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( Resenha ) Pretty Little Liars · Primeiro Arco · Sarah Sheppard

Minhas caras Corujinhas, vocês estão prestes a embarcar na vida de quatro garotas lindas, pequenas e mentirosas onde os segredos dela podem custar a reputação de muitas pessoas, mas principalmente sua vida em Rosewood Day.

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Titulos: Maldosas, Impecavéis, Perfeitas e Inacreditaveis
Titulos originais: Pretty Little Liars, Flawless,  PerfectUnbelievable
Série: Pretty Little Liars – Primeiro Arco
Autora: Sarah Sheppard
Editora: Rocco: Jovens Leitores
Ano: 2011
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

SINOPSE: Era uma vez quatro garotas que eram invisiveis em sua escola até serem resgatadas pela linda e popular Alison DiLaurentis. Então de uma hora para outra, naquele verão essas meninas se tornaram tão populares que mandavam nos corredores da escola. Até que em uma noite, Ali simplesmente desaparece o quinteto se desfaz. Alguns anos tarde quando todas estão de volta a Rosewood, segredos que as meninas acreditavam estar apenas entre Alison começam a ser ameaçados de serem revelados. Em uma narrativa de suspense e muitas mentiras, Sarah Sheppard nos mostra que até o menor dos segredos pode ter as mais graves consequências. 

Antes de ler Pretty Little Liars tinha um certo preconceito com o gênero. Já havia lido vários livros com o tema e sempre tinha os achado um tanto bobinhos de mais. Ao ler, Pretty Little Liars no entanto me surpreendi não somente com o enredo que a autora apresentou, como também com os temas levantados tão comuns aos adolescente em geral. De todas as maneiras, Sarah Sheppard conseguiu transformar uma série que tinha tudo para ser clichê em uma obra extraordinária.

A série composta por dezesseis livros e dois extras parece gigante pela quantidade, mas em realidade são livros pequenos que se completam em arcos. A cada livro existe um pequeno plot que conduz a trama rumo ao seguinte, mas o twist só é realizado no final de cada arco. Desta maneira, a condução da série é homogênea. Vale dizer também que a editora Rocco publicou os livros na mesma época em formato separado, mas também em box o que ajuda bastante na hora de adquirir os exemplares.

Seguindo com uma boa narração sem exageradismo, Sarah Sheppard nos apresenta quatro garotas diferentes entre si com problemas que todos temos ou conhecemos alguém que tenha. Achei muito interessante o fato que, apesar de lidar com adolescentes, a autora não se limita a diálogos infantis apesar de recorrer a situações desse cunho. Isto criou um tipo incomum de verdade no livro: somos todos sujeitos a situações constrangedora, mas o que nos defini são as atitudes que vamos tomar quando elas ocorrerem. Por isso, posso afirmar que não existem clichês totais em PLL pois as atitudes são aquelas que você não espera.

O quarteto de personagens principais foram minha maior positividade no livro.

Seguindo a ordem das bonecas representadas nas capas, Hanna Marin quase alcançou o status de personagem favorita. É uma personagem de face dupla: se por um lado Hanna é abelha rainha da escola por outro é insegura em perder tudo aquilo por ter sido, em suas palavras, uma perdedora gorda e feia. Hanna é fútil e egoísta, sem aquele papo de um grande coração. Em realidade, acredito que todas as personagens de PLL sejam exatamente como aparentam em suas faces como se autora dissesse que aquelas garotas não mentiam para si mesmas.

Emily Fields têm um futuro promissor na natação, pais rigorosos e está apaixonada pela vizinha que corresponde seus sentimentos. Mas como Emily pode dar vazão à esse amor se tudo e todos ao seu redor vão condena-la? Eu acredito que Emily seja a típica adolescente modelo que não é tão modelo assim. Em seus pensamentos é perceptível a vontade que tem de agradar seus pais deixando de lado à si própria garantindo-se uma vida sem graça. Apesar de tê-la achado um tanto dramática de mais, tambem não culpo a autora pelo uso da melodramaticidade já que a personagem parecia precisar daquilo.

Arya Montgomery, me desculpem mundo, foi a personagem que menos gostei. Em todos os quatros livros não senti evolução em sua história mesmo quando parecia estritamente necessário. Pelo contrário, por ela (e apenas ela) devo retirar o que disse sobre o lado infantil pois não encontrei sensatez em suas atitudes. Entendo o fato de Arya não querer expor o caso extra conjugal de seu pai, mas francamente, suas atitudes para com a amante foram indignas ressaltando um lado um pejorativo do adolescente rebelde sem causa. Foi frustante acompanhar os capítulos de sua narração.

