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(Algo à ver) Vingadores: Ultimato – Joe e Anthony Russo

Há dez anos, uma franquia ousada surgia no cinema. Os irmãos Russo iniciaram sua jornada para construir filmes interligados que culminariam com a batalha contra Thanos. Desde então, vinte e dois filmes foram lançados. Alguns excelentes, outros nem tanto. Mas todos carregados de um sentimento de pertencimento à algo maior. Agora, com o lançamentos do último filme da primeira grande saga, a série Os Vingadores alcançam um novo patamar de excelência, nos deixando ansiosos para o que podemos esperar nos anos seguintes do MCU.

Obs: Essa resenha não terá spoilers, mas algumas observações sobre o filme serão realizadas.
Título: Os Vingadores – Ultimato | Título original: The Avangers – End Game | Direção: Joe & Anthony Russo | Elenco: Robert Downey Jr, Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansen, Mark Ruffalo, Paul Rudd, e Jeremy Renner | Distribuição: Marvel | Duração: 3h08m | Avaliação: 🍿 🍿 🍿 🍿

Uma questão que nos faz amar o cinema, costuma ser as finalizações de séries que amamos apesar da dor que sentimos pela certeza que não retornaremos a ver nossos personagens queridos. Harry Potter, O Senhor dos Anéis e Logan são provas vivas que as vezes o fim é só o começo para uma lembrança de um tempo inesquecível que passamos à frente das telonas. Não obstante, o mesmo podemos esperar do culmino de dez anos do “Marvel Comics Universe”. Foi uma longa jornada que nos fez rir, chorar e lutar ao lado de nossos heróis favoritos no cinema. Vingadores: Ultimato consegue alcançar a excelência e nos deixar, ao mesmo tempo, tristes e ansiosos para o que está por vir.

O longa inicia vinte dias após o estalar dos dedos em Guerra Infinita. Tony Stark (Robert Donwey Jr) está preso no espaço sem água e comida, ao passo que Natasha Rommanoff (Scarlett Johansen) e Steve Rogers (Chris Evans) lideram uma espécie de resistência contra o titã na terra. Começando sua jornada com a morte pairando em suas cabeças, o caminho traçado pelos protagonista é de redenção e confirmação.

A primeira hora de filme é um tanto maçante, o que não me permite dar nota máxima à película. A reunião dos personagens em prol da reconstrução da equipe é um tanto longa demais, algo que certamente poderia ser contornado. Entretanto, talvez não devêssemos culpar apenas os diretores por esta construção ser o ponto principal da falha, em vista que os irmãos Russo ficaram impossibilitados de criar um primeiro momento espetacular. Afinal, a Marvel está fechando um ciclo de dez anos que têm como principais personagens os fãs. E se por um lado, os fãs são os mais fáceis de agradar pois estão à frente dos seus personagens favoritos, por outro a necessidade que ainda se tem de que os personagens sejam idênticos aos dos quadrinhos, seja por sua história, seja por seus poderes, limitam o sentido totalitário da franquia. Se tornou necessário deixar espaço para que, principalmente, os seis vingadores originais brilhassem, antes da aventura ser realmente iniciada.

Mas quando finalmente o Ultimato engrena, somos levados à um ritmo frenético de emoções que vão desde a mais alta felicidade ao maior dos temores. O filme consegue equilibrar os pontos de humor (sem saturar como em Thor Ragnarok) com as cenas de ação. Apesar da pouca extrapolação da narrativa, a qualidade estética e visual é grandiosa. As batalhas são bem coreografadas para que os heróis tenham seu tempo de tela e possam garantir a consolidação de suas faces, mesmo que poucas, na narrativa.

Por certo que Vingadores se tornou uma espécie de patrimônio cultural. Assim, exatamente como todos os outros filmes da Marvel podemos inserir Ultimato na categoria dos Blockbuster, como um grande espetáculo que tem uma função de agradar sem grandes provocações. Esse é claro, é o grande papel de Marvel Comics no cinema mundial, ao qual tem sua primeira grande finalização de uma forma competente que agradara os fãs e mesmos aqueles que não acompanharam seu universo.

Os trinta minutos finais foram os mais instigantes do filme. Algumas cenas são para rir, outras para aplaudir e algumas para chorar. A força feminina e negra, foram exaltadas e novos caminhos foram abertos. E apesar das perdas, finais felizes foram construídos pelas lembranças deixadas para trás. Em resumo, Os Vingadores: Ultimato deixará marcado em nossos corações o fim épico de uma era que está apenas começando.

 

( Algo Á Ver ) Filmes Biográficos Para Assistir

Oi Corujinhas, como vão? Desculpem pelo meu sumiço, mas sabe quando parece que o mundo está te afogando e você precisa parar para conseguir respirar? Nos últimos dias eu estava assim, de modo que tirei o feriado para não escrever, revisar e nem pensar em qualquer coisa que envolvesse literatura (o curso de Letras sempre te dá as maiores ressacas). Mas para alegria geral da nação (eu mesma alimentando meu ego), estou de volta para as resenhas e todos os universos que habito.

Mas a parte boa dessa minha jornada foi a quantidade filmes que eu assisti. Sejam lançamentos, sejam antigos, foram ao todo 28 filmes assistidos em 1 semana (sim, eu passei algumas noites em claro). E muitos desses filmes foram biografias que me fizeram conhecer um pouco mais sobre a história de personalidades que eu amo. E como tal, esse post será dedicado à esses filmes como uma indicação para que vocês conheçam também.

Espero que gostem.

