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( Resenha ) The Kiss Of Deception · Mary E. Pearson · As Crônicas de Amor e Ódio 01

Olá Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa da liberdade e preparem seus corações para diferentes emoções porque hoje nossa aventura será pelo coração de uma princesa e as límpidas terras de seu reino.
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Título: The Kiss Of Deception
Trilogia: As Crônicas de Amor e Ódio #01
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Páginas: 406
Ano: 2014
Avaliação: ⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse:Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

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Quando comecei a ler The Kiss Of Deception como parte da #Fantastona2017, eu tinha altas espectativas com o estaria me aguardando. Já havia começado as três primeiras páginas uma porção de vezes, embora nunca tenha me empolgado com a leitura. Mas influenciada pelo tanto de falares bem sobre a obra, adicionei o livro na minha tbr para finalmente contempla-lo. Porém, a verdade é que acabei recebendo mesmo um beijo de decepção pois não consegui gostar da obra achando-a apenas um pouco mais que razoável.

Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.

Mary E. Pearson tem uma narrativa morna e cansativa. O livro não fluiu com facilidade pelo exagero de detalhes que possui. Escrever cenas descritivas é um trabalho no mínimo complexo. Principalmente em livros de características fantásticas que por natureza — por serem um mundo novo — acabam exigindo mais do escritor pela falta de base que possuí. É preciso ter cuidado para não ficar nem muito breve, nem muito pesado. Pearson enreda pelo segundo caminho oferecendo tantos detalhes desnecessários que dificultam o caminhar da obra. Empurrei com a barriga boa parte do livro por essa característica.

Pode-se levar anos para moldar um sonho, mas é preciso apenas umafração de segundo para despedaçá-lo.

Outro grande problema do livro são os personagens principais. Narrado em primeira pessoa por Lia, o Príncipe e o Assassino eu não senti muita diferença entre as narrações assim como nas personalidades dos três principalmente os rapazes. Faltou (além da motivação de cada um) características pessoais mostrassem o que os fizessem diferentes. De certo modo, não consegui me apegar à nenhum personagem por conta disso.

Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

Falando individualmente, a única pessoa que me proporcionar sentimentos foi Lia, mas estes também não se mostram positivos. Lia foi uma personagem mimada e egoísta desde o princípio. Não a odeio, mas também não gostei de suas atitudes. Não é preciso ser um gênio para descobrir o que humilhação e quebra de contratos podem acarretar, ainda mais em um mundo de reinados. Por esse motivo, quando finalmente Lia entende as consequências de sua fuga só consegui pensar: Agora? Sério? Dessa forma, apesar de — como mulher — entender os motivos de Lia, não consigo lhe dar razão. Fugir quando as reações só se jogam contra você é uma coisa, mas quando afetam outras pessoas é outros quinhentos.

Você não está vivendo nem mesmo uma vida. É um assassino. Você se alimenta do infortúnio de outras pessoas e rouba vidas que não lhe pertencem.

Os pontos positivos de The Kiss Of Deception estão infelizmente nos laços que ela não teve muita preocupação em desenvolver. Apesar do motivo fútil de origem para a história, o desenrolar dos acontecimentos e as perguntas que vêm com ele fazem o livro pular de razoável para bom. Existe história por baixo de tudo aquilo pois os reinos envolvidos parecem ter abundantes segredos à enfrentar. Apesar da minha insatisfação com várias coisas, também fiquei ansiosa para o que estava por vir e o que seria revelado. Foi essa curiosidade que me manteve na leitura.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo agrandeza.”
“Algumas coisas duram.”
Encarei-o.
“É mesmo? E exatamente que
coisas seriam essas?”
“As coisas que importam.”

Como podem perceber, The Kiss Of Deception foi uma leitura de mais baixos que altos. Não tenho certeza se um dia vou ler a continuação, mas se o fizer espero mais do próximo. Por enquanto, só posso dizer que pessoas são diferentes: se você quiser ler o livro vai em frente! Eu te desejo uma experiência literária bem melhor que a minha.

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| LIVROSOFIA | Porque é difícil indicar um livro?

