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( Resenha ) A Heroína da Alvorada – Alwyn Hamilton – Livro 03

No terceiro livro da série A Rebelde do Deserto, Alwyn Hamilton presenteia o leitor com o uma obra espetacular que fecha com chave de ouro uma trilogia que ficou marcada como uma das melhores que tive o prazer de ler.

Título: A Heroína da Alvorada | Título Original: Hero At The Fall| Autora: Alwyn Hamilton | Editora: Seguinte | Páginas: 384| Ano: 2018 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ❤ | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon
A Heroína da AlvoradaSinopse: No último volume da trilogia A Rebelde do Deserto, Amani vai se deparar com a escolha mais difícil que já teve que fazer: entre si mesma e seu país.
Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados.
Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa.

“— Tudo o que sou, entrego a você, e tudo o que tenho é seu. Porque o dia da nossa morte não será amanhã”

Engraçado que, as vezes, quando estamos lendo livros muito bons, temos um momento de epifania em que paramos e pensamos: Caramba, estou lendo algo extraordinário! Se eu disser que essa sensação me aconteceu enquanto eu lia A Heroína da Alvorada, seria um eufemismo.

A narrativa de Alwyn Hamilton é maravilhosa. A autora conseguiu pontuar as diversidades dos personagens, reinventar seu romance e ainda sim não perder o foco da guerra iminente. Entre reviravoltas e romances, Hamilton desenvolve sonhos e esperanças, que estão perdidas ao longe destoadas pelas perdas recentes dos rebeldes. Nunca o lema “Uma nova alvorada, um novo deserto” fez tanto sentido: A alvorada tem que vir para que o deserto se erga novamente nas mãos de Ahmed e enfim o mundo de Amani se torne novo e cheio de possibilidades.

“Éramos todos mais egoístas que Ahmed. Por isso ele nos liderava. E estava certo. Não estávamos na rebelião por nós mesmos. Mas pelo que poderíamos fazer pelo futuro. O resto de nós podia morrer pela causa. Mas Ahmed precisava viver.”

Falando em diversidade, os personagens foram muito bem construídos. Amani evoluiu muito no decorrer das obras, mas nesta adquiriu um brilho especial. Acho que finalmente consegui me apegar a garota, pois senti verdade em suas atitudes. Amani tem medo, mas não abaixa a cabeça. Ela sabe que seus companheiros estão ansiosos por ela, por suas decisões, mesmo que isso possa causar suas mortes. Mas mesmo assim, a cada momento em que é derrotada, Amani se reergue e tenta de novo: segue em frente, por mais difícil que possa parecer.

Os personagens secundários são igualmente cativantes. Shazad ainda é minha favorita, mas diria que Jin e Hala ganharam um espaço no meu coração. O Sultão continua tendo bons motivos, e apesar de toda sua crueldade é impossível não entender suas motivações. Ahmed, continua como um idealizador, mas agora uma nova faceta é revelada. A humanidade que está presente em cada suspiro, em cada decisão que precisa tomar.

“Era uma vez um garoto do mar que se apaixonou por uma garota do deserto.”

Mas o meu ponto favorito na trama foi a mitologia criada por Hamilton, tão bem elaborada que acredito que nunca mais vou ver o céu da mesma maneira. Os deuses, a magia e tudo que envolve a criação do mundo foram muito bem pensados. Alwyn não reduz seu mundo a fatos isolados, mas usa dos seus próprios recursos para engrandecer sua obra. A finalização é arrebatadora. Hamilton não somente apresente uma conclusão como o que acontece depois no bom estilo historiadora. O último capítulo deixa o sentimento de esperança que acalenta apesar de todo acontecido.

A Heroína da Alvorada é uma obra fantástica. Um finalização épica para uma trilogia que evoluiu a cada livro. E sempre que observar as estrelas irei pensar: Uma Nova Alvorada, Um Novo Deserto. 

