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( Resenha ) Pretty Little Liars · Primeiro Arco · Sarah Sheppard

Minhas caras Corujinhas, vocês estão prestes a embarcar na vida de quatro garotas lindas, pequenas e mentirosas onde os segredos dela podem custar a reputação de muitas pessoas, mas principalmente sua vida em Rosewood Day.

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Titulos: Maldosas, Impecavéis, Perfeitas e Inacreditaveis
Titulos originais: Pretty Little Liars, Flawless,  PerfectUnbelievable
Série: Pretty Little Liars – Primeiro Arco
Autora: Sarah Sheppard
Editora: Rocco: Jovens Leitores
Ano: 2011
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

SINOPSE: Era uma vez quatro garotas que eram invisiveis em sua escola até serem resgatadas pela linda e popular Alison DiLaurentis. Então de uma hora para outra, naquele verão essas meninas se tornaram tão populares que mandavam nos corredores da escola. Até que em uma noite, Ali simplesmente desaparece o quinteto se desfaz. Alguns anos tarde quando todas estão de volta a Rosewood, segredos que as meninas acreditavam estar apenas entre Alison começam a ser ameaçados de serem revelados. Em uma narrativa de suspense e muitas mentiras, Sarah Sheppard nos mostra que até o menor dos segredos pode ter as mais graves consequências. 

Antes de ler Pretty Little Liars tinha um certo preconceito com o gênero. Já havia lido vários livros com o tema e sempre tinha os achado um tanto bobinhos de mais. Ao ler, Pretty Little Liars no entanto me surpreendi não somente com o enredo que a autora apresentou, como também com os temas levantados tão comuns aos adolescente em geral. De todas as maneiras, Sarah Sheppard conseguiu transformar uma série que tinha tudo para ser clichê em uma obra extraordinária.

A série composta por dezesseis livros e dois extras parece gigante pela quantidade, mas em realidade são livros pequenos que se completam em arcos. A cada livro existe um pequeno plot que conduz a trama rumo ao seguinte, mas o twist só é realizado no final de cada arco. Desta maneira, a condução da série é homogênea. Vale dizer também que a editora Rocco publicou os livros na mesma época em formato separado, mas também em box o que ajuda bastante na hora de adquirir os exemplares.

Seguindo com uma boa narração sem exageradismo, Sarah Sheppard nos apresenta quatro garotas diferentes entre si com problemas que todos temos ou conhecemos alguém que tenha. Achei muito interessante o fato que, apesar de lidar com adolescentes, a autora não se limita a diálogos infantis apesar de recorrer a situações desse cunho. Isto criou um tipo incomum de verdade no livro: somos todos sujeitos a situações constrangedora, mas o que nos defini são as atitudes que vamos tomar quando elas ocorrerem. Por isso, posso afirmar que não existem clichês totais em PLL pois as atitudes são aquelas que você não espera.

O quarteto de personagens principais foram minha maior positividade no livro.

Seguindo a ordem das bonecas representadas nas capas, Hanna Marin quase alcançou o status de personagem favorita. É uma personagem de face dupla: se por um lado Hanna é abelha rainha da escola por outro é insegura em perder tudo aquilo por ter sido, em suas palavras, uma perdedora gorda e feia. Hanna é fútil e egoísta, sem aquele papo de um grande coração. Em realidade, acredito que todas as personagens de PLL sejam exatamente como aparentam em suas faces como se autora dissesse que aquelas garotas não mentiam para si mesmas.

Emily Fields têm um futuro promissor na natação, pais rigorosos e está apaixonada pela vizinha que corresponde seus sentimentos. Mas como Emily pode dar vazão à esse amor se tudo e todos ao seu redor vão condena-la? Eu acredito que Emily seja a típica adolescente modelo que não é tão modelo assim. Em seus pensamentos é perceptível a vontade que tem de agradar seus pais deixando de lado à si própria garantindo-se uma vida sem graça. Apesar de tê-la achado um tanto dramática de mais, tambem não culpo a autora pelo uso da melodramaticidade já que a personagem parecia precisar daquilo.

Arya Montgomery, me desculpem mundo, foi a personagem que menos gostei. Em todos os quatros livros não senti evolução em sua história mesmo quando parecia estritamente necessário. Pelo contrário, por ela (e apenas ela) devo retirar o que disse sobre o lado infantil pois não encontrei sensatez em suas atitudes. Entendo o fato de Arya não querer expor o caso extra conjugal de seu pai, mas francamente, suas atitudes para com a amante foram indignas ressaltando um lado um pejorativo do adolescente rebelde sem causa. Foi frustante acompanhar os capítulos de sua narração.

