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( Resenha ) A Rainha de Tearling – Érika Johansen – Livro Um.

Eu conheci A Rainha de Tearling através do Bookstagram. Muito embora não estivesse nas minhas considerações para este mês ou mesmo este ano, em uma leitora conjunta com a Keth (Parabatai Books), acabei pegando o livro e fiquei surpresa com a quantidade de história que existe sobre as páginas de Érika Johansen.

Título: A Rainha de Tearling | Título Original: The Queen Of Teaeling| Autora: Érica Johansen | Editora: Novo Conceito | Páginas: 352 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️| Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

transferir.pngSinopse: Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

Sempre que leio livros de fantasia ou distopia, que envolvem a criação de novos mundos seja desde o princípio seja com base na nossa sociedade atual, um dos pontos que mais me atraem é a história pré-narrativa: a história do antes que gera um agora e então um depois. À exemplo, temos pré-histórias sensacionais como em Divergente, Jogos Vorazes e A Maldição do Vencedor. Assim sendo, vocês devem imaginar minha grande felicidade ao perceber que a história de Érika Johansen envolve tanto do passado quanto do presente, para criar uma expectativa real do que se pode esperar no futuro.

A narrativa de Johansen prende do começo ao fim. Muito embora seja mais lenta, isso se deve ao fato de que a autora busca quase que constantemente dar ao leitor as bases de seu novo mundo, o que torna tudo mais fácil de ser compreendido quando chega o momento. Deve-se ressaltar que o mundo ao qual Kelsea vive é pós o nosso, muito embora percebamos uma grande regressão no que diz respeito à conhecimento e tecnologia. Eu mesma demorei a entender isso, e sem a densidade da narrativa, suponho que não teria compreendido.

Além disso, é admirável o trato que Johansen dá aos seus personagens em um sentido totalitário da história. Ninguém é cem por cento bom ou ruim, e até mesmo o poder é bem colocado entre a rainha de Tearling e quem a cerca. Essa estrutura narrativa me lembra George R. R. Martin e A Guerra dos Tronos, pois tanto Johansen quanto Martin contam a história de um reino e não de um personagem, muito embora para Tearling tenha um número reduzido de personagens em comparação.

Entretanto, o maior crédito da obra está na personagem principal e sua construção. Kelsea não é forte à princípio apesar de sua busca para ser amada pelo povo e assim se tornar digna de usar a coroa Tear muito alem do sangue. É uma personagem forte, intrigante e que trilha um grande caminho para conquista da anti-estima. E talvez isso tenha sido um grande marco na obra. A fixação que Kelsea tem com beleza que a torna diferente das protagonistas lindas e maravilhosas existem aos montes.

A Rainha de Tearling é um começo excepcional para uma trilogia que caminha para se tornar inesquecível. Um livro forte que trás ensinamentos sobre poder, mas principalmente sobre a coragem que devemos ter para alcançar aquilo que acreditamos.

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( Livrosofia ) Romances

Oi Corujinhas, como vão?

No Livrosofia de hoje vamos dar continuidade a explicação dos gêneros românticos. O post de hoje será voltado aos romances antigos: clássicos, o histórico e  o de época. Embora muitas de vocês já devam saber a diferença básica entre eles, para quem está começando e não quer entender melhor a definição a ideia é ajudar. Espero que gostem do post, afinal, são alguns dos meus gêneros favoritos.

◆══════════●|| [ Romance Histórico ] ||●═══════════◆

segunda-guerra-mundial-historia-causas-e-consequenciasO Romance Histórico é assim definido por se passar antes da guerra do Vietnã ou da Segunda Guerra Mundial variando entre as editoras. O enredo será concentrado no desenvolvimento do herói e heroína, dentro de um cenário histórico popularmente conhecido que deverá surtir um efeito sobre esses personagens. O romance romântico fica caracterizado como uma trama ou uma subtrama a parte central da obra, o historicismo.

Assim sendo, torna-se fácil definir as obras que pertencem a essa categoria, pois o fator histórico é abrangente na trama. Mas para fazer a classificação podemos levar em consideração alguns pontos. O fato histórico deve ser o ponto de partida para a construção da ficção. Os personagens devem apresentar valores éticos e morais da época, ao passo que o autor deve procurar recuperar estruturas sociais, culturais, políticas e estilos referenciais ao passado. A narrativa é construída no tempo passado e as situações factuais devem ser legitimadas através de documentos e referências

a garota que voce deixou para trasA Garota Que Você Deixou Para Trás da escritora britânica JoJo Moyes tem boa parte da obra pertencente à essa categoria, pois tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, onde os personagens tem suas vidas modificadas por tal acontecimento. Os valores sociais da época também estão presentes e é certo afirmar quem sem o historicismo não haveria enredo. Mas é bom ressaltar que essa obra não é considerada do gênero completamente, pois foi combinada ao drama. O Tempo e O Vento de Érico Veríssimo é outro exemplo de romance histórico, pois o Terra-Cambará tem suas vidas e os costumes modificados pelos acontecimentos da guerra do Paraguai contra o Brasil.