 

 

 

(Resenha) A Traidora do Trono – Alwyn Hamilton – Livro Dois

No segundo livro da trilogia A Rebelde do Deserto, Alwyn Hamilton vai te apresentar uma nova face da revolução que irá questionar todas as suas certezas.

“Esta resenha não conterá spoilers do 1ª livro.
Para isto, pule a sinopse.”

transferirTítulo: A Traidora do Trono
Título original:
Série: A Rebelde do Deserto #02
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 440
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Saraiva | Amazon

Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade. A garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.

“Tempos atrás, no reino desértico de Miraji, havia um príncipe que desejava assumir o trono do pai. O jovem era movido pela crença de que o pai era um governante fraco e de que ele mesmo desempenharia melhor o papel de sultão”

Apesar de não ter ficado satisfeita com A Rebelde do Deserto, nutri certas expectativas para A Traidora do Trono. Ouvi muitos comentários sobre a evolução da história de Amani e dos rebeldes do deserto de Miraji, acabando por ter um certo pressentimento que iria gostar bem mais desse segundo livro. Talvez, muito disso seja porque sempre tenho tendência a me apaixonar por segundos volumes que parecem fazer a história ganhar massa a medida que os fatores inciais são deixados para trás. Por falar em massa, A Traidora do Trono realmente evolui e mesmo não me apaixonando pela obra, ainda sim percebo que o contexto foi mais evoluído ao ponto de ser intrigante e inesperado.

Alwyn Hamilton tem uma narrativa ágil e de certo modo descompromissada. Um dos pontos que me incomodou no primeiro volume e que continua me incomodando neste, é o fato de Hamilton não conseguir estender-se quando necessário. Muitas situações, principalmente de batalhas, terminam quase tão rápido quanto são iniciadas. Eu sinto falta de profundidade pois tal rapidez não causa frison de medo e expectativa. O lado bom disto é o fato que Hamilton não procrastina, ou seja, ela não fica presa a uma determinada cena, alongando-a o máximo criando sem necessidade. Então de certa forma, a narrativa ficou em certo hiatus entre pontos positivos e negativos.

“Inteligência e sabedoria não são as mesmas coisas. Tampouco habilidade e conhecimento”

Os personagens são um universo a parte. Uma das coisas que mais gosto nessa trilogia, acredito que vai se manter no terceiro livro, é a maneira com o qual estamos sempre lidando com personalidades diversas que nunca são previsíveis mesmo quando deveriam ser. Amani é uma daquelas protagonistas fortes que nós temos orgulho somente de saber da sua existência. Apesar de volta e meia achar ela infantil, seus pensamentos são condizentes para o momento ao qual esta inserida. Sendo Amani a narradora, é possível perceber seus desafios como se fossem nossos, o que nos aproxima da personagem.

Outro personagem que tomou virtudes ainda maiores dentro da história, foi o Sultão que ganhou mais espaço dentro da narrativa. Acho que nessa parte entra o meu ponto favorito dentro do livro de Hamilton, a autora soube criar um vilão excelente que consegue convencer o leitor de suas palavras. Não apenas um vilão para encher linguiça por assim dizer, mas alguém que tem suas convicções e que está disposto de tudo para afirmá-las. O Sultão de certo modo me pareceu o personagem mais sensato também. Pois apesar de entender a guerra, que acabou acontecendo rápido de mais, não acreditei nos ideias do Príncipe Rebelde que me pareceram bons, mas não o suficiente para o governo de um reino. O que o Sultão afirma, sobre ser impiedoso, acaba por ter bem mais verdade que as palavras de Ahmed. Sendo “interliterária”, o Sultão personifica o príncipe de Maquiavel que sabe ser terrível para impedir que seu povo seja mais terrível ainda. Então, Hamilton deixa uma pergunta ao seu leitor sobre o Principe Rebelde: Será Ahmed, com sua nova alvorada, um novo deserto é capaz de ser forte quando necessário?

