Arquivo da categoria: Séries e Filmes

| Algo À Ver | Lado A Lado – Chris Columbus.

Olá corujinhas. Espero que sua semana tenham se passado bem e que o fim seja melhor ainda. Nesse mês, como bem sabem, estou fazendo campanha de Novembro Azul mas de modo a abrangir todos os lados dessa doença. A Vivi do blog O Senhor dos Livros também aderiu a campanha fazendo um lindo post sobre A Culpa É Das Estrelas especialmente para vocês. Dessa maneira, tanto esse post como o dela é um apelo para que todos façam exames e se previnam. Previnir é sempre o melhor remédio. Por isso, a resenha de hoje será de um filme antigo, mas que sempre que o assisto me provoca uma sensação diferente no peito. Em Lado A Lado, do diretor Chris Columbus, somos apresentados a uma história de família em um retrato de compaixão e compreensão. 

image

Título: Lado A Lado
Título original: Stepmon
Diretor: Chris Columbus.
Elenco: Julia Roberts e Susan Sarandon.
Roteiro: Gigi Levangie, Jessie Nelson, Steven Rogers Karen Leigh Hopkins e Ronald Bass.
Ano: 1998
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜

Isabel (Julia Roberts) é uma fotografa de sucesso que esta namorando Luke (Ed Harris). O executivo tem dois filhos – Ana (Jena Malone) e Ben (Liam Aiken) – e é divorciado de Jackie (Sara Sarandon). Isabel faz de tudo para agradar as crianças que lhe tratam com hostilidade pois desejam ver seus pais juntos e felizes novamente. Jackie, assim como os filhos, trata friamente Isabel pois não a considera adequada. As coisas então pioram quando Jackie recebe a notícia de que tem leucemia e é informada de que podera morrer por conta da doença. Mas o que parecia ser devastação, se torna uma ponte para o entendimento desta família à superar as mágoas do passado e aprender lições de amor e família.

Lado A Lado é um filme clássicos daqueles que eu posso assistir mil vezes que irei gostar e aprender algo novo. Com uma fotografia simples e um enredo bem construído, é um filme que vem para ampliar os nossos horizontes. Mostra-nos a fragilidade de nossas vidas e a capacidade que esta tem de tomar rumos que não esperamos. De certa forma, consigo ver amplitude no filme que tenta mostrar ao espectador como os papeis podem se inverter: um dia estamos dispostos a julgar firmemente alguém, até que por uma rasteira da vida somos levados à precisar da ajuda daquela pessoa.

É fácil compreender os papéis dos atores dentro do filme. Luke é um pai amoroso que tenta fazer as vontades dos filhos e manter uma boa relação com a ex-mulher, embora não esteja disposto a abrir mão da namorada. Já as crianças são bonitamente unidas à um propósito. Eles desejam à felicidade dos pais e acreditam que isso só será possível com ambos juntos. Claramente, Ben é influenciado por Ana, uma pré-adolescente que esta revoltada com a nova namorada do pai por acreditar que Isabel é a causa de todo sofrimento da família. De certa forma, Ana representa o sofrimento de todas crianças que não entendem a separação dos pais e procuram um objeto para jogar sua frustração.

Por fim, como enredo principal da trama temos a relação de Jackie e Isabel que é tensa e pontuada por palavras hostis. Isabel esta sempre tentando provar que ama de verdade as crianças, sem tentar ocupar o lugar que sempre vai ser de Jackie. É muito tocante a forma com o qual Isabel se preocupa com Ben e Ana, mesmo que eles lhe mantenham longe sempre tentando resolver seus problemas da melhor maneira possível. Do outro lado da moeda porem, Jackie esta sempre disposta a formentar a raiva que as crianças tem da nova namorada. Posando como uma mãe perfeita e única realmente capaz de entender as crianças. Jackie, entretanto, apesar de claramente estar errada por isso, é fácil de ser entendida. Ela tem medo de perder os filhos, do mesmo modo que perdeu o marido. O medo faz com que ela repudie Isabel que lhe é uma ameaça.

A partir da construção desse tocante enredo, a notícia da doença de Jackie vem junto com a proposta de casamento de Luke à Isabel. Dessa forma, Jackie precisa encontrar em Isabel uma nova forma de vê-la. Ela pode se tornar uma figura importante na vida dos filhos, de maneira que deve entender a mudança do amor e o que Isabel deverá representar na vida de suas crianças.

