Arquivo da categoria: Young Adult

| RESENHA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han – Livro 01.

Olá Corujinhas. À algum tempo atrás li o primeiro livro da trilogia Para Todos Os Garotos e agora sou do time que amam a simplicidade e a trajetória de Lara Jean. Engraçado como nunca tinha sido grande fã do gênero, mas este livro me deu vontade de ler ainda mais dele. Pois além de cumprir bem o seu propósito, foi uma leitura cheia de emoções e grandes aprendizados.

download

Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Título original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

SINOPSE: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo.

Ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi sensacional. Já esperava mais ou menos como seria a história e tinha certeza que não me esperavam grandes surpresas durante a leitura, como de fato não aconteceram. Mas não é porque algo não surpreende que significa que seja ruim. Para provar isso, neste livro aconteceu justamente o contrário. A supresa não foi um plost twist, mas a gradatividade com que as coisas foram acontecendo. Dessa forma, as minhas expectativas foram atendidas e a história se tornou uma daquelas que sempre irei lembrar com carinho.

Mas acho que as pessoas não mudam a essência. Elas são quem são.

Lara Jean ou Laranjinha para os íntimos é uma adolescente normal. Não existe nada de extraordinário nela que outra pessoa não conseguiria fazer. Por esse motivo a história foi tão interessante de ser lida. O fato de Lara Jean ser comum a torna especial. Ela passa a ser uma personagem real que poderia ser encontrada em cada esquina. Uma melhor amiga que partilha de nossos medos e com quem sentimos que podemos partilhar os nossos.

Só deixo as pessoas acreditarem no que quiserem. Não acho que seja minha responsabilidade me rotular para elas.

Ao entrar de cabeça na vida de Lara Jean, pude perceber que tudo vai além de um romance adolescente. Han desenvolve uma história de crescimento. No início da trama temos uma personagem sem muita confiança que depende dos outros para seguir em frente. De uma forma ou de outra, Laranjinha parecia sempre estar procurando aprovação de alguém. Mas, à medida que o livro avança, Lara Jean se fortalece para perceber que a única dona de sua vida é ela mesma. Isso não acontece de uma vez, mas de modo puro e simples como a própria personagem.

Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você.

Jenny Han criou um livro fantásticos sem poréns, mas com muitos porquês. Seus persoagens cativam, mas principalmente sua história extraordinariamente comum nos leva a perceber quem somos e o que queremos ser. Leve, fluído e apaixonante Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma história sobre coragem e amor: até onde esses sentimentos podem nos levar.

Anúncios

| RESENHA | Sr Daniels – Brittainy C. Cherry

Uma pergunta: Quero estar vivo, e não tenho ideia de por que, vendo como hedionda a vida é, às vezes. Talvez seja a crença, a esperança e a paixão, tudo embrulhado dentro do meu peito. Talvez meu coração esteja apenas rezando por um amanhã melhor para substituir todos os ontens de merda. Então, para responder à sua pergunta de forma muito deprimente, cheia de angústia adolescente, quero estar vivo quando crescer. Então, agora eu pergunto, Sr. D. O que você quer ser quando crescer? Porque nunca paramos de crescer, e raramente deixamos de sonhar.
– Ryan.

Oii gente! Recentemente (uns três meses mais ou menos) saiu resenha aqui no blog do livro O Ar Que Ele Respira da autora Brittainy C. Cherry. Então resolvi fazer resenha de um livro anterior dela chamado Sr. Daniels que para mim ainda é o melhor livro da autora. Isto porquê a história de Daniel & Ashlyn foi realmente bem escrita e não consigo me lembrar de falhas no enredo ou algo que tenha detestado.

image

Título: Sr. Daniels.
Título Original: Mr. Daniels.
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹
Onde Comprar: Saraiva Submarino Amazon

Sinopse: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês. Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

Simplesmente não consegue compreender as diferentes formas de amor. Formas que só nós, adolescentes, podemos entender antes que o mundo da vida adulta tire a nossa magia, o nosso encanto. Ser adolescente é uma maldição e um presente ao mesmo tempo. É a idade em que contos de fadas e o Papai Noel deixam de existir, mas partes de nossos corações querem dizer: E se…
– Ryan.

Dizer que gostei desse livro de Brittainy C. Cherry seria um eufemismo. O li com rapidez praticamente não deixando a obra de lado. Meu coração murchou em algumas partes, se alegrou em outras e se estilhaçou várias vezes. Durante todo o livro, até a cena final, a autora conseguiu me fazer crer no felizes para sempre antes de me tira-lo sem dó nem piedade. O que é realmente bom, porque foi essa carga dramática pesada no livro, que conseguiu transformar a obra de um clichê adolescente em algo mais. Algo que realmente vale a pena ser lido. Não somente pelos personagens principais. Mas também pelos secundários que fizeram toda a diferença.

