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(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Série Game Of Thrones

Oi Amores. Como foi o fim de semana prolongado? Eu fiz algumas leituras e estou muito satisfeita com o tipo de conteúdo que venho produzindo para o blog. Espero que vocês gostem das novidades que vem nos próximos meses, principalmente para 2019.

Mas deixando as novidades de lado, hoje vamos à mais um Anatomia Literária. sobre a série As Crônicas de Gelo e Fogo do George R. R. Martin, conhecida popularmente como Game Of Thrones. Assim como os anatomias anteriores, eu vou focar apenas nas capas da série principal. Como a série ainda não está finalizada, pode rolar uma parte dois desse anatomia então nele irei inserir os outros livros da série.

Vamos começar?

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Capas
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As Crônicas de Gelo e Fogo ou simplesmente Game Of Thrones ganhou popularidade em 2011 com o lançamento da série produzida pela HGBO. A história volta-se para o continente de Westeros e os países para-lá-do-mar-estreito, com dois desenvolvimentos ao mesmo tempo: o primeiro, é direcionado ao Trono de Ferro e a luta dos candidatos que desejam tomar Os Sete Reinos; e o segundo, é direcionado a guerra dos humanos contra Os Outros. A série é composta com cinco livros e diversos spin-offs, e pode ser encaixada nos gêneros dramático – pela carga política – e fantástico – pelo uso de criaturas sobre humanas.

A Guerra dos Tronos traz como pano de fundo a imagem da muralha, localizada ao norte dos sete reinos que cumpre o papel de separar o país do terreno dos selvagens. Trabalhada em tons escuros, demonstra as paisagens do norte que sempre são cobertas de neve e os terrores que se escondem além da muralha. Além disto, é possível observar homens logo abaixo do título, que estão montados a cavalo. Eles representam os soldados que da Patrulha da Noite. E temos também os corvos que são os mensagens oficiais de Westeros. Em termos mais subliminares, a capa representa muito bem os medos que estão por vi através da neve e a família Stark através da muralha (Stark significa forte em inglês) que tem papel fundamental nesse primeiro livro. O título é um prenúncio da guerra que acontecerá no reino. 

O segundo livro, intitulado A Fúria dos Reis, é uma alusão a batalha dos cinco reis que se inicia após a morte do rei Robert. Na capa, temos a representação da capital d’Os Sete Reinos, Porto Real, sendo velada por um anão. Deve-se notar que não há imagem do castelo, mas sim das vielas do lugar aludindo ao jogo dos Tronos: um jogo perigoso onde nada é o que parece. O anão é Tyrion Lannister que nesse livro figura como conselheiro real, a Mão do Rei. Tyrion traja um gibão e um cajado que representam seu papel como governante não reconhecido. Mas o principal ponto a se ressaltar é a forma com que a sombra de Tyrion se estende no chão, maior que ele, que revela o poder e a influência que muitos não observam.

Em A Tormenta das Espadas, a representação está voltada quase que completamente as guerras que estão acontecendo dentro de Westeros. Pode parecer estranho, mas deve-se notar que o foco da capa é mostrar uma floresta em um emaranhado. O soldado faz-se presente como se estivesse fugindo de algo, mas suas maiores ameaças são as faias da floresta que representam o perigo do inesperado. Dessa forma, o medo é daquilo que ele pode ver mas que compreende e mas não pode deixar para trás. O título, A Tormenta das Espadas, significa tempestade de guerra, pois a chuva violenta chama-se Tormenta.

O Festim dos Corvos tem uma mudança significativa no contexto da capa. Dessa vez temos uma locação do livro, assim como no primeiro, mas que a primeira vista não parece ser tão contextualizada. Trata-se do castelo de Pyke, onde os homens de ferro habitam. O motivo é que esse segundo livro tem um apelo maior as outra Casas principalmente as Ilhas de Ferro. Além disso, a ponte corrediça demonstra o desiquilíbrio dos mais poderosos do reino e o rio de lama (segredos) que se espreita por baixo. O título significa as mortes que voam sobre os habitantes, e as notícias que as aves trazem de todos os lugares.

Por fim, A Dança dos Dragões também foge do padrão das capas apresentando cores mais vivas que nos seus anteriores. Considerando a leitura do livro, diria que a mudança se trata da esperança que se abre no horizonte. Daenerys Targeryen se tornou uma peça principal no Jogo dos Tronos, muito embora ainda esteja longe de Westeros. Contudo ela ainda não controla seus dragões, tanto que Drogon está lhe “peitando” na capa. E para se tornar a rainha que deseja, Danny precisa apreender a controlar seu dragão e, principalmente, aprender a Dança dos Dragões, ou seja, o jogo dos tronos.

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Curiosidades
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1. George R. R. Martin disse em uma entrevista que se inspirou em suas tartarugas para escrever a série.
2. Sua maior inspiração foi Stan Lee e os quadrinhos o quarteto fantástico.
3. Livros das Crônicas de Gelo e Fogo têm juntos 12.012.000 caracteres.
4. Martin se inspirou em uma muralha real para escrever a série. De acordo com ele, sua imaginação via seres obscuros vindo para além da muralha.
5. O linguista David Peterson criou a língua Dothraki que consiste em mais de 3000 palavras.

Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado das curiosidades que trouxe para vocês. Deixem dicas para os próximos Anatomias se quiserem algo especial. Beijos.

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(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades sobre Os Bridgertons de Júlia Quinn

Oii queridos. Depois de longas duas semanas doente e uma de organização, finalmente eu estou de volta. Sem muitas explicações, tive uma alergia a vacina anti-tétano e passei as últimas semanas com uma grande queimação e completamente mau-humorada. A parte boa é que fiquei com bastante vontade de escrever e que, apesar de não ter nada programado, acho que não vou ter muitos problemas para voltar ao meu ritmo normal.

Para retornar as atividades em grande estilo, hoje vamos à mais um Anatomia Literária bem diferente do que eu costumo fazer. Pois minha eleita do mês, foi a diva maravilhosa Julia Quinn que se tornou minha princesa dos romances de época com séries marcantes. A série escolhida foi Os Bridgertons, ao qual vou focar na série principal já que não li o spin-off completo. Como as capas são auto-explicativas, vou abranger o anatomia de hoje e falar sobre as capas lançadas em outros lugares e algumas de suas representações.

Vamos começar?

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CAPAS
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A primeira série que a Arqueiro lançou de Julia Quinn no Brasil foi Os Bridgertons que conquistaram milhares de leitores. A série de 08 livros e 01 spin-off fez grande sucesso entre os leitores e diria que foi uma das grandes percursoras do gênero no país. As capas da Arqueiro representam sempre um local marcante e ao protagonismo feminino revelado em um sentimento: Daphne está com o rosto gentil, Kate desconfiada, Sophie parece esperar algo, Penelope tem certa timidez, Eloise surpresa, Francesca preocupada, Hyacinth sem palavras e Lucy perspicaz.

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As capas dos livros em outros lugares não poderiam ser mais diferentes. Algumas são feitas através de modelos mais sensuais, que eu particularmente não acredito que sejam compatíveis com os livros, pois em suma maioria não existe esse tipo de apelo nas páginas. Em outros são feitas através de artes como fanmades das quais eu amo. Na verdade, todas as capas dos livros de Quinn possuem tal dualidade.

Capas originais:

As capas americanas onde os livros foram publicados primeiramente, não são minhas favoritas, mas também há certa beleza. Cada irmão é representado por uma cor e um lugar, exceto na capa de Um Perfeito Cavalheiro (livro 03) que faz breve alusão a Cinderella em vista que que o livro é uma releitura da história orignal.

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Capas em arte:

As capas em marte são minhas favoritas com certeza. Cada capa também traz as cores para cada irmão, mas os desenhos em si representam bem mais do que isso. Dapnhe em O Duque e Eu está se arrumando para algo: ao meu ver, é para seu noivado já que o sonho da moça é casar e formar uma família. Kate, no livro seguinte, está lendo algo que imagino ser colunas sobre Anthony pois está de olho nele para que não se case com sua irmã já que acredita que o homem é um libertino. Em seguida, temos Sophie com uma máscara na mão, no baile ao qual ela conhece Bennedict. Em seguida, Penelope aparece cochichando (com a irmã Felicity, talvez). Eu até diria porque ela é representada como fofoqueira, mas seria um spoiler.

Na capa de Para Sir Phillip, Com Amor, Eloise está com uma pena na mão simbolizando as cartas que trocou com Phillip ao longo do tempo. Na capa seguinte, Michael corteja Francesca que não parece infeliz, mas tampouco está cedendo aos seus encantos. Em Um Beijo Inesquecível, Gareth e Hyancinth trocam um selinho, que é uma alusão ao título e o ponto de choque do livro. Em A Caminho do Altar, Gregory está roubando a noiva (os entendidos entenderam).

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Capas espanholas:

Nas capas espanholas, eu realmente não posso dizer que existam coisas que eu goste nelas, pois não parece haver sintonia com os livros até mesmo nos títulos. Como no quarto livro que originalmente era Amando Sr Bridgerton, no Brasil passou a ser Os Segredos de Colin Bridgerton (um segredo pequeno e um tanto irrelevante, mas ainda sim tem referência na narrativa), na capa espanhola passa a ser Seduzindo Sr. Bridgerton que não faz jus a Penelope nos livros.

bridgerton

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CURIOSIDADES
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❉ Julia Quinn escreve suas histórias sob uma esteira. De acordo com ela, é mais fácil se concentrar andando do que sentada em uma cadeira dura.
❉ O mundo de Julia Quinn é sempre o mesmo, por isso nas suas séries é possível ver personagens de um livro em outro. Na série Os Bridgertons no quarto livro, Lady Danburry fala para Penelope sobre um sobrinho arredio que ela precisou arrumar-lhe uma esposa sem que ele soubesse. Essa referência é para a duologia Agentes da Coroa ao qual a personagem é quase protagonista de um dos livros.
❉ Os Bridgertons são mencionados em várias outras séries, como em O Quarteto Smythe-Smith e Os Roskesbys que tem uma Bridgerton como protagonista.
❉ A colunista Lady Whistledown também tem uma série derivada com pequenos contos, aos quais suas cronicas acompanham a vida de moças da sociedade.