O ponto melhor de Lado A Lado é justamente os conflitos internos de Jackie.   A mulher passa a compreender que existe engano em pensar que temos controle de tudo, pois a qualquer momento podemos ficar de seus filhos sem chance de voltar a revê-los. Jackie tem que lidar com a incerteza e a impotência de não saber como será sua falta. Mas principalmente lidar, com a coragem – ou a falta dela – para deixar os bens mais preciosos aos cuidados de outra pessoa.

Lado A Lado é um filme tocante que vem para no ensinar várias lições sobre o mundo e sobre família. Somos levados à compreender não somente que dilemas à esperar da doença, como também a repensar no papel que cada pessoa tem à nossa volta.

Anúncios

| RESENHA | Entre E O Agora E O Nunca – J. A. Redmerski – Livro Um.

Olá tudo bom com você? Bom dia, boa tarde ou boa noite seja a hora que você esteja lendo este post. Mês passado fiz um post explicando um pouco sobre o Desafio Literário Cultura e como prometido vou começar a postar resenhas das minhas leituras este mês. Como não pretendo postar na ordem de leitura, então vou postar primeiro as leituras mais frescas em minha mente. Para começar será do livro Entre O Agora E O Nunca de J. A. Redmerski. Estou lendo esse livro para cumprir o ítem Um livro em que o protagonista foge.

 — Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém — digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. — Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.
– Andrew.

 

 Download-Livro-Entre-o-Agora-e-o-Nunca-J.-A.Redmerski-em-ePUB-mobi-e-PDF

Título: Entre O Agora E O Nunca
Título Original:
Autora: J. A. Redmerski
Editora:
Ano:
Avaliação:
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

 Detesto te dizer isso, mas na vida as merdas acontecem mesmo. Você precisa superar. Derrotar isso fazendo coisas que te deixam feliz. – Camryn.

Uma coisa que todos sabemos quando lemos livros é que a bagagem que trazemos influenciam bastante no decorrer da história. De certa forma, podemos chamar isso de Maturidade Literária onde de certa forma, com cada leitura enriquecendo a nossa mente, acabamos por nos ater mais as novidades do que de histórias passadas. Histórias essas que no fundo da nossa mente sabemos que gostaríamos mais se tivéssemos lidos um pouco antes ou talvez um pouco. Talvez seja por esse motivo que a história de Entre O Agora E O Nunca não me cativou tanto deixando-me com uma sensação um tanto amarga que minha mente não consegue mais lidar com clichês adolescentes. A leitura, ao qual posso dizer que foi fácil mas não fluída, muitas vezes deixou a desejar. E mesmo não considerando a obra ruim, não conseguir deixar de me incomodar com vários pontos da leitura.

 Não sou maria vai com as outras. Nunca fui. Mas com certeza topo me tornar alguém que não sou por algumas horas se isso vai ajudar a me misturar, em vez de parecer a esquisita e chamar a atenção. – Camryn.

Começando pela narrativa, posso dizer que senti certa dualidade de emoções ao passo que ia passando pelas palavras de Redmeski. A princípio gostei do modo como a autora conduziu a história. Há profundidade em Camryn que a deixa com uma personalidade mais plausível, muito embora tal personalidade seja mais identificável em uma garota de 16 anos do que de 20, mas como nem todos são iguais e nem amadurecem ao mesmo tempo, a gente releva. Por tal motivo, devido a sua profundidade, Camryn foi de longe que eu mais gostei. De tão verossímil pude enxergar com mais clareza suas atitudes e seus pensamentos. Mas ao mesmo tempo que amei Camryn, eu fiquei apática em relação a Andrew porque ele é o típico mocinho sexy e rock and roll dos Young Adult. Perfeito e sem defeitos aparentes, Andrew me deixou com aquele pensamento para a autora que pode ser resumido em “na boa, você esta mesmo tentando me convencer que esse cara existe?”. E, acho que vocês ja me conhecem o suficiente para saber que o meu tipo favorito de personagem é o palpável. Ele precisa de defeitos, defeitos reais, que lhe deem essa aparência verossímil.

