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Fome – Michael Grant – Série Gone – Livro 02.

Sinopse: Já se passaram três meses desde que todos os menores de quinze anos ficaram presos na bolha conhecida como o LGAR. As coisas só pioraram. A comida está acabando, e as crianças à cada dia estão a desenvolvendo novas habilidades sobrenaturais. Logo ocorrerá tensão entre aqueles com poderes e os sem poderes, e poderá ocorrer uma tragédia indescritível, irrompendo o caos. Normais contra os mutantes, e uma batalha com rumo sangrento. Mas há algo escondido que é mais perigoso. Uma criatura sinistra conhecida como a Escuridão começou a chamar os sobreviventes do LGAR. Ela precisa de seus poderes para sustentar a sua própria. Quando a Escuridão chama, alguém vai responder — com consequências fatais.


Apesar de ter menos ação que Gone, seu antecessor, Fome foi incrivelmente superior em vários quesitos – e olha que eu já tinha dado minhas cinco estrelas para o primeiro livro da série. Desta vez, Michael Grant, com sua leitura incrivelmente viciante e apaixonante dá mais luz à forma política em qual se estrutura o LGAR. Mostrando a principalmente a relação entre os normais e os mutantes – chamados de mubs – que vivem naquela bolha, usando como objeto de partida à Fome e assim mostrando como ela é capaz de modificar o ser humano.

Ao olhar a situação como um todo percebi que eu fiquei com muita raiva dos normais e totalmente a favor dos mutantes. Talvez isso, porque eu consegui perceber que muito desses mubs não tem noção dos seus poderes e nem mesmo os quer. E os normais tem, acima de tudo, inveja do que são capazes de fazer e como são capazes de fazer. Assim as pequenas coisas se tornam grandes (um pássaro que um mub conseguiu caçar usando seu poder se torna um indício de que eles tem as melhores coisas e que os normais vão ser deixados de lado…) e foram tornando-se uma bola de neve que ficava cada vez maior, até que por um erro e por um falso desejo de vingança usado apenas para atiçar a população se faz do estopim para a uma guerra que pode destruir e piorar ainda mais a situação do LGAR.

No centro desse grave problema é que está Sam, que aparenta cada vez mais cansaço de ter que lidar com os problemas de outras pessoas além dos dele. Afinal o próprio garoto só tem quinze anos e já foi impelido a assumir tanta responsabilidade. Sinto uma certa pena de Sam já que quase todas as crianças do LGAR o veêm como o “adulto” responsável que vai resolver todos os seus problemas. E quando eu digo todos, realmente são todos desde à discussão para o nome de um cachorro, para o problema da escassez de alimentos até a ameaça iminente de Cane voltar a atacar Praia Perdida. Por isso é notável durante todo o livro o nível de stress e de culpa pelas mortes que aconteceram e que vem ocorrendo para o rapaz.

Fome foi uma leitura muito espetacular. Capaz de fazer pensar, gritar, enraveicer e nos fazer torcer em cada pedacinho do livro. Há vários pontos na história que nos deixam de queixo caído e que só não menciono para não dar spoiler. Porque tudo se transforma em algo maior o qur me faz já ficar louca para começar o terceiro livro.

Título: Fome
Título Original: Hunger
Serie: Gone
Autor: Michael Grant
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Dezessete Luas – Margareth Stoll e Kamy Garcia – Livro 02

Juntos, Ethan e Lena podem enfrentar qualquer ataque de Gatlin. Ao menos era assim que funcionava antes de Lena sofrer uma perda trágica e começar a se afastar e gaurdar segredos que estão testando o relacionamento. E agora que Ethan abriu os olhos para o lado negro de Gatlin, não há como voltar atrás. Assombrado por estranhas visões que somente ele consegue ver, Ethan vai sendo puxado cada vez mais para dentro da história confusa de sua cidade.

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Esse livro é um tanto repetitivo de mais pro meu gosto. Ethan Wate e Lena Ducchanes se transformaram em um casal chato e melancólico. No livro passado, Macon havia morrido durante a batalha entre Lena e sua mãe Serafine, e agora a Ducchanes esta presa a ideia de que por ter escolhido salvar Ethan, é culpada da morte do tio. Com isso, ela vai ficando cada vez mais distante do rapaz que não quer se afastar dela.

