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Caixa de Pássaros: Não Abra Os Olhos – Josh Malerman

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas.

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Mas ela se pergunta se não há outra tampa acima daquela, e depois mais uma. Encaixotados, pensa. Para sempre.

Ao começar Caixa de Pássaros eu não tinha ideia de absolutamente de quase nada que poderia acontecer no livro. Já que eu não tenho costume de ler sinopses e muitas das vezes, quando um livro soa atraente pelo nome e capa, eu me recuso a ver o que pessoas falam sobre ele (tentando não criar muitas expectativas), tudo que eu sabia é que sobre a história era que A): se tratava de livro de terror e que B): ele seria narrado em terceira pessoa tanto no presente quando no passado.

Ao iniciar o livro, depois da influência de um áudio da minha amiga Jane, posso dizer que a história tem dois pontos de partida, ambos narrados pela personagem principal: Malorie. O primeiro, contado no presente, é a partida dela e de seus dois filhos (chamados apenas de Garoto e Menina) da casa onde ambos se escondiam para uma travessia em um rio que os levaria a algum lugar seguro. E o segundo, narrado cinco meses antes é a descoberta de sua gravidez e ao mesmo tempo uma notícia assombrosa que corre o mundo: pessoas estão cometendo suicídio (e até matando entes queridos) após verem alguma coisa. Nesse ponto da história entendi a primeira coisa sobre o livro, dita em sua capa: “Não Abra Os Olhos”. A ordem dada pelo autor soa impossível re ser cumprida ao mesmo tempo necessária para a sobrevivência dos personagens. Mas ao mesmo tempo em que percebi o significado da ordem, fiquei confusa em como Malorie poderia encontrar um lugar seguro sendo que o que vinha acontecendo tinha veias de ser global.

Assim, já nesse comecinho de livro, mas especificamente após esses dois primeiros capítulos, o autor põe na cabeça do leitor as duas perguntas que vão persegui-lo durante toda o trajeto do livro: O que pode ser tão horrível ou tão persuasivo a ponto de fazer uma pessoa se matar? Como Malorie pode saber que existe algum lugar seguro onde ela possa criar seus filhos para que eles sejam livres e sem medo de enxergar? Dessa forma o autor cria um mundo assombroso por ele ser simplesmente agoniante. Ao mesmo tempo que você deseja que os personagens fiquem seguros, não tem como não desejar que alguém possa simplesmente ir lá fora e te contar o que a está acontecendo, o que são as criaturas. E essa agonia é tão profunda que é impossível deixar de ler o livro buscando uma explicação para o que parece inexplicável.

Além disso, o autor também faz um percurso muito bem trabalho sobre a imaginação e as emoções dos personagens. Dando ao leitor a liberdade para interpretar o que os personagens tocam, mostrando como o medo pode mudar uma pessoa, torna-la distante, fria e reclusa. Mas também deixa-la, contraditoriamente, mais corajosa sempre superando os limites do seu próprio medo.

Eu gostei imensamente desse livro mesmo que o final tenha deixado um ponto em aberto. Ler ele me fez explorar os sentidos além da visão (admito: tentei ficar um tempo me forçando a não olhar alguma coisa e não consegui). Mas principalmente, o livro me fez imaginar diversas criaturas diferentes para tentar descobrir o que não devia olhar. Tentar descobrir os limites da minha sanidade.

Eu super recomendo este livro. É vibrante, é angustiante, é assombroso. É impossível fechar os olhos até termina-lo.

Titulo: Caixa de Pássaros
Título Original: Bird Box
Autor: Josh Malerman
Ano: 2014
Editora: Intrínseca.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Você diz a si mesma que esperou quatro anos porque estava com medo de perder a casa para sempre. Diz a si mesma que esperou quatro anos porque queria treinar as crianças primeiro. Mas nada disso é verdade. Você esperou quatro anos porque aqui, nesta viagem, neste rio, onde loucos e lobos a espreitam, onde as criaturas podem estar por perto, NESTE DIA você terá que fazer uma coisa que não faz há muito: mais do que quatro anos. Hoje você vai ter que abrir os olhos. Ao ar livre.

Semana Híbrida – Segundo dia.

Oii gente.

