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( Resenha ) Amaldiçoadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 02

Olá feiticeiras Corujinhas. Preparem-se para uma aventura sem precedentes onde o destino será seu pior inimigo. Pois três irmãs nasceram capazes de fazer bruxaria e todas são capazes de fazer magia mental. Uma delas terá visões e será a mais poderosa de todas. O problema é que apenas uma sobreviverá a virada do século pois uma irmã matará a outra.

Título: AmaldiçoadasAMALDICOADAS_1411600687B
Título original:
Star Cursed
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2014
Avaliação: 🍁 🍁 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Após escolher servir à Irmandade e abandonar sua posição social, sua família e Finn, seu grande amor, Cate Cahill vai enfrentar dilemas muito maiores. Os Irmãos da Fraternidade estão cada vez mais ávidos por controle. Eles não apenas continuam fazendo de tudo para exterminar as bruxas, como agora também desejam acabar com a autonomia de todas as mulheres, por meio de um decreto que as proíbe de trabalhar e estudar. Quando Sachi, amiga de Cate, é mandada para o Hospício de Harwood por executar magia em público, o cerco se fecha em torno da Irmandade e Cate começa a sentir a pressão para manifestar os poderes anunciados na profecia, aquela que aponta uma das irmãs Cahill como a bruxa mais poderosa em muitos séculos. Mais do que nunca, Cate precisa proteger suas irmãs, Maura e Tess, que acabam indo morar com ela em Nova Londres. No entanto, a reaproximação se torna um revés quando Maura demonstra grande interesse em deter o maior poder de todos. As consequências podem ser terríveis e incluir uma guerra cruel capaz de separar de vez as irmãs Cahill.

Destino. A palavra soa tão grandiosa e, no entanto, promete uma sina tão horrível. Uma de nós não vai viver para ver o século XX. Uma de nós vai matar a outra.

O segundo livro da trilogia As Cronicas das Irmãs Bruxas conseguiu elevar a série à um novo patamar. Talvez porquê neste livro a autora se preocupou muito mais com a história em si do que com o contexto social, Amaldiçoadas deu novos constrastes a trama demonstrando a capacidade Jessica Spotswood de remodelar e surpreender o leitor.

Amaldiçoadas , diferentemente do primeiro livro que focou na relação entre as irmãs, vêm com um contexto mais voltado para a política e as tramas de poder. Por esse motivo acredito que acabei gostando bem mais desse segundo enredo pois houve uma grande evolução dos viés da trama. A porta aberta em Amaldiçoadas ganhou notoriedade e força Enfeitiçadas onde toda obra passou a ter uma pretensão a mais de onde gostaria de chegar e quais caminhos precisaria tomar para alcançar seus objetivos.

Cate, Maura e Tessa continuam como as grandes protagonistas de personalidades distintas. Para mim, os sentimentos do passado possuiá em relação as três irmãs apenas se intensificaram. Cate começou a me dar raiva pela bobice e falta de atitude. Entendo que muito do que a garota fazia era proteger suas irmãs, mas as vezes achei-a exagerada de mais principalmente com Tess que não precisa sempre ser tratada como criança. Maura passou de irritante à odiosa por querer sempre ser a mais em absolutamente. Sua necessidade de ser o centro das atenções finalmente lhe corrompeu e parece que nem mesmo as irmãs são mais importantes em sua vida. E Tess ganhou de vez meu coração. É a mais jovem mas com toda certeza a mais sensata. Além de guiar ambas as irmãs, possui um coração nobre capaz de sentir as necessidades de todos sem nunca esquecer de si mesma. Três personalidades distintas que completam toda a obra.

Em suma, Amaldiçoadas foi um livro que me surpreendeu bastante desde os enredos base até mesmo o grande plot twist do final que promete ainda mais para a conclusão da trilogia. O que posso dizer é leiam. Por todas suas nuances entre críticas sociais, romance, amor fraternal e ação, essa obra vale super à pena.

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( Resenha ) Enfeitiçadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 01

Olá feiticeiras Corujinhas. Abram suas asas que o destino nos espera com um preságio de poder. Em um jogo definido pela maldade dos irmãos e pela submissão das mulheres, três irmãs estão destinadas a um futuro grandioso e perigoso que pode dar fim à uma era ou iniciar um novo ciclo de terror.

download (3)Título: Enfeitiçadas 
Título original: 
Born Wicked
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas 01
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: No leito de morte de sua mãe, Cate Cahill fez uma importante promessa: proteger a todo custo suas irmãs mais novas, Maura e Tess. Essa tarefa é mais difícil do que parece, afinal, as irmãs guardam um importante segredo: elas são bruxas. Em uma sociedade governada pela Fraternidade, instituição que pune qualquer suspeita de bruxaria com a prisão, a internação num hospício ou a morte, ser bruxa significa estar constantemente em perigo. Aos 17 anos, faltando apenas algumas semanas para que Cate decida entre se casar ou abraçar a Irmandade – braço feminino da Fraternidade -, talvez ela não consiga manter sua promessa, principalmente depois de encontrar o diário da mãe, que revela um segredo capaz de levar a família à destruição. Desesperada para descobrir alternativas, Cate começa a vasculhar livros proibidos e a encontrar ajuda em novos amigos rebeldes, tudo isso enquanto precisa lidar com eventos sociais, propostas de casamento e um romance proibido com o inadequado jardineiro da família. Se o que sua mãe escreveu for verdade, as garotas Cahill não estão a salvo – nem da Fraternidade, nem da Irmandade, nem delas mesmas.

