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( Algo Á Ver ) Filmes Biográficos Para Assistir

Oi Corujinhas, como vão? Desculpem pelo meu sumiço, mas sabe quando parece que o mundo está te afogando e você precisa parar para conseguir respirar? Nos últimos dias eu estava assim, de modo que tirei o feriado para não escrever, revisar e nem pensar em qualquer coisa que envolvesse literatura (o curso de Letras sempre te dá as maiores ressacas). Mas para alegria geral da nação (eu mesma alimentando meu ego), estou de volta para as resenhas e todos os universos que habito.

Mas a parte boa dessa minha jornada foi a quantidade filmes que eu assisti. Sejam lançamentos, sejam antigos, foram ao todo 28 filmes assistidos em 1 semana (sim, eu passei algumas noites em claro). E muitos desses filmes foram biografias que me fizeram conhecer um pouco mais sobre a história de personalidades que eu amo. E como tal, esse post será dedicado à esses filmes como uma indicação para que vocês conheçam também.

Espero que gostem.

1. Bohemian Rhapsody

Bohemia RhapsodyLançado em 2017 com Rami Malek ovacionado pela crítica, Bohemian Rhapsody nos mostra o caminho para o estrelato do Queen e as dificuldades da vida pessoal de Freddie Mercury. Abordando temas como solidão e homossexualidade, o filme busca relatar de modo pouco intimista a história do grande cantor. Apesar disso, não é um filme que possamos esquecer com a mesma facilidade que assistimo. Malek nos faz esquecer que é um ator, ao passo que os demais integrantes do filme conseguem transmitir uma sensação de irmandade que aquece o coração. Apesar de algumas mudanças na história do cantor (efeitos dramáticos característicos de Hollywood), os arranjos de som com as musicas da banda e o a direção de fotografia deixando claro sua “epicidade”,  é uma história para nos fazer voltar no tempo e querer ver e respirar o mesmo ar que Freddie Mercury.

2. Eu, Tonya.

Eu, TonyaTambém lançado ano passado, Eu Tonya conta a história da patinadora Tonya Harding, envolvida em várias polêmicas. Em um esporte onde a beleza parece contar mais que o talento, Harding foi uma estrela em ascensão que desmoronou quando seu ex-marido atacou uma patinadora do circuito mundial.

Em um filme onde a sátira é a maior estrela, Margot Robbie entrega sua melhor atuação. Engraçado pensar que, mesmo sendo conhecida pela beleza, a direção do filme se esforça para enfeiar a atriz construindo boa parte da crítica. Mas muito embora Robbie seja realmente sensacional, o brilho da película se concentra em Alisson Janney que transita entre uma mãe odiável e aquela que só deseja o bem da filha. Ao filme, a falta de glammour e a ironia de Janney são muito bem vindas.

3. Boy Erased: Uma Verdade Anulada

250px-Boy_Erased_(2018).pngLançado no Brasil neste ano após muitas polêmicas, Boy Erased é o filme mais doloroso dessa lista. O filme narra a história de Garrard Conley, um jovem de 19 anos que mora em uma pequena cidade conservadora do Arkansas. Ele é gay e filho de um pastor da Igreja Batista, até que é confrontado pela família para escolher entre arriscar perdê-la ou entrar em um programa de terapia que busca tentar “curar” sua homossexualidade.

Em um mundo repleto de conservadorismo, entender o que é um tratamento de cura gay pelos olhos de alguém que já passou por isso é quase como ser apunhado, apesar da sobriedade do enredo. Não é uma obra aberta, mas de sutilezas para que a dor possa ser sentida.


Espero que tenham gostado do post Corujinhas. Beijos.

(Algo à Ver) Os principais lançamentos de filmes para 2019.

Oi Corujinhas. Hoje no Algo À Ver, vou mostrar a a lista dos filmes mais esperados de 2019 e alguns fatos do que podemos esperar dos maiores lançamentos do ano. Vai ser uma lista meio longa, mas a ideia é que já preparemos um orçamento para curtir os filmes no cinema ou apenas não perder nenhuma novidade que vai ser lançada nas plataformas digitais.

Vamos começar?

