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( Livrosofia ) Romances

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos dar continuidade a explicação dos gêneros românticos. O post de hoje será voltado aos romances antigos: clássicos, o histórico e  o de época. Embora muitas de vocês já devam saber a diferença básica entre eles, para quem está começando e não quer entender melhor a definição a ideia é ajudar. Espero que gostem do post, afinal, são alguns dos meus gêneros favoritos.

◆══════════●|| [ Romance Histórico ] ||●═══════════◆

segunda-guerra-mundial-historia-causas-e-consequenciasO Romance Histórico é assim definido por se passar antes da guerra do Vietnã ou da Segunda Guerra Mundial variando entre as editoras. O enredo será concentrado no desenvolvimento do herói e heroína, dentro de um cenário histórico popularmente conhecido que deverá surtir um efeito sobre esses personagens. O romance romântico fica caracterizado como uma trama ou uma subtrama a parte central da obra, o historicismo.

Assim sendo, torna-se fácil definir as obras que pertencem a essa categoria, pois o fator histórico é abrangente na trama. Mas para fazer a classificação podemos levar em consideração alguns pontos. O fato histórico deve ser o ponto de partida para a construção da ficção. Os personagens devem apresentar valores éticos e morais da época, ao passo que o autor deve procurar recuperar estruturas sociais, culturais, políticas e estilos referenciais ao passado. A narrativa é construída no tempo passado e as situações factuais devem ser legitimadas através de documentos e referências

a garota que voce deixou para trasA Garota Que Você Deixou Para Trás da escritora britânica JoJo Moyes tem boa parte da obra pertencente à essa categoria, pois tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, onde os personagens tem suas vidas modificadas por tal acontecimento. Os valores sociais da época também estão presentes e é certo afirmar quem sem o historicismo não haveria enredo. Mas é bom ressaltar que essa obra não é considerada do gênero completamente, pois foi combinada ao drama. O Tempo e O Vento de Érico Veríssimo é outro exemplo de romance histórico, pois o Terra-Cambará tem suas vidas e os costumes modificados pelos acontecimentos da guerra do Paraguai contra o Brasil.

◆══════════●|| [ Romance de Época ] ||●═══════════◆

moda feminina 1869O Romance de Época tem uma estrutura única. Não tem afinco com datas e nem faz referências à fatos históricos importantes. Muito menos se preocupa em mostrar como se comportava um povo em determinado momento, para questões além das factuais. Os livros desse gênero – em suma maioria – se destacam por aludirem a sociedade londrina no período vitoriano (de junho de 1837 a janeiro de 1901) valorizando a moda, etiqueta social, passeios comuns como jantares, festas, campos ou teatros.

nove regras a ignorar antes de se apaixonar

Entretanto, muito embora a primeira vista pareçam obras frívolas, essas obras costuma destacar a o casamento por conveniência, as amantes, as diferenças entre as classes sociais – nobres versus plebeus -, mas principalmente a fragilidade feminina que espelha as diretrizes atuais. Os romances da autora estado-unidense Sarah MacLean por exemplo, costumam ter protagonistas firmes que estão além das convenções sociais.

É interessante perceber que muitas autoras de romances de época utilizam como pano de fundo um mesmo ambiente, de modo que atitudes de um personagem influenciam diretamente na vida de outros. MacLean, por exemplo, escreveu três séries quase que complementares. A série Os Números do Amor se passa dez anos antes de O Clube dos Canalhas (onde duas protagonistas aparecem como coadjuvantes na anterior). que por sua vez se passa um ano antes da série Escândalos e Canalhas, onde uma de suas coadjuvantes devem estar presentes em sua próxima série Barenuckle Bastards.

◆══════════●|| [ Romance Clássico ] ||●═══════════◆

A determinação de um romance como clássico é variável e subjetiva. Sua principal diferença entre os outros gêneros, tanto dos aqui citados como dos demais literatos, é sua capacidade de ser atemporal. Se o romance histórico é assim definido por se passar em uma época anterior a do autor, o romance clássico será aquele que ultrapassa as barreiras do tempo tornando-se atual apesar de sua data de nascimento. Romance clássicos costuma ser celebrados por acadêmicos, críticos e professores, que mesmo se não gostarem da obra em seu cerne principal, as entendem como leituras obrigatórias para qualquer pessoa que pretenda alguma seriedade em relação a literatura e a história que a envolve.

orgulho e preconceitoPor certo, não cabe ao crítico considerar um Clássico superior aos outros, apenas ressaltar qualquer tentativa de esquecê-lo pois esse romance será base para a construção de outros (que podem ou não serem considerados superiores).

