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(Anatomia Literária) Capa e curiosidades sobre a série Corte de Espinhos e Rosas de Sarah J. Maas.

Oi Corujinhas. Eu estava com uma grande saudade do Anatomia Literária e hoje vou realizar o pedido da Eloise (Crônicas de Eloise) que no post anterior atendeu minha solicitação de ideias para o anatomia. Nossa meta de hoje é desvendar os segredos das capas dos livros da série Corte de Espinhos e Rosas da Sarah j. Maas.

Esse post não conterá spoilers.

Vamos começar?

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As capas
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A série Corte de Espinhos e Rosas é composta por sete livros, sendo seis da série principal – com três lançamentos previstos para os próximos anos – e o último um spin-off. O post de hoje vai focar apenas na série principal já lançada no Brasil. Em breve podemos fazer um parte dois com os próximos quatro.

Contextualizando para quem ainda não leu os livros, a série Corte de Espinhos e Rosas se conta a história de uma humanidade que passou anos sendo escravizados pelo povo feérico até conseguirem se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Mas o que poderia ser uma história de amor fantástica, se torna um misto de ilusões ameaçada por segredos que Feyre não sabe se será capaz de conviver ou lutar contra eles.

corte de espinhos e rosasO primeiro livro tem tradução literal do título, bem como os que estão por vir. Em linhas gerais, o representa não somente a Corte Primaveril mas também tudo aquilo que está por vir em suas páginas. Um mundo de espinhos e rosas que pode ser tão perigoso quanto é belo. A capa, modulada em tons roxos, rosa e azuis são voltadas a sentimentos que vão desde o mais profundo amor ao mais pior dos medos. É interessante notar que a escolha das cores das rosas que emolduram o livro não entra em tons vermelhos, como seria o comum, mas sim pretas. Eu diria que é mais um ponto voltado aos segredos e perigos da cortem, pois os brushes possuem muito mais espinhos e vigas em evidência do que as rosas.

corte de nevoa e furiaO segundo livro livro da série já se apresenta de em cores e formas significativamente diferentes. Já no título, podemos ressaltar que a névoa não é nada mais que os segredos e e a fúria a de Feyre para ser libertada de seu demônios pessoais. Existem toques de dourado, rosa e roxo muito embora o primeiro modele-se com maior força que os últimos. Ao fundo podemos visualizar um casal próximo ao beijo. Em prol das cores, podemos desatar que os tons então brotando um do outro. Se na capa anterior tínhamos um conflito, agora temos uma construção que parte da desconfiança até chegar no amor. As rosas desaparecem assim como os espinhos, apenas as dualidades à serem desvendadas permanecem.

corte de asas e ruinaNa última capa, mais uma vez temos uma completa mudança em comparação com a anterior. Todas as cores foram perdidas, asas tomaram o lugar as vinhas e os tons de rosa e dourado desapareceram. Já pelo título, já sabemos que não se trata de um mundo coberto de segredos mas um novo horizonte à ser reconstruído: um horizonte para voar. As asas (muitas pessoas reclamaram desta) fazem referencias a personagens que aparecem apenas nestes livros. E Feyre aparece sozinha, finalmente grande o suficiente para saber em quem confiar e como se portar, mas principalmente para tomar as rédeas do seu próprio destino.

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Curiosidades
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❉ O primeiro livro foi livremente baseado em A Bela e Fera, sendo a relação de Tamlin e Feyre parecida com as dos protagonistas homônimos do conto citado.
O Segundo livro foi em mitologia grega. Hades rouba Perséfone para ser sua esposa e a relação de Feyre e Rhysand de barganha pode ser considerada como tal.
❉ O terceiro livro pode ter tido como base Branca de Neve. Pelos elementos misticos colocados no livro, como também pelo fato de Feyre se importar com exatamente sete pessoas que formam sua família.
❉ Os Spin-Offs de podem ser baseados em A Rainha da Neve (conto) e também em O Lago dos Cisnes, sendo este último confirmado pela autora.
❉ A autora começou a escrever Corte de Espinhos e Rosas na primavera de 2009 e terminou o manuscrito em apenas cinco semanas.
❉ A autora tem outra série de livros (Trono de Vidro) que tem como base o conto Cinderella.
❉ O termo feérico é um adjetivo que que revela um ser luxuoso, fastuoso, deslumbrante.