A Fraternidade é bastante firme em relação ao papel das mulheres. Devemos ser vistas, e não ouvidas.

Eu sempre gostei bastante de obras que envolvem seu enredo alguns dos momentos históricos mais importantes que passamos. Seja esse envolvimento como inspiração para sua estrutura ou mesmo como parte dela. Por esse motivo, quando conheci o enredo de Enfeitiçadas fiquei encantada pela premissa que apresentava pois nunca antes eu havia lido uma obra que ressaltasse a época da inquisição de caça as bruxas. E apesar desta não ser uma ficção histórica, posso dizer que o livro foi perfeitamente embasado com uma fundamentação espetacular neste momento.

Jessica Spotswood tem o tipo de narrativa que normalmente não me agrada em fantasias. A autora parte do principio de narrar muito mais os sentimentos personagens do que construir  as descrições do mundo. Contudo, acabei não sentindo falta desta segunda característica na obra da autora. Pois a história é ambientada no século XX e mesmo sabendo que não se trata da mesma realidade que conhecemos da época, acabei associando uma coisa a outra. Assim, fui muito mais feliz em minha leitura pois ao entender melhor os sentimentos de cada personagem, em especial Cate que narra o livro, consegui me aprofundar mais nos momentos proporcionados.

Os personagens de Spotswood foram também muito bem trabalhados de modo que cada um tivesse sua personalidade bem definida. Cate, a mais velha das irmãs, é insegura quanto ao que esperar do seu futuro porque esta sempre a caminho de proteger as outras. É uma personagem um tanto sensível de mais pro meu gosto, admito, mas eu percebo que existe muita explicação para essa sensibilidade. Cate fez uma promessa difícil e esta sempre tentando mantê-la mesmo que sua própria felicidade esteja em risco. Maura (capa) é a mais instável das irmas e consequentemente a mais detestável, É orgulhosa precisa ser a mais amada, a mais bonita e mais qualquer-coisa para se sentir feliz e superior as outras. Já Tess foi de longe minha favorita. Apesar de seus doze anos, é a mais sensata e diplomática das irmãs. É difícil conceber uma única característica a Tess pois ela conseguiu ultrapassar a linha entre ficção e realidade se tornando quase uma amiga.

O único ponto negativo que posso ressaltar na trama, foi o desenvolvimento lendo que a história percorreu. O começo do livro é pontuado por diversas facetas sobre a Irmandade e como ela age com a sociedade e as mulheres. Apesar de ter gostado desse trabalho que a autora teve em desenvolver a base de seu mundo, não pude deixar de sentir que houve uma extensão um tanto desnecessária do assunto. Esses pontos poderiam ser desenvolvidos no decorrer do livro de modo que ficasse mais equilibrado os dois vórtices da narrativa.

Enfeitiçadas é uma obra para todos aqueles que gostam de uma boa fantasia com um toque de realidade. Recheado de criticas sociais, o livro se torna também um lar de protesto contra o machismo que parece tão enraizado em nossa sociedade. Além disso, a toques de romantismo e ação que deixam a história ainda mais emocionante. Com o grande plot twist do final, é certo que podemos esperar uma evolução fantástica onde as crônicas das irmãs bruxas devem ganhar um rumo ainda mais avassalador.

( Resenha ) O Beijo do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 03

Minhas guerreiras Corujinhas, abram suas asas e empunhem suas espadas porque hoje nossa viagem pelos segredos do vencedor chegará ao fim em uma batalha épica onde a maior arma será sua astúcia.

OBeijoDoVencedor

 

Titulo: O Beijo do Vencedor
Titulo Original: The Winner’s Kiss
Série: A Trilogia do Vencedor #03
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 448
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?

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O final que tanto aguardei para A Trilogia do Vencedor veio recheado de tudo aquilo que eu esperava para ele. Apesar de já ter a obra em mãos, esperei quase três semanas para lê-la. Minha expectativa estava bem alta e eu sabia que simplesmente ia estragar toda minha diversão. Mas assim que comecei tudo começou a borbulhar dentro de mim e o sentimento de estar lendo algo extraordinário só cresceu assim como a trilogia o fez a cada livro.

