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Confie Em Mim. Harlan Coben.

Harlan Coben é mestre em prender a atenção do leitor e criar histórias surpreendentes. Ele vai seduzir você na primeira página apenas para chocá-lo na última.” – Dan Brown, autor de O Código Da Vinci.

Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu fillho Adam – principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: “Fica de bico calado que a gente se safa.” Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu fillho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio? Para tornar o caso ainda mais estranho, Adam combina ir a um jogo com o pai, mas desaparece misteriosamente. Acreditando que o garoto está correndo grande perigo, Mike não medirá esforços para encontrá-lo.Quando duas mulheres são assassinadas, uma série de acontecimentos faz com que a vida de todas essas pessoas se cruzem de forma trágica, violenta e inesperada.

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O livro Confie Em Mim do Harlan Coben é um dos melhores livros que já li do autor (ok eu só li três). Dono de uma escrita instigante que nos deixa entusiasmados, de queixo caído e com o coração acelerado, Harlan nos dá uma obra espetacular que envolve mistério, suspense, mentiras e muita ação.

Conheci esta obra de Coben quando estava lendo um pouco mais sobre o livro Redescobrindo Amélia de Kimberly McGreith (outro amorzinho do meu coração que em breve eu espero fazer uma resenha) e como eu estava bem impressionada com o que tinha acontecido no livro e já conhecia a escrita de Coben por Não Conte A Ninguém e me apaixonado então resolvi e o resultado foi igualmente ou até  superior

O livro se inicia funcionando como um dominó, onde uma coisa leva a outra de modo que parece que nada e tudo esta interligado ao mesmo tempo. Mike e Tia são pais como outros qualquer e mesmo que seja errado o que fizeram – espionar o filho – não posso negar que a situação que os fizeram tomar a decisão tinha sua valia. E isso me fez pensar e repensar no que de verdade eu conto para meus pais e se os segredos que escondo deles podem ser catastróficos.

É um livro magnífico de um autor sem palavras. Tudo se encaixa. Uma leitura inesquecível.

Titulo: Confie Em Mim
Titulo Original: Hold Tighet
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Não Conte A Ninguém – Harlan Coben

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Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter siso enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Uau! Que livro foi esse!

Essa é a primeira frase que consigo encontrar para expressar o quanto eu fiquei admirada pelo livro que eu tinha acabado de ler. Puxa a vida! Foi emocionante, angustiante e brilhantemente produzido e escrito por Harlan Coben. As vezes me pergunto como diabos não tinha conhecimento das obras do autor antes.

Não Conte A Ninguém é antes de tudo um livro bem escrito. O autor aproveita de todas as maneiras possíveis as brechas dentro da história para nos levar a um tipo de pensamento, tanto que eu na página cem eu só tinha certeza de uma única coisa por ela ser um tanto óbvia. Mas os ganchos que Harlan ia tomar para dar seguimento ao livro eram inesperados.   Uma sucessão de fatos seguiam um atrás dos outros nos deixando sem fôlego sempre em busca da página seguinte.

Narrado em primeira pessoa por Beck, vemos de perto o sofrimento deste homem. Claro, faz alguns anos que havia perdido a esposa que amara desde a infância. Mas ver como ele reagia a simples menção do nome Elizabeth era incrivelmente emocionante. Por isso não há dúvidas de como ele ficaria após receber o vídeo. Tudo voltando a ele como uma torrente de acontecimentos revividos.

Lembranças machucam Beck. As boas ainda mais.

Diferente do que acontece com a maioria dos personagens, Beck foi um personagem que me apeguei quase instantaneamente. Mas acredito que tenho esse sentimento muito por causa da sinceridade que emana do personagem em razão a sua sensibilidade. Beck não tem a necessidade de se passar sempre pelo machão e mesmo nas horas em que ele precisa esconder algo de nós leitores é sempre de maneira indireta como se ele quisesse falar mas não conseguisse no momento.

Eu me perguntava se ele conseguiria sobreviver as mentirar. Ou melhor, as verdades não contadas.

Este livro é genial e surpreendente. Diria até que é impossível de causar decepção em nós leitores. Um dos melhores suspense que já li.

