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| RESENHA | Corte de Névoa e Fúria — Sarah J. Maas — Livro Dois.

Sarah J. Maas é uma das minhas autoras favoritas na escrita fantástica. Ler seus livros é sempre ser levado por uma enxurrada das mais fortes emoções. De certa forma, eles me fazem lembrar os motivos pelo quais meu blog tem o nome inverso do meu gênero favorito. Por que quando você lê uma ficção fantástica absurdamente bem escrita percebe que não existe limites para as emoções e para o inimaginável. Corte de Névoa e Fúria é com certeza meu livro favorito da autora até então entrando também para a minha lista para das melhores fantasias de todo os tempos. Pois, ele me fez crer ainda mais no poder do fantástico e da ficção.

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Título: Corte de Névoa e Fúria
Titulo Original: A Court Of Winds And Mist
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

 

SINOPSE: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da série Trono de Vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

— Quando se passa tanto tempo presa na escuridão, Lucien, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta.

Ler um livro de Sarah J. Maas é sempre saber que virá um mar de emoções. A autora que é dona de uma escrita poética e detalhista, tem o dom de transportar-nos para mundo que criou. Sabemos sempre que devemos esperar o inesperado e que a palavra impossível não existe em seu vocabulário. E mesmo sabendo de tudo isso, não pude deixar de me surpreender com as diversas reviravoltas presentes em Corte de Névoa e Fúria. Foi muito melhor do que poderia imaginar. Sarah J. Maas superou minhas expectativas transformando o mundo criado aos moldes de A Bela e Fera em algo muito maior.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto… ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.

Apesar de agora estar com Tamlin sem a ameaça de Aramantha, Feyre inicia sua jornada nessa obra de forma bastante parecida com a do livro anterior. Ela esta depressiva, quebrada e sem forças para continuar lutando por si. Vive em prol de outra pessoa esquecendo gradualmente de como ser feliz à medida que é sufocada pelo peso de tudo à sua volta. A diferença é que se antes Feyre estava infeliz pelas dificuldades financeiras de sua família, agora ela está infeliz pelo peso do sangue em suas mãos. Conforme os dias passam, tudo piora pois Tamlin não entende suas necessidades — ou finge não entender — e a envolve em um palácio de super-proteção transformando a Corte Primaveril em nada mais que um grande calabouço.

À questão não é se amava você, é o quanto. Demais. Amor pode ser um veneno.

 

Tamlin não é mais o mesmo ou talvez apenas agora mostre quem é o verdadeiro feérico que estava escondido abaixo da máscara. Se ele foi quebrado ou não assim como Feyre enquanto estava Sob A Montanha não faz exatamente diferença, pois de uma forma ou de outra Tamlin agora é apenas uma sombra grotesca do homem que foi ou aparentava ser. Em uma breve analogia com A Bela e a Fera Tamlin pode ser tanto a Fera do conto original por ter com Feyre em um relacionamento abusivo, como também o Gaston da versão animada Disney por ser simplesmente egocêntrico de mais para dar valor aos sentimentos e medos da Feyre quando acredita que apenas os seus são relevantes.

 

Eu parecia… Parecia que o ódio, o luto e o desespero tinham me devorado viva, como se eu estivesse, de novo, faminta. Não por comida, mas… mas por alegria e vida…

Juntos, Feyre e Tamlin enredam em um amontoado de situações agonizantes e precárias. Feyre está tão desesperada para sair da escuridão que a consome que aceita o que Tamlin lhe dá sem se dar conta que com isso está apenas reiterando com mais força as armas que ele usa para mantê-la sob controle. Mas a verdade é que Feyre nunca foi um bicho de estimação ou um ornamento bonitinho para se sentar em um trono e ser admirada. Dessa forma, Feyre não poderia suportar tal prisão por muito tempo chegando à um ápice de raiva, dor e desespero.

Porque o ódio era melhor que sentir nada; porque ira e ódio eram o combustível duradouro na escuridão infinita de meu desespero.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que desde Corte de Espinhos e Rosas eu torcia para que Rhysand ganhasse mais destaque durante os volumes seguintes. De modo que para minha completa alegria, Rhys aparece em dado momento de Corte de Névoa e Fúria como um bálsamo para Feyre lhe abrindo os olhos ao que anda acontencendo no mundo fora do véu criado por Tamlin. Rhys fornece perguntas e respostas que Tamlin nunca lhe daria. Há perigo vindo em direção à Prithyan e Feyre com seu novo corpo e seus novo dons pode ser a única que poderá impedir a ruína dos reinos feéricos e humanos. Mas para isso, Feyre precisará treinar tais dons e fortifica-se pois quando a ameaça chegasse ela precisaria estar pronta para o que fosse necessário.