Oii gente, como vão? Hoje é dia de post novo no blog que vem recheado de novidades para os próximos meses. No “Livrosofia”, como o próprio nome sugere, vou filosofar um pouco sobre os livros, leituras e leitores todo esse universo mágico que amamos! Serão posts que vão falar de tudo um pouquinho: desde a história de como foi surgindo os livros e o poder que eles tem, até as curiosidades mais loucas passando também pelas dificuldades, desafios e manias dos leitores. Espero que todos vocês gostem desses posts novos e se divirtam conosco.

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Para iniciar, vou começar com um tópico que a primeira vista parece bem estranho: dificuldades em indicar livros. Apesar quando sempre somos perguntados a famosa frase me indica um bom livro? temos uma obra na ponta da língua, é difícil saber ao certo se a pessoa se interessou ou não, ou se ela gostou ou não gostou mesmo modo que a gente. A não ser que você conheça bem os gostos de alguém, indicar é sempre um desafio, pois ficamos sempre pensando em que tipo de obra agrada aquela pessoa. Afinal de contas, todo mundo pensa diferente e gosta de coisas variadas (essa é a graça da vida, certo?).

Existem livros diferentes porque existem diferentes tipos de pessoa. A não ser que alguém seja um mundo de ecleticidade, ela não vai gostar de tudo que põe as mãos e os olhos. Os pontos que compõe o livro têm uma função diferente para cada leitor. Seja gênero, desenvolvimento, personagens e moral da história, cada um desses ítens irá ter um papel fundamental para a concepção do que é um livro bom ou não. A exemplo disto, pode-se afirmar que nem todos os leitores que gostam do gênero suspense suspense vão gostar de todas as obras que lêem. Pois, um leitor que gosta de um suspense que tenha bastantes ações a nível de periculosidade, dificilmente irá gostar de um suspense mais dramático onde a narração além de mais pesada é concentrada nos personagens e em seus sentimentos. Além disto, quem nunca encontrou aquele leitor que diz não gostar de uma obra famosíssima e ficou chocado por isso? Como alguém pode não gostar daquela obra que amamos com todo o coração?

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Cada um pensa de uma maneira diferente e ninguém é obrigado a seguir a regra da maioria e gostar de algo que esta fazendo sucesso. Nós somos formadores de nossa própria opinião pois é nosso cérebro e coração que estão trabalhando arduamente para entender os rumos de uma história. Mesmo que alguém nos indique uma obra fantástica, não significa dizer que precisamos gostar dela. Significa apenas que temos personalidade para ir contra a opinião. E a pessoa que indica o livro precisa saber que o receptor da indicação tem suas próprias nuances aceitando sua concepção final.

Dessa maneira, indicar um livro é uma tarefa ao mesmo tempo simples e complicada. Dizer o nome de uma obra boa é fácil, mas fazer com que ela surta o efeito esperado é difícil. Não digo que devemos deixar de indicar livros ou parar de pedir indicação, afinal de contas é isso que eu mesma faço neste blog para todos meus amigos. Mas informo que cabe aos que desejam uma indicação filtrar as palavras dos indicadores, para que encontre seu livro perfeito e não sofra decepções.

Bem gente. O post de hoje foi este, espro que tenham gostado, mês que vem tem mais um Livrosofia e em breve vou deixar a categoria clicável para vocês. Beijos!

| PERSONAGENS INESQUECÍVEIS | Cristhian Grey – Cinquenta Faces De Um Homem Atormentado.

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Oi gente, tudo bem com vocês?? Hoje é dia de mais um post sobre personagens aqui no blog. Caso você não tenha lido a série Cinquenta Tons de Cinza de E. L. James este post pode conter spoiler, já que meu alvo é o personagem principal dos livros. Então se você esta atrás de alguma resenha (que ainda não tem no blog) sugiro que click aqui e seja direcionado ao blog da minha parceira Keth que fez uma resenha super fofa sobre o livro Grey que conta a mesma história de Cinquenta Tons de Cinza, mas pelo ponto de vista de Cristhian.