Marie Rutkoski criou uma história narrada para se tornar épica. De modo fluído, flexível e arrebatador a autora envolve-nos para que o peso das páginas não seja sentido. Foram horas de leitura, mas o cansaço não me tomou. Houve uma grande evolução na maneira de relatar os fatos. Mais densa e poética, Marie renovou sua história mantendo todas as peças em seu lugar dando ainda mais forma ao brilhante jogo de poder criou. O que era uma narrativa mais simples em sentimentos e ações, se tornou mais pesada em pensamentos e estratégias sem nunca deixar de lado a natureza energética que guiou toda trilogia. O livro traduz batalhas incríveis com armas ou não, traduz o amor mesmo quando nada esta a seu favor, mas principalmente traduz a coragem de se levantar depois de ser destruído porque desistir não deve ser uma opção quando lutamos por aquilo que achamos ser o certo.

Uma menina orgulhosa. De coração duro, nobre. E cheia de mentiras e mentiras.

Os personagens que antes transbordavam pelas palavras de Marie agora se tornaram físicos. Não tem como descrevê-los sem dizer o quão intensos eles se tornaram. Kestrel está marcada para sempre dentre minhas protagonista favoritas. O modo com o qual ela evoluiu foi extraordinário. Primeiro Kestrel era uma aristocrata arrogante refém do futuro que os outros esperavam, então virou princesa presa em uma torre que mais uma vez foi forjada por outras mãos. Mas sua jornada culmina para não somente ser uma prisioneira  como também para ser uma guerreira. Dessa forma, Kestrel vai de um sentimento à outro: força, fragilidade, medo, coragem, amor, ódio… Toda essa dualidade entra em conflito para quebra-la. Mas da junção dos cacos surge uma nova Kestrel mais forte e mais preparada para lidar com os desafios.

Não posso dizer que gostei de Arin do mesmo modo que de Kestrel. Houve mais baixos que altos à seu favor na trilogia. Mas não posso negar que ele foi inegavelmente bem construído. Apesar da sua cegueira, vejo bastante racionalidade em sua personalidade. Toda sua vida foi moldada para lhe despertar desconfiança. Então como confiar em alguém que deveria ser sua inimiga. Arin não sabe, mas a partir do momento que deixa de lado a razão e passa a confiar na sua intuição ele percebe que não é apenas o lugar de onde as pessoas vêm, mas sim quem eles  decidem querer ser.

Todos os pedaços dela sendo colocados no lugar, na imagem de um mundo perdido. O menino que descobria essa imagem. A menina que a via reluzir e cintilar, e entendeu, então, o que sentia.

Toda a trama é bem desenvolvida principalmente onde ela pede para ser assim. Começando pelo romance de Kestrel e Arin que foi apaixonante. Os dois se reencontram depois de tantas provações e diferente do que se possa imaginar não existe pressa em juntar o casal, pois não cabe acelerar o amor na história. Arin respeita ela esperando o tempo necessário para que Kestrel encontre sua força mais uma vez; ele a que inteiramente, não apenas uma parte de sua alma. E assim como não existe pressa no romance, o mesmo não se aplica a guerra que os envolve. Cada cena é e bem trabalhada para que nos sintamos parte dela, como guerreiros lutando por uma causa. O sentimento que fica é que apesar do medo, a esperança de conseguir uma vida melhor é mais pulsante em nossos corações.

O Beijo do Vencedor foi um livro fantástico mostrando a capacidade de Marie Rutkoski se reinventar para dar um final exuberante à sua trilogia. Os segredos e o romance vão inevitavelmente atrair o leitor. Entre mentiras e verdades, a trilogia evolui para surpreender. Indico esses livros a todos que querem ser arrancados de si mesmo, para tomarem as vidas dos personagens sentindo na pele cada uma de suas provações.

Às vezes, uma verdade nos oprime com tanta força que não dá para respirar.

( Resenha ) O Crime do Vencedor · Marie Rutkoski · Livro 02

Minhas caras Corujinhas, abram suas asas e preparem-se para uma aventuras entre segredos. traições, amores e mentiras pois hoje nossa viagem será pelos segredos e desafios de dois jovens maltratados por suas escolhas.

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Título: O Crime Do Vencedor
Título original: The Winners Curse
Série: A Trilogia do Vencedor — Livro 02.
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesões e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Herran: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma?
No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo… e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.

Quando comecei a ler O Crime do Vencedor minhas expectativas estavam baixas porque seu antecessor não havia chegado as minhas expectativas.
E acredito que graças a isso, gostei tanto do livro que me surpreendeu positivamente com a evolução de seu enredo em ambos os lados dessa história que envolve não somente amor, mas política e rebeldia contra as regras mais odiosas da sociedade.

Às vezes, achamos que queremos uma coisa, quando precisamos é deixa-la para trás.

A escrita de Marie Rutkoski é maravilhosa. Ela narra o livro com propriedade e domínio deixando a mostra tudo que precisamos saber à medida do possível. De modo à sempre querer mostrar os sentimentos dos personagens durante suas ações, a autora também os coloca como verdadeiramente humanos à vistas de todos. Entre decisões difíceis segredos à serem revelados, o enredo não se reduz à atitudes tomadas por sem-almas, mas se constrói através de personalidades reais de uma narrativa sentimental e poderosa.

