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( Resenha ) O Beijo do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 03

Minhas guerreiras Corujinhas, abram suas asas e empunhem suas espadas porque hoje nossa viagem pelos segredos do vencedor chegará ao fim em uma batalha épica onde a maior arma será sua astúcia.

OBeijoDoVencedor

 

Titulo: O Beijo do Vencedor
Titulo Original: The Winner’s Kiss
Série: A Trilogia do Vencedor #03
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 448
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?

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O final que tanto aguardei para A Trilogia do Vencedor veio recheado de tudo aquilo que eu esperava para ele. Apesar de já ter a obra em mãos, esperei quase três semanas para lê-la. Minha expectativa estava bem alta e eu sabia que simplesmente ia estragar toda minha diversão. Mas assim que comecei tudo começou a borbulhar dentro de mim e o sentimento de estar lendo algo extraordinário só cresceu assim como a trilogia o fez a cada livro.

Marie Rutkoski criou uma história narrada para se tornar épica. De modo fluído, flexível e arrebatador a autora envolve-nos para que o peso das páginas não seja sentido. Foram horas de leitura, mas o cansaço não me tomou. Houve uma grande evolução na maneira de relatar os fatos. Mais densa e poética, Marie renovou sua história mantendo todas as peças em seu lugar dando ainda mais forma ao brilhante jogo de poder criou. O que era uma narrativa mais simples em sentimentos e ações, se tornou mais pesada em pensamentos e estratégias sem nunca deixar de lado a natureza energética que guiou toda trilogia. O livro traduz batalhas incríveis com armas ou não, traduz o amor mesmo quando nada esta a seu favor, mas principalmente traduz a coragem de se levantar depois de ser destruído porque desistir não deve ser uma opção quando lutamos por aquilo que achamos ser o certo.

Uma menina orgulhosa. De coração duro, nobre. E cheia de mentiras e mentiras.

Os personagens que antes transbordavam pelas palavras de Marie agora se tornaram físicos. Não tem como descrevê-los sem dizer o quão intensos eles se tornaram. Kestrel está marcada para sempre dentre minhas protagonista favoritas. O modo com o qual ela evoluiu foi extraordinário. Primeiro Kestrel era uma aristocrata arrogante refém do futuro que os outros esperavam, então virou princesa presa em uma torre que mais uma vez foi forjada por outras mãos. Mas sua jornada culmina para não somente ser uma prisioneira  como também para ser uma guerreira. Dessa forma, Kestrel vai de um sentimento à outro: força, fragilidade, medo, coragem, amor, ódio… Toda essa dualidade entra em conflito para quebra-la. Mas da junção dos cacos surge uma nova Kestrel mais forte e mais preparada para lidar com os desafios.

Não posso dizer que gostei de Arin do mesmo modo que de Kestrel. Houve mais baixos que altos à seu favor na trilogia. Mas não posso negar que ele foi inegavelmente bem construído. Apesar da sua cegueira, vejo bastante racionalidade em sua personalidade. Toda sua vida foi moldada para lhe despertar desconfiança. Então como confiar em alguém que deveria ser sua inimiga. Arin não sabe, mas a partir do momento que deixa de lado a razão e passa a confiar na sua intuição ele percebe que não é apenas o lugar de onde as pessoas vêm, mas sim quem eles  decidem querer ser.

Todos os pedaços dela sendo colocados no lugar, na imagem de um mundo perdido. O menino que descobria essa imagem. A menina que a via reluzir e cintilar, e entendeu, então, o que sentia.

Toda a trama é bem desenvolvida principalmente onde ela pede para ser assim. Começando pelo romance de Kestrel e Arin que foi apaixonante. Os dois se reencontram depois de tantas provações e diferente do que se possa imaginar não existe pressa em juntar o casal, pois não cabe acelerar o amor na história. Arin respeita ela esperando o tempo necessário para que Kestrel encontre sua força mais uma vez; ele a que inteiramente, não apenas uma parte de sua alma. E assim como não existe pressa no romance, o mesmo não se aplica a guerra que os envolve. Cada cena é e bem trabalhada para que nos sintamos parte dela, como guerreiros lutando por uma causa. O sentimento que fica é que apesar do medo, a esperança de conseguir uma vida melhor é mais pulsante em nossos corações.