1. Bohemian Rhapsody

Bohemia RhapsodyLançado em 2017 com Rami Malek ovacionado pela crítica, Bohemian Rhapsody nos mostra o caminho para o estrelato do Queen e as dificuldades da vida pessoal de Freddie Mercury. Abordando temas como solidão e homossexualidade, o filme busca relatar de modo pouco intimista a história do grande cantor. Apesar disso, não é um filme que possamos esquecer com a mesma facilidade que assistimo. Malek nos faz esquecer que é um ator, ao passo que os demais integrantes do filme conseguem transmitir uma sensação de irmandade que aquece o coração. Apesar de algumas mudanças na história do cantor (efeitos dramáticos característicos de Hollywood), os arranjos de som com as musicas da banda e o a direção de fotografia deixando claro sua “epicidade”,  é uma história para nos fazer voltar no tempo e querer ver e respirar o mesmo ar que Freddie Mercury.

2. Eu, Tonya.

Eu, TonyaTambém lançado ano passado, Eu Tonya conta a história da patinadora Tonya Harding, envolvida em várias polêmicas. Em um esporte onde a beleza parece contar mais que o talento, Harding foi uma estrela em ascensão que desmoronou quando seu ex-marido atacou uma patinadora do circuito mundial.

Em um filme onde a sátira é a maior estrela, Margot Robbie entrega sua melhor atuação. Engraçado pensar que, mesmo sendo conhecida pela beleza, a direção do filme se esforça para enfeiar a atriz construindo boa parte da crítica. Mas muito embora Robbie seja realmente sensacional, o brilho da película se concentra em Alisson Janney que transita entre uma mãe odiável e aquela que só deseja o bem da filha. Ao filme, a falta de glammour e a ironia de Janney são muito bem vindas.

3. Boy Erased: Uma Verdade Anulada

250px-Boy_Erased_(2018).pngLançado no Brasil neste ano após muitas polêmicas, Boy Erased é o filme mais doloroso dessa lista. O filme narra a história de Garrard Conley, um jovem de 19 anos que mora em uma pequena cidade conservadora do Arkansas. Ele é gay e filho de um pastor da Igreja Batista, até que é confrontado pela família para escolher entre arriscar perdê-la ou entrar em um programa de terapia que busca tentar “curar” sua homossexualidade.

Em um mundo repleto de conservadorismo, entender o que é um tratamento de cura gay pelos olhos de alguém que já passou por isso é quase como ser apunhado, apesar da sobriedade do enredo. Não é uma obra aberta, mas de sutilezas para que a dor possa ser sentida.


Espero que tenham gostado do post Corujinhas. Beijos.

(Algo à Ver) A Favorita – Yórgos Lánthimos

Lançado ano passado com grandes repercussão na mídia, A Favorita é um filme extraordinário que critica a realeza britânica do seculo XVIII. Sem cair no historicismo comum as películas do gênero, Yórgos Lánthimos conduz um espectral de cores e ilusões para demonstrar a riqueza da futilidade da corte da rainha Anne.

Título: A Favorita | Título Original: The Favourite |Diretor: Yórgos Lánthimos | Distribuição: Fox Searchlight Pictures | Elenco: Emma Stone, Olivia Colman e Rachel Weisz | Duração: 1h44m| Ano: 2019| Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

250px-The_Favourite (1)Sinopse: Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill (Rachel Weisz), a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única de voltar a ser uma lady da sociedade. Em um jogo de gato e rato, as duas vão brigar pela preferência da rainha e os privilégios que vem com ela. 

Eu sempre gosto de ver os filmes indicado ao Oscar depois das premiações. Diferente de todos os seres humanos que conheço, acho mais produtivo assistir após os comentários pois me mantenho mais atenta aos detalhes do filme. O que, para o caso de A Favorita, foi realmente muito bom. Talvez, se já não tivesse tantos detalhes colocados à minha frente, minha experiência não teria sido tão maravilhosa.

favouriteAinda não havia assistido nenhuma composição de Yórgos Lánthimos, mas fiquei encatada com o magistério de sua direção. A fotografia do filme é impecável, dentro de um estilo barroco pelas suas constantes dualidades. O claro e o escuro conversam entre si, onde nem mesmo ambientes com grandiosas janelas iluminam os cantos. Isto ajuda a definir um pouco da trama que tem como foco demonstrar a obscuridade das relações entre os membros da corte.

Com um papel solene, Rachel Weisz brilha na pele da inexorável Sarah Churchill. Engradecida pelas vestimentas e porte, Rachel oscila entre as peculiaridades da personagem ganhando destaque por sua evolução. Não atrás, Emma Stone como Abigail Hill (sua prima) demonstra porque de ser uma das atrizes mais promissoras de sua geração. Se no seu começo ela inicia como doce e ingênua, no fim está forte e implacável disposta a tudo para conseguir o que deseja.

Mas se alguma das atrizes deve ganhar o destaque pela atuação será Olivia Colman (Rainha Anne). Apesar da sua limitação à uma cadeira de rodas e dos poucos ambiente aos quais aparece, Colman imprimi no telespectador um sentimento de inquietude, raiva e pena ao mesmo tempo. Suas atitudes são controversas ao mesmo tempo que fazem sentido quando entendemos a necessidade de Anne em ser amada.

the_favourite_1-5968624Dessa maneira, o filme se equilibra entre o que as primas rivais são capazes de fazer para lhe conquistar Anne e sua moral duvidosa dos membros da corte. Pois muito embora possamos perceber o trabalho de Lánthimos para criar um cenário luxuoso, o contraste com as palavras ácidas e de baixo calão da corte demonstram grandes enlaces de futilidades.

