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( Resenha ) Um de Nós Está Mentindo – Karen M. McManus

Cinco jovens, quatro segredos e uma morte. Esteja preparado para juntar os pedaços desse quebra-cabeça ou você estará fadado a se perder neste jogo onde as mentiras podem valeram sua própria vida.

um de nos esta mentindoTitulo: Um de Nós Esta Mentindo
Titulo Original: One Of Us Is Lying
Autora: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Ano: 2018
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon 

Sinopse: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.

De qualquer forma, a culpa é das pessoas. Se elas não mentissem e traíssem, eu estaria na rua.

Um de Nós Está Mentindo é o livro perfeito para todos aqueles que precisam de um choque de realidade sobre a perversão das mídias sociais que estão tomando conta do mundo. Mas não se engane, essa obra não se trata de um thriller como subtendido na sinopse, mas sim como um drama estruturado através do suspense. Existem partes tensas e segredos dentro da narrativa, mas o ponto principal do enredo são os segredos dos personagens e a maneira com o qual lidam com eles. Sua vida, a adolescência e as provações que todo jovem passa ao chegar na idade de decidir o futuro é o verdadeiro foco de Karen M. McManus que apesar de não construir um livro perfeito, consegue nos deixar as mais diversas reflexões.

Algumas pessoas são tóxicas de mais para viver. Simplesmente são.

O livro é narrado em primeira pessoa pelos quatro personagens principais que acredito terem sido meus maiores problemas com a trama. Começando pela narração, eu senti certa incapacidade de McManus em construir personalidades divergentes. Muitas vezes acabei me perdendo no contexto da obra porque as narrações eram muito parecidas, mesmo com os nomes acima do capítulo indicando quem estava contando naquele momento, tanto que várias vezes tive que me guiar pelo círculo de personagens secundários em volta dos protagonistas. Isso tornou tudo confuso de um jeito negativo pois eu demorei a ganhar um ritmo para com a história.

Ainda em relação a falta de divergências dos personagens, apesar de ter gostado da maneira com o qual cada um lidou com suas questões particulares, tenho que admitir que tive certa decepção ao perceber que nenhum foi além do clichê. De certo modo, acredito que a autora planejava diferencia-los apenas não conseguiu o efeito desejado. Tanto que antes de morrer, Simon comenta que todos integrantes daquela detenção é o esteriótipo de alguma coisa: uma nerd, a gostosona, o astro do time e o bad boy misterioso. Assim quando a autora faz a inversão de suas personalidades através do segredos de cada um, ao invés de inovar e criar contextos que tragam surpresas, ela retoma o clichê não conseguindo alcançar as expectativas, pois se McManus queria mostrar que ninguém é o que parece, ela fez isso usando um clássico de cometerem “crimes” que vão ao oposto das aparências.

– Ela é uma princesa, e você, um atleta – responde ele, apontando para Bronwyn e depois para Nate, – E você é um crânio. E também um criminoso. Vocês são todos estereótipos ambulantes de filmes de adolescentes

Mas como sou uma pessoa do contra, apesar dessas primeiras falhas, não posso negar que o que me manteve presa a narrativa foi a evolução dos personagens, principalmente de Addy e Cooper.  De certo modo, foram elas que deram sentido a narrativa apresentando críticas sociais muito importantes para o cenário geral da obra que envolviam os amigos, família e relacionamentos amorosos. Acredito na importância desse tipo inserção no enredo porque ajuda a edificar o livro tornando-o bem mais sustentável. Não vou falar um pouco de cada protagonista porque para isso teria que dar spoilers dos segredos que eles escondem, mas é interessante perceber que essas críticas sociais estão presentes na obra de forma consciente aos próprios personagens. São elas que regem os segredos e as ações, pois é o medo das críticas geradas pela exposição que os mantem mentindo.

Porém, o que mais me chamou a atenção dentro da narrativa foi a percepção que autora teve em relação as mídias sociais e como estas afetam diretamente a vida de todos. De certo modo, o Falando Nisso – aplicativo criado por Simon – é basicamente a crueldade humana personificada. Ninguém faz fofoca porque quer ajudar, mas sim pela humilhação que ela propõe. As mídias sociais como um todo participam ativamente da propagação dessa crueldade. Quantas vezes não pudemos observar pessoas caindo ou sendo exaltadas por simples boatos levantados em fotos ou trends-topics? Ninguém realmente se preocupa em investigar apenas acreditam no que veem por terem a noção de que, se está em alta logo deve ser verdade. Por esse motivo, a exposição dos segredos assusta tanto os protagonistas. Pois caso apareça uma nota sobre eles no Falando Nisso, ninguém iria pensar que se tratavam de boatos, mas sim de verdade absolutas que poderiam destruir suas vidas.