E por fim temos Spencer Hastings que ganhou o título de personagem favorita. Das quatro, acredito que Spencer foi minha favorita em todos os sentidos inclusive nos defeitos. Spencer é a nerd que faz de tudo para agradar os pais sem sucesso participando de uma disputa nada amigável para preferência dos projenitores com sua irmã Melissa. Durante os capítulos de Spencer eu senti de tudo um pouco: amor, ódio, carinho, pena… A relação familiar da garota que houve momentos que quis entrar no livro apenas para estapear seus pais. De todas as formas possíveis sr. e sra. Hastings foram desprezíveis com Spencer, que tudo que gostaria era ser tratada de maneira igualitária. Tão complexo e tão avassalador que eu achava que estava acontecendo comigo.

Pretty Little Liars> é uma série para sair da zona de conforto. São livros que chocam, divertem e emocionam. Tanto, que esse primeiro arco li ainda no ano passado, mas impactou-me tanto que não consigo me esquecer dele. Eu amei essa obra. E super indico a todos que querem um livro muito além do esperado também.

( Resenha ) Pequenas Grandes Mentiras ・ Liane Moriarty

Minhas caras corujinhas, todos sabemos que mentira tem perna curta e que a pior delas é quando mentimos à nós mesmos. Em nossa aventura de hoje vamos conhecer três mulheres com segredos pequenos que se tornaram grandes pois suas mentiras se tornaram tão fortes quanto os mistérios em torno de um assassinato.

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Título: Pequenas Grandes Mentiras
Título original: Big Little Liers
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrinseca
Páginas: 400
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando também sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de quanto isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o novo romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

Era só um pequeno problema de relacionamento de resto perfeito. Toda relação tinha pequenos problemas. Seus altos e baixos.

Quando comecei a ler Pequenas Grandes Mentiras de Liane Moriarty, tinha sido avisada da complexidade incrível que a autora tem ao traçar suas histórias. Dotada de uma escrita poderosa sempre indo ao x da questão, Liane construiu uma obra sobre as mentiras que contamos para nós e que desesperadamente tentamos acreditar. Através dos olhos de três grandes mulheres, este livro nos mostra o quão perigo as mentirinhas inocentes (ou nem tão inocentes assim) podem se tornar.

Madeline, Celeste e Jane são mulheres comuns com problemas comuns à medida do possível. Madeline tem uma adolescente rebelde em casa, Celeste precisa lidar com seus gêmeos e Jane é mãe solteira. Todas mães e cheias de singularidades.

Madeline é a minha personagem favorita apesar de não ter sido a mais complexa da obra. Ela realmente representa a figura mais comum do ser mulher-mãe que acreditamos existir. Dotada de um humor brilhante, Madeline figura como o alicerse do trio, muito embora esteja fragilizada pelo fato de sua filha mais velha querer sair de casa para morar com um pai que abandou as duas tempos antes. Madeline carrega os traços de força e sonoridade que as mães desempenham com tanta frequência, mesmo que esteja fingindo estar bem quando na verdade tem o coração destruído.

Jane é a mais jovem e de certo modo acaba por representar o medo mais comum às mães de primeiras viagem: por mais que se esforce para ser perfeita para o filho. O mais interessante da personagem é que Jane aparenta ser a mais humana, como fosse o espectro da mãe apavorada com as novas atividades. Jane é o oposto de Madeline trazendo consigo o lado de não somente querer aparentar ser forte, como também as incertezas de conseguir isto.

Celeste, por fim, tem a vida quase perfeita se não contar o fato de que vive um relacionamento abusivo violento. Todos os dias, Celeste acorda acreditando que seu marido não vai machuca-la novamente. Diferente de Madeline e Jane, Celeste cumpre o papel de representar a mulher que vêm antes da mãe, mas que esquece disto acabando por pensar nos filhos antes de si. Seu casamento se torna mais perigoso a medida que passa, mas pelos filhos (ou pelo menos é que diz a si mesma), Celeste continua presa ao marido. Desse modo, das três narrativas que Moriarty nos presenteia, a de Celeste é a que chega para chocar onde a autora tece a partir daqui um livro que impacta a cada pequena grande mentira que Celeste insiste em contar para si mesma.

“Digitou as palavras “terapeuta de casal” no Google. Então parou. Apagou as palavras. Não. Já havia tentado isso. Não era uma questão de trabalho doméstico e mágoas. Ela precisava falar com alguém que soubesse que as pessoas agiam daquela forma; alguém que fizesse as perguntas certas. Ela sentia as bochechas queimando quando digitou as duas palavras vergonhosas: “violência” “doméstica”. 

O livro todo é construído sobe o acontecimento de um crime durante uma festa infantil que parece ter culminado por conta da prática de bullying dos filhos dos acusados. Para narrar os acontecimentos tanto do passado quanto do presente, a autora usa da narração em terceira pessoa. Dessa maneira, Moriarty auxilia o leitor a entender melhor as situações como um todo. A cada capitulo que conta uma parte do passado, a autora insere um trecho de depoimento que com a visão dos personagens não envolvidos no crime sobre o que eles achavam sobre o acontecido. Foi interessante ver como o uso desse artificio fez com que o texto evoluísse pelo simples fato de conversar entre si. O suspense tomou grandes proporções dificultando a descoberta de quem matou e quem morreu.