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Cristhian Grey é CEO de uma grande empresa. Após conceder a chance de uma entrevista a uma insistente jornalista, Grey é surpreendido quando Anastasia Steele literalmente cai no piso de sua sala em uma chuva de cabelos castanhos. Surpreso pela beleza inocente da mulher, Grey fica arredio e durante a entrevista provoca Ana várias vezes com o intuito de deixá-la desconfortável. Mas devido a sua atração pela moça, várias vezes Cristhian arruma uma maneira de encontra-la embora sempre pontue a ela que permaneça longe dele. Afinal de contas, Grey tem um segredo. Tem gostos sexuais peculiares e pode causar muito mal a Ana se ela deixar que se ele se aproxime dela. Porém, mesmo com o constante lembrete que ambos necessitam ficar longe um do outro, o desejo fala mais alto e Cristhian resolve contar seu segredo: ele é adepto do sadomasoquismo e se Ana resolver aceitar, ele lhe mostrará a linha tênue entre o prazer e a dor. Assim, após o início de um tórrido relacionamento, Grey passa a notar que precisa cada vez mais da doce Ana e que se for necessário mudará sua vida para ficar com ela.

Cinquenta Tons de Cinza foi um livro polêmico que variava de 8 à 80. Em minha opinião, a maior parte das pessoas que reviram os olhos para o livro porque não se dão a chance de conhecer a história. O erotismo misturado com o sado são vistos com maus olhos. Então ao invés das pessoas lerem e tirarem suas conclusões, elas preferem julgar. Digo isso porque era exatamente o que eu sentia antes de ler a obra. Achava que não poderia ser nada mais que um besteirol americano. Então resolvi ler a trilogia e me surpreendi com a história tão bem elaborada por E. L. James. E principalmente, entendi a real natureza de seu personagem principal.

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Antes de ler um livro em que um personagem pareça um grosseirão ou maluco, é sempre bom ter em mente que alguma coisa em seu passado o fez ficar dessa forma. Ninguém nasce louco ou se torna antiamor. A vida das pessoas provocam essa personalidade. Em Cinquenta Tons de Cinza o que mais me surpreendeu foi o quão bem elaborado foi o drama pessoal da vida de Cristhian. O sua infância é um ponto crucial para entender os seus motivos. Espancado e visto sua mãe ser espancada, Cristhian desenvolveu aversão ao toque de certa forma. Ele não consegue enxergar nos atos mais delicados tal delicadeza. Para si, eles significam brutalidade. De modo que o único modo que consegue lidar com isto é através da dor. Onde ele esconde seu horror através da dureza de seu passado.

Era de se esperar que um homem que viu tanta violência na sua infância tivesse aversão a tal situação e não conseguisse infringir dor a ninguém. Mas aqui vejo que ocorre a psicologia reversa. Eu entendo que Cristhian vê que a dor também pode ser fonte de prazer para ambos os lados, e, como que para tentar trocar as lembranças horríveis do passado por novas, Grey usa da “violência” para mostrar a si próprio que ela também pode ser prazerosa.

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O que mais me deixou encantada na trajetória de Cristhian foi quando ele realmente começou a acreditar no amor. Através de Ana, vemos que o personagem é inseguro. Que apesar de toda a beleza e riqueza seu maior medo é ser abandonado e maltratado mais uma vez. Mas com o passar do tempo, em percepção aos verdadeiros sentimentos que Ana sente por ele e que ele sente pela moça, Cristhian troca as incertezas pelo seguro e deixa-se sentir livre de seu passado para tentar ser feliz.

Cristhian Grey é um personagem inesquecível pois ele nos mostra que a alma pode ser curada quando deixamos que outras pessoas façam isto por nós, mas principalmente, quando deixamos que o amor guie nossa vida. 

| PERSONAGENS SENSACIONAIS | Severo Snape – Um homem que fez de tudo por amor.

Caso ainda não tenha lido ou assistido a saga Harry Potter, este post conterá spoiler.

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Existem variados tipos de personagens. Os heróis, os vilões e os coadjuvantes. Existem personagens que você sente ódio revoltoso ou que você ama piegasmente. Severo Snape é um personagem capaz de fazer você sentir tudo isso e mais um pouco. Afinal de contas ele foi o herói ao fim da saga. Mas antes era um vilão do sexto livro e praticamente coadjuvante nas outras obras. Snape causou um ódio que aumentava gradualmente culminando assim que assassinou um dos personagens mais queridos pelos leitores. Para no fim entendermos que não foi bem assim existindo muito mais caroço naquele angu que podíamos ver.

Snape não parecia ter mais de nove ou dez anos, malicento, pequeno, rijo. Havia uma inegável cobiça em seu rosto magro ao espiar a mais jovem das meninas que se balançava mais alto do que a irmã.
– As Relíquias da Morte.