O Beijo do Vencedor foi um livro fantástico mostrando a capacidade de Marie Rutkoski se reinventar para dar um final exuberante à sua trilogia. Os segredos e o romance vão inevitavelmente atrair o leitor. Entre mentiras e verdades, a trilogia evolui para surpreender. Indico esses livros a todos que querem ser arrancados de si mesmo, para tomarem as vidas dos personagens sentindo na pele cada uma de suas provações.

Às vezes, uma verdade nos oprime com tanta força que não dá para respirar.

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( Resenha ) O Crime do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 02

Minhas caras Corujinhas, abram suas asas e preparem-se para uma aventuras entre segredos. traições, amores e mentiras pois hoje nossa viagem será pelos segredos e desafios de dois jovens maltratados por suas escolhas.

CAPA-O-crime-do-vencedor

 

Título: O Crime Do Vencedor
Título original: The Winners Curse
Série: A Trilogia do Vencedor — Livro 02.
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesões e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Herran: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma?
No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo… e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.

Quando comecei a ler O Crime do Vencedor minhas expectativas estavam baixas porque seu antecessor não havia chegado as minhas expectativas.
E acredito que graças a isso, gostei tanto do livro que me surpreendeu positivamente com a evolução de seu enredo em ambos os lados dessa história que envolve não somente amor, mas política e rebeldia contra as regras mais odiosas da sociedade.

Às vezes, achamos que queremos uma coisa, quando precisamos é deixa-la para trás.

A escrita de Marie Rutkoski é maravilhosa. Ela narra o livro com propriedade e domínio deixando a mostra tudo que precisamos saber à medida do possível. De modo à sempre querer mostrar os sentimentos dos personagens durante suas ações, a autora também os coloca como verdadeiramente humanos à vistas de todos. Entre decisões difíceis segredos à serem revelados, o enredo não se reduz à atitudes tomadas por sem-almas, mas se constrói através de personalidades reais de uma narrativa sentimental e poderosa.

Kestrel não entendia como a verdade podia ter duas faces , igual a uma moeda. Tão preciosa – e tão terrível.

Muito embora as vezes tenha ficado com raiva deles, Kestrel e Arin formaram um casal cheio de altos e baixos que me fizeram torcer alucinadamente para que ficassem juntos. Os dois despertaram em mim sentimentos contraditórios. Mesmo quando implorava mentalmente que revelassem seus segredos um ao outro, também entendia o que os fazia não contar. Existe para os dois a vontade de mudar as leis que ditaram suas vidas durante tanto tempo, mas não é apenas isso: os destinos em suas mãos não é somente os seus, mas os de todos aqueles que lhes rodeiam. Por esse motivo é são tãos fortes as amarras que os mantem presos aos seus segredos.

Arin trocaria seu coração por um nó trançado de barbante se isso significasse que ele nunca mais precisaria ver Kestrel.

Outro ponto que merece ser ressaltado pela importância que tem durante a construção do livro foi a politicagem que envolvia os jogos de poder da trama. Muito bem armada, essa politicagem foi o que deu ação ao enredo. Apesar de que costumeiramente associamos ação à batalhas e afins, jogos de política são — muitas vezes — a verdadeira face desta. Por isso, Rutkoski tece uma teia de jogos deixando a obra tensa porque sabemos que apenas um movimento em falso poderá trazer consequências catastróficas. Isso criou em mim uma espécie de torcida para que tudo desse certo, para que todos ficassem seguros.

Lembrou-se de quando erguera os olhos para a garota, sentindo um ódio que era tão duro quanto puro. Um diamante.

O Crime do Vencedor foi uma continuação excelente que abriu novos caminhos para o próximo livro. Foi um livro de amor, segredos e política que nos faz perguntar até onde seríamos capazes de ir para proteger aqueles que amamos.

| Resenha | Sob Os Olhos do Delírio – Fábio de Andrade.

À algumas semanas, Fábio de Andrade me convidou para ler os três contos que compunham Sob Os Olhos Do Delírio. Com um sorriso de orelha à orelha, aceitei lê-los mesmo não sendo a mais fanática do gênero. O resultado foi uma leitura em três níveis diferentes sobre a composição humana. O que somos e quais são os perigos que nossa própria psiquê nos impõe.