Eu me perguntava se as pessoas que morriam sabiam que quem fica para trás daria tudo para ouvir suas vozes mais uma vez.
– Ashlyn.

O livro é narrado através de dois pontos de vista, mas sempre em primeira pessoa. Daniel e Ashlyn se intercalam para contar sua proíbida história de amor. Mas arrisco a dizer que a história tem três pontos de vistas. Afinal de contas, durante toda a obra, as cartas que Gabby (irmã falecida de Ashlyn) deixa para trás figuram comonpersongens no enredo. Mas explicando melhor, Gabby escreve uma lista de coisas que a irmã tem que fazer antes de morrer acompanhada de uma penca de cartas. A cada ítem cumprido da lista, uma carta correspondente deverá ser aberta. Um ítem diz que Ashlyn deve se apaixonar, o que convenhamos, ela o faz bem, mas de maneira super enrolada.

Você está indo muito bem garota.
<- Gabby.

Indos aos pontos que me fizeram gostar irremediavelmente da história, o fato de Cherry não recorrer a paixões extras entre o casal principal. Não tenho costume em gostar de triangulosos amorosos, em que tal personagem se sente dividido entre o que sentem um pelo outro e também a um terceiro. Ashlyn e Daniel portanto irão pertencer um ao outro sem dúvidas, sem mimimi. Apesar de que existe sim outras pessoas apaixonadas pelos personagens, o casal não consegue se ver longe um do outro amando estas apenas como irmão ou como uma garota que fez parte do seu passado, sem nunca porem seus sentimentos em xeque para tentar um relaciomento com outra pessoa.

Eu odiava o quão próximos estávamos e o tão distantes que nos sentíamos.
– Daniel.

Outro ponto alto do livro é a interação dos personagens secundários que não só ajudam a compor o cenário, como também mostram-se importantes dentro dele. O pai de Ashlyn por exemplo é carinhoso com ela, mas não consegue vencer a barreira dos anos que viveram separados. Hailey é uma jovem quase gótica, quase patricinha (bugante não?) que tem o desejo de se tornar mulher no sentido sexual da coisa, mesmo sabendo que seu namorado não há ama tanto assim.  E por fim temos Ryan, que de longe foi meu personagem favorito. De alguma forma eu me aproximei dele. Tavez fossem suas palavras e seus pensamentos ou talvez a angústia que ele tinha. Mas ele era incrível. De todos os personagens, Ryan conseguiu tocar melhor meu coração.

Porque fingir ser feliz é quase como ser feliz. Até você lembrar que é apenas fingimento. Então você fica triste. Realmente triste. Porque usar uma máscara todos os dias da sua vida é a coisa mais difícil do mundo. E depois de um tempo, você tem um pouco de medo porque a máscara se torna você.
– Ryan.

Sr. Daniels é uma leitura viciante. Por vezes melancólica, outras vezes radiante é um livro que vai te provocar as mais diversas emoções que faz toda a diferença na sua vida no fim das contas. Pois ele te mostra como a vida, por mais complicada que aparente, pode ter uma luz no fim do túnel se você deixar as pessoas ao seu redor te guiarem.

A Resposta: Não quero ter medo do resultado da vida. Quero me lembrar de respirar enquanto sorrir, e valorizar as lágrimas. Quero mergulhar em esperança e cair no amor. Quero estar vivo quando crescer, porque… nunca estive vivo em toda a minha vida.
– Daniel.

| RESENHA | Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven.

image

Com uma curiosidade sobre qual seria o dia bom para morrer, Theodore Finch começa o livro. Ele é um adolescente considerando problemático, estranho, talvez pelo o divórcio dos pais, o que arrasou sua mãe e desestruturou completamente sua família. Com uma péssima reputação de rebelde do colégio, abandonado pelo pai (que o espancava quando menor) e morando numa casa onde sua mãe nem sabe onde os filhos estão, Finch é uma bagunça porque vive uma bagunça. Mas, em meio a tudo isso, ele, em alguns momentos, consegue ser engraçado, espontâneo e, aparentemente, feliz. Isto quando não acontece o “apagão”: que é quando ele dorme por vários dias ininterruptos. (O ultimo, em especial, foi o pior, ele dormiu durante o Dia de Ação de Graças, Natal até depois do Ano Novo).