Com tudo focado, ou quase tudo focado em Ethan correr atrás de Lena, este livro tem um jeito de não chove não molha como se nada além disso pudesse acontecer. Isso me trouxe grande decepção para o livro pois o anterior havia sido fantástico, agora sinto uma regressão na história. Ethan não é mais aquele cara divertido e irônico que era em Dezesseis Luas. Agora ele parece mais um cachorro abandonado e triste procurando seu dono. Lena que antes era meio chatinha, agora esta insuportável de modo que não aguento nem pensar muito na personagem.

Uma das poucas coisas que realmente gostei nesse exemplar foi a aparição de uma nova personagem, que no caso é Liv a garota que vem para ser assistente de Marian e o maior atenção dada a meus dois personagens favoritos: Link com seu humor ajudando a fazer um relaxamento do livro e Ridley que se mostra muito mais que a sirena malvada do primeiro.

É um livro decepcionante que nos deixa com um gosto amargo para esperar o próximo livro da série.

Título: Dezesseis Luas
Serie: Beatiful Creatures
Autoras: Margareth Stoll e Kamy Garcia
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Terra das Sombras – A Mediadora – Livro Um.

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado e que agora busca vingança. Meg Cabot, autora da série “O Diário da Princesa”, está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural aos problemas terríveis que atingem todos os adolescentes.

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Este livro de Meg Cabot é não só incrível como surpreendente, pois achei uma história incrivelmente nova para um tema como fantasmas.

Meg Cabot tem uma das melhores escritas que já presenciei. Ela tem tudo que o leitor gosta: suspense, romance e ação com uma dose inesperada de humor que faz se tornar um dos livros mais fluídos e satisfatórios que li na vida. Isto porque todos os detalhes que precisaram ser fechados foram fechados deixando apenas aquela leve e brecha de curiosidade que te faz querer desesperadamente o livro seguinte.

Suzannah é uma das personagens mais engraçadas, gente boa e verossímeis que já li. Ela sempre foi uma garota durona – dã ela via fantasmas tinha que ser mesmo – mas ao mesmo tempo tem o mesmo desejo de qualquer adolescente de ter seu primeiro amor. Ao mesmo tempo que precisa se adaptar a vida completamente nova. Uma coisa que me encantou na personagem foi a falta do melodramatismo adolescente que é muito presente neste tipo de situação: uma garota que faz birra porque vai deixar tudo que conheceu para trás. Suzannah pelo contrário ela leva quase numa boa, afinal de contas é melhor para a mãe dela assim e sua nova família e a sua felicidade não é a única que importa.

Falando em família, eu comecei a nutrir um amorzinho especial pelos três irmãos de Suze que ela apelidou de Mestre, Soneca e Dunga. Eles são inteligentes e engraçados e dão a história aquela cara de mundo, onde nem tudo gira em volta da protagonista.

Jesse (que entrou para lista de crushs literários) é um fantasma que de cada nao parece nada camarada, mas que vai se mostrando gentil e mais galante aos poucos cadê meu fantasma homem de época nesse mundo?. Eu tenho uma afeição quase platônica por esse personagem. E alem dele, eu também gosto muito do Padre Dom. Um mediador assim como Suzannah que me lembra muito Alvo Dumbledore, só que beeemm mais sério.

Eu sou apaixonada por esses livros. Tanto que resolvi fazer resenhas deles mesmo tendo lido há vários anos. São livros especialíssimos que todo mundo adulto, adolescente ou criança devia ler.

Titulo: A Terra das Sombras
Serie: A Mediadora – Livro Um.
Autora: Meg Cabot
Ano: 2004
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Conde Enfeitiçado – Júlia Quinn – Os Bridgertons 06

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

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Sexto livro dos Bridgertons e comecei a sentir aquele aperto de que a série esta para ter um fim. Falta apenas mais dois livros depois desse e admito que já estou sentindo falta dos meus personagens favoritos.

O Conde Enfeitiçado vai contar uma história de amor que tem tudo para não dar em nada pois embora a paixão que ambos os protagonistas do livro sintam um pelo outro, tem muitos obstáculos imposto pela sociedade e principalmente por eles para superar. A memória de John, o falecido esposo, entre os dois é o principal ponto que os separa.