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Filho mestiço de Eileen Prince e Tobias Snape, Severo Snape era um garoto pobre que sempre via a mãe bruxa ser espacanda pelo pai trouxa. Aos dez anos de idade conheceu aquela que seria para sempre o amor da sua vida, Lílian Evans. Por um ano lhe explicou o que era ser bruxa e como funcionava o mundo da magia, e, aos onze anos foram chamados para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Severo foi selecionado para a casa Sonserina e Lílian para a Grifinória. Na escola, mesmo apaixonado por Lílian sem que esta tivesse conhecimento do seu amor, pelos caminhos escolhidos por ambos, se afastaram.

– Não… escute… eu não quis…
– Me chamar de sangue ruim? Mas você chama de sangue ruim todos que nasceram como eu, Severo. Por que eu seria diferente?
Ele se debateu, prestes a responder, mas com um olhar de desprezo, Lílian lhe deus as costas e atravessou o buraco do retrato…
– As Relíquias Da Morte.

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Snape se tornou um Comensal da Morte. Lílian casou-se com Tiago Potter e juntos tiveram um filho a quem nomearam de Harry. Uma noite, um ano após o nascimento do pequeno Potter, Severo ouviu parte de uma profecia que dizia que mencionava um menino nascido no fim de julho. Após contar ao Lorde das Trevas, que acreditava que a profecia se referia ao filho de Lílian, e implorar que Voldemort salvasse pelo menos a mãe, Severo entrou em desepero pelo Lorde não ter aceitado. Correu para a sua única esperança, Alvo Dumbledore, a quem prometeu qualquer coisa se ele ajudasse a escondê-los. Dumbledore aceitou, mas o plano não deu certo. Por culpa de Rabicho, fiel do segredo imposto pelo feitiço Fidelius, Voldemort alcançou os Potter e matou-os. A excessão de Harry que conseguiu escapar quase ileso. Deste modo, uma nova promessa foi feita. Snape ajudaria Dumbledore a proteger o pequeno Potter.

– Você sabe como e porque ela morreu. Empenhe-se para que não tenha sido em vão. Ajude-me a proteger o filho de Lílian.
– Ele não precisa de proteção. O Lorde das Trevas se foi…
– … O Lorde das Trevas retornará, e Harry correra um risco terrível quando isto ocorrer.
Fez-se uma longa pausa e lentamente Snape recuperou o controle, normalizou sua respiração. Por fim, disse:
– Muito bem. Muito bem. Mas jamais, jamais revele isso, Dumbledore! Isto deve ficar entre nós! Jure! Não posso suportar… particularmente com o filho de Potter… Quero sua palavra!
– Dou minha palavra, Severo, de que jamais revelarei o que você tem de melhor.
– As Relíquias da Morte.

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A seguir daí, dez anos mais tarde, Snape, ocultamente ajudou como pôde Harry Potter. Ao mesmo tempo, destilava palavras de ódio contra o garoto, pois sua aparência e jeito o lembravam constantemente de suas duas perdas: Lílian ter se casado com outro homem e sua morte pelo filho. Seu único consolo era saber que estaria sempre protegendo o filho de sua amada que carregava consigo os olhos dela.

– Tem os olhos dela, exatamente os mesmos. Você certamente se lembra da forma e da cor dos olhos de Lílian Evans, não?
– As Relíquias da Morte (Alvo Dumbledore)

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Deste modo, constantemente protegendo e menosprezando, Severo atingiu o ápice do ódio direcionado à si pelos leitores anos mais tarde. Assassinou Alvo Dumbledore e se tornou o senhor da Varinhas das Varinhas, ganhando de vez a confiança de Lorde Voldemort. Foi assassinado no ano seguinte pelo bruxo que queria se tornar o senhor da relíquia, onde, em seu leito de morte, entregou ao filho de Lílian todas as suas memórias sobre o passado com sua mãe e a última revelação de Alvo Dumbledore. Nos pensamentos, Snape mostrou a Harry como sempre o protegeu. Que havia matado Alvo, em virtude de sua promessa ao bruxo em lhe dar qualque coisa que este quisesse.

– Olhe… para… mim… – sussurrou o bruxo.
Os olhos verdes encontraram os negros, mas em um segundo, alguma coisa no fundo dos olhos de Snape pareceu sumir, deixando-os fixos, inexpressiveis e vazios. A mão que segurava Harry bateu no chão e Snape não se mexeu mais.
– As Relíquias da Morte.

