Arquivo da categoria: Trilogias

( Resenha ) A Queda dos Reinos · Morgan Rhodes · Livro 01

Olá Corujinhas. Abram suas e vistam suas armaduras que hoje iremos sobrevoar os reinos de Paelsia, Limeros Aureanos para que nossos mais profundos desejos sejam concebidos.

A queda dos reinos capa

 

Título: A Queda dos Reinos
Título original: Falling Kingdoms
Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Ano: 2013
Avaliação: 🍁 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado. E, A Queda dos Reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista de quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.

A busca pelo poder, pelo poder supremo, é a razão por trás da maioria dos males que o mundo testemunhou.

Conheci A Queda dos Reinos através das minhas googadas na busca por novas ficções. Sempre gostei de procurar por mim mesma novas histórias de modo que fiquei extasiada ao encontrar a capa do livro e ler seu título. Por isso assim que saiu os desafios da #Fantastona2017 logo o encaixei em minhas leituras cheia de expectativas pelo que poderia me esperar já que por não saber de nada sobre a obra — não faço o tipo que lê sinopses — e tudo que eu sabia era apenas mergulharia em um novo mundo contendo. E apesar de não ter achado a história impactante à ponto de tirar o fôlego, também não posso dizer que foi do meu total desagrado. Vi no livro potential que me deu certeza que vou dar continuidade à série.

De todos os pontos que me agradaram nesta a obra, a narrativa que é essencial não foi uma delas. Apesar da leveza e agilidade com que tudo transcorria, o modo com o qual a autora conduziu tudo foi fraco. Houve uma inversão de papéis onde, no que a autora deveria ter evoluído ficou de lado e o que deveria ter sido deixado de lado acabou tomando mais espaço na narrativa. Em uma obra maior e mais densa tal erro poderia ser perdoado pois teria-se dado espaço para a não breveidade das coisas. Mas em um espaço curto de tempo como o que a autora propõe ficaram fora dos eixos. Posso dizer que muita das vezes acabei achando o texto infinitamente infantil, uma coisa que me incomodou bastante durante a leitura. Sempre detestei longos diálogos em virtude provar a razão sobre tudo. Em uma narrativa focada na raiva, a autora usou e abusou dessa característica.

Mas, apesar de ter tido um impacto negativo com esse primeiro encontro com a obra, todo o aspecto restante de sua composição foi agradável. A forma ao qual Rhodes conseguiu aprofundar uma nova mitologia no contexto da obra foi sensacional. Me vi sedenta e expectante pelas respostas aos enigmas deixados pela autor sobre tudo que poderia ser tragado e conquistado pelos personagens. Apesar de, em um contexto inicial certas coisas parecerem refletir uma conclusão clichê e sem graça, Rhodes tomou pelas mãos e recriou dando novas dimensões ao futuro dos três reinos.

Quanto aos personagens, apesar de tê-los achado estranhos devido a infantilidade explicada na narrativa, também enxerguei neles algo mais o que me mostra como o ser humano pode ter duas faces. Cleo, a princesa de Auranos, apesar de toda a arrogância e Insatisfação mostra também um lado disposto à ser mais que uma donzela em perigo. Jonas, um rapaz pobre de Limeros, apesar da raiva e do sentimento de vingança mostra-se inteligente o suficiente para encontrar a justiça acima de tudo. Lúcia esta envolta de doçura, mas isto não significa que ela não tem força para ser forte quando necessário. E Magnus, dentre todos é o mais coativamente pela maneira sofrida ao qual precisa deixar de lado em favor do ódio para não simplesmente sucumbir à ela.

Dessa maneira, A Queda dos Reinos foi um livro que me proporcionou um turbilhão de emoções. Fui levada da raiva à surpresa, e apesar das falhas do enredo não perco minhas esperanças na série. E mal posso esperar pelo próximo volume.

Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia.

Anúncios

( Resenha ) The Kiss Of Deception · Mary E. Pearson · As Crônicas de Amor e Ódio 01

Olá Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa da liberdade e preparem seus corações para diferentes emoções porque hoje nossa aventura será pelo coração de uma princesa e as límpidas terras de seu reino.
image

Título: The Kiss Of Deception
Trilogia: As Crônicas de Amor e Ódio #01
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Páginas: 406
Ano: 2014
Avaliação: 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse:Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿

Quando comecei a ler The Kiss Of Deception como parte da #Fantastona2017, eu tinha altas espectativas com o estaria me aguardando. Já havia começado as três primeiras páginas uma porção de vezes, embora nunca tenha me empolgado com a leitura. Mas influenciada pelo tanto de falares bem sobre a obra, adicionei o livro na minha tbr para finalmente contempla-lo. Porém, a verdade é que acabei recebendo mesmo um beijo de decepção pois não consegui gostar da obra achando-a apenas um pouco mais que razoável.

Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.

Mary E. Pearson tem uma narrativa morna e cansativa. O livro não fluiu com facilidade pelo exagero de detalhes que possui. Escrever cenas descritivas é um trabalho no mínimo complexo. Principalmente em livros de características fantásticas que por natureza — por serem um mundo novo — acabam exigindo mais do escritor pela falta de base que possuí. É preciso ter cuidado para não ficar nem muito breve, nem muito pesado. Pearson enreda pelo segundo caminho oferecendo tantos detalhes desnecessários que dificultam o caminhar da obra. Empurrei com a barriga boa parte do livro por essa característica.

Pode-se levar anos para moldar um sonho, mas é preciso apenas umafração de segundo para despedaçá-lo.

Outro grande problema do livro são os personagens principais. Narrado em primeira pessoa por Lia, o Príncipe e o Assassino eu não senti muita diferença entre as narrações assim como nas personalidades dos três principalmente os rapazes. Faltou (além da motivação de cada um) características pessoais mostrassem o que os fizessem diferentes. De certo modo, não consegui me apegar à nenhum personagem por conta disso.

Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

Falando individualmente, a única pessoa que me proporcionar sentimentos foi Lia, mas estes também não se mostram positivos. Lia foi uma personagem mimada e egoísta desde o princípio. Não a odeio, mas também não gostei de suas atitudes. Não é preciso ser um gênio para descobrir o que humilhação e quebra de contratos podem acarretar, ainda mais em um mundo de reinados. Por esse motivo, quando finalmente Lia entende as consequências de sua fuga só consegui pensar: Agora? Sério? Dessa forma, apesar de — como mulher — entender os motivos de Lia, não consigo lhe dar razão. Fugir quando as reações só se jogam contra você é uma coisa, mas quando afetam outras pessoas é outros quinhentos.

Você não está vivendo nem mesmo uma vida. É um assassino. Você se alimenta do infortúnio de outras pessoas e rouba vidas que não lhe pertencem.

Os pontos positivos de The Kiss Of Deception estão infelizmente nos laços que ela não teve muita preocupação em desenvolver. Apesar do motivo fútil de origem para a história, o desenrolar dos acontecimentos e as perguntas que vêm com ele fazem o livro pular de razoável para bom. Existe história por baixo de tudo aquilo pois os reinos envolvidos parecem ter abundantes segredos à enfrentar. Apesar da minha insatisfação com várias coisas, também fiquei ansiosa para o que estava por vir e o que seria revelado. Foi essa curiosidade que me manteve na leitura.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo agrandeza.”
“Algumas coisas duram.”
Encarei-o.
“É mesmo? E exatamente que
coisas seriam essas?”
“As coisas que importam.”

Como podem perceber, The Kiss Of Deception foi uma leitura de mais baixos que altos. Não tenho certeza se um dia vou ler a continuação, mas se o fizer espero mais do próximo. Por enquanto, só posso dizer que pessoas são diferentes: se você quiser ler o livro vai em frente! Eu te desejo uma experiência literária bem melhor que a minha.

( Resenha ) Mil Pedaços de Você · Claudia Gray · Firebird 01

Oii Corujinhas. Abram suas asas, peguem seus firebirds que hoje iremos saltar no tempo para descobrir que o amor e o destino estão ligados em todas as dimensões. Basta acreditar e seguir em frente.

download

 

Título: Mil Pedaços de Você
Título original: A Thousand Pieces Of You
Autora: Claudia Gray
Editora: Agir Now
Páginas: 288
Ano: 2015
Avaliação: 🍁🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas. Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir. Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois? Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿

Mil Pedaços De Você é um livro com um fundo literário novo para mim. Nunca havia lido nada que envolvesse dimensões, embora não possa dizer que o enredo não me fosse familiar. Existem muitos animes que lidam com dimensões, mas nunca havia encontrado algo assim na literatura. O grande problema de ler livros com novas temáticas é a necessidade da construção perfeita deles. Não sou do tipo que precisa de detalhes extenuantes, mas preciso de um fundo sólido para acreditar que a teoria existe. Dessa maneira, apesar de todos os furos que encontrei na história, o livro de Claudia Gray foi ótimo nesse sentido pois a teoria dos multiversos foi bem apresentada e pude ver com clareza a lógica de tudo. Conseguir entender os pontos chaves de base do enredo como o que faz as dimensões se dividirem e quais são os limites entre os pulos entre dimensões.

A cada possibilidade, a cada vez que o destino decide algo jogando uma moeda, o universo divide as dimensões de novo, e de novo, criando cada vez mais camadas de realidade. E assim sucessivamente, ad infinitum. Essas dimensões não estão no espaço longínquo. Estão literalmente à nossa volta, ou até mesmo dentro de nós, mas por existirem em outra realidade, não somos capazes de percebê-las.