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Então amores esse foi o Anatomia Literária desse mês, espero que tenham gostado do post e quem sabe em breve não vem uma parte dois com os outros livros da autora. Se tiverem sugestões de outros anatomias, podem deixar nos comentários.

Beijos.

(Livrosofia) Fantasia

Oii Corujinhas. Depois de longos posts sobre gêneros finalmente chegou o momento de falar separadamente de cada um. É provável que eu fale somente dos gêneros que tem maior destaque entre todos os subgêneros do romance pela quantidade de conteúdo que apresentam. Mas acredito que eu vá falar um pouco sobre as variações de cada gênero nos posts referentes a eles. Entretanto… Vamos deixar para mais tarde.

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O subgênero Fantasia esta dentro do gênero ficção que é divido entre fantástico, cientifico e horror e é definido pelo uso de fenonemos não existentes em nosso mundo como o sobrenatural e seres mágicos sendo estes como elemento primário do enredo, tema ou configuração. Vocês devem se lembrar da postagem que fiz falando um pouco sobre subgêneros, mas tenham em mente que essa classificação é refletida de modo não tão frequente na história. Aquilo que aparece em primeiro plano, como localização e narrativa é que denomina o gênero principal ao qual uma determinada obra pertence.

Harry Potter DobbyEm muitas obras dentro da Fantasia há existência de criação de mundos mágicos, itens ou fenômenos que permitem a diferenciação entre um mundo real e o imaginário. Para distinguir uma fantasia dos gêneros científicos e horror, deve-se perceber a expectativa ao qual se dirigi os temas onde o da ficção fantástica está mais voltado a intrigas e a personagens heróicos. Não enquadrado dentro de parâmetros da literatura, as ações fantásticas  acontecem em divergências as noções de realidade muito embora não seja regra. Na saga Harry Potter, por exemplo, as cenas mágicas acontecem também dentro de mundos não ficcionais sendo eles parte de nossa sociedade. Em muitos casos existem explicações de intervenções divinas, magia ou de outras formas sobrenaturais.

game-of-thrones-season-7-fan-posters-16.jpgEm outros casos, naquilo que é chamado de Alta Fantasia, a história acontece em um mundo fantástico completamente diferente do nosso em que as leis naturais do nosso mundo não regem, em suma maioria o mundo imaginário. É interessante perceber que na alta fantasia, na criação do novo mundo sempre existe a junção de três pilares semelhantes ao nosso sendo eles a politica, a religião e a formação da sociedade. Muito embora quase todas as fantasias compunham seu mundo sob os parâmetros da monarquia, o modo com o qual a política, a religião e a sociedade se dividem é próprio. Tomando As Crônicas de Gelo e Fogo por exemplo, George R. R. Martin faz sua narrativa sobre a forma mediaval. Contudo, cada reino, mesmo tendo que ser fiel a coroa, está muito mais ligado a seu soberano do que ao rei. Assim como a religiosidade que muda de um continente para outro.

5538001bc8da644b4e16a46ef7f637c3A característica mais marcante da fantasia é a independência total da ciência ou tecnologia como conhecemos. Nos livros de fantasia, muitos universos possuem sua própria ciência ou simplesmente não se prendem a conceitos reais. Apesar disso, é difícil fazer classificalção completa desse gênero pela versatilidade que as obras apresentam por apresentarem elementos de outros. Muitas fantasias podem ser confundidas com romance ou com horror, como é o caso de A Hospedeira aos quais muitas pessoas o determinam como pertencente a ficção cientifica, muita embora a tecnologia utilizada pelas Almas (alienígenas) sejam próprias deles o que extingue essa possibilidade e classifica a obra como ficção fantástica.

Apesar das variações, posso dizer que a Fantasia ou Ficção Fantástica é meu gênero favorito pois o vejo como o mais completo de todos. Muito embora o romance tenha bons personagens e o suspense gratas surpresas, ler uma Fantasia me causa uma emoção diferente por ter tudo isso aliado a acontecimentos políticos e novos mundos. São coisas que acredito fazerem a diferença dentro de uma obra pela inovação proporcionada. Dentre os temas abordados, a entonação entre o bem e o mal parece sempre ganhar maior destaque. Mas aquilo que faz uma Fantasia ser bem mais forte é o estimulo de entender como, reféns ou não de poderes mágicos e criaturas sobrenaturais, estamos dispostos a lutar com unhas e dentes por aquilo que acreditamos.

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Espero que tenham gostado Corujinhas. Em breve vou trazer bem mais gêneros para vocês. Caso vocês tenham preferencias sobre quais gostariam de ver primeiro por aqui, basta deixar nos comentários que vou amar mostrá-las para vocês.

Beijos.