Muitas pessoas se perguntam porque vários potterheads amam tanto Snape, sendo que a revelação de seu ato amor por Lilían Potter apareceu apenas no último livro e durante os seis primeiros Snape figurou como um dos personagens mais odiados da série. Mas entender o que faz de Snape tão especial é entender sua história. Não é justificável o que Severo fez ao se tornar como comensal da morte. Seus atos, muito pouco revelados, foram bastante desprezíveis. Palavras de preconceito, revelações ao Lorde das Trevas e o pedido de salvar apenas Lílian demonstram a figura mesquinha que ele era. Porém, devemos perceber que este homem alcançou a redenção. De certa forma, apesar de que em uma pequena parcela, Snape abriu mão de seu ressentimento pelo rumo que as coisas tomaram deixando que o amor que sempre sentiu por Lílian abraçasse seu filho, como uma forma de dar sentido ao que ela se sacrificou.

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Por esse motivo, Severo Snape sempre estará figurando entre os personagens que mais me marcaram como leitora. Ele me mostrou que existe sim a possibilidade de se tornar melhor por conta do amor. Que ninguém, por mais que tente demonstrar, é uma ilha. Snape provou que o amor não tem limites e consegue transformar até as almas que parecem perdidas.

– A ele? – gritou Snape. – Expecto Patronum!
Da ponta de sua varinha irrompeu a corça prateada; ela pousou, correu pelo soalho do gabinete e saiu voando pela janela. Dumbledore observou-a se afastando pelos ares e, quando seu brilho prateado se dissipou, ele se dirigiu a Snape e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
– Depois de todo esse tempo?
– Sempre. – respondeu Snape.
– As Relíquias da Morte.

Espero que tenham gostado deste post. O próximo de personagens, se tudo der certo, sai mês que vem. Beijos.

{L.I.S.T.A} 05 Livros Para Se Apaixonar

Oii gente! Eu e minha parceira Keth do blog Parabatai Books estamos fazendo com carinho pequenas listas pra vocês com temas escolhidos a dedos que começaram a sair nos blogs (meu e dela) todo dia 20 dos mês. Espero que vocês gostem.

A primeira lista que escolhemos é sobre livros de romance pois são realmente maravilhosos e não há como não ama-los. Para isso escolhi alguns temas sobre livros desse tipo porque ficaria mais fácil escolher entre os amorzinhos.

Comédia Romântica.

Comédia Romântica abrange também os famosos Chick Lit e dentro desses eu tenho minha autora favorita que é a Carina Rissi. Sou apaixonada pelas obras dela pois todas envolvem esse ar de problemas pessoais associados aos romances de arrancar suspiros. E o livro que escolhi dela foi Procura-Se Um Marido que vai contar a história de Alícia e Max onde a moça para recuperar a herança arranja um marido falso pelo qual não esperava nutrir sentimentos no fim das contas.

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Romance Dramático.

Eu não tenho muita tendência a ler esses tipos romance pois eu sou não sou do tipo que gosta de chorar bastante durante a leitura. Porém, alguns foram sendo absorvidos ao longo do caminho e um que me fez rir e chorar e ainda por cima querer mais da história foi o livro Uma Curva Na Estrada do Nicholas Sparks. É um livro que me dá um sentimento que eu não sei explicar de onde vem e o que é, mas sei que é de uma maneira boa.

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Romance de Época.

Romance de Época é sem dúvida o meu tipo de romance favorito. Talvez seja o mundo passado que me encante ou a forma como as pessoas vivem mas eu sou apaixonada por essas histórias e sei que muita gente assim como eu também. Foi bem difícil escolher um livro de época só porém eu tinha que fazer né? O livro eleito foi O Príncipe do Canalhas de Loretta Chase. Tem uma resenha dele aqui no blog e eu lá eu conto todo meu amor por essa obra.

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Romance Adolescente

Romance adolescente também não é um tipo de livro eu ame porém quando encontro um bom não tem como não me apaixonar por ele. Para um livro nesse estilo escolhi um que é 8 ou 80 para nós leitores. Ou amamos de mais o livro ou odiamos. O Teorema Katherine de John foi uma obra que eu não tive como não pois ele é super bem humorado e conta uma história com um caráter verdadeiro e apaixonante. Eu não entendo como algumas pessoas não curtem esse livro, mas como gosto não se discute…

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Saga Romântica.