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Título: Sob Os Olhos do Delírio.
Autor: Fábio Andrade
Páginas: 26
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑

Sinopse: O que um senhor solitário assistindo uma garotinha sendo dilacerada por um demônio saltitante, um velho apaixonado e Nikolai, o enfermeiro de um hospício russo, têm em comum? Nessa antologia, Fábio De Andrade afoga seus leitores em um mar de agonia enquanto os três infelizes protagonistas só conseguem distinguir a vida da morte enquanto houver apenas tristeza em seus corpos. Dilemas de desespero, amor e horror são expostos da forma mais simples e poética da palavra, trazendo três situações em que ele deixa na mão do leitor decidir: A tristeza é causa ou consequência? Deixem que José de Alencar, o enfermeiro Nikolai e o velho marido de Lúcia lhe mostrem o real significado da melancolia em momentos que convergem no sentimento mais antigo e verdadeiro que a raça humana possui: o medo.

Narrados em primeira pessoa, os três contos conseguem ser diferentes um dos outros pela estilística que Fábio de Andrade utilizou em cada um. É visível as diferenças entre as narrativas que nos levam à imaginar cada situação de uma maneira diferente. Toma-se forma aqui a personalidade de cada personagem dando realidade aos acontecimentos. Entre emoções tão diversas, Fábio exibe por meio de três personas o medo, bem como o que o supera, mas principalmente o que o da forma.

O TRISTE FIM DE JOSÉ DE ALENCAR: Quando Andrade nos apresenta o conto, informa que o nome que dá à suas personagens são em realidade jogos de palavras, onde a sonoridade — e acrescento aqui a poética — como fundamentais para a construção da história. Enquanto lia o primeiro conto e imaginava a pessoa que o contava, pude perceber o encaixe de ambas as coisas: o personagem e a história narrada. De certa forma, tudo me remete à curiosidade que acaba por se tornar mais forte que o próprio medo. O autor busca explorar o fato — mais do que comum ao homem — que nossa curiosidade é potencialmente mais forte que o terror. Somos movidos pela necessidade de saber sem levar em consideração as consequências e principalmente à razão. De certo modo, esse conto caminha à nós com o sentido de nos mostrar os perigos de nossa própria curiosidade.

São esses momentos que refutam a ideia de que um destino premedita a vida de todos; o ser humano apenas toma decisões erradas quando as corretas são óbvias.

EM CASA: É o conto mais simples, mas nem por isso menos bom. Antes de tudo, é uma história de amor e saudade. O que nos faz estar em casa não são os confortos ou o teto, são as pessoas que nos aguardam. Alfredo, nosso herói, nos mostra isso: a verdade por detrás de quem somos e com quem queremos estar pela certza de ser aquilo que nos completa verdadeiramente.

OBMEN – 01: Fábio de Andrade ressalta na apresentação do texto que este é seu conto favorito e sem dúvidas devo concordar com ele. O conto se passa em um hospício e, obviamente, a loucura está presente em cada canto da obra. O que mais me deixa estupefata porém não essa loucura, mas o que vem com ela. Pois mais uma vez, Andrade brinca com o que acreditamos. O que nos faz presentes e seguro de nós mesmos é nossa mente e percepção do mundo. Quando isto é nos tirado, não resta nada exceto a progressão da incerteza. Mas especialmente, nos resta nada exceto um punhado de mentiras e a decisão frágil do que escolher acreditar.

Para finalizar, só posso dizer que o texto de Fábio de Andrade é o tipo que você precisa ler para entender com veracidade tudo que ele trata. Partindo de um misto de emoções, o autor te leva a pensar no que você é em todas as suas formas. O medo é parte de todos os homens pois é um estado da nossa natureza. Mas o que nos motiva à ter medo? O que nos faz ter coragem de enfrenta-lo? É isso que Andrade expõe em sua narrativa. A verdade que esta enraizada Sob Os Olhos Do Delirio: o que nós escolhemos enxergar quando todas as condições à nossa volta estão à nos enlouquecer.

| LIVROSOFIA | Não Tenha Vergonha.

Oii amores, como vão? Espero que o mês de outubro tenha sido recheados de leituras e que esse mês de novembro seja melhor ainda. Hoje é dia de mais um Livrosofia e o post de hoje vai ser mais curto que os anteriores, contudo, vai ser também mais crítico. Como venho falando sobre gêneros, amadurecimento literário e afins, o assunto de hoje é relacionado aos leitores, mas principalmente uma crítica aos julgadores e aqueles que se sentem intimidados por elas.