Michael é o personagem mais sofrido que eu encontrei nestes livros. Embora muitos dos nossos Bridgertons tenham chorado por amor assim como seus pares, Michael tem um sofrimento ainda maior que chega a ser inigualável. Ele deseja a esposa de seu melhor amigo. Michael sabia que amava Francesca desde o momento que pusera os olhos nela, mas também sabia que esse amor estava fadado a morte. Não haveria como ele roubar a mulher do primo que para si era como um irmão. E após a morte de John, Michael se vê em ainda mais desespero pois tem certeza que nunca vai ter Francesca e que ainda por cima – um dia – terá que ver a dama se casando com outro homem.

Francesca é a mais diferente dos Bridgertons tanto na aparência como na maneira de se portar. É mais tímida e reservada a si mesmo exceto com duas pessoas. Seu marido John e o melhor amigo dele Michael, eram aqueles a quem mais tinha vontade de se sentir solta digamos assim. Ela nunca tinha pensado que uma tragedia tiraria os dois dela com a morte de John e o afastamento súbito e Michael, por isso algum tempo depois decide que precisa de alguém amar, um filho que será fruto de um casamento pode ser sem amor.

O que mais me impressionou durante a trajetória do livro, foi o jeito que Júlia Quinn conduziu um romance que podia muito bem ter ido por água. Pois os encontros e principalmente os desencontros não são forçados, daquele modo que uma situação é tão ardilosamente trabalhada pelo autor dando a sensação que se fosse de verdade não aconteceria. Mas pelo contrário, acontecem de maneiras tão casuais nos fazendo crer que o destino levou ambos os personagens para aquele local.

Júlia Quinn é uma das minhas autores de romances favoritas. Cada livro me trás uma sensação diferente. É incrível o que ela pode fazer a gente sentir.

Título: O Conde Enfeitiçado
Titulo Original: When He Was Wicked.
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Sonhos – Mari Scotti – Nefilins Livro Dois

A vida que Suzanna conhecia ficou para trás e suas escolhas terão consequências desastrosas sobre seu futuro. Um julgamento foi preparado para condenar sua alma Nefilin e nele será revelada a verdadeira face do mal. Estará o anjo disposto a abdicar de sua posição, de sua alma pura, apenas para salvá-la?

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Quando você pensa que não existe muita coisa para acontecer na vida de Suzanna você descobre que esta redondamente enganado.

No segundo livro da série Nefilins de Mari Scotti, vemos que o mundo de Suzanna esta de cabeça para baixo. Afinal de contas, a moça sem querer – e põe um sem querer nisso – escolheu o inferno quando salvou Arthur – Pierre e agora ela passará por um. julgamento que decidirá o futuro de sua alma. Eu bem que queria falar mais sobre isso, mas acho que vou acabar dando um mega Spoiler. São tantas coisas que ocorrem neste livro que fica meio dificil tentar mostrar um pouquinho mais dele.

De modo que para esta resenha resolvi falar dois pontos diferentes:

A) Religião: Quando eu comecei a ler Insônia, baseado no fato que era um livro envolvendo anjos, tinha a certeza que uma hora ou outra nós teríamos que chegar ao ponto da religião. Mesmo que no primeiro livro da série tenha sido pouco retratado, neste segundo a autora consegui fazer tudo aquilo que eu não esperava. Por por ser um tema de alto grau religioso eu estava buscando crer que teria mais haver com uma religião que com outra. Mas isto não acontece aqui. Na verdade, pude notar que quase não tem nada de especifico. Tudo que Mari colocou no livro vêem dos conhecimentos antes das religiões serem formadas e eu acho isto genial. Pois não diminui nem faz um auterego – acho que esta é a palavra – sobre as fés existentes.

B) Irmãos: Outra coisa que me chama muito a atenção e que eu comentei com fervor em Insônia foi que eu via algo além do triângulo amoroso entre Arthur, Pietro e Suzanna. Durante a leitura de Sonhos eu pude ter ainda mais certeza disso. Quando você entende as histórias do passado, uma em especial, sobre esses dois irmãos e quem haviam protegido antes, é que a verdade por detrás da rivalidade se expressa. E eu não sei porque mas enxergo Arthur um irmão que quer seu melhor amigo de volta e em Pietro um garoto que acha que é melhor sozinho mas que quer desesperamente ter consolo de novo. Talvez eu esteja apenas fantasiando sobre eles, mas sinto muito isso.

A Mari tem um jeito gostoso de escrever que cria um ritmo fácil de acompanhar que te envolve em mistério, romance e aventura. Um livro emocionante com um final melhor ainda. E quando eu digo melhor quero dizer se prepara que lá vem bomba. É um livro fantástico que todos deveriam ler.