Todas essas redes sociais… é como se você não pudesse cometer um erro, não é? Elas te seguem por toda parte. O tribunal é bem indulgente com jovens impressionáveis que agem as pressas quando têm muito a perder.

Apesar dos contrapontos, eu indico sim a leitura de Um de Nós Está Mentindo pelas reflexões que a autora coloca em suas páginas. Apesar de ser confuso, não é livro difícil de ler, tanto que o fiz em um único dia. É uma obra que tem significância ao abordar tantos assuntos que estão presentes em nosso dia-a-dia. Karen McManus te implica a pensar em como você julga as pessoas, como manter segredos é difícil e essencialmente como a vida pessoal pertence unicamente ao individuo.

Não sei porque é tão difícil para as pessoas assumirem que às vezes elas são idiotas que estragam tudo por acharem que nunca vão ser pegas.

( Resenha ) Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater – Livro 01

Minhas caras Corujinhas preparem-se para entrar em uma aventura épica através de cinco mentes e uma linha mística. O desafio é encontrar o que esta perdido, mas suas chances serão remotas e haverá um mundo de tormenta para tentar impedi-las.

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Título: Os Garotos Corvos
Título original: The Raven Boys
Série: A Saga dos Corvos #01
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Verus Editora
Páginas: 376
Ano: 2013
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante, em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginado.

“Destino,” Blue replicou, encarando sua mãe, “é uma palavra muito pesada para se dizer no café da manhã.”

Sempre fui do tipo de leitora que ama uma boa fantasia. O lado místico me envolve bastante principalmente quando têm magia e mitologia. Então imaginem meu estado eufórico em ler Os Garotos Corvos de Maggie Stiefvater que envolve ambas as coisas, aliadas à uma escrita sensacional. Eu não estava esperando gostar tanto da obra, mas me senti bastante à vontade e plena com a leitura.

Stiefavater tem o tipo de narrativa que normalmente tenho tendência a detestar. Isto porquê não existe preocupação da autora em cortar cenas desnecessárias que antecedem as de grande importância. Desse modo, a autora tem um ritmo descompassado que por vezes soa bastante lento. Trazendo para nossa língua ela procastina e como. Entretanto, não consegui me irritar com isso, porque retirei muito mais coisas das entrelinhas do que acima delas. Maggie teve o trabalho de não apenas contar uma determinada história, mas também criar personagens com vidas além dela. São vidas individuais entrelaçadas à algo maior, mas que nunca deixam de lado essa característica de unidade. Dessa forma existe muita poesia sobre viver através de uma fantasia sobre o que se quer alcançar.

“Você busca um deus. Você não suspeitou que também há um diabo?”

Outro ponto bastante encantador sobre a obra foram os personagens criados pela autora que apesar de não fugirem ao clichê programado para eles, também não são espelhos de uma única coisa. Blue é a única personagem feminina de modo que também é feminista e guerreira, mas isso não significa que não tenha medos e desejos como qualquer pessoa. Blue é uma garota que luta e age como uma garota. Gansey é o personagem rico que não é mauricinho, mas que também não nega os privilégios que possui. Na verdade, Gansey os aceita usando ao seu favor sem se preocupar com o que isto pode parecer. Ronan é o bad boy que lá no fundo tem coração, mas não se engane pensando que ele é um fofo inrustido: Lynch é as duas coisas demonstrando seu lado mais gentil apenas aqueles que merecem. Noah é misterioso e talvez o mais dificil de definir, mas nem por isso o mais complexo. Como se autora dissesse: nem sempre os mais tímidos são os mais complicados de entender. Já Adam é o menino pobre que está no meio de riqueza odiando e desejando-a. Em um sentimento duo, Adam é instavél e de certa forma o menos confiavél porque não consigo deixar de me perguntar o que ele seria capaz de fazer para conquitar o que deseja.