Ler um livro é uma tarefa única. Somos convidado à mergulhar em um mar de ideias, novas ou não. Procuramos sempre livros que nos atraiam e nossa bagagem nos faz gostar de um determinado livro ou não. Isso tudo, faz que toda leitura seja uma tarefa pessoal. Somos nós em toda nossa plenitudade que realizamos a leitura com colocando nosso tempo, nossas mentes e nossas experiências à favor de determinado livro. E mesmo assim ainda existe aquele leitor chato que tenta nos fazer sentir vergonha de termos lido certos livros. E de certa forma, talvez pareça estranho separar um dia no blog para tocar nesse assunto, mas realmente acredito que vergonha literária seja um assunto que deve ser tocado.

Quando vivemos em sociedade devemos estar preparados para sermos julgados. O humano é um ser crítico, mas sempre tem pessoas que estão dispostas à serem mais que isso, muitas vezes maldosas e arrogantes. Dentro do mundo dos leitores, era de se esperar que pessoas tão bem formadas ou nesse curso de formação fossem superiores à tais perspectivas, mas pelo contrário, é assombroso o quanto existem pessoas (inclusive leitores) por aí que se sentem no direito de julgar as outras pelo que elas andam lendo. E pior, o quão os próprios leitores às vezes sentem coagidos à ficarem envorganhados com suas leituras.

Para quem, como eu, costuma ler dos mais variados gêneros sem se preocupar com estilos e classificações de todo tipo, costuma receber aqueles olhares clássicos de não acredito que você gosta desse tipo de livros de pessoas que estão ali apenas para lhe colocar. Um exemplo clássico é o do livro erótico, mas acreditem quando digo que não é somente ele. Se você gosta de histórias mais infantis, por exemplo, costuma ser taxado de infantil; se gosta de ler clássicos, então é um careta metido; se gosta de ler romances então é uma garota boba. Todos esses esteriótipos ditos com aquela malicia velada características dos comentários maldosos.

Há também aquele tipo de situação que mesmo sem perceber os leitores hajem como se tivesem vergonha de certas leituras que tenham feito. Não necessariamente você, mas basta olhar ao redor para ver alguém encolhendo os ombros e dizendo não acredito que li isso e gostei! descartando uma leitura que fez parte de sua vida. Talvez por querer se sentirem mais maduros à si ou aos olhos de outra pessoa.

O grande erro nestes dois tipos de vergonha literária é justamente a nescessidade que o próprio leitor parece ter em relação à sua estada com outras pessoas se esquecendo do quão pessoal é o ato de ler. Nossas leituras são importantes para nossa vidas independente de termos gostado ou não – de ainda gostarmos ou não, pois elas são o reflexo de tudo que fomos e do caminho que percorremos para nos tornar leitores. Sentir ou deixar que alguem nos faça sentir vergonha tambem é manchar esse caminho.

Então, finalizando essse texto com uma frase de Ray Carson; Não importa é 50 Tons de Cinza, Crepúsculo ou Guerra e Paz. NUNCA deixe ninguém fazer você sentir vergonha de algo que você ama ler.

Até a próxima corujinhas.

[N.O.T.I.C.I.A]Evento E Lançamento de Livros.

Oii gente. Depois de um jejum de quase duas semanas sem postar nada aqui no blog quero dar uma notícia especial para você que mora em São Paulo – SP. Na verdade serão duas super legais e dois eventos que irão acontecer em SP. 

Neste sábado, no dia 22 de outubro vai rolar os lançamentos de livros dos autores Bianaca Briones e Athos Briones pela editora Gutterberg. O lançamento acontecerá no seguinte endereço.

  • Saraiva Mega Store, Center Norte.
  • Travessa Casalbouno, 120.
  • Loja 414,Vila Guilherme.
  • CEP: 02047-050 – São Paulo – SP.
  • 02089, São Paulo.
  • As 15h00.

Os livros que serão lançados se chamam Como Se  Fosse Magia da Bianca Briones e Muito Mais Que O Acaso de Athos Briones. Não percam.

O segundo envento vai ser o da nossa parceira aqui no blog, a linda escritora Mari Scotti que organizou um Clube do Livro especial para falar sobre romances de época. Os livros escolhidos foram Montanha da Lua de Mari e O Duque e Eu da Julia Quinn.