 

Você disse que eu deveria ser uma arma, não um peão, mas os dois parecem a mesma coisa para  mim. A única diferença é quem os empunha.

Como uma leitora fanática por suspenses em geral, durante boa parte da obra fiquei com um pé atrás em relação ao Rhys mesmo sendo completamente apaixonada por ele. Contudo, à medida que ia passando as páginas, Rhysand conquistou não só meu amor como minha confiança. Sarah construiu uma relação profunda entre os personagens principais. As cenas entre Rhys e Feyre são muito bem formuladas. Os diálogos e ações entre ambos vêm cheios dos mais variados sentimentos. A química entre os dois é palpável e passei boa parte do livo torcendo por um beijo ou qualquer coisa que me mostrasse o quão certo era aquele romance. Mas ao mesmo tempo em que pedia mentalmente por isso, sabia que não era a hora certa para acontecer. Ambos precisariam estar realmente prontos e inteiros.

Há dias bons e ruins para mim… mesmo agora. Não deixe que os dias ruins vençam.

Posso afirmar que Feyre e Rhysand foram remédios um para o outro. Feyre começa o livro frágil e desolada, mas com ajuda de Rhys se torna novamente — e até bem mais que antes — a mulher feérica empoderada ciente de seus desafios, escolhas e erros que sabemos que ela é. Feyre se reconstrói aos poucos pois a liberdade é sua bênção mas é a compreensão o seu alicerse. Já Rhys, por debaixo da máscara de Grão-Senhor da Corte de Noturna, esconde um feérico que tem muito mais medos e bondades do que podemos esperar. Reconstrói-se com a ajuda de Feyre ao perceber que o amor não é somente perda ou dor, é também amizade e cumplicidade. Rhys é intenso, arrebatador e altruísta capaz de se sacrificar por aqueles que ama. Com certeza é meu personagem favorito de toda a série pois ao enxergar sua alma percebi o quão humano este feérico pode ser.

Talvez amem tanto o lugar para onde vão que vale a pena. Talvez continuem voltando até que reste apenas uma estrela. Talvez essa única estrela faça a viagem para sempre, com a esperança de que um dia, se continuar voltando com frequência, outra estrela a encontre de novo.

Corte de Névoa e Fúria traz novos personagens além de nos trazer de volta alguns do passado. O mais engraçado é que desde o primeiro livro eu torcia para que certas pessoas também tivessem sua vez à encontrar um par no universo de Maas. E pelo andar da carruagem é bem provável que isso aconteça mesmo. Não somente pelas portas que ficaram em aberto ao fim deste segundo livro, como também pela complexidade singular que cada personagem — novo ou antigo — apresentou durante a obra. Não acredito que Sarah deixaria esses personagens de lado então é só esperar pelos spin-offs que tenho certeza se tratar de cada um.

O poder não pertencia aos Grão-Senhores. Não mais.
Ele pertencia a mim; assim como eu só pertencia a mim, como meu futuro era meu para decidir, para forjar.

 

Corte De Névoa e Fúria tem tudo para estar entre as melhores leituras que realizei esse ano. Não consigo definir e falar de tudo que senti durante a obra ou com certeza passaria a eternidade escrevendo essa resenha. Apenas posso dizer que sua leitura vale muito à pena. Entendo que algumas pessoas simplesmente não gostam de triângulos amorosos, mas quero acreditem em mim que de certo modo esse livro não se trata disso. Se trata de quem somos e quem podemos ser, mas principalmente de que tipo de amor escolheremos para fazer parte de nossas vidas.

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Fome – Michael Grant – Série Gone – Livro 02.