E por fim temos Spencer Hastings que ganhou o título de personagem favorita. Das quatro, acredito que Spencer foi minha favorita em todos os sentidos inclusive nos defeitos. Spencer é a nerd que faz de tudo para agradar os pais sem sucesso participando de uma disputa nada amigável para preferência dos projenitores com sua irmã Melissa. Durante os capítulos de Spencer eu senti de tudo um pouco: amor, ódio, carinho, pena… A relação familiar da garota que houve momentos que quis entrar no livro apenas para estapear seus pais. De todas as formas possíveis sr. e sra. Hastings foram desprezíveis com Spencer, que tudo que gostaria era ser tratada de maneira igualitária. Tão complexo e tão avassalador que eu achava que estava acontecendo comigo.

Pretty Little Liars> é uma série para sair da zona de conforto. São livros que chocam, divertem e emocionam. Tanto, que esse primeiro arco li ainda no ano passado, mas impactou-me tanto que não consigo me esquecer dele. Eu amei essa obra. E super indico a todos que querem um livro muito além do esperado também.

( Resenha ) Guerra À Ruína · Jonas de Souza

Minhas caras Corujinhas. Abram suas asas e se preparem pois vamos embarcar em uma aventura época destinada a mudar vidas para sempre.

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Título: Guerra À Ruína

Autor: Jonas de Souza

Páginas: 521

Ano: 2018

Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Com o avanço tecnológico, finalmente os corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele, até então pensado como ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso. No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou apaixonada por fantasia. Existem histórias que são tão bem feitas que você acredita que são reais, que podem ter existido de verdade. Guerra À Ruína de Jonas de Souza foi um livro que entrou nesse parâmetro por simplesmente ter sido diferente do que esperava para ele. A obra me surpreendeu em todos os aspectos, me proporcionando uma leitura fantástica com todas as faces que a palavra permite.

Livros únicos são uma coisa rara e quase nunca conseguem ser totalmente bem-feitos principalmente se tratando de uma fantasia (e de ficção-científica que marca grande presença neste livro). É fácil acabar uma obra nesse molde e ficar com aquela sensação de estar faltando algo. Mas em Guerra À Ruína, isso não ocorre assim como não ocorre a velha procrastinação que muitos autores se permitem. O autor soube dosar bem o número de páginas pela história que estava contando. Dessa forma, consegui me aprofundar melhor na história seja lidando com o lado mais ativo das ações do personagem, seja pela passividade que vem pelos pensamentos.

Mas o ponto que mais me deixou entusiasmada com a narrativa, por incrível que pareça, foi a história “não-contada”: a história que aconteceu antes do livro. Sempre gostei muito da maneira com o qual uma história se inicia contando como se chegou naquele ponto. A história de Asatana e todo o contexto que proporcionou o início da guerra foi espetacular. Foi onde o autor mais me surpreendeu, ele não se poupou à repetir um clichê, mas sim inovar transformando algo normal em extraordinário.

E por fim, mas não menos importante, gostaria de dar ênfase nos personagens. Quando um autor escreve partilhando o protagonismo sem criar casal, normalmente se perde uma característica essencial que é a singularidade.  Octávio, Álex e Azai não caem nessa cilada parecendo um conjunto de alguma coisa. Cada um mantém a personalidade. Talvez pela disparidade social entre eles, absorvem o mundo e a guerra de modos diferentes. Isso cria no livro um efeito de multiverso: Não são todos iguais, são homens forjados a enxergar diferente e consequentemente à lutar por coisas diferentes.

Guerra À Ruína foi um livro surpreendente. Falando fracamente, não esperava tanto da obra e estou grata por isso. Eu indico essa obra a todos aqueles que gostam de fantasia, mas principalmente aqueles que querem algo à mais no gênero.

( Resenha ) Quando A Noite Cai · Carina Rissi

Minhas sonhadoras Corujinhas, fechem seus olhos e deitem em suas camas pois hoje vamos navegar através de sonhos e descobrir uma história de amor mais forte que a morte.

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Título: Quando A Noite Cai
Autora: Carina Rissi
Editoras: Verus
Páginas:
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos… e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar…

Não era qualquer olhar, mas aquele que devassa a alma, que não é capaz de fugir nem de esconder nada, pois a intensidade destróitodas as barreiras.

 

Carina Rissi é uma das minhas autoras nacionais favoritas e seus chick-lits sempre me fazem chorar de rir. Quando A Noite Cai é o sétimo livro que leio da autora. Normalmente não costumo comparar obras com semelhantes, mas quando se trata de autores, não consigo evitar comparar a construção de um livro para outro. Por esse motivo acredito que não caí de amores por este livro. Depois de tantas obras lidas da autora e sabendo da sua capacidade de surpreender, eu realmente esperei muitos mais elaboração em certos aspectos e me decepcionei com este livro.

Dona de uma escrita fluída e divertida, Rissi continua me fazendo rir bastante, o que é incomum já que poucos autores conseguem esse efeito. Dosado de maneira correta, existe leveza e dureza nas horas que ambas as coisas precisam acontecer. Por isso, a narrativa do livro  se torna bem construída por dar ao leitor ao leitor aquilo que ele precisa sem nocauteá-lo com elementos desnecessários. Nesse ritmo, ela vai nos apresentando seus personagens que vêm de modo cativante. Em meio a contextos, que variam as situações mais cômicas aos escuros segredos dos personagens, o livro se desenolve de modo rico e criativo não somente pelo humor, mas também por toda mitologia envolvida.