Titulo Original: Tell No One
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Publicado Originalmente: 2001 (Estados Unidos)
Publicado No Brasil: 2009
Classificação: Suspense. Ação.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Mentirosos – E. Lockhart

Na familia modelo dos Sinclair, todos são perfeitos, sem problemas e capazes de lidar com qualquer situação. Dotados de uma grande fortuna, os Sinclair tem uma ilha particular só para familia e amigos. Cadence é a neta mais velha e herdeira da fortuna. Mas ela não liga muito para a fortuna. Seus primos e um amigo, formaram um grupo conhecido como Mentirosos e todos os verões desde os oito anos eles se encontram e divertem juntos. Mas em um desses verões, Cadence sofre um acidente de que ninguém quer falar. Ela mesma não consegue lembrar dos acontecimentos. Com continuas dores de cabeça e perguntas não respondidas, Cadence decide retornar a ilha para descobrir o que aconteceu naquela noite de verão.  Mentirosos é atordoante, emocionante e completamente devastador. Uma leitura de tirar o folêgo.

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Livro inesquecível realmente como disse John Green. Ele me lembrou bastante um filme que eu vi à vários anos atrás. Mentirosos é bem escrito. Formidável e de uma capacidade manipulatória muito bem arquitetada. Eu não imaginava os tais fatos sobre a verdade do acidente de Cadence. Minhas suposições não chegaram nem perto que  aconteceu me pegando completamente desprevenida. Fiquei mortalmente chocada com a conclusão e me arrisco a dizer que estará na lista dos livros mais brilhantes que li nesse ano.  O começo do livro, admito, me fez querer desistir de continuar com a história. Achei bem chato e um pouco enrolativo de mais. Cadence não é daquele tipo de personagem que te fisga pelo coração ou pelos pensamentos. Ela é chata e um tanto mimada, incapaz de escapar das garras de sua familia.

E por falar em familia, minha nossa que gente controladora. No início do livro Cadence nos diz que sua familia é perfeita como um pilar da sociedade americana. Mas no decorrer do livro notamos que ela não é tão perfeita assim. Que pelo contrário: são frios e meticulosos capazes de fazer qualquer coisa para conseguir o que querem.

Mentirosos é uma leitura digna. Capaz de manipular o leitor de tal forma que o convenceria que o céu é roxo, mas principalmente nos fazer refletir sobre as nossas ações e que rumo elas tomaram.

Título: Mentirosos
Título Original: Se Were Liars
Autora: E. Lockhart
Ano: 2014
Editora: Intrisica
Páginas: 182 (Recurso Digital)
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Garota No Trem – Paula Hawkins

“Todos os dias, Rachel faz uma viagem de trem e observa um casal. Ela, que está com a vida destruída pela traição e divórcio do marido, sempre passa pela sua antiga rua onde morava com o ex Tom – e onde ele ainda mora com a atual Anna -, uma casa onde visualiza um casal imaginando a vida deles perfeita e chamando eles intimamente de Jess e Jason.  Mas um dia, Rachel vê uma notícia no jornal que uma mulher desapareceu. E que essa mulher é Jess cujo o nome verdadeiro é Megan. Rachel fica chocada com a informação tanto por ser sua Jess, como por que ela estivera ali na mesma noite, mas não se lembra de nada.  Rachel então decide partilhe o que ‘sabe’ de Jess e Jason para a polícia, se envolvendo numa trama que pode lhe tirar a vida”

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Primeiro livro que leio da autora e com certeza me faz querer ler mais dela. Embora minha teoria de quem teria sumido com Megan estivessem corretos, os motivos para tal coisa foram errados. 

O livro tem um enredo muito bem construído e mesmo que o vilão seja óbvio a pergunta do porque é tão dificil de ser respondida que tornar o livro fantástico. Ele mistura passado presente e futuro, com uma grande maestria combinando com um suspense de tirar o fôlego. A escrita de Hawkins é meio pesada. Não é um livro com muitas falas, mas com muitos pensamentos que em inúmeras vezes são atordoantes. 