Os nobres estão mais dispostos a saciar seus desejos do que entender as necessidades do povo. Entre eles, Nicholas Hout como Harley consolida esse espectro. Seus entraves são feitos para mostrar poder, não por qualquer tipo de preocupação com o país.

A Favorita tem o fim alongado em demasiado, mas isso não atrapalha o sentimento que atinge o espectador ao final através de cada uma das personagens. Abigail nos mostra como é perigoso ter tudo que desejamos, enquanto Sarah é o ponto principal de força feminina entre as três protagonistas. Entretanto, será de Anne o principal mote: o quão imperfeitos nós somos principalmente se devastados pela dor.

(Algo à Ver) Como Treinar O Seu Dragão 3 – Dean DeBlois

Sempre amei animações e é certo dizer que a DreamWorks faz parte dessa história. Kong Fu Panda, Os Sem-Floresta e Shrek são exemplos de filmes que não somente marcaram minha história, como provaram que o estúdio tem um trato especial ao finalizar suas aventuras. Ao ver o trailer de Como Treinar O Seu Dragão 3 eu sabia que teria pouca maturidade para as emoções que me aguardavam. E agora, depois de assistir o final o final épico da trilogia tenho ainda mais certezas que ela ficará para sempre no meu coração.

Título: Como Treinar O Seu Dragão 3 | Título Original: How Treine Your Dragon 3 | Diretor: Dean DeBlois | Distribuição: DreamWorks Animation | Duração: 1h44m| Ano: 2019 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬 ❤

5661398.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxSinopse: Tudo começou com a improvável amizade entre um garoto e um dragão. Anos vieram, foram e Soluço e Banguela provaram que não poderia haver nada mais forte que sua ligação. Uma amizade verdadeira onde dois amigos se completam tornando-se mais fortes.
Agora, tudo que Soluço deseja é fazer do mundo um lugar melhor em que dragões e humanos possam coexistir sem que o medo da guerra se espalhe por suas vidas.
Mas quando uma nova ameaça surge no horizonte de Berc, Soluço vê sua utopia posta a prova a medida que os dois amigos ascendem como líderes da sua espécie, rodeados de ameça que testaram os laços que os envolvem como nunca antes.

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Como Treinar O Seu Dragão começou de modo espetacular. Baseado na série de livros homônimos de Cressida Crowell, a animação estreante de 2010 foi considerada uma das melhores do ano e já lançada pelo estúdio. Mas se no começo da era de Soluço e Banguela nós encontrávamos uma história de amizade acima das diferenças, agora seremos envolvidos pela necessidade de ter nosso lugar e respeitar as escolhas daqueles que mais amamos.

Como Treinar O Seu Dragão 3 não traz nenhuma novidade além da base da história que conhecemos. A humanidade versus os dragões e a vontade de Soluço de fazer um mundo melhor são consequências naturais do caminho trilhado nos filmes anteriores. Mas muito embora a fórmula se repita, o diretor Dean DeBlois entrega uma aventura quase nova cheia de significados e emoções. A amizade entre Soluço e Banguela continua como o principal, mas dessa vez em paralelos. Ao mesmo tempo que Soluço precisa aprender a ser o líder da tribo ao lado de sua parceira Astrid, Banguela precisa encontrar seu lugar como alfa dos dragões e conquistas a recém descoberta Fúria da Luz.

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Por falar em Fúria da Luz, aos apaixonados por romance, se preparem para encontrar um casal apaixonante, muito melhor evoluído que muitos famosos por aí. Na verdade, o brilho da relação se encontra no passado. As interações entre Banguela e sua namorada são semelhantes ao cinema mudo. Você entende as emoções deles apenas pelo olhar, pelas ações, pelos momentos. É uma relação de respeito, quase como o amor deveria ser. Banguela acaba desejando apenas o melhor para A Fúria da Luz (à quem gosto de chamar de Dentadura) e curiosamente encontrando o melhor para si mesmo.

O final é surpreendente e um tanto agridoce, mas não poderíamos ter algo melhor. Como Treinar O Seu Dragão 3 aquece o coração e espelha a emoção nas lágrimas que com certeza escorreram pelo rosto dos espectadores. E muito embora saiba que Soluço e Banguela vão sempre continuar como aqueles garotos que se encontraram em uma clareira, saber quem eles se tornaram me deixará sempre com a esperança do mundo melhor.

(Algo à Ver) Os principais lançamentos de filmes para 2019.

Oi Corujinhas. Hoje no Algo À Ver, vou mostrar a a lista dos filmes mais esperados de 2019 e alguns fatos do que podemos esperar dos maiores lançamentos do ano. Vai ser uma lista meio longa, mas a ideia é que já preparemos um orçamento para curtir os filmes no cinema ou apenas não perder nenhuma novidade que vai ser lançada nas plataformas digitais.

Vamos começar?

01. Janeiro

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Logo em Janeiro, no dia 3 estreia Wifi Ralph que de longe é um dos filmes mais esperados da Disney Pixar (aliás, um filme que contém todas as princesas juntas com certeza deve ser sensacional). Além disso, pela Sony no dia 10 de estréia Homem-Aranha no Aranhaverso que vai nos o herói em animação. E por fim, no dia 31 de janeiro estreia Como Treinar O Seu Dragão 3 que, contrariando a perspectiva geral, é o que eu mais espero esse ano. Eu sempre amei a história do Soluço e Banguela, por isso, tenho certeza absoluta que vou chorar bastante com a sua finalização.