01. Janeiro

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Logo em Janeiro, no dia 3 estreia Wifi Ralph que de longe é um dos filmes mais esperados da Disney Pixar (aliás, um filme que contém todas as princesas juntas com certeza deve ser sensacional). Além disso, pela Sony no dia 10 de estréia Homem-Aranha no Aranhaverso que vai nos o herói em animação. E por fim, no dia 31 de janeiro estreia Como Treinar O Seu Dragão 3 que, contrariando a perspectiva geral, é o que eu mais espero esse ano. Eu sempre amei a história do Soluço e Banguela, por isso, tenho certeza absoluta que vou chorar bastante com a sua finalização.

02. Fevereiro


No dia 05 de fevereiro teremos Uma Aventura No Lego 2, seguido de perto no dia 14 por Alita Um Anjo de Combate. O mês se fecha com os lançamentos de The Turning e Depois A Louca Sou Eu nos dias 22 e 28, respectivamente.

03. Março

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De longe o mês com mais lançamentos, março já chega bombando no dia 01 com a estreia de O Menino Que Queria Ser Rei, que promete ser maravilhoso. No dia 02, estreia As Novas Aventuras de Peter Pan; e então, no glorioso dia 02 vem um dos principais lançamentos para 2019 da maior indústria atual, Capitã Marvel. Para completar nossa emoção nostalgia, Matilda estreia no dia 14 e no dia 28 o Live Action de Dumbo, aos quais tenho certo medo de estragarem.

04. Abril

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Com poucos lançamentos, abril é o mês mais esculachado para filmes de 2018. O único lançamento de certas proporções, é Shazam no dia 05. Mas para quem gosta do monstro vermelho de bom coração (kkkk), Hellboy pode ser uma boa pedida (eu, não vejo necessidade, mas né? quem sou eu na fila do pão).

05. Maio

Para maioria das pessoas, maio será um mês escândalo. Guardem suas moedas, porque Vingadores 4 estréia dia 02 e todos precisamos saber o que vai acontecer com os protagonistas do universo Marvel. No dia 09  temos Pokémon: Detetive Pikachu (nostalgia, parte 02) e a live-action do Alladin (onde nenhum de nós entendemos porque ele está de camisa no trailer). E por fim, estreia no dia 31  Godzilla: O Rei Monstros.

06. Junho

Para o fechamento do livro da série do primeiro bimestre, em grande estilo diga-se de passagem, nós temos no dia 06 As Panteras Reboot X-Men – Gambit (precisava Marvel???). No dia 07 temos o lançamento de Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 e mais um da Marvel, X-Men: A Fênix Negra ao eu admito que não sei o que esperar afinal tenho um certo problema com a série, pois em minha opinião só tem enchido linguiça. No dia 14 de junho estreia Liga da Justiça 2 pelo qual o meu sentimento é “só vamos”. E depois desses tiros, vem um dos maiores lançamentos de 2019 e nada mais importa a não ser a minha opinião: Toy Story 4 será lançado dia e eu sei que estarei seríssima no cinema com um balde de pipoca e um monte de lencinhos para as lágrimas que eu sei que irei chorar como uma condenada.

07. Julho

Para estrear o mês mandando ver, no dia 04 de julho estreia Homem Aranha: De Volta Ao Lar 2, no dia 12 Top Gun 2 e no dia 19 (preparem os corações) o live action de O Rei Leão, que apenas a música que me deixou emocionada. Não vou ter o mínimo de maturidade para esse filme. E por fim, no dia 27 estreia Turma da Mônica — Laços, que apesar de não ser esperado por mim, tenho certeza que nossos eus da infância vão gostar..

08. Agosto

Logo no dia 1 estreia X-Men: Novos Mutantes, que parece que vai ser um universo diferente da franquia original. E no dia 9 teremos o lançamento de Artemis Fowl, uma animação baseada nos livros hormônios de Eoin Cowfer e que, pelo que ouço dizer, é muito bom..

10. Outubro

Em outubro teremos estreia de Coringa, logo no dia 3 e no dia seguinte, 4, Gemini Man o qual eu não conheço mas também parece que vai ser excelente..

11. Novembro

Para vocês perceberem como alguns meses são esnobados, outro vem com intuito claro de nos deixar falidos. Em novembro, no dia 1 teremos Mulher Maravilha 2 e no dia 15, para os fissurados em games, Sonic: The Hedgehog. No dia 22 de novembro estreia Exterminador do Futuro 6, que sinceramente, já poderia dizer chega e no dia 27, um dos mais esperados desde que foi anunciado, Frozen 2. O que será que podemos esperar para esse filme??.