Tenho que dizer que de cara eu senti muita pena de Rachel. A mulher alcoólica tem problemas suficientes para fazer qualquer um  desistir. O marido Tom a deixou por outra mulher, Anna e ela recentemente perdeu o emprego. Rachel é humilhada e penalizada por sua situação e a maneira com que os outros personagens falam ou lidam com ela me deixa zangada. Ela realmente não merecia. Seu ex-marido Tom, por exemplo, a trata como se ela fosse uma desiquilibrada e como se ele não tivesse nada haver com isso.  Megan, conta sua história no passado. Sobre como se sentia em relação ao marido, ao seu passado sombrio e ao irmão morto. Megan, é uma personagem que assim como Rachel precisa de ajuda e apoio, mas que não tem coragem de pedir.

Eu gostei muito do livro e recomendo. Foi um bom suspense quase nada a desejar. Eu super recomendo.

Título: A Garota No Trem
Título Original: The Girls On The Train
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Ano: 2015
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Objetos Cortantes – Gillian Flynn.

Oii gente.

Passei um tempo não dando postagens por causa de novidades que vão rolar no blog a partir de segunda feira no quesito organização, mas estou de volta e para tanto resolvi falar sobre um livro quatro estrelas que eu li recentemente. Objetos Cortantes da autora espetacular Gillian Flynn.

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Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.
Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

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Amy Adams fará Camille Preaker na série

O livro, assim como os outros da autora, é super bem escrito. Tem uma cadência que realmente faz com que nos sintamos como a personagem e nos mostra como o passado influencia o nosso futuro. Este livro em especial, me fez entender o que eu julgava: a necessidade que algumas pessoas tem de marcar a própria pela a faca. Flynn, nos dá toda uma gama de pensamentos no qual a dor de se auto mutilar parece ser a única solução para a personagem se livrar de suas aflições.

Quando eu iniciei o livro, fui num ritmo lento e demorei um pouco para pegar a vibe do escritora. Quando eu consegui, o livro fluiu. Muito embora ele seja mais drama que suspense, a história apresenta uma base muito bem elaborada, mesmo que no fim das contas, não tenha sido muito dificil descobrir quem eram os vilões. Mas o porque de tudo que foi realmente um grande mistério e eu não tinha ideia, pelo menos na maior parte, do motivo da maldade com as garotas.

Camille é uma personagem que no mínimo pode ser considerada perturbada. Sempre foi desprezada pela mãe e ao voltar para casa, ainda tem que aturar os surtos da meia irmã Amma que tem tendência a fazer de tudo para atormenta-la. A cada página, Gillian Flynn nos da um sentido para o afundamento de Camille na bebida e nas auto-multilações.

Adora é uma das personagens mais odiosas que já me deparei nessa vida de leitora. Acredita que tudo ao seu redor deve ser perfeito desde a sua casa – maníaca por limpeza – às filhas. Tem uma necessidade de ser amada por todos, de ser considerada perfeita e exemplar e é exatamente essa característica que passou para sua filha mais nova Amma.

Metida e enjoada, Amma é mimada ao extremo que é uma santinha perto da mãe e o verdadeiro demônio quando solta sua franga pela cidade. Sem escrúpulos, Amma é capaz de tudo para conseguir o que quer incluindo se mostrar quase nua para o garoto que está afim, sendo que tem apenas treze anos.

Objetos Cortantes só pecou onde a personagem Camille chega a ser bem irritante em relação a sua família. Tão condescendente e a falta de surpresa sobre a pessoa má. Mesmo assim é um livro digno de ser livro incapaz de não levar emoção as pessoas.

Título: Objetos Cortantes
Título Original: Sharp Objects
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrisica.
Ano: 2006
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Branca de Neve Tem Que Morrer – Nele Neuhaus

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Existe sempre aquele momento que você não consegue simplesmente falar coisa com coisa por causa de um determinado livro que retirou todo seu juízo. E aqui estou eu nesse esquema, sentindo como se minha capacidade de pensar logicamente tivesse sido alterada;

Sinopse: Numa noite chuvosa de novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner. Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera, sem deixar pistas, e um processo baseado em provas circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão. Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta. Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, iniciando uma verdadeira caça às bruxas.