Dessa maneira, uma das qualidades mais promissoras do livro foi o desenvolvimento dos personagens. Apesar da sinopse ser bastante diminuta e apresentar Gansey e Blue como principais, o corretor é pensar em cada personagem como fio de uma teia. Se você puxa um, inevitavelmente atrai outro. Mais uma vez não estamos falando de contar apenas uma história de um casal ou de um individuo, mas sim de todos os que compõe o enredo com mesmisso grau de importância.

Ela reconheceu a estranha felicidade que vinha de amar algo sem saber por quê, aquela estranha felicidade que às vezes era tão grande que parecia tristeza. Era a maneira como ela se sentia quando olhava para as estrelas.

Além de tudo isto, não podemos esquecer de toda mitologia que envolve o livro. A sinopse é bastante diminuta ao tentar retratar o livro e eu diria que não é nem dez por cento do que iremos encontrar.  O livro se aprofunda em questões mágicas que norteiam os cinco em uma busca. Não pretendo lhe dizer que busca é esta, porque apesar de não achar que seria spoiler, acredito que seria mais legal para quem ler descobrir o que é esta caçada por si mesmo. O que posso adiantar é que mesmo se tratando de uma base existente (como Percy Jackson utiliza da base grega), a autora inova no modo com o qual ela se dá e interage na história.

De todas as formas possíveis, Os Garotos Corvos é uma obra surpreendente que parece trazer à nós não somente uma batalha épica mas também um novo horizonte de pensamentos e caminhos à serem traçados. É um livro de beleza e mistério que não se prende ao comum inovando em todos os seus âmbitos.

Gansey descobrira que a chave era acreditar que essas coisas existiam; você tinha de se dar conta de que elas eram parte de algo maior. Alguns segredos se mostravam apenas para aqueles que se provavam merecedores

( Resenha ) Guerra À Ruína · Jonas de Souza

Minhas caras Corujinhas. Abram suas asas e se preparem pois vamos embarcar em uma aventura época destinada a mudar vidas para sempre.

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Título: Guerra À Ruína

Autor: Jonas de Souza

Páginas: 521

Ano: 2018

Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Com o avanço tecnológico, finalmente os corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele, até então pensado como ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso. No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou apaixonada por fantasia. Existem histórias que são tão bem feitas que você acredita que são reais, que podem ter existido de verdade. Guerra À Ruína de Jonas de Souza foi um livro que entrou nesse parâmetro por simplesmente ter sido diferente do que esperava para ele. A obra me surpreendeu em todos os aspectos, me proporcionando uma leitura fantástica com todas as faces que a palavra permite.

Livros únicos são uma coisa rara e quase nunca conseguem ser totalmente bem-feitos principalmente se tratando de uma fantasia (e de ficção-científica que marca grande presença neste livro). É fácil acabar uma obra nesse molde e ficar com aquela sensação de estar faltando algo. Mas em Guerra À Ruína, isso não ocorre assim como não ocorre a velha procrastinação que muitos autores se permitem. O autor soube dosar bem o número de páginas pela história que estava contando. Dessa forma, consegui me aprofundar melhor na história seja lidando com o lado mais ativo das ações do personagem, seja pela passividade que vem pelos pensamentos.

Mas o ponto que mais me deixou entusiasmada com a narrativa, por incrível que pareça, foi a história “não-contada”: a história que aconteceu antes do livro. Sempre gostei muito da maneira com o qual uma história se inicia contando como se chegou naquele ponto. A história de Asatana e todo o contexto que proporcionou o início da guerra foi espetacular. Foi onde o autor mais me surpreendeu, ele não se poupou à repetir um clichê, mas sim inovar transformando algo normal em extraordinário.

E por fim, mas não menos importante, gostaria de dar ênfase nos personagens. Quando um autor escreve partilhando o protagonismo sem criar casal, normalmente se perde uma característica essencial que é a singularidade.  Octávio, Álex e Azai não caem nessa cilada parecendo um conjunto de alguma coisa. Cada um mantém a personalidade. Talvez pela disparidade social entre eles, absorvem o mundo e a guerra de modos diferentes. Isso cria no livro um efeito de multiverso: Não são todos iguais, são homens forjados a enxergar diferente e consequentemente à lutar por coisas diferentes.