Kestrel não entendia como a verdade podia ter duas faces , igual a uma moeda. Tão preciosa – e tão terrível.

Muito embora as vezes tenha ficado com raiva deles, Kestrel e Arin formaram um casal cheio de altos e baixos que me fizeram torcer alucinadamente para que ficassem juntos. Os dois despertaram em mim sentimentos contraditórios. Mesmo quando implorava mentalmente que revelassem seus segredos um ao outro, também entendia o que os fazia não contar. Existe para os dois a vontade de mudar as leis que ditaram suas vidas durante tanto tempo, mas não é apenas isso: os destinos em suas mãos não é somente os seus, mas os de todos aqueles que lhes rodeiam. Por esse motivo é são tãos fortes as amarras que os mantem presos aos seus segredos.

Arin trocaria seu coração por um nó trançado de barbante se isso significasse que ele nunca mais precisaria ver Kestrel.

Outro ponto que merece ser ressaltado pela importância que tem durante a construção do livro foi a politicagem que envolvia os jogos de poder da trama. Muito bem armada, essa politicagem foi o que deu ação ao enredo. Apesar de que costumeiramente associamos ação à batalhas e afins, jogos de política são — muitas vezes — a verdadeira face desta. Por isso, Rutkoski tece uma teia de jogos deixando a obra tensa porque sabemos que apenas um movimento em falso poderá trazer consequências catastróficas. Isso criou em mim uma espécie de torcida para que tudo desse certo, para que todos ficassem seguros.

Lembrou-se de quando erguera os olhos para a garota, sentindo um ódio que era tão duro quanto puro. Um diamante.

O Crime do Vencedor foi uma continuação excelente que abriu novos caminhos para o próximo livro. Foi um livro de amor, segredos e política que nos faz perguntar até onde seríamos capazes de ir para proteger aqueles que amamos.

( Resenha ) A Queda dos Reinos · Morgan Rhodes · Livro 01

Olá Corujinhas. Abram suas e vistam suas armaduras que hoje iremos sobrevoar os reinos de Paelsia, Limeros Aureanos para que nossos mais profundos desejos sejam concebidos.

A queda dos reinos capa

 

Título: A Queda dos Reinos
Título original: Falling Kingdoms
Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado. E, A Queda dos Reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista de quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.

A busca pelo poder, pelo poder supremo, é a razão por trás da maioria dos males que o mundo testemunhou.

Conheci A Queda dos Reinos através das minhas googadas na busca por novas ficções. Sempre gostei de procurar por mim mesma novas histórias de modo que fiquei extasiada ao encontrar a capa do livro e ler seu título. Por isso assim que saiu os desafios da #Fantastona2017 logo o encaixei em minhas leituras cheia de expectativas pelo que poderia me esperar já que por não saber de nada sobre a obra — não faço o tipo que lê sinopses — e tudo que eu sabia era apenas mergulharia em um novo mundo contendo. E apesar de não ter achado a história impactante à ponto de tirar o fôlego, também não posso dizer que foi do meu total desagrado. Vi no livro potential que me deu certeza que vou dar continuidade à série.

De todos os pontos que me agradaram nesta a obra, a narrativa que é essencial não foi uma delas. Apesar da leveza e agilidade com que tudo transcorria, o modo com o qual a autora conduziu tudo foi fraco. Houve uma inversão de papéis onde, no que a autora deveria ter evoluído ficou de lado e o que deveria ter sido deixado de lado acabou tomando mais espaço na narrativa. Em uma obra maior e mais densa tal erro poderia ser perdoado pois teria-se dado espaço para a não breveidade das coisas. Mas em um espaço curto de tempo como o que a autora propõe ficaram fora dos eixos. Posso dizer que muita das vezes acabei achando o texto infinitamente infantil, uma coisa que me incomodou bastante durante a leitura. Sempre detestei longos diálogos em virtude provar a razão sobre tudo. Em uma narrativa focada na raiva, a autora usou e abusou dessa característica.

Mas, apesar de ter tido um impacto negativo com esse primeiro encontro com a obra, todo o aspecto restante de sua composição foi agradável. A forma ao qual Rhodes conseguiu aprofundar uma nova mitologia no contexto da obra foi sensacional. Me vi sedenta e expectante pelas respostas aos enigmas deixados pela autor sobre tudo que poderia ser tragado e conquistado pelos personagens. Apesar de, em um contexto inicial certas coisas parecerem refletir uma conclusão clichê e sem graça, Rhodes tomou pelas mãos e recriou dando novas dimensões ao futuro dos três reinos.

Quanto aos personagens, apesar de tê-los achado estranhos devido a infantilidade explicada na narrativa, também enxerguei neles algo mais o que me mostra como o ser humano pode ter duas faces. Cleo, a princesa de Auranos, apesar de toda a arrogância e Insatisfação mostra também um lado disposto à ser mais que uma donzela em perigo. Jonas, um rapaz pobre de Limeros, apesar da raiva e do sentimento de vingança mostra-se inteligente o suficiente para encontrar a justiça acima de tudo. Lúcia esta envolta de doçura, mas isto não significa que ela não tem força para ser forte quando necessário. E Magnus, dentre todos é o mais coativamente pela maneira sofrida ao qual precisa deixar de lado em favor do ódio para não simplesmente sucumbir à ela.