Essa é a diferença entre fantasia e realidade: a vida te frustra a todo instante enquanto a fantasia te entorpece com suaves doses de falsas esperanças.

Contudo, estamos falando de um romance, certo? E por esse motivo acabei não gostando tanto do livro. Apesar de ter amado conhecer Briana e Gael separadamente, juntos não tive o mesmo efeito. Não consegui shippar o casal de modo que não me perdi nas linhas e muito menos soltei coraçãozinhos pelos olhos. Por se tratar quase que um amor à primeira vista, acabei não tendo a emoção de me apaixonar por eles ao mesmo tempo que ambos o faziam. Foi como observar de longe o amor de dois passarinhos: é muito fofo, mas apenas isso. O romance foi a parte mais fraca do enredo, onde senti o muito do mesmo e bem pouca originalidade.

O que mais me agradou no livro, foram os sonhos de Briana e toda mitologia envolta deles. Esta em especial foi muito bem aprofundada onde fiquei de queixo caído com algumas histórias e louca para conhecer a Irlanda (mais um país para lista ☺). E quanto aos sonhos, foram muito bem criados, e para uma história contada em tão poucos capítulos — são oito ou nove que cumprem esse papel —, foram suficientes para não apenas dar mais amparo a história principal como também atiçar ainda mais a curiosidade do leitor.

Quando A Noite Cai foi uma leitura gostosa mesmo se tratando de um clichê. É um livro para quem gosta de romance e drama, mas principalmente de alegrias e boas risadas. É um livro de ficção para todas as idades e claro, para todos aqueles que amam um bom conto de fadas.

Porque eu queria marcar alguém dessa forma. Continuar existindo mesmo depois do fim. E me peguei pensando que os alquimistas não tinham entendido. Não existia um elixir da vida que trouxesse a imortalidade. É o amor que torna alguém imortal.

( Lista ) 05 séries que todos precisam ler.

Olá amores, como vão? Hoje é dia de lista e a Keth (Parabatai Books), minha parceira no blog e no assunto listas, sugeriu indicar as melhores séries que lemos. Vou focar nas séries com mais de quatro tentando não repetir indicações anteriores (como Harry Potter 😂). Lembrando amores que vocês sempre podem dar sugestõe que vamos trazer sempre que possível. Então vamos lá?

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dezesseis luas1. Beautiful CreaturesMargaret Stohl e Kami Garcia.

Popularmente conhecida como Dezesseis Luas, a série Beautiful Creatures é para aqueles que amam uma boa fantasia com uma pitada de romance. São quatro livros ao todo que irão contar a história de narrado por Ethan Wate que se apaixona por Lena, uma Conjuradora a espera de seu aniversário de dezesseis anos onde terá que escolher entre a luz ou as trevas. E apesar de parecer ser uma história bobinha, o livro apresenta um enredo cativante que vai muito além do romance. Os personagens são bem construídos, a história muito bem elaborada e muitas reviravoltas alucinantes, além de uma boa dose de comédia e muitas referências.

 

cidade dos ossos2. Os Instrumentos MortaisCassandra Clare.

Um dos pontos fortes de Os Instrumentos Mortais é que nada é concentrado em um único personagem. Existem várias histórias paralelas a principal que compõem o enredo de forma espetacular. Clare consegue dinamizar os seis livros sem que nada pareça forçado de mais. E além disso, junta em uma mesma fantasia várias classes sobrenaturais que dão uma visão única para a história. Com um universo muito bem explorado, a autora cria uma versão de mundo bastante verossímil aliada à belos plost’s, um romance sensual e cenas de ação de tirar o fôlego.

 

 

a-mediadora-a-terra-das-sombras.jpg3. A MediadoraMeg Cabot.

Foi uma das primeiras séries que eu li e me apaixonei. É uma série mais adolescente que gira em torno de Suzannah uma garota que tem a capacidade de falar e esmurrar os mortos. Uma das coisas mais interessantes sobre essa série é que a Meg não tem uma narrativa enrolada tão comum às séries mais longas. Pelo contrário, a autora consegue dar fluidez ao livro de mod que ele tenha a proporção correta. O que deve acontecer acontece sem procrastinação. E apesar de ser uma série rapida, é cheia de otimas situações e tiradas. Eu recomendo muito, principalmente a todos que querem sair daquela ressaca.

 

o duque e eu4. Os Bridgertons Julia Quinn.

Ahhh Julia Quinn, como não amar. Comecei a ler romances de época por conta dessa autora magnifica, muito embora já houvesse lido alguns antes. Quinn foi a primeira autora que realmente me fez suspirar lendo seus romances. A série Os Bridgertons publicada pela Arqueiro e ainda hoje é minha favorita da autora. Quinn tem uma capacidade extraordinária de criar mundos  e persianagens que fazem a diferença. O bom dessa série é também que você não precisa ler todos os livros para entender o que a autora quer te passar. São livros independentes entre si, mas que juntos tornam-se bem especiais.