Então, no parapeito da torre de sua escola na pequena cidade onde vive, Finch, de braços abertos, especulando sobre o dia perfeito para morrer, tem um estranho encontro com Violet Markey, uma garota que seria, ao que parece, o extremo oposto de Finch; normal, estável e popular, aparência perfeita, vida perfeita, pais perfeitos, ex-namorado bonito jogador de futebol e popular na escola.

Violet Markante, como Finch a chama, sobreviveu a um acidente de carro que causou a morte de sua irmã, Eleanor, com quem, antes do acidente, escrevia uma revista on-line, eleanoreviolet.com. Desde então, Violet tem evitado estar dentro de um carro e seu talento para a escrita, algo em que se julgava boa, havia sumido. As coisas pareciam difíceis demais para ela e vivia se escondendo em frases como: “circunstâncias atenuantes” e/ou “ainda não estou pronta” e se culpava pela a morte se sua irmã. Ela já não era ela mesma, mas apenas uma casca do que havia sido. Ela estava mudada para sempre.

image

Nesse primeiro encontro no parapeito da torre da escola, Violet, assim como Finch, cogitava se lançar, ou pelo menos queria imaginar como seria se o fosse fazer. Depois disso, toda a escola passou a acreditar que ela, Violet Markey, a garota estável e normal, havia salvado a vida de Theodore, o “Aberração”. O que havia sido totalmente o contrário, por que, para os ouros, seria muito improvável que ela estivesse pensado em tirar sua própria vida. Depois deste episódio, numa aula de geografia, o professor propôs um trabalho em que os alunos tivessem que visitar lugares de Indiana em que nunca estiveram e relatar por que eles são incríveis, antes que fossem embora para faculdades em outros lugares. Finch não hesita em mostrar seu profundo interesse em fazer dupla com Violet e assim, durante suas andanças, Violet começa a perder seus medos e exorcizar seus demônios interiores, enquanto se desenrola um lindo e fofo romance entre os dois.

A história é regada de momentos alegres, bonitos, tristes e reflexivos. Tem uma narração dupla feita por Finch e Violet (tenho que confessar, eu amo histórias assim) e uma linguagem fácil, mas com diálogos profundos e inspiradores, quase poética, e, acima de tudo, um desfecho de partir corações e causar lágrimas em qualquer um. Esse, com certeza, foi um dos melhores livros que eu já li.

Título: Por Lugares Incríveis.
Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven.
Ano: 2016
Editora: Seguinte.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

| RESENHA | Princesa de Papel – Erin Watt – The Royals – Livro Um.

Sinopse: De clubes de strip tease a paradas de caminhões para mansões e escolas especiais, uma garota tenta se manter fiel a si mesma.
Esses Royals vão arruinar você…
Ella Harper é uma sobrevivente – uma otimista pragmática. Ela passou a vida toda se mudando de cidade a cidade com sua leviana mãe, lutando para sobreviver e acreditanto que um dia ela ia sair por cima. Após a morte de sua mãe, Ella está verdadeiramente sozinha.
Até que Callum Royal aparece, tirando Ella da pobreza e a jogando em sua imensa mansão junto com seus 5 filhos que a detestam. Cada garoto Royal é mais magnético que o outro, mas nenhum é mais encantador que Reed Royal que está determinado a mandá-la de volta ao buraco de onde ela veio.
Reed não a quer. Ele diz que ela não percente junto aos Royals.
Ele pode até estar certo.

image

Conheci Princesa de Papel pela minha amiga Keth (Blog: Parabatai Books) que me falou tão bem do livro que foi impossível não realizar a leitura. A história irá girar em torno de Ella Harper, que faz o que pode e o que não pode para sobreviver, mesmo que não goste disso. Afinal ninguém deve realmente gostar de tirar a roupa por dinheiro e muito menos aturar humilhações. Isto me encantou bastante enquanto fazia a leitura. O fato de Ella se preocupar tanto com seu futuro a ponto de suportar as piores coisas para realizar seus sonhos e não passar mais nenhuma necessidade.

Os cinco irmãos Royals estão unidos por um motivo: se livrar da garota que para eles não é digna de viver naquela casa. O mais interessante é que os irmãos são o extremo oposto do pre-esperado para eles. É de se esperar loiros altos de olhos azuis que são tão engomadinhos que se enconstar eles dariam um chilique. Mas na verdades os irmão são morenos, altos e musculosos daqueles que dão medo por terem uma aparência de valentões como a própria Ella os descreve.

Os garotos Royals não são nada do que eu esperava. Eles não parecem babacas ricos com roupas de garotos metidos. Parecem valentões apavorantes que podem me partir ao meio como se eu fosse uma vareta.

