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( Resenha ) Fique Comigo – Harlan Coben

Existem alguns autores que não importa quantos livros você leia dele que jamais irá cansar ou ficar com aquela sensação incomoda de mais do mesmo. Harlan Coben é um desses autores em minha vida. Sempre com dinamismo, o Mestre das Noites Em Claro faz jus ao título em Fique Comigo. Um suspense arrebatador que nos mostra como é impossível fugir do passado.

Título: Fique Comigo | Título original: Stay Close| Autor: Harlan Coben | Editora:  Arqueiro | Páginas: 384| Ano: 2014| Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐| Encontre: Skoob SaraivaAmazon

FIQUE_COMIGO_1363735233PSinopse: A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher- e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita. Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades. Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastros. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno. Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo. E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano – o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas -, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.

A inquietude voltaria. Era inevitável. Sofrimento, medo, paixão, os segredos mais obscuros – nada durava para sempre. Mas talvez, se respirasse fundo e aguentasse firme, Megan pudesse manter essa sensação pelo menos por mais algum tempo.

Harlan Coben tem uma das melhores narrativas que eu conheço. Não é atoa que já passei da casa dos vinte em números de obras que já li de sua autoria. O ponto que sempre me faz retornar ao seus livros é a capacidade que tem de dar detalhes sem ser maçante. De construir narrativas que são cheias de significados ao mesmo tempo que estão tomadas de ação. Harlan não é um autor da mesmice, mas alguém que busca inovar e trazer sempre aos seus leitores uma obra que seja para além do que nós esperamos.

Nós lutamos pela liberdade, não foi? E então o que fazemos com essa liberdade toda? Nos prendemos a bens materiais, dívidas e, bem, à outras pessoas.

Nessa obra, narrada em terceira pessoa, Harlan desconstrói o sonho americano: ter uma casa grande, um carro na garagem, um cônjuge que lhe ama e filhos bem educados. Parece ser uma vida dos sonhos, mas quando Harlan se aprofunda nisso percebemos que perfeição não é exatamente aquilo que está em jogo, pois uma vida assim seria completamente sem emoções. E o que para algumas pessoas significa felicidade eterna, para outras são algemas que prendem aos preceitos da sociedade que negam a plenitude de se viver como queremos. Pois precisamos desejar as mesmas coisas, ter as mesmas vidas para sermos normais. Almejar uma vida dos sonhos, mesmo que aquele não seja o nosso.

– Todos nós representamos personagens diferentes para pessoas diferentes.

Através de seus três personagens principais, Harlan insere para seus leitores perspectives diferentes do que podemos considerar felicidade. O detetive Broome fica de frente com um caso antigo do passado ainda não resolvido. E é a partir que vislumbramos a primeira crítica de Coben: Será mesmo que nossos maridos ou esposas são exatamente aquilo que conhecemos deles? Podemos afirmar que eles não tem segredos ou lados obscuros que rodeiam suas vidas? A resposta é claro, é não. Nunca saberemos quem nos acompanham por não podermos ler mentes. Mas o questionamento também não é devido. Devemos confiar, não cegamente, mas entender o que torna especial a pessoa que escolhemos para nós.

 –Todo mundo parece feliz no Facebook

Megan, minha personagem favorita, demonstra as diretrizes de ser aquilo que não deseja. De certo modo, Megan conseguiu escapar de amarras para ser segurada por outras. Muito embora seu mundo passado e o atual são sejam iguais, também não podemos ressaltar que são completamente diferentes. Megan parece necessitar da adrenalina que possuía trocada por uma vida simples. Uma vida que muitos desejam e correm atrás, e aqueles que não querem são obrigados pela sociedade a fingirem estar feliz com elas. Megan se torna então um reflexo da existência obrigatória de ser parte da qual parece incapaz de ser totalmente feliz.

A efemeridade de nossa existência é a única certeza que podemos ter.

Fique Comigo é uma obra reflexiva que mais uma vez nos prova a capacidade que Harlan Coben tem de se superar. Muito embora o desfecho da narrativa aconteça de forma rápida de mais, ainda sim é um livro necessário por trazer a luz questionamentos tão tabus para nossa sociedade. Eu sempre irei recomendar os livros do autor que cada vez mais me prova porque ele é um mestre do suspense.

Havia aprendido a grande diferença entre os que têm tudo e os que não têm nada. Era uma questão de sorte e privilégio. E, quanto mais sorte você tinha e quanto mais portas se abriam por causa de seus privilégios, mais você precisava convencer os outros de que havia alcançado o sucesso devido à sua inteligência e ao seu esforço.O mundo,no fim das contas, se resumia a problemas de baixa autoestima.

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( Resenha ) Predestinadas · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 03

Olá feiticeiras Corujinhas. Depois de muitos anos, finalmente as bruxas estão retornando ao poder, mas confiança não é uma opção pois os segredos que elas escondem podem devastar verdadeiramente todo o mundo. Será que estamos preparadas para esta conclusão?

download (2)Título: Predestinadas
Título original:
 Sister’s Fate
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2015
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cate Cahill acabou de ser apagada da memória de Finn, o grande amor de sua vida. A responsável por essa traição foi Maura, uma de suas irmãs, e Cate está certa de que nunca vai conseguir perdoá-la. Enquanto isso, Tess, a caçula, está às voltas com visões cada vez mais assustadoras. Como se não bastasse, a Nova Inglaterra vem sendo tomada por uma febre mortal sem precedentes. Preocupada, Cate quer ajudar a todos, mas é impossível fazer isso sem revelar seus poderes e, assim, aumentar a fúria dos Irmãos da Fraternidade, os implacáveis caçadores de bruxas. Em meio a desavenças com suas aliadas em potencial, Cate terá que se desdobrar para conseguir prestar o auxílio que deseja, proteger Tess e Finn e lutar por uma nova ordem que permita que as bruxas sejam representadas no governo de sua cidade e não precisem mais se esconder. Predestinadas é o desfecho de uma saga permeada de delicadeza, cores, magia e fortes emoções. As irmãs Cahill terão que enfrentar os maiores desafios de sua vida, e o amor que sentem uma pela outra será fundamental nessa jornada.