Vai acontecer  no seguinte endereço.

  • Livraria Leitura.
  • Avenida Paulista, 2ª andar.
  • São Paulo – SP
  • Mais informações: Ligar para (11) 3595-9057

Acontecerá no também nesse sábado, 22 de outubro, das 15 as 17 horas. As primeiras pessoas a chegarem vão ganhar lindos brindes.

Para mais informações sobre os eventos entre nos links:

Bjs.

Jess

Lembranças do Oriente – Artur Laizo.

Patrícia é uma menina criada com mimos e cuidados excesssivos, levando uma vida normal para sua idade. Apresentou, no entanto, uma mudança brusca após a morte de sua mãe, tendo que provar para toda sua familia que era uma mulher capaz de gerir os próprios bens e cuidar de sua vida. Por razões que o próprio destino nos impõe, se vê envolvida numa situação que a leva percorrer um caminho reencarnacionistas através dos seculos, atrás de explicações sobre seus amuletos. Jóias que lhe caíram em mãos por lhe serem destinadas ja em vidas passadas. Ela então vai ter que lutar para salvar, inclusive, a própria vida. Lembranças do Oriente é uma trama simples que nos leva a mistérios e magias sempre com a presença de muito amor.

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Esse livro do Artur Laizo é ao mesmo tempo intrigante e simples. Apesar de não haver grandes surpresas na história, ela ficou bem intricada para tudo fazer sentido no final. Eu gostei do livro e, mesmo que ele seja bem diferente da leitura que costumo procurar, foi uma experiencia interessante.

O livro gira inicialmente em torno de Patrícia focando na sua vida após a perda do pai e na sua relação amorosa com sua mãe. É muito bonito ver como mãe e filha não tem dificuldade para se entender e agem como melhores amigas. Por isso é muito difícil ver o modo como a garota fica quando sua mãe morre. E ao mesmo tempo é inspirador ver a força com que ela rege a sua vida após tal fato, mostrando a todos que é uma mulher madura e dona de si.

Porém eu não gostei de alguns pontos no livro que de certa forma ficaram desconexos com a história. Talvez tenha sido eu que não tenha entendido bem já que eu demorei um certo tempo para ganhar ritimo de leitura me fazendo demorar muito para terminar o livro. Mas essa pequena indagação ficou e eu realmente não gosto desse tipo de situação em leitura.

Fato a parte, eu achei o livro divertido e interessante do escritor. É uma obra que valeu a pena a leitura e mesmo que tenha uma pequena falha, eu ainda gostei de tê-la acompanhado. E para quem não sabe, o escritor mantem um blog aqui no WordPress para amantes da leitura chamado Pão de Cravo e Prosa e eu super sugiro que você dê uma passadinha lá.

Título: Lembranças do Oriente
Autor: Artur Laizo
Ano: 2003
Editora: Scortecci
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

{L.I.S.T.A} 05 Livros Para Se Apaixonar

Oii gente! Eu e minha parceira Keth do blog Parabatai Books estamos fazendo com carinho pequenas listas pra vocês com temas escolhidos a dedos que começaram a sair nos blogs (meu e dela) todo dia 20 dos mês. Espero que vocês gostem.

A primeira lista que escolhemos é sobre livros de romance pois são realmente maravilhosos e não há como não ama-los. Para isso escolhi alguns temas sobre livros desse tipo porque ficaria mais fácil escolher entre os amorzinhos.

Comédia Romântica.

Comédia Romântica abrange também os famosos Chick Lit e dentro desses eu tenho minha autora favorita que é a Carina Rissi. Sou apaixonada pelas obras dela pois todas envolvem esse ar de problemas pessoais associados aos romances de arrancar suspiros. E o livro que escolhi dela foi Procura-Se Um Marido que vai contar a história de Alícia e Max onde a moça para recuperar a herança arranja um marido falso pelo qual não esperava nutrir sentimentos no fim das contas.

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Romance Dramático.

Eu não tenho muita tendência a ler esses tipos romance pois eu sou não sou do tipo que gosta de chorar bastante durante a leitura. Porém, alguns foram sendo absorvidos ao longo do caminho e um que me fez rir e chorar e ainda por cima querer mais da história foi o livro Uma Curva Na Estrada do Nicholas Sparks. É um livro que me dá um sentimento que eu não sei explicar de onde vem e o que é, mas sei que é de uma maneira boa.