Começando pela escrita da autora, achei-a super fraca. Escrever exige detalhe idepedente do que se escreva: se você passa rápido de mais pela coisa acaba deixando o livro com um aspecto superficial. Por esse motivo, pela superficialidade com que a autora trata de narrar o livro, em vários momentos fiquei confusa sem entender muito bem os motivos de tudo. A vingança da protagonista foi infantil, por exemplo que parece não saber o que fazer e principalmente no que acreditar. Caramba! Se você esta arriscando sua vida precisa no mínimo saber de uma dessas duas coisas. Incertezas tão graúdas que acabaram por deixar Marguerite insossa e irritante como também comprometeu a leitura bastante arrastada. Apesar de ter demorado três dias pra finalizar a obra, se tivesse empolgada teria demorado apenas um. Isso porque Marguerite parece estar sempre voltando para o mesmo lugar.

Meu ódio é mais forte que as dimensões, mais forte que a memória, mais forte que o tempo. Meu ódio é agora a parte mais verdadeira do que eu sou.

Por não ter conseguido criar empatia pelos personagens, também não consegui enxergar romance no romance o que potencializou o meu desgostar. Primeiro, vale ressaltar que Gray tinha um ótimo mundo — ótimos mundos no caso — para explorar e ir além do clássico. Mas ao invés disso, prefiriu focar no romance, o que até aí tudo bem já que não tenho nada contra um bom romance. Entretando nesse ponto a história deixou de ser diferente e se tornou comum pela obviedade assumida deixando o romance mal construído. Teoricamente, temos um triângulo amoroso (mais um para lista), mas pela facilidade em que fui ligando os pontos ficou na cara quem Marguerite iria escolher então nem houve sofrimento ou ilusão. Mas o que mais me irritou na obra foi quanto ao relacionamento de Marguerite com seu escolhido pois ficou extremamente ilógico. Resumindo, como você pode se apaixonar por pedaços de uma pessoa? Você não deveria amar tudo nela e não somente o que lhe convém, certo? Eu sinceramente me senti zuada porque no contexto do livro se torna algo como; ela gosta daquele que não é aquele mas sim uma parte daquele — o que traduzindo significa; masoq?

Eu estava sendo sincera quando disse que não acreditava em amor à primeira vista. Leva tempo para se apaixonar realmente por alguém. Mas acredito em momentos. O momento em que você descobre a verdade sobre alguém e vislumbram a verdade dentro de você. Nesse momento, você não pertence mais a si mesma, não completamente. Parte de você pertence a ele, e parte dele pertence a você. Depois disso não há como voltar atrás, não importa o quanto você queira nem o quanto tente.

Minha opinião sobre esse livro poderia ser pior se não fosse as teorias que a autora propôs. É realmente uma pena que Cláudia Gray tenha optado pelo caminho mais fácil. Se a autora tivesse trabalhado mais o enredo eu poderia ter gostado mais e talvez pudesse Mil Pedaços de Você estivesse nos meus favoritos. A trilogia para mim termina aqui.

Agora sei que luto é uma pedra de amolar que afia todo amor, todas as suas memórias mais felizes, e os transforma em lâminas que nos cortam de dentro para fora. Alguma coisa em mim foi rasgada, algo que nunca mais vai cicatrizar, nunca, não importa até quando eu viva.

| RESENHA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han – Livro 01.

Olá Corujinhas. À algum tempo atrás li o primeiro livro da trilogia Para Todos Os Garotos e agora sou do time que amam a simplicidade e a trajetória de Lara Jean. Engraçado como nunca tinha sido grande fã do gênero, mas este livro me deu vontade de ler ainda mais dele. Pois além de cumprir bem o seu propósito, foi uma leitura cheia de emoções e grandes aprendizados.

download

Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Título original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

SINOPSE: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo.

Ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi sensacional. Já esperava mais ou menos como seria a história e tinha certeza que não me esperavam grandes surpresas durante a leitura, como de fato não aconteceram. Mas não é porque algo não surpreende que significa que seja ruim. Para provar isso, neste livro aconteceu justamente o contrário. A supresa não foi um plost twist, mas a gradatividade com que as coisas foram acontecendo. Dessa forma, as minhas expectativas foram atendidas e a história se tornou uma daquelas que sempre irei lembrar com carinho.

Mas acho que as pessoas não mudam a essência. Elas são quem são.

Lara Jean ou Laranjinha para os íntimos é uma adolescente normal. Não existe nada de extraordinário nela que outra pessoa não conseguiria fazer. Por esse motivo a história foi tão interessante de ser lida. O fato de Lara Jean ser comum a torna especial. Ela passa a ser uma personagem real que poderia ser encontrada em cada esquina. Uma melhor amiga que partilha de nossos medos e com quem sentimos que podemos partilhar os nossos.