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Então é isto Corujinhas, espero que tenham gostado. Beijos.

| RESENHA | Corte de Névoa e Fúria — Sarah J. Maas — Livro Dois.

Sarah J. Maas é uma das minhas autoras favoritas na escrita fantástica. Ler seus livros é sempre ser levado por uma enxurrada das mais fortes emoções. De certa forma, eles me fazem lembrar os motivos pelo quais meu blog tem o nome inverso do meu gênero favorito. Por que quando você lê uma ficção fantástica absurdamente bem escrita percebe que não existe limites para as emoções e para o inimaginável. Corte de Névoa e Fúria é com certeza meu livro favorito da autora até então entrando também para a minha lista para das melhores fantasias de todo os tempos. Pois, ele me fez crer ainda mais no poder do fantástico e da ficção.

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Título: Corte de Névoa e Fúria
Titulo Original: A Court Of Winds And Mist
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

 

SINOPSE: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da série Trono de Vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

— Quando se passa tanto tempo presa na escuridão, Lucien, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta.

Ler um livro de Sarah J. Maas é sempre saber que virá um mar de emoções. A autora que é dona de uma escrita poética e detalhista, tem o dom de transportar-nos para mundo que criou. Sabemos sempre que devemos esperar o inesperado e que a palavra impossível não existe em seu vocabulário. E mesmo sabendo de tudo isso, não pude deixar de me surpreender com as diversas reviravoltas presentes em Corte de Névoa e Fúria. Foi muito melhor do que poderia imaginar. Sarah J. Maas superou minhas expectativas transformando o mundo criado aos moldes de A Bela e Fera em algo muito maior.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto… ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.

Apesar de agora estar com Tamlin sem a ameaça de Aramantha, Feyre inicia sua jornada nessa obra de forma bastante parecida com a do livro anterior. Ela esta depressiva, quebrada e sem forças para continuar lutando por si. Vive em prol de outra pessoa esquecendo gradualmente de como ser feliz à medida que é sufocada pelo peso de tudo à sua volta. A diferença é que se antes Feyre estava infeliz pelas dificuldades financeiras de sua família, agora ela está infeliz pelo peso do sangue em suas mãos. Conforme os dias passam, tudo piora pois Tamlin não entende suas necessidades — ou finge não entender — e a envolve em um palácio de super-proteção transformando a Corte Primaveril em nada mais que um grande calabouço.

À questão não é se amava você, é o quanto. Demais. Amor pode ser um veneno.

 

Tamlin não é mais o mesmo ou talvez apenas agora mostre quem é o verdadeiro feérico que estava escondido abaixo da máscara. Se ele foi quebrado ou não assim como Feyre enquanto estava Sob A Montanha não faz exatamente diferença, pois de uma forma ou de outra Tamlin agora é apenas uma sombra grotesca do homem que foi ou aparentava ser. Em uma breve analogia com A Bela e a Fera Tamlin pode ser tanto a Fera do conto original por ter com Feyre em um relacionamento abusivo, como também o Gaston da versão animada Disney por ser simplesmente egocêntrico de mais para dar valor aos sentimentos e medos da Feyre quando acredita que apenas os seus são relevantes.

 

Eu parecia… Parecia que o ódio, o luto e o desespero tinham me devorado viva, como se eu estivesse, de novo, faminta. Não por comida, mas… mas por alegria e vida…

Juntos, Feyre e Tamlin enredam em um amontoado de situações agonizantes e precárias. Feyre está tão desesperada para sair da escuridão que a consome que aceita o que Tamlin lhe dá sem se dar conta que com isso está apenas reiterando com mais força as armas que ele usa para mantê-la sob controle. Mas a verdade é que Feyre nunca foi um bicho de estimação ou um ornamento bonitinho para se sentar em um trono e ser admirada. Dessa forma, Feyre não poderia suportar tal prisão por muito tempo chegando à um ápice de raiva, dor e desespero.