De varias maneiras, Pequenas Grandes Mentiras consegue arrebatar o leitor pelas verdades que dissemina em suas paginas. E um livro que evoca diferentes sensações provocando o leitor a pensar com clareza sobre o impacto de suas mentiras pequeninas na sua vida e na daqueles que lhe cercam.

Talvez ela pudesse ficar. Era sempre um alívio muito grande quando ela se permitia acreditar que podia ficar

| RESENHA | Coraline — Neil Gaiman.

Olá leitores como vão? Hoje a resenha está saindo mais tarde, mas livros mais psíquicos merecem não. É o mês das bruxas e as leituras estão à todo vapor. Contudo, como eu dei uma pequena pausa no terror para ler Corte de Névoa e Fúria com algumas amigas, a resenha de hoje é de um dos meus queridinhos do passado. Coraline do Neil Gaiman que foi o primeiro livro nessa linha ficção psicológica que li e que até hoje me assombra.

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Título: Coraline
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
Ano: 2002
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE:A história de Coraline é de provocar calafrios. A narrativa dá muitas voltas e percorre longas distâncias, criando um ‘outro’ mundo onde todos os aspectos de vida são pervertidos e desvirtuados para o macabro. Ao mesmo tempo sutil e cruel, o autor gosta de desafiar as imagens simples dos livros infantis tradicionais. No livro, a jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

Coraline é o tipo de livro infantil que todos sabemos que foi feito para um adulto ler. Somente nós, jovens e adultos conseguimos entender por entre as linhas da história criada tanto para encantar como para assombrar por Neil Gaiman. É um livro que conduzido através da sutileza que relembra os medos da infância e os desejos mais profundos do seu coração. Todos nós em algum momento da vida já pensamos em querer morar em um mundo perfeito. Um mundo onde não há cobranças e tudo é extremamente divertido. Um mundo onde as pessoas são incríveis e nada de ruim pode nos alcançar. Neil Gaiman te mostra que esse mundo talvez exista e que talvez ele esteja ali dentro do seu armário. E para entrar nele, você só precisa girar a chave e pagar o preço que ele exige.

Dono de uma linguagem sutil e poética, Neil Gaiman escreve um livro grandioso com simplicidade. Ele te diz o básico para que com aliadas à essas informações sua própria mente termine de criar as situações e as imagens. Gaiman brinca então com seu próprio imaginário. Você é dono do monstro atrás da porta que é moldado como um Frankstein; feito de variadas partes do seu próprio medo. Assim Gaiman cria uma história onde tudo é possível buscando nossas raízes em uma escrita sutilmente tenebrosa.

Neil Gaiman também cria bastante profundidade em seus personagens mesmo se tratando de um livro curto. Com frases pequenas, mas muito dito nelas, cada um consegue se tornar inesquecível ao seu modo. Ao criar dois mundos diferentes, Gaiman cria personagens que também são muito diferentes. Há tanta dualidade em cada um que é impossível não se pegar pensando no que cada pessoa esconde. Se o limite entre o real e o imaginário é uma porta, então talvez o limite entre uma boa pessoa e uma má sejam as convenções sociais. Em um mundo onde não há regras, cada um de nós poderíamos ser o que quiséssemos seja bom ou não. Tal perspectiva é deixada a vista do leitor durante todo o livro. Para que ele perceba e se pergunte o que é ou não real em nosso mundo.

Coraline
é um livro que marcou minha vida como leitora e como pessoa. Neil Gaiman é um dos maiores nomes da fantasia porque trás o mundo real de forma sutil para dentro de suas páginas. Ler este livro é como abrir o armário dos medos e finalmente enfrentá-los.

| RESENHA | Sem Deixar Rastros — Harlan Coben — Série Myron Bolitar — Livro 03.

Oii amores. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais uma resenha aqui no blog de um livro magnífico do Harlan Coben. Quase todos os que tive a oportunidade de ler do autor foram excelentes e Sem Deixar Rastros foi um deles. Um livro que fugiu me deixou arrebatada já nas primeiras páginas. Harlan Coben se mostrou não só um maiores dos mestres do suspense, mas também um escritor com a sensibilidade para trazer ao leitor uma avalanche de emoções.

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Título: Sem Deixar Rastros
Título Original: Fade Away
Autor: Harlan Coben
Serie: Myron Bolitar — 03
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

SINOPSE: Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou das quadras para sempre. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo e detetive particular com passagem pelo FBI está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério. O ídolo dos Dragons de Nova Jersey, Greg Downing, maior adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, com a ajuda de seus dois fiéis escudeiros, Win e Esperanza, Myron trabalhará infiltrado entre os jogadores para tentar obter informações capazes de levar ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher. 

Os sonhos nunca morrem. Às vezes achamos que eles estão mortos, mas estão apenas hibernando como um urso velho. E quando a hibernação é muito longa, o urso acorda bravo e faminto.