 

( Anatomia Literária ) Capa e curiosidades sobre a duologia A Fúria e a Aurora de Renée Ahdieh

Oi Corujinhas, sejam muito bem vindas a mais um Anatomia Literária que hoje está voltada a duologia publicada no Brasil pela editora Globo Alt, A Fúria e A Aurora de Reneé Ahdieh. Esse post veio a pedido da Gisele do blog Abdução Literária que tem contribuído bastante para esses posts. No comentário em questão era referência a essa duologia e também aos livros da trilogia A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton, mas como eu ainda não terminei essa segunda vou focar apenas na primeira deixando a de Hamilton bem mais para frente.

Espero que gostem. Vamos lá?

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As Capas
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A duologia A Fúria e A Aurora reconta a história de Sherazade e o sultão que matava suas esposas na primeira manhã de seu casamento presente no livro As Mil e Uma Noites originalmente escrito por uma legião de narradores anônimos. Renée Ahdieh reescreveu a história tendo como base os países do oriente e o gênero fantasia enrolado no romance. Tratando de temas como assassinato, rebelião e magia, a autora conseguiu conquistar um grande público que se apaixonou por seu casal de protagonistas.

A Fúria e a auroraA Fúria e a Aurora tem uma capa em tons de azul que representam a frieza do rei, a monotonia da cidade que está a mercê dos seus caprichos e a depressão do seu povo que chora pelas garotas perdidas. Os arabescos acima da capa são representações da cultura árabe que é presente no livro que tem como principal característica a interdependência do sistema. Nesse sentido, seria a afirmação do país que está quebrado pois, apesar de terem harmonia são divididos em dois lados quebrados pelas escolhas de Khalid. Em significado religioso, tais arabescos são resultado da negação de quaisquer tentativas de representação das qualidades divinas em estruturas religiosas ou imagens. No livro, que é retratado sobre os pilares da fantasia, tal significado é relativo aos deuses representados dentro de sua nova cultura que na história são os mais variados e de impossíveis de serem representados tendo seu formato apenas simbolicamente representados em harmonia na capa.

Na parte inferior do livro temos a imagem sombreada de torres e domas de frente a uma série de pessoas montadas em camelos sob um terreno irregular. O terreno representa do deserto, as torres e os domas representam a cidade e o palácio do sultão e os camelos e as pessoas o levante que existe contra o reinado de Khalid. Por fim, mas não menos importante, dos dois lados da capa temos pingentes: do lado esquerdo, um coração que precisa de uma chave podendo tanto ser o coração sombrio de Khalid quanto o de Sherazade fechado para seu esposo; e do lado direito uma lua e uma estrela onde Khalid é a lua nova tendo Sherazade como estrela para lhe guiar para fora da escuridão ao qual o sultão se encontra.

a rosa e a adagaEm A Rosa e a Adaga, a capa é concebida em tons variados de rosa que entre outras características representa a suavidade do novo amor que surgiu entre o casal de protagonistas, a pureza da verdade sobre o que estava realmente acontecendo e a fragilidade que o reino se encontra pela guerra que foi formada para derrubar o sultão. Os arabescos dessa vez estão distantes da arquitetura sendo voltados para o simbolismo da natureza pois nesse livro Sherazade não esta perto do marido (lembrando que ela casa com ele logo nas primeiras páginas de A Fúria e A Aurora). Tal representação é fundamentada ainda mais pela silhueta de Sherazade que aparece nas areias do deserto, olhando saudosamente (será?) para a cidade onde seu amado está. Apesar de ter menos elementos que a primeira, essa capa é minha favorita pois eu vejo ela com uma harmonia maior entre os elementos presentes.

Os dois próximos paragráfo podem conter spoiler.

Os títulos da duologia são um tanto clássicos sendo colocados sobre duas oposições. A Fúria e a Aurora em termos linguísticos é o ápice da raiva onde se manifesta no momento em que Sherazade deseja  entrar no castelo para se vingar de Khalid. Antes de ler o livro eu imaginava ser uma interpretação do sultão, mas depois da leitura percebo que é sim sobre Sherazade. O mesmo ocorreu com a palavra Aurora que acreditava eu se tratar das manhãs que a protagonista sobreviva, mas que na verdade se trata muito mais dos novas verdades que o sultão traz a sua sultina.

O titulo A Rosa e a Adaga, quem já leu deve acreditar que se refere a um capitulo da trama bem triste (rum, rum). Mas como eu sou uma pessoa do contra, e vale lembrar que as interpretações que eu faço da capa dos livros são de quesito pessoal, eu diria que mais uma vez o titulo vai além do obvio, pois de cara parece que estamos falando que a rosa seria Sherazade e a adaga Khalid. Mas Corujinhas, vamos combinar que a Sherazade é muito mais girl power que o Khalid. Dessa forma, eu acreito que a rosa seja o amor do sultão pela esposa e a adaga a luta de Sherazade para salvar Khalid da guerra sangrenta que está por vir.

