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( Resenha ) Entre A Culpa e O Desejo · Sarah MacLean · O Clube dos Canalhas · Livro Dois

Minhas caras corujinhas, abram suas asas, peguem seus óculos e suas pranchetas porque hoje nossa viagem será por uma Londres antiga e cheia de mistérios onde uma mulher quer entender o que é viver e  um homem lhe mostrará todos os segredos que ela precisa descobrir.
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Título: Entre A Culpa e O Desejo
Título original: One Good Deserves A Lovers
Autora: 
Sarah MacLean
Série: 
O Clube dos Canalhas #02
Editora:
 Gutenberg
Páginas:
304
Ano: 
2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: 
Skoob | Amazon | Saraiva
Sinopse: Seu próximo experimento científico? Entregar-se a um canalha!
Lady Philippa Marbury não é como as jovens de sua época. A brilhante filha do marquês de Needham e Dolby se preocupa mais com seus livros e experimentos do que com vestidos e bailes. Para ela, um laboratório é muito mais atraente que uma proposta de casamento, e é por isso que, ao ser prometida a um noivo com quem não tem nada em comum, Pippa tem apenas duas semanas para empreender seu último experimento: descobrir todos os prazeres e todas as delícias da vida antes de passar o resto de seus dias ao lado de alguém que ela mal conhece. Como boa cientista que é, Pippa investiga a vida do homem que parece ser a cobaia ideal para realizar suas experiências: Sr. Cross, o atraente sócio do cassino mais famoso e cobiçado de Londres, um libertino cuja má-fama foi cuidadosamente construída sobre o vício e a devassidão. Um canalha perfeito para explorar suas fantasias e satisfazer sua curiosidade sem manchar sua reputação de moça de família. Mas o que Pippa não sabe é que, por baixo das aparências, Cross esconde segredos obscuros e que, ao receber a proposta da garota, ele está diante de uma oferta que pode destruir tudo aquilo que durante anos ele se esforçou para proteger. Terrivelmente tentado a se envolver nessa aventura que promete o mais puro prazer sem qualquer outra emoção, tudo o que Cross deseja é dar a Pippa exatamente o que ela quer, mas ele sabe que ninguém sai ileso do caminho da satisfação e, assim, Cross terá de usar cada miligrama de sua força de vontade para não perder o controle e resistir à tentação de entregar à jovem muito mais do que ela ousa imaginar.
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Eu realmente amo a Sarah MacLean e tudo que ela escreve. Dentre todos os caminhos que a autora pode optar para conduzir sua história, o inesperado e inconvencional é sempre o sua proposta. Ler seus romances de época é sempre uma tarefa nova que consiste em aceitar que nada será como você tenha visto antes pois surpreendente é sempre a palavra que descreve melhor suas histórias. Esse livro se tornou o meu segundo favorito da autora logo nas primeiras páginas. Divertido, criativo e muito bem articulado Entre A Culpa e o Desejo foi tudo que eu não esperava e mais um pouco.
A narrativa de Sara MacLean é sempre leve e fluída. Com capítulos curtos e bastante falas, a autora tem preocupação em tornar cada palavrinha essencial para a construção do romance. Um grande ponto positivo em suas histórias é o fato que Sarah praticamente não trabalha com amor a primeira vista (e mesmo quando o faz eles não vingam por assim dizer). Pelo contrário, a autora tem o cuidado de mostrar que o amor nasce de provocações a cada segundo que se passa na companhia do outro. Neste porém ela foi além disso criando uma conexão tão forte entre o casal principal por simplesmente nos dar dois personagens divinamente humanos. Em Pippa não existe beleza absurda e em Cross não há um homem disposto: ambos tem seus defeitos e aprendem a se amar com isso e principalmente por isso.
Uma grande característica da escrita de MacLean é sua capacidade quase surreal de dar vida a seus personagens principalmente as protagonistas femininas. O foco da narrativa é a personalidade de cada um e neste livro o quão incomum é Lady Philippa. Com uma força de vontade que ultrapassa o comum, Pippa como prefere ser chamada, não é de desistir fácil e muito menos de entrar em compromissos que não sabe se poderá cumprir. Seu medo do que esperar do casamento é bem real, mas mais ainda é o fato dela saber que nenhuma outra mulher vai lhe contar aquilo tudo que precisa saber. Sendo absolutamente racional (por mais irracional que pareça) Pippa quer acima de tudo aprender a viver pelo menos uma vez antes de se conformar a um casamento que não lhe trará nada além de convenções sociais. E essa racionalidade que a faz entender o seu lado mais irracional ao lado de Cross, que mesmo não querendo se envolver, acaba por deixar se envolver por uma mulher com a natureza avassaladora de Pippa.
Mas como o mundo não é feito apenas de mulheres, Sarah também produz um mocinho. Apesar de Cross seguir o caminho mais popular aos romances de época de um homem perdido em sua própria solidão, há nele também detalhes miúdos que o tornam tão merecedor de atenção. Cross luta ao lado de Pippa mesmo que o próprio não enxergue isso. Ele lhe dá as amarras que o prendem de seus medos para que essa estranha garota de óculos consiga tirá-lo da solidão que o cerca.
Entre A Culpa e O Desejo é uma obra diferente do que poderia imaginar. Eu ri, amei e me apaixonei por cada aspecto do livro. Em tudo que escreveu, Sarah MacLean me conquistou pela sagacidade, mas nesse livro ela me ganhou pelos opostos que inevitavelmente se atraíram: a pureza e o sensual, o medo e a coragem, a culpa e o desejo.
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( Resenha ) A Chama Dentro de Nós · Brittayni C. Cherry · Livro 02

