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( Resenha ) The Kiss Of Deception · Mary E. Pearson · As Crônicas de Amor e Ódio 01

Olá Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa da liberdade e preparem seus corações para diferentes emoções porque hoje nossa aventura será pelo coração de uma princesa e as límpidas terras de seu reino.
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Título: The Kiss Of Deception
Trilogia: As Crônicas de Amor e Ódio #01
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Páginas: 406
Ano: 2014
Avaliação: ⭐⭐⭐
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Sinopse:Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

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Quando comecei a ler The Kiss Of Deception como parte da #Fantastona2017, eu tinha altas espectativas com o estaria me aguardando. Já havia começado as três primeiras páginas uma porção de vezes, embora nunca tenha me empolgado com a leitura. Mas influenciada pelo tanto de falares bem sobre a obra, adicionei o livro na minha tbr para finalmente contempla-lo. Porém, a verdade é que acabei recebendo mesmo um beijo de decepção pois não consegui gostar da obra achando-a apenas um pouco mais que razoável.

Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.

Mary E. Pearson tem uma narrativa morna e cansativa. O livro não fluiu com facilidade pelo exagero de detalhes que possui. Escrever cenas descritivas é um trabalho no mínimo complexo. Principalmente em livros de características fantásticas que por natureza — por serem um mundo novo — acabam exigindo mais do escritor pela falta de base que possuí. É preciso ter cuidado para não ficar nem muito breve, nem muito pesado. Pearson enreda pelo segundo caminho oferecendo tantos detalhes desnecessários que dificultam o caminhar da obra. Empurrei com a barriga boa parte do livro por essa característica.

Pode-se levar anos para moldar um sonho, mas é preciso apenas umafração de segundo para despedaçá-lo.

Outro grande problema do livro são os personagens principais. Narrado em primeira pessoa por Lia, o Príncipe e o Assassino eu não senti muita diferença entre as narrações assim como nas personalidades dos três principalmente os rapazes. Faltou (além da motivação de cada um) características pessoais mostrassem o que os fizessem diferentes. De certo modo, não consegui me apegar à nenhum personagem por conta disso.

Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

Falando individualmente, a única pessoa que me proporcionar sentimentos foi Lia, mas estes também não se mostram positivos. Lia foi uma personagem mimada e egoísta desde o princípio. Não a odeio, mas também não gostei de suas atitudes. Não é preciso ser um gênio para descobrir o que humilhação e quebra de contratos podem acarretar, ainda mais em um mundo de reinados. Por esse motivo, quando finalmente Lia entende as consequências de sua fuga só consegui pensar: Agora? Sério? Dessa forma, apesar de — como mulher — entender os motivos de Lia, não consigo lhe dar razão. Fugir quando as reações só se jogam contra você é uma coisa, mas quando afetam outras pessoas é outros quinhentos.

Você não está vivendo nem mesmo uma vida. É um assassino. Você se alimenta do infortúnio de outras pessoas e rouba vidas que não lhe pertencem.

Os pontos positivos de The Kiss Of Deception estão infelizmente nos laços que ela não teve muita preocupação em desenvolver. Apesar do motivo fútil de origem para a história, o desenrolar dos acontecimentos e as perguntas que vêm com ele fazem o livro pular de razoável para bom. Existe história por baixo de tudo aquilo pois os reinos envolvidos parecem ter abundantes segredos à enfrentar. Apesar da minha insatisfação com várias coisas, também fiquei ansiosa para o que estava por vir e o que seria revelado. Foi essa curiosidade que me manteve na leitura.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo agrandeza.”
“Algumas coisas duram.”
Encarei-o.
“É mesmo? E exatamente que
coisas seriam essas?”
“As coisas que importam.”