◆══════════●|| [ Romance de Época ] ||●═══════════◆

moda feminina 1869O Romance de Época tem uma estrutura única. Não tem afinco com datas e nem faz referências à fatos históricos importantes. Muito menos se preocupa em mostrar como se comportava um povo em determinado momento, para questões além das factuais. Os livros desse gênero – em suma maioria – se destacam por aludirem a sociedade londrina no período vitoriano (de junho de 1837 a janeiro de 1901) valorizando a moda, etiqueta social, passeios comuns como jantares, festas, campos ou teatros.

nove regras a ignorar antes de se apaixonar

Entretanto, muito embora a primeira vista pareçam obras frívolas, essas obras costuma destacar a o casamento por conveniência, as amantes, as diferenças entre as classes sociais – nobres versus plebeus -, mas principalmente a fragilidade feminina que espelha as diretrizes atuais. Os romances da autora estado-unidense Sarah MacLean por exemplo, costumam ter protagonistas firmes que estão além das convenções sociais.

É interessante perceber que muitas autoras de romances de época utilizam como pano de fundo um mesmo ambiente, de modo que atitudes de um personagem influenciam diretamente na vida de outros. MacLean, por exemplo, escreveu três séries quase que complementares. A série Os Números do Amor se passa dez anos antes de O Clube dos Canalhas (onde duas protagonistas aparecem como coadjuvantes na anterior). que por sua vez se passa um ano antes da série Escândalos e Canalhas, onde uma de suas coadjuvantes devem estar presentes em sua próxima série Barenuckle Bastards.

◆══════════●|| [ Romance Clássico ] ||●═══════════◆

A determinação de um romance como clássico é variável e subjetiva. Sua principal diferença entre os outros gêneros, tanto dos aqui citados como dos demais literatos, é sua capacidade de ser atemporal. Se o romance histórico é assim definido por se passar em uma época anterior a do autor, o romance clássico será aquele que ultrapassa as barreiras do tempo tornando-se atual apesar de sua data de nascimento. Romance clássicos costuma ser celebrados por acadêmicos, críticos e professores, que mesmo se não gostarem da obra em seu cerne principal, as entendem como leituras obrigatórias para qualquer pessoa que pretenda alguma seriedade em relação a literatura e a história que a envolve.

orgulho e preconceitoPor certo, não cabe ao crítico considerar um Clássico superior aos outros, apenas ressaltar qualquer tentativa de esquecê-lo pois esse romance será base para a construção de outros (que podem ou não serem considerados superiores).

Dando um exemplo pessoal de tal entendimento, posso afirmar de modo categórico que não encontrei-me na leitura de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Entretanto, não posso afirmar que tal livro deva ser ignorado pois sua mocinha, Elizabeth Bennet, tem uma personalidade facilmente encontrada como inspiração dentro de outros enredos. Dessa maneira, um romance clássico é um produto de seu próprio tempo e das críticas sociais que seus livros refletem entre a realidades usada para contrapôr um cenário social e político da sociedade de determinada época. Ou seja, a literatura clássica serve para ensinar aos leitores algo a respeito de seu próprio mundo.

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Espero que tenham gostado. Beijos.

 

 

 

( Resenha ) O Trono Lobo Gris – Cinda Williams Chima – Livro 03

O terceiro livro da série iniciada em O Rei Demônio acabou sendo uma grande decepção. Não seria uma eufemismo dizer que tudo poderia ser resumido em dois capítulos e estou estarrecida com a maneira com o qual Cinda Williams Chima deu continuidade à brilhante história que tinha em mãos.

