunca assistiu A Proposta e está procurando aquele romance leve para deixar seu dia mais feliz, eu o recomendo bastante. Ele vai lhe deixar sorrindo de alegria, de amor e de fofura. Realmente acho impossível de alguém não gostar.

| RESENHA | Antes Que Eu Vá – Lauren Oliver.

Oii gente. Hoje estou aqui para fazer resenha de um livro ótimo escrito por Lauren Oliver. Antes Que Eu Vá foi adaptado para o cinema e eu como uma boa leitura resolvi que leria o livro antes do filme, mesmo achando que possivelmente não gostaria porque o acabaria achando clichê. O filme teve lançamento no dia 18 do mês passado e pretendo assisti-lo em breve.

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Título: Antes Que Eu Vá.
Título Original: Before I Fall.
Autora: Lauren Oliver.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2011.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
Onde comprar: Saraiva | Submarino | Amazon

SINOPSE: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. … Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as consequências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Eu li em um livro uma vez¹ que o tempo se cura sozinho. Não importa se temos o poder de voltar no tempo, nunca vamos conseguir muda-lo pois um acontecimento que muda hoje, será reconstruído no amanhã. Por esse motivo, por mais que tente mudar o que acontece naquele 12 de ferveiro, Sam não consegue acordar no dia 13. Mas talvez essa regrinha não se aplique no último de seu último dia e o que parecia impossível de primeira, poderá ser mudado no fim das contas.

Você acha que eu estava sendo tola? Ingênua?
Tente não me julgar. Lembre-se de que somos iguais eu e você.
Também pensei que iria viver para sempre.

A palavra que pode definir a história narrada com maestria por Lauren Oliver é evolução. Durante todo o livro, Sam evolui. Eu não diria que ela simplesmente muda do vinho para água, mas evolui a cada dia para se tornar uma pessoa melhor. No começo da obra temos um convite da autora para odiar Sam. De todas as formas que conseguia, a personagem era uma vaca. Sem censura, ela simplesmente não prestava. Todas as suas atitudes são voltadas para si mesma e para suas amigas. Ela não se importa com quem e como vai atingir os outros por sua maneira de agir sendo altamente fútil e preconceituosa como a garota que quer apenas ser popular e ter tudo fácil na vida. Mas de certo modo, desta maneira a autora nos dá um parâmetro com nossos atos. Ela nos faz pensar no que fazemos com as pessoas ao redor e se somos melhores do que Sam. Pois podemos nunca ter ferido ninguém, mas com certeza talvez também nunca tenhamos nos preocupado em ajudar alguém que precisava. Quantos de nós estenderam a mão para alguém que precisava? Quantos de nós enxergamos para o outro ao invés de pensar no próprio umbigo?

Agora sou a primeira a escolher tudo. E daí? É assim mesmo.
Ninguém disse que a vida era justa.

Assim, a cada dia que passa, pude notar a evolução de Sam. Ela começa a perceber o quão mesquinha ela e suas amigas são. O quão pequenas são as picuinhas que inventam para atormentar as pessoas a sua volta. Como se a cada dia, mesmo que não posta em palavras, entendessemos que ao fim do tempo de Sam existe um lição a ser aprendida. O mundo não se trata apenas de nós, mas também das pessoas que nos cercam. E não só das próximas, mas até daquelas que de tão distantes parecem pequenininhas.

Uma teoria que ouvi falar – e que eu pensava com frequência quando era miudinha – diz que tudo que esta às nossas costas não existe e que as pessoas deixavam de existir assim que viramos de costa, mas isto é baboseira. Os sete dias de Sam nos mostram exatamente isso. As pessoas existem e elas tem sentimentos. Em hipótese alguma fira alguém simplesmente porque você pode: você não sabe que tipo de impacto vai causar.

Se você ultrapassa um limite e nada acontece, o limite perde sentido.