02. Fevereiro


No dia 05 de fevereiro teremos Uma Aventura No Lego 2, seguido de perto no dia 14 por Alita Um Anjo de Combate. O mês se fecha com os lançamentos de The Turning e Depois A Louca Sou Eu nos dias 22 e 28, respectivamente.

03. Março

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De longe o mês com mais lançamentos, março já chega bombando no dia 01 com a estreia de O Menino Que Queria Ser Rei, que promete ser maravilhoso. No dia 02, estreia As Novas Aventuras de Peter Pan; e então, no glorioso dia 02 vem um dos principais lançamentos para 2019 da maior indústria atual, Capitã Marvel. Para completar nossa emoção nostalgia, Matilda estreia no dia 14 e no dia 28 o Live Action de Dumbo, aos quais tenho certo medo de estragarem.

04. Abril

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Com poucos lançamentos, abril é o mês mais esculachado para filmes de 2018. O único lançamento de certas proporções, é Shazam no dia 05. Mas para quem gosta do monstro vermelho de bom coração (kkkk), Hellboy pode ser uma boa pedida (eu, não vejo necessidade, mas né? quem sou eu na fila do pão).

05. Maio

Para maioria das pessoas, maio será um mês escândalo. Guardem suas moedas, porque Vingadores 4 estréia dia 02 e todos precisamos saber o que vai acontecer com os protagonistas do universo Marvel. No dia 09  temos Pokémon: Detetive Pikachu (nostalgia, parte 02) e a live-action do Alladin (onde nenhum de nós entendemos porque ele está de camisa no trailer). E por fim, estreia no dia 31  Godzilla: O Rei Monstros.

06. Junho

Para o fechamento do livro da série do primeiro bimestre, em grande estilo diga-se de passagem, nós temos no dia 06 As Panteras Reboot X-Men – Gambit (precisava Marvel???). No dia 07 temos o lançamento de Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 e mais um da Marvel, X-Men: A Fênix Negra ao eu admito que não sei o que esperar afinal tenho um certo problema com a série, pois em minha opinião só tem enchido linguiça. No dia 14 de junho estreia Liga da Justiça 2 pelo qual o meu sentimento é “só vamos”. E depois desses tiros, vem um dos maiores lançamentos de 2019 e nada mais importa a não ser a minha opinião: Toy Story 4 será lançado dia e eu sei que estarei seríssima no cinema com um balde de pipoca e um monte de lencinhos para as lágrimas que eu sei que irei chorar como uma condenada.

07. Julho

Para estrear o mês mandando ver, no dia 04 de julho estreia Homem Aranha: De Volta Ao Lar 2, no dia 12 Top Gun 2 e no dia 19 (preparem os corações) o live action de O Rei Leão, que apenas a música que me deixou emocionada. Não vou ter o mínimo de maturidade para esse filme. E por fim, no dia 27 estreia Turma da Mônica — Laços, que apesar de não ser esperado por mim, tenho certeza que nossos eus da infância vão gostar..

08. Agosto

Logo no dia 1 estreia X-Men: Novos Mutantes, que parece que vai ser um universo diferente da franquia original. E no dia 9 teremos o lançamento de Artemis Fowl, uma animação baseada nos livros hormônios de Eoin Cowfer e que, pelo que ouço dizer, é muito bom..

10. Outubro

Em outubro teremos estreia de Coringa, logo no dia 3 e no dia seguinte, 4, Gemini Man o qual eu não conheço mas também parece que vai ser excelente..

11. Novembro

Para vocês perceberem como alguns meses são esnobados, outro vem com intuito claro de nos deixar falidos. Em novembro, no dia 1 teremos Mulher Maravilha 2 e no dia 15, para os fissurados em games, Sonic: The Hedgehog. No dia 22 de novembro estreia Exterminador do Futuro 6, que sinceramente, já poderia dizer chega e no dia 27, um dos mais esperados desde que foi anunciado, Frozen 2. O que será que podemos esperar para esse filme??.

12. Dezembro

Mês temático, no dia 5 de dezembro teremos lançamento do filme Tudo de Bem No Natal Que Vem e no dia 20 a conclusão de mais uma trilogia espacial, Star Wars IX. E no dia 26 o cinema nacional nos presenteia com o filme Minha Mãe É Uma Peça 3...

Além desses, teremos filmes que ainda não tem data certa (isso se contarmos o fato que alguns da lista podem ser adiados ou adiantados) que são Esquadrão Suicída 2 — que todos esperamos ser bem melhor que o primeiro —, Guerra Mundial Z 2 que não sei o que esperar exatamente e Shrek 5, do qual eu havia gostado da finalização em “Para Sempre” e tenho certo receio do que esperar do filme.

E vocês queridos? Qual filme vocês mais esperam para o ano que vem?.

Beijos..

(Algo À Ver) Caixa de Pássaros – Susanne Bier

Quando foi anunciado que uma das minhas atrizes favoritas interpretaria o papel de protagonista em um dos meus livros favoritos, fiquei ansiosa para assistir a produção. Caixa de Pássaros, porém não se mostrou a altura do que esperava e muito embora seja uma boa diversão, não passa mais do que isso.

Título: Caixa de Pássaros | Título original: Bird Box|Diretor: Susanne Bier | Elenco:  Sandra Bullock, Sarah Paulson e John Malkovich| Distribuição: Netflix | Duração: 117m| Ano: 2018 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬

0841660.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxSINOPSE: Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar de uma criatura aterrorizante. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança, mas a jornada se mostra ainda mais perigosa quando Malorie se defrontar com seus sentimentos mais obscuros.