Título:  A Coroa Escarlate | Título Original: | Autora:  Cinda Williams Chima | Editora:  Suma | Páginas: 256 | Ano: 2016 | Avaliação: ⭐ ⭐  | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

images440867043.jpegSinopse: Han Alister pensou que já havia perdido todas as pessoas que amava, mas, ao encontrar Rebecca Morley à beira da morte nas Montanhas Espirituais, percebe que nada é mais importante do que salvá-la. O preço que paga por isso é alto, e nada poderia preparar Han para o que descobre em seguida: a garota que ele conhece pelo nome de Rebecca é, na verdade, Raisa ana’Marianna, a princesa-herdeira de Fells. Magoado e se sentindo traído, Han tem certeza de que não há futuro para ele ao lado da herdeira do trono. Além do mais, ainda nutre ódio pela família real, que permitiu que sua mãe e irmã fossem assassinadas. Enquanto isso, forças parecem se unir para impedir que Raisa suba ao trono. A cada atentado contra sua vida, ela se pergunta quanto tempo terá até que seus inimigos vençam. Com ameaças surgindo de todos os lados, Raisa só pode contar com sua inteligência e força de vontade para sobreviver – e mesmo isso pode não ser o bastante quando a força do destino é cruel e inevitável.

A narrativa de Chima é bastante curiosa. Muito embora eu não tenha gostado da maneira com o qual a evolução dessa obra se deu, ainda sim gostei bastante da escrita da autora. Em realidade, foi uma das poucas coisas que me fizeram ativas durante a leitura. A necessidade de ter sempre mais da obra colocada em prática, o que claro deixa tudo mais fácil de ser digerido.

E ironicamente, esse foi um dos meus maiores problemas com a obra. Essa sensação de necessidade costuma levar à um apice da leitura. Quando esse apice não chega, vem uma frustração e o sentimento da obra não ter sido frutífera ou algo que valesse à pena de ser. E muito embora A Coroa Escarlate tenha seus méritos, essa espera  que nunca acontece aliada o final adrupto dá a sensação de que tudo poderia ser resumido em alguns poucos capítulos.

Mais da metade do livro se passa para que Han encontre Raisa e os dois possam retornar à Fells. Como se em um círculo vicioso, voltamos ao livro dois os eventos parecem se repetir. Nesse meio tempo, acredito que a autora poderia ter expandido seu círculo narrativo pois tudo ficou bastante reduzido sem nada de relevante acontecendo. Sabe aquela cena do Dr. Doolittle quando o cachorro diz: faixa-faixa-faixa-faixa? Basicamente aqui nós temos um dejavu: floresta-cavalo-floresta-cavalo.

Quando finalmente nós conseguimos sair do círculo, a Chima conseguiu destruir meu respeito pelo seu melhor personagem. A atitude foi tão hipócrita que não consigo mensurar. Imaginem vocês que existe algo que vocês escondem pois poderia ser perigoso para os outros se eles soubessem. Quando você encontra alguém na mesma situação, o certo seria dar apoio e não julgar. E é exatamente isso o que o personagem faz fazendo-me criar um ranço tão grande que seria capaz de matá-lo.

Mas para não dizer que A Coroa Escarlate foi uma leitura perdida, o vislumbre do jogo pelo trono que está por vir no último volume deixou-me ansiosa para a continuação. Eu só espero que Chima tenha muito mais à apresentar que florestas e cavalos.

 

( Resenha ) Arquidata: A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão – Raquel Cassiano – Livro Um.

Quando surgiu a oportunidade de ler o livro de Raquel Cassiano, a sinopse prontamente me agradou, e muito embora alguns pontos não tenham me agradado tanto, foi uma leitura excepcional de uma série que promete ficar cada vez melhor.

Título: Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão | Autora: Raquel Cassiano | Editora: Chiado Books| Páginas: 333 | Ano: 2018 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ | Encontre: Skoob | Saraiva 

AF_ArquidataSinopse: A jovem, pode-se dizer, não teve muita sorte na vida….Ainda criança, foi encontrada no mar sem nenhuma lembrança de quem era, de onde vinha ou de como chegara até ali. O nome que, supostamente era seu, estava num lenço encontrado em suas roupas, do qual ela nada sabia. Acabou sendo deixada em Aura, uma cidade pequena, mas muito inquieta. Enviada ao orfanato local, a menina sem memória tem de se adaptar as condições quase sub-humanas de sua nova vida atendendo aos desmandos da Senhora Oliver, a dona do lugar. Uma mulher que apesar do nome doce, era tão amarga quanto fel. Ranzinza, rude e mesquinha ela dedicava seus dias a fazer da vida dos internos um inferno. Gaia, como árvore no deserto, sobrevive ao descaso e amargura da velha senhora. Seu prêmio? Trabalhar, como criada, na escola de  Vale Verde, a única da cidade. Lá, mais uma vez, ela se depara com humilhações e maus tratos, até que conhece Meredith Walorne, uma professora destemida e misteriosa que fará sua vida pacata e sem expectativas tomar um rumo inesperado.