12. Dezembro

Mês temático, no dia 5 de dezembro teremos lançamento do filme Tudo de Bem No Natal Que Vem e no dia 20 a conclusão de mais uma trilogia espacial, Star Wars IX. E no dia 26 o cinema nacional nos presenteia com o filme Minha Mãe É Uma Peça 3...

Além desses, teremos filmes que ainda não tem data certa (isso se contarmos o fato que alguns da lista podem ser adiados ou adiantados) que são Esquadrão Suicída 2 — que todos esperamos ser bem melhor que o primeiro —, Guerra Mundial Z 2 que não sei o que esperar exatamente e Shrek 5, do qual eu havia gostado da finalização em “Para Sempre” e tenho certo receio do que esperar do filme.

E vocês queridos? Qual filme vocês mais esperam para o ano que vem?.

Beijos..

(Algo À Ver) Caixa de Pássaros – Susanne Bier

Quando foi anunciado que uma das minhas atrizes favoritas interpretaria o papel de protagonista em um dos meus livros favoritos, fiquei ansiosa para assistir a produção. Caixa de Pássaros, porém não se mostrou a altura do que esperava e muito embora seja uma boa diversão, não passa mais do que isso.

Título: Caixa de Pássaros | Título original: Bird Box|Diretor: Susanne Bier | Elenco:  Sandra Bullock, Sarah Paulson e John Malkovich| Distribuição: Netflix | Duração: 117m| Ano: 2018 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬

0841660.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxSINOPSE: Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar de uma criatura aterrorizante. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança, mas a jornada se mostra ainda mais perigosa quando Malorie se defrontar com seus sentimentos mais obscuros.

Desde que foi lançado em 2017, é certo dizer que o livro Caixa de Pássaros se tornou um fenômeno mundial. Assim sendo, se tomarmos como o fato que o cinema atual é movimentado principalmente por adaptações seja de livros ou de quadrinhos, não é surpresa que a obra de Josh Malerman tenha chegado as telonas, ou nesse caso, as plataformas digitais pela Netflix. O lançamento original da produtora sob a direção de Susanne Bier, tem grandes proporções o que se espera de uma obra ambiciosa, mas de pouca ousadia.

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Caixa de Pássaros tem uma proposta única, pouco vista no meio visual. A ideia do filme é causar uma sensação claustrofóbica no espectador, que deveria ficar amedrontado pelas criaturas que não pode ver. Dessa maneira, o grande erro de Bier na construção da película foi a simplicidade quase extremista usada na fotografia. E, eu diria, muito disso se deve a necessidade que a diretora parece ter em ser fiel ao livro, talvez por medo das críticas dos fãs da obra original.

A maior reclamação por leitor de adaptações realizadas frequentemente vêm ao se depararem com diferenças significantes entre filme e livro. Contudo, será mesmo que as duas coisas precisam ser idênticas? Caixa de Pássaros é a prova do mito que envolve essa afirmação.

Deve-se sempre lembrar que as duas plataformas são diferentes; enquanto o livro trabalha com diversas modularidades da mente, em que o leitor usa principalmente da imaginação para complementar as peças, o filme é visual deixando de lado essa característica em que o cérebro parece procurar uma resposta mais imediata. De modo que se Malerman tem “às cegas” como fonte principal em incitar o leitor, Bier não consegue o mesmo efeito com a película pela simplicidade excessiva que utiliza tanto na fotografia como na sonoplastia, não conseguindo passar as informações certas para o espectador.

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Mas não podemos dizer que o filme em si é de todo ruim, ou que não tenha seus méritos. Se olharmos para o roteiro, a essência do medo está presente. Não somente pelas criaturas, mas de Malorie (Sandra Bullock) e sua incapacidade de se aproximar das pessoas. Falando em Bullock, a atriz experiente é a grande cartada da película. Conhecida principalmente pelos seus papeis na comédia, Bullock mostra porque é considerada uma das atrizes mais versáteis de sua geração. Dotada de uma expressão endurecida, até mesmo cética, Bullock demonstra com facilidade todos os momentos de Malorie, mesmo que está seja um grande clichê. Uma mulher que – com o extremo da situação – aprende a interagir e amar outra pessoa.

Caixa de Passáros é um filme despretensioso que agradará o público, mas que será esquecido com a mesma facilidade em que alcançar seu ápice. Um bom entretenimento e nada mais.