Guerra À Ruína foi um livro surpreendente. Falando fracamente, não esperava tanto da obra e estou grata por isso. Eu indico essa obra a todos aqueles que gostam de fantasia, mas principalmente aqueles que querem algo à mais no gênero.

( Lista ) 05 séries que todos precisam ler.

Olá amores, como vão? Hoje é dia de lista e a Keth (Parabatai Books), minha parceira no blog e no assunto listas, sugeriu indicar as melhores séries que lemos. Vou focar nas séries com mais de quatro tentando não repetir indicações anteriores (como Harry Potter 😂). Lembrando amores que vocês sempre podem dar sugestõe que vamos trazer sempre que possível. Então vamos lá?

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dezesseis luas1. Beautiful CreaturesMargaret Stohl e Kami Garcia.

Popularmente conhecida como Dezesseis Luas, a série Beautiful Creatures é para aqueles que amam uma boa fantasia com uma pitada de romance. São quatro livros ao todo que irão contar a história de narrado por Ethan Wate que se apaixona por Lena, uma Conjuradora a espera de seu aniversário de dezesseis anos onde terá que escolher entre a luz ou as trevas. E apesar de parecer ser uma história bobinha, o livro apresenta um enredo cativante que vai muito além do romance. Os personagens são bem construídos, a história muito bem elaborada e muitas reviravoltas alucinantes, além de uma boa dose de comédia e muitas referências.

 

cidade dos ossos2. Os Instrumentos MortaisCassandra Clare.

Um dos pontos fortes de Os Instrumentos Mortais é que nada é concentrado em um único personagem. Existem várias histórias paralelas a principal que compõem o enredo de forma espetacular. Clare consegue dinamizar os seis livros sem que nada pareça forçado de mais. E além disso, junta em uma mesma fantasia várias classes sobrenaturais que dão uma visão única para a história. Com um universo muito bem explorado, a autora cria uma versão de mundo bastante verossímil aliada à belos plost’s, um romance sensual e cenas de ação de tirar o fôlego.

 

 

a-mediadora-a-terra-das-sombras.jpg3. A MediadoraMeg Cabot.

Foi uma das primeiras séries que eu li e me apaixonei. É uma série mais adolescente que gira em torno de Suzannah uma garota que tem a capacidade de falar e esmurrar os mortos. Uma das coisas mais interessantes sobre essa série é que a Meg não tem uma narrativa enrolada tão comum às séries mais longas. Pelo contrário, a autora consegue dar fluidez ao livro de mod que ele tenha a proporção correta. O que deve acontecer acontece sem procrastinação. E apesar de ser uma série rapida, é cheia de otimas situações e tiradas. Eu recomendo muito, principalmente a todos que querem sair daquela ressaca.

 

o duque e eu4. Os Bridgertons Julia Quinn.

Ahhh Julia Quinn, como não amar. Comecei a ler romances de época por conta dessa autora magnifica, muito embora já houvesse lido alguns antes. Quinn foi a primeira autora que realmente me fez suspirar lendo seus romances. A série Os Bridgertons publicada pela Arqueiro e ainda hoje é minha favorita da autora. Quinn tem uma capacidade extraordinária de criar mundos  e persianagens que fazem a diferença. O bom dessa série é também que você não precisa ler todos os livros para entender o que a autora quer te passar. São livros independentes entre si, mas que juntos tornam-se bem especiais.

 

screenshot_2016-05-22-10-37-28-1.png5. GoneMichael Grant.

Uma das melhores séries de fantasia e ficção cientifica que li em toda minha vida, Gone tem um ritmo intenso que mistura ação,politica e romance. Michael Grant construiu uma série de proporções épicas mesmo lidando quase que exclusivamente com crianças. Em seus seis livros aborda temas como solidão, fome, medo, mentiras, doenças e esperança. O único problema é que só posso indicar essa serie aqueles que buscam fazer leituras em inglês pois o ultimo livro Light nunca foi publicado no Brasil pela editora Record. Mas quem puder leia. Vale muito à pena.

 

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Então corujinhas, essa foi a lista deste mês, espero que tenham gostado. E vocês? Quais series vocês indicam para mim? Beijos.

| SEMANAS ESPECIAIS | A Vila dos Pecados – Personagens – Soraya Abuchaim.