“— Meu filho é um idealista. Eles são ótimos lideres, mas nunca se saem bem como governantes.”

Com inúmeras reviravoltas e personagens espetaculares, A Traidora do Trono conseguiu ser tudo aquilo que o antecessor não foi. Posso dizer que me encontro ansiosa para o próximo livro e cheia da expectativas pelo que está por vir. Foi fantástico ver o desenrolar da trama e entender as motivações que envolvem o enredo. Além disso, ainda temos a mitologia única que Alwyn Hamilton colocou em suas páginas. O livro foi completo em quase todos os sentidos, e para todos aqueles que amam uma ótima aventura esse livro é uma ótima dica.

“Eu era uma garota do deserto. De onde eu vinha, o mar era feito de areia. E a areia me obedecia. “

( Resenha ) A Rebelde do Deserto · Alwyn Hamilton · Livro 01

Oii Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa quente do deserto e preparem seus corações pois hoje vamos voar através do mar de areia. Entre segredos e mentiras, A Rebelde do Deserto vai te levar por caminhos tortuosos e situações fantásticas.

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Título: A Rebelde do Deserto
Título original: The Rabel Of Sands
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 312
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

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O instagram é um lugar ótimo para descobrir sobre livros novos. É incrível a quantidade de descobertas por mês e cada vez mais venho me interessando pelas indicações. A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton é uma dessas descobertas criando em mim curiosidade a seu favor. Apesar do título pouco inteligente, a simplicidade da capa fez saltar em mim aquela nescessidade de ler o livro. Aproveitando a #Fantastona2017 que rolou no instagram em dezembro do ano passado, finalmente contemplei a obra. E apesar de não poder afirmar com todas as letras que essa obra foi perfeita, vejo nela um ótimo enredo repleto de possibilidades maravilhosas.

Uma nova alvorada. Um novo deserto.

A escrita de Alwyn Hamilton têm características boas e ruins dentro de uma só, ou seja, sua narrativa depõe a favor e contra a autora. O ponto positivo é a facilidade com que tudo flui. De maneira pouco detalhista, Alwyn não se entrega a enrolação; tudo acontece pois tem necessidade de acontecer para se ter o efeito dominó onde uma situação leva à outra. O ponto negativo da escrita de Alwyn é, também, o minimalismo. Apesar de gostar da agilidade em que as coisas acontecem, percebo também o vaguismo que o livro acabou se tornando. As cenas se tornaram superficiais e qualquer sentimento se tornou neutro em seus contextos. Tempo é algo essencial dentro de qualquer obra. Assim como não deve ser muito estendido também não pode ser abreviado. A palavra de ordem é equilíbrio.

A garota que aprendeu sozinha a atirar. Até que pudesse derrubar uma fileira de latas como se elas não fossem nada, e a arma fosse tudo.

Toda vez que penso em um livro sobre rebeldia, sempre penso nos personagens insuportáveis que já me deparei pela capacidade enjoativa de quererem sempre serem os donos da razão. Uma das grandes surpresas deste livro, é o fato que Amani foge a lógica da rebeldia sendo absolutamente tudo menos intransigente. Dona de uma personalidade forte e um espírito livre, Amani luta com unhas, dentes, armas e inteligência para se livrar de sua realidade que é no mínimo maldita. E especificamente sua capacidade de pensar antes de agir — na maioria dos casos pelo menos — mostra sua capacidade de evolução em relação a história contada, quanto ao que está por vir nos livros seguintes.

— Você é uma ótima mentirosa. Para alguém que não mente.

A Rebelde Do Deserto é um livro que me empolga para sua continuação. Percebo o grande enredo de crítica e ação que Alwyn Hamilton tem para oferecer em sua história. Posso dizer que espero uma forte evolução de escrita na próxima obra. A trilogia tem tudo para se tornar ainda maior.