A narrativa de Raquel Cassiano é sem dúvidas o ponto mais forte desse livro. Fluída e ao mesmo tempo madura, Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão se torna aquele livro que você lê em uma sentada. Narrado em terceira pessoa, o livro nada em situações que nos levam a refletir sobre diversos assuntos necessários ao círculo mundial,  além de nos imergir em uma aventura sobre coragem e amizade. É certo que eu esperava dizer uma maior exploração na ambientação do livro, mas ainda sim o espaço da narrativa é bem utilizado para criar uma boa dinâmica entre os dois.

Por falar em assuntos necessários, Cassiano tem um foco muito interessante no trabalho infantil e nas condições que este é realizado. Foi um ponto importante para a construção do enredo, principalmente no que se refere aos personagens e suas personalidades dando-nos visão do significado futuro de suas atitudes.

Apesar disso, não posso dizer que gostei dos personagens a ponto de me apegar à algum deles. Mas acredito que seja em virtude do meu olhar pessoal do que realmente para com obra. Gaia, por exemplo, foi um contraponto. Alguns autores costuma imprimir uma personalidade mais forte para crianças, e mesmo que seja parte do enredo, isso costuma dar uma certa “adultificação” ao personagem que particularmente não gosto. Algo que se perpetuou mesmo com enquanto Gaia ficava mais velha.

O arco narrativo do livro se desenvolve em certas fases, que acompanham Gaia desde sua chegada na cidade. Embora a primeira fase seja um tanto lenta, a segunda atinge o ápice do livro finalmente apresentando as questões que nos levam a leitura. Apesar disso, achei o final um tanto adrupto. Como se faltasse respostas. Mas isso deve-se ao fato de ser o primeiro livro de uma série.

Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão é uma obra interessante de uma série que deve alcançar boas proporções. Para todos aqueles que amam fantasia é um livro maravilhoso e para quem começar  o gênero.

(Algo à Ver) Como Treinar O Seu Dragão 3 – Dean DeBlois

Sempre amei animações e é certo dizer que a DreamWorks faz parte dessa história. Kong Fu Panda, Os Sem-Floresta e Shrek são exemplos de filmes que não somente marcaram minha história, como provaram que o estúdio tem um trato especial ao finalizar suas aventuras. Ao ver o trailer de Como Treinar O Seu Dragão 3 eu sabia que teria pouca maturidade para as emoções que me aguardavam. E agora, depois de assistir o final o final épico da trilogia tenho ainda mais certezas que ela ficará para sempre no meu coração.

Título: Como Treinar O Seu Dragão 3 | Título Original: How Treine Your Dragon 3 | Diretor: Dean DeBlois | Distribuição: DreamWorks Animation | Duração: 1h44m| Ano: 2019 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬 ❤

5661398.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxSinopse: Tudo começou com a improvável amizade entre um garoto e um dragão. Anos vieram, foram e Soluço e Banguela provaram que não poderia haver nada mais forte que sua ligação. Uma amizade verdadeira onde dois amigos se completam tornando-se mais fortes.
Agora, tudo que Soluço deseja é fazer do mundo um lugar melhor em que dragões e humanos possam coexistir sem que o medo da guerra se espalhe por suas vidas.
Mas quando uma nova ameaça surge no horizonte de Berc, Soluço vê sua utopia posta a prova a medida que os dois amigos ascendem como líderes da sua espécie, rodeados de ameça que testaram os laços que os envolvem como nunca antes.

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Como Treinar O Seu Dragão começou de modo espetacular. Baseado na série de livros homônimos de Cressida Crowell, a animação estreante de 2010 foi considerada uma das melhores do ano e já lançada pelo estúdio. Mas se no começo da era de Soluço e Banguela nós encontrávamos uma história de amizade acima das diferenças, agora seremos envolvidos pela necessidade de ter nosso lugar e respeitar as escolhas daqueles que mais amamos.

Como Treinar O Seu Dragão 3 não traz nenhuma novidade além da base da história que conhecemos. A humanidade versus os dragões e a vontade de Soluço de fazer um mundo melhor são consequências naturais do caminho trilhado nos filmes anteriores. Mas muito embora a fórmula se repita, o diretor Dean DeBlois entrega uma aventura quase nova cheia de significados e emoções. A amizade entre Soluço e Banguela continua como o principal, mas dessa vez em paralelos. Ao mesmo tempo que Soluço precisa aprender a ser o líder da tribo ao lado de sua parceira Astrid, Banguela precisa encontrar seu lugar como alfa dos dragões e conquistas a recém descoberta Fúria da Luz.