Dessa maneira, A Queda dos Reinos foi um livro que me proporcionou um turbilhão de emoções. Fui levada da raiva à surpresa, e apesar das falhas do enredo não perco minhas esperanças na série. E mal posso esperar pelo próximo volume.

Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia.

( Resenha ) The Kiss Of Deception · Mary E. Pearson · As Crônicas de Amor e Ódio 01

Olá Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa da liberdade e preparem seus corações para diferentes emoções porque hoje nossa aventura será pelo coração de uma princesa e as límpidas terras de seu reino.
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Título: The Kiss Of Deception
Trilogia: As Crônicas de Amor e Ódio #01
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Páginas: 406
Ano: 2014
Avaliação: ⭐⭐⭐
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Sinopse:Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

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Quando comecei a ler The Kiss Of Deception como parte da #Fantastona2017, eu tinha altas espectativas com o estaria me aguardando. Já havia começado as três primeiras páginas uma porção de vezes, embora nunca tenha me empolgado com a leitura. Mas influenciada pelo tanto de falares bem sobre a obra, adicionei o livro na minha tbr para finalmente contempla-lo. Porém, a verdade é que acabei recebendo mesmo um beijo de decepção pois não consegui gostar da obra achando-a apenas um pouco mais que razoável.

Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.

Mary E. Pearson tem uma narrativa morna e cansativa. O livro não fluiu com facilidade pelo exagero de detalhes que possui. Escrever cenas descritivas é um trabalho no mínimo complexo. Principalmente em livros de características fantásticas que por natureza — por serem um mundo novo — acabam exigindo mais do escritor pela falta de base que possuí. É preciso ter cuidado para não ficar nem muito breve, nem muito pesado. Pearson enreda pelo segundo caminho oferecendo tantos detalhes desnecessários que dificultam o caminhar da obra. Empurrei com a barriga boa parte do livro por essa característica.

Pode-se levar anos para moldar um sonho, mas é preciso apenas umafração de segundo para despedaçá-lo.

Outro grande problema do livro são os personagens principais. Narrado em primeira pessoa por Lia, o Príncipe e o Assassino eu não senti muita diferença entre as narrações assim como nas personalidades dos três principalmente os rapazes. Faltou (além da motivação de cada um) características pessoais mostrassem o que os fizessem diferentes. De certo modo, não consegui me apegar à nenhum personagem por conta disso.

Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

Falando individualmente, a única pessoa que me proporcionar sentimentos foi Lia, mas estes também não se mostram positivos. Lia foi uma personagem mimada e egoísta desde o princípio. Não a odeio, mas também não gostei de suas atitudes. Não é preciso ser um gênio para descobrir o que humilhação e quebra de contratos podem acarretar, ainda mais em um mundo de reinados. Por esse motivo, quando finalmente Lia entende as consequências de sua fuga só consegui pensar: Agora? Sério? Dessa forma, apesar de — como mulher — entender os motivos de Lia, não consigo lhe dar razão. Fugir quando as reações só se jogam contra você é uma coisa, mas quando afetam outras pessoas é outros quinhentos.

Você não está vivendo nem mesmo uma vida. É um assassino. Você se alimenta do infortúnio de outras pessoas e rouba vidas que não lhe pertencem.

Os pontos positivos de The Kiss Of Deception estão infelizmente nos laços que ela não teve muita preocupação em desenvolver. Apesar do motivo fútil de origem para a história, o desenrolar dos acontecimentos e as perguntas que vêm com ele fazem o livro pular de razoável para bom. Existe história por baixo de tudo aquilo pois os reinos envolvidos parecem ter abundantes segredos à enfrentar. Apesar da minha insatisfação com várias coisas, também fiquei ansiosa para o que estava por vir e o que seria revelado. Foi essa curiosidade que me manteve na leitura.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo agrandeza.”
“Algumas coisas duram.”
Encarei-o.
“É mesmo? E exatamente que
coisas seriam essas?”
“As coisas que importam.”

Como podem perceber, The Kiss Of Deception foi uma leitura de mais baixos que altos. Não tenho certeza se um dia vou ler a continuação, mas se o fizer espero mais do próximo. Por enquanto, só posso dizer que pessoas são diferentes: se você quiser ler o livro vai em frente! Eu te desejo uma experiência literária bem melhor que a minha.

( Resenha ) Mil Pedaços de Você · Claudia Gray · Firebird 01

Oii Corujinhas. Abram suas asas, peguem seus firebirds que hoje iremos saltar no tempo para descobrir que o amor e o destino estão ligados em todas as dimensões. Basta acreditar e seguir em frente.