Oii gente. Hoje é dia de tag aqui no blog sobre os personagens maravilhosos do novo livro da Soraya Abuchaim. Cada personagem apresenta um desafio relacionado a sua personalidade de modo que vocês tenham ideia de como eles são. Fiquem com este desafio.

Vamos lá?

1. Padre Bento: Um livro que tem religiosidade, mas que te deixou com inúmeras perguntas.

Não tem como escolher outro. O Código Da Vinci do Dan Brown que foi absolutamente magnífico.

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2. Padre Alfonso: Um livro bonito, que deixa uma sensação esperançosa no peito.

A Cabana do William P. Young. Também é um livro religioso, mas que fala diretamente sobre Deus. É um livro magnifico e como disse a Vivi (Blog O Senhor dos Livros) passa uma mensagem maravilhosa para quem consegue entendê-la.

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3. Dr. Pina: Um livro cujo um personagem te causa repulsa.

Normalmente eu gosto dos vilões, mas em A Saga Do Tigre o Lokesh conseguiu me causar repulsa de todos os modos possíveis. Pessoa nojenta essa.

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4. Mirtes: Um livro que em que todos os personagens tem segredos.

Em Reiniciados de Terry Teri parecia que até o gato de Kyla tinha segredos, pois todos os personagens não eram confiáveis. Tanto que desconfiei de meio mundo de gente sem nunca achar o verdadeiro culpado, ato que se perdurou até o final do livro.

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5. Gertrudes: Um livro que você pensou que era uma coisa, mas que o final foi completamente diferente.

Acho que sempre vou acabar mencionando o Harlan Coben no fim das contas, apesar de não querer ser repetitiva. Mas para qualquer pessoa que leu suas obras, sabe a capacidade impressionante de Coben nos enganar. O livro Confie Em Mim não foge a essa regra. Ele é impressionantemente bem escrito e me surpreendeu até – literalmente – a última página.

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6. Teresa: Um livro com tema luxurioso e sem pudores.

O único livro que consigo pensar que se encaixa piamente dentro deste desafio é Peça-Me O Que Quiser De Megan Maxwell. Apesar de não ter gostado tanto do livro, eu não posso negar que a história – de todas as maneiras luxuriosas que você pensar – não tem pudores pois tudo está incluído no livro.

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7. Marta: Um livro que tenha um personagem protetor.

O livro que escolhi é Procura-Se Um Marido da Carina Rissi. Apesar de Narciso ter morrido cedo na história, ele fez de tudo para proteger Alícia inclusive de si mesma.

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8. Gustavo: Um livro que apesar da capa, tem a história madura e inteligente.

Todos os livros da Sarah Sheppard tem a capa com uma cor e uma boneca na frente. Em primeira visão, percebemos o quão infantil uma capa desse modo soa. Mas a sua história em si demonstra que não é nada disso. Feita de modo maduro e inteligente a história nos prende até o final. E então percebemos que a capa é uma representação clara do contexto. O amarelo representa a maneira com o qual sempre queremos parecer felizes. E a boneca, o quão frágil e moldável as meninas são.

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9. Carlos: Um livro que mostre um personagem passivo ou sem muita coragem.

Nina da série Não Pare! Ela é bem passiva. Ainda mais porque aceita tudo de todo mundo. É irritante as vezes.

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10. Rui: Um livro com personagens questionadores sobre os acontecimentos presentes nele.

É interessante ver quantos personagens se questionam sobre o que esta acontecendo de modo mais critico. Desse modo, vemos que quase nenhum escapa de serem apenas sofredores a mercê dos acontecimentos do que questionadores para se preocuparem com o que esta acontecendo. Um livro que demonstra bastante esse lado critico dos personagens é o livro Aristóteles e Dante Descobrem Os Segredos do Universo onde os rapazes estão sempre se perguntando sobre o significado das situações que vivenciam.

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Então gente, a tag foi esta espero que tenham gostado. Em breve os detalhes do lançamento do novo livro da Soraya Abuchaim estarão presentes aqui blog.

Beijos. Até a próxima.

Deixe-me Entrar – Letícia Godoy

Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo. Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber. Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?

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Eu nunca fui uma fã alucinada por temas sobrenaturais que envolvem vampiros já que tinha muitos por aí que me revelaram serem decepcionantes. Apenas alguns brasileiros realmente me fizeram apaixonar em suas histórias, e Deixa-me Entrar de Letícia Godoy se tornou um deles.