Oii Corujinhas, abram suas asas e preparem seus corações pois nossa viagem de hoje será pelas batidas de dois corações magoados e os caminhos pelos quais eles precisam percorrer para encontrarem a felicidade.

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Título: A Chama Dentro de Nós
Título original:
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Arqueiro
Páginas: 322
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles.

Ela geralmente estava na igreja, enquanto eu fumava maconha virando a esquina. Ela acreditava em Deus, enquanto eu dançava com demônios. Ela tinha um futuro, enquanto eu de alguma forma parecia preso no passado.

Ler um livro de Brittainy C. Cherry é sempre uma tarefa arduamente emocionante. Muitas vezes somos levados á mundos perigosos onde o “eu”  é o fator de risco  mais alto aos personagens. A Chama Dentro de Nós é uma obra com exatamente essa característica pois  o abuso e as drogas são componentes importantes em seu enredo. Foi um livro tocante que me mostrou não somente os lados mais sombrios da humanidade, como também o que pode florescer mesmo quando tudo parece perdido. Posso afirmar que o segredo desse livro é justamente esse submundo, pois embora alguns personagens e questões tenham ficado inexpressivos na trama, o mundo proposto pela autora foi extremamente bem elaborado.

Cherry é uma das melhores romancistas que podemos encontrar no gênero dramático da atualidade. Além desta, já tive o imenso prazer de me deparar com duas obras da autora que me saltaram os olhos pela clareza de emoções em seu desenvolvimento. Nesta obra isso não é diferente onde a autora nos apresenta um texto rico não em detalhes, mas em sentimentos que tocam e se realizam através das páginas. Fui levada a sentir as dores dos personagens e entendê-los das formas mais preciosas onde a verdade de suas ações eram expostas nos contextos de livros.

O amor não era uma bênção: era uma maldição, e uma vez que você o convidava para o seu coração, ele só deixava marcas de queimaduras.

O que mais me encantou em A Chama Dentro de Nós foi a maneira com o qual a autora retratou os traumas e passados de suas personagens. Como o livro é divido em duas partes (o antes e o depois do fato) podemos entender com toda o que motivou Logan e Alyssa a se separarem. Suas dificuldades são verdeiras assim como suas tristezas e suas alegrias. Quantos jovens não veem suas mães apanharem dos maridos se sentindo impotentes por não conseguirem, fazer nada? Quantos meninas não se sentem rebaixadas? Quantos não veem as drogas como sua sua única saída? São essas as perguntas chaves da obra e o segredo para entender todos os caminhos que podem ou não serem tomados.

O meu único problema com o livro foi a construção de alguns personagens que a meu ver ficaram bastante vagas. Logan foi de longe o melhor trabalhado e não tenho dúvidas que esta é uma história dele, não de qualquer outro. Mas mesmo assim gostaria que todos os outros personagens em destaque tivessem uma maior elaboração. Principalmente Alyssa ao qual percebo  faltou aprofundar mais em suas queimaduras e cicatrizes. Alyssa, apesar de ser boa e inocente de certa forma, ficou um tanto superficial e apagada em relação a Logan.