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Título: Mil Pedaços de Você
Título original: A Thousand Pieces Of You
Autora: Claudia Gray
Editora: Agir Now
Páginas: 288
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 

Sinopse: Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas. Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir. Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois? Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

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Mil Pedaços De Você é um livro com um fundo literário novo para mim. Nunca havia lido nada que envolvesse dimensões, embora não possa dizer que o enredo não me fosse familiar. Existem muitos animes que lidam com dimensões, mas nunca havia encontrado algo assim na literatura. O grande problema de ler livros com novas temáticas é a necessidade da construção perfeita deles. Não sou do tipo que precisa de detalhes extenuantes, mas preciso de um fundo sólido para acreditar que a teoria existe. Dessa maneira, apesar de todos os furos que encontrei na história, o livro de Claudia Gray foi ótimo nesse sentido pois a teoria dos multiversos foi bem apresentada e pude ver com clareza a lógica de tudo. Conseguir entender os pontos chaves de base do enredo como o que faz as dimensões se dividirem e quais são os limites entre os pulos entre dimensões.

A cada possibilidade, a cada vez que o destino decide algo jogando uma moeda, o universo divide as dimensões de novo, e de novo, criando cada vez mais camadas de realidade. E assim sucessivamente, ad infinitum. Essas dimensões não estão no espaço longínquo. Estão literalmente à nossa volta, ou até mesmo dentro de nós, mas por existirem em outra realidade, não somos capazes de percebê-las.

Começando pela escrita da autora, achei-a super fraca. Escrever exige detalhe idepedente do que se escreva: se você passa rápido de mais pela coisa acaba deixando o livro com um aspecto superficial. Por esse motivo, pela superficialidade com que a autora trata de narrar o livro, em vários momentos fiquei confusa sem entender muito bem os motivos de tudo. A vingança da protagonista foi infantil, por exemplo que parece não saber o que fazer e principalmente no que acreditar. Caramba! Se você esta arriscando sua vida precisa no mínimo saber de uma dessas duas coisas. Incertezas tão graúdas que acabaram por deixar Marguerite insossa e irritante como também comprometeu a leitura bastante arrastada. Apesar de ter demorado três dias pra finalizar a obra, se tivesse empolgada teria demorado apenas um. Isso porque Marguerite parece estar sempre voltando para o mesmo lugar.

Meu ódio é mais forte que as dimensões, mais forte que a memória, mais forte que o tempo. Meu ódio é agora a parte mais verdadeira do que eu sou.

Por não ter conseguido criar empatia pelos personagens, também não consegui enxergar romance no romance o que potencializou o meu desgostar. Primeiro, vale ressaltar que Gray tinha um ótimo mundo — ótimos mundos no caso — para explorar e ir além do clássico. Mas ao invés disso, prefiriu focar no romance, o que até aí tudo bem já que não tenho nada contra um bom romance. Entretando nesse ponto a história deixou de ser diferente e se tornou comum pela obviedade assumida deixando o romance mal construído. Teoricamente, temos um triângulo amoroso (mais um para lista), mas pela facilidade em que fui ligando os pontos ficou na cara quem Marguerite iria escolher então nem houve sofrimento ou ilusão. Mas o que mais me irritou na obra foi quanto ao relacionamento de Marguerite com seu escolhido pois ficou extremamente ilógico. Resumindo, como você pode se apaixonar por pedaços de uma pessoa? Você não deveria amar tudo nela e não somente o que lhe convém, certo? Eu sinceramente me senti zuada porque no contexto do livro se torna algo como; ela gosta daquele que não é aquele mas sim uma parte daquele — o que traduzindo significa; masoq?

Eu estava sendo sincera quando disse que não acreditava em amor à primeira vista. Leva tempo para se apaixonar realmente por alguém. Mas acredito em momentos. O momento em que você descobre a verdade sobre alguém e vislumbram a verdade dentro de você. Nesse momento, você não pertence mais a si mesma, não completamente. Parte de você pertence a ele, e parte dele pertence a você. Depois disso não há como voltar atrás, não importa o quanto você queira nem o quanto tente.

Minha opinião sobre esse livro poderia ser pior se não fosse as teorias que a autora propôs. É realmente uma pena que Cláudia Gray tenha optado pelo caminho mais fácil. Se a autora tivesse trabalhado mais o enredo eu poderia ter gostado mais e talvez pudesse Mil Pedaços de Você estivesse nos meus favoritos. A trilogia para mim termina aqui.

Agora sei que luto é uma pedra de amolar que afia todo amor, todas as suas memórias mais felizes, e os transforma em lâminas que nos cortam de dentro para fora. Alguma coisa em mim foi rasgada, algo que nunca mais vai cicatrizar, nunca, não importa até quando eu viva.

| RESENHA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han – Livro 01.

Olá Corujinhas. À algum tempo atrás li o primeiro livro da trilogia Para Todos Os Garotos e agora sou do time que amam a simplicidade e a trajetória de Lara Jean. Engraçado como nunca tinha sido grande fã do gênero, mas este livro me deu vontade de ler ainda mais dele. Pois além de cumprir bem o seu propósito, foi uma leitura cheia de emoções e grandes aprendizados.