Nunca achei que existiria em algo em mim, algo pequeno, obscuro e vergonhoso, que ficaria contente em ferir minha própria irmã.

Com o final arrebatador de Amaldiçoadas eu esperava bastante da continuação da série iniciada em Enfeitiçadas. Maura havia se provado a mais egoísta de todas as pessoas, Tess perdeu sua inocência muito embora ainda pareça pequena e assustada e Cate tomou para si uma raiva grotesca que poderia lhe fazer causar danos àqueles que ela sempre tentou proteger. A ideia base para fazer Predestinadas funcionar (uma sociedade machista em todas vertentes que podemos pensar) também estava bem alinhada prometendo criar grandes conflitos. Por esses motivos, apesar de não poder dizer que não foi uma boa conclusão para uma trilogia especial, senti que faltou a maior propagação de quase tudo nas páginas desse livro. Quer dizer, a autora focou tanto em uma parte da obra que pareceu se esquecer da outra acabando por deixar o livro descompassado.

A narrativa de Spotswood continua firme e decidida. Uma coisa muito atraente em sua escrita é o fato que ela não enrola e nem alonga mais do que o necessário em seus cenários sejam eles descritivos, sejam eles emocionais. Eu gosto dessa brandura, acho que ajuda o livro a fluir com mais facilidade mesmo que seja um pouco incomum que os autores utilizem desse artificio. A autora consegue prender o leitor a narrativa de modo que nos permite sentir tudo e ver tudo ao mesmo tempo.

Assim como na narrativa, Jessica tem um trato especial quantos aos personagens. Minha personagem favorita continua sendo Tess com toda sua meiguice, inteligência e força. Apesar de ainda não gostar de Maura, não posso negar que o ceguismo da personagem de sempre querer ser a mais amada e notável das irmãs foi muito bem trabalhado. Cate, que antes tinha medo até da própria sombra passou a ser uma mulher mais forte e mais confiante, não somente pelos dissabores do passado mas também, e talvez principalmente, porque aquilo que ela precisa lutar. Desse modo, Spotswood consegue criar uma evolução ótima para as três personagens sem nunca perder o compasso em favor de uma ou de outra.

Mas o grande charme dos personagens, entretanto, está nos secundários que roubam a cena. Fynn continua um cavalheiro, muito embora pareça ter bem mais atividade na história. Sache e Rory abalam a trama com suas tiradas engraçadas. Mas é Irmã Inez, a maior ameaça dentro da fraternidade, que dá um gostinho a mais na obra. Poucas vezes encontrei uma vilã tão convincente que eu não somente odiei, como entendi suas necessidades. Poderosa e com uma mente brilhante, Irmã Inez demonstra o real significado do ser radical e do desejo de vingança.

O que me incomodou, e bastante, na trama. Foram às coisas terem acontecido rápido de mais em termos de história. Apesar da narrativa fluída de Spotswood, a autora não conseguiu dar a profundidade que o livro precisava em contexto maior que apenas o esperado. Tornou-se previsível pelo fato que o final é pautado pelo caminho que foi mais fácil e não pela tentativa de qualquer inovação.

Apesar do fator negativo, a leitura de As Crônicas das Irmãs Bruxas vale super a pena por todos os ensinamentos que a autora coloca em suas páginas bem como as críticas sociais que ela faz a sociedade machista que vivemos. A grande a justificativa do livro é mostrar que a força vem dos lugares que mais duvidamos onde a união nos matém fortes para lutarmos por tudo aquilo que desejamos e contra todos aqueles que nos oprimirem.

(Resenha) Desaparecido Para Sempre – Harlan Coben

Minhas queridas Corujinhas, em uma tempestade de emoções imersas à um suspense de tirar o folêgo, Harlan Coben mostra porque é um dos autores mais aclamados da atualidade em um livro que te surpreende até as últimas palavras.

Desaparecido para sempre

 

Titulo: Desaparecido Para Sempre
Titulo Original: Gone for Good
Autora: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2010
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐ ❤
Encontre: Skoob |  Saraiva  |  Amazon

Sinopse: No leito de morte, a mãe de Will Klein lhe faz uma revelação: seu irmão mais velho, Ken, desaparecido há 11 anos e acusado do assassinato de sua vizinha Julie Miller, estaria vivo. Embora a polícia o considere um fugitivo, a família sempre acreditou em sua inocência. Ainda aturdido por essa descoberta e tentando entender o que realmente aconteceu com seu irmão, Will se depara com outro mistério: Sheila, seu grande amor, some de repente, e o FBI suspeita do envolvimento dela no assassinato de dois homens. Apesar de estarem juntos há quase um ano, Sheila nunca revelou muito sobre o seu passado.Enquanto isso, Philip McGuane e John Asselta, dois criminosos que foram amigos de infância de Ken, passam inexplicavelmente a rondar a vida de Will. Para descobrir a verdade por trás desses acontecimentos, ele conta apenas com a ajuda de Squares – seu colega de trabalho em uma fundação de assistência a jovens carentes e proprietário de uma escola de ioga famosa entre as celebridades, o que lhe garante acesso a topo tipo de pessoas e de informações.