Por ultimo, uma saga romântica daquelas de suspiros eternos são bem comuns na literatura e para quem gosta do estilo uma boa pedida para se emendar numa longa série com personagens que ao longo do tempo vão se tornando nossos amigos.  A saga que escolhi foi uma fantástica da Lisa Kleypas chamada Quatro Estações do Amor que pouca gente conhece, mas que tem fãs alucinados. Eu sou uma dessas fãs e todos os livros desse quarteto são incríveis.

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Bem pessoal espero que tenham gostou.
Se sim, deixa sua opnião e diz se já leu ou pretende ler uma dessas belezinhas.

Até o próximo post 🌟💙

Para Sir Phillip Com Amor – Júlia Quinn

Para Sir Phillip, Com Amor – Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.

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No quinto livro d’Os Bridgertons chegamos ao comecinho da segunda parte da obra de Quinn. Embora os primeiros irmãos apareçam com freqüência é mais fácil notar oe quatro últimos presentes nesta parte da série.

No começo do livro senti uma falta muito grande das tiradas da sociedade de Lady Winstledow – by Penélope Fearthing – pois eu sempre achei-as interessantes e geniais, e ter “perdido-a” dá um saudosismo muito forte. Porém Júlia começa a iniciar os capitulos através de cartas. Combina bastante com o tema do livro diga-se de passagem.

“…e então, certamente não o surpreende, falei muito. É que não podia parar, mas suponho que é o que faço quando estou nervosa. Só podemos esperar que, no futuro, tenha menos razão para estar nervosa.”
Eloise Bridgerton a seu irmão Colin, pelo motivo da estreia de Eloise na temporada londrina. Então, abriu a  boca.

O livro se inicia com Phillip contando como perdeu sua primeira esposa e como Eloise entrou em contato com ele a primeira vez. No livro anterior, Colin tinha desconfiança do porque Eloise passava o dia todo no quarto e quando saía estava com os dedos manchados de tinta. A resposta vem neste livro já que a dama em questão havia passado o ano inteiro se correspondendo com o homem. Neste ponto percebemos muitas coisas sobre o casal. Sobre Eloise, que a mulher além de amar escrever cartas anda infeliz com sua vida. O fato que sua melhor amiga pouco tempo antes era uma solteirona assim como ela e que, para Eloise, ficaria por um bom tempo ter sido modificado quando ela recebeu a proposta de casamento, trouxe a ela um sentimento que estaria ficando para trás e que não poderia ser assim. Então precisa encontrar alguém que lhe dê um sentido a mais em sua vida. Phillip por outro lado é um homem amargurado e infeliz que procura uma mulher para dar uma mãe a seus filhos Amanda e Oliver. E é à Eloise que ele vê a mulher ideal para fazer essa proposta.

Isso seria um arranjo perfeito se não contar o fato que ambos não se conhecem nem mesmo de vista.

Quando acabou de lê-la, guardou-a em uma gaveta imediatamente, sem entender o que lhe pedia. Pretendia casar-se com alguém a quem nem sequer conhecia?
Não, bom, isso não era de todo certo. Conheciam-se. Haviam-se dito mais coisas por carta em um ano do que muitos casais conversavam ao longo de sua vida em comum.

Uma das coisas que mais me impressionou no livro de Quinn foi essa correspondência as cegas seguida de um encontro onde muitas das concepções que se fizeram antes do pessoalmente caírem por terra. Pois embora seja um livro de época, ou seja, do passado, o assunto lembra tão bem o que vivemos. Quantas vezes não conhecemos alguém pela internet e poucas conversas depois já consideramos pakas? (eu que o diga rsrs). Só que mesmo assim ainda não conhecemos de verdade pois isto não é o mesmo que tocar uma pessoa de verdade não que eu não queria fazer isso e conviver com ela durante muito tempo. A Júlia traz isso para o livro tão claramente que assim que Eloise chega a casa de Phillip para conhecê-lo já vê que ele não é tão calmo ou paciente como aparentava ser.