(Algo À Ver) Os Incríveis 2 – Brad Bird

Quem me conhece, sabe que eu tenho um amor incondicional por animações. Não importa qual seja, basta ter uma boa história que é capaz dela entrar na minha lista de favoritos. Mas apesar disso, acredite ou não, esta leitora-cinéfila que vos fala, não esperou 14 anos pela continuação de Os Incríveis contrariando a perspectiva geral. Isso porquê, diferente da maioria das pessoas, não faço questão de continuações quando os primeiros filmes são realmente muito bons.

O motivo é o evite de decepções, já que – a não ser em raras exceções – elas estão atreladas a nostalgia. Se por um lado as lembranças de um bom filme nos faz pensar nele com carinho, por outro também implica em uma inevitável comparação. E muito embora eu não tenha detestado a continuação mais esperada do ano no mundo das animações, também não posso dizer que ela superou a sua origem.

Título: OS Incríveis 2 | Título original: The Incredibles | Direção:  Brad Bird | Duração: 119m | Ano: 2018 | Distribuição: Walt Disney Pixar Studios | Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

y3EEb7o6NxK0pl0WsOswCos663y.jpgSinopse: No segundo filme de Os Incríveis, a família Pêra esta ameaçada pelas mesmas questões que os levaram a se esconder. As pessoas acreditam não precisam de heróis que causam mais destruição do que salvamentos. Quando tudo parece estar indo por água abaixo, Helena é chamada de volta para lutar contra o crime como a super heroína Mulher-Elástica. Desse modo, caberá ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse poderes, tornando sua tarefa ainda mais complicada. Além disso, Roberto não deixa de se perguntar se realmente sua missão é cuidar das crianças e não sair por aí salvando o mundo. 

Os estúdios da Pixar ao longo dos anos, têm demonstrado uma característica que parece faltar aos outros: são apaixonados pelo que fazem e sempre almejam traçar o seu melhor. Mas o que diferencia a Pixar dos demais é capacidade quase inata que têm de levantarem críticas sociais através dos gestuais infantis. Com sagacidade e sutileza, Os Incriveis 2 retrata um bom número de levantes contra a humanidade e o que ela está se tornando. As duas maiores são o preconceito e o machismo enraizados em qualquer lugar, mesmo entre as mais poderosas pessoas.

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A premissa inicial do filme é uma velha conhecida, ainda mais se você é fã da Marvel ou DC Comics. Os heróis não são bem vistos pela sociedade, mas sim rechaçados pelas suas diferenças que não deixam de ser meramente culpa da biologia. Num mundo governado por pessoas comuns, tudo aquilo que é diferente é rebaixado a inferior. Por esse motivo, a família Pêra precisa se esconder e viver uma vida simples sem demonstrar seus poderes. Afinal de contas, a sociedade ao qual almejam proteger não está interessada em ficar a mercê daqueles que não podem controlar.

Baseada nessa primeira crítica, que é a premissa geral da história, surge a segunda. Helena é chamada para trabalhar como Mulher-Elástica e assim, quem sabe, conseguir restaurar a legalidade dos heróis. O problema é Beto que não fica satisfeito pela esposa estar trabalhando de modo que ele tenha que ficar em casa e cuidar das crianças. Então a Pixar inverte a situação apresentada no primeiro filme para acompanhar o ciclo revolucionário atual das questões de gênero. Se antes Beto era o herói-protagonista, hoje Helena que desempenha essa função e caberá ao marido (seu forte e imponente marido) cuidar de Violeta, Flecha e Zezé. É seguro dizer que a Pixar vai ainda mais longe do mero machismo que envolve toda a questão de quem trabalha vs quem sustenta a casa: o diretor, Brad Bird, procura demonstrar que as tarefas domésticas são igualmente difíceis ao salvamento da pátria, o que é comumente tratado como algo fácil. Com isso, Bird demonstra que os papeis de esposa e marido são igualitários, não sendo o gênero que influencia sobre eles.

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O filme se equilibra entre as cenas de ação e vida cotidiana. A qualidade técnica da obra é impressionante. Com uma boa mistura de cores e texturas, o filme garante ótimos efeitos visuais acompanhado de uma bela sonoplastia. Mas muito a qualidade técnica deva ser louvada, o mesmo não pode-se dizer do roteiro que apresenta uma única falha, porém bastante considerável.