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Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Título original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

SINOPSE: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo.

Ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi sensacional. Já esperava mais ou menos como seria a história e tinha certeza que não me esperavam grandes surpresas durante a leitura, como de fato não aconteceram. Mas não é porque algo não surpreende que significa que seja ruim. Para provar isso, neste livro aconteceu justamente o contrário. A supresa não foi um plost twist, mas a gradatividade com que as coisas foram acontecendo. Dessa forma, as minhas expectativas foram atendidas e a história se tornou uma daquelas que sempre irei lembrar com carinho.

Mas acho que as pessoas não mudam a essência. Elas são quem são.

Lara Jean ou Laranjinha para os íntimos é uma adolescente normal. Não existe nada de extraordinário nela que outra pessoa não conseguiria fazer. Por esse motivo a história foi tão interessante de ser lida. O fato de Lara Jean ser comum a torna especial. Ela passa a ser uma personagem real que poderia ser encontrada em cada esquina. Uma melhor amiga que partilha de nossos medos e com quem sentimos que podemos partilhar os nossos.

Só deixo as pessoas acreditarem no que quiserem. Não acho que seja minha responsabilidade me rotular para elas.

Ao entrar de cabeça na vida de Lara Jean, pude perceber que tudo vai além de um romance adolescente. Han desenvolve uma história de crescimento. No início da trama temos uma personagem sem muita confiança que depende dos outros para seguir em frente. De uma forma ou de outra, Laranjinha parecia sempre estar procurando aprovação de alguém. Mas, à medida que o livro avança, Lara Jean se fortalece para perceber que a única dona de sua vida é ela mesma. Isso não acontece de uma vez, mas de modo puro e simples como a própria personagem.

Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você.

Jenny Han criou um livro fantásticos sem poréns, mas com muitos porquês. Seus persoagens cativam, mas principalmente sua história extraordinariamente comum nos leva a perceber quem somos e o que queremos ser. Leve, fluído e apaixonante Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma história sobre coragem e amor: até onde esses sentimentos podem nos levar.

| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Eu ando tão embolada com minha vida que as resenhas estão saindo sem muita ordem, mas eu prometo melhorar ano que vem provavelmente mas sem deixar de postar coisinhas pra vocês. Teremos algumas novidades em breve ano que vem de novo. Sim planejamentos antecipados que espero que vocês gostem além de um melhor entrosamento entre as colunas. Mas deixando de lado a minha organização, hoje eu vou postar a penúltima resenha dos livros que eu li na Maratona de Inverno 2017 que foi A Maldição do Vencedor no item: Um livro que você compraria pela capa. E sinceramente, olhando para essa coisa magnífica acho que todo mundo deve concordar comigo.

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Título: A Maldição do Vencedor.
Título Original: The Winner’s Curse
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2014
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑❤
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

SINOPSE: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

Ele conhecia a lei das coisas: pessoas em lugares muito iluminados não são capazes de ver nas trevas.

A Maldição do Vencedor foi um daqueles livros que nos deixam com uma grande cara de tacho no final com a certeza de que os próximos seram ainda melhores. O que foi muito bom, porque ando lendo livros que me deixam um gosto amargo e uma sensação de poderia ter sido muito melhor. Mas nesse caso, houve o contrário pois A Maldição do Vencedor foi tudo que eu não esperava e muito mais. Mesmo não gostando muito de histórias com pouca descrição ambiental, Marie Rutkoski me proporcionou uma leitura que, por ser tão emocionalmente bem escrita, se tornou de mais valia que a redução do ambiente.

Em todos os aspectos que consigo pensar, o livro foi bem construído. Desde a história antes do livro começar (o que são os Valorianos e como eles se tornaram tão fortes) até as personalidades dos personagens que são diferentes em ações e gestos um dos outros. Isso me deu uma sensação de realidade muito impactante durante a leitura. Como se aquele mundo existisse e pudesse ser visualizado quando vamos à esquina. Tanto nos momentos em que precisei de explicações, como nos momentos em que tive que sentir na pele os conflitos de cada personagem.

Não é isso que as histórias fazem? Transformam coisas reais em falsas e coisas falsas em reais?

Começando pela produção da história em si, a autora criou um mundo extenso mesmo dando poucas informações sobre detalhes ambiente. Ao invés disso, foi nos dado um livro de riqueza excepcional nos detalhes históricos que juntos me deram um paronama sobre o mundo como os valorianos e herranis o conhecem. Dessa forma, ao conhecer o que realmente aconteceu no passado consegui vislumbrar o que poderia acontecer no futuro e também entender todas as aflições dos personagens.

Por falar em personagens, outro ponto que me deixou bastante extasiada com a leitura foi a construção das personalidades de Kestrel e Arin. Ambos vêm de mundos diferentes e possuem diferentes medos e ambições. Enquanto Kestrel procura uma maneira de se livrar de seus destinos possíveis — o casamento ou a entrada para o exército —, Arin tenta livrar encontrar uma maneira de ajudar seu povo, os herranis, à se livrarem da escravidão. Dessa forma, ao conhecer dois personagens tão opostos, percebemos também o quão suas personalidades são compatíveis à sua história.