Harlan Coben é um autor viciante onde dificilmente somos capazes de deixar suas obras de lado. Sem Deixar Rastros é o terceiro livro da série Myron Bolitar que tem se mostrado cada livro melhor. O grande diferencial desta série é que apesar de ser suspense investigativo não é feita nos moldes do policial. Myron é um agente esportivo e seus clientes são os alvos de sua investigação. De certa forma é como se o autor procurasse mostrar que a vida dos atletas, mesmos os dos mais altos níveis, não é feita apenas glamour podendo ter submundos obscuros por baixo delas. O que cada um desses atletas é capaz de fazer para chegar às alturas e ganhar reconhecimento. De maneira brilhante, Coben conduz um suspense em que adivinhar o motivos ou o vilões não é uma opção. Nada é o que parece e os segredos irão mudar tudo que achamos que sabemos 

E agora se achava naquela tênue fronteira entre o pesadelo e o despertar, aquela minúscula janela em que ainda estamos dormindo mas sabemos que se trata de um sonho e, apesar de todo o terror, queremos continuar e ver como tudo terminará, uma vez que estamos apenas sonhando e não corremos nenhum tipo de risco. Mas a realidade nunca mantém essa janela aberta por muito tempo.

Além da carga de suspense, neste livro — diferente de todos os outros — há também um apelo sentimental. Myron esta de volta às quadras para investigar o desaparecimento de um astro de modo que o agente esportivo tem também problemas que vão além de um mero caso à ser resolvido. O desaparecido Greg Dowing Também foi seu maior inimigo nos tempos dos jogos de faculdade em que ambos estavam no auge. Myron era uma promessa, assim como Greg. Dessa forma, ver tão de perto o mundo que ele perdeu e que seu adversário conquistou é doloroso como um vislumbre do que ele poderia ter dido. Adiciona-se à isso o fato Myron tem que lidar com à volta as quadras que também significa viver ou tentar viver um sonho que lhe foi tirado. 

Realmente acreditava que ninguém podia amá-lo, e isso é difícil para qualquer um. Traz insegurança. Faz com que a pessoa se esconda numa espécie de trincheira.

Sem Deixar Rastros foi um livro que me deixou sem fôlego e ansiosa para sua continuação. Bem humorado e brilhantemente bem escrito, Harlan Coben conseguiu mostrar mais uma vez porque é um dos maiores de suspense da atualidade. Um livro que recomendo à todos que amam um bom suspense.

| RESENHA | Até Você Ser Minha – Samantha Hayes

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? No mês passado devido as minhas leituras da #MLi2017 e do Desafio Literário Cultura que está rolando aqui no blog, fiz diversas leituras maravilhosas de livros que não estavam e que estavam na minha TBR. Hoje vou fazer resenha de um desses livros que esteve presente nesses meus dois momentos literários: na MLi2017 foi o meu escolhido para compor Um livro de capa azul e no desafio literário compõe o tópico um livro narrado por dois pontos de vistas.
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 Título: Até Você Ser Minha
Título Original: Until You’re Mine
Série: Scott e Fisher #01
Autor: Samantha Hayes
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

 

Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Ganhado de presente de aniversário pela minha amiga Keth (Parabatai Books) nós lemos o livro juntas. Keth como sempre acabou a obra primeiro e pacientemente esperou que eu terminasse. Ao fim, ambas ficamos bastante surpresas com o final, muito embora não tenha sido com as mesmas coisas. Enquanto Keth ficou pasma com a revelação da persona assassina, fiquei abismada com a reviravolta em relação à uma personagem que parecia tudo, menos aquilo.

A construção do livro de Hayes foi uma coisa inexplicável. A autora conseguiu construir um crime perfeitamente bem elaborado. Os pedaços parecem encaixáveis e de cara o prólogo deixa aquela sensação de que “você” saber quem é e quais são da persona má. Tudo isto, para que no final a autora surpreenda mostrando aquele famoso não era isso meu caro, você está errado. E muito embora os motivos do vilão não tenham sido difíceis de decifrar, houve um impacto ao fim das páginas que me deixou abismada. De certa maneira, sendo resumido em uma única frase dita pela minha mãe: Ele não dá a capacidade de gerar filhos, aqueles que são capazes de roubar os filhos de outras pessoas.

As duas parsonagens principais tem vidas e histórias muito diferentes. Cláudia é uma mulher que perdeu vários rebentos ao longo dos anos, mas nunca desistiu do sonho de ser mãe. Agora com dois filhos adotivos, um marido que a ama e uma gravidez no oitavo mês de gestação, Cláudia tem tudo que sempre quis, muito embora ao mesmo tempo tenha medo de perder o que já foi conquistado. Zoe, por outro lado esta fracassada interna e profissionalmente. Ela não tem mais onde morar, sua companheira não deseja mais sua estada e assim como Claudia, quer ficar gravida, mas a tão sonhada notícia positiva nunca dá as caras. Destruída, os pensamentos de Zoe sempre retornam a gravidez que não tem e que seu interior grita desesperadamente que precisa conseguir.