Dando um exemplo pessoal de tal entendimento, posso afirmar de modo categórico que não encontrei-me na leitura de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Entretanto, não posso afirmar que tal livro deva ser ignorado pois sua mocinha, Elizabeth Bennet, tem uma personalidade facilmente encontrada como inspiração dentro de outros enredos. Dessa maneira, um romance clássico é um produto de seu próprio tempo e das críticas sociais que seus livros refletem entre a realidades usada para contrapôr um cenário social e político da sociedade de determinada época. Ou seja, a literatura clássica serve para ensinar aos leitores algo a respeito de seu próprio mundo.

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Espero que tenham gostado. Beijos.

 

 

 

( Resenha ) Entre O Amor E A Vingança · Sarah MacLean · Livro 01

Minhas amorosas Corujinhas, preparem-se para voltar no tempo e entrar em uma casa abandonada e um coração perverso em sua busca para recuperar o que foi seu por direito. Mas o que pode parecer uma busca por vingança, pode se transformar no mais alto dos sentimentos.

Capa

 

Título: Entre O Amor E A Vingança
Título original: A Rogue by Any Other Name
Autora: Sarah MacLean
Série: O Clube dos Canalhas #01
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue… Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury. Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles… até mesmo seu coração.

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Sarah MacLean é sem dúvidas uma das minhas romancistas favoritas. Ler seus romances sempre me faz ficar apaixonada pelos personagens e o crescimento que eles têm durante o correr de suas histórias. Mas a capacidade o que mais me deixa entusiasmada com seus livros, é a maneira com que MacLean os cria tendo como base uma sociedade puramente machista e mocinhas dispostas a quebrar todas as regras da sociedade. Muito embora esse mocinho não seja machista e essa mocinha não esteja dando um salto atrás de aventuras, é justamente o caminho que os modificam que torna esse livro especial.

Uma característica comum as narrativas de MacLean é a facilidade com o qual elas transcorrem. Com capítulos curtos, o livro é permeado por pensamentos e sentimentos que se modificam à partir da evolução do livro. Acho realmente fantástico como a autora consegue dar rumo a narrativa. Nunca consigo abandonar a leitura e sempre fico sedenta pelo que esta para vir. E toda vez sou surpreendida pela direção que as coisas tomam, onde muitas ações e reações são bastante inesperadas para mim. Tudo isso, faz com que Sarah possua características únicas capazes de surpreender o leitor sempre o instigando e mostrando que por ser um romance de época o clichê não é a única opção.

Se a narrativa é uma das minhas favoritas, o enredo proposto faz meu coração saltitar. De início faz-se pouco evidente que tipo de evolução a autora vai trazer porque tudo parece ocorrer bastante rápido à princípio e então mais lento a medida que o tempo passa. Mas então percebemos que na verdade ela tem muitas coisas à mão quando seu desenvolvimento esta na personalidade de Penélope e Bourne do que no destino que os rodeia.

Em paralelo com o título, Penélope está em uma jornada para descobrir quem é além do que a mulher perfeita, mas não boa o bastante para ter agarrado um duque em sua primeira temporada. Ser uma uva da sociedade não lhe garantiu nada ao invés de ser associada ao sem graça. Penélope precisa descobrir quem é verdadeiramente para ser feliz e ter algo a mais do que a sociedade londrina espera. Já Bourne esta tem plena consciência que tudo que precisa é vingar-se de quem lhe tirou tudo paraser feliz, quando na verdade precisa apenas olhar para dentro de si e perceber que nem tudo é ódio pois o melhor da vida está no amor de quem nos rodeia.

Apesar de ter amado tanto os contextos da obra e boa parte do que a autora propôs tenho que admitir que — mesmo entendendo o personagem — quis dar na cara do Bourne. Pois achei bastante demorado ele finalmente cair em si de modo que foi irritante muitas de suas atitudes. Mas fora isso, e quem sabe um tanto de drama à mais que o necessário, não houve nada que tenha me desagradado.

Entre O Amor E A Vingança é um dos melhores romances de época que já tive o prazer de ler. Engraçado, caritivante, apaixonante e inspirador este livro é obrigatório para os amantes do gênero, assim como uma ótima pedida para aqueles que estão iniciando no gênero. Um livro feito para atrair o desejo e a ruína de um leitor.

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Para Sir Phillip Com Amor – Júlia Quinn

Para Sir Phillip, Com Amor – Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.

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No quinto livro d’Os Bridgertons chegamos ao comecinho da segunda parte da obra de Quinn. Embora os primeiros irmãos apareçam com freqüência é mais fácil notar oe quatro últimos presentes nesta parte da série.