Ela me olhou, e eu pensei que aquele talvez fosse o jeito como eu costumava olhar para Ken, com uma mistura de esperança, adoração e confiança. Tentei parecer corajoso, mas nunca fui do tipo heroico.

Uma das coisas que mais me orgulho e também mais sinto raiva na minha vida de leitora, é minha capacidade de desvendar mistérios dos livros de suspense. Não sendo modesta, muitas vezes me sinto Sherlock Holmes já que sinto pouca dificuldade para desvendar o vilão. Por esse motivo com o passar do tempo passei a não me importar mais tanto com quem eram os vilões e sim com suas motivações. Mas, sendo sincera, eu gosto de ser enganada pois me traz uma sensação mais satisfatória quando o autor encaixas as peças, não eu. Baseado nisto, posso dizer com todas as letras que Desaparecido Para Sempre é meu livro favorito de Harlan Coben. Por que se eu gosto de não saber quem é o vilão, imagine só ser “otariana” também nas motivações. Pois, meu caro leitor de asas, se está pensando que é fácil descobrir ambas as coisas neste livro, está redondamente enganado e pode ter certeza que Coben está em algum lugar rindo maleficamente de você.

A narrativa de Coben normalmente é baseada na ação com uma pitada satisfatória de drama. Nesta obra, porém, pelo contexto que o autor cria em sua obra podemos perceber que o autor tem mais enfoque no drama que na comédia. Isso ajudo a construir um aspecto bem mais perigoso para a trama, que com as inúmeras reviravoltas, transforma-se em algo ao mesmo tempo pesado e fluído. Você parece que leu mais de mil páginas, mas mesmo assim não consegue parar de ler o livro.

Para tornar ainda mais inesquecível o livro, Coben cria personagens que possuem conflitos e pensamentos reais que se adequam à eles por mais estranhos que possam parecer. Um irmão lutando pela inocência do outro é tão forte que mesmo que quando nós leitores duvidamos da verdade sobre Ken, também não podemos de ressaltar a razão que acompanha Will em sua luta.  Da mesma maneira que isso torna o livro mais verrossímel, também funciona para aproximar o leitor da obra ao criar uma motivação mais realística para os personagens.

Um dos pontos mais fortes deste livro, são os plot’s que o autor vai fazendo ao longo da narrativa. Dizer que temos uma para cada capítulo esta longe de ser um exagero pois é exatamente isto. A cada novo capítulo em que uma pequena peça se encaixa, outras são jogadas de lado. Não posso contar quantas vezes reformulei minha teoria que nunca conseguiu chegar próxima ao plot twist final. Foi arrebatador como Harlan jogou na minha cara (me estapeou) as inúmeras vezes que ele me mostrou o que tinha realmente acontecido e como ele agiu como um mágico verdadeiro: o segredo é sempre olhar para onde não está acontecendo o espetáculo principal.

Muitos leitores afirmaram que as reviravoltas são forçadas, mas devo dizer que em meu ponto de vista Harlan simplesmente brincou com a verdade que enxergamos. Imagine que somos uma sociedade que julga tanto por aparências como por boatos (veja o exemplo dos jornais sensacionalistas que fazem sucesso à custa de fofocas alheias), por isso que, de certa forma, esta obra também foi uma crítica ao senso de superioridade da sociedade que é formado a partir de concepções pré-estipuladas. Harlan te apresenta pontos de vistas sobre determinados personagens, para somente depois mostrar quem eles são de verdade.

Por inúmeros motivos, Desaparecido Para Sempre é uma leitura que vale super à pena. Para aqueles que não gostam de suspense: tem doses de romance. Para aqueles que nunca leram o gênero: é surpreendente. E para quem já é fã, é uma oportunidade única de saborear uma obra prima da literatura.

 

 

( Resenha ) Amaldiçoadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 02

Olá feiticeiras Corujinhas. Preparem-se para uma aventura sem precedentes onde o destino será seu pior inimigo. Pois três irmãs nasceram capazes de fazer bruxaria e todas são capazes de fazer magia mental. Uma delas terá visões e será a mais poderosa de todas. O problema é que apenas uma sobreviverá a virada do século pois uma irmã matará a outra.

Título: AmaldiçoadasAMALDICOADAS_1411600687B
Título original:
Star Cursed
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2014
Avaliação: 🍁 🍁 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Após escolher servir à Irmandade e abandonar sua posição social, sua família e Finn, seu grande amor, Cate Cahill vai enfrentar dilemas muito maiores. Os Irmãos da Fraternidade estão cada vez mais ávidos por controle. Eles não apenas continuam fazendo de tudo para exterminar as bruxas, como agora também desejam acabar com a autonomia de todas as mulheres, por meio de um decreto que as proíbe de trabalhar e estudar. Quando Sachi, amiga de Cate, é mandada para o Hospício de Harwood por executar magia em público, o cerco se fecha em torno da Irmandade e Cate começa a sentir a pressão para manifestar os poderes anunciados na profecia, aquela que aponta uma das irmãs Cahill como a bruxa mais poderosa em muitos séculos. Mais do que nunca, Cate precisa proteger suas irmãs, Maura e Tess, que acabam indo morar com ela em Nova Londres. No entanto, a reaproximação se torna um revés quando Maura demonstra grande interesse em deter o maior poder de todos. As consequências podem ser terríveis e incluir uma guerra cruel capaz de separar de vez as irmãs Cahill.

