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| LIVROSOFIA | Amadurecimento literário.

Oii gente, tudo bom com vocês?! Hoje é dia de mais um livrosofia, segundo post dessa série e admito que tenho me segurado para não ir postando tudo de uma vez. Já tive maravilhosas ideias minhas e de amigos para construção de postagens e por isso sei que esta série vai ter uma longa vida. Além disso, de vez em quando vou postar alguns trabalhos das minhas aulas de literatura aplicada da faculdade, pois já que somos leitores e nossa good vibes é literatura, nada mais justo que compartilhar com vocês algumas coisinhas sobre gêneros e quem sabe discussões sobre os papéis dos personagens e da própria literatura em contextos humanos. Então, como recadinho se vocês tiverem alguma ideia de discussões para essa aba, fiquem a vontade para comentar ou mandar um email. Eu adoraria saber mais um pouco sobre o que vocês gostariam de ver aqui no blog.

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Na semana passada falei um pouco sobre indicações literárias e como cada leitura é diferente para cada pessoa. Por isso, o livrsofia de hoje será sobre a bagagem que o leitor carrega e que vai aumentando com as situações ao longo do tempo. Mais especificamente será sobre o amadurecimento literário que todos nós temos a medida que vamos mergulhando cada vez mais no mundo dos livros.

Em todas as fazes de nossa vida, a medida que passamos por diversas situações, vamos aprendendo e evoluindo com elas. No mundo literário as coisas funcionam da mesma maneira, onde, através de cada obra, nossas formas de ver os livros vão mudando e se reinventando. Os leitores, principalmente os de longa data, podem perceber que certos tipos de obras não são mais tão prazerosas ou significativas como poderiam ter sido se houvesse sido lidas em uma época passada ou mesmo em uma futura. Os livros que lemos por obrigação nos tempos de escola não nos dizem muita coisa talvez pelo simples fatos de não estarmos preparados para eles. E os livros menos trabalhados, que não chegam a trazer uma história realmente bem construída as vezes parecem deixar uma sensação de nostalgia onde sentimos saudades de uma época onde sabemos que esta história funcionaria melhor. Não que isto se aplique a todas as obras, mas em parte delas, naquelas em que não conseguimos sentir seu impacto porque não estamos mais ou não chegamos ao momento de entender elas em sua plenitude.

O amadurecimento literário ocorre gradualmente sem ao menos nós percebemos. A medida que os componentes literários das obras vão se tornando mais importantes passamos a ter uma maior criticidade com o que estamos lendo. Assim, vamos ganhando personalidade crescendo em nossas leituras reconhecendo o novo do que já havia sido dito. Dessa forma, ao pensar que existe variados tipos de livros pois existem variados tipos de pessoas, inserimos aqui que existem variados tipos de leitores porque quando eles amadureceram literariamente o fizeram de modo diferente um dos outros.
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Essa evolução gradual ocorre porquê o leitor começa a sentir necessidade de uma maior construção na história tanto a favor de seu enredo como também de seus personagens. Não que busquemos isso arduamente, mas sim sendo algo que simplesmente acontece com todos porque nossa mente se torna mais complexa e para nos manter interessados também precisamos de livros mais complexos.

Amadurecer é tornar-se mais desenvolvido e complexo. É criar uma identidade, ser mais crítico e ponderado. No mundo literário, crescer é muito mais que começar a ler obras “intelectuais” ou mundialmente conhecidas. É principalmente discernir o que nos fazia feliz na literatura do início do que nos faz feliz hoje. É se tornar crítico não para os padrões da sociedade, mas aos nossos próprios criando assim autenticidade e reconhecimento sobre nossas leituras.

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| T. A. G. | É Junino! É São João – Original.

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Oii gente como vão? Estava com uma saudade imensa de criar tags. Mas a faculdade tem apertado o cinto e eu tive que dar uma diminuída no ritmo das postagens. Mas eu moro no nordeste, e, apesar de não ter nascido aqui em São Luís, me considero filha da capital do Maranhão porque estou aqui há dezesseis anos. Por isto, como uma boa nordestina me sinto quase que intimada a dar as boas vindas ao mês de junho com uma tag relacionada a sua festa mais típica: O São João. Vou fazer a tag nas duas plataformas ao qual mais interajo com vocês que é aqui no blog e também no instagram. Serão respostas diferentes, muito embora sejam os mesmos desafios. Espero que gostem e que, marcados ou não, sintam-se à vontade para fazê-las.