Título: Sonhos
Série: Nefilins – Livro Dois
Autora: Mari Scotti
Ano: 2015
Editora: Independente
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Os Segredos de Colin Bridgerton – Julia Quinn – Os Brigdertons 04

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Ha muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

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Este livro é meu favorito. Já estou indo para o oitavo e nenhum dos outros chegou perto do que este livro trouxe para mim. Se tornou um dos meus livros favoritos de romance, na verdade, acho que é o meu favorito agora. Fiquei super encantada por tudo que a autora me mostrou nesta trajetória e ainda mais pelos personagens principais que formaram um casal perfeito daqueles que mesmo tendo um crush pelo Colin, não consigo pensar em ver ele longe da Penélope.

A história começa com um vislumbre do passado sobre o amor de Penélope por este Bridgerton. Vemos que no fundo de seu coração há um sentimento verdadeiro, de uma mulher que além de ama-lo tem a capacidade de reconhecer tudo que há de bom e de ruim nele. Neste início do livro, há um resgate de uma cena de Um Perfeito Cavalheiro onde ela tem sua maior decepção ao ouvir Colin afirmar que jamais se casaria com ela.

O rosto dele, já rosado, tornou-se rubro. Ele abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Talvez, pensou Penelope com estranha satisfação, aquela tivesse sido a única vez na vida que ele ficou sem palavras.
– E eu nunca… – acrescentou Penelope, engolindo em seco sem parar. – Eu nunca falei a ninguém que queria que você me pedisse em casamento.
– Penelope – conseguiu, enfim, falar Colin –, eu sinto muito.
– Não tem do que se desculpar.
– Não – insistiu ele. – Tenho, sim. Eu a magoei, e…
– Você não sabia que eu estava aqui.
– Mesmo assim…
– Você não vai se casar comigo – declarou ela, a voz soando estranha e falsa aos seus ouvidos. – Não há nada de errado com isso. Eu não vou me casar com o seu irmão Benedict.
Até então, Benedict estava olhando para o outro lado, tentando não encará-la, mas a partir desse momento passou a prestar atenção. Penelope fechou as mãos ao lado do corpo.
– Ele não fica magoado quando eu digo que não vou me casar com ele. – Virou-se para Benedict e forçou-se a fitá-lo diretamente nos olhos. – Fica, Sr. Bridgerton?
– Claro que não – respondeu ele, com rapidez.
– Então está resolvido – disse ela decididamente, impressionada por, ao menos uma vez na vida, estar conseguindo pronunciar as palavras exatas que queria. – Ninguém ficou magoado. Agora, se me derem licença, cavalheiros, preciso ir para casa.
(…)
Um amor não correspondido não era nada fácil de administrar, mas ao menos Penelope Featherington já estava acostumada a isso.”

Alguns anos se passam e a partir daí a verdadeira natureza da história aparece. Penélope esta mudada de várias maneiras possíveis e Colin esta cada vez mais distante de todos por suas viagens. Nesta temporada de cortes e floreios tudo parece que vai correr extremanente igual, quando a nossa gloriosa Lady Dunbury propõe o desafio do século: dinheiro aquele que descobrir a identidade da misteriosa colunista Lady Whinstledow e assim agita todo a sociedade londrina, além que dá um motivo a mais para fazer nosso casal ficarem perto um do outro…

Esse enredo envolta da colunista traz mistério e sagacidade ao romance de Quinn. Muitos personagens podem ser esta mulher por serem incrivelmente pretenciosos espertos. Além do fato que traz mais charme as descobertas do livro e torna um ponto crucial para envolver de vez Colin a Penélope.

Mas, com toda a sinceridade, nada disso passou pela cabeça de Colin. Na verdade, ele mal pensava. Seu beijo foi suave e dócil porque ele ainda estava surpreso. Ele a conhecia havia anos, e jamais pensara em fazer aquilo. Agora, porém, não poderia soltá-la nem que o mundo se acabasse. Mal conseguia acreditar no que estava fazendo – ou que desejasse tanto aquilo.