Sinopse: Já se passaram três meses desde que todos os menores de quinze anos ficaram presos na bolha conhecida como o LGAR. As coisas só pioraram. A comida está acabando, e as crianças à cada dia estão a desenvolvendo novas habilidades sobrenaturais. Logo ocorrerá tensão entre aqueles com poderes e os sem poderes, e poderá ocorrer uma tragédia indescritível, irrompendo o caos. Normais contra os mutantes, e uma batalha com rumo sangrento. Mas há algo escondido que é mais perigoso. Uma criatura sinistra conhecida como a Escuridão começou a chamar os sobreviventes do LGAR. Ela precisa de seus poderes para sustentar a sua própria. Quando a Escuridão chama, alguém vai responder — com consequências fatais.


Apesar de ter menos ação que Gone, seu antecessor, Fome foi incrivelmente superior em vários quesitos – e olha que eu já tinha dado minhas cinco estrelas para o primeiro livro da série. Desta vez, Michael Grant, com sua leitura incrivelmente viciante e apaixonante dá mais luz à forma política em qual se estrutura o LGAR. Mostrando a principalmente a relação entre os normais e os mutantes – chamados de mubs – que vivem naquela bolha, usando como objeto de partida à Fome e assim mostrando como ela é capaz de modificar o ser humano.

Ao olhar a situação como um todo percebi que eu fiquei com muita raiva dos normais e totalmente a favor dos mutantes. Talvez isso, porque eu consegui perceber que muito desses mubs não tem noção dos seus poderes e nem mesmo os quer. E os normais tem, acima de tudo, inveja do que são capazes de fazer e como são capazes de fazer. Assim as pequenas coisas se tornam grandes (um pássaro que um mub conseguiu caçar usando seu poder se torna um indício de que eles tem as melhores coisas e que os normais vão ser deixados de lado…) e foram tornando-se uma bola de neve que ficava cada vez maior, até que por um erro e por um falso desejo de vingança usado apenas para atiçar a população se faz do estopim para a uma guerra que pode destruir e piorar ainda mais a situação do LGAR.

No centro desse grave problema é que está Sam, que aparenta cada vez mais cansaço de ter que lidar com os problemas de outras pessoas além dos dele. Afinal o próprio garoto só tem quinze anos e já foi impelido a assumir tanta responsabilidade. Sinto uma certa pena de Sam já que quase todas as crianças do LGAR o veêm como o “adulto” responsável que vai resolver todos os seus problemas. E quando eu digo todos, realmente são todos desde à discussão para o nome de um cachorro, para o problema da escassez de alimentos até a ameaça iminente de Cane voltar a atacar Praia Perdida. Por isso é notável durante todo o livro o nível de stress e de culpa pelas mortes que aconteceram e que vem ocorrendo para o rapaz.

Fome foi uma leitura muito espetacular. Capaz de fazer pensar, gritar, enraveicer e nos fazer torcer em cada pedacinho do livro. Há vários pontos na história que nos deixam de queixo caído e que só não menciono para não dar spoiler. Porque tudo se transforma em algo maior o qur me faz já ficar louca para começar o terceiro livro.

Título: Fome
Título Original: Hunger
Serie: Gone
Autor: Michael Grant
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sonhos – Mari Scotti – Nefilins Livro Dois

A vida que Suzanna conhecia ficou para trás e suas escolhas terão consequências desastrosas sobre seu futuro. Um julgamento foi preparado para condenar sua alma Nefilin e nele será revelada a verdadeira face do mal. Estará o anjo disposto a abdicar de sua posição, de sua alma pura, apenas para salvá-la?

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Quando você pensa que não existe muita coisa para acontecer na vida de Suzanna você descobre que esta redondamente enganado.

No segundo livro da série Nefilins de Mari Scotti, vemos que o mundo de Suzanna esta de cabeça para baixo. Afinal de contas, a moça sem querer – e põe um sem querer nisso – escolheu o inferno quando salvou Arthur – Pierre e agora ela passará por um. julgamento que decidirá o futuro de sua alma. Eu bem que queria falar mais sobre isso, mas acho que vou acabar dando um mega Spoiler. São tantas coisas que ocorrem neste livro que fica meio dificil tentar mostrar um pouquinho mais dele.