1. Bandeirolas: Um livro que tenha o enredo muito bem construído e com várias nuances.

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– A trilogia Millenium do autor sueco Stieg Larsson é uma das mais bem construídas que eu já li. O livro tem foco em mulheres que sofreram algum tipo de abuso ou violência. É um livro de supense policial em que eu diria que cada um da trilogia apresenta uma parte de construção do enredo: o primeiro livro apresenta os personagens principais, o segundo o ato e o terceiro as consequências. São livros muito bom que todo mundo deveria ler.

2. Casamento Caipira: Um livro que satiriza algum tipo de situação.

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– Existem vários livros amadinhos que satirizam alguma situação. Os livros brasileiros são os campeões disto. O Auto da Compadecida do Ariano Suassuna satiriza o julgamento final, onde os personagens são confontrados com seu atos na sua morte. É um livro fantástico que demonstra que o jeitinho brasileiro não ficaria sem dar as caras mesmo na morte.

3. Forró: Um livro com ritmo leve e gostoso.

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– Perdida da Carina Rissi é uma obra que me fez rir e que eu li com bastante rapidez. Eu torci pro casal SofIan dar certo e fiquei tensa em alguns momentos. Sou apaixonada por essa série. 

4. Fogueira: Um livro com personagens fogosos.

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Cinquenta Tons de Cinza da E. L. James é óbvio. Existem homem mais fogoso e sexy que o Christian Grey? Eu tenho minhas dúvida.

5. Quadrilha: Um livro em que todos os personagens seguiram o que era esperado para eles.

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– Apesar de ser fã incondicional da Júlia Quinn, não dá para negar que os livros dela são em suma maioria clichês. Em Simplesmente O Paraíso eu achei bem piegas os personagens. Todos eles ficaram muito perfeitos e seguiram seu papel. Fiquei incomodada porque esperava algo mais. 

6. Pau de Sebo: Um livro bom mas que no final o autor deu uma grande escorregada.

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Recomeço de Cat Patrick tinha tudo para ser um dos melhores livros da vida. Mas no final, a autora deixou a obra rasa de mais se tornando um livro bobo, muito embora algumas coisas tenham me deixado bem entusiasmadas.

7. Simpatia: Uma série que você esta rezando para o lançamento do próximo volume.

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– Estou rezando para lançarem o próximo volume da Série Trono de Vidro. E por favor, criarem um box também. Preciso de todos os livros. Irremediavelmente.

8. Pé de Moleque: Um livro dificil de ler, mas que também se mostrou viciante..

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A Menina Que Roubava Livros me deixou viciada. O Markus Zusak teve um timing perfeito apesar de que as vezes o livro se tornou denso de mais. Mesmo assim, é uma obra que mudou minha vida. 

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Espero que tenham gostado da tag. Quem for fazer também usem nas tags Book Tag Junina para facilitar o encontro dos posts de vocês. Até o final do mês vou passar em todos os blogs que participarem da TAG e deixar um comentário sobre suas respostas. Por enquanto, vou marcar uns blogs amigos para fazerem.

Blogs Marcados:
Parabatai Books
O Senhor dos Livros
Suka
Palavras Imaginárias
Meu Querido Livro
Cuca Literária
Leiturizar

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Sombra e Ossos – Leigh Bardugo – Trilogia Grisha Livro Um

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza – o apoio de seu melhor amigo, Maly , e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras -, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter. A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas , a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras. Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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No primeiro livro da Trilogia Grisha eu adimito que fiquei absurdamente impressionada com a capacidade que a autora teve de manipular os meus sentimentos em relação aos personagens do livro. E muito embora eu tenha uma queda – daquelas bem bruscas – pelo vilão, não posso negar que o mocinho também desperta minha empatia.

O livro é, além de tudo bem escrito. Não é exatamente uma coisa nova, mas o contexto sob o qual se apresenta e a maneira com que foi apresentado foram incriveis. Cada personagem, cada lugar tem uma gama de elementos que fazem do livro uma obra completa. Há detalhes diversos sobre emoções e visoes, mas não se torna uma coisa excessiva e desnecessária. E os personagens possuem um quê de humanidade que os tornam tragaveis e apaixonantes.