No começo do livro senti uma falta muito grande das tiradas da sociedade de Lady Winstledow – by Penélope Fearthing – pois eu sempre achei-as interessantes e geniais, e ter “perdido-a” dá um saudosismo muito forte. Porém Júlia começa a iniciar os capitulos através de cartas. Combina bastante com o tema do livro diga-se de passagem.

“…e então, certamente não o surpreende, falei muito. É que não podia parar, mas suponho que é o que faço quando estou nervosa. Só podemos esperar que, no futuro, tenha menos razão para estar nervosa.”
Eloise Bridgerton a seu irmão Colin, pelo motivo da estreia de Eloise na temporada londrina. Então, abriu a  boca.

O livro se inicia com Phillip contando como perdeu sua primeira esposa e como Eloise entrou em contato com ele a primeira vez. No livro anterior, Colin tinha desconfiança do porque Eloise passava o dia todo no quarto e quando saía estava com os dedos manchados de tinta. A resposta vem neste livro já que a dama em questão havia passado o ano inteiro se correspondendo com o homem. Neste ponto percebemos muitas coisas sobre o casal. Sobre Eloise, que a mulher além de amar escrever cartas anda infeliz com sua vida. O fato que sua melhor amiga pouco tempo antes era uma solteirona assim como ela e que, para Eloise, ficaria por um bom tempo ter sido modificado quando ela recebeu a proposta de casamento, trouxe a ela um sentimento que estaria ficando para trás e que não poderia ser assim. Então precisa encontrar alguém que lhe dê um sentido a mais em sua vida. Phillip por outro lado é um homem amargurado e infeliz que procura uma mulher para dar uma mãe a seus filhos Amanda e Oliver. E é à Eloise que ele vê a mulher ideal para fazer essa proposta.

Isso seria um arranjo perfeito se não contar o fato que ambos não se conhecem nem mesmo de vista.

Quando acabou de lê-la, guardou-a em uma gaveta imediatamente, sem entender o que lhe pedia. Pretendia casar-se com alguém a quem nem sequer conhecia?
Não, bom, isso não era de todo certo. Conheciam-se. Haviam-se dito mais coisas por carta em um ano do que muitos casais conversavam ao longo de sua vida em comum.

Uma das coisas que mais me impressionou no livro de Quinn foi essa correspondência as cegas seguida de um encontro onde muitas das concepções que se fizeram antes do pessoalmente caírem por terra. Pois embora seja um livro de época, ou seja, do passado, o assunto lembra tão bem o que vivemos. Quantas vezes não conhecemos alguém pela internet e poucas conversas depois já consideramos pakas? (eu que o diga rsrs). Só que mesmo assim ainda não conhecemos de verdade pois isto não é o mesmo que tocar uma pessoa de verdade não que eu não queria fazer isso e conviver com ela durante muito tempo. A Júlia traz isso para o livro tão claramente que assim que Eloise chega a casa de Phillip para conhecê-lo já vê que ele não é tão calmo ou paciente como aparentava ser.

Aliado a esse tema atual, estão os personagem de Quinn que mais uma vez me surpreenderam de formas inesperadas. Oliver e Amanda não são tão pestes como esperavam ser, apenas precisam de mais carinho e atenção do que tem do pai. Phillip tem medo de ser violento contra os filhos por fantasmas do seu passado assim passa a responsabilidade de cuidar das crianças para a qualquer pessoa que julgue responsável. E Eloise por sua vez se mostra responsável e perspicaz o suficiente para cuidar dos filhos mas que mesmo assim não pretende tomar as rédeas da situação sozinha incitada a ajudar o conhecido a melhor relação com as crianças.

E gostaria de não levantar a voz. Odiava levantar a voz, odiava o olhar de terror que reconhecia nos olhos de seus filhos.

Quanto aos shipper dos personagens principais, diria que foi um dos mais bonitos que já vi durante a saga. Tivemos um descobrimento do que é o amor com Daphne e Simon, a superação do medo com Anthony e Kate, o renascimento com Benedict e Sophie e a mudança de sentimento com Colin e Penélope. Agora vemos a construção de um amor a partir de quase nada. Como se tudo fosse um motivo para entender melhor o outro e se dar a chance de descobri ainda mais sobre a própria vida e que tipo de prazer ela pode se proporcionar. Eloise e Phillip constroem um com o outro um amor como se constrói uma casa. Primeiro os alicerces até o telhado, com uma base segura para se ter uma certa certeza que no final das contas as coisas vão dar certo.

Este foi um dos livros da serie que eu mais gostei perdendo apenas para seu antecessor. Um livro incrível de um romance inesquecível.