Dentre todos o personagens, na minha opinião as que me deixaram mais intrigadas foram Juliet e Lindsay. Juliet por  ser altamente misteriosa e Lindsay por odia-la. Se teve uma coisa que eu quis saber sobre esse livro era a verdade por trás das duas. Ninguém odeia ninguém a toa. E o que descobri sobre as duas foi o que mais fez a leitura ser gratificante. Não por Lindsay, mas por Juliet. Como ela conseguiu lidar com a situação, como nunca feriu ninguém, como Juliet se manteve fiel porque os laços do passado às vezes são tão fortes que é impossível apaga-los. Juliet me ensinou muito mais do que qualquer coisa que Sam, de certa maneira. Ela me deu esperança de que nem tudo está perdido.

Mas para alguns de nós só existe o hoje. Essa é a verdade. Nunca se sabe.

A única coisa que realmente me incomoda no livro foi o aberto do final. Faltou um pedaço do livro. Faltou uma explicação para o que vinha depois do sétimo dia. Fiquei frustada por isso não acontecer e pelas verdades não ditas continuarem não ditas. Esperava que houvesse algo mais, algo mais especificado. Algo que me mostrasse que tudo aquilo não foi em vão.

Mas as coisas mudam quando você morre – acho que morrer é a coisa mais solitária que se pode fazer.

Mas críticas a parte, Antes Que Eu Vá foi uma leitura intrigante, questionadora. O livro nos faz pensar nas pessoas como elas são de verdade, mas principalmente o que nós somos de verdade. Uma leitura talvez obrigatória, para todos àqueles que não percebem o quão preciosos são os nossos últimos segundos e o que fazemos com eles.

Fico imaginando se é possível saber a verdade sobre a outra pessoa, ou se o melhor que podemos fazer é tropeçarmos uns sobre os outros, com as cabeças baixadas torcendo para evitar uma colisão.

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| ALGO À VER | Logan – James Mangold – Marvel Comics

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Desde que me entendo por gente, o Wolverine esteve presente pois sempre gostei dos X-Men. Quando descobri que pela última vez Hugh Jackman daria vida ao personagem que fez de sua carreira internacional, fiquei com aquela sensação eufórica de descobrir como seria o final da história. É certo que a qualidade dos filmes da franquia caiu consideravelmente nos últimos anos. Apesar de não poderem ser tidos como os piores filmes da Marvel, a história contada em X-Men ficou confusa e muitas vezes desleixadas dando a impressão que só eram feitos filmes da série para agregar o nome famoso dos X-Men e arrecadar fundos ao invés de se proporem a fazer algo descente. Mas deixando as críticas a parte existe uma necessidade de qualquer fã de compreender como se dará o final da história que nos levou por tantos anos. E foi esse sentimento que me fez convencer minha mãe à no dia 19 de Março de 2017 assistir Logan nos cinemas após vermos Beauty And The Beast.

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Em 2029, os X-Men estão exitintos em uma realidade alternativa. Os mutantes praticamente não existem mais e Logan (Hugh Jackam) esta fragilizado e doente. Ele já não se cura como antes, esta entregue a bebida e ganha a vida como motorista de uma limosine. Tentando levar uma vida pacata sem as antigas confusões, Logan ainda toma de conta do professor Charles Xavier (Patrick Stewart) que acometido por uma doença degenerativa tem crises onde seus poderes mentais causam danos terríveis a sua volta. Tudo parece ir bem, até que uma mulher (Elizabeth Rodriguez) que lhe implora ajuda para protegar Laura (Daphne Keen) pois ambas precisam chegar até ao outro lado dos Estados Unidos em segurança, o que no momento parece impossível pois estão sendo perseguidas por uma organização que fará de tudo para recuperar a menina. De primeira, Logan recusa, até que em um segundo encontro após a morte da mulher, ele descobre que Laura é uma mutante que possuí ligação genética com ele. Além disso, Xavier afirma que é por ela que ele tem esperado durante os últimos anos. Assim, a contragosto, Logan parte em uma missão com Xavier para levar a menina à seu destino.

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Ao fazer este pequeno resumo da primeira meia hora de filme, parece que é vem muita informação jogada em cima de nós. Porém ocorre justamente ao contrário. As coisas vão acontecendo a medida do possível e ao seu próprio tempo. Nenhuma das informações vem em uma avalanche, bem como as relações não parecem forçadas. Mas fluem de maneira normal, sem que haja uma rapidez exagerada.