Destino. A palavra soa tão grandiosa e, no entanto, promete uma sina tão horrível. Uma de nós não vai viver para ver o século XX. Uma de nós vai matar a outra.

O segundo livro da trilogia As Cronicas das Irmãs Bruxas conseguiu elevar a série à um novo patamar. Talvez porquê neste livro a autora se preocupou muito mais com a história em si do que com o contexto social, Amaldiçoadas deu novos constrastes a trama demonstrando a capacidade Jessica Spotswood de remodelar e surpreender o leitor.

Amaldiçoadas , diferentemente do primeiro livro que focou na relação entre as irmãs, vêm com um contexto mais voltado para a política e as tramas de poder. Por esse motivo acredito que acabei gostando bem mais desse segundo enredo pois houve uma grande evolução dos viés da trama. A porta aberta em Amaldiçoadas ganhou notoriedade e força Enfeitiçadas onde toda obra passou a ter uma pretensão a mais de onde gostaria de chegar e quais caminhos precisaria tomar para alcançar seus objetivos.

Cate, Maura e Tessa continuam como as grandes protagonistas de personalidades distintas. Para mim, os sentimentos do passado possuiá em relação as três irmãs apenas se intensificaram. Cate começou a me dar raiva pela bobice e falta de atitude. Entendo que muito do que a garota fazia era proteger suas irmãs, mas as vezes achei-a exagerada de mais principalmente com Tess que não precisa sempre ser tratada como criança. Maura passou de irritante à odiosa por querer sempre ser a mais em absolutamente. Sua necessidade de ser o centro das atenções finalmente lhe corrompeu e parece que nem mesmo as irmãs são mais importantes em sua vida. E Tess ganhou de vez meu coração. É a mais jovem mas com toda certeza a mais sensata. Além de guiar ambas as irmãs, possui um coração nobre capaz de sentir as necessidades de todos sem nunca esquecer de si mesma. Três personalidades distintas que completam toda a obra.

Em suma, Amaldiçoadas foi um livro que me surpreendeu bastante desde os enredos base até mesmo o grande plot twist do final que promete ainda mais para a conclusão da trilogia. O que posso dizer é leiam. Por todas suas nuances entre críticas sociais, romance, amor fraternal e ação, essa obra vale super à pena.

( Resenha ) Enfeitiçadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 01

Olá feiticeiras Corujinhas. Abram suas asas que o destino nos espera com um preságio de poder. Em um jogo definido pela maldade dos irmãos e pela submissão das mulheres, três irmãs estão destinadas a um futuro grandioso e perigoso que pode dar fim à uma era ou iniciar um novo ciclo de terror.

download (3)Título: Enfeitiçadas 
Título original: 
Born Wicked
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas 01
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: No leito de morte de sua mãe, Cate Cahill fez uma importante promessa: proteger a todo custo suas irmãs mais novas, Maura e Tess. Essa tarefa é mais difícil do que parece, afinal, as irmãs guardam um importante segredo: elas são bruxas. Em uma sociedade governada pela Fraternidade, instituição que pune qualquer suspeita de bruxaria com a prisão, a internação num hospício ou a morte, ser bruxa significa estar constantemente em perigo. Aos 17 anos, faltando apenas algumas semanas para que Cate decida entre se casar ou abraçar a Irmandade – braço feminino da Fraternidade -, talvez ela não consiga manter sua promessa, principalmente depois de encontrar o diário da mãe, que revela um segredo capaz de levar a família à destruição. Desesperada para descobrir alternativas, Cate começa a vasculhar livros proibidos e a encontrar ajuda em novos amigos rebeldes, tudo isso enquanto precisa lidar com eventos sociais, propostas de casamento e um romance proibido com o inadequado jardineiro da família. Se o que sua mãe escreveu for verdade, as garotas Cahill não estão a salvo – nem da Fraternidade, nem da Irmandade, nem delas mesmas.

A Fraternidade é bastante firme em relação ao papel das mulheres. Devemos ser vistas, e não ouvidas.

Eu sempre gostei bastante de obras que envolvem seu enredo alguns dos momentos históricos mais importantes que passamos. Seja esse envolvimento como inspiração para sua estrutura ou mesmo como parte dela. Por esse motivo, quando conheci o enredo de Enfeitiçadas fiquei encantada pela premissa que apresentava pois nunca antes eu havia lido uma obra que ressaltasse a época da inquisição de caça as bruxas. E apesar desta não ser uma ficção histórica, posso dizer que o livro foi perfeitamente embasado com uma fundamentação espetacular neste momento.

Jessica Spotswood tem o tipo de narrativa que normalmente não me agrada em fantasias. A autora parte do principio de narrar muito mais os sentimentos personagens do que construir  as descrições do mundo. Contudo, acabei não sentindo falta desta segunda característica na obra da autora. Pois a história é ambientada no século XX e mesmo sabendo que não se trata da mesma realidade que conhecemos da época, acabei associando uma coisa a outra. Assim, fui muito mais feliz em minha leitura pois ao entender melhor os sentimentos de cada personagem, em especial Cate que narra o livro, consegui me aprofundar mais nos momentos proporcionados.