Desde que foi lançado em 2017, é certo dizer que o livro Caixa de Pássaros se tornou um fenômeno mundial. Assim sendo, se tomarmos como o fato que o cinema atual é movimentado principalmente por adaptações seja de livros ou de quadrinhos, não é surpresa que a obra de Josh Malerman tenha chegado as telonas, ou nesse caso, as plataformas digitais pela Netflix. O lançamento original da produtora sob a direção de Susanne Bier, tem grandes proporções o que se espera de uma obra ambiciosa, mas de pouca ousadia.

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Caixa de Pássaros tem uma proposta única, pouco vista no meio visual. A ideia do filme é causar uma sensação claustrofóbica no espectador, que deveria ficar amedrontado pelas criaturas que não pode ver. Dessa maneira, o grande erro de Bier na construção da película foi a simplicidade quase extremista usada na fotografia. E, eu diria, muito disso se deve a necessidade que a diretora parece ter em ser fiel ao livro, talvez por medo das críticas dos fãs da obra original.

A maior reclamação por leitor de adaptações realizadas frequentemente vêm ao se depararem com diferenças significantes entre filme e livro. Contudo, será mesmo que as duas coisas precisam ser idênticas? Caixa de Pássaros é a prova do mito que envolve essa afirmação.

Deve-se sempre lembrar que as duas plataformas são diferentes; enquanto o livro trabalha com diversas modularidades da mente, em que o leitor usa principalmente da imaginação para complementar as peças, o filme é visual deixando de lado essa característica em que o cérebro parece procurar uma resposta mais imediata. De modo que se Malerman tem “às cegas” como fonte principal em incitar o leitor, Bier não consegue o mesmo efeito com a película pela simplicidade excessiva que utiliza tanto na fotografia como na sonoplastia, não conseguindo passar as informações certas para o espectador.

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Mas não podemos dizer que o filme em si é de todo ruim, ou que não tenha seus méritos. Se olharmos para o roteiro, a essência do medo está presente. Não somente pelas criaturas, mas de Malorie (Sandra Bullock) e sua incapacidade de se aproximar das pessoas. Falando em Bullock, a atriz experiente é a grande cartada da película. Conhecida principalmente pelos seus papeis na comédia, Bullock mostra porque é considerada uma das atrizes mais versáteis de sua geração. Dotada de uma expressão endurecida, até mesmo cética, Bullock demonstra com facilidade todos os momentos de Malorie, mesmo que está seja um grande clichê. Uma mulher que – com o extremo da situação – aprende a interagir e amar outra pessoa.

Caixa de Passáros é um filme despretensioso que agradará o público, mas que será esquecido com a mesma facilidade em que alcançar seu ápice. Um bom entretenimento e nada mais.

(Algo à Ver) – Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei – Susan Johnson

As vezes, simplesmente não faz seu estilo ver filmes de adaptações porque você sente que vai se decepcionar. Outras, é tão impossível não assistir que tudo que você quer é rever um milhão de vezes. Mês passado, na Netflix lançou Para Todos Os Garotos Que Já Amei vulgo, Lara Jean. Baseado no livro homônimo de Jenny Han, claro que estávamos todos ansiosos por essa adaptação. Mas para não contrariar minha mania de descobrir coisas muito tempo depois que o restante do mundo, assisti o longa semana passada e agora me arrependo bastante de não ter feito isso antes.

Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei | Título original: For All Boys I Loved| Diretor: Susan Johnson | Elenco: Lara Condor, Noah Centineo e Israel Broussard| Distribuição: Netflix | Duração: 99m| Ano: 2018 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬

toalltheboys_vertical-main_pre_usSinopse: Lara Jean (Lana Condor) guarda suas cartas de amor em uma caixa azul que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Quando essas cartas são misteriosamente enviadas aos destinatários, a vida de Lara Jean vira do avesso pois o ex-namorado de sua irmã é também a recebe e a garota não sabe o que fazer. Mas uma proposta de alguém inesperado, faz com que Lara Jean não somente encontre coragem para tomar o rumo de sua própria vida, como também o amor que jamais imaginou ser possível.

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Em meio a tantos filmes baseados em livros que nós gostaríamos de fechar os olhos e esquecer, Para Todos Os Garotos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma prova que mesmo com sutis mudanças o espírito de uma obra pode se manter em adaptações. Pois toda fofura, todos os sentimentos e todas os medos de Lara Jean são mostrados com graça e leveza. E acredito que estes seja o pontos mais positivos da película, tanto para a atuação de Lana Condor quanto para a produção de elenco.

Esse foi meu primeiro contato com Lana Condor. Muito embora a atriz tenha o rosto conhecido por sua interpretação na franquia X-Men, essa foi a primeira vez que a notei. Lara Jean sempre foi uma queridinha dos livros para mim por não ser extraordinária ou subestimável como é o típico das adolescentes do gênero, mas por ser ela mesma pura e completamente. Condor traduz o espírito da nossa Laranjinha e mais fofo que isso seria impossível. Mesmo que no longa todos os seus medos apareçam pouco explorados em termos dialógicos, é no gestual que Lana os transmite nos aproximando de sua protagonista. Ela é Lara Jean.

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Além de Lana, os outros personagens brilharam no filme com atuações dignas de nota. Começando por Peter Kavinsky (Noah Centineo), fiquei um tanto abismada com ele no filme e mais apaixonada pelo rapaz que nos livros (mas meu coração ainda é do John). Noah deu vida a Peter com a serenidade, a macheza e o romantismo próprios do rapaz.