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Curiosidades
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1| A série original As Mil e Uma Noites é uma coletânea feita por diversos autores de histórias interligadas.
2| Na história original o sultão Xeriar surpreendeu sua esposa conversando com outro homem e mandou degolá-la. A partir daí, resolveu se casar todos os dias com uma nova mulher, que seria degolada no dia seguinte à noite de núpcias.
3| O livro spin off  Contos de A Fúria e a Aurora, Reneé Ahdieh traz pequenos contos (dã!) sobre os personagens e o que se passou pela cabeça deles nos momentos mais importantes dos livros.
4| O marido de Reneé Ahdieh é persa o que ajudou a autora a formular boa parte da mitologia presente em sua obra.


 

Então é isso amores, espero que tenham gostado. Sei que foram poucas as curiosidades mas eu não achei nenhuma entrevista com a autora para poder tentar pescar mais delas para vocês. Caso tenham alguma sugestão de quais obras poderiam fazer parte do nosso Anatomia Literária, deixem nos comentários. Gih. obrigado pela dica e mais a frente vamos ter outra sua com os livros da gloriosa Júlia Quinn.

Beijos.

( Anatomia Literária ) Capa e curiosidades sobre a saga Crepúsculo

Olá Corujinhas. Bem vindos à mais um Anatomia Literária dessa vez voltado aos livros da Stephanie Meyer e sua série mais famosa: Crepúsculo. O anatomia de hoje é para todos vocês, mas principalmente à linda Aline do blog Amor Literário que gentilmente respondeu meu pedido sobre quais livros vocês gostariam de ver por aqui. Então sem mais delongas vamos lá?

 

Lembrando que o post envolve explicações da história: caso não tenha visto o filme ou lido o livro e tenha vontade este post conterá spoiler.

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Capas
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A saga Crepúsculo foi lançada aqui no Brasil pela editora Intrínseca. Fazendo bastante sucesso entre os jovens, principalmente as garotas, por abordar de modo diferente a relação entre humanos e o sobrenatural é certo que Stephanie Meyer abriu as portas para o boom do gênero no Brasil. A saga foca inteiramente na relação de Bella Swan com o vampiro Edward Cullen e também as capas fazem alusão a essa relação. Foi bem inteligente da editora manter as capas originais que foram muito bem conceituadas além de serem lindas de morrer, pois vamos combinar, mesmo quem não gosta da saga sentira vontade de fazer um quadro com elas. Eu me ative apenas aos 04 primeiros Iivros já que esta é a série original da autora.

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A saga se inicia com o livro homônimo, Crepúsculo. Como toda as capas da série o fundo é preto que representa a obscuridade do que Bella não sabe sobre Edward. A primeira vista parece que a capa reproduz uma cena do livro/filme onde os protagonistas conversam e Edward pega uma maçã que escorrega da bandeija da moça. Apesar de claramente ser Edward que está segurando a fruta na capa (percebam que as mãos são brancas como osso, descrição dada por Meyer sobre a cor dos vampiros), a intepretação da capa é na verdade sobre a tentação que Bella causa em Edward. Ela é como uma maçã vermelha e suculenta que Edward tem nas mãos, mas ao invés de prova-la ele tenta protegê-la a todo custo. Outra interpretação a capa é que tanto a maçã como as mãos são referências à Bella que mesmo sabendo do proibido entrega-se à Edward.

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O segundo livro, Lua Nova é de longe minha capa mais bonita. Aqui o fundo também representa a todos os sentimentos de dor que Bella sente quando Edward vai embora deixando-lhe sozinha. Durante todo o livro, Bella sente-se desafazer-se com a falta de seu amado. A flor murchando representa a perda constante de pedaços da garota que não se conforma com a perda do amado. Apesar disso, Bella mantém esperança de que um dia Edward volte. No topo da capa, uma das pétalas está levantada como essa pequena parte dela não pudesse se deixar abater como todas as outras. As manchas vermelhas na pálida flor representam um ritual de passagem, o que era completamente puro, talvez não mais o seja.
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Em Eclipse o fundo vêm para determinar o risco da perda de tudo aquilo que os Cullen e Bella conquistaram pela perseguição de um antigo inimigo. Bella ainda é frágil em um receptáculo humano. A fita que simboliza a fragilidade de sua vida está mais uma vez se desfazendo, muito embora não por sua culpa mas pelas decisões que precisa tomar. Note que a fita só permanece unida por dois fios enquanto todos os outros foram partidos. Os fios representam Edward e Jacob, os dois amores que lutam por Bella mas que também se tornaram seus alicerses no decorrer desse livro e seus anteriores. A fita também mostra que Já não há mais pureza, a inocência deixou de existir e o tempo de decisão e de escolhas. A autora afirma que a capa com uma fita vermelha cortada representa não só a escolha de Bella entre Edward e Jacob e os perigos enfrentados, como também significa também que ela pode acabar com sua vida como humana.
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Por fim, em Amanhecer Bella finalmente faz parte do jogo ao se tornar uma vampira. Ela deixa para trás o status de fragilidade para virar a rainha que assume as rédeas da situação. A escuridão do medo por sua família não a impedem de ver o tabuleiro. Principalmente lhe ajudam a manter o foco para salvar sua filha Renesmee, que dessa vez é o ponto fraco de Bella mostrada atrás dela como um peão usado pelos seus inimigos para desastabiliza-la, afinal sua cor é diferente como se Renesmee fosse uma rival de sua mãe. Mas no jogo com os Volturi, Bella enxerga o próprio reflexo bem como sua importância naquele jogo. Uma segunda interpretação pode ser que as duas peças representam que Bella pode se transformar em rainha atravessando o tabuleiro, quer dizer, transformando-se em vampira.