Porque o ódio era melhor que sentir nada; porque ira e ódio eram o combustível duradouro na escuridão infinita de meu desespero.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que desde Corte de Espinhos e Rosas eu torcia para que Rhysand ganhasse mais destaque durante os volumes seguintes. De modo que para minha completa alegria, Rhys aparece em dado momento de Corte de Névoa e Fúria como um bálsamo para Feyre lhe abrindo os olhos ao que anda acontencendo no mundo fora do véu criado por Tamlin. Rhys fornece perguntas e respostas que Tamlin nunca lhe daria. Há perigo vindo em direção à Prithyan e Feyre com seu novo corpo e seus novo dons pode ser a única que poderá impedir a ruína dos reinos feéricos e humanos. Mas para isso, Feyre precisará treinar tais dons e fortifica-se pois quando a ameaça chegasse ela precisaria estar pronta para o que fosse necessário.

 

Você disse que eu deveria ser uma arma, não um peão, mas os dois parecem a mesma coisa para  mim. A única diferença é quem os empunha.

Como uma leitora fanática por suspenses em geral, durante boa parte da obra fiquei com um pé atrás em relação ao Rhys mesmo sendo completamente apaixonada por ele. Contudo, à medida que ia passando as páginas, Rhysand conquistou não só meu amor como minha confiança. Sarah construiu uma relação profunda entre os personagens principais. As cenas entre Rhys e Feyre são muito bem formuladas. Os diálogos e ações entre ambos vêm cheios dos mais variados sentimentos. A química entre os dois é palpável e passei boa parte do livo torcendo por um beijo ou qualquer coisa que me mostrasse o quão certo era aquele romance. Mas ao mesmo tempo em que pedia mentalmente por isso, sabia que não era a hora certa para acontecer. Ambos precisariam estar realmente prontos e inteiros.

Há dias bons e ruins para mim… mesmo agora. Não deixe que os dias ruins vençam.

Posso afirmar que Feyre e Rhysand foram remédios um para o outro. Feyre começa o livro frágil e desolada, mas com ajuda de Rhys se torna novamente — e até bem mais que antes — a mulher feérica empoderada ciente de seus desafios, escolhas e erros que sabemos que ela é. Feyre se reconstrói aos poucos pois a liberdade é sua bênção mas é a compreensão o seu alicerse. Já Rhys, por debaixo da máscara de Grão-Senhor da Corte de Noturna, esconde um feérico que tem muito mais medos e bondades do que podemos esperar. Reconstrói-se com a ajuda de Feyre ao perceber que o amor não é somente perda ou dor, é também amizade e cumplicidade. Rhys é intenso, arrebatador e altruísta capaz de se sacrificar por aqueles que ama. Com certeza é meu personagem favorito de toda a série pois ao enxergar sua alma percebi o quão humano este feérico pode ser.

Talvez amem tanto o lugar para onde vão que vale a pena. Talvez continuem voltando até que reste apenas uma estrela. Talvez essa única estrela faça a viagem para sempre, com a esperança de que um dia, se continuar voltando com frequência, outra estrela a encontre de novo.

Corte de Névoa e Fúria traz novos personagens além de nos trazer de volta alguns do passado. O mais engraçado é que desde o primeiro livro eu torcia para que certas pessoas também tivessem sua vez à encontrar um par no universo de Maas. E pelo andar da carruagem é bem provável que isso aconteça mesmo. Não somente pelas portas que ficaram em aberto ao fim deste segundo livro, como também pela complexidade singular que cada personagem — novo ou antigo — apresentou durante a obra. Não acredito que Sarah deixaria esses personagens de lado então é só esperar pelos spin-offs que tenho certeza se tratar de cada um.

O poder não pertencia aos Grão-Senhores. Não mais.
Ele pertencia a mim; assim como eu só pertencia a mim, como meu futuro era meu para decidir, para forjar.