Título Original: To Sir Phillip, White Love
Autora: Júlia Quinn
Ano Original: 2003
Publicado No Brasil:
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Um Perfeito Cavalheiro – Júlia Quinn – Os Bridgertons – Livro 03

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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Júlia Quinn é uma das melhores escritoras românticas que já encontrei na vida, isto porque seus livros são capazes de nos deixar submersos na história de modo que é impossível largar o livro depois de começa-los. Quando eu inicei a leitura de Um Perfeito Cavalheiro sendo que eu  estava completamente encantada pelo livro anterior O Visconde Que Me Amava  eu só conseguia pensar que o livro só podia ser maravilhoso. E embora este não tenha se tornado um dos meus favoritos da série ainda sim foi incrível.

Sophie Basset é uma moça como quase qualquer outra. Tem sonhos e anseios por uma vida melhor do que possui e o desejo de ser realmente feliz com alguém que lhe ame. Eu gostei muito da personagem pela simplicidade e verdade que ela me passou e mesmo que ela seja calma e respeitosa, ainda sim há nela um espírito de justiça que vigora em suas palavras.

Benedict Bridgerton é tudo que sua história promete: um perfeito cavalheiro. Contanto, isso me faz desgostar dele, afinal não sou do tipo que gosta dos perfeitinhos de mais. Porém não posso negar que o modo como ele ficou após a súbita partida de Sophie do baile, que eu fiquei com certa piedade do seu sofrimento.

Quando você começa a história é bem perceptível a Cinderela em Sophie, mas mesmo depois dessas primeiras oitenta páginas eu imagino que a história de verdade só começa com o reencontro do casal depois do salvamento de Benedict. E esse momento, após esse heroísmo, que eu realmente achei impressionante. Pois Quinn conseguiu mostrar como ressurgiu em Sophie a paixão por aquele que tinha pensado durante tanto tempo, como a aceitação de Benedict que a mulher do baile não voltaria mais e que ele deveria deixa-la para trás e se entregar a nova paixão.

Um Perfeito Cavalheiro é emocionante e carregado de sentimentos. Almas gêmeas como Sophie e Benedict nunca haviam sido retradas com tamanha veracidade. Um livro inesquecível.

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Título Original: An Offter From A Gentleman
Série: Os Bridgertons 03
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2001
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Escândalo Na Primavera – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – 04

Daisy a mais nova e romântica das solteironas há finalmente sido intimada por seu pai, depois do casamento de sua filha e maior com um conde, Thomas Bowman não quer que sua caçula se case com João ninguém, para isso lhe dá um ultimato. Ou arruma um marido em 2 meses ou ele se casará com um homem que ele quer. Mathew Swift. O pior pesadelo da infância de Daisy, o jovem magricelo que tanto havia irritado a ela e a Lillian, ela não quer ouvir nem falar no assunto. E junto com suas amigas, e seus maridos, resolvem uma nova empreitada a caminho de achar à um lorde há altura de Daisy, porém Daisy não contava com o fato de Mathew ter se tornado um homem extremamente atrativo e muito menos com a atração eu sente por ele. E agora?

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O quarto livro dessa serie maravilhosa da Lisa Kleypas foi o que eu menos gostei. Por algum motivo que não consigo decifrar o porque, não consigo gostar dos dois personagens principais. Embora seu romance me agrade, não tenho uma empatia pelo casal a ponto de shippar os dois.

Assim como seus antecessores, Escândalo Na Primavera é muito bem escrito. Tem detalhes onde deve ter sem serem restringidos ou excessivos. Existe aquele ritmo de leitura fixo em que não é dificil acabar o livro ou se manter preso a leitura. Afinal, a história contada por Lisa Kleypas é maravilhosa. Um tipo cliché de romance sim, mas com pontos e contrapontos que desenvolvem a leitura de maneira única.

Meu problema com a obra mesmo foi  essa frieza que tive com os personagens principais e em um romance, ainda mais um romance de época que são meus favoritos, não se apegar ao casal é um grande problema. Parece que fica faltando um pedaço do que completa uma leitura: Aqueles sorrisinho que surge durante o primeiro beijo; A ansiedade para eles se dizerem apaixonados um pelo outro, todos esses detalhes que fazem da  leitura melhor.

Escândalo Na Primavera é um livro bom. Que pode agradar outras pessoas quando não o fez comigo.

Titulo: Escândalo Na Primavera – As Quatro Estações do Amor – 04
Titulo Original: A Scandal In The Spring – The Wallflowers – 04
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟

Pecados No Inverno – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro Três

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Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança. Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lorde St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian. A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.