Alina Starkov – eu simplesmente amo esse nome – é uma garota que busca a sobrevivência. Tanto a sua como de seu melhor amigo. Essa amizade mostra um lado frágil dela: aquele abnegado em que ela seria capaz de tudo para protege-lo o o tornando seu ponto fraco. Alina não é uma personagem chata a ponto de fazer drama e o único problema dela com certeza é a ingenuidade, tanto que o seu maior erro é justamente acreditar naquilo que lhe trará próxima a ruína.

Sombra e Osso é um livro incrível. Cheio de reviravoltas. É um livro que nos torna incapaz de ler e não se tornar fã.

Titulo: Sombra e Ossos
Titulo Original: Shadow And Bone
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutemberg
Ano: 2012
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Almanova – Jodi Meadows – Trilogia Incarnate – Livro Um.

Primeiro livro bem impressionante da Trilogia Incarnate. Desde o início do ano eu estava procurando um bom livro de ficção para ler e quando ouvi falar em Almanova fiquei bastante animada para começar a ler os livros. Mas como sempre, quando eu tive a oportunidade de ler a história acabei deixando para depois e depois sempre pegando outro livro no lugar. Até que anteontem peguei o livro para ler e não estou insatisfeita com a escolha.

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Ana é uma almanova. Por milhares de anos, em Range, as almas reencarnaram em processo contínuo, evolutivo,conservando as memórias e experiência de vidas passadas. Quando Ana nasceu, porém, outra alma desapareceu, e isso se tornou um mistério…

SEM-ALMA

A própria mãe acredita que Ana é uma sem-alma, um presságio de que o pior está por vir, por isso, decidiu afastá-la do convívio social. Para escapar da reclusão e descobrir se reencarnará. Ana partirá em uma jornada até a cidade de Heart.

Contudo, os moradores temem sua presença e o que ela significa. Quando dragões e sílfides atacam a cidade, poderá Ana ser responsabilizada pelo infortúnio?
HEART

Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e importante. Quando ele passa a defendê-la, o relacionamento floresce. Mas será que Sam pode amar uma pessoa que viverá apenas uma vida? Será que os inimigos de Ana (seres humanos e criaturas mitológicas) permitirão que fiquem juntos? Ana precisa desvendar o erro que lhe deu a vida de outra pessoa, mas será que essa busca ameaçará a paz de Heart e destruirá a promessa de reencarnação para todos?

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A leitura de Almanova foi fácil. Do tipo fluído e sem muita enrolação como acontece em vários livros. Sempre havia uma riqueza de detalhes que a autora conseguia expressar muito bem sobre os sentimentos de Ana. Gosto desse tipo de livro mais bem trabalhado na questão do que o personagem tem a dizer sobre o que sente no momento, mas senti um pouco de falta nos detalhes sobre as cenas: lugares e reações dos outros personagens. Isso dificulta um pouco, pelo menos para mim, eu me sentir dentro do livro e vendo a cena se desenrolar na minha frente.

Os personagens, em suma, são oito ou oitenta. Existe aqueles que você gosta de cara como Stef e outros que você detesta como Li. Mas cada um, a sua maneira, apresenta características que os fazem soar reais. Imperfeitos, em pequenos detalhes, que mesmo custando a serem percebidos acabam por dar a eles o toque verossímil tão importante para a construção da história.

Descrito de cabelos escuros, barba por fazer e braços fortes, Sam é um jovem adolescente de cinco mil anos que tem amor pela música e que acredita que Ana é muito mais que um erro ou uma sem-alma. Carismático, Sam não é do tipo que me faz suspirar por ser doce de mais, mas com certeza não fez ter um nojinho básico dele pela mesma razão, isto porque mesmo parecendo em excesso, existe muita verdade embaixo do que ele sente ou no que mostra sentir.