Esta obra criada por Samantha Hayes foi maravilhosa. Antes de mais nada, esse livro trata sobre a angústia e sobre o sentimento de derrota que traz a tona os desejos das mulheres que não conseguem engravidar. Seus personagens e seu mundo estão rodeados pela incerteza. O medo de ser a próxima vítima está a porta e os horrores que cada personagem esconde são muito mais sombrios do que pode-se aparentar a primeira vista.

| RESENHA | A Vila dos Pecados – Soraya Abuchaim.

Olá pessoa que esta lendo esta matéria, como vai? Hoje é dia de resenha aqui no blog do livro maravilhoso da Soraya Abuchaim que foi lançado ontem e que fez o maior sucesso. E gentilmente ela cedeu um desses exemplares ao blog e eu li no início dessa semana.

Título: A Vila dos Pecados.
Autora: Soraya Abuchaim
Editora: Coerência.
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
Onde comprar: Site da Autora

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SINOPSE: Final do século XIX. Enquanto o mundo passa por transformações importantes, existe uma vila inóspita, que vive à margem da civilização e que tem as suas próprias e estranhas leis. Lendas escuras a rondam e histórias macabras sobre Ponta Poente povoam o imaginário popular. Quando o padre Alfonso Anes, um exemplo vivo de amor e resignação, chega à vila para substituir o seu antecessor, depara-se com segredos que o farão duvidar da própria sanidade, e uma onda de mortes trará o caos para aquele lugar ermo. Quem estará a salvo? Serão estes segredos o fim de quem os esconde? O que esse universo tenebroso revelará para o mundo?

A Vila dos Pecados foi uma leitura cheia de emoções e que me deixou praricamente abobalhada com a natureza humana. Soraya Abuchaim conseguiu fazer com que meus sentimentos partissem da revolta e da paixão em diversos momentos, pois as características apresentadas por seus personagens durante o livro iam das mais odiosas as mais esperançosas. A psiquê humana foi incrivelmente bem detalhada, de modo que ficou verossímel as atitudes daquelas pessoas nas determinadas situações. E eu diria que um dos pontos que mais me impressionaram durante a leitura, foi o modo com o qual essas pessoas se desenvolveram durante o livro. Soraya demonstra em A Vila dos Pecados que nem todo mal é realmente feito apenas de coisas ruins. Assim como até as mais puras almas não são feitas apenas de bondade. Dentro da mente e do coração de cada ser humano existe a bondade e a maldade lutando entre si, e o que define quem nós somos é para qual lado vamos dar a medalha de campeão.

“Tudo se desenrola na escuridão, quando os justos e os honestos dormem. Ninguém é santo, não. Quem mais venerava o falecido era quem mais temia que seus segredos fossem descobertos.”

Em uma pequena comparação com o livro anterior Até Eu Te Possuir este teve uma evolução no quesito escrita, o que eu admito que fiquei absmada pois não achava possível. Mas na questão do detalhamento das emoções e das atitudes dos personagens, mesmo possuindo a plena consciência que são dois universos com histórias completamente diferentes, eu pude notar que as situações propostas pela autora saíram bastante do comum para a proposta da obra. No livro Ate Eu Te Possuir a situação comum de ciúmes e namoros foi um modo de enfatizar aquilo que Abuchaim proprunha no livro. Afinal de contas eram situações presentes naquele tipo de relação. Mas em A Vila dos Pecados houve uma exploração maior do extremo, onde cada situação criada, era um ápice dos sentimentos como se estes fossem elevados à milésima potência. Isso elevou o livro à um nova plataforma, onde o mistério se desenrolou com o drama e os sentimentos de medo, angústia, desejo e cumplicidade ganharam destaque.

“Ninguém chora as escondidas e lamenta o que passou se não viveu intensamente; mas tambem ninguém se recusa a comentar o passado se não tem algo à esconder.”

A única coisa que me deixou realmente apagada no decorrer da leitura, foi o fato de que o final, muito antes o meio do livro se tornou óbvio para mim. Eu sempre leio bastante livros de suspense. Além da ficção, esse é um dos meus gêneros favoritos. De modo, que quando você lê muitos livros de um mesmo gênero você acaba descobrindo certas lógicas que vão guiar ele. Na verdade é basicamente o esqueleto de um livro que irá definir o livro como pertencente de um gênero tal. Em A Vila do Pecados eu sabia que se tratava de um suspense e dessa maneira fui criando minhas suposições – todo mundo dá uma Sherlock Holmes nesse tipo de obra – com base no pré-determinado. E em dado momento, a sucessão de acontecimentos foram brotando quase como uma prova de que eu estava certa. Assim diminuiu o o ritmo da coisa e admito que fiquei com uma pontade de decepção quando fechei o livro e a teoria foi confirmada. Eu esperava um choque que infelizmente não veio. E vocês sabem meus amigo, suspenses precisam de um choque.

“É muito mais fácil ser conivente com o mal do que lutar contra ele.”