 

Corte De Névoa e Fúria tem tudo para estar entre as melhores leituras que realizei esse ano. Não consigo definir e falar de tudo que senti durante a obra ou com certeza passaria a eternidade escrevendo essa resenha. Apenas posso dizer que sua leitura vale muito à pena. Entendo que algumas pessoas simplesmente não gostam de triângulos amorosos, mas quero acreditem em mim que de certo modo esse livro não se trata disso. Se trata de quem somos e quem podemos ser, mas principalmente de que tipo de amor escolheremos para fazer parte de nossas vidas.

| RESENHA | Sr Daniels – Brittainy C. Cherry

Uma pergunta: Quero estar vivo, e não tenho ideia de por que, vendo como hedionda a vida é, às vezes. Talvez seja a crença, a esperança e a paixão, tudo embrulhado dentro do meu peito. Talvez meu coração esteja apenas rezando por um amanhã melhor para substituir todos os ontens de merda. Então, para responder à sua pergunta de forma muito deprimente, cheia de angústia adolescente, quero estar vivo quando crescer. Então, agora eu pergunto, Sr. D. O que você quer ser quando crescer? Porque nunca paramos de crescer, e raramente deixamos de sonhar.
– Ryan.

Oii gente! Recentemente (uns três meses mais ou menos) saiu resenha aqui no blog do livro O Ar Que Ele Respira da autora Brittainy C. Cherry. Então resolvi fazer resenha de um livro anterior dela chamado Sr. Daniels que para mim ainda é o melhor livro da autora. Isto porquê a história de Daniel & Ashlyn foi realmente bem escrita e não consigo me lembrar de falhas no enredo ou algo que tenha detestado.

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Título: Sr. Daniels.
Título Original: Mr. Daniels.
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹
Onde Comprar: Saraiva Submarino Amazon

Sinopse: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês. Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

Simplesmente não consegue compreender as diferentes formas de amor. Formas que só nós, adolescentes, podemos entender antes que o mundo da vida adulta tire a nossa magia, o nosso encanto. Ser adolescente é uma maldição e um presente ao mesmo tempo. É a idade em que contos de fadas e o Papai Noel deixam de existir, mas partes de nossos corações querem dizer: E se…
– Ryan.

Dizer que gostei desse livro de Brittainy C. Cherry seria um eufemismo. O li com rapidez praticamente não deixando a obra de lado. Meu coração murchou em algumas partes, se alegrou em outras e se estilhaçou várias vezes. Durante todo o livro, até a cena final, a autora conseguiu me fazer crer no felizes para sempre antes de me tira-lo sem dó nem piedade. O que é realmente bom, porque foi essa carga dramática pesada no livro, que conseguiu transformar a obra de um clichê adolescente em algo mais. Algo que realmente vale a pena ser lido. Não somente pelos personagens principais. Mas também pelos secundários que fizeram toda a diferença.

Eu me perguntava se as pessoas que morriam sabiam que quem fica para trás daria tudo para ouvir suas vozes mais uma vez.
– Ashlyn.

O livro é narrado através de dois pontos de vista, mas sempre em primeira pessoa. Daniel e Ashlyn se intercalam para contar sua proíbida história de amor. Mas arrisco a dizer que a história tem três pontos de vistas. Afinal de contas, durante toda a obra, as cartas que Gabby (irmã falecida de Ashlyn) deixa para trás figuram comonpersongens no enredo. Mas explicando melhor, Gabby escreve uma lista de coisas que a irmã tem que fazer antes de morrer acompanhada de uma penca de cartas. A cada ítem cumprido da lista, uma carta correspondente deverá ser aberta. Um ítem diz que Ashlyn deve se apaixonar, o que convenhamos, ela o faz bem, mas de maneira super enrolada.

Você está indo muito bem garota.
<- Gabby.