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Ana é descrita como ruiva (porque sempre ruivas?), cheia de sardas e de corpo mignion, é uma das personagens mais impulsivas que já me deparei e exatamente por isso que não entendo muito por que gosto dela. Sempre fui mais fã de personagens que cauculam tudo a lá Sherlock Holmes, mas de alguma forma, Ana ser tão fechada e impulsiva a sua maneira de ver a vida, faz que não só eu goste dela como eu a entenda e internamente a incentive.

Ana é extremamente desconfiada por ter sido maltratada por sua mãe a vida inteira. Li não só a maltratava como lhe ridicularizava, fazendo com que sempre esteja com um pé atrás não em relação a se proteger fisicamente como se proteger mentalmente das pessoas. Sempre esperando que elas rissem ou zombassem dela.

“Talvez me observar fosse como observar um gatinho recém-nascido, cego e miando, pedindo ajuda, comida e amor. Bonitinho, mas inútil. Pequenas vitórias, como encontrar o leite da mãe, recebiam elogios.”

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Ana também tem medos e curiosidades sobre Heart relacionados não só as pessoas mas também a própria cidade. Coisas que ela não entende do porque, mas que estão lá mesmo que não haja examente uma explicação. Um exemplo disso é o templo no meio da cidade considerado por todos reconfortante, mas que dá a ela sensação de medo.

“Eu odiava o templo. Por causa do meu instinto, desde a primeira vez que o vi e senti que estava olhando para mim, e depois quando senti a pulsação através dos muros da cidade. Uma pedra não deveria ter um coração batendo.”

Almanova é um livro muito interessante e novo. Especialmente novo. Tenho certeza que para Almanegra e Infinita (próximos volumes da série) muitos segredos me aguardam. Livros que estou maluca para ler.

Título: Almanova.
Titulo original: Incarnate.
Autora: Jodi Meadows.
Editora: Valentina.
Ano: 2013
Tempo de leitura: Dois dias.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Veneno – Sarah Pinborough – Saga Encantadas – Livro 01

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“Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativam por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia!”.

Realmente me fez repensar em meus vilões. “Veneno” da saga Encantadas de Sara Pinborough foi uma leitura fantástica. Repleta de reviravoltas e personagens bem diferentes do imaginado.

O livro de Pinborough é no mínino bem escrito. Um livro em que cada palavrinha, cada virgula, cada expressão que se encaixava perfeitamente no proposto pela autora. Não é um livro que tenha muitos diálogos em suas parginas. Ha mais daquele texto cru que procura mostras que as palavras ditas não são necessariamente as pensadas.

Lilith, a rainha má, é de longe a personagem que mais gostei. A descrição dela me lembra muito a da personagem de Charlize Theron em Branca de Neve e o Caçador, mas com toda certeza é só isso.

“Ela era linda. Seus cabelos eram como o gelo nas paredesíngremes dos Montes Ermos. Seus lábios em forma de coração eram como os botões de rosa dos ramos mais altos da roseira, e os olhos eram tão azuis e frios que doía só de olhar para eles.”

Mas o mais impressionante era que a megera não é exatamente uma megera. Mas sim uma jovem mulher infeliz que usa da beleza para conseguir poder e que fica aterrorizada com a ideia de que uma mais bela tenha mais desse poder que ela.

“Em menos de quinze minutos, Lilith, com toda sua grande beleza, tinha sido esquecida, e ela se retirou discretamente e aliviada, forçando-se amanter o passo firme em vez de começar a correr assim que atravessasse as portas”

Já a Branca de Neve não foi e ainda não é uma personagem que eu goste muito embora ela seja melhor do que as outras personagens que figuraram no cinema ou nos livros como ela ou levando seu apelido. Branca, aqui, é uma jovem cheia de vida e selvagem. Mas não é uma personagem no raiar da inocência. Dá para ver malícia em seus gesto. Tanto para o lado malvado da coisa quanto para a sensualidade envolvida na questão.

“Ele ainda não estava pronto para falar sobre ela, seu charme selvagem, sua habilidade sobreum cavalo, o jeito como nadava livre e nua no lago.”

Um livro surpreendente e sagaz, “Veneno” foi tudo aquelo que eu não esperava. Um clássico como Branca de Neve quando transformardo normalmente nos mostra a garotinha ingênua e indefesa que se transforma na heroína que vai ser a salvadora de geral. Mas quando Sarah escreveu esse livro provavelmente ela tinha em mente esse pressuposto. E então retirou de mim tudo que eu achava que sabia que acontecer e me deu um grande tapa na cara dizendo “OTÁRIA.”