Só deixo as pessoas acreditarem no que quiserem. Não acho que seja minha responsabilidade me rotular para elas.

Ao entrar de cabeça na vida de Lara Jean, pude perceber que tudo vai além de um romance adolescente. Han desenvolve uma história de crescimento. No início da trama temos uma personagem sem muita confiança que depende dos outros para seguir em frente. De uma forma ou de outra, Laranjinha parecia sempre estar procurando aprovação de alguém. Mas, à medida que o livro avança, Lara Jean se fortalece para perceber que a única dona de sua vida é ela mesma. Isso não acontece de uma vez, mas de modo puro e simples como a própria personagem.

Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você.

Jenny Han criou um livro fantásticos sem poréns, mas com muitos porquês. Seus persoagens cativam, mas principalmente sua história extraordinariamente comum nos leva a perceber quem somos e o que queremos ser. Leve, fluído e apaixonante Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma história sobre coragem e amor: até onde esses sentimentos podem nos levar.

| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Eu ando tão embolada com minha vida que as resenhas estão saindo sem muita ordem, mas eu prometo melhorar ano que vem provavelmente mas sem deixar de postar coisinhas pra vocês. Teremos algumas novidades em breve ano que vem de novo. Sim planejamentos antecipados que espero que vocês gostem além de um melhor entrosamento entre as colunas. Mas deixando de lado a minha organização, hoje eu vou postar a penúltima resenha dos livros que eu li na Maratona de Inverno 2017 que foi A Maldição do Vencedor no item: Um livro que você compraria pela capa. E sinceramente, olhando para essa coisa magnífica acho que todo mundo deve concordar comigo.

image

Título: A Maldição do Vencedor.
Título Original: The Winner’s Curse
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2014
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑❤
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

SINOPSE: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

Ele conhecia a lei das coisas: pessoas em lugares muito iluminados não são capazes de ver nas trevas.

A Maldição do Vencedor foi um daqueles livros que nos deixam com uma grande cara de tacho no final com a certeza de que os próximos seram ainda melhores. O que foi muito bom, porque ando lendo livros que me deixam um gosto amargo e uma sensação de poderia ter sido muito melhor. Mas nesse caso, houve o contrário pois A Maldição do Vencedor foi tudo que eu não esperava e muito mais. Mesmo não gostando muito de histórias com pouca descrição ambiental, Marie Rutkoski me proporcionou uma leitura que, por ser tão emocionalmente bem escrita, se tornou de mais valia que a redução do ambiente.

Em todos os aspectos que consigo pensar, o livro foi bem construído. Desde a história antes do livro começar (o que são os Valorianos e como eles se tornaram tão fortes) até as personalidades dos personagens que são diferentes em ações e gestos um dos outros. Isso me deu uma sensação de realidade muito impactante durante a leitura. Como se aquele mundo existisse e pudesse ser visualizado quando vamos à esquina. Tanto nos momentos em que precisei de explicações, como nos momentos em que tive que sentir na pele os conflitos de cada personagem.

Não é isso que as histórias fazem? Transformam coisas reais em falsas e coisas falsas em reais?

Começando pela produção da história em si, a autora criou um mundo extenso mesmo dando poucas informações sobre detalhes ambiente. Ao invés disso, foi nos dado um livro de riqueza excepcional nos detalhes históricos que juntos me deram um paronama sobre o mundo como os valorianos e herranis o conhecem. Dessa forma, ao conhecer o que realmente aconteceu no passado consegui vislumbrar o que poderia acontecer no futuro e também entender todas as aflições dos personagens.

Por falar em personagens, outro ponto que me deixou bastante extasiada com a leitura foi a construção das personalidades de Kestrel e Arin. Ambos vêm de mundos diferentes e possuem diferentes medos e ambições. Enquanto Kestrel procura uma maneira de se livrar de seus destinos possíveis — o casamento ou a entrada para o exército —, Arin tenta livrar encontrar uma maneira de ajudar seu povo, os herranis, à se livrarem da escravidão. Dessa forma, ao conhecer dois personagens tão opostos, percebemos também o quão suas personalidades são compatíveis à sua história.

Ele a viu. Ela sabia que ele a viu. Mas seus olhos se recusaram a vê-la. Era como se ela fosse transparente. Como o gelo, ou vidro, ou algo igualmente frágil.