Quando eu vi o nome de Branca de Neve Tem Que Morrer e sua maravilhosa capa na livraria, fui fisgada. Muito embora eu tenha sentido essa atração pelo livro, demorei três meses pra ler ele. Agora só consigo me perguntar por que fiz isso.
Contado e muitas visões, o livro intenso de Nele me prendeu durante o dia inteiro. Convencida de que devia ler ele, comecei as nove da manhã a meia noite tinha acabado de ler e admito que até agora não consigo me conformar por ter sido tão enganada. E é exatamente por isso que fico tão feliz por tê-lo lido.
Uma coisa é certa; quando se trata de um suspense policial, a pessoa que menos parece ser a vilã que normalmente é. E foi exatamente esse preceito que me induziu ao erro.

Cada um dos personagens da trama foi inegavelmente bem escrito. Seus pensamentos e suas omissões sobre a identidade do assassino deixaram um vão pra inúmeras possibades. Mas de toda forma, Nele conseguiu fazer com que voce não so reflita sobre o que aconteceu onze anos antes, mas também sobre a maneira que as pessoas tentem a se acorvardar diante de situações complicadas.

Tobias é um personagem de sagacidade que parece conformado com sua prisao, mas que ao mesmo tempo não tem medo de dizer que não vai fugir da cidade, até que pelo menos ele descubra o que aconteceu a Laura e Stefanie tão intimamente ligadas a ele, mortas de maneira tão brutal.
Pia e Bondestein os detetives tem mentes claras. Ela principalmente que de cara percebe as falhas nas provas contra Tobias e não desiste até que toda a verdade seja esclarecida.

Os demais personagens de importancia, dos mais comportado ao mais levado, do mais distante ao mais presente, cada um parece ter motivos para odiar Tobias ou mostrar empatia por ele. Sentimentos tão diversos que muitas vezes confunde o leitor a ponto de que ele tenha certeza de uma coisa na pagina tal e já desistia dela na página seguinte.

E denominar Tobias sendo caçado como uma bruxa é quase um eufemismo. Em uma cidade pequena onde todos se conheciam e eram amigos, um crime como esse garantia a Tobias no minimo um ódio permanente de todos na cidade que no fim, prefiriam fechar os olhos para o que estava tão claro ao invés de tentar entender o lado Tobias da história.

O livro é maravilhoso. Fiquei muito encantada e feliz com ele e com certeza tenho muitas leituras da autora pela frente.

A Desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

Hoje vou começar as resenhas sobre a trilogia Mara Dyer. As próximas vão vir nos próximos dias conforme eu for acabando as leituras.Se você gosta deixe seu comentário e curta a resenha. Não se esqueça de seguir o blog para ter as notificações de novas resenhas. Então vamos lá…

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la…

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No primeiro livro da trilogia Mara Dyer, a loucura parece ser a única explicação para os surtos da personagem. Diferente de tudo que vamos lendo ultimantemente – distopia e escolas “para jovens especiais” – Michelle Hodkin nos trás um mundo onde a mente é a maior das protagonistas.
Quando eu comecei a ler o livro, poucas explicações vieram em minha cabeça. Afinal, Mara tem alucinações o tempo todo e sonhos que não revelam aos poucos o que há de errado com a garota.
Mara se sente sozinha e com medo, não só da loucura, mas também da atração inevitável que sente pelo enigmático Noha.

Mara é uma personagem atípica e com quê de humanidade. Aquele tipo de personagem verossímil. Não perfeito, pelo contrário, uma personagem que mente e engana para conseguir o que quer e fugir quando a situação fica complicada de mais para si. Mara também é reclusa a si mesma. Não tem tendência a conversa de seus problemas com os outros – mesmo com uma mãe terapeuta – o que dá, pra entender já que a garota pode ser internada em uma clínica psiquiatra por fantasiar com seus amigos mortos e com atos que tecnicamente não haveria como ter culpa.

Noha também é um personagem verossímil. Ele, assim como Mara mente. Mas também sente raiva pelo abono familiar de seu pai e dor pela morte de sua mãe. Noha é misterioso. Seus pensamentos são confusos e antagônicos. As vezes tenho dúvida de quem ele é de verdade. Se ele realmente quer ajudá-la ou se esta atrás de alguma coisa relacionada a ela.

De todo modo, não tenho algo a dizer contra o livro. Ele é bem escrito e estou criando uma grande espectativa para o próximo livro da trilogia.