Ele a viu. Ela sabia que ele a viu. Mas seus olhos se recusaram a vê-la. Era como se ela fosse transparente. Como o gelo, ou vidro, ou algo igualmente frágil.

Kestrel possuí os traços arrogantes de um valoriano e um certo desdém pelas regras. Mas também possuí força e inteligência para pelo menos tentar mudar o seu destino. Não é o tipo de pessoa que desisti, sendo extremamente leal aos seus amigos. O que mais me deixou encantada em Kestrel, apesar de detestar com todas as minhas forças personagens arrogantes, foi perceber que por baixo de toda essa dureza havia ainda uma mulher com sonhos e esperanças de um futuro diferente.  Parecido com Kestrel, Arin também possuí traços de arrogância muito embora os seus sejam devidos à sua ascendência e não sua força. Arin é cuidadoso e de certo modo gentil, mesmo não possuinddo motivos para assim o ser. Afinal de contas, sua liberdade foi tirada e seu maior desejo é ser livre.

Ao criar dois personagens tão diversos, quando a autora os uni cria uma conexão forte, mas também dilematica. Do mesmo modo que parece tão fácil dar vasão as escolhas de Arin pelo significado que elas possuem em um sentido maior, também é possível enxergar em Kestrel as motivações do seu povo. Então, ao termos dois personagens em choque, os sentimentos são muito bem explorados onde têm-se aqui um romance apaixonante que vai além das escolhas pessoais e do que queremos para nós mesmo.

Esse livro de Marie Rutkoski é lindo e maravilhoso. Cada página, cada capítulo foi construído de modo que percebamos a evolução e os sentimentos dos personagens. Eu super recomendo A Maldição do Vencedor para todos aqueles que desejam um romance que vá além do romântico e trazendo conflitos para dominar seus pensamentos.  

A felicidade depende de ser livre, e a liberdade depende de ter coragem.

| RESENHA | Broken: Despedaçada – Tânia Dias

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? Mês passado, eu li o livro Broken de Tânia Dias que foi bem surpreendente. A história  bem desenvolvida me prendeu em um misto de romance e ação. Mas principalmente por ser uma trama que mostra bem como as pessoas podem evoluir ao perceberem como a vida é difícil e sua importância no mundo.
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Título: Broken: Despedaçada
Autora: Tânia Dias
Editora: Chiado
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob

SINOPSE: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

A dor funciona da mesma forma: só a sentimos quando temos tempo para, no frio silêncio do dia, pensar.

No mundo fantástico criado por Tânia Dias, os personagens e os elementos são o foco principal do livro. E mesmo assim, a autora não se perde com a trama principal que mostra a constante luta da princesa Alexia White em ajudar o seu povo em alimentá-lo e a reconquistar os reinos da garra do traidor. Um dos meus pontos favoritos da leitura foi justamente este. A capacidade que a autora teve de evoluir as duas histórias simultaneamente. Nunca nos saturando muito com um lado ou com o outro, e sim dando equilíbrio ao livro construindo assim uma aventura e um romance de tirar o fôlego.

Mas o que mais me conquistou na história foram os personagens principais. Ian é o típico mocinho bad boy que me arrancou suspiros durante toda a leitura. Com um humor ácido e uma certa arrogância, Ian é orgulhoso mas apaixonante. Tanto que atração é o que não falta no livro. Juntamente com Alexia, os dois protagonizam cenas que me fizeram ir da mais alta risada até o mais longo dos suspioros. Mesmo com a volta do noivo de Alexia, Aaron que esta disposto a lutar pela princesa e assumir seu lugar ao lado dela, torci por Ian e pelo seu sentimento por Alexia que a medida que o livro vai caminhando se torna mais forte.

Por falar em Alexia, a princesa foi a a minha personagem favorita muito embora minha relação com ela tenha sido de amor e ódio. Alexia era exatamente o oposto de uma heróina que eu gosto no início da trama. Mimada e bastante impulsiva, teve momentos que quis afogar a garota ou estapea-la. Me irritava bastante com ela, muito embora internamente ainda a entendesse. Alexia estava despedaçada pela morte de sua mãe, pelas suas novas responsabilidades, mas principalmente pela promessa de destino que não havia pedido. Apesar de tudo isso, a princesa não me descia até que comecei a notar uma gradual mudança de comportamento onde finalmente senti a personagem não somente amadurecendo como também se tornando uma herdeira digna pela força que começou a trazer.

Minha única ressalva vem por conta de algumas passagens que achei rápidas de mais e falta de construção maior em alguns personagens como Sophie, a melhor amiga de Alexia. Fora isto, foi uma leitura surpreendente e arrebatadora que me deixou ansiosa pelos próximos volumes. Eu super indico. Se você curte uma boa ficção fantástica irá amar.