Mas agora eu sabia. Uma pessoa não caia apaixonada do dia pra noite. Amor era algo que se dissolvia dentro dela.

Mas criticas a parte A Chama Dentro de Nós é um livro para quem busca não só romance, mas reflexão sobre a vida e os caminhos que lhe guardam. Nunca antes as nossas escolhas fizeram tanto sentido em uma obra e o autor usou tão pouco do destino para definir os encontros dos personagens. Pois a cada esquina, a cada reflexão, a cada passo são os personagens que definem aonde irão chegar.

Esse é um livro para todos os fãs de romance e superação. Para todos aqueles que acreditam que nimguém chegou tão ao fundo que não pode ser ajudado. Eu super indico assim como o primeiro livro da série O Ar Que Ele Respira.

Ele se inclinou para frente e me beijou. Ele me beijou com promessas que nunca fizemos um ao outro. Ele me beijou com pedidos de desculpas para coisas que nunca tinha feito. Ele me beijou com tudo o que tinha, e eu o beijei de volta com tudo o que existia dentro de mim.

( Resenha ) The Kiss Of Deception · Mary E. Pearson · As Crônicas de Amor e Ódio 01

Olá Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa da liberdade e preparem seus corações para diferentes emoções porque hoje nossa aventura será pelo coração de uma princesa e as límpidas terras de seu reino.
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Título: The Kiss Of Deception
Trilogia: As Crônicas de Amor e Ódio #01
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Páginas: 406
Ano: 2014
Avaliação: ⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse:Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

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Quando comecei a ler The Kiss Of Deception como parte da #Fantastona2017, eu tinha altas espectativas com o estaria me aguardando. Já havia começado as três primeiras páginas uma porção de vezes, embora nunca tenha me empolgado com a leitura. Mas influenciada pelo tanto de falares bem sobre a obra, adicionei o livro na minha tbr para finalmente contempla-lo. Porém, a verdade é que acabei recebendo mesmo um beijo de decepção pois não consegui gostar da obra achando-a apenas um pouco mais que razoável.

Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.

Mary E. Pearson tem uma narrativa morna e cansativa. O livro não fluiu com facilidade pelo exagero de detalhes que possui. Escrever cenas descritivas é um trabalho no mínimo complexo. Principalmente em livros de características fantásticas que por natureza — por serem um mundo novo — acabam exigindo mais do escritor pela falta de base que possuí. É preciso ter cuidado para não ficar nem muito breve, nem muito pesado. Pearson enreda pelo segundo caminho oferecendo tantos detalhes desnecessários que dificultam o caminhar da obra. Empurrei com a barriga boa parte do livro por essa característica.

Pode-se levar anos para moldar um sonho, mas é preciso apenas umafração de segundo para despedaçá-lo.

Outro grande problema do livro são os personagens principais. Narrado em primeira pessoa por Lia, o Príncipe e o Assassino eu não senti muita diferença entre as narrações assim como nas personalidades dos três principalmente os rapazes. Faltou (além da motivação de cada um) características pessoais mostrassem o que os fizessem diferentes. De certo modo, não consegui me apegar à nenhum personagem por conta disso.

Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

Falando individualmente, a única pessoa que me proporcionar sentimentos foi Lia, mas estes também não se mostram positivos. Lia foi uma personagem mimada e egoísta desde o princípio. Não a odeio, mas também não gostei de suas atitudes. Não é preciso ser um gênio para descobrir o que humilhação e quebra de contratos podem acarretar, ainda mais em um mundo de reinados. Por esse motivo, quando finalmente Lia entende as consequências de sua fuga só consegui pensar: Agora? Sério? Dessa forma, apesar de — como mulher — entender os motivos de Lia, não consigo lhe dar razão. Fugir quando as reações só se jogam contra você é uma coisa, mas quando afetam outras pessoas é outros quinhentos.

Você não está vivendo nem mesmo uma vida. É um assassino. Você se alimenta do infortúnio de outras pessoas e rouba vidas que não lhe pertencem.

Os pontos positivos de The Kiss Of Deception estão infelizmente nos laços que ela não teve muita preocupação em desenvolver. Apesar do motivo fútil de origem para a história, o desenrolar dos acontecimentos e as perguntas que vêm com ele fazem o livro pular de razoável para bom. Existe história por baixo de tudo aquilo pois os reinos envolvidos parecem ter abundantes segredos à enfrentar. Apesar da minha insatisfação com várias coisas, também fiquei ansiosa para o que estava por vir e o que seria revelado. Foi essa curiosidade que me manteve na leitura.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo agrandeza.”
“Algumas coisas duram.”
Encarei-o.
“É mesmo? E exatamente que
coisas seriam essas?”
“As coisas que importam.”