Reed é um personagem que não consegui sentir afeição. Apesar dele ter mudado com o decorrer da história não consegui me entender com sua pessoa. Acho a história de amor que o rapaz constrói com Ella bastante bonita, mas não mexeu comigo. Pois apesar do romance entre os dois é um dos pontos de maior destaque no livro, achei-o um tanto comum para o gênero e sem muitas surpresas ou cenas que me fariam realmente me afeiçoar ao casal.

Contudo a relação dos Royal em si mexeu bastante comigo. Pois é uma família quebrada pela morte de sua mãe e que só se uniu (com isso quero dizer os irmãos) para se livrarem de Ella. Reed é violento e não gosta de ver o nome da família ser jogado na lama fazendo de tudo para protege-lo. Easton (o crush do livro) é inexplicavelmente atrativo. Ele não mede e realmente dá a impressão que só pensa em sexo, mas seus problemas vão muito além disso. Gideon é o mais afastado assim como os gêmeos, Sawyer e Sebastian que não tem uma participação expressiva durante o livro.

Já Callum, o patriarca desta família, é um amorzinho. Não tem outra palavra para defini-lo. Ele não mede esforços para manter Ella segura em sua casa, tendo até que comprar sua estadia. Deixa claro a seus filhos que a garota permanecerá na mansão e que caso tome conhecimento, não irá tolerar qualquer tipo de repudio cometido a moça. Eu fiquei apaixonada pelas atitudes de Callum porque mesmo chegando a pouco na vida de Ella, ele a trata como a filha que nunca teve.

Enfim, eu gostei bastante do livro de Erin Watt (detalhe esse é o pseudônimo de dois autores chamados Elle Kennedy e Jen Frederick que se uniram para escrever a série) e acredito que os próximos volumes também serão incríveis já que o final de Princesa de Papel foi surpreendente.

Título: Princesa de Papel
Título Original: Paper Princess
Autor: Erin Watt
Editora: Planeta dos Livros
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟⭐

| RESENHA | Eleanor & Park – Rainbow Rowell

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

image

Ler Eleanor e Park foi uma surpresa realmente agradável. Quando eu vi quotes, resenhas e fotos dos livro no instagram, fiquei curiosa para saber no que sucederia a história de amor jovem que Rainbow Rowell planejou no livro. E fiquei satisfeita porque o livro cumpriu o que havia prometido como uma história de amor jovem. Eu vejo várias pessoas reclamando das atitudes de Eleanor, mas a verdade é que a jovem é apenas uma adolescente que não conseguia lidar com os problemas de modo racional. E este fato, me deu uma perspectiva maior do que a autora desejava passar. Pois não é só uma história de amor jovem, como também uma história da vida na adolescência com suas dificuldades.

Ter as expectativas superadas ao finalizar um livro é a melhor coisa que pode acontecer para um leitor. Fiquei mais do que feliz em ter concluído esse livro, pois apesar de me irritar várias vezes com a Eleanor eu consegui entender as emoções dela. E também fiquei positivamente surpresa com o final. Pois em todos os comentários que vi sobre o livro, achei que ia ficar totalmente deprimida, mas a verdade é que achei ele condizente com a obra apesar de ter sido um tanto aberto.

image

Park é o tipo de namorado que toda garota gostaria de ter. Pelo menos, eu gostaria. Park é geek, leitor de gibis e compreensivo. Ele sempre contornar a situação e apesar de não ser o maior defensor dos fracos e oprimidos, não gosta de ver e participar de atos do tipo.  É o tipo de cara que não chama atenção para si mesmo e não deixa que ser oprimido embora seu pai viva projetando coisas nele, querendo que o rapaz seja uma coisa que não e o pressionando com frequência. Fiquei com bastante ódio do pai do Park em algumas situações pois o machismo nos seus atos me dava uma bela vontade de entrar no livro e socar a cara dele.

Eleanor é pobre e acaba de voltar para casa depois de um ano de favor na casa dos amigos de sua mãe. Tímida, estranha e ressentida, ela é muitas vezes irritantemente infantil, mas que de certa forma faz todo sentido pois ela é apenas uma adolescente com medo. Medo de ser expulsa de casa, medo de perder seus irmãos, medo de perder tudo mais uma vez.

O encaixe dessas duas histórias é a forma com que duas pessoas tão diferentes conseguem se entender. Como o amor surge através de pequenas palavras e gestos. Aos poucos as coisas vão acontecendo e a autora conseguiu mostrar isso com maestria. Que não foi de repente, mas sim construído pelos atos. O livro é incrível, e sugiro abertamente que coloque na sua lista de leitura Eleanor e Park para se apaixonar também.

Título: Eleanor & Park.
Autora: Raibonw Rowell.
Editora: Novo Século.
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