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Por falar em Fúria da Luz, aos apaixonados por romance, se preparem para encontrar um casal apaixonante, muito melhor evoluído que muitos famosos por aí. Na verdade, o brilho da relação se encontra no passado. As interações entre Banguela e sua namorada são semelhantes ao cinema mudo. Você entende as emoções deles apenas pelo olhar, pelas ações, pelos momentos. É uma relação de respeito, quase como o amor deveria ser. Banguela acaba desejando apenas o melhor para A Fúria da Luz (à quem gosto de chamar de Dentadura) e curiosamente encontrando o melhor para si mesmo.

O final é surpreendente e um tanto agridoce, mas não poderíamos ter algo melhor. Como Treinar O Seu Dragão 3 aquece o coração e espelha a emoção nas lágrimas que com certeza escorreram pelo rosto dos espectadores. E muito embora saiba que Soluço e Banguela vão sempre continuar como aqueles garotos que se encontraram em uma clareira, saber quem eles se tornaram me deixará sempre com a esperança do mundo melhor.

(Resenha) Anna e O Beijo Francês – Stephanie Perkins – Livro Um

Minha leitura de Anna e o Beijo Francês aconteceu de um modo inesperado. Primeiro dia do ano, e e eu estava procurando uma leituras mais simples, que me desse aquela sensação de conforto no peito. De modo que comecei este livro sem muitas expectativas e acabei saindo da p bem satisfeita.

Título: Anna e O Beijo Francês | Título Original: Anna and The Kiss French | Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito| Páginas: 268 | Ano:  2011| Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Anna e o Beijo FrancêsSinpose: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

– “É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?”

Se tem uma coisa que Anna e o Beijo Francês prova, é que um clichê quando bem escrito consegue deixar sua marca no coração dos leitores. Para tanto, o autor precisa entender que seu livro faz parte desse tipo de narrativa e não tentar criar situações mirabolantes. Nesse quesito, Stephanie Perkins consegue ir além do que todos esperamos, criando não somente um clichê de aquecer o coração, mas uma história de amor real que poderíamos encontrar se olharmos para o lado.

A narrativa de Perkins é bem-humorada, cheia de conflitos adolescentes. Muito embora o plot que dá início ao livro pareça inverosímel – todos nós ficaríamos muito felizes de arrumar as malas e fazer intercâmbio em Paris -, os motivos de Anna para não gostar da ideia tiveram uma ótima construção bem como a personalidade da protagonista da obra. De certa forma, Anna me lembra Lara Jean e o medo que parece sentir de estar com outras pessoas, fora do mundo que sempre conheceu. Dessa forma, além de nos depararmos com um livro que fala sobre amor, também encontramos uma obra sobre amadurecimento, para que Anna deixe de ter medo e passe a lutar por tudo aquilo que sempre desejou.

“Ele é Étienne. Étienne, como na noite em que nos conhecemos. Ele é Étienne; ele é meu melhor amigo. Ele é muito mais.”

Falando em romance, muito embora eu não tenha shippado loucamente os protagonistas, não posso negar que sua história foi muito bem construída, desde a paixão quanto as pessoas e os percalços que envolveram as bases dessa história. Não existe guerra entre mulheres (como foco principal, pelo menos), nem mesmo conversas banais. Cada momento do livro foi essencial para o próximo criando uma sucessão de acontecimentos que mantiveram um fluxo de simplicidade que realizam um feito inesquecível: o romance entre Étienne e Anna tornou-se palpável, crescente e intenso a medida que as páginas foram passando.

Anna e O Beijo Francês é uma obra memorável dentro de um gênero esquecível. Um livro de personagens imperfeitos e reais. O livro é belo a partir do olhar apaixonado de duas pessoas.

( LISTA ) 05 livros com capas bonitos e conteúdos feios.

Oi Corujinhas. Hoje é dia de mais uma lista aqui no blog em parceria com a Keth (Parabatai Books). Nessa ano vamos fazer listas metadinhas, que se completam a medida que vocês lerem ambos os posts. Deve rolar boas listas por aqui então fiquem de olho nos dois blogs. A primeira lista será espelhada, pois enquanto eu farei uma livros com capas bonitas e conteúdos feios, a Keth fará o inverso, então não deixem de conferir a lista dela.

O objetivo dessa lista será falarmos de livros que tem aquelas capas lindas, mas o conteúdo não agrada tanto assim. Muito embora eu acredite que alguns escolhidos podem causar revolta, devo dizer que será uma lista de conteúdo mais pessoal, de modo que vocês estão livres e desimpedidos para descordar da minha pessoa. Aliás, também gostaria de pedir que vocês deixassem nos comentários livros que vocês compraram pela capa, mas a hora de ler foi aquela decepção.