Kestrel possuí os traços arrogantes de um valoriano e um certo desdém pelas regras. Mas também possuí força e inteligência para pelo menos tentar mudar o seu destino. Não é o tipo de pessoa que desisti, sendo extremamente leal aos seus amigos. O que mais me deixou encantada em Kestrel, apesar de detestar com todas as minhas forças personagens arrogantes, foi perceber que por baixo de toda essa dureza havia ainda uma mulher com sonhos e esperanças de um futuro diferente.  Parecido com Kestrel, Arin também possuí traços de arrogância muito embora os seus sejam devidos à sua ascendência e não sua força. Arin é cuidadoso e de certo modo gentil, mesmo não possuinddo motivos para assim o ser. Afinal de contas, sua liberdade foi tirada e seu maior desejo é ser livre.

Ao criar dois personagens tão diversos, quando a autora os uni cria uma conexão forte, mas também dilematica. Do mesmo modo que parece tão fácil dar vasão as escolhas de Arin pelo significado que elas possuem em um sentido maior, também é possível enxergar em Kestrel as motivações do seu povo. Então, ao termos dois personagens em choque, os sentimentos são muito bem explorados onde têm-se aqui um romance apaixonante que vai além das escolhas pessoais e do que queremos para nós mesmo.

Esse livro de Marie Rutkoski é lindo e maravilhoso. Cada página, cada capítulo foi construído de modo que percebamos a evolução e os sentimentos dos personagens. Eu super recomendo A Maldição do Vencedor para todos aqueles que desejam um romance que vá além do romântico e trazendo conflitos para dominar seus pensamentos.  

A felicidade depende de ser livre, e a liberdade depende de ter coragem.

| RESENHA | Broken: Despedaçada – Tânia Dias

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? Mês passado, eu li o livro Broken de Tânia Dias que foi bem surpreendente. A história  bem desenvolvida me prendeu em um misto de romance e ação. Mas principalmente por ser uma trama que mostra bem como as pessoas podem evoluir ao perceberem como a vida é difícil e sua importância no mundo.
image

Título: Broken: Despedaçada
Autora: Tânia Dias
Editora: Chiado
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob

SINOPSE: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

A dor funciona da mesma forma: só a sentimos quando temos tempo para, no frio silêncio do dia, pensar.

No mundo fantástico criado por Tânia Dias, os personagens e os elementos são o foco principal do livro. E mesmo assim, a autora não se perde com a trama principal que mostra a constante luta da princesa Alexia White em ajudar o seu povo em alimentá-lo e a reconquistar os reinos da garra do traidor. Um dos meus pontos favoritos da leitura foi justamente este. A capacidade que a autora teve de evoluir as duas histórias simultaneamente. Nunca nos saturando muito com um lado ou com o outro, e sim dando equilíbrio ao livro construindo assim uma aventura e um romance de tirar o fôlego.

Mas o que mais me conquistou na história foram os personagens principais. Ian é o típico mocinho bad boy que me arrancou suspiros durante toda a leitura. Com um humor ácido e uma certa arrogância, Ian é orgulhoso mas apaixonante. Tanto que atração é o que não falta no livro. Juntamente com Alexia, os dois protagonizam cenas que me fizeram ir da mais alta risada até o mais longo dos suspioros. Mesmo com a volta do noivo de Alexia, Aaron que esta disposto a lutar pela princesa e assumir seu lugar ao lado dela, torci por Ian e pelo seu sentimento por Alexia que a medida que o livro vai caminhando se torna mais forte.

Por falar em Alexia, a princesa foi a a minha personagem favorita muito embora minha relação com ela tenha sido de amor e ódio. Alexia era exatamente o oposto de uma heróina que eu gosto no início da trama. Mimada e bastante impulsiva, teve momentos que quis afogar a garota ou estapea-la. Me irritava bastante com ela, muito embora internamente ainda a entendesse. Alexia estava despedaçada pela morte de sua mãe, pelas suas novas responsabilidades, mas principalmente pela promessa de destino que não havia pedido. Apesar de tudo isso, a princesa não me descia até que comecei a notar uma gradual mudança de comportamento onde finalmente senti a personagem não somente amadurecendo como também se tornando uma herdeira digna pela força que começou a trazer.

Minha única ressalva vem por conta de algumas passagens que achei rápidas de mais e falta de construção maior em alguns personagens como Sophie, a melhor amiga de Alexia. Fora isto, foi uma leitura surpreendente e arrebatadora que me deixou ansiosa pelos próximos volumes. Eu super indico. Se você curte uma boa ficção fantástica irá amar.

| RESENHA | Ponto Sem Retorno – Gabriela Simões.

