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( Resenha ) A Rebelde do Deserto · Alwyn Hamilton · Livro 01

Oii Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa quente do deserto e preparem seus corações pois hoje vamos voar através do mar de areia. Entre segredos e mentiras, A Rebelde do Deserto vai te levar por caminhos tortuosos e situações fantásticas.

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Título: A Rebelde do Deserto
Título original: The Rabel Of Sands
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 312
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

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O instagram é um lugar ótimo para descobrir sobre livros novos. É incrível a quantidade de descobertas por mês e cada vez mais venho me interessando pelas indicações. A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton é uma dessas descobertas criando em mim curiosidade a seu favor. Apesar do título pouco inteligente, a simplicidade da capa fez saltar em mim aquela nescessidade de ler o livro. Aproveitando a #Fantastona2017 que rolou no instagram em dezembro do ano passado, finalmente contemplei a obra. E apesar de não poder afirmar com todas as letras que essa obra foi perfeita, vejo nela um ótimo enredo repleto de possibilidades maravilhosas.

Uma nova alvorada. Um novo deserto.

A escrita de Alwyn Hamilton têm características boas e ruins dentro de uma só, ou seja, sua narrativa depõe a favor e contra a autora. O ponto positivo é a facilidade com que tudo flui. De maneira pouco detalhista, Alwyn não se entrega a enrolação; tudo acontece pois tem necessidade de acontecer para se ter o efeito dominó onde uma situação leva à outra. O ponto negativo da escrita de Alwyn é, também, o minimalismo. Apesar de gostar da agilidade em que as coisas acontecem, percebo também o vaguismo que o livro acabou se tornando. As cenas se tornaram superficiais e qualquer sentimento se tornou neutro em seus contextos. Tempo é algo essencial dentro de qualquer obra. Assim como não deve ser muito estendido também não pode ser abreviado. A palavra de ordem é equilíbrio.

A garota que aprendeu sozinha a atirar. Até que pudesse derrubar uma fileira de latas como se elas não fossem nada, e a arma fosse tudo.

Toda vez que penso em um livro sobre rebeldia, sempre penso nos personagens insuportáveis que já me deparei pela capacidade enjoativa de quererem sempre serem os donos da razão. Uma das grandes surpresas deste livro, é o fato que Amani foge a lógica da rebeldia sendo absolutamente tudo menos intransigente. Dona de uma personalidade forte e um espírito livre, Amani luta com unhas, dentes, armas e inteligência para se livrar de sua realidade que é no mínimo maldita. E especificamente sua capacidade de pensar antes de agir — na maioria dos casos pelo menos — mostra sua capacidade de evolução em relação a história contada, quanto ao que está por vir nos livros seguintes.

— Você é uma ótima mentirosa. Para alguém que não mente.

A Rebelde Do Deserto é um livro que me empolga para sua continuação. Percebo o grande enredo de crítica e ação que Alwyn Hamilton tem para oferecer em sua história. Posso dizer que espero uma forte evolução de escrita na próxima obra. A trilogia tem tudo para se tornar ainda maior.