Em todas as capas há um jogo de três cores: Preto, branco e vermelho. O preto além de tudo já citado, também representa o lado sobrenatural que contextualiza toda a obra. O branco é a pureza oposta à esse sobrenatural já que realmente nada é o que parece. Já o vermelho é rubro como sangue e simboliza a fragilidade presente em toda saga começando pela humanidade de Bella até o hibridismo de Renesmee. Quanto aos títulos, estes representam as fases da vida de Bella: Crepúsculo é o evento do fim do dia quando o sol está se pondo e representa a beleza do vislumbre da escuridão que ela encontra em Edward; A Lua Nova significa que essa é a fase mais negra d3 sua vida; Eclipse quer dizer que mesmo quando tudo devia ser claro, ainda à quem deseje escuridão; E Amanhecer o título quer dizer que depois da noite (lua nova/eclipse), vem o dia após tantos desafios.

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Curiosidades
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✩ O livro favorito de Bella e Edward é O Morro dos Ventos Uivantes que pode ser ligada de modo paralelo à história: Westcliff não pode casar-se com Catherine pela disparidade social envolvendo os dois.

Quando Stephenie Meyer ela chamava os protagonistas apenas “ele” e “ela”, devido a grande dificuldade em decidir o nome dos protagonistas. O nome Edward foi inspirado nos livros de Jane Austen, e Isabella foi o nome que ela daria para a própria filha.

Por ser pequena e muito parecida fisicamente com Bella, Emily Browning foi a primeira atriz a ser cotada para viver a personagem. Mas ela recusou e então Kristen Stewart foi escalada.

Para Edward, Henry Cavill que na época fazia The Tudors foi cotado. Mas o ator de 25 anos parecia inapropriado para interpretar um adolescente de 17.

Nas primeiras 24 horas em que o livro “Amanhecer” ficou à venda, mais de 1,3 milhões de exemplares foram vendidos.

Meyer afirmou que as músicas do Muse, banda britânica de rock alternativo, serviram de inspiração para escrever os livros da saga.

O vampiro Carlisle Cullen conquistou a primeira posição de personagem de ficção mais rico, de acordo com a revista Forbes. Com 370 anos, Cullen é médico e tem uma fortuna estimada em US$ 34,1 bilhões.

A ideia do livro veio de um sonho que a autora teve em 02 de junho de 2003: Nele, duas pessoas estavam tendo uma intensa conversa em meio a uma floresta. Uma dessas pessoas era uma garota comum, a outra era fantasticamente bonita, brilhante e um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades pelas quais estavam passando por: A) estarem se apaixonando B) Ele ter um uma atração muito particular pelo sangue da garota e estava tendo dificuldades de não matá-la imediatamente.

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Então Corujinhas, esse foi o anatomia literária desse mês espero que tenham gostado. Em breve vai rolar bem mais para vocês. Se quiserem deixar sugestões fiquem super à vontade que vou pesquisar para dar à vocês. Beijos.

( Anatomia Literária ) Capa e Curiosidades de Academia de Vampiros.

Oiii Corujinhas lindas. Hoje é dia de mais um seu, um meu, um nosso Anatomia Literária. Estava com uma saudade enorme de desvendar os segredos das capas e curiosidades sobre o rosto dos livros. Para começar com chave de ouro o post de hoje foi uma sugestão da Lara do blog Amor Literário e Recomendações, que respondeu um pedido sobre quais séries ou livros vocês gostariam de ver. Espero que tanto ela como todos amém esse post. Vamos começar?

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As Capas
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A série Academia de Vampiros possui 06 obras com teor sobrenatural. Foi lançada no Brasil pela editora Agir e bombou, afinal de contas esteve em alta na época em que os sobrenaturais de caninos afiados faziam sucesso no nosso país e mundo afora. As fotos utilizadas nas capas Brasileiras são as mesmas originas americanas. Mas o detalhe importante, que tenho que admitir que fiquei confusa com a decisão da editora, foi o fato que eles modificaram um pouco da ordem entre elas de modo que elas não são compatíveis. Correlacionando Brasil e EUA, no Br a capa 1 equivale à 3 e vice-versa. As outras permanecem as mesmas.

Os títulos das obras não foram mudados, apenas os segundo, mas sinceramente eu prefiro o nacional que dá mais sobriedade da obra. Na ordem de publicação: Vampire Academy se tornou Academia de Vampiros — O Beijo das Sombras; Frostbite (ulceração produzida pelo frio) se tornou Aura Negra; Shadow Kiss (O Beito das Sombras) virou Tocada pelas Sombras; Blood Promise manteu o significado virando Promessa de sangue. Spirit Bound (Espírito Ligado) que mudou provavelmente por semântica para Laços do Espírito; Last Sacrifice que manteve como O Último Sacrifício.