Os personagens de Spotswood foram também muito bem trabalhados de modo que cada um tivesse sua personalidade bem definida. Cate, a mais velha das irmãs, é insegura quanto ao que esperar do seu futuro porque esta sempre a caminho de proteger as outras. É uma personagem um tanto sensível de mais pro meu gosto, admito, mas eu percebo que existe muita explicação para essa sensibilidade. Cate fez uma promessa difícil e esta sempre tentando mantê-la mesmo que sua própria felicidade esteja em risco. Maura (capa) é a mais instável das irmas e consequentemente a mais detestável, É orgulhosa precisa ser a mais amada, a mais bonita e mais qualquer-coisa para se sentir feliz e superior as outras. Já Tess foi de longe minha favorita. Apesar de seus doze anos, é a mais sensata e diplomática das irmãs. É difícil conceber uma única característica a Tess pois ela conseguiu ultrapassar a linha entre ficção e realidade se tornando quase uma amiga.

O único ponto negativo que posso ressaltar na trama, foi o desenvolvimento lendo que a história percorreu. O começo do livro é pontuado por diversas facetas sobre a Irmandade e como ela age com a sociedade e as mulheres. Apesar de ter gostado desse trabalho que a autora teve em desenvolver a base de seu mundo, não pude deixar de sentir que houve uma extensão um tanto desnecessária do assunto. Esses pontos poderiam ser desenvolvidos no decorrer do livro de modo que ficasse mais equilibrado os dois vórtices da narrativa.

Enfeitiçadas é uma obra para todos aqueles que gostam de uma boa fantasia com um toque de realidade. Recheado de criticas sociais, o livro se torna também um lar de protesto contra o machismo que parece tão enraizado em nossa sociedade. Além disso, a toques de romantismo e ação que deixam a história ainda mais emocionante. Com o grande plot twist do final, é certo que podemos esperar uma evolução fantástica onde as crônicas das irmãs bruxas devem ganhar um rumo ainda mais avassalador.

| RESENHA | Mestre das Chamas – Joe Hill

Oii Corujinha, tudo bom? Esses últimos meses do ano têm sido recheados de grandes leituras. Mestre das Chamas de Joe Hill foi com certeza uma delas. Em uma ficção científica — mas intrigantemente classificado também como terror — o autor cria um universo apocalíptico onde o medo e a incerteza são peças chaves para o enredo.

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Título: Mestre das Chamas
Título original: The Fireman
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas. Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto. O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e florestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus. Em meio a esse filme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao filho que espera. Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança. Do aclamado autor de A estrada da noite, este livro é um retrato indelével de um mundo em colapso, uma análise sobre o efeito imprevisível do medo e as escolhas desesperadas que somos capazes de fazer para sobreviver.

Comecei Mestre das Chamas com uma pitada de incerteza sobre o que poderia me esperar no caminho. Conheci o livro através de uma resenha fantástica da Bia do blog Literatura Estrangeira (clique aqui para ler a resenha dela também) e fiquei com a obra na cabeça desde então. Em tempos cada vez mais assombrosos onde parece que estamos sempre a beira de um colapso, ler um livro que retrata o apocalipse parece ser obrigatório. É como vislumbrar o poder que a humanidade têm de ser bondosa e gentil ao mesmo tempo que é capaz de atrocidades para salvar a própria pele. Por isso, ao me deparar com a narrativa de Joe Hill sabia que teria um caminho permeado por verdades cruéis sobre quem somos e o que podemos ser. O livro não é apenas uma estória do mundo acometido pelo caos, mas uma quase história de porque esse caos existe.

Existe algo de terrivelmente injusto no fato de morrer no meio de uma boa história, antes de  ter oportunidade de ver como tudo acaba. Em certo sentido, claro, eu acho que todo mundo sempre morre no meio de uma boa história. Da sua própria história. Ou da história dos seus filhos. Ou dos netos. A morte é sempre dureza para os viciados em narrativas.

Joe Hill tem uma narrativa ao mesmo tempo lenta e fluída. Aquele tipo que você vai ler durante horas sem cansar, mas que vai precisar de tempo para diregir o que esta sendo contado. Usando de uma linguagem comum e referências maravilhosas, em uma camada superficial Joe dá um mundo comum apesar da doença que se espalha. É perceptível aqui como o autor tenta ligar o leitor à narrativa como se dissesse: Hey, esse mundo aqui um dia foi o seu. Foi uma maneira absurdamente brilhante de conectar os fatos presentes no livro à vida do leitor. Quando você percebe a camada de referências entende-se também como parte da história. Poderia ser sua mente fazendo ligações aqui e lá.

A morte e a ruína são o ecossistema preferido do homem. Já leu sobre a bactéria que prospera dentro dos vulcões, bem à margem da rocha fervente? Somos nós. A humanidade é um germe que prospera bem na fronteirada catástrofe.

Mas apesar de ter gostado do modo como o autor conduziu seu enredo tenho que admitir que senti uma certa proscastinada em suas páginas. O livro poderia facilmente ter umas cem páginas a menos. Entendo que boa parte dessa procrastinação foi a criação de aliserce da obra mais seguro da obra ou a enfatização de certos pensamentos, mas também percebo que o mesmo efeito teria sido produzido de uma forma ou de outra.

Desespero é apenas um sinônimo de consciência, e demolição é quase o mesmo que arte.

Em relação aos personagens, foi interessante ver como a abordagem de suas ações foi comum. Todas as decisões tomadas foram frutos de algo que realmente poderia ter acontecido. Ao ler livros, uma coisa que me irrita bastante é quando o personagem toma uma decisão bem viajada, daquele tipo que qualquer um pode notar que se fosse na vida real não teria sido feita. Então fico feliz em dizer os personagens de Mestre das Chamas não se entregam à esse erro. Pelo contrario, suas ações — idiotas ou não — provém dos pensamentos de personalidades verossímeis sendo guiadas pelo medo e pelo instinto de sobrevivência.

O medo não tende a fazer as pessoas moderarem seu uso de táticas extremas.