Oii gente, como vão? Mês passado a autora portuguesa Gabriela Simões me enviou um livro para leitura. Por conta das aulas e tudo mais acabei atrasando bastante aqui no blog assim como minhas leituras. Mas hoje finalmente trago a resenha deste livro bem legal da autora cheio de mistério, romance e ficção.

image

Título: Ponto Sem Retorno
Autora: Gabriela Simões
Editora: Vieira Da Silva
Ano: 2017.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
Onde encontrar: Skoob

Sinopse: Giselle Levy é meio-bruxa e vive isolada do mundo com o seu avô, escondida do olhar do rei. É cuidadosa e astuta, contudo, numa tentativa de sobreviver, foi apanhada e chantageada por um dos príncipes de Kendrad, Cristian, que promete não a entregar, se ela for trabalhar para o palácio. Num dilema, ela coloca em perigo a sua identidade e passa a trabalhar no palácio, onde terá de lidar com as constantes tentativas de sedução do príncipe Cristian, os misteriosos olhares de príncipe Eli, os encontros escondidos com o seu melhor e único amigo, Rylan, e um rei desumano com segredos obscuros. Giselle vive numa constante incerteza e angústia de ser descoberta, amargurada pelo facto de não poder ser livre, encontra uma misteriosa sala, com um poderoso encantamento que poderá mudar tudo. Assertiva, inteligente e defensiva, irá deparar-se com uma escolha que mudará para sempre a sua vida e a ideia que tem si própria.

Um dos meus estilo de livro favoritos é, com toda a certeza, a ficção fantástica. Acho emocionante a maneira com o qual os autores conseguem criar um novo mundo e dar cordas as nossa imaginação a medida que vamos lendo. O livro de Gabriela Simões me deixou com água na boca e ansiando pelo próximo. Foi um livro um tanto surpreende já que o percurso traçado por Giselle que de primeira parecia tão clichê, de uma guinada e me deixou estupefata. E apesar de triângulos amorosos não serem o meu forte, gostei bastante da forma que a convivência de Giselly com os príncipes suscederam. Isto porque os diálogos foram super bem escritos tornando a leitura fluída. A autora soube intercarlar os diálogos com as descrições e eu me vi dentro da história. Não existe nada melhor que isto.

Os únicos pontos fracos na história foram as expressões portuguesas e também a personalidade de Giselle. Na parte das expressões entendo que não é culpa da autora, mas isto tornou em algumas ocasiões uma desconexão para mim. Eu ficava com aquela cara de não entendi bulhufas ainda porque as expressões brasileiras são bem diferentes. Em relação a personagem principal achei-a bastante impulsiva e infantil. Usando bastante da ironia e do sarcasmo, Giselle me deixou frustada as vezes porque acho que existe um limite entre a sinceridade e a arrogância e a personagem várias vezes passou dele. Ela é bastante presunçosa o que é algo que não gosto nada-nada.

Mas críticas a parte, o livro de Gabriela Simões foi uma ótima surpresa. Fiquei surpresa com o gancho do final para o próximo livro e estou ansiosa para descobrir como a trama irá se desenvolver.

Estilhaça-Me – Tahereh Mafi

Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar. Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela. Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo. Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos. “Estilhaça-me” é um romance fantástico, que intriga, angustia e prende o leitor até a última página com uma história surreal que mistura amor, medo, aventura e mistério e traz um desfecho surpreendente.

image

Descobri Estilhaça-Me em um grupo no Whatsapp e apesar da capa deste livro ser bem feinha ele me chamou muito atenção pela sinopse que possuía. Embora eu já estivesse acostumada com o esquema de publicação que uns anos atrás esteve tão na moda (trilogia/distópica e que ainda esta meio na moda), eu estava procurando um novo tipo de contexto e passei por alguns livros bem decepcionantes até chegar neste. E apesar de ter achado o final da trilogia um pouco forçoso eu fiquei abismada com o conteúdo e as “perguntas” deixadas pela autora durante a história.

Juliette é uma personagem, eu diria, um pouco típica de mais de enredos distópicos. Ela de cara apresenta fraqueza mais vai evoluindo conforme a história fica mais forte. Porém também é uma moça de atitude que chega a raiar a inconsequência. De menininha fragil posso perceber que aos poucos ela caminha para se tornar uma mulher forte que seus poderes podem transforma-la.

Admito que fiquei bastante perplexa com a complexidade da história que, não só por ser uma trilogia, me deixa com a sensação de que existe muito mais entre as linhas do que a autora deixa aparecer. E isso me motiva a um dia quem sabe dar prosseguimento a trilogia, que por ter sido tão decepcionante no final não me deu gás para continuar. Mas quem sabe um dia…

Título: Estilhaça-me
Título Original: Shater-me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

image
2ª capa publicada com base na orginal

A Hospedeira – Stephenie Meyer

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

image

Eu queria acreditar no que ele dizia. Eu considerei a palavra expatriada… Tentando me convencer que não era nada pior.