Vamos começar?

nao pare1. Não Pare – FML Pepper.

A capa de Não Pare é uma das minhas favoritas. Muito embora não goste tanto de obras com fotografias, por certo que todas as referências presentes na capa do livro de FML Pepper, fazem dela bem atrativa. Mas é uma pena que o conteúdo da obra não seja tão bom assim.

O que mais me irrita no livro de Pepper é o looping eterno que a autora coloca entre os protagonistas. Muito embora seja uma história com um baita potencial, o romance é o que lhe estragam, pois sempre corremos em círculos: Nina confia em Richard > Nina descobre que Richard lhe enganou > Nina foge> Richard vai atras de Nina > Nina descobre que Richard fez tudo para lhe salvar > Nina confia em Richard. Ah e isso não é spoiler. Vai ocorrer a cada 60 páginas.

2. A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard.transferir (2)

A Rainha Vermelha, muito embora desperte muitas opiniões diversas, é uma capa que unanimemente é considerada bela. Entretanto, muitos também – inclusive eu – consideram esse livro uma cópia de muitos outros (Sombra e Osso e A Seleção), além de ter umas das piores protagonistas da história.

Um fato entre os livros de fantasia da qual muitos autores parecem não dispostos a crer é que uma mocinha empoderada é diferente de uma mocinha arrogante. No caso de Mare, ela se aproxima muito do segundo módulo, e se não contarmos uma grande enrolação da parte da autora para os acontecimentos, o livro fica enjoativo por conta da personagem.

A Seleção3. A Seleção – Kiera Cass.

Todas as capas da trilogia A Seleção são realmente muito lindas. A ideia das garotas se vestirem iguais enquanto uma delas se destaca combina perfeitamente com o livro. Mas acontece que para mim, nessa história aconteceu o maior clássico dos livros de fantasia: a autora focou no romance e esqueceu de todo o resto.

Não tenho absolutamente nada contra romances, mas quando um livro apresenta uma proposta além costumo esperar um pouco mais da história. Kiera Cass criou uma ótima base para sua distopia, mas tudo aquilo que a envolve não foi elaborado, pois a autora focou-se tanto no romance que esqueceu do restante.

quando a noite cai4. Quando A Noite Cai – Carina Rissi

Eu sempre gosto das capas dos livros da Carina Rissi, principalmente quando se trata de livros independentes. Muito embora seja bem simples, essa capa têm tanto significado em suas particularidades que é uma das minhas favoritas.

Entretanto, esse livro foi uma decepção. Por ser fã da autora e pela premissa da obra, eu esperava algo que não tivesse tanto cara de mais do mesmo. Mas a obra de Rissi foi semelhante a assistir um filme bem sessão da tarde: você sabe o que está por vir, mas nem por isso fica animada. É o pior tipo de clichê: o que enrola mais que o raio.

the kiss of deception5. The Kiss Of Deception – Mary E. Pearson

The Kiss Of Deception era uma leitura que eu esperava muito. Muito disso, se deve a capa da obra que vamos combinar, é uma das mais lindas da Darkside. Entretanto, acabei tendo vários problemas com a leitura. Uma delas, foi a escrita de Pearson que achei muito lenta. Mas a principal ressalva se aplica a protagonista e sua personalidade de aspectos infantis e um tanto ingênuos de mais. Houve um momento do livro que eu quis dar uns tapas nela e dizer: sério, minha filha? Tu realmente não achava que tuas ações resultariam nisso?

Não dá!


Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado do post. Não esqueçam de conferir o da Keth. Beijos.

(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Trilogia Divergente de Verônica Roth

Que Divergente é uma das trilogias mais famosas do mundo todos nós sabemos. Lançada em 2014, onde o gênero estava em auge, Divergente foi uma série polêmica que arrecadou vários fãs ou causou o ódio em outros leitores. Além disso, também arrecadou grande bilheteria no cinema mundial, muito embora seus filmes tenham sido rejeitados pela maioria dos fãs. Hoje o Anatomia Literária irá desvendar os segredos por detrás das capas dessas obras.

Vamos começar?