Como podem perceber, The Kiss Of Deception foi uma leitura de mais baixos que altos. Não tenho certeza se um dia vou ler a continuação, mas se o fizer espero mais do próximo. Por enquanto, só posso dizer que pessoas são diferentes: se você quiser ler o livro vai em frente! Eu te desejo uma experiência literária bem melhor que a minha.

( Resenha ) A Rosa e a Adaga · Renée Ahdieh · Livro 02.

Oii Corujinhas. Abram suas asas, montem em seus cavalos e apertem bem as shaminas contra seus corpos que nossa viagem será mágica e exuberante, através do deserto e de terras distantes para quebrar uma maldição assombrosa.

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Título: A rosa e a adaga
Título Original: The rose and the dagger
Autora: Renée Ahdieh
Editora: Globo Alt
Paginas:  366
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva.

 

Sinopse: Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

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Apenas fugimos daquilo que realmente nos assusta!

Quem me acompanha aqui no blog sabe que minha relação com a história de Renée Adhied foi caótica para dizer o mínimo. Eu havia detestado a personagem principal e achado o enredo bastante comum em relação ao que poderia ser feito. Mas, começando antecipadamente meus planos de ler continuações para desafogar minha lista do eu preciso, comecei A Rosa e A Agada com poucas expectativas. Por isso, acredito, que minha leitura foi bastante gratificante e até mesmo maravilhosa, apesar de alguns detalhes.

Era porque ambos eram as duas metades de uma só coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia a ele. Ninguém pertencia a ninguém. Ambos eram um só.

Com uma escrita fluída e um contexto bem formalizado, Ahdieh eleva sua releitura à um outro nível. Tudo começa a fazer mais sentido e funcionar melhor no conjunto. Se antes a autora focava em dar personalidades – irritantes diga-se de passagem -, agora ela se preocupa em realmente criar e evoluir a história de todo seu reino e os segredos que eles escondem. Um dos principais pontos para eu ter gostado desse segundo livro, foi justamente o cuidado maior que a autora teve em desfocar do romance e apresentar mais firmemente os outros personagens e o enredo principal. Tudo ganhou novas dimensões ao invés de se prender à um único viés.

Era porque ambos eram as duas metades de uma coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia à ele. Ninguém pertencia à ninguém. Ambos eram um só.

Sobre os personagens, também consegui sentir bastante evolução nas suas trasjetórias. Sherazade por exemplo, cresceu como pessoa deixando de lado, não toda, mas parte de sua arrogância em prol do bem maior. Ainda não posso dizer que a moça é uma das minhas personagens favoritas da literatura, mas com certeza não a chamaria mais de detestável. Comecei a apoiar suas decisões e não apenas revirar os olhos a elas.

Porque é fácil ser bom e gentil em tempos de fartura. Os tempos difíceis eram os que definiam um homem. E o amor? O amor era algo que podia mudar muito uma pessoa. Trazia tanto alegria como sofrimento, e trazia no seu bojo os momentos que definiam o caráter. O amor dava vida aos que não viviam. Era o maior poder de todos. No entanto, como em todas as coisas, o amor também tinha o seu lado negro.

Mas, apesar de ter gostando tanto desta segunda obra, meu lado chatamente perfeccionista viu erros estrondosos por assim dizer. Achei que algumas coisas aconteceram muito rápido e sem tantas explicações. Relacionados Khalid e o que ele fez em seu passado  – mesmo que fizesse parte de uma maldição -, certos fatos foram tão mal explicados que sinceramente fiquei chocada. Pois se eu for sincera comigo mesma, sei que não o perdoaria tão facilmente.

O início e o fim de todas as coisas. A esperança que algo floresça, mesmo nas sombras.

A Rosa e A Adaga, apesar da imperfeição. é uma sequência e um final digno para uma duologia que não havia começado tão bem. Mais aventuras, mais emoções e mais crescimentos  enriquecem a leitura lhe dando um maior significado. Um livro que nos remete a pensar no que é realmente importante, e se as fúrias do passado são fortes o suficiente para destruírem nossas auroras.

Fome – Michael Grant – Série Gone – Livro 02.