Colin Bridgerton é um homem engraçado e inteligente se tornando o mais charmoso dos irmãos. De todos os personagens que foram apresentados durante a trajetória dos livros anteriores, Colin é o que mais me agrada em suas palavras. Muita das vezes o comparo com William Herondale de As Peças Infernais, mas mesmo sendo intrisecamente parecidos, Colin possuí um jeito ainda mais irresistivel (o que eu meio que achava impossivel considerando quem é Will). Ao mesmo tempo que é forte e sempre pronto para outra, Colin tambem pode ser inseguro quanto aquilo que quer realizar em sua vida.

Penélope por outro lado é forte dentro de si, mas quando chega a hora de mostrar de onde veem essa força é que são elas. Por ter sido tão exposta a humilhação quando mais nova, por ter sofrido tanto com comentários Penélope aprendeu a fugir para um canto sempre que isto ocorria. Durante o livro, nota-se uma suave percepção de mudança em sua atitude.

Tais mudanças vem diretamente da força que Colin da para Penélope e é justamente isto que eu acho tão bonito e maravilhoso neste livro. O modo como de uma amizade, de um olhar, de um toque saiu um amor tão forte impossivel de ser quebrado deixado para trás.

Além disso de toda essa linda história, não posso deixar de notar que Júlia Quinn fechou um ciclo. Não só relacionados para com Lady Winstledow como também aos primeiros quatro irmãos da saga. Afinal, nos livros seguintes é mais aparente os ultimos filhos.

Titulo: Os Segredos de Colin Bridgerton
Titulo Original: Romancing Mister Bridgerton
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2002
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O rosto dela lhe era tão familiar… Ele o vira mil vezes antes e, no entanto, até as últimas semanas, não podia dizer que o conhecia de verdade. Será que lembrava que ela tinha uma pequena marca de nascença perto do lóbulo esquerdo? Já havia notado o ardor de sua pele? Ou que os olhos castanhos continham salpicos dourados bem perto da pupila?

Um Perfeito Cavalheiro – Júlia Quinn – Os Bridgertons – Livro 03

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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Júlia Quinn é uma das melhores escritoras românticas que já encontrei na vida, isto porque seus livros são capazes de nos deixar submersos na história de modo que é impossível largar o livro depois de começa-los. Quando eu inicei a leitura de Um Perfeito Cavalheiro sendo que eu  estava completamente encantada pelo livro anterior O Visconde Que Me Amava  eu só conseguia pensar que o livro só podia ser maravilhoso. E embora este não tenha se tornado um dos meus favoritos da série ainda sim foi incrível.

Sophie Basset é uma moça como quase qualquer outra. Tem sonhos e anseios por uma vida melhor do que possui e o desejo de ser realmente feliz com alguém que lhe ame. Eu gostei muito da personagem pela simplicidade e verdade que ela me passou e mesmo que ela seja calma e respeitosa, ainda sim há nela um espírito de justiça que vigora em suas palavras.

Benedict Bridgerton é tudo que sua história promete: um perfeito cavalheiro. Contanto, isso me faz desgostar dele, afinal não sou do tipo que gosta dos perfeitinhos de mais. Porém não posso negar que o modo como ele ficou após a súbita partida de Sophie do baile, que eu fiquei com certa piedade do seu sofrimento.

Quando você começa a história é bem perceptível a Cinderela em Sophie, mas mesmo depois dessas primeiras oitenta páginas eu imagino que a história de verdade só começa com o reencontro do casal depois do salvamento de Benedict. E esse momento, após esse heroísmo, que eu realmente achei impressionante. Pois Quinn conseguiu mostrar como ressurgiu em Sophie a paixão por aquele que tinha pensado durante tanto tempo, como a aceitação de Benedict que a mulher do baile não voltaria mais e que ele deveria deixa-la para trás e se entregar a nova paixão.

Um Perfeito Cavalheiro é emocionante e carregado de sentimentos. Almas gêmeas como Sophie e Benedict nunca haviam sido retradas com tamanha veracidade. Um livro inesquecível.

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Título Original: An Offter From A Gentleman
Série: Os Bridgertons 03
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2001
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Gone – Michael Grant – Serie Gone 01

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Ido em tradução literal

Só restam os mais jovens: adolescentes e crianças. Nenhum adulto. Não existem mais professores, nem policiais, nem médicos, nem pais. E de repente, também não há telefones, nem internet, nem televisão. Não há como descobrir o que aconteceu. Nem como conseguir ajuda. A fome é uma ameaça. Os valentões tentam dominar todos os outros. Uma criatura sinistra está à espreita. Os animais estão sofrendo mutações, e os próprios jovens estão mudando, desenvolvendo novos talentos — poderes inimagináveis, perigosos, mortais —, que ficam mais evidentes a cada dia. É um mundo novo e aterrorizante. Cada um terá de escolher seu lado para a batalha que se aproxima. Os moradores locais contra os riquinhos de um internato nos arredores. Os fortes contra os fracos. As aberrações contra os normais. E o tempo está acabando: no dia do seu aniversário, você também pode desaparecer, como todos os outros.