 

screenshot_2016-05-22-10-37-28-1.png5. GoneMichael Grant.

Uma das melhores séries de fantasia e ficção cientifica que li em toda minha vida, Gone tem um ritmo intenso que mistura ação,politica e romance. Michael Grant construiu uma série de proporções épicas mesmo lidando quase que exclusivamente com crianças. Em seus seis livros aborda temas como solidão, fome, medo, mentiras, doenças e esperança. O único problema é que só posso indicar essa serie aqueles que buscam fazer leituras em inglês pois o ultimo livro Light nunca foi publicado no Brasil pela editora Record. Mas quem puder leia. Vale muito à pena.

 

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Então corujinhas, essa foi a lista deste mês, espero que tenham gostado. E vocês? Quais series vocês indicam para mim? Beijos.

( Resenha ) O Beijo do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 03

Minhas guerreiras Corujinhas, abram suas asas e empunhem suas espadas porque hoje nossa viagem pelos segredos do vencedor chegará ao fim em uma batalha épica onde a maior arma será sua astúcia.

OBeijoDoVencedor

 

Titulo: O Beijo do Vencedor
Titulo Original: The Winner’s Kiss
Série: A Trilogia do Vencedor #03
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 448
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?

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O final que tanto aguardei para A Trilogia do Vencedor veio recheado de tudo aquilo que eu esperava para ele. Apesar de já ter a obra em mãos, esperei quase três semanas para lê-la. Minha expectativa estava bem alta e eu sabia que simplesmente ia estragar toda minha diversão. Mas assim que comecei tudo começou a borbulhar dentro de mim e o sentimento de estar lendo algo extraordinário só cresceu assim como a trilogia o fez a cada livro.

Marie Rutkoski criou uma história narrada para se tornar épica. De modo fluído, flexível e arrebatador a autora envolve-nos para que o peso das páginas não seja sentido. Foram horas de leitura, mas o cansaço não me tomou. Houve uma grande evolução na maneira de relatar os fatos. Mais densa e poética, Marie renovou sua história mantendo todas as peças em seu lugar dando ainda mais forma ao brilhante jogo de poder criou. O que era uma narrativa mais simples em sentimentos e ações, se tornou mais pesada em pensamentos e estratégias sem nunca deixar de lado a natureza energética que guiou toda trilogia. O livro traduz batalhas incríveis com armas ou não, traduz o amor mesmo quando nada esta a seu favor, mas principalmente traduz a coragem de se levantar depois de ser destruído porque desistir não deve ser uma opção quando lutamos por aquilo que achamos ser o certo.

Uma menina orgulhosa. De coração duro, nobre. E cheia de mentiras e mentiras.

Os personagens que antes transbordavam pelas palavras de Marie agora se tornaram físicos. Não tem como descrevê-los sem dizer o quão intensos eles se tornaram. Kestrel está marcada para sempre dentre minhas protagonista favoritas. O modo com o qual ela evoluiu foi extraordinário. Primeiro Kestrel era uma aristocrata arrogante refém do futuro que os outros esperavam, então virou princesa presa em uma torre que mais uma vez foi forjada por outras mãos. Mas sua jornada culmina para não somente ser uma prisioneira  como também para ser uma guerreira. Dessa forma, Kestrel vai de um sentimento à outro: força, fragilidade, medo, coragem, amor, ódio… Toda essa dualidade entra em conflito para quebra-la. Mas da junção dos cacos surge uma nova Kestrel mais forte e mais preparada para lidar com os desafios.

Não posso dizer que gostei de Arin do mesmo modo que de Kestrel. Houve mais baixos que altos à seu favor na trilogia. Mas não posso negar que ele foi inegavelmente bem construído. Apesar da sua cegueira, vejo bastante racionalidade em sua personalidade. Toda sua vida foi moldada para lhe despertar desconfiança. Então como confiar em alguém que deveria ser sua inimiga. Arin não sabe, mas a partir do momento que deixa de lado a razão e passa a confiar na sua intuição ele percebe que não é apenas o lugar de onde as pessoas vêm, mas sim quem eles  decidem querer ser.

Todos os pedaços dela sendo colocados no lugar, na imagem de um mundo perdido. O menino que descobria essa imagem. A menina que a via reluzir e cintilar, e entendeu, então, o que sentia.

Toda a trama é bem desenvolvida principalmente onde ela pede para ser assim. Começando pelo romance de Kestrel e Arin que foi apaixonante. Os dois se reencontram depois de tantas provações e diferente do que se possa imaginar não existe pressa em juntar o casal, pois não cabe acelerar o amor na história. Arin respeita ela esperando o tempo necessário para que Kestrel encontre sua força mais uma vez; ele a que inteiramente, não apenas uma parte de sua alma. E assim como não existe pressa no romance, o mesmo não se aplica a guerra que os envolve. Cada cena é e bem trabalhada para que nos sintamos parte dela, como guerreiros lutando por uma causa. O sentimento que fica é que apesar do medo, a esperança de conseguir uma vida melhor é mais pulsante em nossos corações.