O medo é uma das — se não a — condição mais pura do homem. O medo nos faz crianças tolas que precisam de um guia ou adultos cruéis que faram de tudo para sobreviver. Quando estamos amendrontados viramos um produto do instinto de sobrevivência. A racionalidade se extingue e somos dominados pela vontade simples e pura de continuar vivendo. É exatamente isso que Joe Hill vai expor em seu apocalipse. O medo é o elemento central que irá guiar todos os outros, pois sempre que existe uma criança tola existe um adulto cruel para lhe guiar. Hill demonstra como ficamos a mercê de qualquer pessoa querendo acreditar que tudo aquilo é para o nosso bem ou tudo que fazemos é para o bem de quem amamos.

Mas aí penso, ué, mesmo antes da Escama do Dragão a maioria das vidas humanas era injusta, brutal, cheia de perda, tristeza e confusão. A maioria das vidas humanas era e é curta demais. A maioria das pessoas passou a vida faminta e descalça, fugindo de uma guerra aqui, de uma fome ali, de uma epidemia aqui, de uma enchente acolá. Mas as pessoas mesmo assim precisam cantar. Até mesmo um bebê que não come há dias para de chorar e olha em volta quando ouve alguém cantar de alegria. Quando você canta, é como dar de beber à quem tem sede. Uma gentileza. Isso faz você brilhar.

Mas se Joe nos mostra o lado fraco da humanidade, ele também nos mostra como supera-lo. Foi tocante ler cenas de compaixão em meio à tanta raiva. Desvendar que se para dez pessoas horríveis existe uma que se levanta contra. O medo não possui somente um lado. Com ele vem também a coragem para lutar por um dia melhor. Não precisamos nos ajoelhar, como também devemos lutar por quem acreditamos. Alguns de personagens nos guiam a acreditar nisso. Harper, por exemplo, tanto quer proteger seu filho como também zelar pelas pessoas que conheceu. A monstruosidade lhe faz ter medo, mas o amor lhe da coragem.

A sua personalidade não é só uma questão do que você sabe, mas do que os outros sabem sobre você. Você é uma pessoa com sua mãe, outra com seu par, e uma terceira com seu filhoou filha. Essas outras pessoas criam você tanto quanto você mesmo se cria, elas lhe dão seu acabamento. Quando você se vai, aqueles que deixou para trás guardam a mesma parte sua que sempre tiveram.

Em meio a todos esses contextos, Mestre das Chamas é um livro supreendene pela proeza de nos fazer pensar. O mundo acabou pela primeira vez em água e pela segunda pode ser em chamas. Mas ambos talvez tenham em comum a maldade do homem como sua própria ruína. Não é a natureza em si que nos matará, mas a verdadeira natureza do homem que sempre o conduz rumo à sua destruição. A diferença entre viver ou morrer esta em quem todos iremos ser quando este tempo chegar.

| RESENHA | Como Se Casar Com Um Marquês — Júlia Quinn — Agentes da Coroa — Livro 02.

Oii amores, tudo bom com vocês? Mês retrasado (#atrasadissimanaresenha) eu tive o prazer de me deliciar com mais um romance da extraordinária Júlia Quinn. Como Se Casar Com Um Marquês ganhou meu coração por ser um livro simples, mas cheios de significados de amor, familia e amizade.

como se casar com um marques julia quinn

Título: Como Se Casar Com Um Marquês.
Título Original: How A Marry To Marquis.
Série: Agentes da Coroa — Livro 02.
Autora: Júlia Quinn.
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
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Sinopse:Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como Se Casar Com Um Marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente… Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas da contemporaneidade. Desde que li a série Os Bridgertons venho cada vez mais lendo outras obras da autora e me encantando por suas histórias. Apesar de nenhuma me encantar como os primeiros livros, cada obra tem sido especial à sua forma. Como Se Casar Com Um Marquês foi uma leitura sensacional que — de certa forma — eu não esperava. Julia Quinn trouxe uma coisa nova para suas histórias: não se trata mais de apenas um casal, mas do caminho que duas pessoas percorrem para encontrar o amadurecimento e a felicidade em si mesmos.

Não tenho certeza se é minha mente, mas sempre que leio um novo livro tento perceber a evolução mental dos personagens pois esta quando acontece, me ajuda a ter a sensação de que toda obra valeu à pena. Com a escrita característica marcada por leveza e fluidez, Julia Quinn consegue evoluir bastante as certezas, os medos e as personalidades Elizabeth e James. Por isso, em variados momentos da trama me senti próxima de ambos vendo-os como pessoas reais. Mesmo nos momentos em que senti raiva de atitudes de Elizabeth e James, pela realidade que cada apresentou não pude deixar de entendê-los.

O romance fala por si só. Ao criar duas personagens tão reais, Quinn desenvolve uma paixão também real. Conflitos internos inserem sensatez à uma troca de desejo incendiário. Foi lindo ver como tudo ia além das barreiras do amor de casal porque os dois personagens principais tinham preocupações que chegavam as suas famílias. Dessa forma, o amor era também fraternal onde todas as decisões deveriam ser pensadas em coletivo. Sim, se torna um tanto exaustivo o nunca se deixa levar pelas emoções, mas também é maravilhoso perceber a profundidade de todas estas ações.

Mas tenho que admitir que de tudo que poderia ter feito eu amar a obra, com certeza minha amada Lady Dambury encontra-se no topo da lista. Apesar de ter amado vários aspectos da obra, rever minha personagem favorita dos romances de época foi mágico. Parece bobagem, mas foi como encontrar uma com uma amiga e papear sobre diversas coisas. Suas aparições foram esplêndidas carregadas com o humor que somente Lady D. (Humpf!) é capaz de fazer.