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Capas
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A série Divergente se passa numa Chicago futurista, onde a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

30176050O primeiro livro que dá nome a serie principal tem a capa mais simples de todas. O fogo e o circulo representam Beatrice, e suas escolhas. Apesar de ter escolhido a Audácia, não está totalmente presa a facção, tanto que suas labaredas não permanecem apenas próxima do círculo. Abaixo dos créditos, temos uma visão da cidade de Chicago, que aparenta estar dominada pela paz. Contudo, basta olhar para o céu e perceber é uma ilusão. A medida que se fica mais alto, nuvens grossas de chuva aparecem como se fossem um prenúncio do que está por vir.

transferir Já no segundo livro, aparenta-se estar tudo muito claro. O simbolo da Amizade está em maior destaque, deixando subtendido o quão essa facção e esse sentimento serão importantes para Tris. Além de ser seu abrigo fora da cidade, a protagonista precisa confiar mais nos que a rodeiam. Tanto que podemos perceber que se cria uma grande espessura nas folhas, denotando o quão forte vão ficando tais amizades. A cidade de Chicago já não está em paz, mas coberta de névoa que representa a incerteza, contudo, desta vez há um brilho de esperança no céu entre as nuvens.

transferirNo último livro da trilogia, Tris se mostra apta a ser uma união de todas as facções. O símbolo central, apesar de ser apenas fogo e água, demonstra que Tris está pronta para amalgamar as facções e trazer paz a Chicago que já não aparece mais na capa, mas sim um local desconhecido responsável pelo experimento realizado na cidade. Dessa vez não existe mas um céu cheio de esperança e sim um céu que denota seu povo pela libertação.

O título Divergente significa aquele que não faz parte de um paralelo. Insurgente é aquele que se revela contra algo. E Convergente é aquele que se dirige para um ponto comum a um outro.

┌──────── ∘°❉°∘ ────────┐
Curiosidades
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❉ Veronica Roth lançou o primeiro livro em 2011, quando tinha apenas 22 anos. DivergenteInsurgente Convergente são os únicos livros da autora. As três obras entraram para a lista dos livros mais vendidos do The New York Times.

❉ A autora disse que sempre sabia qual seria o final de Tris, mas ainda estava um pouco incerta de como ela chegaria lá.


Espero que tenham gostado Corujinhas. Beijos.

 

 

(Resenha) Amor Para Um Escocês – Sarah MacLean – Livro 02

Que eu sou apaixonada pelos livros da brilhante Sarah MacLean todo mundo sabe. Sempre que posso, comento como ela é minha autora favorita no gênero pela sua criatividade em fazer histórias sobre liberdade, amor e fuga dos padrões impostos pela sociedade londrina da era vitoriana. Se posso destacar um diferencial para MacLean, é o fato de suas obras serem recheadas com o imprevisível, mesmo quando podemos denotar uma falha.

Título: Amor Para Um Inglês | Título Original:  | Autora: Sarah MacLean | Editora: Guttemberg | Páginas: 330 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

5194t+cam4l (1)Sinopse: Lillian Hargrove viveu sozinha por anos, reclusa, ansiando por amor e companhia. Desiludida de que todos os seus sonhos pudessem um dia se tornar realidade, a mais bela jovem da Inglaterra se envolve com um artista libertino e mentiroso, que promete amá-la para sempre e implora para que ela pose como sua musa para um escandaloso retrato. Encantada pelo carinho e pela admiração que recebe dele, Lily aceita a proposta e se entrega de corpo e alma ao homem mais falso de Londres, mas fica exposta para toda a Sociedade, tornando-se motivo de piada e vergonha. A jovem, entretanto, não esperava que um bruto escocês, recentemente intitulado Duque de Warnick e nomeado seu guardião, atravessasse a fronteira da Inglaterra para impedir que a ruína a alcançasse.  Warnick chega em Londres com um único objetivo: casar sua protegida – que é bonita demais –, transferindo o problema para outra pessoa, e, em seguida, voltar à sua vida tranquila na Escócia, longe daquele lugar odioso que é Londres. O plano parece perfeito, até Lily declarar que só se casaria por amor, e o duque escocês perceber que, aparentemente, há algo naquele país que ele realmente gosta…

Sarah MacLean tem uma escrita deliciosa, para dizer o mínimo. Sempre que leio seus livros, opto por fazer isso nos fins de semana onde posso mergulhar em suas páginas sem preocupações. Dessa forma, para suas obras meu tempo de leitura não dura mais do que um dia. Basta começar para nunca querer largar pois a autora converge em simplicidade aliada a crítica social que torna suas obras únicas.