 Aprendi há muito tempo que o futuro e a vida são meus, e não posso me forçar a viver do jeito que outra pessoa quer que eu viva. – Andrew.

Em relação a narrativa devo dizer que fiquei em um certo hiato. Não foi a melhor das narrativas da minha vida, mas também não foi das piores – tanto que finalizei o livro ao invés de abandona-lo. Minha parte favorita, foi com certeza as reflexões que a autora fez sobre a vida, aos quais vocês podem ver minhas frases favoritas espalhadas por este post. Também gostei do modo com o qual a autora conduziu sua história. É um clichê respeitado que segue o caminho não tão óbvio para a conclusão, mas também não surpreendente e mesmo assim ainda foi o mais acertado. Porém, ao mesmo tempo que gostei dessa condução, também me senti incomodada pelo linguajar usado pela autora para descrever cenas de cunho sexual. Achei um tanto pesado mesmo para um livro que envolve sexo. Em opinião o romance deixou de daquela doçura que possuía ao abusar de uma linguagem com maior cara de pornográfica.

 Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra pra trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda. — Seus olhos encontram os meus. — Viva o momento — ele diz,  como se estivesse dizendo algo sério — aqui, onde tudo está certo, vá com calma e limite suas más lembranças e você chegará ao seu destino, seja qual for, muito mais rápido e com menos acidentes de percurso. – Andrew.

E para finalizar essa enxurrada de críticas sinceras, quero apenas ressaltar que essa opinião é minha e muito pessoal. Se você quer ler esse livro simplesmente vai fundo. Apesar de que eu senti falta de algumas coisas, talvez você leia e depois pense que eu sou apenas uma louca 😂. Mas como o meu juramento oficial de blogueira me diz que eu devo dizer a verdade nada além da verdade, ressalto que se ninguém vê igual nem todos leram igual. Por isso te desejo uma ótima leitura ou caso já tenha lido, ótimas lembranças.

Sinto que estou fazendo tudo certo; pela primeira vez em muito tempo, sinto que minha vida está voltando aos eixos, só que seguindo um rumo bem diferente, cujo destino eu desconheço. Não sei explicar… só que, bem, como eu disse: sinto que está certo. – Camryn

| ALGO À VER | Mulher Maravilha – Patty Jenkins.

Oiii gente. Tudo bom com vocês? Faz um tempo que não faço resenhas de filmes, mas porque detesto estréias e esperei quase sair do cinema para finalmente assistir Mulher Maravilha da DC Comics. Como nunca fui uma grande d’A Liga da Justiça, mas também nunca tive nada contra, assisti o filme de Patty Jenkins com certa excitação, mas sem muita expectativa. E ainda bem por isso porque como estou em uma tendência a superestimar as coisas e acabar me decepcionando, o filme se tornou um dos melhores que já no estilo superherói mesmo pecando em algumas coisas.

image

 

Título: Mulher Maravilha.
Título original: Wonder Woman
Direção: Paula Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Distribuição: DC Comics
Elenco: Gal Gadot & Chris Pine.
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

image

 

Diana Prince (Gal Gadot) desde pequena sempre teve a guerra em seu sangue. Filha da rainha das Amazonas, vive em uma ilha paradisíaca alheia ao resto do mundo e o que esta acontecendo nele. Treinada desde criança para ser uma guerreira, Diana anseia pelo dia em que poderá ajudar a humanidade a se livrar da guerra e dos perigos que a rodeiam. Até que o belo e corajoso espião Steve Trevor (Chris Pine) sofre um acidente aéreo e cai em uma praia próxima. Diana então descobre que o mundo está imerso no caos da Segunda Guerra Mundial e convencida que a culpa de tudo é do deus da guerra. Certa de que pode acabar com o horror, Diana decidi sair de sua ilha e deter Ares sem desconfiar do verdadeiro alcance de seus poderes e missão em nosso mundo.

image

Antes de mais nada é necessário parabenizar Gal Gadot pela sua atuação como princesa Diana. A atriz que não é um rosto conhecido, mas que tem uma beleza cativante e um talento natural merece palmas por ter dado vida a Mulher Maravilha com tamanha honestidade. Doce e ao mesmo tempo implacável, Gal personificou uma heroína que clama por justiça para um mundo que mal conhece. Pois a princesa não sabe de nada sobre a maldade que existe no coração dos homens e está sempre dispota a lutar defendendo-os como pode.