A apresentação do vilão tem se tornado batida. Ou você introduz de cara o personagem  malvado (a exemplo de A Origem dos Guardiões), ou a pessoa gentil se mostra como vil. Tal obviedade aparece nessa película – mas não irei afirmar qual – o que reduz a surpresa para o comum retirando parte da magia. Contudo, isso não é suficiente para tirar todo o encanto da obra, apenas para deixar um certo sabor amargo misturado ao doce total.

Os dois principais personagens de alívio cômico, o bebê Zezé e a estilista Edna Moda, tem pouca participação dentro do enredo principal, mas não considero isso um problema. Em mais uma comparação, Edna se assemelha aos Minions presentes em Meu Malvado Favorito (Universal Pictures). Sua graça esta em roubar a cena. Tanto que no primeiro filme sua aparição minúscula fez sucesso pelas frases icônicas e a irreverencia. Já Zezé, que pelo teaser sabíamos que teria mais destaque nessa película que na anterior, aparece bastante mas não de maneira fundamental ao enredo. Entretanto, a posição de Zezé na história pode ser facilmente alegada pela sua idade. Zezé não passa de um bebê de modo que não devemos esperar uma decisão incrivelmente inteligente  e estratégica de sua parte.

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Outro ponto que merece destaque é a dublagem brasileira. Certas piadas que foram realizadas pelo roteiro original não seriam tão facilmente entendidas pelos nacionais. Deve-se lembrar que o público alvo da Pixar é também o infantil de modo que piadas sobre o Texas e a Oprah não fariam muito sentido pra maioria nossas crianças (e para boa parte dos adultos também). Dessa maneira, posso dizer que foi uma decisão acertada da dublagem em mudar o sentido original e torna-la mais próxima dos receptores garantindo o lado cômico que envolve a obra.

Os Incríveis 2 não foi a melhor das continuações, mas ainda sim vale super a pena assistir pelas criticas sociais, piadas, cenas de ação e até mesmo pela nostalgia. O filme não surpreende, mas também não foi uma decepção. Os Incriveis 2 consegue, pelo bem e pelo mau, ser muito mais que apenas extramente divertido.

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(Algo À Ver) Estrelas Além do Tempo – Theodore Melfi

Assistir filmes que retratam períodos históricos marcantes quase sempre me demonstra certo comodismo pela falta da busca de sair do esteriótipo das cargas dramáticas. Filmes como estes chegam aos montes e logo são esquecidos seja pela falta de talento dos diretores e roteiristas seja pela simploriedade das atuações. A questão que alcança barreiras e ultrapassa o esquecimento  para o cinema e para qualquer história nunca foram os sobreviventes, mas sim os guerreiros incapazes de abaixar a cabeça. Por esse motivo, é certo afirmar que Estrelas Além do Tempo é um filme que consegue se tornar maior do que uma mera crítica pois não somente a realiza, como cria pontes para que nós como pessoas, independente do sexo ou cor, possamos ter a coragem de lutar por aquilo que queremos e acreditamos. 

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Titulo: Estrelas Além do Tempo
Titulo Original: Hidden Figures
Diretor: Theodore Melfi
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe
Distribuição: Fox Filme do Brasil
Duração:
167m
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬

 

Sra. Mitchel: Sabe Dorothy… ao contrário do que possa pensar eu não tenho nada contra vocês.
Dorothy: Eu sei… que você provavelmente acredita nisto. 

Ambientados nos anos 1961, Estrelas Além do Tempo baseado no livro homônimo de Margot  Lee Shetterly, e narra a história de três mulheres brilhantes que trabalharam na NASA durante o período da Guerra Fria e a corrida espacial. Em termos narrativos, a produção realizada por Melfi é excelente e consegue transmitir os aspectos principais da trama. A fotografia aliada a trilha sonora, que mesmo em silêncio consegue transmitir grandes emoções, transformam a simplicidade de cores e efeitos em algo extraordinário. Chega ser até estranho perceber como tão poucos efeitos ainda conseguem se sobressair a um mundo cinematográfico dominado por explosões e magia sobre-humana. Mas com sua simplicidade carismática e som impecável, o filme se manisfesta para dar destaque ao principal normalmente esquecido pelas grandes produções: a história.