As composição dos personagens bem como a atuação dos atores foram fantásticas. Dafne Keen foi uma escolha pefeita para interpretar Laura. Pois a personagem tem pouquíssimas falas, mas a expressão corporal da atriz bem como as caras e bocas que ela fez, nos remetem em tudo a Wolverine, mas sem nunca deixar de mostrar que a pequena tem suas próprias características. O professor Xavier atua como uma ponte entre Wolverine e Laura. Com tiradas engraçadas e bem humoradas, ele nos lembra bastante um avô ao qual tenta criar uma relação de afeto entre seus entes queridos. Por fim, temos Longan onde Hugh Jackman traz uma faceta mais humana ao personagem. Assim como ator, Logan esta envelhicido e acredito eu que a conexão entre esses dois pontos de ao filme um ar verossímil e perfeito.

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De todos os filmes ja lançados da franquia X-Men com toda certeza Logan é meu favorito. O final foi brilhantemente bem conduzido. Não existe uma história mirabolantes, daquelas que o diretor e o roterista se perdem por não conseguir conduzir direito. O filme é simples. Na medida certa, existem cenas de ação e diálogos que denotam um equilíbrio na história não a deixando nem maçante e nem pesada. Foi um final digno para um personagem excepcional.

Título: Logan.
Título Original: Logan.
Diretor: James Magnold
Roteirista: James Mangold, Michael Green,
David James Kelly e Scott Frank.
Elenco: Hugh Jackman, Dafne Keen e Patrick Stewart.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| RESENHA | Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven.

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Com uma curiosidade sobre qual seria o dia bom para morrer, Theodore Finch começa o livro. Ele é um adolescente considerando problemático, estranho, talvez pelo o divórcio dos pais, o que arrasou sua mãe e desestruturou completamente sua família. Com uma péssima reputação de rebelde do colégio, abandonado pelo pai (que o espancava quando menor) e morando numa casa onde sua mãe nem sabe onde os filhos estão, Finch é uma bagunça porque vive uma bagunça. Mas, em meio a tudo isso, ele, em alguns momentos, consegue ser engraçado, espontâneo e, aparentemente, feliz. Isto quando não acontece o “apagão”: que é quando ele dorme por vários dias ininterruptos. (O ultimo, em especial, foi o pior, ele dormiu durante o Dia de Ação de Graças, Natal até depois do Ano Novo).

Então, no parapeito da torre de sua escola na pequena cidade onde vive, Finch, de braços abertos, especulando sobre o dia perfeito para morrer, tem um estranho encontro com Violet Markey, uma garota que seria, ao que parece, o extremo oposto de Finch; normal, estável e popular, aparência perfeita, vida perfeita, pais perfeitos, ex-namorado bonito jogador de futebol e popular na escola.

Violet Markante, como Finch a chama, sobreviveu a um acidente de carro que causou a morte de sua irmã, Eleanor, com quem, antes do acidente, escrevia uma revista on-line, eleanoreviolet.com. Desde então, Violet tem evitado estar dentro de um carro e seu talento para a escrita, algo em que se julgava boa, havia sumido. As coisas pareciam difíceis demais para ela e vivia se escondendo em frases como: “circunstâncias atenuantes” e/ou “ainda não estou pronta” e se culpava pela a morte se sua irmã. Ela já não era ela mesma, mas apenas uma casca do que havia sido. Ela estava mudada para sempre.

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Nesse primeiro encontro no parapeito da torre da escola, Violet, assim como Finch, cogitava se lançar, ou pelo menos queria imaginar como seria se o fosse fazer. Depois disso, toda a escola passou a acreditar que ela, Violet Markey, a garota estável e normal, havia salvado a vida de Theodore, o “Aberração”. O que havia sido totalmente o contrário, por que, para os ouros, seria muito improvável que ela estivesse pensado em tirar sua própria vida. Depois deste episódio, numa aula de geografia, o professor propôs um trabalho em que os alunos tivessem que visitar lugares de Indiana em que nunca estiveram e relatar por que eles são incríveis, antes que fossem embora para faculdades em outros lugares. Finch não hesita em mostrar seu profundo interesse em fazer dupla com Violet e assim, durante suas andanças, Violet começa a perder seus medos e exorcizar seus demônios interiores, enquanto se desenrola um lindo e fofo romance entre os dois.