Contudo, livros para mim são somatório de coisas boas. E o livro da Soraya me deixou mais instigada que outra coisa. É uma leitura que realmente vale muito a pena. A autora nos convida a refletir sobre o que é realmente pecado, o que é errado, o que é certo, quais segredos nós escondemos e o que estamos dispostos para mantê-los assim. A Vila dos Pecados pergunta a cada um de nós se somos fiéis a nós mesmos ou reféns as situações e pessoas que nos cercam.

| RESENHA | Anjos e Demônios – Dan Brown – Série Robert Langdon

Oi leitores como vão? Hoje é dia de mais uma resenha no blog. Dessa vez escolhi um livro que esta em “meus clássicos” para falar um pouco, pois sou apaixonada por ele e mesmo tendo lido há varios anos – 3 pra ser mais exata -, sempre vou me lembrar dos detalhes que o tornou maravilhoso.
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Título: Anjos e Demônios.
Título Original: Angels And Demons.
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

Sinopse: Antes de decifrar ‘O Código Da Vinci’, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em Anjos e Demônios , Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

” Sim, mas por volta de 1500, um grupo de homens em Roma revidou e lutou contra a Igreja. Alguns dos homens mais esclarecidos da Itália – físicos, matemáticos, astrônomos – começaram a promover encontros secretos para discutir suas preocupações sobre os ensinamentos errados difundidos pela Igreja. Temiam que o monopólio da “verdade” pela Igreja ameaçasse a difusão dos conhecimentos acadêmicos pelo mundo afora. Fundaram o primeiro think tank científico do mundo, chamando a si mesmos de “os esclarecidos ”

Li Anjos e Demônios um pouco depois de ler O Código Da Vinci e O Símbolo Perdido acabando por me apaixonar pelas obras de Dan Brown. Hoje o autor é um dos meus favorito do gênero suspense pois tem algo a mais: Dan é um mestre em enrolar em sua trama fatos reais dando um ar aos seus livros de obra prima, pois parecem tão reais que fica aquela sementinha plantada na sua cabeça para que lhe faz ter grandes questionamentos. Anjos e Demônios é meu livro favorito do autor pois acredito que ele se superou produzindo uma obra que não deixa margens a sua genialidade, sendo que já tive o prazer de ler todas as suas obras.

Robert Langdon é um simbologista. Não é um policial e nunca esteve metido com o mundo crime de qualquer maneira. Seu negócio é entender os símbolos, números e alegorias que deixam pistas sobre a verdadeira natureza das organizações secretas da sociedade. Por este motivo, o Vaticano não exita em chamar o professor para desvendar o mistério que cerca a morte do papa e os cardeiais raptados as vésperas do conclave. Além disso, Robert descobre que Leonardo Vettra, chefe de um departmento de fisica da suiça foi assassinado para conseguir a antimatéria. Tudo para que a antiga fraternidade Os Iluminatti consiga cumprir a tão antiga promessa feita a igreja:

“A cidade do Vaticano será consumida pela luz.”

Ler um livro do Dan Brown é ter uma plena consciência de que você vai ser enganado. Não importa de qual livro se trate nem de quantos outros suspenses você ja tenha lido, a não ser que você conheça a história, o autor irá te surpreender. Mas até mesmo se conhecer ele fará isto. Tanto que eu já havia assistido o filme baseado no livro, mas durante a leitura ainda tive um pouco de choque. Pois o livro é tão ardilosamente bem escrito que as palavras com o qual o autor o descreve nos deixam com uma pulga atrás da orelha. É uma realidade dentro da ficção.

Um dos pontos que tornam os livros de Dan Brown únicos, também, é o uso contínuo de fatos históricos durante a história. Em Anjos e Demônios, Dan faz o uso de diversas alusões à artistas e físicos citando suas obras e mesclando-as a sua história. Assim Dan consegue dar um significado maior a cada pedacinho do que escreve. Torna a obra mais completa. Além de proporcionar ao leitor aqueles fatos de história que são maravilhosos mas que não estudamos na aula de história. Mais uma prova que livros são cultura rsrs.

Michelangelo projetou a basílica e São Pedro.
Berline projetou a praça.

Mas dentre tudo que esta inserido na obra o que mais me chama a atenção são os personages. Dan Brown conseguiu fazer com que cada um dos personagens possuísse uma personalidade que realmente, entre atitudes e pensamento, soavam diferentes um do outro. Robert é calmo e inteligente, consegue ver as coisas com clareza onde qualquer outro só veria o caos. Vittória é tempestuosa, uma típica mulher italiana que não deixa que ninguém a menospreze por ser uma mulher na ciência. E o Carmerlengo é simples e gentil disposto a ajudar e fazer com que vejamos o bem nas mais difíceis situações.

Esse livro sempre será um dos meus favoritos. Não importando quantos anos passem será sempre o livro que não só me surpreendeu. Mas também me fez questionar a vida e aquilo que julgamos ser o bem e o mal: o anjo e o demônio.

Beijos. Até o próximo post.