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Romance de Época.

Romance de Época é sem dúvida o meu tipo de romance favorito. Talvez seja o mundo passado que me encante ou a forma como as pessoas vivem mas eu sou apaixonada por essas histórias e sei que muita gente assim como eu também. Foi bem difícil escolher um livro de época só porém eu tinha que fazer né? O livro eleito foi O Príncipe do Canalhas de Loretta Chase. Tem uma resenha dele aqui no blog e eu lá eu conto todo meu amor por essa obra.

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Romance Adolescente

Romance adolescente também não é um tipo de livro eu ame porém quando encontro um bom não tem como não me apaixonar por ele. Para um livro nesse estilo escolhi um que é 8 ou 80 para nós leitores. Ou amamos de mais o livro ou odiamos. O Teorema Katherine de John foi uma obra que eu não tive como não pois ele é super bem humorado e conta uma história com um caráter verdadeiro e apaixonante. Eu não entendo como algumas pessoas não curtem esse livro, mas como gosto não se discute…

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Saga Romântica.

Por ultimo, uma saga romântica daquelas de suspiros eternos são bem comuns na literatura e para quem gosta do estilo uma boa pedida para se emendar numa longa série com personagens que ao longo do tempo vão se tornando nossos amigos.  A saga que escolhi foi uma fantástica da Lisa Kleypas chamada Quatro Estações do Amor que pouca gente conhece, mas que tem fãs alucinados. Eu sou uma dessas fãs e todos os livros desse quarteto são incríveis.

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Bem pessoal espero que tenham gostou.
Se sim, deixa sua opnião e diz se já leu ou pretende ler uma dessas belezinhas.

Até o próximo post 🌟💙

Escândalo Na Primavera – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – 04

Daisy a mais nova e romântica das solteironas há finalmente sido intimada por seu pai, depois do casamento de sua filha e maior com um conde, Thomas Bowman não quer que sua caçula se case com João ninguém, para isso lhe dá um ultimato. Ou arruma um marido em 2 meses ou ele se casará com um homem que ele quer. Mathew Swift. O pior pesadelo da infância de Daisy, o jovem magricelo que tanto havia irritado a ela e a Lillian, ela não quer ouvir nem falar no assunto. E junto com suas amigas, e seus maridos, resolvem uma nova empreitada a caminho de achar à um lorde há altura de Daisy, porém Daisy não contava com o fato de Mathew ter se tornado um homem extremamente atrativo e muito menos com a atração eu sente por ele. E agora?

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O quarto livro dessa serie maravilhosa da Lisa Kleypas foi o que eu menos gostei. Por algum motivo que não consigo decifrar o porque, não consigo gostar dos dois personagens principais. Embora seu romance me agrade, não tenho uma empatia pelo casal a ponto de shippar os dois.

Assim como seus antecessores, Escândalo Na Primavera é muito bem escrito. Tem detalhes onde deve ter sem serem restringidos ou excessivos. Existe aquele ritmo de leitura fixo em que não é dificil acabar o livro ou se manter preso a leitura. Afinal, a história contada por Lisa Kleypas é maravilhosa. Um tipo cliché de romance sim, mas com pontos e contrapontos que desenvolvem a leitura de maneira única.

Meu problema com a obra mesmo foi  essa frieza que tive com os personagens principais e em um romance, ainda mais um romance de época que são meus favoritos, não se apegar ao casal é um grande problema. Parece que fica faltando um pedaço do que completa uma leitura: Aqueles sorrisinho que surge durante o primeiro beijo; A ansiedade para eles se dizerem apaixonados um pelo outro, todos esses detalhes que fazem da  leitura melhor.

Escândalo Na Primavera é um livro bom. Que pode agradar outras pessoas quando não o fez comigo.