image

Ver a Mulher Maravilha em ação foi mágico. Nunca tive contato com uma heroína nas telonas (embora ainda mentalmente implore a Marvel por um filme solo da Viúva Negra) e foi meio que como se sentir representada em um universo tão masculino. Como de costume, a DC não marcou o filme com piadas para deixar as cenas tensas mais leves, o que posso afirmar que deixou a história bem mais palpável e real. As cenas, principalmente os diálogos foram bem produzidos criando todo um expectro de guerra e desejo da paz ao redor dos protagonistas. E é claro não posso deixar de afirmar que a cena em que Diana finalmente veste sua armadura e sai nas trincheiras para a batalha foi épica. Eu diria até que é a mais importante do filme porque naquele instante a Mulher Maravilha se tornou A Mulher Maravilha. Diana não só conheceu um pouco mais de seus poderes, mas também ganhou a confiança necessária para se tornar mais forte.

image

Mas não posso dizer que o filme foi completamente perfeito. No meio do caminho tinham uns belos WTF’S?. Primeiro em relação aos efeitos nas cenas de luta corpo a corpo ficou bastante claro que era uma montagem de computador. Sabe quando você assisti O Quarteto Fantástico e percebe o braço do Sr. Fantástico não se estica de verdade? Bem, foi mais ou menos o que senti vendo o filme. Não consegui verdade naquelas cenas o que deixou o filme bastante irrial. E se tratando de uma ficção quanto mais real parecer, mas credível ficará a história.

image

Em segundo lugar, em relação à pausa em um diálogo para a retomada onde demonstra que o vilão do filme simplesmente esperou que a mocinha pegasse a espada. Talvez alguém diga, mas aquela espada não era exatamente aquilo. Mas por favor… Não precisava te esfregado na cara. Podiam ter deixado um pouco de suspense…

image

Muito embora meu lado perfeccionista tenha visualizado o esses detalhes, minha criança interior com certeza vestiu sua fantasia e saiu clamando por justiça junto com Diana. A fotografia do filme em si ficou belíssima. O fundo mais escuro ou mais pálido nos remetiam uma sensação de insegurança. A sonosplatia criou um clima de tensão e esperança. E o enredo do filme ficou bem construído, muito embora tenha sido alterado para compor um novo cenário para a heroína.

image

A Mulher Maravilha foi um filme maravilhoso. Posso afirmar que podemos esperar ainda mais para o próximo da franquia que já foi confirmado. Se Diana Prince estava maravilhosa em 1945, imagine-a lutanto com a tecnologia e maldade humana tão características do século XXI.

image

| ALGO À VER | A Proposta – Anne Fletcher.

Oii gente. Como vão? Espero que seu mundo geek esteja indo de vento em popa. Essa semana eu tinha pensado em mostrar para vocês as fotos do Seminário de Linguística Aplicada que aconteceu no campus da minha universidade, mas como eu não tirei fotos fica meio completamente impossível. Mas a Semana de Letras de Outubro com certeza vai aparecer por aqui. O que tem para hoje porém é resenha de um filme antigo, mas que eu amo. Apesar de livros de suspense e ficção serem meus favoritos, no quesito cinema os filmes de comédia romântica são os que ganham meu coração. Eu prefiro filmes à livros nesse estilo pois por serem histórias mais rasas e comuns as películas conseguem ser mais diretas e também mais dinâmicos em relação aos livros. E apesar de não ter as emoções dos personagens expostas minuciosamente, fica claro nas atitudes e expressões faciais o que o personagem esta sentindo.

image

Título: A Proposta.
Título original: The Proposal.
Atores principais: Sandra Bullock e Ryan Reynolds.
Direção: Anne Fletcher.
Ano: 2009.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹

O filme A Proposta conta a história de Margaret (Sandra Bullock) que é canadense e mora nos Estados Unidos. Trabalhando como editora chefe de livros em uma grande empresa, Margaret é a carrasca de todos e principalmente de seu assistente Andrew (Ryan Reynolds), que atura os mandos e os desmandos da mulher pela busca incessante de uma tão sonhada promoção à editor. Um dia porém, Margaret recebe a notícia de seus superiores que será deportada para o Canadá pois seu visto de permanência foi negado. Num ímpeto, Margaret então convence Andrew – que a detesta – que será melhor para ambos se eles se casarem e se manterem assim por um ano, pois assim, ela conseguiria um visto de permanência e ele a tão sonhada promoção. Deste modo, quando Andrew aceita se casar com Margaret, as desventuras da vida os fazem viajar para a cidade de Sitika no Alasca para se encontrarem com a família dele e anunciarem o casamento.

image

Como uma grande fã de Bullock (A Casa do Lago é um dos filmes mais lindos que já vi), adiquiri A Proposta por saber que ele possuia a atriz vinda como personagem principal. E como uma boa fã de chick-lit, o filme me prendeu desde o início e ao fim me deixou com aquele sorrisinho idiota que só as declarações de amor mais lindas conseguem fazer. Mesmo sendo um clichê – como quase toda comédia romântica -, a película tem um enredo simples e ao mesmo tempo bem elaborado. As peças não ficam soltas e nada parece forçado. O romance se assume simples e é conduzido essa forma.

image

O filme é para ser assistido de maneira despretensiosa. Não ache que os roteiristas vão fazer aquela reviravolta porque ela não vai vir. Ao contrário disso, o script vem recheado de situações comuns. O ponto é o modo com o qual isto é trabalhado. Comicamente aperfeiçoado, as situações criadas nos fazem rir verdadeiramente pois não há o uso daquelas piadinhas jocosas ou apelativas que muitas vezes nos irritam. Assim o filme evolui da maneira comum, mas com uma personalidade própria garantindo que o fatigamento do mesmo pelo mesmo não ocorra.

image

As atuações dos atores foram bem convincentes. Sensualidade não existe aqui porque não é necessária. Para convencer o  espectador da história, Bullock e Reynolds se mostram sem nenhuma química no começo, para então irem evoluindo a medida que seus personagens começavam a se apaixonar. Mas foi a atuação de Betty White como vovó Anne que deu o carisma do filme. Ela me fez rir sem o menor esforço ao ponto de a certa altura eu rir somente de sua aparição. Desse modo, se você nunca assistiu A Proposta e está procurando aquele romance leve para deixar seu dia mais feliz, eu o recomendo bastante. Ele vai lhe deixar sorrindo de alegria, de amor e de fofura. Realmente acho impossível de alguém não gostar.

| ALGO À VER | Logan – James Mangold – Marvel Comics

image

Desde que me entendo por gente, o Wolverine esteve presente pois sempre gostei dos X-Men. Quando descobri que pela última vez Hugh Jackman daria vida ao personagem que fez de sua carreira internacional, fiquei com aquela sensação eufórica de descobrir como seria o final da história. É certo que a qualidade dos filmes da franquia caiu consideravelmente nos últimos anos. Apesar de não poderem ser tidos como os piores filmes da Marvel, a história contada em X-Men ficou confusa e muitas vezes desleixadas dando a impressão que só eram feitos filmes da série para agregar o nome famoso dos X-Men e arrecadar fundos ao invés de se proporem a fazer algo descente. Mas deixando as críticas a parte existe uma necessidade de qualquer fã de compreender como se dará o final da história que nos levou por tantos anos. E foi esse sentimento que me fez convencer minha mãe à no dia 19 de Março de 2017 assistir Logan nos cinemas após vermos Beauty And The Beast.

image

Em 2029, os X-Men estão exitintos em uma realidade alternativa. Os mutantes praticamente não existem mais e Logan (Hugh Jackam) esta fragilizado e doente. Ele já não se cura como antes, esta entregue a bebida e ganha a vida como motorista de uma limosine. Tentando levar uma vida pacata sem as antigas confusões, Logan ainda toma de conta do professor Charles Xavier (Patrick Stewart) que acometido por uma doença degenerativa tem crises onde seus poderes mentais causam danos terríveis a sua volta. Tudo parece ir bem, até que uma mulher (Elizabeth Rodriguez) que lhe implora ajuda para protegar Laura (Daphne Keen) pois ambas precisam chegar até ao outro lado dos Estados Unidos em segurança, o que no momento parece impossível pois estão sendo perseguidas por uma organização que fará de tudo para recuperar a menina. De primeira, Logan recusa, até que em um segundo encontro após a morte da mulher, ele descobre que Laura é uma mutante que possuí ligação genética com ele. Além disso, Xavier afirma que é por ela que ele tem esperado durante os últimos anos. Assim, a contragosto, Logan parte em uma missão com Xavier para levar a menina à seu destino.