Indos aos pontos que me fizeram gostar irremediavelmente da história, o fato de Cherry não recorrer a paixões extras entre o casal principal. Não tenho costume em gostar de triangulosos amorosos, em que tal personagem se sente dividido entre o que sentem um pelo outro e também a um terceiro. Ashlyn e Daniel portanto irão pertencer um ao outro sem dúvidas, sem mimimi. Apesar de que existe sim outras pessoas apaixonadas pelos personagens, o casal não consegue se ver longe um do outro amando estas apenas como irmão ou como uma garota que fez parte do seu passado, sem nunca porem seus sentimentos em xeque para tentar um relaciomento com outra pessoa.

Eu odiava o quão próximos estávamos e o tão distantes que nos sentíamos.
– Daniel.

Outro ponto alto do livro é a interação dos personagens secundários que não só ajudam a compor o cenário, como também mostram-se importantes dentro dele. O pai de Ashlyn por exemplo é carinhoso com ela, mas não consegue vencer a barreira dos anos que viveram separados. Hailey é uma jovem quase gótica, quase patricinha (bugante não?) que tem o desejo de se tornar mulher no sentido sexual da coisa, mesmo sabendo que seu namorado não há ama tanto assim.  E por fim temos Ryan, que de longe foi meu personagem favorito. De alguma forma eu me aproximei dele. Tavez fossem suas palavras e seus pensamentos ou talvez a angústia que ele tinha. Mas ele era incrível. De todos os personagens, Ryan conseguiu tocar melhor meu coração.

Porque fingir ser feliz é quase como ser feliz. Até você lembrar que é apenas fingimento. Então você fica triste. Realmente triste. Porque usar uma máscara todos os dias da sua vida é a coisa mais difícil do mundo. E depois de um tempo, você tem um pouco de medo porque a máscara se torna você.
– Ryan.

Sr. Daniels é uma leitura viciante. Por vezes melancólica, outras vezes radiante é um livro que vai te provocar as mais diversas emoções que faz toda a diferença na sua vida no fim das contas. Pois ele te mostra como a vida, por mais complicada que aparente, pode ter uma luz no fim do túnel se você deixar as pessoas ao seu redor te guiarem.

A Resposta: Não quero ter medo do resultado da vida. Quero me lembrar de respirar enquanto sorrir, e valorizar as lágrimas. Quero mergulhar em esperança e cair no amor. Quero estar vivo quando crescer, porque… nunca estive vivo em toda a minha vida.
– Daniel.

| RESENHA | O Ar Que Ele Respira – Brittainy C. Cherry – Série Elementos – Livro Um.

Sinopse: No novo romance da autora de Sr. Daniels. Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

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“Todo mundo merece ter pelo menos um amigo em quem possa confiar seus medos e segredos. Suas culpas e alegrias. Todos merecem ter uma pessoa que vai olhar em seus olhos e dizer: ‘Voce é autossuficiente, você é perfeito mesmo com todos o seus problemas.
– Elizabeth.”

Em O Ar Que Ele Respira a autora nos trás um romance que pode ser definido em uma palavra: forte. Pois irá contar uma história que tem tudo para acabar mal. Elizabeth e Tristan são pessoas destruídas pela vida que não querem superar a dor e sim conviver com ela para jamais apagarem suas lembranças daqueles que tanto amaram, mas que a vida lhes tirou de maneira brutal. Em suas palavras, Brittainy deixa marcado os sentimentos presentes nas ações e pensamentos de cada personagem.

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Depois de ler Sr. Daniels e me apaixonar por Ashlyn e Daniel, comecei a me afundar nas páginas do primeiro livro da série Elementos de modo quase implacável. Demorei pouco tempo para finalizar a leitura, e ao fazer isso, fiquei ainda mais encantada pela escrita da autora. Cherry narra o livro em primeira pessoa alternando a visão entre os personagens principais. Desse modo, com o intercalamento, torna a leitura mais completa pois é possível enxergar como os pensamentos dos personagens vão se alterando com o passar do tempo. E possível ver como a dor vai dimuindo, mas não desaparecendo. Pois Cherry deixa claro que dores assim marcam para sempre, apenas se transformam em cicatrizes onde será possível conviver com elas sem tanto sofrimento.