Hoje é o segundo dia da semana Híbrida de Mari Scotti e para animar as coisas lá vem TAG com estilo de personagens. Eu amo fazer tags e esta é perfeita. Espero que gostem que eu pensei em cada livro com muito carinho para vocês.

A TAG consiste em indicar um livro de acordo com a personalidade dos personagens. Pode ser respondido por escrito, vídeo, instagram, como desejarem e com livros lidos, desejados ou odiados, de acordo com o seu gosto. Marque três blogs ou amigos para participar da TAG também!

Elizabeth: Um livro que você leu (emprestado ou alugado) e nunca mais achou outro exemplar.

🔹Tem um livro da época que estava no fundamental da escola e que toda vez que eu ia na biblioteca tomava ele nas mãos e lia minha parte favorita. Chama-se A Bela Ou A Fera e ele me dava muito do que eu sentia na época. A personagem principal tinha aquelas duvidas que temos aos treze aos, mas que achamos que não existe uma pessoa que nos entenda. Eu tenho um amorzinho especial por este livro, mas nunca o encontrei novamente em livrarias.

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Ellene: Um livro que você estava indeciso se seria uma boa leitura, mas foi até o fim para descobrir.

🔹As Vantagens de Ser Invisivel com certeza. Muitas pessoas me recomendaram este livro mas eu tinha dúvidas se ele realmente seria bom como diziam. Já tinha passado por não gostar tanto de A Culpa É Das Estrelas do John Green e admito que tinha certo preconceito com o livro por ser escrito atraves de cartas. Mas no final da contas, o livro foi excelente e eu não me arrependo em nada de tê-lo lido.

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Heidy: Um livro com um vilão que você detestou e torceu para que ele morresse.

🔹É muito raro eu ter um livro que o vilão seja realmente odioso porque na maioria das vezes eu sempre gosto mais dos vilões do que do personagem principal: acho eles sexys e misteriosos no qual eu nutro um fascínio absoluto por vários. Mas se tem um vilão que eu realmente odiei e quis que morresse foi o Joffrey Baratheon d’As Cronicas de Gelo e Fogo. Sujeitinho mimado e repulsivo que via na maldade um jeito para fazer as pessoas fazerem o que ele queria.

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Nicolae: Um livro com um personagem secundário importante para a trama e de quem você não sabia se confiava ou não.

🔹Quando eu comecei a ler Reiniciados a maior parte das pessoas me davam arrepios. O livro é muito bem escrito e tem uma capacidade manipulatoria bastante elavada. Todos os personagens da trama levantavam suspeitas. A doutora Lisander com certeza foi o meu maior desafio de desvendar seus mistérios e mesmo assim só consegui entender coisas a seu respeito no último livro Fragmentada.

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Milosh: Um livro com um protagonista destemido, porém depressivo.

🔹No livro Objetos Cortantes de Gillian Flynn eu tinha certa raiva da protagonista Camille por ela ser totalmente depreciativa consigo mesma. Muito embora a proposta do livro seja essa, as vezes eu queria entrar dentro da história e dar uma bela sacudida na personagem.

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Jacó: Um livro com um irmão mais velho ciumento.

🔹Em O Duque e Eu Anthony Bridgerton se mostrou bem ciumento a sua irmã Daphne. O que era engraçado é que Anthony era extramente libertino, mas que por ser o mais velho, deveria por ordem na família e manter a honra das irmãs.

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Carol: Um livro que te deixou curioso e você deseja ler em breve.

🔹Hibrida da Mari. Conhecendo melhor a obra da Mari eu com certeza quero ler em breve o livro dela. Estou realmente curiosa para conhecer Ellene e desvendar seus mistérios.

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Tomás: Um livro que você amou e te decepcionou no final.

🔹Na verdade foi uma série de livros que eu perdia o fôlego durante a leituras que no final, por falta de expressão melhor, eu brochei. Foram os livros de Maze Runner. O primeiro livro foi ótimo. O segundo maravilhoso. Mas o terceiro, o qual terminava a história de Thomas, foi ridiculamente ruim comparado ao nível dos seus antecessores. Assim como o quarto livro que foi péssimo também. Mas deles, o mais decepcionante foi A Cura Mortal porque tudo que eu esperava saber ou queria que viesse a tona caiu por terra ou simplesmente não apareceu. Fiquei extramente decepcionada com o final da história que tinha tudo para ser perfeita.

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