O Beijo do Vencedor foi um livro fantástico mostrando a capacidade de Marie Rutkoski se reinventar para dar um final exuberante à sua trilogia. Os segredos e o romance vão inevitavelmente atrair o leitor. Entre mentiras e verdades, a trilogia evolui para surpreender. Indico esses livros a todos que querem ser arrancados de si mesmo, para tomarem as vidas dos personagens sentindo na pele cada uma de suas provações.

Às vezes, uma verdade nos oprime com tanta força que não dá para respirar.

( Personalidades Exemplares) Arthur Conan Doyle.

O gênero suspense sempre foi um dos meus grandes favoritos. Segredos, tramas intricadas e personagens sagazes são o que fazem de seus livros tão únicos dentro da literatura. O grande nome de todos os tempos da literatura mundial com certeza é o genial Sir Arthur Conan Doyle que contribuiu para o crescimento e formação dessa categoria tão queridinha entre leitores. Arthur_Conany_Doyle_by_Walter_Benington,_1914

Nascido de um pai inglês e mãe irlandesa na Escócia em 22 de maio de 1859, Arthur Ignatius Conan Doyle estudou em um colégio jesuíta sendo que mais tarde rejeitou o cristianismo tornando-se agnóstico (). Em 1876 à 1881, estudou medicina na Universidade de Emburgo. Enquanto estudava, começou a escrever contos aos quais sua primeira obra foi publicada antes de completar os 20 anos, aparecendo no Chambers’s Edinburgh Journal.

Em 1882, Conan Doyle não obtia grande sucesso com o trabalho e enquanto aguardava a chegada de pacientes voltou a escrever suas obras. Mas foi apenas em 1887 que teve seu primeiro livro com desempenho notável quando Um Estudo Em Vermelho foi publicado no Beeton’s Christmas Annual. Foi a primeira vez que seu mais icônico personagem apareceu. downloadSherlock Holmes era parcialmente baseado em seu professor da época de universidade, Joseph Bell, que possuía um talento incrível para desvendar doenças e seus causodores à partir de pequenos detalhes. Conan Doyle utilizou de seu senso de dedução, interferência e observação para construir a personalidade do detetive. Alguns autores também sugerem  como influência para Holmes um personagem de Edgar Allan Poe , C. Auguste Dupin.

Com o bom inicio da carreira como escritor, as futuras histórias de Sherlock Holmes foram publicadas na inglesa Strand Magazine. Apesar de cada vez mais o detetive ganhar o gosto do público, Conan Doyle o considerava menos importante que seus livros históricos. Para ele trabalhar em Sherlock o privava de se concentrar outras coisas o que acabou por leva-lo à matar o detive em 1893 em uma luta com o rival James Moriarty à beira das Cataratas de Reichenbach. Contudo as manifestações de desagrado do público fez com que o escritor trouxesse o personagem de volta na história A Casa Vazia, com a explicação de 6699667que apenas Moriarty havia caído, mas como Holmes tinha outros inimigos por isso fingiu estar “temporariamente” morto. Com isso, Holmes apareceu em um total de 56 pequenas histórias e quatro livros, escritos por Conan Doyle (ele apareceu em vários livros e histórias por outros autores).

Mais tarde depois de perder parte da família após a Primeira Guerra Mundial, o já Sir Arthur encontrou consolação apoiando-se no Espiritualismo. Esse envolvimento levou-o a escrever sobre o assunto, tornando-se um de seus maiores divulgadores e defensores. No auge da fama, em 1918, enfrentou todos os céticos e publicou A Nova Revelação, em que manifesta a sua convicção na explicação espírita para as manifestações paranormais estudadas durante o século XIX, e inicia uma série de outras, em meio a palestras sobre o tema. Os seus trabalhos sobre o tema foi um dos motivos pelos quais As Aventuras de Sherlock Holmes foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde. O ator russo Vasily Livanov receberia uma Ordem do Império Britânico por sua interpretação de Sherlock Holmes.

No dia 7 de julho de 1930  Conan Doyle foi encontrado apertando seu peito nos corredores da Windlesham, a sua casa em Crowborough, East Sussex. Morreu de ataque cardíaco aos 71 anos. Sua casa agora se encontra vazia com os fãs lutando para mantê-la bem conservada e em Crowborough Cross, Crowborough há uma estátua em honra a Conan Doyle em  onde ele viveu por 23 anos. Também há uma estátua de Sherlock Holmes em Picardy Place, Edimburgo, Escócia, próximo à casa onde Conan Doyle nasceu.

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Ilustração de Sherlock Holmes, Watson, inspetor Lestrade e uma moça a quem tentavam ajudar.