Aliado a esse tema atual, estão os personagem de Quinn que mais uma vez me surpreenderam de formas inesperadas. Oliver e Amanda não são tão pestes como esperavam ser, apenas precisam de mais carinho e atenção do que tem do pai. Phillip tem medo de ser violento contra os filhos por fantasmas do seu passado assim passa a responsabilidade de cuidar das crianças para a qualquer pessoa que julgue responsável. E Eloise por sua vez se mostra responsável e perspicaz o suficiente para cuidar dos filhos mas que mesmo assim não pretende tomar as rédeas da situação sozinha incitada a ajudar o conhecido a melhor relação com as crianças.

E gostaria de não levantar a voz. Odiava levantar a voz, odiava o olhar de terror que reconhecia nos olhos de seus filhos.

Quanto aos shipper dos personagens principais, diria que foi um dos mais bonitos que já vi durante a saga. Tivemos um descobrimento do que é o amor com Daphne e Simon, a superação do medo com Anthony e Kate, o renascimento com Benedict e Sophie e a mudança de sentimento com Colin e Penélope. Agora vemos a construção de um amor a partir de quase nada. Como se tudo fosse um motivo para entender melhor o outro e se dar a chance de descobri ainda mais sobre a própria vida e que tipo de prazer ela pode se proporcionar. Eloise e Phillip constroem um com o outro um amor como se constrói uma casa. Primeiro os alicerces até o telhado, com uma base segura para se ter uma certa certeza que no final das contas as coisas vão dar certo.

Este foi um dos livros da serie que eu mais gostei perdendo apenas para seu antecessor. Um livro incrível de um romance inesquecível.

Título Original: To Sir Phillip, White Love
Autora: Júlia Quinn
Ano Original: 2003
Publicado No Brasil:
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Escândalo Na Primavera – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – 04

Daisy a mais nova e romântica das solteironas há finalmente sido intimada por seu pai, depois do casamento de sua filha e maior com um conde, Thomas Bowman não quer que sua caçula se case com João ninguém, para isso lhe dá um ultimato. Ou arruma um marido em 2 meses ou ele se casará com um homem que ele quer. Mathew Swift. O pior pesadelo da infância de Daisy, o jovem magricelo que tanto havia irritado a ela e a Lillian, ela não quer ouvir nem falar no assunto. E junto com suas amigas, e seus maridos, resolvem uma nova empreitada a caminho de achar à um lorde há altura de Daisy, porém Daisy não contava com o fato de Mathew ter se tornado um homem extremamente atrativo e muito menos com a atração eu sente por ele. E agora?

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O quarto livro dessa serie maravilhosa da Lisa Kleypas foi o que eu menos gostei. Por algum motivo que não consigo decifrar o porque, não consigo gostar dos dois personagens principais. Embora seu romance me agrade, não tenho uma empatia pelo casal a ponto de shippar os dois.

Assim como seus antecessores, Escândalo Na Primavera é muito bem escrito. Tem detalhes onde deve ter sem serem restringidos ou excessivos. Existe aquele ritmo de leitura fixo em que não é dificil acabar o livro ou se manter preso a leitura. Afinal, a história contada por Lisa Kleypas é maravilhosa. Um tipo cliché de romance sim, mas com pontos e contrapontos que desenvolvem a leitura de maneira única.

Meu problema com a obra mesmo foi  essa frieza que tive com os personagens principais e em um romance, ainda mais um romance de época que são meus favoritos, não se apegar ao casal é um grande problema. Parece que fica faltando um pedaço do que completa uma leitura: Aqueles sorrisinho que surge durante o primeiro beijo; A ansiedade para eles se dizerem apaixonados um pelo outro, todos esses detalhes que fazem da  leitura melhor.

Escândalo Na Primavera é um livro bom. Que pode agradar outras pessoas quando não o fez comigo.

Titulo: Escândalo Na Primavera – As Quatro Estações do Amor – 04
Titulo Original: A Scandal In The Spring – The Wallflowers – 04
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟

Pecados No Inverno – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro Três

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Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança. Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lorde St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian. A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.

Ainda estou apaixonada pela escrita de Lisa Kleypas e não sei porque diabos nunca tinha ouvido falar nessa moça antes. Os livros dela são fantásticos e embora eu ainda goste mais de Era Uma Vez No Outono do que deste último, o livro não foi ruim, mas maravilhoso.