Como Se Casar Com Um Marquês foi um leitura excelente cheia de magia e com uma boa pitada de sedução. Mas, muito mais que isso, é uma história de compreensão familiar e sobre como somos capazes de encontrar a felicidade nos lugares mais improváveis rodeados pelo imprevisível.

| RESENHA | Sem Deixar Rastros — Harlan Coben — Série Myron Bolitar — Livro 03.

Oii amores. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais uma resenha aqui no blog de um livro magnífico do Harlan Coben. Quase todos os que tive a oportunidade de ler do autor foram excelentes e Sem Deixar Rastros foi um deles. Um livro que fugiu me deixou arrebatada já nas primeiras páginas. Harlan Coben se mostrou não só um maiores dos mestres do suspense, mas também um escritor com a sensibilidade para trazer ao leitor uma avalanche de emoções.

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Título: Sem Deixar Rastros
Título Original: Fade Away
Autor: Harlan Coben
Serie: Myron Bolitar — 03
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
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SINOPSE: Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou das quadras para sempre. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo e detetive particular com passagem pelo FBI está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério. O ídolo dos Dragons de Nova Jersey, Greg Downing, maior adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, com a ajuda de seus dois fiéis escudeiros, Win e Esperanza, Myron trabalhará infiltrado entre os jogadores para tentar obter informações capazes de levar ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher. 

Os sonhos nunca morrem. Às vezes achamos que eles estão mortos, mas estão apenas hibernando como um urso velho. E quando a hibernação é muito longa, o urso acorda bravo e faminto.

Harlan Coben é um autor viciante onde dificilmente somos capazes de deixar suas obras de lado. Sem Deixar Rastros é o terceiro livro da série Myron Bolitar que tem se mostrado cada livro melhor. O grande diferencial desta série é que apesar de ser suspense investigativo não é feita nos moldes do policial. Myron é um agente esportivo e seus clientes são os alvos de sua investigação. De certa forma é como se o autor procurasse mostrar que a vida dos atletas, mesmos os dos mais altos níveis, não é feita apenas glamour podendo ter submundos obscuros por baixo delas. O que cada um desses atletas é capaz de fazer para chegar às alturas e ganhar reconhecimento. De maneira brilhante, Coben conduz um suspense em que adivinhar o motivos ou o vilões não é uma opção. Nada é o que parece e os segredos irão mudar tudo que achamos que sabemos 

E agora se achava naquela tênue fronteira entre o pesadelo e o despertar, aquela minúscula janela em que ainda estamos dormindo mas sabemos que se trata de um sonho e, apesar de todo o terror, queremos continuar e ver como tudo terminará, uma vez que estamos apenas sonhando e não corremos nenhum tipo de risco. Mas a realidade nunca mantém essa janela aberta por muito tempo.

Além da carga de suspense, neste livro — diferente de todos os outros — há também um apelo sentimental. Myron esta de volta às quadras para investigar o desaparecimento de um astro de modo que o agente esportivo tem também problemas que vão além de um mero caso à ser resolvido. O desaparecido Greg Dowing Também foi seu maior inimigo nos tempos dos jogos de faculdade em que ambos estavam no auge. Myron era uma promessa, assim como Greg. Dessa forma, ver tão de perto o mundo que ele perdeu e que seu adversário conquistou é doloroso como um vislumbre do que ele poderia ter dido. Adiciona-se à isso o fato Myron tem que lidar com à volta as quadras que também significa viver ou tentar viver um sonho que lhe foi tirado. 

Realmente acreditava que ninguém podia amá-lo, e isso é difícil para qualquer um. Traz insegurança. Faz com que a pessoa se esconda numa espécie de trincheira.

Sem Deixar Rastros foi um livro que me deixou sem fôlego e ansiosa para sua continuação. Bem humorado e brilhantemente bem escrito, Harlan Coben conseguiu mostrar mais uma vez porque é um dos maiores de suspense da atualidade. Um livro que recomendo à todos que amam um bom suspense.

| RESENHA | Até Você Ser Minha – Samantha Hayes

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? No mês passado devido as minhas leituras da #MLi2017 e do Desafio Literário Cultura que está rolando aqui no blog, fiz diversas leituras maravilhosas de livros que não estavam e que estavam na minha TBR. Hoje vou fazer resenha de um desses livros que esteve presente nesses meus dois momentos literários: na MLi2017 foi o meu escolhido para compor Um livro de capa azul e no desafio literário compõe o tópico um livro narrado por dois pontos de vistas.
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 Título: Até Você Ser Minha
Título Original: Until You’re Mine
Série: Scott e Fisher #01
Autor: Samantha Hayes
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

 

Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Ganhado de presente de aniversário pela minha amiga Keth (Parabatai Books) nós lemos o livro juntas. Keth como sempre acabou a obra primeiro e pacientemente esperou que eu terminasse. Ao fim, ambas ficamos bastante surpresas com o final, muito embora não tenha sido com as mesmas coisas. Enquanto Keth ficou pasma com a revelação da persona assassina, fiquei abismada com a reviravolta em relação à uma personagem que parecia tudo, menos aquilo.