O grande porém do livro é justamente o fato que nem Elizabeth, nem Tristan estão dispostos a deixar suas dores para trás. Ambos consideram fazer isso trair as pessoas amadas por não se lembrarem deles em todos os momentos. Elizabeth sabe que precisa, ela diz pra si mesma que esta bem, mas em todo lugar e em todo momento ela recupera as lembranças usando a si mesma para manter através da dor Steve ao seu lado. Tristan, ao contrário de Elizabeth, usa da penitência para manter sua esposa e filho perdidos perto de si. Ele acredita que foi sua culpa por não estar presente quando o acidente aconteceu e por isso merece ficar sozinho e sentir na própria carne toda a marca e sofrimento que seus entes sentiram.

“Depois paro e lembro – a pior parte de perder uma pessoa amada é que você também se perde.”
– Elizabeth.

Assim, com essa base desaladora, Brittainy constrói um livro sobre autor-perdão, sobre recuperação e principalmente: sobre se dar uma nova chance para ser feliz. Entender que na vida coisas acontecem sem nosso controle e que não é nossa culpa. Que não podemos deixar a dor nos consumir, mas deixar ela nos tornar mais forte porque com o auxílio de nossos amigos e familiares, das pessoas que realmente nos amam conseguir trilhar um novo caminho em busca da felicidade.

“Os pequenos momentos de felicidade compensam a dor, e os cacos do coração podem ser colados novamente. Quer dizer, sempre fica uma cicatriz ou outra, e às vezes, as memórias do passado te queimam por dentro, mas são uma lembrança de que você sobreviveu. É esse fogo que nos faz renascer.
– Tristan.”

Dá para perceber o quanto eu amei esse livro certo? Eu super recomendo a leitura. Agradeço imensamente a minha amiga Drih por tê-lo me indicado. Foi incrível a leitura. Não tem como não se apaixonar.

Título: O Ar Que Ele Respira.
Título Original: The Air He Breathes
Autora: Brittainy C. Cherry.
Editora: Record.
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Recomeço – Cat Patrick

Tudo começou com um acidente de ônibus. Daisy Appleby era pequena demais para lembrar — tem apenas flashes do acidente que a matou e de ter sido trazida de volta à vida. A partir daquele momento, ela se tornou uma das catorze crianças que fazem parte de um programa secreto do governo que visa aprovar um novo medicamento: o Recomeço. Dez anos depois, Daisy, agora com quinze, já morreu outras quatro vezes. A cada morte ela recebe um novo sobrenome, vai para uma nova cidade e ganha uma nova história. A única constante em sua vida é a própria inconstância. É ao chegar à cidade de Omaha — então com a identidade de Daisy West — que ela conhece Matt e Audrey, seus primeiros amigos de verdade. Enquanto tenta criar raízes em mais um lar, ela começa a descobrir segredos sobre o programa Recomeço, e, quanto mais informações vêm à tona, mais Daisy percebe que não passa de um peão em um jogo sinistro, que pode revelar que seu mundo — e tudo no ela que acredita — é uma grande mentira.

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Ganhei este livro da minha amiga Keth (Blog: Parabatai Books) e apesar de ter demorado um pouco para ler, posso dizer que valeu a pena a leitura. O livro tem uma história interessante que deixa o leitor envolvido em um drama de mistério e emoções. Pois Dayse enfrenta dilemas que vão das descobertas sobre a ganância e também da vida adolescente.

Despertando a minha curiosidade desde sua primeira morte, Dayse narra o livro em primeira pessoa contando como é se mudar de casa e a adaptação de ter que se misturar novamente. Acho incrível como Patrick demonstra as medos e ansiedades de Dayse como uma adolescente, que apesar de não querer ter amigos e raízes, também não quer ser Invisivel. Assim a autora consegue aproximar Dayse do leitor que se identifica com a personagem.

Com o passar do livro, começamos a perceber que existe algo de muito errado acontecendo no programa. Cat deixa pistas sutis que devem ser ligadas umas às outras com cuidado. Pistas que começam com um dilema o qual Dayse se vê presa. Entre ajudar ou não uma amiga, ela percebe que o Recomeço é muito mais do que aparente e é nesse ponto que Patrick coloca uma pulguinha atrás da orelha. É impossível não se perguntar “que diabos esta acontecendo?” pois os atos sucedem de tal modo que a leitura fica impossível de ser parada.