Sinopse: Já se passaram três meses desde que todos os menores de quinze anos ficaram presos na bolha conhecida como o LGAR. As coisas só pioraram. A comida está acabando, e as crianças à cada dia estão a desenvolvendo novas habilidades sobrenaturais. Logo ocorrerá tensão entre aqueles com poderes e os sem poderes, e poderá ocorrer uma tragédia indescritível, irrompendo o caos. Normais contra os mutantes, e uma batalha com rumo sangrento. Mas há algo escondido que é mais perigoso. Uma criatura sinistra conhecida como a Escuridão começou a chamar os sobreviventes do LGAR. Ela precisa de seus poderes para sustentar a sua própria. Quando a Escuridão chama, alguém vai responder — com consequências fatais.


Apesar de ter menos ação que Gone, seu antecessor, Fome foi incrivelmente superior em vários quesitos – e olha que eu já tinha dado minhas cinco estrelas para o primeiro livro da série. Desta vez, Michael Grant, com sua leitura incrivelmente viciante e apaixonante dá mais luz à forma política em qual se estrutura o LGAR. Mostrando a principalmente a relação entre os normais e os mutantes – chamados de mubs – que vivem naquela bolha, usando como objeto de partida à Fome e assim mostrando como ela é capaz de modificar o ser humano.

Ao olhar a situação como um todo percebi que eu fiquei com muita raiva dos normais e totalmente a favor dos mutantes. Talvez isso, porque eu consegui perceber que muito desses mubs não tem noção dos seus poderes e nem mesmo os quer. E os normais tem, acima de tudo, inveja do que são capazes de fazer e como são capazes de fazer. Assim as pequenas coisas se tornam grandes (um pássaro que um mub conseguiu caçar usando seu poder se torna um indício de que eles tem as melhores coisas e que os normais vão ser deixados de lado…) e foram tornando-se uma bola de neve que ficava cada vez maior, até que por um erro e por um falso desejo de vingança usado apenas para atiçar a população se faz do estopim para a uma guerra que pode destruir e piorar ainda mais a situação do LGAR.

No centro desse grave problema é que está Sam, que aparenta cada vez mais cansaço de ter que lidar com os problemas de outras pessoas além dos dele. Afinal o próprio garoto só tem quinze anos e já foi impelido a assumir tanta responsabilidade. Sinto uma certa pena de Sam já que quase todas as crianças do LGAR o veêm como o “adulto” responsável que vai resolver todos os seus problemas. E quando eu digo todos, realmente são todos desde à discussão para o nome de um cachorro, para o problema da escassez de alimentos até a ameaça iminente de Cane voltar a atacar Praia Perdida. Por isso é notável durante todo o livro o nível de stress e de culpa pelas mortes que aconteceram e que vem ocorrendo para o rapaz.

Fome foi uma leitura muito espetacular. Capaz de fazer pensar, gritar, enraveicer e nos fazer torcer em cada pedacinho do livro. Há vários pontos na história que nos deixam de queixo caído e que só não menciono para não dar spoiler. Porque tudo se transforma em algo maior o qur me faz já ficar louca para começar o terceiro livro.

Título: Fome
Título Original: Hunger
Serie: Gone
Autor: Michael Grant
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sonhos – Mari Scotti – Nefilins Livro Dois

A vida que Suzanna conhecia ficou para trás e suas escolhas terão consequências desastrosas sobre seu futuro. Um julgamento foi preparado para condenar sua alma Nefilin e nele será revelada a verdadeira face do mal. Estará o anjo disposto a abdicar de sua posição, de sua alma pura, apenas para salvá-la?

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Quando você pensa que não existe muita coisa para acontecer na vida de Suzanna você descobre que esta redondamente enganado.

No segundo livro da série Nefilins de Mari Scotti, vemos que o mundo de Suzanna esta de cabeça para baixo. Afinal de contas, a moça sem querer – e põe um sem querer nisso – escolheu o inferno quando salvou Arthur – Pierre e agora ela passará por um. julgamento que decidirá o futuro de sua alma. Eu bem que queria falar mais sobre isso, mas acho que vou acabar dando um mega Spoiler. São tantas coisas que ocorrem neste livro que fica meio dificil tentar mostrar um pouquinho mais dele.