A construção do livro de Hayes foi uma coisa inexplicável. A autora conseguiu construir um crime perfeitamente bem elaborado. Os pedaços parecem encaixáveis e de cara o prólogo deixa aquela sensação de que “você” saber quem é e quais são da persona má. Tudo isto, para que no final a autora surpreenda mostrando aquele famoso não era isso meu caro, você está errado. E muito embora os motivos do vilão não tenham sido difíceis de decifrar, houve um impacto ao fim das páginas que me deixou abismada. De certa maneira, sendo resumido em uma única frase dita pela minha mãe: Ele não dá a capacidade de gerar filhos, aqueles que são capazes de roubar os filhos de outras pessoas.

As duas parsonagens principais tem vidas e histórias muito diferentes. Cláudia é uma mulher que perdeu vários rebentos ao longo dos anos, mas nunca desistiu do sonho de ser mãe. Agora com dois filhos adotivos, um marido que a ama e uma gravidez no oitavo mês de gestação, Cláudia tem tudo que sempre quis, muito embora ao mesmo tempo tenha medo de perder o que já foi conquistado. Zoe, por outro lado esta fracassada interna e profissionalmente. Ela não tem mais onde morar, sua companheira não deseja mais sua estada e assim como Claudia, quer ficar gravida, mas a tão sonhada notícia positiva nunca dá as caras. Destruída, os pensamentos de Zoe sempre retornam a gravidez que não tem e que seu interior grita desesperadamente que precisa conseguir.

Esta obra criada por Samantha Hayes foi maravilhosa. Antes de mais nada, esse livro trata sobre a angústia e sobre o sentimento de derrota que traz a tona os desejos das mulheres que não conseguem engravidar. Seus personagens e seu mundo estão rodeados pela incerteza. O medo de ser a próxima vítima está a porta e os horrores que cada personagem esconde são muito mais sombrios do que pode-se aparentar a primeira vista.

| RESENHA | Como Agarrar Uma Herdeira – Júlia Quinn

Oi meus amores. Bom dia, tarde ou noite seja a hora que estiverem lendo esse post espero que seja um dia fabuloso para você. Recentemente, a editora Arqueiro lançou mais um livro da Júlia Quinn aqui no Brasil. A autora é uma das minhas favoritas sendo a Diva Queen dos romances de épocas. Todos que já a leram sabem e todos que o irão fazer vão descobrir uma característica em Quinn que a faz diferente das demais: sua capacidade de criar diálogos divertidos e inteligentes que nos fazem acreditar na plenitude de sua história e na veracidade de seus acontecimentos. E por esse motivo, apesar de não considerar Como Agarrar Uma Herdeira um dos melhores livros da autora, o tenho como um livro gostoso que valeu a pena ser conferido.

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Título: Como Agarrar Uma Herdeira
Título Original: In To Catch a Heiress
Série: Agentes da Coroa – 01
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
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Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

O livro possuí uma escrita leve e fluída daquele tipo maravilhoso que te faz mergulhar na obra e não sentir as horas passando. A autora cria uma trama simples, mas também um pouco clichê. Afinal de contas temos um herói que não quer se apaixonar e uma heroína que está disposta a dissolver seu coração. Um dos pontos fortes do livro é justamente esse. Não o fato de ser um clichê, mas sim o fato da autora assumir isso. Quer dizer, quantos livros você não encontra por aí que tem uma história raza mas o autor quer fazer dela muito mais e acaba enfiando os pés pelas mãos? Pois é, é um horror. Mas não se preocupe porque em Como Agarrar Uma Herdeira o clichê de Júlia é bem evoluído e bem acabado onde a autora todas as pontas soltas sem deixar os famosos WTFS pelo caminho.

Caroline Trent é uma heroína adorável. De todas as personagens da Júlia Quinn ela esta no top 5 das minhas favoritas. Ela é deliciosamente espirituosa e mordaz. Tendo resposta para praticamente tudo, Caroline esbanja inteligência e tenacidade que me fez tornar amiga dela imediatamente. Não pude evitar certa comparação com Daphne Brigderton (O Duque e Eu) que possuía um talento especial para mudar de assunto pois Caroline tem a mesma característica, onde esta, quase me fez crer que possuía TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperativadade) pelas várias vezes em que mudou drasticamente o rumo de seus pensamentos. Por outro lado, Blake Ravenscroft é sério e praticamente sem humor nenhum, muito embora Consideremos eu seu gênio difícil uma graça. E sendo o oposto de Caroline, juntos eles tem uma mistura de gato e rato com melhores amigos. Mesmo Blake querendo lhe matar de quase todas as maneiras possíveis, seu lado humano o faz com que se preocupe bastante com a moça. Assim, Blake e Caroline formam um par que conquista aos poucos, onde vamos nos apaixonando por eles a medida que os próprios fazem isso.

De certa forma, o que me fez não amar Como Agarrar Uma Herdeira, foi o fato de que já li obras anteriores da autora. Isto porque é de se esperar que sempre haja uma espécie de superação ou evolução à publicação dos livros seguintes. Tendo lido Os Bridgertons, Esplêndido e Simplesmente O Paraíso, uma parte de mim esperava algo extraordinário da autora que infelizmente não aconteceu. Eu diria que o primeiro livro da duologia Agente da Coroa só deixou a desejar porque não conseguiu superar ou ao menos se igualar aos seus antecessores, que de certa forma, são seus posteriores pois foi uma das primeiras séries publicadas pela autora.

Mas críticas à parte, Como Agarrar Uma Herdeira foi um livro fofo. É uma leitura que vale a pena não apenas como uma diversão de um dia, mas como também um aprendizado. Júlia Quinn nos ensina que o amor pode surgir dos mais diversos lugares, mesmo naqueles corações que não querem lhe dar uma chance. Um livro que todos devemos ler para tirar nossas próprias conclusões.