Através da trajetória de altos e baixos que marcou o caminho de Cona Doyle pela vida e escrita podemos definir que ele foi o propulsor do suspense policial com conhecemos hoje. As aventuras de Sherlock Holmes ganharam notoriedade pela forma única que foram escritas reformando o gênero. É possível perceber a grande quantidade de histórias que ainda usam os mesmos elementos de Conan Doyle: Dois detetives que também são amigos inseparáveis, os detalhes que fazem a maior diferença, a incerteza dos vilões. Arthur Conan Doyle marcou o mundo com suas idéias e estando para sempre no hall dos autores inesquecíveis.

( Resenha ) Em Algum Lugar Nas Estrelas · Clare Vanderpool

Minhas sonhadoras Corujinhas, abram suas asas para alçar vôo aos céus para uma jornada pelas estrelas e pelos desejos que se escondem no coração de dois garotos que precisam se descobrir e se encontrar.

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Título: Em Algum Lugar Nas Estrelas
Título original: Navigating Early
Autora: Clare Vanderpool
Editora: Darkside Books
Páginas: 272
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Jack Baker se vê praticamente ao fim da Segunda Guerra Mundial, mas sem motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine onde conhece o enigmático Early Auden.
O que começa como uma improvavel amizade, acaba por se tornar algo mais quando os dois partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache em uma aventura Em Algum Lugar Nas Estrelas. Esta é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso.

☆ ゜・。。・ ゜ ★ ゜・。。・゜ ☆

Então percebi meu próprio reflexo no vidro. Meu rosto era diferente. Não só por ser mais jovem. Não só porque não sorria. Mas porque o verão passado me ensinou uma lição que, pelo que eu via, o capitão da equipe ainda não havia aprendido: a vida não cabe em uma taça, e nada dura para sempre.

Ler Em Algum Lugar Nas Estrelas estava em minhas meta desde que me deparei com a sinopse do livro em uma resenha no blog Parabatai Books que me deixou encantada com enredo proposto por Clare Vanderpool. É muito raro eu me aventurar pela literatura infanto juvenil pois sempre busco livros com maior profundidade em seu enredo. Mas agora percebo que talvez tenha julgado o gênero um tanto precipitadamente já que tão forte como o nome, este livro me proporcionou uma leitura espetacular sobre o significado real de uma jornada. O livro é narrado de forma simples com maior detalhismo em sentimentos que em situações. Sem tantos diálogos e com parágrafos extensos, a autora conseguiu dar ao leitor uma leitura longe de ser pesada. Essa foi uma das características do livro que mais me surpreendeu. Por ser um livro puxado pro infantil imaginei que seria mais raso, quando percebi menos diálogos e mais sentimentos pensei que ocorreria o contrário; mas ocorreu justamente um meio-termo que deixou a leitura gostosa de ser realizada.

Jack e Early tem uma amizade linda e bem construída onde ambos — principalmente Jack — aprendem um com outro sobre o poder que esse sentimento têm e como ele capaz de nos ajudar a ter uma vida melhor. Tanto Jack como Early tem grandes perdas em seu passado bem como desafios para lidar com a própria vida futuro. Ambos são peixes fora d’água em um mundo onde à sua maneira são diferentes dos que lhe rodeiam. Mas enquanto Jack sente necessidade de se enquadrar, Early sente-se seguro agindo como lhe faz feliz. Quando os dois se encontram, encontram também alguém com quem possam partilhar a virtude de serem eles mesmos. Pois a amizade deve fazer sentir à vontade com aqueles que escolhemos.

Encontrar o caminho não significa que você sempre sabe o que está fazendo. Saber encontrar o caminho de volta para casa que é importante.

O ponto alto do livro é a jornada que Jack e Early que percorrem. Crescer é sempre difícil, pois não é fácil sair do conforto dos laços mágicos da infância e descobrir a vida como ela é em realidade. O crescimento de Jack e Early está unido justamente ambos têm na necessidade de deixar o conforto para trás e perceber que o mundo esta além da ficção. Não que esses laços sejam ruins, mas porque eles nos impedem de seguir em frente. E crescer é amadurecer de todas as maneira todos os dias, pois coisas ruins e perdas aconteceram, mas será nossa decisão descobrir que temos que abandonar antigos sentimentos para abrir caminhos para novos.

Em Algum Lugar Nas Estrelas traz lições para toda vida através da doçura de duas crianças. Entre amizade e procuras, Clare Vanderpool traça uma obra única através dos números e de novas descobertas. É um livro para ser lido em todas as idades porque nunca é tarde de mais para sonhar com as estrelas.

Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.

( Resenha ) O Jogador Nª 1 – Ernest Cline

Olá minhas geeks Corujinhas, abram suas asas que hoje vamos embarcar em uma jornada virtual que promete mudar nossas vidas para sempre e definir o futuro da nova era mundial.