Pecados No Inverno assim como os outros livros da serie é bem escrito e cheio de personalidade. Achei incrível o modo como as coisas foram se desenrolando no decorrer da história mesmo que não fosse algo exatamente incomum; um casamento por conveniência onde os noivos se apaixonaram. Mas o xis da questão é que eles não se odiavam no começo ou mesmo sentiam uma repulsa gigantesca um pelo outro e também não havia aquela atração desmensurada. Isso tudo, faz do livro que podia ser tão cliché se tornar uma coisa nova.

Evie é uma moça de personalidade que só é timida pelo modo como foi tratada a vida toda. Dona de uma beleza recatada e ao mesmo tempo sensual, a mulher tem fibra na hora de decidir o que quer. Evie seria o tipo de pessoa que eu odiaria de cara, mas nesse novo modo de fazer livro de Kleypas, tornou a timida moça em um exemplo de perseverança. Sua relação com Sebastian mostra que por mais que seja inocente no que diz respeito a paquera, também burra ou submissa a ele.
Sebastian é um homem que de início parece não valer o que come. Tendo figurado anteriormente em Era Uma Vez No Outono no rapto de Lillian Bowman, toma-se ele como um personagem sem escrúpulos e disposto a tudo por dinheiro (não sendo a toa que se casou por causa da herança de Evie). Mas no fim das contas, percebe-se uma evolução em Sebastian, desde o modo como via as pessoas a sua volta a vista sobre a esposa.

Livro incrível e cheio de rerivoltas, Pecados No Inverno é um romance digno de ser lido.

Título: Pecados No Inverno – As Quatro Estações do Amor.
Título Original: The Devil In Winter – The Wallflowers
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2006
Tempo de Leitura: Dois dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Segredos De Uma Noite de Verão – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 01.

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Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne. Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.
Simon Hunt provém de uma família de classe média, de fato é o filho de um humilde açougueiro, mas é  um homem ambicioso que lutou e escalou socialmente. Simon é o único que mostra interesse por Annabelle, mas ele tampouco pensa em matrimônio, ele não é dos que se casam, e acredita que esperando pacientemente que finalize a temporada e ela volte a fracassar em seus intentos de caçar um marido da nobreza, poderá fazê-la sua amante…

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Estou encantada com a série de romance da Lisa Kleypas. Sempre gostei bastante do estilo de leitura do romance de época, embora romance em si não sejam meu forte. Mas este livro de Lisa me deixou abismada, feliz e temperamental.

Escrito com uma cadência e ritmos que nos fazem mergulhar no fundo dos floreios e flertes da sociedade londrina, Lisa nos dá um romance de tirar o fôlego. Logo no primeiro capítulo temos um vislumbre de como será a história, mesmo que os dois demorem um pouco para se encontrar novamente.

Annabelle é inteligente, sagaz e bonita. Características que a fariam um partido excelente na comunidade se não fosse a falta de dinheiro e – para alguns – a moral de sua família. Principalmente sua mãe.  Movida pelo desejo de ajudar sua família a sair dessa condição, flerta com um homem que lhe tem grande admiração mas que não ama. Fica muito claro no livro, que Annabelle deseja um casamento por amor, mas que como não tem esperanças de conseguir por ter tão poucos partidos, tem que abrir mão do sonho.

Simon é carismático e o tipo de personagem que para mim, soa meio impossível de não amar, mesmo que as vezes soe como um cretino. Durante o livro, a percepção das ações dele com Annabelle e as mudanças dela foram o que mais me deixou apaixonado pela história. Em como o simples desejo de tornar a moça sua amante foram se transformando em algo muito mais perigoso.

Além do romance, Lisa ainda nos mostra como a sociedade podia (e cá entre nós ainda pode) ser preconceituosa baseada em simples boatos ou conclusões precipitadas.

É realmente um livro que me deixou as emoções a flor da pele e que eu sinto prazer em recomendar a todos.

Sobre a autora:

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Lisa Kleypas, vencedora do prêmio RITA, já escreveu 34 romances. Seus livros foram publicados em 28 idiomas, em diversos países. Ela mora em Washington com o marido e os dois filhos.

Sendo os livros da série Os Hathaways, e As Quatro Estações do Amor (The Wallflowers), os mais famosos. Em sua página na web, a autora conta: “Comecei a escrever romances porque sempre amei lê los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo florescendo na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um.”

“www.lisakleypas.com”

Série: As Quatro Estações do Amor
Nome Original da Série: The Wallflowers
Título: Segredos de Uma Noite de Verão
Título Original: Secrets Of A Summer Nights
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digital)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