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( Resenha ) Entre O Amor E A Vingança · Sarah MacLean · Livro 01

Minhas amorosas Corujinhas, preparem-se para voltar no tempo e entrar em uma casa abandonada e um coração perverso em sua busca para recuperar o que foi seu por direito. Mas o que pode parecer uma busca por vingança, pode se transformar no mais alto dos sentimentos.

Capa

 

Título: Entre O Amor E A Vingança
Título original: A Rogue by Any Other Name
Autora: Sarah MacLean
Série: O Clube dos Canalhas #01
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue… Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury. Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles… até mesmo seu coração.

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Sarah MacLean é sem dúvidas uma das minhas romancistas favoritas. Ler seus romances sempre me faz ficar apaixonada pelos personagens e o crescimento que eles têm durante o correr de suas histórias. Mas a capacidade o que mais me deixa entusiasmada com seus livros, é a maneira com que MacLean os cria tendo como base uma sociedade puramente machista e mocinhas dispostas a quebrar todas as regras da sociedade. Muito embora esse mocinho não seja machista e essa mocinha não esteja dando um salto atrás de aventuras, é justamente o caminho que os modificam que torna esse livro especial.

Uma característica comum as narrativas de MacLean é a facilidade com o qual elas transcorrem. Com capítulos curtos, o livro é permeado por pensamentos e sentimentos que se modificam à partir da evolução do livro. Acho realmente fantástico como a autora consegue dar rumo a narrativa. Nunca consigo abandonar a leitura e sempre fico sedenta pelo que esta para vir. E toda vez sou surpreendida pela direção que as coisas tomam, onde muitas ações e reações são bastante inesperadas para mim. Tudo isso, faz com que Sarah possua características únicas capazes de surpreender o leitor sempre o instigando e mostrando que por ser um romance de época o clichê não é a única opção.

Se a narrativa é uma das minhas favoritas, o enredo proposto faz meu coração saltitar. De início faz-se pouco evidente que tipo de evolução a autora vai trazer porque tudo parece ocorrer bastante rápido à princípio e então mais lento a medida que o tempo passa. Mas então percebemos que na verdade ela tem muitas coisas à mão quando seu desenvolvimento esta na personalidade de Penélope e Bourne do que no destino que os rodeia.

Em paralelo com o título, Penélope está em uma jornada para descobrir quem é além do que a mulher perfeita, mas não boa o bastante para ter agarrado um duque em sua primeira temporada. Ser uma uva da sociedade não lhe garantiu nada ao invés de ser associada ao sem graça. Penélope precisa descobrir quem é verdadeiramente para ser feliz e ter algo a mais do que a sociedade londrina espera. Já Bourne esta tem plena consciência que tudo que precisa é vingar-se de quem lhe tirou tudo paraser feliz, quando na verdade precisa apenas olhar para dentro de si e perceber que nem tudo é ódio pois o melhor da vida está no amor de quem nos rodeia.

Apesar de ter amado tanto os contextos da obra e boa parte do que a autora propôs tenho que admitir que — mesmo entendendo o personagem — quis dar na cara do Bourne. Pois achei bastante demorado ele finalmente cair em si de modo que foi irritante muitas de suas atitudes. Mas fora isso, e quem sabe um tanto de drama à mais que o necessário, não houve nada que tenha me desagradado.

Entre O Amor E A Vingança é um dos melhores romances de época que já tive o prazer de ler. Engraçado, caritivante, apaixonante e inspirador este livro é obrigatório para os amantes do gênero, assim como uma ótima pedida para aqueles que estão iniciando no gênero. Um livro feito para atrair o desejo e a ruína de um leitor.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.