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PS: Você sabia que Anjos e Demônios, o filme, não foi filmado dentro do Vaticano? Pois é. Devido o escândalo ocorrido dentro da igreja depois do filme O Código Da Vinci a igreja proibiu a entrada das câmeras de filmagem no lugar para proibir o uso dos domínios da igreja como set de gravação. Desse modo, o filme foi filmado em estúdio e também com projeções gráficas. Para você ver como a igreja é rancorosa as vezes. Antes que alguém diga algo, eu sou católica.

| RESENHA | Quase um Romance – Megan Maxwell

Sinopse: Desde a perda dos pais e o fim de um relacionamento complicado, Rebecca tem levado uma vida solitária. No entanto, quando esbarra em Pizza – uma cachorrinha abandonada que parece precisar tanto de afeto quanto ela –, a jovem pressente que sua vida está prestes a mudar. Paul Stone é campeão de Moto GP, e pai de Lorena, uma menina encantadora que ele cria sozinho. Administrar a carreira e a família não é um trabalho fácil, ainda mais quando as mulheres em seu redor parecem interessadas apenas no piloto famoso, e não no homem real. Quando os dois se esbarram – com uma ajudinha de Pizza e Lorena –, Paul tem certeza de que encontrou o que vinha procurando há muito tempo. Já Rebecca não está assim tão disposta a abrir espaço em sua vida para uma nova relação, mas como resistir à amizade, aos sorrisos e aos olhares de Paul?

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Esse livro estava na minha lista de leitura e foi um daqueles que Não esperamos nada dele. Comecei a lê-lo e ele começou a me prender. A Rebecca é uma ótima profissional, embora seu chefe tenha um grande preconceito por ela ser uma mulher. Ela só não esperava que o cachorro que ela achou e ficou fosse mudar sua vida radicalmente. Ela acaba conhecendo Paul um piloto de MotoGT quando se esbarrando em sua cidade. Nesse meio tempo muita coisa muda em suas vidas.

Fazendo com que essa história tenha romance e suspense, Rebecca acaba descobrindo uma exportação de drogas e isso pode afetar seus parentes e amigos próximos. Temendo isso ela resolve cuidar das coisas do jeitinho dela.

Esse livro me surpreendeu muito achei bem interessante o enredo e desenvolvimento. Indico ele pra todos que amam um romance divertido e com um leve toque de supense.

Título: Quase Um Romance
Autor: Megan Maxwell
Editora: Suma de Letras
Número de Páginas: 232
Ano de Publicação: 2016
Avaliação:

| RESENHA |Tribunal das Almas – Donato Carrisi

Por Jeane Santana

Sinopse: Marcus é um homem sem passado. A sua especialidade: analisar as cenas de crime para reconhecer o Mal nos pequenos detalhes e solucionar homicídios aparentemente perfeitos. Há um ano, foi gravemente ferido e perdeu a memória. Hoje, é o único que poderá salvar uma jovem desaparecida. Este peculiar investigador enfrenta, porém, um desafio ainda maior: alguém está a usar o arquivo criminal da Igreja para revelar a verdade sobre crimes nunca oficialmente resolvidos. Assassinos são colocados perante os familiares das vítimas. Será, passado tanto tempo, saciado o desejo de vingança? Passarão os inocentes a culpados? Ou será, finalmente, feita justiça?

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Um dos melhores livros que já li, sem sombra de dúvidas. Está na minha lista para reler. Sua narração extremamente meticulosa, não deixa dúvidas que Donato Carrisi, é um gênio criando uma história de suspense tão brilhante. Um homem acorda e olha seu reflexo no vidro da janela. Ele não lembra onde está , como foi parar ali e o mais preocupante, não lembra quem ele é. Percebe que sua cabeça está enfaixada, ele levou um tiro de raspão. Mais não entende o porque, apenas se recorda de um nome: Marcos. Está é uma resumida narração do prólogo.

Um homem ligou para ambulância no meio da noite se queixando de fortes dores no peito, a ambulância está a caminho, e quando chegam ao seu endereço descobrem uma casa reclusa em cima de uma colina, antiga e mal cuidada, cheio de estátuas de anjos quebrados e sujos. A médica que está na ambulância chega perto da casa, a algo de estranho. A televisão está ligada, a casa cheia de mobília antiga e ela vê um idoso caído no chão, sujo de leite e biscoitos dos quais ia comer. Imediatamente começam a socorre-lo, lhe rasgam a camisa e descobrem uma tatuagem no peito escrito ME MATEM. A médica se assusta, pois seu paciente está tendo um ataque cardíaco e desconfiada ela olha ao redor da casa, estudando o ambiente, e uma prateleira lhe chama a atenção onde estão objetos avulsos, uma fivela de cabelo, uma pulseira, um patins vermelho…
Um patins vermelho, o mesmo que sua irmã gêmea usava no dia que desapareceu em uma praça pública, e quando foi encontrada no mesmo lugar depois de um mês de desaparecida, com a garganta cortada, a única coisa que lhe faltava era um lado do par dos seus patins vermelhos.