cms-image-000538694Apesar do claro foco em Katherine Goble (Henson) e sua luta para ser reconhecida em um terrenos de homens brancos (no sentido mais pejorativo da expressão), o filme é feliz em conciliar a história de três mulheres em sua grande trajetória pelo destaque naquilo que são naturalmente boas e capazes. Mary (Monaé) quer se tornar engenheira mas para isso precisa estudar em uma escola apenas para brancos. Já Dorothy (Spencer) deseja apenas ser afirmada no cargo que já trabalha, pois mesmo fazendo o ofício de um supervisor o departamento não consegue perceber isso e nem acreditar no potencial da mulher. Mesmo seguindo uma linha de raciocínio óbvia que converge para maneira mais correta de contar determinada história, Melfi ao não introduzir nada realmente novo no filme deixa a cargo de suas três protagonistas a leva do filme à algo mais. Com atuações impecáveis, a força e a inteligência dessas três mulheres é mostrada para que os espectadores absorvam não somente as críticas como a coragem que elas apresentam.

estrelas-alc3a9m-do-tempo-2.jpgO grande trunfo do filme são as atuações que por todo o elenco arrecadaram momento inesquecíveis. Taraji P. Henson é extraordinária em criar uma personagem forte ao mesmo tempo que precisa se submeter aos desmandos da sociedade. De forma nem um pouco caricata de piedismos ou arrogância, Henson demonstra uma Katherine forte e precisa com trejeitos que expressam sua coragem em todos os lugares. Janelle Monaé foi uma grande surpresa para mim, pois mesmo nunca tendo atuado antes (a mulher fez nome como cantora) apresentou um bom domínio de suas emoções ao dar vida a Mary. Já Octavia Spencer que é uma das minhas queridinhas desde seu papel como Minnie em Histórias Cruzadas, mais uma vez conseguiu ser resplandecente. De todas as personagens, Dorothy foi sem dúvida a minha favorita e muito se deve a atuação de Spencer e seu olhar penetrante que conseguiu ultrapassar a quarta parece e tocar meu coração.

005 Kirsten Dunst as Vivian MitchellAlém das três protagonistas, Kevin Costner e Kristen Dunst merecem destaque por seus papeis, principalmente nossa eterna Mary Jane. Antes, já havia tido contato com Costner personificando homens de terno, inteligentes e impactantes, mas perceber Kristen usar a máscara de dureza e preconceito da sra. Mitchel foi bastante interessante, pois mesmo tendo consciência do seu potencial como atriz, nada que tenha feito antes demonstrou isso. Posso dizer que Dunst conseguiu se sobressair encontrando uma ponte para mostrar que pode ser muito mais que uma mocinha indefesa.

Estrelas Alem do Tempo é uma obra emocionante sobre força, luta e feminismo. Não digo que é o melhor filme com tema central sobre racismo que eu assisto, mas sim que é um filme que não deve ser ignorado. Com um bom roteiro e atuações excepcionais, essa obra nos leva a refletir quais são os maiores desafios de nossa vida e o quanto nos estamos dispostos a arriscar para enfrentá-los. 

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| ALGO À VER | Beauty And The Beast – Bill Condon – Resenha.

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Oii gente. Na segunda feira (19/03) eu fui assistir dois filmes com minha mãe. Logan foi um deles e foi maravilhoso. Em breve farei uma resenha da obra pra vocês. O segundo filme (na verdade eu vi primeiro masokay), foi Beauty And The Beast que todos sabem é o live-action do desenho animado em curta metragem A Bela e a Fera da disney de 1991.

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Um dos meus contos favoritos sobre princesas é A Bela e Fera pois traduz um amor que não envolve nem beleza nem encatamento e sim o sentimento criado pela alma de alguém (meu eu clichê falando). O desenho animado de 1991 foi o meu primeiro contato com a Bela e a Fera e em seguida algumas histórias que ouvi sobre o conto original de Madame Villeneuve (lembrando que o conto foi publicado pela editora Zahar recentemente). Então, desde muito jovem eu convivi com as histórias sobre este casal magnífico e me apaixonei. Apesar de o conto original ser bem parecido com o que deu origem ao filme, existem algumas diferenças como a omissão de alguns detalhes relacionados a família de Bella.