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Título: O Jogador Nª 1
Título Original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: LeYa
Ano: 2012
Páginas: 464
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Quase uma fantasia pela realidade de seus cenários, O Jogador Nª 1 foi um livro despertador de emoções controversas. Raramente peguei um livro em que ao mesmo tempo que amei pelo punhado de coisas que traz, também “detestei” pela brevidade de pontos do enredo. Contudo, o mais curioso é: acredito piamente que vou gostar muito mais do filme que do livro muito embora minha avaliação deste não tenha sido negativa.

Ernest Cline conduz um livro que entra pelos viés de fantasia e sci-fi, neste último abrangendo o universo Geek e obviamente o caos comum as distopia. Por ter tantos moldes, a narrativa de Cline é mais densa e explicativa que uma ficção comum. Apesar de perceber o intuito de deixar claro as ações e vontades dos seus personagens, achei um tanto morna pois certas cenas foram exaustivamente longas com explicações para tudo e quando eu digo tudo quero dizer tudo mesmo. Gosto de livros com ótimas narrações, mas nesse senti um certo exagero que acabou tornando o livro enfadonho em algumas partes.

Contudo, apesar disso, gostei da narrativa de Cline (como disse, sentimentos contraditórios) pois ela trouxe elementos para dentro do livro que nunca tinha visto antes. O universo geek é imenso e foi explorado por diversas faces, mas raramente pelo seu início. A onda de tecnologia começou nos anos 80 em uma era que abrangia os fliperamas, os filmes de ficção cientificas e as músicas de discoteca. Tudo isto foi muito bem explorado pelo autor que recriou divinamente bem os costumes antigos. A pesquisa que embasou a vida de Halliday e o caminho para encontrar seu Easter Egg foi permeada por referências. Essas cenas fizeram o livro criar um calorzinho no meu peito pois apesar de não ter vivido nessa época, sou apaixonada pelas músicas e games (se você nunca jogou o PacMan, Boomberman ou Mário Bross precisa viu?) que marcam os anos dourados. Isso ajudou a construir o cenário, os desafios e a ideia central de viver ao lado da tecnologia.

Como toda distopia, O Jogador Nª 1 tem por base o mundo tomado pelo caos que é provocado pelo próprio homem. Mas esse livro toca em um ponto muito importante que faz parte de forma inexorável da vida humana. A tecnologia se faz cada dia mais presente e necessária de modo que pouco o interesse pelo mundo real começa a diminuir. Com tanta fome, miséria e destruição é muito mais fácil entrar de cabeça em um ambiente neutro que enfrentar a realidade. Mas a verdade que fugir nunca é opção e o mundo nunca vai melhorar se a gente não fizer isso por ele. Essa é a grande lição do livro.

Mas voltando as contradições, eu esperava mais do final da obra. Algo em mim gritou: Só isso? Mentira? Faltou mais explicação do que poderia ter acontecido depois. Que todo o trajeto não foi em vão. Fiquei frustada pela brevidade do final e até pesquisei sobre uma continuação para descobrir que é o mesmo universo mas não os mesmos personagens. Obrigado Ernest!

O Jogador Nª 1 foi um livro controverso com pouca explicação, mas muita história. Apesar dos defeitos é um bom livro que apenas não atingiu o máximo de seu potencial. Eu indico esse livro para uma leitura sem pretensões. Todo nerd vai amar e todos aqueles que querem entender mais do mundo Geek vai se sentir acolhido pela enormidade do mundo de Ernest Cline.

( Anatomia Literária ) Capa e Curiosidades de Academia de Vampiros.

Oiii Corujinhas lindas. Hoje é dia de mais um seu, um meu, um nosso Anatomia Literária. Estava com uma saudade enorme de desvendar os segredos das capas e curiosidades sobre o rosto dos livros. Para começar com chave de ouro o post de hoje foi uma sugestão da Lara do blog Amor Literário e Recomendações, que respondeu um pedido sobre quais séries ou livros vocês gostariam de ver. Espero que tanto ela como todos amém esse post. Vamos começar?

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As Capas
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A série Academia de Vampiros possui 06 obras com teor sobrenatural. Foi lançada no Brasil pela editora Agir e bombou, afinal de contas esteve em alta na época em que os sobrenaturais de caninos afiados faziam sucesso no nosso país e mundo afora. As fotos utilizadas nas capas Brasileiras são as mesmas originas americanas. Mas o detalhe importante, que tenho que admitir que fiquei confusa com a decisão da editora, foi o fato que eles modificaram um pouco da ordem entre elas de modo que elas não são compatíveis. Correlacionando Brasil e EUA, no Br a capa 1 equivale à 3 e vice-versa. As outras permanecem as mesmas.

Os títulos das obras não foram mudados, apenas os segundo, mas sinceramente eu prefiro o nacional que dá mais sobriedade da obra. Na ordem de publicação: Vampire Academy se tornou Academia de Vampiros — O Beijo das Sombras; Frostbite (ulceração produzida pelo frio) se tornou Aura Negra; Shadow Kiss (O Beito das Sombras) virou Tocada pelas Sombras; Blood Promise manteu o significado virando Promessa de sangue. Spirit Bound (Espírito Ligado) que mudou provavelmente por semântica para Laços do Espírito; Last Sacrifice que manteve como O Último Sacrifício.