Ainda estou apaixonada pela escrita de Lisa Kleypas e não sei porque diabos nunca tinha ouvido falar nessa moça antes. Os livros dela são fantásticos e embora eu ainda goste mais de Era Uma Vez No Outono do que deste último, o livro não foi ruim, mas maravilhoso.

Pecados No Inverno assim como os outros livros da serie é bem escrito e cheio de personalidade. Achei incrível o modo como as coisas foram se desenrolando no decorrer da história mesmo que não fosse algo exatamente incomum; um casamento por conveniência onde os noivos se apaixonaram. Mas o xis da questão é que eles não se odiavam no começo ou mesmo sentiam uma repulsa gigantesca um pelo outro e também não havia aquela atração desmensurada. Isso tudo, faz do livro que podia ser tão cliché se tornar uma coisa nova.

Evie é uma moça de personalidade que só é timida pelo modo como foi tratada a vida toda. Dona de uma beleza recatada e ao mesmo tempo sensual, a mulher tem fibra na hora de decidir o que quer. Evie seria o tipo de pessoa que eu odiaria de cara, mas nesse novo modo de fazer livro de Kleypas, tornou a timida moça em um exemplo de perseverança. Sua relação com Sebastian mostra que por mais que seja inocente no que diz respeito a paquera, também burra ou submissa a ele.
Sebastian é um homem que de início parece não valer o que come. Tendo figurado anteriormente em Era Uma Vez No Outono no rapto de Lillian Bowman, toma-se ele como um personagem sem escrúpulos e disposto a tudo por dinheiro (não sendo a toa que se casou por causa da herança de Evie). Mas no fim das contas, percebe-se uma evolução em Sebastian, desde o modo como via as pessoas a sua volta a vista sobre a esposa.

Livro incrível e cheio de rerivoltas, Pecados No Inverno é um romance digno de ser lido.

Título: Pecados No Inverno – As Quatro Estações do Amor.
Título Original: The Devil In Winter – The Wallflowers
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2006
Tempo de Leitura: Dois dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Era Uma Vez No Outono – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 02.

Quatro jovens damas se introduzem na sociedade londrina com um objetivo prioritário: utilizar todos os ardis e artimanhas femininos a seu alcance para encontrar marido. Assim, formam uma equipe: as solteironas. Esta é a história de uma delas…
Aconteceu em um baile… A Inteligente, desrespeitosa e impulsiva, Lillian Bowman compreendeu rapidamente que seus costumes americanos não eram recebidos com simpatia pela sociedade londrina. E o que mais as desaprovava era Marcus, Lorde Westcliff, um insofrível e arrogante aristocrata que, por desgraça,também era o solteiro mais cobiçado da cidade.
Aconteceu em um jardim…
Ali Marcus a estreitou entre seus braços e Lillian se sentiu consumida pela paixão por um homem que nem sequer lhe caía bem. O tempo se deteve; era como se existissem somente eles dois… E quase os apanham nessa atitude tão escandalosa.
Aconteceu em outono…
Marcus era um homem que controlava suas emoções, um paradigma de aprumo. Com Lillian, entretanto, cada carícia supunha uma deliciosa tortura, cada beijo um convite a procurar mais. Mas como poderia considerar sequer tomar como sua prometida a uma mulher tão obviamente inapropriada?

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Segundo livro da série d’As Quatro Estações do Amor é até agora o meu favorito. Eu entendi cada pedaço do ser de Lílian. Aquele espírito livre e aventureiro, e o certo desprezo pelas regras me fez gostar bastante da personagem. Sem contar que a bipolaridade de sua relação com Marcus: vivendo como cão e gato ou como um casal de passarinhos.

Como havia feito no primeiro livro da série, Lisa nos mostra uma visão além do romance de Marcus e Líllian. Sobre o preconceito que há contra Líllian por ela ser tao diferente, embora na minha opinião, o espirito vivaz dela é o que a torna tão bonita e especial.

Sobre o romance de Marcus e Líllian devo admitir que estou completamente apaixonada por ele. Por Marcus ser tão mandão e ela ser tão contra as regras, torna um livro divertido e até mordaz. R se tem um tipo de casal que eu gosto são aqueles que tem as opniões mais diferentes. Afinal de contas, é sem graça ficar com alguém que tem as mesmas opiniões que você.

Lisa Kleypas tem um dom para o romance. Estou cada vez mais apaixonada por seus livros e ansiosa por suas continuações.

Série: Quatro Estações do Amor – Livro 02.
Título Original da Série: The Wallflowers
Título: Era Uma Vez No Outono.
Titulo original: The Happened Oun A Autumn
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2005
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digita)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