A história é regada de momentos alegres, bonitos, tristes e reflexivos. Tem uma narração dupla feita por Finch e Violet (tenho que confessar, eu amo histórias assim) e uma linguagem fácil, mas com diálogos profundos e inspiradores, quase poética, e, acima de tudo, um desfecho de partir corações e causar lágrimas em qualquer um. Esse, com certeza, foi um dos melhores livros que eu já li.

Título: Por Lugares Incríveis.
Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven.
Ano: 2016
Editora: Seguinte.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

| ALGO À VER | Beauty And The Beast – Bill Condon – Resenha.

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Oii gente. Na segunda feira (19/03) eu fui assistir dois filmes com minha mãe. Logan foi um deles e foi maravilhoso. Em breve farei uma resenha da obra pra vocês. O segundo filme (na verdade eu vi primeiro masokay), foi Beauty And The Beast que todos sabem é o live-action do desenho animado em curta metragem A Bela e a Fera da disney de 1991.

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Um dos meus contos favoritos sobre princesas é A Bela e Fera pois traduz um amor que não envolve nem beleza nem encatamento e sim o sentimento criado pela alma de alguém (meu eu clichê falando). O desenho animado de 1991 foi o meu primeiro contato com a Bela e a Fera e em seguida algumas histórias que ouvi sobre o conto original de Madame Villeneuve (lembrando que o conto foi publicado pela editora Zahar recentemente). Então, desde muito jovem eu convivi com as histórias sobre este casal magnífico e me apaixonei. Apesar de o conto original ser bem parecido com o que deu origem ao filme, existem algumas diferenças como a omissão de alguns detalhes relacionados a família de Bella.

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O filme será baseado em uma releitura da história original – publicada alguns anos mais tarde ao de Madame Villenueve – em que e irá nos contar a história de Bella (Emma Watson), uma garota entediada com a vida provinciana de uma pequena cidade francesa, onde vive também o galã Gastón (Luke Evans) que, apesar de derreter os corações das outras meninas, não consegue conquistá-la com seu jeito primitivo e machista. Quando seu pai Maurice (Kevin Kline) decide viajar para expor uma de suas invenções, ele pergunta a Bella o que ela gostaria de ganhar e singelamente a moça lhe pede uma rosa. Maurice parte em viagem porém é perseguido por lobos e acaba por parar em um castelo onde encontra um roseiral. Quando tenta apanhar a rosa para a filha, a Fera (Dan Stevens) o surpreende o prendendo no castelo. Assim, Bella ao saber que o pai corre perigo vai até o castelo da Fera e se prontifica a ficar no lugar do pai sem saber que Fera é na verdade um príncipe amaldiçoado que precisa encontrar o verdadeiro amor e ser correspondido para quebrar o feitiço.

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Quem ja assistiu a animação e tambem o live-action, sabe que poucas foram as mudanças feitas de uma obra para outra. Apesar de que houveram muitos boatos que haveriam adição de novos pontos par haver complementação dos pontos que ficaram soltos. Boa parte disso é pura verdade, algumas coisas – como por exemplo porque ninguém sabia da existência do príncipe e de um castelo – ganharam uma ótima explicação. Porém devo admitir que senti falta do maior aprofundamento da história. Pois o filme 2015 é realmente uma cópia de algo passado, sem trazer nenhuma inovação ao enredo.

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Outro ponto que me deixou um pouco decepcionda (se não contar o fato que a música Ser Humano Outra Vez não estava no filme) foi a atuação de Emma Watson que em minha opinião estava morna. Não consegui sentir a emoção que precisava em alguns momentos o que acabou deixando o filme razo. As cenas musicais da atriz por exemplo, apesar da doçura surpreendente de sua voz, pareceram forçadas sem muita vivacidade.