E também não podemos esquecer da família da Lara Jean que fica no top-top do personagens favoritos. O pai da Lara Jean, Dan (John Corbett que eu tenho uma queda desde Casamento Grego eu sou velha assim) que foi meigo e incrível com a filha sendo o exemplo de pai que todos queremos ter. Margot e Kitty que apesar de eu não gostar de ambas, ainda sim foram bem interessantes pelos contrastes que deram ao filme. Além disso, foi legal perceber como a família influencia na personalidade Lara Jean.

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Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei foi um filme bem fofo, clichê do gênero mas que atinge todas as expectativas. Muito embora modificado, toda a essência da obra de Jenny Han está presente e não é atoa que a obra tenha virado um fenômeno entre todos que assistiram e que logo a Netflix tenha anunciado a continuação. Espero ansiosamente por P. S. Ainda Amo Você e pela chegada do meu incrível John Ambrose McLaren.

(Algo À Ver) Com Amor, Simon – Greg Berlanti

Assistir Love, Simon não era exatamente um grande plano.. Vejam bem, eu gosto de ver adaptações de livros para cinema, contudo, não quanto se trata de Young Adult ou New Adult. Isso porque normalmente acho os filmes do gênero bastante chatos pela pouca ação e previsibilidade do enredo. Mas ao ver esse filme, fui fisgada de uma maneira que não esperava. Divertido, Com Amor, Simon capturou a essência do livro de Becky Albertali e transformou em algo ainda maior.

Título: Com Amor, Simon | Título original: Love, Simon | Diretor: Greg Berlanti | Elenco: Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel e  Katherine Langford | Distribuição:  Fox Film do Brasil| Duração: 109m | Ano: 2018 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ❤

com-amor-simonSinopseAos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. Um dia quando decidi trocar confidencias com um anonimo da escola, Simon começa a se apaixonar. Mas tudo fica complicado, quando colega de Simon descobre seu segredo e decidi chantageá-lo para que ele ajude a conquistar uma de suas amigas. A partir daí Simon começa a se questionar o quanto é válido manter esse segredo e quais são as implicações disso acima daqueles que ele mais ama.

A medida que os anos vão passando e a sociedade lentamente evoluí, as representações ganham mais força onde antes parecia impossível. Ver um filme chegar aos cinemas com pum protagonista talvez seja maior prova disso. Com tato, sutileza e uma grande proximidade com os jovens que não somente são homossexuais mas que se vêem jogados dentro de uma vida que não desejam, Com Amor, Simon cumpre um papel de grande importância para retratar a obviedade da validação de toda as formas de amor.

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O filme possui uma narrativa bastante clássica. Primeiro somos apresentados amistosamente aos protagonistas, que tem prerrogativas comuns aos de sua idade. Em seguida conhecemos o segredo de Simon, o início de sua paixão e o erro que levou a sua chantagem. Tudo isso, sendo colocado de maneira simples em termos de luz, texturas e sonoplastia. Sem carregações a efeitos visuais e cores vibrantes, o diretor Greg Berlanti deixa claro que o foco do filme será Simon e todas as dúvidas que envolvem se revelar ou não. Acredito que isto, e o roteiro foram meus pontos favoritos na narrativa. Porque tive a grande percepção que o diretor mostrou que Simon não é diferente de outro adolescente por ser gay. Mas sim um garoto capaz de de se apaixonar como todos os outros.

Eu nunca antes havia tido contato com Nick Robison, bem como com a maioria dos personagens (exceto os pais de Simon). E devo admitir que alguns deles foram bastante surpreendentes. Nick, que dá vida ao Simon é bastante carismático e encantador. O jovem ator tem domínio de suas emoções transformando-se em Simon e garantindo nossa amizade ao protagonista. Já Katherine Langford foi a que mais se destacou como a insegura Leah. Não posso dizer que esse foi seu melhor trabalho, mas posso confirmar que  atriz tem potencial para se destacar mais no cinema. Pois seu texto não chega a ser totalmente imprevisível ou difícil e mesmo assim a atriz consegue dar um toque de vida e graça a sua personagem.

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Outro ponto que me chamou bastante a atenção, foi a família de Simon. Na maior parte das vezes, os relacionamentos familiares costumam ser meu ponto principal em obras sejam em livros e filmes. Por isso, ver a interação de Simon com seus pais e irmã foi emocionante e de certo modo avassalador. Emily (Jennifer Gardner) representa a mãe que só deseja a felicidade do filho, independente de suas escolhas. Já Jack (Josh Duhamel) é o pai másculo que tem que aprender a aceitar seu filho e o continuar amando por mais que pareça difícil aceitar quem ele é.

Com Amor, Simon foi um filme reflexivo que agora eu me arrepende de ter demorado quatro meses para assistir. Levantando questões importantes com a seriedade necessária, a adaptação do livro de Becky Albertalli foi surpreendentemente bem feita. Um filme que quebra tabus, que dá força aqueles que se encontram na mesma situação e demonstra que todos nós estamos aptos a viver uma grande e inesquecível história de amor.

(Algo À Ver) Os Incríveis 2 – Brad Bird

Quem me conhece, sabe que eu tenho um amor incondicional por animações. Não importa qual seja, basta ter uma boa história que é capaz dela entrar na minha lista de favoritos. Mas apesar disso, acredite ou não, esta leitora-cinéfila que vos fala, não esperou 14 anos pela continuação de Os Incríveis contrariando a perspectiva geral. Isso porquê, diferente da maioria das pessoas, não faço questão de continuações quando os primeiros filmes são realmente muito bons.