De modo que para esta resenha resolvi falar dois pontos diferentes:

A) Religião: Quando eu comecei a ler Insônia, baseado no fato que era um livro envolvendo anjos, tinha a certeza que uma hora ou outra nós teríamos que chegar ao ponto da religião. Mesmo que no primeiro livro da série tenha sido pouco retratado, neste segundo a autora consegui fazer tudo aquilo que eu não esperava. Por por ser um tema de alto grau religioso eu estava buscando crer que teria mais haver com uma religião que com outra. Mas isto não acontece aqui. Na verdade, pude notar que quase não tem nada de especifico. Tudo que Mari colocou no livro vêem dos conhecimentos antes das religiões serem formadas e eu acho isto genial. Pois não diminui nem faz um auterego – acho que esta é a palavra – sobre as fés existentes.

B) Irmãos: Outra coisa que me chama muito a atenção e que eu comentei com fervor em Insônia foi que eu via algo além do triângulo amoroso entre Arthur, Pietro e Suzanna. Durante a leitura de Sonhos eu pude ter ainda mais certeza disso. Quando você entende as histórias do passado, uma em especial, sobre esses dois irmãos e quem haviam protegido antes, é que a verdade por detrás da rivalidade se expressa. E eu não sei porque mas enxergo Arthur um irmão que quer seu melhor amigo de volta e em Pietro um garoto que acha que é melhor sozinho mas que quer desesperamente ter consolo de novo. Talvez eu esteja apenas fantasiando sobre eles, mas sinto muito isso.

A Mari tem um jeito gostoso de escrever que cria um ritmo fácil de acompanhar que te envolve em mistério, romance e aventura. Um livro emocionante com um final melhor ainda. E quando eu digo melhor quero dizer se prepara que lá vem bomba. É um livro fantástico que todos deveriam ler.

Título: Sonhos
Série: Nefilins – Livro Dois
Autora: Mari Scotti
Ano: 2015
Editora: Independente
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Era Uma Vez No Outono – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 02.

Quatro jovens damas se introduzem na sociedade londrina com um objetivo prioritário: utilizar todos os ardis e artimanhas femininos a seu alcance para encontrar marido. Assim, formam uma equipe: as solteironas. Esta é a história de uma delas…
Aconteceu em um baile… A Inteligente, desrespeitosa e impulsiva, Lillian Bowman compreendeu rapidamente que seus costumes americanos não eram recebidos com simpatia pela sociedade londrina. E o que mais as desaprovava era Marcus, Lorde Westcliff, um insofrível e arrogante aristocrata que, por desgraça,também era o solteiro mais cobiçado da cidade.
Aconteceu em um jardim…
Ali Marcus a estreitou entre seus braços e Lillian se sentiu consumida pela paixão por um homem que nem sequer lhe caía bem. O tempo se deteve; era como se existissem somente eles dois… E quase os apanham nessa atitude tão escandalosa.
Aconteceu em outono…
Marcus era um homem que controlava suas emoções, um paradigma de aprumo. Com Lillian, entretanto, cada carícia supunha uma deliciosa tortura, cada beijo um convite a procurar mais. Mas como poderia considerar sequer tomar como sua prometida a uma mulher tão obviamente inapropriada?

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Segundo livro da série d’As Quatro Estações do Amor é até agora o meu favorito. Eu entendi cada pedaço do ser de Lílian. Aquele espírito livre e aventureiro, e o certo desprezo pelas regras me fez gostar bastante da personagem. Sem contar que a bipolaridade de sua relação com Marcus: vivendo como cão e gato ou como um casal de passarinhos.

Como havia feito no primeiro livro da série, Lisa nos mostra uma visão além do romance de Marcus e Líllian. Sobre o preconceito que há contra Líllian por ela ser tao diferente, embora na minha opinião, o espirito vivaz dela é o que a torna tão bonita e especial.

Sobre o romance de Marcus e Líllian devo admitir que estou completamente apaixonada por ele. Por Marcus ser tão mandão e ela ser tão contra as regras, torna um livro divertido e até mordaz. R se tem um tipo de casal que eu gosto são aqueles que tem as opniões mais diferentes. Afinal de contas, é sem graça ficar com alguém que tem as mesmas opiniões que você.

Lisa Kleypas tem um dom para o romance. Estou cada vez mais apaixonada por seus livros e ansiosa por suas continuações.

Série: Quatro Estações do Amor – Livro 02.
Título Original da Série: The Wallflowers
Título: Era Uma Vez No Outono.
Titulo original: The Happened Oun A Autumn
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2005
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digita)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