Faz quase quatro anos que li A Hospedeira e ainda hoje foi um dos livros mais surpreendentes que eu encontrei na vida. Por ser escrito pela autora Stephenie Meyer, eu não achava que ele odeia me oferecer muita coisa, tendo em vista que já havia lido um livro da saga Crepúsculo (Lua Nova) e não ter gostado do cerne principal da história. Porém o enredo do livro se Meyer me chamou a atenção por eu nunca ter lido algo do gênero. Não a parte sobre um alienígena habitando o corpo de alguém, mas o foco não ser no hospedeiro em si e sim no alien, no caso, a alma.

Admito que a primeira parte do livro foi meio chata. Por ser um mundo grande e uma nova espécie, Meyer passou muito tempo nos explicando os detalhes do que são as almas e o que elas querem. Embora eu tenha gostado (e ainda goste) de saber ainda mais sobre as almas acho que isso parou a leitura um pouco que só fluiu de vez quando finalmente chegamos a evolução do livro assim que Peregrina (já amiga de Mel, apaixonada por Jared e se sentindo mãe de Jamie), foge para se encontrar com os humanos. A partir daí, durante toda a trajetória do livro eu sempre fiquei muito atenta aos detalhes e acho que devo parabenizar a autora por ter criado um enredo tão rico e bem estruturado. Peg faz descrições dos ambientes, dos personagens e dos sentimentos que me fizeram participar e sentir ativamente presente todo o livro.

Havia outra emoção crescendo nela que eu não reconhecia. Algo no limite da raiva, com uma ponta de desejo e uma porção de desespero.
Ciúme. Ela me esclareceu.

O que mais me chamou atenção durante o livro porém não foram os detalhes emotivos, e sim o grau de diferença quase perfeita das personalidades dos personagens. Começando por Peg e Mel (admito que desde sempre preferi a Peg por considerar Mel infantil e irracional), que são completamente opostas uma da outra. Entre elas está a diferença mais clara dos dois mundos de qual ambas vieram. Melanie é o exemplo claro da humanidade. Ela é egoista e manipuladora quando é necessário para proteger quem ama e especialmente violenta na maioria das vezes. Mel mostra de modo muito certeiro a vontade e o guerreirismo (se é que essa palavra existe) do ser humano. E muito embora eu não tenha gostado dela na maior parte do tempo, não pude deixar de admirar a garra de sua pessoa e sua mente. E Peregrina ao contrário é um amor de alma incapaz de fazer mal a alguma pessoa. É impressionantemente sagaz e astuta para compreender as coisas ao seu redor, e ainda aliada a isso, eu vejo nela a serenidade e a riqueza no senso de justiça que muitos humanos perderam com o passar dos anos.

Além dessas duas personagens principais, os outros personagens que posso destacar como essenciais para a história são Jared e Jamie é claro, alem do tio Jeb, Ian e Doc. Cada um deles me motivou a ler o livro de alguma forma pois eu fui me apaixonando por um ponto de especial de sua pessoa. Quero dizer de quase todos. Como sempre fui fã da Peregrina, odiei o Jared com todas as forças por sua incredulidade em relação a ela. O jeito como ele a tratava como “a coisa” e a repulsa que ele sentia dela me doíam bastante, mesmo que eu consiguisse entender que Peg representava a Jared – em uma prova visual constante – de sua perda sobre Melanie. Por outros lado temos uns apoiadores da causa “não vamos matar Peregrina”, como o pequeno Jamie que é irmão da hospedeira. É muito lindo ver que o amor que Jamie nutre por Melanie não o faz odiar Peg instantâneamente. Na verdade ele dá asas para que ela se torne sua amiga e também sua irmã. Exatamente o mesmo amor que Peg sente por ele e faria arriscar tudo pelo garoto.

Mas eu não consegueria segurar ele para sempre, ele escaparia de mim. Amanhã ou depois. E então eu morreria também. Sem Jamie eu não viveria.

Por fim temos Doc, Ian e Jeb. Doc é o personagem mais misterioso da história e também um dos mais gentis. Eu consigo enxergar a bondade e o interesse nele, assim como a justiça, porém ele comete erros como qualquer humano. Ian é o meu crush da história. Eu me apaixonei por ele aos poucos. Depois de todo o ódio inicial, ele se deixou conhecer e mudar tudo que acreditava sobre as almas através das palavras Peg. Então ele se transformou, aos meus olhos, em um dos personagens mais apaixonantes de todos os tempos. Jeb é o Dumbledore da história. Toda história tem um. A curiosidade a facilidade que ele tem de encaixar as pecinhas uma na outra. Como se tivesse um terceiro olho escondido em algum lugar.

Porquê sempre o consideramos loucos? Mel se perguntou. Ele vê tudo. Ele é um gênio.
Ele é as duas coisas.