O motivo é o evite de decepções, já que – a não ser em raras exceções – elas estão atreladas a nostalgia. Se por um lado as lembranças de um bom filme nos faz pensar nele com carinho, por outro também implica em uma inevitável comparação. E muito embora eu não tenha detestado a continuação mais esperada do ano no mundo das animações, também não posso dizer que ela superou a sua origem.

Título: OS Incríveis 2 | Título original: The Incredibles | Direção:  Brad Bird | Duração: 119m | Ano: 2018 | Distribuição: Walt Disney Pixar Studios | Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

y3EEb7o6NxK0pl0WsOswCos663y.jpgSinopse: No segundo filme de Os Incríveis, a família Pêra esta ameaçada pelas mesmas questões que os levaram a se esconder. As pessoas acreditam não precisam de heróis que causam mais destruição do que salvamentos. Quando tudo parece estar indo por água abaixo, Helena é chamada de volta para lutar contra o crime como a super heroína Mulher-Elástica. Desse modo, caberá ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse poderes, tornando sua tarefa ainda mais complicada. Além disso, Roberto não deixa de se perguntar se realmente sua missão é cuidar das crianças e não sair por aí salvando o mundo. 

Os estúdios da Pixar ao longo dos anos, têm demonstrado uma característica que parece faltar aos outros: são apaixonados pelo que fazem e sempre almejam traçar o seu melhor. Mas o que diferencia a Pixar dos demais é capacidade quase inata que têm de levantarem críticas sociais através dos gestuais infantis. Com sagacidade e sutileza, Os Incriveis 2 retrata um bom número de levantes contra a humanidade e o que ela está se tornando. As duas maiores são o preconceito e o machismo enraizados em qualquer lugar, mesmo entre as mais poderosas pessoas.

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A premissa inicial do filme é uma velha conhecida, ainda mais se você é fã da Marvel ou DC Comics. Os heróis não são bem vistos pela sociedade, mas sim rechaçados pelas suas diferenças que não deixam de ser meramente culpa da biologia. Num mundo governado por pessoas comuns, tudo aquilo que é diferente é rebaixado a inferior. Por esse motivo, a família Pêra precisa se esconder e viver uma vida simples sem demonstrar seus poderes. Afinal de contas, a sociedade ao qual almejam proteger não está interessada em ficar a mercê daqueles que não podem controlar.

Baseada nessa primeira crítica, que é a premissa geral da história, surge a segunda. Helena é chamada para trabalhar como Mulher-Elástica e assim, quem sabe, conseguir restaurar a legalidade dos heróis. O problema é Beto que não fica satisfeito pela esposa estar trabalhando de modo que ele tenha que ficar em casa e cuidar das crianças. Então a Pixar inverte a situação apresentada no primeiro filme para acompanhar o ciclo revolucionário atual das questões de gênero. Se antes Beto era o herói-protagonista, hoje Helena que desempenha essa função e caberá ao marido (seu forte e imponente marido) cuidar de Violeta, Flecha e Zezé. É seguro dizer que a Pixar vai ainda mais longe do mero machismo que envolve toda a questão de quem trabalha vs quem sustenta a casa: o diretor, Brad Bird, procura demonstrar que as tarefas domésticas são igualmente difíceis ao salvamento da pátria, o que é comumente tratado como algo fácil. Com isso, Bird demonstra que os papeis de esposa e marido são igualitários, não sendo o gênero que influencia sobre eles.

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O filme se equilibra entre as cenas de ação e vida cotidiana. A qualidade técnica da obra é impressionante. Com uma boa mistura de cores e texturas, o filme garante ótimos efeitos visuais acompanhado de uma bela sonoplastia. Mas muito a qualidade técnica deva ser louvada, o mesmo não pode-se dizer do roteiro que apresenta uma única falha, porém bastante considerável.

A apresentação do vilão tem se tornado batida. Ou você introduz de cara o personagem  malvado (a exemplo de A Origem dos Guardiões), ou a pessoa gentil se mostra como vil. Tal obviedade aparece nessa película – mas não irei afirmar qual – o que reduz a surpresa para o comum retirando parte da magia. Contudo, isso não é suficiente para tirar todo o encanto da obra, apenas para deixar um certo sabor amargo misturado ao doce total.

Os dois principais personagens de alívio cômico, o bebê Zezé e a estilista Edna Moda, tem pouca participação dentro do enredo principal, mas não considero isso um problema. Em mais uma comparação, Edna se assemelha aos Minions presentes em Meu Malvado Favorito (Universal Pictures). Sua graça esta em roubar a cena. Tanto que no primeiro filme sua aparição minúscula fez sucesso pelas frases icônicas e a irreverencia. Já Zezé, que pelo teaser sabíamos que teria mais destaque nessa película que na anterior, aparece bastante mas não de maneira fundamental ao enredo. Entretanto, a posição de Zezé na história pode ser facilmente alegada pela sua idade. Zezé não passa de um bebê de modo que não devemos esperar uma decisão incrivelmente inteligente  e estratégica de sua parte.

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Outro ponto que merece destaque é a dublagem brasileira. Certas piadas que foram realizadas pelo roteiro original não seriam tão facilmente entendidas pelos nacionais. Deve-se lembrar que o público alvo da Pixar é também o infantil de modo que piadas sobre o Texas e a Oprah não fariam muito sentido pra maioria nossas crianças (e para boa parte dos adultos também). Dessa maneira, posso dizer que foi uma decisão acertada da dublagem em mudar o sentido original e torna-la mais próxima dos receptores garantindo o lado cômico que envolve a obra.