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O filme será baseado em uma releitura da história original – publicada alguns anos mais tarde ao de Madame Villenueve – em que e irá nos contar a história de Bella (Emma Watson), uma garota entediada com a vida provinciana de uma pequena cidade francesa, onde vive também o galã Gastón (Luke Evans) que, apesar de derreter os corações das outras meninas, não consegue conquistá-la com seu jeito primitivo e machista. Quando seu pai Maurice (Kevin Kline) decide viajar para expor uma de suas invenções, ele pergunta a Bella o que ela gostaria de ganhar e singelamente a moça lhe pede uma rosa. Maurice parte em viagem porém é perseguido por lobos e acaba por parar em um castelo onde encontra um roseiral. Quando tenta apanhar a rosa para a filha, a Fera (Dan Stevens) o surpreende o prendendo no castelo. Assim, Bella ao saber que o pai corre perigo vai até o castelo da Fera e se prontifica a ficar no lugar do pai sem saber que Fera é na verdade um príncipe amaldiçoado que precisa encontrar o verdadeiro amor e ser correspondido para quebrar o feitiço.

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Quem ja assistiu a animação e tambem o live-action, sabe que poucas foram as mudanças feitas de uma obra para outra. Apesar de que houveram muitos boatos que haveriam adição de novos pontos par haver complementação dos pontos que ficaram soltos. Boa parte disso é pura verdade, algumas coisas – como por exemplo porque ninguém sabia da existência do príncipe e de um castelo – ganharam uma ótima explicação. Porém devo admitir que senti falta do maior aprofundamento da história. Pois o filme 2015 é realmente uma cópia de algo passado, sem trazer nenhuma inovação ao enredo.

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Outro ponto que me deixou um pouco decepcionda (se não contar o fato que a música Ser Humano Outra Vez não estava no filme) foi a atuação de Emma Watson que em minha opinião estava morna. Não consegui sentir a emoção que precisava em alguns momentos o que acabou deixando o filme razo. As cenas musicais da atriz por exemplo, apesar da doçura surpreendente de sua voz, pareceram forçadas sem muita vivacidade.

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Críticas negativas a parte, porém, acredito que a excessão do que citei antes, tudo que foi produzido no filme ficou bastante bonito e agradável de ver. Apesar da grande adição de músicas – já que o filme é constituído como um musical e logo os diálogos são trajados quase incessantemente desta forma – digo que tornou o filme mais empolgante e animador. Assim como a fotografia, onde as cenas produzidas têm uma estética bem detalhada como também os efeitos visuais que dão uma maior realidade aos persongens da nossa infância.

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Beauty And The Beast foi um filme bom, mas com algumas decepções pelo caminho. Contudo é um filme nostálgico que nos trás uma sensação de quentinho no peito. Cantei bastante no cinema, praticamente saltitando na poltrona e me emocionei em algumas cenas que me fizeram lembrar tão carisonhosa da animação. É um filme que todos devem assistir e tirar suas próprias conclusões.

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Título: Beauty And The Beast
Direção: Bill Condon.
Elenco Principal: Emma Watson, Dan Stevens e Luke Evans.
Ano: 2017
Distribuidora: Walt Disney Pictures.

Como Eu Era Antes de Você. – JoJo Moyes

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

como eu era antes de voce

Título: Como Eu Era Antes De Você
Título Original: Me Before You
Autora: JoJo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 329 (recurso digital)
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Tem cerca de dois meses que li o livro e ainda me pego pensando nele. Não foi um livro de altos e baixos, mas também não foi um livro de que passou batido.

O livro começa com um prólogo que narra o acidente de Will e nos dá uma pequena versão de como ele era no passado. O espirito aventureiro de um homem que gosta de viver.

Então os capítulos vem pela visão da Louisa. De inicio eu nao gostava muito dela, mas depois fui me afeiçoando ao jeito meigo da personagem. A história tem realmente o que promete: duas pessoas que mudam o rumo de vida uma da outta e seu modo de pensar e agir em determinadas situações. A leitura, quase sempre fluída, pelo menos para mim, nao me focou apenas no romance de Lou e Will, mas vida em si e o que podemos esperar e mudar nela. Tanto que para isso, JoJo nos da uma gama de personagens cheios de expectativas que muitas vezes são frustradas curvas inesperadas: Treen, irmã de Lou, tinha um futuro brilhante na carreira mas que no meio do caminho teve Thomas, um filho que interrompeu sua trajetória.

É por isso que gostei tanto do livro. Não pela “surpresa” que não tive. Mas pela promessa cumprida pela autora ao final de tudo.