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Críticas negativas a parte, porém, acredito que a excessão do que citei antes, tudo que foi produzido no filme ficou bastante bonito e agradável de ver. Apesar da grande adição de músicas – já que o filme é constituído como um musical e logo os diálogos são trajados quase incessantemente desta forma – digo que tornou o filme mais empolgante e animador. Assim como a fotografia, onde as cenas produzidas têm uma estética bem detalhada como também os efeitos visuais que dão uma maior realidade aos persongens da nossa infância.

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Beauty And The Beast foi um filme bom, mas com algumas decepções pelo caminho. Contudo é um filme nostálgico que nos trás uma sensação de quentinho no peito. Cantei bastante no cinema, praticamente saltitando na poltrona e me emocionei em algumas cenas que me fizeram lembrar tão carisonhosa da animação. É um filme que todos devem assistir e tirar suas próprias conclusões.

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Título: Beauty And The Beast
Direção: Bill Condon.
Elenco Principal: Emma Watson, Dan Stevens e Luke Evans.
Ano: 2017
Distribuidora: Walt Disney Pictures.

| ALGO À VER | Resenha do filme Amnésia de Christopher Nolan.

Um dos filmes mais complicados que já assisti. Realmente, Christopher Nolan, coloca você no lugar do personagem principal, e se você não prestar atenção irá se perder.

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Quando estava dormindo a noite, Leonard ouviu um barulho e percebeu que sua esposa não estava do seu lado na cama. Ele vai procura-la, armado, temendo que algum ladrão tenha entrado em sua casa. Mas quando entra no banheiro, vê sua esposa sendo violentada e antes que possa fazer algo leva um forte golpe na cabeça, que o deixará com sequelas pelo resto de sua vida se tornando homem com perda de memória recente. Agora, algum tempo mais tarde, Leonard tem a percepção de que sua mulher morreu e ele partirá em busca e vingança por ter perdido sua vida e suas memórias. Mais como fazer isso, já que sua vingança parece impossivel?

Até agora não esta parecendo muito complicado certo? Errado. A grande jogada deste filme é a linha cronológica das cenas. O filme começa do final, até te explicar como foi o começo. Neste esquema, a cena você assiste agora é na verdade a anterior pois à próxima irá explicar a antes desta, como se você visse as memórias de Leonard: como se você fosse ele.

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A história é simplesmente fantástica, escrita pelo Jhon Nolan, e dirigida pelo seu irmão Christopher. No primeiro filme deste diretor ele vem com uma entrada triunfal pois Amnésia e um filme único que vai te deixar muito surpreso.

Um filme brilhante e muito bem organizado, pois te colocar no lugar de um homem que tem perda de memória recente lhe monstrando os fatos exatamente como Leonard vê em uma jogada de mestre. Como os personagens são poucos você pensa que está no controle da situação, que será fácil desvendar os mistérios de todos os personagens mais não é tão simples assim. A situação de Leonard nos faz ver o quanto é tênue a sua visão de mundo e o simples ato de viver o cotidiano se torna uma tarefa muito difícil para ele. Apesar de ser um homem extremamente meticuloso – cheio de tatuagens em vários lugares do corpo, para que não se esqueça nunca, o seu propósito de vida -, ele precisa sempre tirar as fotos, escrever nomes e endereços para se lembrar. Para sabe dentre as pessoas que ele conhece se pode ou não confiar nelas.
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O fato de toda a linha cronológica do filme ser de trás pra frente, ou seja primeiro o final e depois o caminho para o começo não tira a graça ou curiosidade de quem o assiste, pelo contrário te instiga a entender a que ponto Leonard chegou em sua vingança. Sua história brutal mos faz perceber que para ele, tudo o que faz – as tatuagens, as investigações – tornam esta vingança sua meta de vida. Tem uma cena que permeia todo o filme no qual ele conta sua hitória à alguém por telefone, o que te faz entender o enredo sem tirar o gosto de ver toda a trama se desenrolar pois à cada pista elas se tornam pra você uma preciosidade.

Título: Amnésia.
Título Original: Memento.
Roteiro: Cristopher Nolan baseado no conto “Memento Mori” de Jonathan Nolan.
Direção: Christopher Nolan.
Personagem Principal: Leonard (Guy Pearce)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

O Orfanato Da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares – Ramson Riggs – Livro Um.

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.