Em relação aos personagens apontados nas capas, é curioso descobrir que a própria autora teve dificuldade de entender quem é quem — e vamos combinar que esta é uma situação bastante engraçada. De qualquer modo, não existe muitas semelhanças entre os personagens e as representações, então tentar descobrir quem é quem é mera especulação. Em O Beijo das Sombras, Promessas de Sangue, Tocada Pelas Sombras e O Último Sacrifício vemos Rose a protagonista série. Em Aura Negra novamente temos Rose acompanhada por Cristhian, pois ele sem olhos vermelhos não pode ser Dimitri e é muito novo para ser Isaiaah. Em Laços de Espírito é Lissa e Dimitri. E por fim as capas são unânimes ao mostrar abaixo dos rosto os portões da Academia.

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Curiosidades
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🔸 Em 2014 o livro foi adaptado para os cinemas pelo estúdio Diamond com Zoey Deutch no papel principal.

🔸 O livro envolve mitologia e tem como personagens diversas espécies de vampiros sendo estes vivos, mortos e híbridos.

🔸Humanos também estão presente com poderes na série sendo chamados de alquimistas, possuem diversos truques e técnicas e uma tatuagem no rosto que lhe dão proteção. Mas na mitogia original alquimistas são cientistas que tentam transformar prata em ouro.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje. Espero que tenham gostado. Se quiserem ver mais posts como estes basta clicar na aba da categoria aqui do lado. Beijos.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capas e curiosidades sobre a trilogia Jogos Vorazes.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais um anatomia literária e espero que vocês estejam gostando dessas novas abas do blog. Caso queiram dar uma sugestão sobre livros que poderiam falados, deixem nos comentários que os farei com todo carinho. No post de hoje, como na semana retrasada eu falei sobre livros esquecidos mas divinamente maravilhosos, fiquei inspirada e resolvi fazer o anatomia literária de hoje sobre a trilogia Jogos Vorazes que por algum motivo nunca falei aqui no blog. Mas essa trilogia tem um lugar muito especial no meu coração porquê além de ter sido um dos primeiros livros que li antes de ver os filmes, foi que me iniciou no universo das distopias ao quais eu devo ter lido umas sete ou outro trilogias do tipo.

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AS CAPAS
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As capas têm um significado bem claro para quem já fez leitura dos livros ou assistiu aos filmes que são muito fiéis. Mas antes de falar sobre as capas diretamente vamos falar um pouco sobre o tordo, porque ele é o elemento central de todas elas. Antes de existirem os Jogos Vorazes, houve uma guerra entre os distritos contra o poderio do Capitol. Estes criaram pássaros mutantes, bestantes chamados Jabberjays que poderiam gravar qualquer conversa e as reproduzi-las. Mas quando os Distritos descobriram pássaros, começaram a falar coisas sem sentido quando os pássaros estavam presentes. Quando o Capitol viu que os bestantes estavam ficando sem valor, os abandonou nas florestas, pensando que não conseguiriam sobreviver, mas os machos cruzaram com fêmeas da espécie Mockingbird, dando origem a uma nova raça que foi batizada como Mockingjays que apesar de não reproduzirem palavras, repetia-as em forma de melodia.

Dessa maneira, ao ver a representação Katniss como tordo nas capas de Jogos Vorazes, também podemos aludir que há aqui uma representação de coragem e esperança que permeia todos os livros e que vão sendo transformados a medida que a história evolui. Na primeira capa, o tordo é um broche como se fosse apenas uma ideia e não ago real. Suas asas estão pressas e ele parece aprisionado pelos círculos que representam a submissão dos distritos e o poder da Capitol sobre todos. Já na capa de Em Chamas, o tordo está se tornando real. O ouro que lhe cobria, deu lugar à um pássaro entalhado no bronze que faz força para se livrar da pressão e do domínio do Capitol. Nesse livro Katniss percebe que o Capitol não é tão poderoso assim se rebelando de vez contra suas regras. Por esse motivo, no terceiro livro além do azul da esperança, o pássaro já é verdadeiro despido de qualquer artificio. Suas asas estão completamente abertas e o poder que o Capitol tinha foi quebrado, onde os círculos aparecerem despedaçados.

As capas de Jogos Vorazes são umas das mais bem conceituadas que já vi. Todos os elementos condizem com os livros, não acabando apenas na visualização, mas também do sentimento empírico que elas trazem. Cada capa, mostra como Katniss evoluiu durante os livros deixando de lado suas inseguranças para se tornar o rosto se uma revolução, nos mostrando que a esperança é sim mais forte do que o medo.

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CURIOSIDADES.
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🔸 O pássaro Mockingbird que cruza com o Jabberjay é um pássaro de verdade que conhecemos pelo nome de rouxinol.

🔸  Quando Suzanne Collins era pequena, ela era fanática por mitologia grega e sua inspiração original para Jogos Vorazes foi o mito de Teseu e o Minotauro, que ela morria de medo quando era criança.