image

Ao fazer este pequeno resumo da primeira meia hora de filme, parece que é vem muita informação jogada em cima de nós. Porém ocorre justamente ao contrário. As coisas vão acontecendo a medida do possível e ao seu próprio tempo. Nenhuma das informações vem em uma avalanche, bem como as relações não parecem forçadas. Mas fluem de maneira normal, sem que haja uma rapidez exagerada.

As composição dos personagens bem como a atuação dos atores foram fantásticas. Dafne Keen foi uma escolha pefeita para interpretar Laura. Pois a personagem tem pouquíssimas falas, mas a expressão corporal da atriz bem como as caras e bocas que ela fez, nos remetem em tudo a Wolverine, mas sem nunca deixar de mostrar que a pequena tem suas próprias características. O professor Xavier atua como uma ponte entre Wolverine e Laura. Com tiradas engraçadas e bem humoradas, ele nos lembra bastante um avô ao qual tenta criar uma relação de afeto entre seus entes queridos. Por fim, temos Longan onde Hugh Jackman traz uma faceta mais humana ao personagem. Assim como ator, Logan esta envelhicido e acredito eu que a conexão entre esses dois pontos de ao filme um ar verossímil e perfeito.

image

De todos os filmes ja lançados da franquia X-Men com toda certeza Logan é meu favorito. O final foi brilhantemente bem conduzido. Não existe uma história mirabolantes, daquelas que o diretor e o roterista se perdem por não conseguir conduzir direito. O filme é simples. Na medida certa, existem cenas de ação e diálogos que denotam um equilíbrio na história não a deixando nem maçante e nem pesada. Foi um final digno para um personagem excepcional.

Título: Logan.
Título Original: Logan.
Diretor: James Magnold
Roteirista: James Mangold, Michael Green,
David James Kelly e Scott Frank.
Elenco: Hugh Jackman, Dafne Keen e Patrick Stewart.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| ALGO À VER | Beauty And The Beast – Bill Condon – Resenha.

image

Oii gente. Na segunda feira (19/03) eu fui assistir dois filmes com minha mãe. Logan foi um deles e foi maravilhoso. Em breve farei uma resenha da obra pra vocês. O segundo filme (na verdade eu vi primeiro masokay), foi Beauty And The Beast que todos sabem é o live-action do desenho animado em curta metragem A Bela e a Fera da disney de 1991.

image

Um dos meus contos favoritos sobre princesas é A Bela e Fera pois traduz um amor que não envolve nem beleza nem encatamento e sim o sentimento criado pela alma de alguém (meu eu clichê falando). O desenho animado de 1991 foi o meu primeiro contato com a Bela e a Fera e em seguida algumas histórias que ouvi sobre o conto original de Madame Villeneuve (lembrando que o conto foi publicado pela editora Zahar recentemente). Então, desde muito jovem eu convivi com as histórias sobre este casal magnífico e me apaixonei. Apesar de o conto original ser bem parecido com o que deu origem ao filme, existem algumas diferenças como a omissão de alguns detalhes relacionados a família de Bella.

image

O filme será baseado em uma releitura da história original – publicada alguns anos mais tarde ao de Madame Villenueve – em que e irá nos contar a história de Bella (Emma Watson), uma garota entediada com a vida provinciana de uma pequena cidade francesa, onde vive também o galã Gastón (Luke Evans) que, apesar de derreter os corações das outras meninas, não consegue conquistá-la com seu jeito primitivo e machista. Quando seu pai Maurice (Kevin Kline) decide viajar para expor uma de suas invenções, ele pergunta a Bella o que ela gostaria de ganhar e singelamente a moça lhe pede uma rosa. Maurice parte em viagem porém é perseguido por lobos e acaba por parar em um castelo onde encontra um roseiral. Quando tenta apanhar a rosa para a filha, a Fera (Dan Stevens) o surpreende o prendendo no castelo. Assim, Bella ao saber que o pai corre perigo vai até o castelo da Fera e se prontifica a ficar no lugar do pai sem saber que Fera é na verdade um príncipe amaldiçoado que precisa encontrar o verdadeiro amor e ser correspondido para quebrar o feitiço.