Os Incríveis 2 não foi a melhor das continuações, mas ainda sim vale super a pena assistir pelas criticas sociais, piadas, cenas de ação e até mesmo pela nostalgia. O filme não surpreende, mas também não foi uma decepção. Os Incriveis 2 consegue, pelo bem e pelo mau, ser muito mais que apenas extramente divertido.

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(Algo À Ver) Estrelas Além do Tempo – Theodore Melfi

Assistir filmes que retratam períodos históricos marcantes quase sempre me demonstra certo comodismo pela falta da busca de sair do esteriótipo das cargas dramáticas. Filmes como estes chegam aos montes e logo são esquecidos seja pela falta de talento dos diretores e roteiristas seja pela simploriedade das atuações. A questão que alcança barreiras e ultrapassa o esquecimento  para o cinema e para qualquer história nunca foram os sobreviventes, mas sim os guerreiros incapazes de abaixar a cabeça. Por esse motivo, é certo afirmar que Estrelas Além do Tempo é um filme que consegue se tornar maior do que uma mera crítica pois não somente a realiza, como cria pontes para que nós como pessoas, independente do sexo ou cor, possamos ter a coragem de lutar por aquilo que queremos e acreditamos. 

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Titulo: Estrelas Além do Tempo
Titulo Original: Hidden Figures
Diretor: Theodore Melfi
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe
Distribuição: Fox Filme do Brasil
Duração:
167m
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬 🎬

 

Sra. Mitchel: Sabe Dorothy… ao contrário do que possa pensar eu não tenho nada contra vocês.
Dorothy: Eu sei… que você provavelmente acredita nisto. 

Ambientados nos anos 1961, Estrelas Além do Tempo baseado no livro homônimo de Margot  Lee Shetterly, e narra a história de três mulheres brilhantes que trabalharam na NASA durante o período da Guerra Fria e a corrida espacial. Em termos narrativos, a produção realizada por Melfi é excelente e consegue transmitir os aspectos principais da trama. A fotografia aliada a trilha sonora, que mesmo em silêncio consegue transmitir grandes emoções, transformam a simplicidade de cores e efeitos em algo extraordinário. Chega ser até estranho perceber como tão poucos efeitos ainda conseguem se sobressair a um mundo cinematográfico dominado por explosões e magia sobre-humana. Mas com sua simplicidade carismática e som impecável, o filme se manisfesta para dar destaque ao principal normalmente esquecido pelas grandes produções: a história.

cms-image-000538694Apesar do claro foco em Katherine Goble (Henson) e sua luta para ser reconhecida em um terrenos de homens brancos (no sentido mais pejorativo da expressão), o filme é feliz em conciliar a história de três mulheres em sua grande trajetória pelo destaque naquilo que são naturalmente boas e capazes. Mary (Monaé) quer se tornar engenheira mas para isso precisa estudar em uma escola apenas para brancos. Já Dorothy (Spencer) deseja apenas ser afirmada no cargo que já trabalha, pois mesmo fazendo o ofício de um supervisor o departamento não consegue perceber isso e nem acreditar no potencial da mulher. Mesmo seguindo uma linha de raciocínio óbvia que converge para maneira mais correta de contar determinada história, Melfi ao não introduzir nada realmente novo no filme deixa a cargo de suas três protagonistas a leva do filme à algo mais. Com atuações impecáveis, a força e a inteligência dessas três mulheres é mostrada para que os espectadores absorvam não somente as críticas como a coragem que elas apresentam.

estrelas-alc3a9m-do-tempo-2.jpgO grande trunfo do filme são as atuações que por todo o elenco arrecadaram momento inesquecíveis. Taraji P. Henson é extraordinária em criar uma personagem forte ao mesmo tempo que precisa se submeter aos desmandos da sociedade. De forma nem um pouco caricata de piedismos ou arrogância, Henson demonstra uma Katherine forte e precisa com trejeitos que expressam sua coragem em todos os lugares. Janelle Monaé foi uma grande surpresa para mim, pois mesmo nunca tendo atuado antes (a mulher fez nome como cantora) apresentou um bom domínio de suas emoções ao dar vida a Mary. Já Octavia Spencer que é uma das minhas queridinhas desde seu papel como Minnie em Histórias Cruzadas, mais uma vez conseguiu ser resplandecente. De todas as personagens, Dorothy foi sem dúvida a minha favorita e muito se deve a atuação de Spencer e seu olhar penetrante que conseguiu ultrapassar a quarta parece e tocar meu coração.

005 Kirsten Dunst as Vivian MitchellAlém das três protagonistas, Kevin Costner e Kristen Dunst merecem destaque por seus papeis, principalmente nossa eterna Mary Jane. Antes, já havia tido contato com Costner personificando homens de terno, inteligentes e impactantes, mas perceber Kristen usar a máscara de dureza e preconceito da sra. Mitchel foi bastante interessante, pois mesmo tendo consciência do seu potencial como atriz, nada que tenha feito antes demonstrou isso. Posso dizer que Dunst conseguiu se sobressair encontrando uma ponte para mostrar que pode ser muito mais que uma mocinha indefesa.

Estrelas Alem do Tempo é uma obra emocionante sobre força, luta e feminismo. Não digo que é o melhor filme com tema central sobre racismo que eu assisto, mas sim que é um filme que não deve ser ignorado. Com um bom roteiro e atuações excepcionais, essa obra nos leva a refletir quais são os maiores desafios de nossa vida e o quanto nos estamos dispostos a arriscar para enfrentá-los. 

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