🔸 A flor da qual Katniss ganhou o seu nome também é conhecida como “ponta de flecha” e seu sobrenome, Everdeen, Everdene, do livro Longe Desse Insensato Mundo, de Thomas Hardy. Collins diz que “ambas as mulheres são muito diferentes, mas as duas lutam com o coração”.

🔸 Suzanne Collins não tinha a intenção de que Jogos Vorazes virasse uma trilogia. Mas quando ela chegou ao fim do primeiro livro, soube que tinha que haver uma sequência porque percebeu que Katniss seria punida por quase comer as amoras-cadeado.

🔸 Collins disse que as partes mais difíceis de escrever nos livros foram as mortes e a violência entre os personagens tão jovens.

🔸 A autora espera que as pessoas que leem os livros ou assistem aos filmes perguntem a si mesmas questões sobre elementos da história que podem ser relevantes para as suas próprias vidas, como dar valor a todas as suas refeições e ter consciência política.

🔸 Collins leu vários livros sobre sobrevivência e usou os conhecimentos do seu pai sobre caçada quando escreveu a trilogia. Seu pai cresceu durante a Grande Depressão e a sua família dependia principalmente de caça para sobreviver.

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Esse foi o Anatomia Literária. Espero que vocês tenham gostado. Em breve sairá um novo post dessa série. Beijos.

PS: Minha amiga, parceira e praticamente irmã Keth topou quando eu a convidei para fazer também suas anatomias. Vejam também a postagem dela clicando aqui.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e Curiosidades Sobre Perdida – Carina Rissi.

Ooi gente. Tudo bom com vocês? Para inicia a nova temporada de posts aqui no blog, eu e a Keth (Parabatai Books) vamos fazer novos modelos juntas. Isto porque queremos diversificar o conteúdo do blog para vocês. No Anotomia Literária (pausa para agradecer a minha amiga Vivi do Blog O Senhor Dos Livros que me deu a ideia genial para o nome), os posts serão sobre as capas que muitas vezes nos fazem suspirar. Além de uma breve explicação sobre o significado dos seus elementos, ainda teremos algumas curiosidades sobre os detalhes da fabricação no post. Espero que vocês gostem.

Para iniciar, escolhi falar um pouco sobre a capa de Perdida, que é a “cara” da história (literalmente) e que acho bastante fofa. O livro Perdida conta a história de Sofia, que vive em uma metrópole muito bem obrigado e que um dia descobre que seu novo celular é uma máquina do tempo ao ser transportada para o século XIX.

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A primeira vez que vi a capa de Perdida, antes de ler os livros achei-a bastante explicativa. Uma garota vestida de noiva com um alls star expõe bem a trajetória do livro, pois junta o passado e o presente em uma única foto. Afinal de contas, poucas coisas são mais antigas que um noivado e nem tão atuais como um tênis surrado que levamos para qualquer lugar. Além disso dá a impressão que Sofia vai sair correndo a qualquer segundo, como se tivesse medo das amarras que o próprio coração poderia fazer. E, de certa forma, é exatamente isso que Sofia faz durante o livro. Ela se apaixona por Ian, mas luta contra o sentimento que possui por ele.

Desta maneira, a capa de Perdida parece ter sido fotografada para a história de tão elemental que aparenta, então imaginem o choque que senti quando descobri que na verdade a imagem da capa saiu de uma revista de casamentos. Sim, sim! Quando Carina Rissi e suas editoras começaram a procurar imagens para a capa de Perdida, foram atrás em revista de casamentos, até que encontraram tanto a foto de Perdida, como do seu sucessor Encontrada que já estava em andamento. O nome da modelo da capa é Beth Wales e ela também é uma designer têxtil.

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A modelo é a cara da Sofia Coincidência? Eu acho que não! e ela é bastante reservada, possuindo conta no instagram mas com pouquíssimas fotos. Uma curiosidade sobre as capas (além do fato que o all star não é vermelho) é que a própria Carina Rissi não sabia quem era a modelo e só descobriu a pouco tempo o nome dela através dos incansáveis fãs. Detalhe eles próprios mandaram mensagens para mãe da moça que respondeu com alegria ser a Sofia da capa.

Algumas curiosidades sobre a obra.

• Carina Rissi deliberadamente retirou a escravidão dos seus livros. De acordo com a autora, esse pedaço da história deve ser esquecido de modo que ela não queria que ele fosse posto em suas obras. A autora também coloca que a intolerância seria retirada do livro se ele se passem nos tempos atuais.
• O livro Perdida foi lançado em Portugal e esta dando um aceno para a Ucrânia e Rússia onde ainda não se tem previsão de lançamento, mas pode acontecer em breve.
• Ao mesmo tempo em que escrevia Perdida, Carina Rissi também escrevia algumas passagens da Elisa pois ela gostaria de saber o que se passava na cabeça da irmã de Ian. Porém quando Carina lançou Prometida (o livro de Elisa) muitas das cenas dela foram cortadas ficando apenas as melhores.

O Anatomia Literária de hoje foi este gente, espero que tenham gostado, em breve voltamos com mais um post para vocês. Beijos.