image

Quem ja assistiu a animação e tambem o live-action, sabe que poucas foram as mudanças feitas de uma obra para outra. Apesar de que houveram muitos boatos que haveriam adição de novos pontos par haver complementação dos pontos que ficaram soltos. Boa parte disso é pura verdade, algumas coisas – como por exemplo porque ninguém sabia da existência do príncipe e de um castelo – ganharam uma ótima explicação. Porém devo admitir que senti falta do maior aprofundamento da história. Pois o filme 2015 é realmente uma cópia de algo passado, sem trazer nenhuma inovação ao enredo.

image

Outro ponto que me deixou um pouco decepcionda (se não contar o fato que a música Ser Humano Outra Vez não estava no filme) foi a atuação de Emma Watson que em minha opinião estava morna. Não consegui sentir a emoção que precisava em alguns momentos o que acabou deixando o filme razo. As cenas musicais da atriz por exemplo, apesar da doçura surpreendente de sua voz, pareceram forçadas sem muita vivacidade.

image

Críticas negativas a parte, porém, acredito que a excessão do que citei antes, tudo que foi produzido no filme ficou bastante bonito e agradável de ver. Apesar da grande adição de músicas – já que o filme é constituído como um musical e logo os diálogos são trajados quase incessantemente desta forma – digo que tornou o filme mais empolgante e animador. Assim como a fotografia, onde as cenas produzidas têm uma estética bem detalhada como também os efeitos visuais que dão uma maior realidade aos persongens da nossa infância.

image

Beauty And The Beast foi um filme bom, mas com algumas decepções pelo caminho. Contudo é um filme nostálgico que nos trás uma sensação de quentinho no peito. Cantei bastante no cinema, praticamente saltitando na poltrona e me emocionei em algumas cenas que me fizeram lembrar tão carisonhosa da animação. É um filme que todos devem assistir e tirar suas próprias conclusões.

image

Título: Beauty And The Beast
Direção: Bill Condon.
Elenco Principal: Emma Watson, Dan Stevens e Luke Evans.
Ano: 2017
Distribuidora: Walt Disney Pictures.

| ALGO À VER | Resenha do filme Amnésia de Christopher Nolan.

Um dos filmes mais complicados que já assisti. Realmente, Christopher Nolan, coloca você no lugar do personagem principal, e se você não prestar atenção irá se perder.

image

Quando estava dormindo a noite, Leonard ouviu um barulho e percebeu que sua esposa não estava do seu lado na cama. Ele vai procura-la, armado, temendo que algum ladrão tenha entrado em sua casa. Mas quando entra no banheiro, vê sua esposa sendo violentada e antes que possa fazer algo leva um forte golpe na cabeça, que o deixará com sequelas pelo resto de sua vida se tornando homem com perda de memória recente. Agora, algum tempo mais tarde, Leonard tem a percepção de que sua mulher morreu e ele partirá em busca e vingança por ter perdido sua vida e suas memórias. Mais como fazer isso, já que sua vingança parece impossivel?

Até agora não esta parecendo muito complicado certo? Errado. A grande jogada deste filme é a linha cronológica das cenas. O filme começa do final, até te explicar como foi o começo. Neste esquema, a cena você assiste agora é na verdade a anterior pois à próxima irá explicar a antes desta, como se você visse as memórias de Leonard: como se você fosse ele.

image

A história é simplesmente fantástica, escrita pelo Jhon Nolan, e dirigida pelo seu irmão Christopher. No primeiro filme deste diretor ele vem com uma entrada triunfal pois Amnésia e um filme único que vai te deixar muito surpreso.