Como podem perceber, The Kiss Of Deception foi uma leitura de mais baixos que altos. Não tenho certeza se um dia vou ler a continuação, mas se o fizer espero mais do próximo. Por enquanto, só posso dizer que pessoas são diferentes: se você quiser ler o livro vai em frente! Eu te desejo uma experiência literária bem melhor que a minha.

| Personalidades Exemplares | Tyrion Lannister – Um anão que nasceu para ser um gigante.

Se você ainda não leu não acompanha a série Game Of Thrones, este post conterá spoilers.

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“Nunca se esqueça de quem é, porque é certo que o mundo não se esquecerá. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com essa lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo.”

Olá pessoas que estão lendo este post. Espero que esteja tudo divino com vocês e que suas leituras estejam indo de vento em polpa. Estou com dificuldades quanto a isso em relação a faculdade, mas como o blog não pode parar estou me organizando melhor para sempre ter posts saídos do forno para vocês. E para dar continuidade a serie de posts sobre os personagens que mudaram minha vida ou que me impactaram de alguma maneira, hoje quero falar sobre um homem inesquecível e que não havia como eu fazer posts sobre personas sem falar sobre ele. Pois Tyrion Lannister é uhm daqueles personagens que nos mostram que a inteligência supera a força e a beleza.

Um rei que mata aqueles que lhe são devotos não é um rei que inspire devoção.
– Tyrion (Serie).

Terceiro filho de Twyn e Joanna Lannister, Tyrion tinha tudo para ser um homem admirado por todos. Herdou os cabelos loiros dos Lannister, tem a inteligência do maior dos sábios e é herdeiro por direito de Rochedo Casterly, a capital da cidade mais rica dos Sete Reinos. Mas o destino lhe pregou duas peças enquanto ainda era um bebê. Sua mãe morreu no parto e o jovem nasceu com nanismo. Por este motivo tanto seu pai como sua irmã Cersei o odiaram e o menosprezaram durante a sua infância, com o rapaz só possuindo afeto apenas de seu irmão Jaime (gêmeo de Cersei). Assim, em meio aos apelidos dados por todos da corte enquanto crescia, Tyrion aprendeu que não precisava ser alto e forte para ser um grande homem mas precisava apenas de livros e uma mente afiada.

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Durante todos os livros e também na série, o personagem conhecido como meio-homem vê sua vida ser
quebrada ao meio. Tyrion sabe o que é mas principalmente o que não é. Ele fez muito por toda a Westeros. Praticamente evitou conflitos desnecessários e ganhou batalhas importantíssimas para o rei Joffrey, que convenhamos não merecia em nada a ajuda do sábio. Tudo para que? Para ser escarnecido pela população e condenado por um crime que não cometeu. E é nesse ponto que ele dá a grande virada do personagem. Ao se ver jogado na lama por sua família mais uma vez Tyrion se liberta. Eu diria que ele se liberta do amor-consanguíneo que o liga aquelas pessoas deixando de lutar por eles e passando a lutar por si próprio.

Dessa forma Tyrion tem uma característica que muito me agrada: ele é um sobrevivente não por circunstância, mas porque ele decidiu que existem outras coisas ao quais pode se importar para continuar vivendo. A chance de fazer do mundo um lugar melhor ao lado de alguém que tenha a capacidade sentimental e racional para querer fazer um mundo melhor. Assim, mesmo que não tenha uma característica emocional intensa, Tyrion se mostra como um personagem que vale a pena ser dissecado de várias formas pois por variados pontos de vista é possível enxergar as suas motivações e entendendê-las das mais variadas formas.

A Morte é terrivelmente final, ao passo que a vida está cheia de possibilidades.

Por este motivo, Tyrion figura como um dos meus personagens favoritos. Pois sua história é de superação. Sua vida estava fadada ao fracasso e mesmo assim ele consegue dar a volta por cima, de modo que não só se torna um grande homem, mas um gigante.

Pela minha experiência os eloquentes têm razão em tudo, com a mesma frequência que os imbecis.

Beijos. Até a próxima.