A única ressalva que posso fazer sobre o livro de Cat Patrick é que a história terminou um pouco mal trabalhada. O final me pareceu corrido, como se faltasse um pedaço que daria ao livro um ar superior. Apesar, disso, a respostas para a pergunta feita durante todo o livro foi plausível e no mais eu gostei bastante da obra. Foi uma leitura que me prendeu até o fim.

Título: Recomeço
Título Original: Revived
Autora: Cat Patrick
Editora: Intrisica
Ano de Publicação: 2012
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Fome – Michael Grant – Série Gone – Livro 02.

Sinopse: Já se passaram três meses desde que todos os menores de quinze anos ficaram presos na bolha conhecida como o LGAR. As coisas só pioraram. A comida está acabando, e as crianças à cada dia estão a desenvolvendo novas habilidades sobrenaturais. Logo ocorrerá tensão entre aqueles com poderes e os sem poderes, e poderá ocorrer uma tragédia indescritível, irrompendo o caos. Normais contra os mutantes, e uma batalha com rumo sangrento. Mas há algo escondido que é mais perigoso. Uma criatura sinistra conhecida como a Escuridão começou a chamar os sobreviventes do LGAR. Ela precisa de seus poderes para sustentar a sua própria. Quando a Escuridão chama, alguém vai responder — com consequências fatais.


Apesar de ter menos ação que Gone, seu antecessor, Fome foi incrivelmente superior em vários quesitos – e olha que eu já tinha dado minhas cinco estrelas para o primeiro livro da série. Desta vez, Michael Grant, com sua leitura incrivelmente viciante e apaixonante dá mais luz à forma política em qual se estrutura o LGAR. Mostrando a principalmente a relação entre os normais e os mutantes – chamados de mubs – que vivem naquela bolha, usando como objeto de partida à Fome e assim mostrando como ela é capaz de modificar o ser humano.

Ao olhar a situação como um todo percebi que eu fiquei com muita raiva dos normais e totalmente a favor dos mutantes. Talvez isso, porque eu consegui perceber que muito desses mubs não tem noção dos seus poderes e nem mesmo os quer. E os normais tem, acima de tudo, inveja do que são capazes de fazer e como são capazes de fazer. Assim as pequenas coisas se tornam grandes (um pássaro que um mub conseguiu caçar usando seu poder se torna um indício de que eles tem as melhores coisas e que os normais vão ser deixados de lado…) e foram tornando-se uma bola de neve que ficava cada vez maior, até que por um erro e por um falso desejo de vingança usado apenas para atiçar a população se faz do estopim para a uma guerra que pode destruir e piorar ainda mais a situação do LGAR.

No centro desse grave problema é que está Sam, que aparenta cada vez mais cansaço de ter que lidar com os problemas de outras pessoas além dos dele. Afinal o próprio garoto só tem quinze anos e já foi impelido a assumir tanta responsabilidade. Sinto uma certa pena de Sam já que quase todas as crianças do LGAR o veêm como o “adulto” responsável que vai resolver todos os seus problemas. E quando eu digo todos, realmente são todos desde à discussão para o nome de um cachorro, para o problema da escassez de alimentos até a ameaça iminente de Cane voltar a atacar Praia Perdida. Por isso é notável durante todo o livro o nível de stress e de culpa pelas mortes que aconteceram e que vem ocorrendo para o rapaz.

Fome foi uma leitura muito espetacular. Capaz de fazer pensar, gritar, enraveicer e nos fazer torcer em cada pedacinho do livro. Há vários pontos na história que nos deixam de queixo caído e que só não menciono para não dar spoiler. Porque tudo se transforma em algo maior o qur me faz já ficar louca para começar o terceiro livro.

Título: Fome
Título Original: Hunger
Serie: Gone
Autor: Michael Grant
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