Um filme brilhante e muito bem organizado, pois te colocar no lugar de um homem que tem perda de memória recente lhe monstrando os fatos exatamente como Leonard vê em uma jogada de mestre. Como os personagens são poucos você pensa que está no controle da situação, que será fácil desvendar os mistérios de todos os personagens mais não é tão simples assim. A situação de Leonard nos faz ver o quanto é tênue a sua visão de mundo e o simples ato de viver o cotidiano se torna uma tarefa muito difícil para ele. Apesar de ser um homem extremamente meticuloso – cheio de tatuagens em vários lugares do corpo, para que não se esqueça nunca, o seu propósito de vida -, ele precisa sempre tirar as fotos, escrever nomes e endereços para se lembrar. Para sabe dentre as pessoas que ele conhece se pode ou não confiar nelas.
image

O fato de toda a linha cronológica do filme ser de trás pra frente, ou seja primeiro o final e depois o caminho para o começo não tira a graça ou curiosidade de quem o assiste, pelo contrário te instiga a entender a que ponto Leonard chegou em sua vingança. Sua história brutal mos faz perceber que para ele, tudo o que faz – as tatuagens, as investigações – tornam esta vingança sua meta de vida. Tem uma cena que permeia todo o filme no qual ele conta sua hitória à alguém por telefone, o que te faz entender o enredo sem tirar o gosto de ver toda a trama se desenrolar pois à cada pista elas se tornam pra você uma preciosidade.

Título: Amnésia.
Título Original: Memento.
Roteiro: Cristopher Nolan baseado no conto “Memento Mori” de Jonathan Nolan.
Direção: Christopher Nolan.
Personagem Principal: Leonard (Guy Pearce)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| ALGO À VER | Resenha de 3% – Série.

Sinopse:“Em um futuro pós-apocalíptico, onde o mundo passa por uma crise de recursos básicos, há o Continente que é uma região do Brasil que passa por uma situação de miseria total. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.”

image

A história embora não seja totalmente original e seja perceptível a influência de outras produções é bem envolvente. Instiga o espectador a acompanhar os próximos episódios por conta dá sua ação, suspense e das revelações neles contida. Você se depara com a situação do processo e as vezes se coloca no lugar de quem está participando das provas. Além de ter a questão principal (O processo) a série passeia por outros enredos como a história pessoal de alguns personagens e também A CAUSA (uma organização contra O Processo) suas motivações e seus passos, tudo levando a questão “Você realmente é o criador do seu próprio mérito?”.

Ao assistir a série me deparei com alguns rostos conhecidos como dos atores João Gomes, Rodolfo Valente, Viviane Porto, Zezé Motta e Mel Fronkowiak que ficaram famosos por atuar em algumas novelas dá televisão brasileira. Além dos rostos populares temos a entrada de alguns atores não tão conhecidos (até o momento). De início a atuação de alguns não me passava realidade, e me parecia um pouco forçado, porém ao longo dá série tudo vai evoluindo incluindo a atuação. Os atores já estão mais conectados aos seus personagens conseguindo transmitir melhor seus sentimentos e sensações. Gostaria de dar destaque a performance da Vaneza Oliveira (Joana), que pra mim de longe foi a melhor.

Quanto aos efeitos não tenho muito o que falar, pois a produção tem um orçamento baixo o que dificulta gastos com grandes efeitos pra mostrar a tecnologia de um local distópico, mas embora isso, os poucos que tem são bem feitos e arranjados.

Episódios destaque:

1° – EP 4 (O portão) a série evolui de uma forma espetacular, dando início a uma segunda fase mais “thiller” dá temporada

2° – EP 5 (Água), esse episódio dá uma pausa em todo acontecimento da série para explicar sobre o passado de Ezequiel, além de conhecer mais sobre o personagem você faz uma visita a questões sobre o Maralto e o processo e A Causa.

3° – EP 8 (O Botão) “O grandioso fim”, responde a inigmas anteriores, cria novas situações decorrente a série e deixa um espaço pra tão aguardada continuação. Surpreendente.

image

Depois de assistir a série e pensar sobre o tema, ficou na minha mente o lema “Você é o criador do seu próprio mérito” me fazendo pensar sobre algumas questões atuais “até onde eu dependo de mim mesmo?” “Qual a possibilidade que algum fator exterior influencie o meu mérito?” “Todos temos a mesma oportunidade de criar o seu próprio mérito?” e com essas questões deixo vocês, até a próxima galera.

Título: 3% (Três Por Cento)
Roteiro: Pedro Aguilera.
Direção: Cesar Chalone.
Produção: Boutique Filmes.
Distribuição: Netflix.
Atores Principais: João Miguel e Bianca Comparato.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