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Eu fiquei super encantada e comprometida com a história desse livro. Ele é bem dinâmico e incapaz de ser deixado de lado. Sem contar que sua diagramação foi bem peculiar mesmo. Nunca tinha visto um livro que usasse de fotos originais ilustrar um enredo que fala justamente do sobrenatural.

Ramson Riggs me surpreendeu pois eu não esperava muito da história. Muito embora eu já tivesse ouvido falar várias vezes que era realmente bom, por esse motivo eu estava apreensiva quanto ao livro. Quer dizer, muitos dos livros que as pessoas me recomendaram com aquele você precisa desse livro foram questionáveis. Mas O Orfanato (kkk não dá para escrever o nome do livro toda hora que é gigante) cumpriu exatamente o papel que tinha prometido e assim me fez ficar apaixonada pela história.

Jacob é um adolescente que apesar de ter tudo que o dinheiro pode comprar sofre por ser incompreendido pelos pais. Fúteis, tenho a impressão que ambos os adultos não entendem o filho porque não se dão ao trabalho de fazer isso já que estão mais preocupados com o que as pessoas ao redor vão dizer. A única pessoa que parecia querer o bem de lo Jacob era seu avô porém o jovem se afastou dele durante muitos anos por não acreditar no que ele dizia até o dia fatídico de sua morte.

Uma das coisas que mais me impressionou nesse livro além de tudo foi como o Jacob ia descobrindo sobre o que seu avô lhe contava e seu passado. Eu esperava que certas coisas acontecessem de cara, porém, elas evoluíram na medida certa deixando um espaço continuo para reflexão. É um livro maravilhoso que valeu muito a pena a leitura.

Titulo Original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Autor: Ramson Riggs
Ano: 2013
Editora: LeYa
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Garota No Trem – Paula Hawkins

“Todos os dias, Rachel faz uma viagem de trem e observa um casal. Ela, que está com a vida destruída pela traição e divórcio do marido, sempre passa pela sua antiga rua onde morava com o ex Tom – e onde ele ainda mora com a atual Anna -, uma casa onde visualiza um casal imaginando a vida deles perfeita e chamando eles intimamente de Jess e Jason.  Mas um dia, Rachel vê uma notícia no jornal que uma mulher desapareceu. E que essa mulher é Jess cujo o nome verdadeiro é Megan. Rachel fica chocada com a informação tanto por ser sua Jess, como por que ela estivera ali na mesma noite, mas não se lembra de nada.  Rachel então decide partilhe o que ‘sabe’ de Jess e Jason para a polícia, se envolvendo numa trama que pode lhe tirar a vida”

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Primeiro livro que leio da autora e com certeza me faz querer ler mais dela. Embora minha teoria de quem teria sumido com Megan estivessem corretos, os motivos para tal coisa foram errados. 

O livro tem um enredo muito bem construído e mesmo que o vilão seja óbvio a pergunta do porque é tão dificil de ser respondida que tornar o livro fantástico. Ele mistura passado presente e futuro, com uma grande maestria combinando com um suspense de tirar o fôlego. A escrita de Hawkins é meio pesada. Não é um livro com muitas falas, mas com muitos pensamentos que em inúmeras vezes são atordoantes. 

Tenho que dizer que de cara eu senti muita pena de Rachel. A mulher alcoólica tem problemas suficientes para fazer qualquer um  desistir. O marido Tom a deixou por outra mulher, Anna e ela recentemente perdeu o emprego. Rachel é humilhada e penalizada por sua situação e a maneira com que os outros personagens falam ou lidam com ela me deixa zangada. Ela realmente não merecia. Seu ex-marido Tom, por exemplo, a trata como se ela fosse uma desiquilibrada e como se ele não tivesse nada haver com isso.  Megan, conta sua história no passado. Sobre como se sentia em relação ao marido, ao seu passado sombrio e ao irmão morto. Megan, é uma personagem que assim como Rachel precisa de ajuda e apoio, mas que não tem coragem de pedir.

Eu gostei muito do livro e recomendo. Foi um bom suspense quase nada a desejar. Eu super recomendo.

Título: A Garota No Trem
Título Original: The Girls On The Train
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Ano: 2015
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