Começaremos a tentar voltar ao nosso cotidiano, pois sera complicado. Com uma leitura eletrizante descobriremos sobre este serial killer que sequestra mulheres em locais públicos, as mantém em cativeiro durante um mês, e no mesmo dia do seu desparecimento, são encontradas no mesmo local, degoladas e um dos seus pertences faltando.

Tentamos descobrir o modus operandi deste serial killer que nunca visto por ninguém no momento dos sequestros, surge como no ar e leva mulheres sem vestígio nenhum de semelhança, seja na idade, etnia, ou perfil corporal. Onde ele as alimenta, da banho, penteia os cabelos e as cuida como uma boneca, sem praticar nenhum tipo de violência. E com uma garota desaparecida, esse serial killer mudou seu modus operandi, e ela ainda não foi encontrada, só resta a uma pessoa descobrir onde estará esta vítima, que poderá morrer de fome e sede se não for encontrada a tempo.

É então que descobriremos do que se trata o tribunal das almas ,uma mulher que procura seu marido, e quem é Marcos. Quando alguém me pergunta sobre um dos melhores livros de suspense que já li sempre citarei este. Nunca esquecerei a minha reação ao termina-lo, quase tipo um ataque do miocárdio. Quando você pensa que está perfeito Donato Carrisi te mostra o que sua mente genial é capaz.

Título: O Tribunal de Almas
Título Original Tribunale Delle Anime
Autor: Donato Carissi
Editora Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

Olho Por Olho – Jenny Han e Shiobian Vivian – Trilogia Olho Por Olho Livro Um.

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Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Incrivelmente profundo, esse livro de Han e Vivian me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. Qualquer pessoa que de certa forma tenha passado por algum trauma ou humilhação na escola, sabe exatamente o que essas três meninas passam e qual o sentimento que a levou a essa vingança tripla. Todos os personagens apresentados, tanto os mocinhos quanto os vilões tem uma gama de personalidade e carga passada muito grande. Todos representam uma espécie de face do que os adolescentes sentem durante a vida na escola.

Tudo esta encaixado ao redor de Lillia principalmente. Pois ela que está mais perto das pessoas que as meninas querem vingança. O que leva Lillia a buscar vingança contra um dos seus “melhores amigos” é o sentimento de traição que está enraizado a sua irmã mais nova Nadia e a ela própria. Mesmo tendo quase dezoito anos, Lillia é muito ingênua ao que pode acontecer e quem ela era por deixar ser controlada com facilidade por seus “amigos”. Acho incrível ver sua transformação, ou sua meia transformação, quando ela aprende a dizer não a partir das coisas que essas pessoas lhe fizeram passar.

A história de Mary é a que mais me emociona. Quando eu estava lendo o livro, percebi as variadas semelhanças entre nós duas. Não que eu tenha sido gorda e sofrido com isso (pelo contrário eu era um palito. OK ainda sou!), mas pelo tipo de piada humilhante que as pessoas fazem com ela e principalmente daquele que de certa forma estava se tornando seu amigo. Esse tipo de traição é a mais profunda porque não fere superficialmente, as palavras ditas por pessoas próximas conseguem deixar cicatrizes fundas que nunca realmente deixa de sangrar. É por isso que de todas as garotas, a vingança de Mary é a que mais me deixa próxima dela. Por que essa necessidade eu entendo (e até me sinto meio vingada também).

Kat é uma personagem durona que aguentou tudo quase numa boa dando apenas algumas pequenas respostas afiadas sem nunca realmente se dar ao trabalho de responder e mudar o que se falava dela. Antes Kat era melhor de Lillia, e principalmente de Rennie. Quando a amizade acabou, Ren espalhou vários boatos sobre Kat que se expalharam pela escola e a perseguiram desde então. Kat nunca se importou o que eu acho incrível da parte dela. Diferente de Mary (e de mim) ela não se escondia ou chorava pelo, apenas seguia em frente. Porém as coisas mudam por causa de Alex, que a faz sentir alguma coisa e depois a descarta. Kat então, bem tardiamente, decide iniciar a vingança. Só que sua mira vai para Rennie que só fez destruir a sua vida desde pequena.

Quanto aos personagens que são o alvo da vingança dessas três meninas, Alex por Lillia, Rennie por Kat e Reeve por Mary, eu consigo distinguir entre eles o egoismo.   O tipo de sentimento que infelizmente está dentro de muitas pessoas. Nenhum dos três, principalmente Rennie e Reeve, tem algum pudor em fazer o que é necessário ou passar por cima de alguém para conseguir alguma coisa. São pessoas mesquinhas e cruéis que são incapazes de olhar para os outros além de si mesmos.

Eu gostei muito desse livro. Me senti próxima dos personagens em várias vezes. Não acho que tenha falhas que seja necessário comentar porque não influência no final do livro. Ele é espetacular e já estou devorando o próximo livro.

Título: Olho Por Olho
Título Original: Bum For Bum
Autor: Jenny Han & Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