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( Resenha ) A Rosa e a Adaga · Renée Ahdieh · Livro 02.

Oii Corujinhas. Abram suas asas, montem em seus cavalos e apertem bem as shaminas contra seus corpos que nossa viagem será mágica e exuberante, através do deserto e de terras distantes para quebrar uma maldição assombrosa.

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Título: A rosa e a adaga
Título Original: The rose and the dagger
Autora: Renée Ahdieh
Editora: Globo Alt
Paginas:  366
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva.

 

Sinopse: Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

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Apenas fugimos daquilo que realmente nos assusta!

Quem me acompanha aqui no blog sabe que minha relação com a história de Renée Adhied foi caótica para dizer o mínimo. Eu havia detestado a personagem principal e achado o enredo bastante comum em relação ao que poderia ser feito. Mas, começando antecipadamente meus planos de ler continuações para desafogar minha lista do eu preciso, comecei A Rosa e A Agada com poucas expectativas. Por isso, acredito, que minha leitura foi bastante gratificante e até mesmo maravilhosa, apesar de alguns detalhes.

Era porque ambos eram as duas metades de uma só coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia a ele. Ninguém pertencia a ninguém. Ambos eram um só.

Com uma escrita fluída e um contexto bem formalizado, Ahdieh eleva sua releitura à um outro nível. Tudo começa a fazer mais sentido e funcionar melhor no conjunto. Se antes a autora focava em dar personalidades – irritantes diga-se de passagem -, agora ela se preocupa em realmente criar e evoluir a história de todo seu reino e os segredos que eles escondem. Um dos principais pontos para eu ter gostado desse segundo livro, foi justamente o cuidado maior que a autora teve em desfocar do romance e apresentar mais firmemente os outros personagens e o enredo principal. Tudo ganhou novas dimensões ao invés de se prender à um único viés.

Era porque ambos eram as duas metades de uma coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia à ele. Ninguém pertencia à ninguém. Ambos eram um só.

Sobre os personagens, também consegui sentir bastante evolução nas suas trasjetórias. Sherazade por exemplo, cresceu como pessoa deixando de lado, não toda, mas parte de sua arrogância em prol do bem maior. Ainda não posso dizer que a moça é uma das minhas personagens favoritas da literatura, mas com certeza não a chamaria mais de detestável. Comecei a apoiar suas decisões e não apenas revirar os olhos a elas.

Porque é fácil ser bom e gentil em tempos de fartura. Os tempos difíceis eram os que definiam um homem. E o amor? O amor era algo que podia mudar muito uma pessoa. Trazia tanto alegria como sofrimento, e trazia no seu bojo os momentos que definiam o caráter. O amor dava vida aos que não viviam. Era o maior poder de todos. No entanto, como em todas as coisas, o amor também tinha o seu lado negro.

Mas, apesar de ter gostando tanto desta segunda obra, meu lado chatamente perfeccionista viu erros estrondosos por assim dizer. Achei que algumas coisas aconteceram muito rápido e sem tantas explicações. Relacionados Khalid e o que ele fez em seu passado  – mesmo que fizesse parte de uma maldição -, certos fatos foram tão mal explicados que sinceramente fiquei chocada. Pois se eu for sincera comigo mesma, sei que não o perdoaria tão facilmente.

O início e o fim de todas as coisas. A esperança que algo floresça, mesmo nas sombras.

A Rosa e A Adaga, apesar da imperfeição. é uma sequência e um final digno para uma duologia que não havia começado tão bem. Mais aventuras, mais emoções e mais crescimentos  enriquecem a leitura lhe dando um maior significado. Um livro que nos remete a pensar no que é realmente importante, e se as fúrias do passado são fortes o suficiente para destruírem nossas auroras.