O grande diferencial dessa obra é a protagonista Lilly e o escândalo que está envolvida. Muito embora não seja a primeira vez que MacLean cria uma protagonista vista no centro das fofocas da sociedade londrina (devemos lembrar Georgiana, mãe solteira, em Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência), é perceptível a Lady não deixa de acreditar no amor. Ela ainda deseja se casar e ter uma família, apenas não dentro das condições do duque de Warnik. Falando nisso, o duque tem o tipo de personalidade que para muitos seria irritante. Em realidade, não tenho muita certeza que gostei dele, mas consegui sentir afeição pelo casal.

Contudo, o que me incomodou na narrativa foi o desfecho que acredito ter acontecido com muita rapidez, como se fosse uma epifania de momento e que acaba retirando um pouco da magia do livro.

Apesar disso, as críticas sociais sobre o papel da mulher e como sempre o sexo feminino é tratado como inferior, uma peça descartável, torna Amor Para Um Inglês, mais um livro inesquecível de Sarah MacLean. Eu recomendo muito tanto a obra quanto a autora. É impossível se arrepender.

(Fictisney) O que esperar do Disney+? 

Oi Corujinhas. O começo do ano sempre traz grandes novidades para todos nós. Uma delas, será o lançamento da plataforma de streaming da Disney que tem tudo para ser uma das melhores no meio. Claro que todos nós, DisneyLovers,estamos animados para essa novidade. Na verdade, acho que eu estava esperando esse lançamento, muito antes de saber que viria.

maxresdefault-vert.jpgDizer que a Disney é atualmente a maior produtora de Hollywood seria um eufemismo. Seja pelos muitos fatores de inovação, qualidade ou franquias a distribuidora se mantém em um status imperialista. Cada vez mais a Disney adquiri outras produtoras, de modo que não somente pela sua marca oficial (Walt Disney Pictures) apresente bons filmes, como também pelas associados que adquiriu pelo caminho. Associados estes que incluem películas da Marvel (que tem lançado as maiores bilheterias do cinema mundial) Pixar (e sua incansavél forma de surpreender em animações) e a Fox (responsável por muitas franquias de sucesso como X-Men).

Além de contar com a Lucas Filmes responsável pela produção de uma das maiores franquias de sucesso do cinema, Star Wars. Além disso, o Disney Channel elaborou grandes projetos ao longo dos anos, que marcaram a vida de muitos adolescentes: High School Musical, Hannah Montana, Sumny entre as estrelas e Os Feiticeiros de Waverly Place são nomes que nos fazem ter aquela pitadinha gostosa de nostalgia ao citar.

Dessa forma, o streaming da Disney deve se tornar um grande sucesso não somente pelas produções já conhecidas como também das que vão ser exclusivas. As apostas dizem que a plataforma deve competir direto com a Netflix (atualmente a maior na categoria) que têm lutado para manter séries e filmes em seu catálogo.

A plataforma deve ser lançada no segundo semestre de 2019 nos Estados Unidos, mas não duvida-se que ela deve chegar ao resto do mundo ainda neste ano. Estão sendo produzidas novidades que envolvem de tudo um pouco, inclusive a nostalgia tão associada a Disney ultimamente. As franquias adquiridas devem ser o carro-chefe da plataforma nos primeiros meses. Não obstante, já foi confirmada a primeira série live-action de Star Wars, chamada de The Mandalorian. Já através d’Os Vingadores podemos esperar uma série derivada dos deuses nórdicos, em que Loki (irmão do Thor e interpretado pelo Tom Hiddleston) será a peça central.

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Mas, sem deixar de lado os princípios de sua fundação, Monstro S. A. e High School Musical devem ganhar novos filmes e séries, musicais e animados, que fizeram do Disney Channel tão famoso. Além disso, live actions da Branca de Neve e Lilo & Stich forma confirmados como futuras produções]

Entretanto, nem tudo devem ser louros enquanto do Disney+ for lançado. Como ressaltado, a Netflix deve sofrer com a perda do conteúdo proposto pela concorrente e com isso estima-se também a desfiliação de parte dos usuários que não devem pagar por duas plataformas simultâneas. Além disso, o cinema pode perder seu brilho, pois enquanto na plataforma não há decréscimos dos lucos da produção, o cinema retém cerca de quarenta por cento do lucro das bilheterias tornando assim o lançamento de filmes direto no streaming mais viável que nas telonas.

Pensar no Disney+ causa incerteza sobre os caminhos do cinema mundial que são – sem sombras de dúvidas – parte fundamental no lazer de grande parte da população. Mas se retirarmos esse contra e analisarmos os prós, podemos esperar que as produções da Disney ganhem uma qualidade maior para se equiparar ao bom serviço oferecido pela concorrente vermelha. Só podemos esperar que seja uma competição saudável e que o espectador ganhe em qualidade na sua diversão.