De modo que para esta resenha resolvi falar dois pontos diferentes:

A) Religião: Quando eu comecei a ler Insônia, baseado no fato que era um livro envolvendo anjos, tinha a certeza que uma hora ou outra nós teríamos que chegar ao ponto da religião. Mesmo que no primeiro livro da série tenha sido pouco retratado, neste segundo a autora consegui fazer tudo aquilo que eu não esperava. Por por ser um tema de alto grau religioso eu estava buscando crer que teria mais haver com uma religião que com outra. Mas isto não acontece aqui. Na verdade, pude notar que quase não tem nada de especifico. Tudo que Mari colocou no livro vêem dos conhecimentos antes das religiões serem formadas e eu acho isto genial. Pois não diminui nem faz um auterego – acho que esta é a palavra – sobre as fés existentes.

B) Irmãos: Outra coisa que me chama muito a atenção e que eu comentei com fervor em Insônia foi que eu via algo além do triângulo amoroso entre Arthur, Pietro e Suzanna. Durante a leitura de Sonhos eu pude ter ainda mais certeza disso. Quando você entende as histórias do passado, uma em especial, sobre esses dois irmãos e quem haviam protegido antes, é que a verdade por detrás da rivalidade se expressa. E eu não sei porque mas enxergo Arthur um irmão que quer seu melhor amigo de volta e em Pietro um garoto que acha que é melhor sozinho mas que quer desesperamente ter consolo de novo. Talvez eu esteja apenas fantasiando sobre eles, mas sinto muito isso.

A Mari tem um jeito gostoso de escrever que cria um ritmo fácil de acompanhar que te envolve em mistério, romance e aventura. Um livro emocionante com um final melhor ainda. E quando eu digo melhor quero dizer se prepara que lá vem bomba. É um livro fantástico que todos deveriam ler.

Título: Sonhos
Série: Nefilins – Livro Dois
Autora: Mari Scotti
Ano: 2015
Editora: Independente
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Era Uma Vez No Outono – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 02.

Quatro jovens damas se introduzem na sociedade londrina com um objetivo prioritário: utilizar todos os ardis e artimanhas femininos a seu alcance para encontrar marido. Assim, formam uma equipe: as solteironas. Esta é a história de uma delas…
Aconteceu em um baile… A Inteligente, desrespeitosa e impulsiva, Lillian Bowman compreendeu rapidamente que seus costumes americanos não eram recebidos com simpatia pela sociedade londrina. E o que mais as desaprovava era Marcus, Lorde Westcliff, um insofrível e arrogante aristocrata que, por desgraça,também era o solteiro mais cobiçado da cidade.
Aconteceu em um jardim…
Ali Marcus a estreitou entre seus braços e Lillian se sentiu consumida pela paixão por um homem que nem sequer lhe caía bem. O tempo se deteve; era como se existissem somente eles dois… E quase os apanham nessa atitude tão escandalosa.
Aconteceu em outono…
Marcus era um homem que controlava suas emoções, um paradigma de aprumo. Com Lillian, entretanto, cada carícia supunha uma deliciosa tortura, cada beijo um convite a procurar mais. Mas como poderia considerar sequer tomar como sua prometida a uma mulher tão obviamente inapropriada?

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Segundo livro da série d’As Quatro Estações do Amor é até agora o meu favorito. Eu entendi cada pedaço do ser de Lílian. Aquele espírito livre e aventureiro, e o certo desprezo pelas regras me fez gostar bastante da personagem. Sem contar que a bipolaridade de sua relação com Marcus: vivendo como cão e gato ou como um casal de passarinhos.

Como havia feito no primeiro livro da série, Lisa nos mostra uma visão além do romance de Marcus e Líllian. Sobre o preconceito que há contra Líllian por ela ser tao diferente, embora na minha opinião, o espirito vivaz dela é o que a torna tão bonita e especial.

Sobre o romance de Marcus e Líllian devo admitir que estou completamente apaixonada por ele. Por Marcus ser tão mandão e ela ser tão contra as regras, torna um livro divertido e até mordaz. R se tem um tipo de casal que eu gosto são aqueles que tem as opniões mais diferentes. Afinal de contas, é sem graça ficar com alguém que tem as mesmas opiniões que você.

Lisa Kleypas tem um dom para o romance. Estou cada vez mais apaixonada por seus livros e ansiosa por suas continuações.

Série: Quatro Estações do Amor – Livro 02.
Título Original da Série: The Wallflowers
Título: Era Uma Vez No Outono.
Titulo original: The Happened Oun A Autumn
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2005
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digita)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