Arquivo da tag: estrelas

( Resenha ) Em Algum Lugar Nas Estrelas · Clare Vanderpool

Minhas sonhadoras Corujinhas, abram suas asas para alçar vôo aos céus para uma jornada pelas estrelas e pelos desejos que se escondem no coração de dois garotos que precisam se descobrir e se encontrar.

image

Título: Em Algum Lugar Nas Estrelas
Título original: Navigating Early
Autora: Clare Vanderpool
Editora: Darkside Books
Páginas: 272
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Jack Baker se vê praticamente ao fim da Segunda Guerra Mundial, mas sem motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine onde conhece o enigmático Early Auden.
O que começa como uma improvavel amizade, acaba por se tornar algo mais quando os dois partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache em uma aventura Em Algum Lugar Nas Estrelas. Esta é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso.

☆ ゜・。。・ ゜ ★ ゜・。。・゜ ☆

Então percebi meu próprio reflexo no vidro. Meu rosto era diferente. Não só por ser mais jovem. Não só porque não sorria. Mas porque o verão passado me ensinou uma lição que, pelo que eu via, o capitão da equipe ainda não havia aprendido: a vida não cabe em uma taça, e nada dura para sempre.

Ler Em Algum Lugar Nas Estrelas estava em minhas meta desde que me deparei com a sinopse do livro em uma resenha no blog Parabatai Books que me deixou encantada com enredo proposto por Clare Vanderpool. É muito raro eu me aventurar pela literatura infanto juvenil pois sempre busco livros com maior profundidade em seu enredo. Mas agora percebo que talvez tenha julgado o gênero um tanto precipitadamente já que tão forte como o nome, este livro me proporcionou uma leitura espetacular sobre o significado real de uma jornada. O livro é narrado de forma simples com maior detalhismo em sentimentos que em situações. Sem tantos diálogos e com parágrafos extensos, a autora conseguiu dar ao leitor uma leitura longe de ser pesada. Essa foi uma das características do livro que mais me surpreendeu. Por ser um livro puxado pro infantil imaginei que seria mais raso, quando percebi menos diálogos e mais sentimentos pensei que ocorreria o contrário; mas ocorreu justamente um meio-termo que deixou a leitura gostosa de ser realizada.

Jack e Early tem uma amizade linda e bem construída onde ambos — principalmente Jack — aprendem um com outro sobre o poder que esse sentimento têm e como ele capaz de nos ajudar a ter uma vida melhor. Tanto Jack como Early tem grandes perdas em seu passado bem como desafios para lidar com a própria vida futuro. Ambos são peixes fora d’água em um mundo onde à sua maneira são diferentes dos que lhe rodeiam. Mas enquanto Jack sente necessidade de se enquadrar, Early sente-se seguro agindo como lhe faz feliz. Quando os dois se encontram, encontram também alguém com quem possam partilhar a virtude de serem eles mesmos. Pois a amizade deve fazer sentir à vontade com aqueles que escolhemos.

Encontrar o caminho não significa que você sempre sabe o que está fazendo. Saber encontrar o caminho de volta para casa que é importante.

O ponto alto do livro é a jornada que Jack e Early que percorrem. Crescer é sempre difícil, pois não é fácil sair do conforto dos laços mágicos da infância e descobrir a vida como ela é em realidade. O crescimento de Jack e Early está unido justamente ambos têm na necessidade de deixar o conforto para trás e perceber que o mundo esta além da ficção. Não que esses laços sejam ruins, mas porque eles nos impedem de seguir em frente. E crescer é amadurecer de todas as maneira todos os dias, pois coisas ruins e perdas aconteceram, mas será nossa decisão descobrir que temos que abandonar antigos sentimentos para abrir caminhos para novos.

Em Algum Lugar Nas Estrelas traz lições para toda vida através da doçura de duas crianças. Entre amizade e procuras, Clare Vanderpool traça uma obra única através dos números e de novas descobertas. É um livro para ser lido em todas as idades porque nunca é tarde de mais para sonhar com as estrelas.

Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

image

A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••
Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
•••°•°°••°°°••°°••°•••°°° •••°•°°••°°°••°°••°•••

** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.