Por último, eu quero destacar a comunidade dos sobreviventes. Como uma massa humana que tem vontades e que construíram uma sociedade onde todos vivem em paz e cumprem seus deveres. E que também depois do ódio inicial, conseguiram aceitar ou então tolerar a vivência de Peg entre eles, isto com uma bela ajudinha de Jeb.

– Eu os estava acostumando a vê-lá por aqui. Fazendo-os aceita-la sem que percebessem. É como cozinhar um sapo. (…) – Se você joga o sapo em uma panela de água quente ele pulará fora imediatamente. Mas se voce colocar o sapo em água fria e aquecer o sapo não perceber até ser tarde de mais. Sapo fervido. É só trabalhar os pontos.

Eu simplesmente amo este livro. Ele foi um dos livros que formaram a minha mente de leitora com certeza. Acho que quem leu e entendeu o que a história passa, quem da uma chance, me entende. E quem ainda não, leia, é um dos melhores livros que já li em toda minha vida.

Título: A Hospedeira
Título Original: The Host
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrisica
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Estava me mudando, não a ela. Era quase um processo metalúrgico nas profundezas do ser que eu era, algo que já havia começado e estava quase terminado. Mas esse longo e ininterrupto beijo completou o trabalho – fundou essa nova criação. Inquebrável.

Olho Por Olho – Jenny Han e Shiobian Vivian – Trilogia Olho Por Olho Livro Um.

image

Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Incrivelmente profundo, esse livro de Han e Vivian me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. Qualquer pessoa que de certa forma tenha passado por algum trauma ou humilhação na escola, sabe exatamente o que essas três meninas passam e qual o sentimento que a levou a essa vingança tripla. Todos os personagens apresentados, tanto os mocinhos quanto os vilões tem uma gama de personalidade e carga passada muito grande. Todos representam uma espécie de face do que os adolescentes sentem durante a vida na escola.

Tudo esta encaixado ao redor de Lillia principalmente. Pois ela que está mais perto das pessoas que as meninas querem vingança. O que leva Lillia a buscar vingança contra um dos seus “melhores amigos” é o sentimento de traição que está enraizado a sua irmã mais nova Nadia e a ela própria. Mesmo tendo quase dezoito anos, Lillia é muito ingênua ao que pode acontecer e quem ela era por deixar ser controlada com facilidade por seus “amigos”. Acho incrível ver sua transformação, ou sua meia transformação, quando ela aprende a dizer não a partir das coisas que essas pessoas lhe fizeram passar.

A história de Mary é a que mais me emociona. Quando eu estava lendo o livro, percebi as variadas semelhanças entre nós duas. Não que eu tenha sido gorda e sofrido com isso (pelo contrário eu era um palito. OK ainda sou!), mas pelo tipo de piada humilhante que as pessoas fazem com ela e principalmente daquele que de certa forma estava se tornando seu amigo. Esse tipo de traição é a mais profunda porque não fere superficialmente, as palavras ditas por pessoas próximas conseguem deixar cicatrizes fundas que nunca realmente deixa de sangrar. É por isso que de todas as garotas, a vingança de Mary é a que mais me deixa próxima dela. Por que essa necessidade eu entendo (e até me sinto meio vingada também).

Kat é uma personagem durona que aguentou tudo quase numa boa dando apenas algumas pequenas respostas afiadas sem nunca realmente se dar ao trabalho de responder e mudar o que se falava dela. Antes Kat era melhor de Lillia, e principalmente de Rennie. Quando a amizade acabou, Ren espalhou vários boatos sobre Kat que se expalharam pela escola e a perseguiram desde então. Kat nunca se importou o que eu acho incrível da parte dela. Diferente de Mary (e de mim) ela não se escondia ou chorava pelo, apenas seguia em frente. Porém as coisas mudam por causa de Alex, que a faz sentir alguma coisa e depois a descarta. Kat então, bem tardiamente, decide iniciar a vingança. Só que sua mira vai para Rennie que só fez destruir a sua vida desde pequena.

Quanto aos personagens que são o alvo da vingança dessas três meninas, Alex por Lillia, Rennie por Kat e Reeve por Mary, eu consigo distinguir entre eles o egoismo.   O tipo de sentimento que infelizmente está dentro de muitas pessoas. Nenhum dos três, principalmente Rennie e Reeve, tem algum pudor em fazer o que é necessário ou passar por cima de alguém para conseguir alguma coisa. São pessoas mesquinhas e cruéis que são incapazes de olhar para os outros além de si mesmos.

Eu gostei muito desse livro. Me senti próxima dos personagens em várias vezes. Não acho que tenha falhas que seja necessário comentar porque não influência no final do livro. Ele é espetacular e já estou devorando o próximo livro.

Título: Olho Por Olho
Título Original: Bum For Bum
Autor: Jenny Han & Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