Titulo: Escândalo Na Primavera – As Quatro Estações do Amor – 04
Titulo Original: A Scandal In The Spring – The Wallflowers – 04
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟

A Garota No Trem – Paula Hawkins

“Todos os dias, Rachel faz uma viagem de trem e observa um casal. Ela, que está com a vida destruída pela traição e divórcio do marido, sempre passa pela sua antiga rua onde morava com o ex Tom – e onde ele ainda mora com a atual Anna -, uma casa onde visualiza um casal imaginando a vida deles perfeita e chamando eles intimamente de Jess e Jason.  Mas um dia, Rachel vê uma notícia no jornal que uma mulher desapareceu. E que essa mulher é Jess cujo o nome verdadeiro é Megan. Rachel fica chocada com a informação tanto por ser sua Jess, como por que ela estivera ali na mesma noite, mas não se lembra de nada.  Rachel então decide partilhe o que ‘sabe’ de Jess e Jason para a polícia, se envolvendo numa trama que pode lhe tirar a vida”

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Primeiro livro que leio da autora e com certeza me faz querer ler mais dela. Embora minha teoria de quem teria sumido com Megan estivessem corretos, os motivos para tal coisa foram errados. 

O livro tem um enredo muito bem construído e mesmo que o vilão seja óbvio a pergunta do porque é tão dificil de ser respondida que tornar o livro fantástico. Ele mistura passado presente e futuro, com uma grande maestria combinando com um suspense de tirar o fôlego. A escrita de Hawkins é meio pesada. Não é um livro com muitas falas, mas com muitos pensamentos que em inúmeras vezes são atordoantes. 

Tenho que dizer que de cara eu senti muita pena de Rachel. A mulher alcoólica tem problemas suficientes para fazer qualquer um  desistir. O marido Tom a deixou por outra mulher, Anna e ela recentemente perdeu o emprego. Rachel é humilhada e penalizada por sua situação e a maneira com que os outros personagens falam ou lidam com ela me deixa zangada. Ela realmente não merecia. Seu ex-marido Tom, por exemplo, a trata como se ela fosse uma desiquilibrada e como se ele não tivesse nada haver com isso.  Megan, conta sua história no passado. Sobre como se sentia em relação ao marido, ao seu passado sombrio e ao irmão morto. Megan, é uma personagem que assim como Rachel precisa de ajuda e apoio, mas que não tem coragem de pedir.

Eu gostei muito do livro e recomendo. Foi um bom suspense quase nada a desejar. Eu super recomendo.

Título: A Garota No Trem
Título Original: The Girls On The Train
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Ano: 2015
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Pecados No Inverno – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro Três

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Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança. Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lorde St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian. A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.

Ainda estou apaixonada pela escrita de Lisa Kleypas e não sei porque diabos nunca tinha ouvido falar nessa moça antes. Os livros dela são fantásticos e embora eu ainda goste mais de Era Uma Vez No Outono do que deste último, o livro não foi ruim, mas maravilhoso.

Pecados No Inverno assim como os outros livros da serie é bem escrito e cheio de personalidade. Achei incrível o modo como as coisas foram se desenrolando no decorrer da história mesmo que não fosse algo exatamente incomum; um casamento por conveniência onde os noivos se apaixonaram. Mas o xis da questão é que eles não se odiavam no começo ou mesmo sentiam uma repulsa gigantesca um pelo outro e também não havia aquela atração desmensurada. Isso tudo, faz do livro que podia ser tão cliché se tornar uma coisa nova.

Evie é uma moça de personalidade que só é timida pelo modo como foi tratada a vida toda. Dona de uma beleza recatada e ao mesmo tempo sensual, a mulher tem fibra na hora de decidir o que quer. Evie seria o tipo de pessoa que eu odiaria de cara, mas nesse novo modo de fazer livro de Kleypas, tornou a timida moça em um exemplo de perseverança. Sua relação com Sebastian mostra que por mais que seja inocente no que diz respeito a paquera, também burra ou submissa a ele.
Sebastian é um homem que de início parece não valer o que come. Tendo figurado anteriormente em Era Uma Vez No Outono no rapto de Lillian Bowman, toma-se ele como um personagem sem escrúpulos e disposto a tudo por dinheiro (não sendo a toa que se casou por causa da herança de Evie). Mas no fim das contas, percebe-se uma evolução em Sebastian, desde o modo como via as pessoas a sua volta a vista sobre a esposa.

Livro incrível e cheio de rerivoltas, Pecados No Inverno é um romance digno de ser lido.

Título: Pecados No Inverno – As Quatro Estações do Amor.
Título Original: The Devil In Winter – The Wallflowers
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2006
Tempo de Leitura: Dois dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