Um livro inesquecivel que com toda certeza me deixou com um sabor irresistível de quero mais.

Título: Veneno – Encantadas – Livro Um.
Título Original: Pouison – Enchanteds – Book One.
Autora: Sarah Pinborough.
Ano: 2013
Editora: Única.
Tipo: Ficção.
Tempo de Leitura: 3h30 aproximadamente.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Dezesseis Luas – Margareth Stoll e Kamy Garcia – Livro Um

“Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.”

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Bem diferente do que eu havia imaginado, Dezesseis Luas me fez voltar a me apaixonar por livros de adolescente e misticidade. Estava tão acostumada ao clichê que ler o livro foi bem emocionante, divertido e sagaz. A cada página ficava mais presa a história e definitivamente não existe arrependimento de ter lido tal livro.

Ethan Wate é um personagem que me apaixonei. Ele é leve e sabe o que esta fazendo e o que quer. Tem um tom bem humorado e suas reflexões são bonitas e adequadas para o momento. Já Lena Duchannes não fez meu estilo. Na verdade ela passou bem longe disso. Dramática e impulsiva de mais para meu gosto, Lena se torna chata e cansativa. Puxa! Eu sei que você tem problemas e tal, mas desnecessário fazer o pobre Ethan ficar amargurado por isso também.

Além deles dois, outros personagens secundários me chamaram muita atenção pela verossimidade de suas características com o que é real:

🔹Link, o melhor amigo de Ethan, super engraçado capaz de tirar a tensão nas horas mais improváveis;

🔹Amma, que é praticamente sua mãe postica e que lembra muito minha própria mãe;

🔹Macon, tio de Lena, sereno e perspicarz. Impossível de se esquecer.

E por aí vai. Dezenas de personagens (incluindo a Mansão Ravenwood) que torna Dezesseis Luas um livro completo e maravilhoso der lido.

Serie: Beatiful Creatures – 01.
Título: Dezesseis Luas.
Autor: Margareth Stohl e Kami. Garcia
Ano: 2010.
Editora: Galera Record.
Páginas: 488
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

A Desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

Hoje vou começar as resenhas sobre a trilogia Mara Dyer. As próximas vão vir nos próximos dias conforme eu for acabando as leituras.Se você gosta deixe seu comentário e curta a resenha. Não se esqueça de seguir o blog para ter as notificações de novas resenhas. Então vamos lá…

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la…

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No primeiro livro da trilogia Mara Dyer, a loucura parece ser a única explicação para os surtos da personagem. Diferente de tudo que vamos lendo ultimantemente – distopia e escolas “para jovens especiais” – Michelle Hodkin nos trás um mundo onde a mente é a maior das protagonistas.
Quando eu comecei a ler o livro, poucas explicações vieram em minha cabeça. Afinal, Mara tem alucinações o tempo todo e sonhos que não revelam aos poucos o que há de errado com a garota.
Mara se sente sozinha e com medo, não só da loucura, mas também da atração inevitável que sente pelo enigmático Noha.

Mara é uma personagem atípica e com quê de humanidade. Aquele tipo de personagem verossímil. Não perfeito, pelo contrário, uma personagem que mente e engana para conseguir o que quer e fugir quando a situação fica complicada de mais para si. Mara também é reclusa a si mesma. Não tem tendência a conversa de seus problemas com os outros – mesmo com uma mãe terapeuta – o que dá, pra entender já que a garota pode ser internada em uma clínica psiquiatra por fantasiar com seus amigos mortos e com atos que tecnicamente não haveria como ter culpa.

Noha também é um personagem verossímil. Ele, assim como Mara mente. Mas também sente raiva pelo abono familiar de seu pai e dor pela morte de sua mãe. Noha é misterioso. Seus pensamentos são confusos e antagônicos. As vezes tenho dúvida de quem ele é de verdade. Se ele realmente quer ajudá-la ou se esta atrás de alguma coisa relacionada a ela.

De todo modo, não tenho algo a dizer contra o livro. Ele é bem escrito e estou criando uma grande espectativa para o próximo livro da trilogia.