O livro começa a ser contado no passado mostrando um pouco do que podemos esperar para o futuro do livro. Esse início e fundamental para o densenrolar da trama que terá pontos fortes correlacionados a eles. O meu maior problema com o livro foi depois desse prólogo pois a história de verdade só começou muito depois me deixando um pouco fatigada. Isto porque a autora se prende muito em mostrar como era a vida de Julianne no internato e as pessoas que a rodeavam. E só depois que ela sai da escola, voltando para casa  é que eu percebi que enfim comecei a me encaminhar para o ponto que realmente interessava.

Isto porque seus tutores contam a ela um segredo de arrepiar: que eles são vampiros. Essa revelação que foi muito bem abordada e sacada pela autora. Porque isto prepara Julianne para o que estava por vir e mesmo que sua reação inicial fosse de ficar histérica, depois ela acabou acreditando e desse modo prestando mais atenção nas coisas ao seu redor. Como quando volta para casa e percebe que seus irmãos não envelheceram nem um pouco. Se tornando mais um gancho para a descoberta seguinte de que seus numerosa família também são clã antigo de vampiros.

Esta obra da Letícia foi bem de altos e baixos e exemplo do tipo de história com jeito de oito ou oitenta pois ou voce irá gostar bastante ou você irá detestar o livro. Pois a personagem principal só tem quinze anos logo ela tem vários dramas adolescentes e imprudências relacionadas a ela. Mas muito embora isto tenha me causado um estresse com a personagem (que não conseguiu me agradar), o verdadeiro cerne do livro, a mitologia e o sobrenatural me fez realmente acreditar no verossímil o que foi maravilhoso.

Sugiro que todo mundo leia e tire suas próprias conclusões. A historia é escrita de forma fluída e envolvemente e cada um que ler terá seus próprios pensamentos sobre ela.

Título: Deixe-me Entrar
Autora: Letícia Godoy
Ano: 2016
Editora: Arwen
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Feitiço – Saga Encantadas – Livro Dois.

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Feitiço – Cuidado com o que você deseja!

Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos! Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades. Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!
Palavra da editora: Nada é o que parece no segundo volume da saga encantadas! Em Feitiço, Cinderela, com seu desejo desmensurado de fazer parte da realeza, fará qualquer coisa para obter atenção do príncipe. Mas seria mesmo este um final feliz? – Mariana Rolier

No segundo livro da saga Encantadas de Sarah Pinborough nos deparamos com uma mimada e egoísta Cinderela de cabelos ruivos. Pois é. Ruivos.

Assim como Veneno, Feitiço vai nos contar a mesma história até certo ponto com personagens de caracteristicas diferentes. Mas então, teremos uma reviravolta que pode nos levar ou não ao destino que esperamos. Fiquei feliz com o desenvimento apresentado por Sarah. Não é aquele tipo de livro que faz você suar pincas ou se emocionar para caramba e nem acho que a autora queria que fosse, mas é o tipo de livro que te faz querer chegar lá no final para descobrir que fim vai levar tudo.

Sarah tem um jeito único de escrever. Não sendo um livro de muitos diálogos, a autora deixa um espaço para os sentimentos e pensamentos do personagem narrante. Um livro feito desse modo, soa para mim, muito mais bem construído e interessante. Poucas página em uma gama infinita de elementos.

Cinderela é uma das personagens mais antipáticas e cinicas que já conheci. Mas mesmo assim, sinto uma coisa por ela que não é… como eu posso dizer… ruim. Por mais que ela seja antipática tenho certa afeição pela personagem porque isso a torna próxima do humano. Personagens como Cinderela, por errarem feio ou serem gananciosas de mais simboliza o mesmo tipo de pessoas que você pode encontrar na esquina. O que me faz amar ainda mais esse livro. Essa capacidade de Sarah de tirar o que nós achamos que sabemos sobre um determinado personagem e transformar ele em outra completamente diferente.

Impressionante e bem estruturado, Feitiço de Sarah Pinborough é um livro engenhoso que todo mundo que tenha um pouco de luxuria e sagacidade deve ler.

Título: Feitiço – Encantadas – Livro 2.
Titulo Original: Charm – Enchanteds – Book 2.
Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única
Ano: 2013
Tempo de Leitura: 4h
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