Em relação aos personagens apontados nas capas, é curioso descobrir que a própria autora teve dificuldade de entender quem é quem — e vamos combinar que esta é uma situação bastante engraçada. De qualquer modo, não existe muitas semelhanças entre os personagens e as representações, então tentar descobrir quem é quem é mera especulação. Em O Beijo das Sombras, Promessas de Sangue, Tocada Pelas Sombras e O Último Sacrifício vemos Rose a protagonista série. Em Aura Negra novamente temos Rose acompanhada por Cristhian, pois ele sem olhos vermelhos não pode ser Dimitri e é muito novo para ser Isaiaah. Em Laços de Espírito é Lissa e Dimitri. E por fim as capas são unânimes ao mostrar abaixo dos rosto os portões da Academia.

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Curiosidades
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🔸 Em 2014 o livro foi adaptado para os cinemas pelo estúdio Diamond com Zoey Deutch no papel principal.

🔸 O livro envolve mitologia e tem como personagens diversas espécies de vampiros sendo estes vivos, mortos e híbridos.

🔸Humanos também estão presente com poderes na série sendo chamados de alquimistas, possuem diversos truques e técnicas e uma tatuagem no rosto que lhe dão proteção. Mas na mitogia original alquimistas são cientistas que tentam transformar prata em ouro.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje. Espero que tenham gostado. Se quiserem ver mais posts como estes basta clicar na aba da categoria aqui do lado. Beijos.

( Resenha ) A Cidade Murada · Ryan Graudin

Minhas aventureiras Corujinhas, abram suas asas para os ventos do oriente pois hoje nossa viagem será pelas muralhas de uma cidade vertical e inóspita para desvendar seus segredos e descobrir o que se esconde sobre a escuridão de seus prédios.

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Título: A Cidade Murada
Título original: The Walled City
Autora: Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Ano: 2015
Avaliação:⭐⭐⭐⭐⭐❤Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho.
Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

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Conheci o livro A Cidade Murada através do canal do Victor Almeida, o Geek Freak. Apesar da capa horrosa e sem graça, o título despertou minha curiosidade pois realmente quis descobrir o que era a cidade murada e que tipo de segredos ela guardava. O que não podia esperar era que a história fosse ser tão real. Imaginava que seria uma ficção, mas encontrei um drama arrebatador sobre a humanidade.

A premissa da história é forte, mas é interessante ver como a autora não pesa na narrativa fazendo-a transcorrer livremente mas abastecida de significância. Fluída como água, Graudin expõe detalhes e sentimentos como poucas autoras na atualidade conseguem fazer. Uma coisa não se sobrepõe a outra e vice-versa. Existe um equilíbrio perfeito ao qual pequenos espaços surgem para serem preenchidos com respostas mais a frente. Isso acontece com tanta autoridade que o livro de 400 páginas têm peso de 200. Demorei apenas um dia para lê-lo, o que foi maravilhoso já que este é um daqueles livros para serem lidos de uma vez.

Narrado em contagem regressiva, a história se desenrola sem pressa e sem lerdeza contando a história de três diferente jovens. Mas basta aprofundar na leitura que percebe-se que o foco da autora não é realmente contar sobre suas vidas, e sim conta como suas vidas foram modificadas pelas muralhas de Khan Nam. A cidade está viva ganhando espaço para surgir como uma força avassaladora. Estamos em um mundo impermeável aos horizontes, criando suas próprias leis. Desse modo, o submundo das drogas e do tráfico presentes em nosso mundo ganham imersão em Khan Nam se tornando a primeira camada.

Nesse cenário devastado e esquecido surgem os personagens principais que apesar de novos (15-18 anos) são marcados por seus passados. De todas as coisas que me chocaram no livro, foi a realidade quase perfeita com o qual Graudin conseguiu trabalhar os três. Mesmo que não baseadas em fatos, os três enredos foram minimamente embasados no que sabemos sobre o mundo. Temos duas irmãs que sofriam nas mãos de um pai irado e bebado obrigadas a se separar, mas sem jamais desistirem uma da outra. E um rapaz rico que precisa enfrentar as consequências de suas escolhas. Dessa forma, realidade e ficção se unem para nos provar o quanto a literatura está próxima à nós.

A Cidade Murada de Ryan Graudin é uma obra para ser lida e absolvida. É uma ficção que transborda a realidade pela força que possuí. Indico essa obra à todos sem excessão, mas principalmente à todos aqueles que precisam de um choque de realidade.

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Curiosidade

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A Cidade Murada é baseada em uma cidade real conhecida como A Cidade Murada de Kowloon que existiu na China antes de ser demolida e transformada em um parque em meados dos anos 1990. Conhecida como a maior favela vertical já existente, a cidade era um grande bloco sólido de edifícios em ruínas, variando em altura possuindo cerca de 33 mil residentes dentro de seu território de apenas 0.3 km².