Num piscar de olhos, todos desaparecem. Somem.

Estou chocada com esse livro. Ele foi incrivel do começo ao fim. Cada detalhe foi colocado no lugar certo e tudo se encaixou divinamente bem no final. Fiquei extramente surpresa com o desenrolar dos fatos e tenho a impressão que esta saga pode se tornar uma das minhas favoritas.

Apesar de não ser uma justificativa nova para uma história (Sob A Redoma foi a primeira que tinha ouvido falar), os elementos que dão vazão a história tornam ela única no tema. E o que mais me impressionou foi como o livro é sangrento e como isto, de certa forma, dá uma brilhante estrutura e realidade a história. Vemos como as pessoas realmente mudam por terem poderes e o que somos capazes de fazer para sobreviver.

— Eu machuquei meu padrasto. Machuquei o Drake. Posso ter matado o Drake. Não sei. E não sei o que vai acontecer agora. Mas sei o seguinte: quando machuco alguém, isso cria uma marca em mim. Como uma espécie de cicatriz. É que nem… — Ele procurou as palavras e ela o abraçou com força. — É como o meu joelho, quando Drake atirou emmim. Está totalmente curado, graças a Lana, como se aquilo nunca tivesse acontecido. Mas quando eu queimei Drake, sabe? A coisa está dentro de mim, na minha cabeça, e Lana não curou isso.

Os personagens de Gone também são uma profunda marca no livro. Tem uns que você gosta de cara e aqueles que você sabe que dali não vai sair coisa boa. Mas há uma característica comum neles: todos se mostram através do medo, as mascaras caem e a verdadeira natureza das pessoas aparecem e no fim das contas, isto nos lembramos que ninguem ali, por mais forte ou imperativo que tente ser, é mais do que uma criança.

Gone expressa muito o sentimento do que vamos nos tornar se o mundo que conhecemos mudar. Afinal de contas todos nós queremos sobreviver e sempre há o egoísmo que nos levará a atitudes impensáveis. É um livro impactante que nos faz refletir sobre muitas coisas.

Titulo Original: Gone
Serie: Gone Livro Um.
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Escândalo Na Primavera – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – 04

Daisy a mais nova e romântica das solteironas há finalmente sido intimada por seu pai, depois do casamento de sua filha e maior com um conde, Thomas Bowman não quer que sua caçula se case com João ninguém, para isso lhe dá um ultimato. Ou arruma um marido em 2 meses ou ele se casará com um homem que ele quer. Mathew Swift. O pior pesadelo da infância de Daisy, o jovem magricelo que tanto havia irritado a ela e a Lillian, ela não quer ouvir nem falar no assunto. E junto com suas amigas, e seus maridos, resolvem uma nova empreitada a caminho de achar à um lorde há altura de Daisy, porém Daisy não contava com o fato de Mathew ter se tornado um homem extremamente atrativo e muito menos com a atração eu sente por ele. E agora?

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O quarto livro dessa serie maravilhosa da Lisa Kleypas foi o que eu menos gostei. Por algum motivo que não consigo decifrar o porque, não consigo gostar dos dois personagens principais. Embora seu romance me agrade, não tenho uma empatia pelo casal a ponto de shippar os dois.

Assim como seus antecessores, Escândalo Na Primavera é muito bem escrito. Tem detalhes onde deve ter sem serem restringidos ou excessivos. Existe aquele ritmo de leitura fixo em que não é dificil acabar o livro ou se manter preso a leitura. Afinal, a história contada por Lisa Kleypas é maravilhosa. Um tipo cliché de romance sim, mas com pontos e contrapontos que desenvolvem a leitura de maneira única.

Meu problema com a obra mesmo foi  essa frieza que tive com os personagens principais e em um romance, ainda mais um romance de época que são meus favoritos, não se apegar ao casal é um grande problema. Parece que fica faltando um pedaço do que completa uma leitura: Aqueles sorrisinho que surge durante o primeiro beijo; A ansiedade para eles se dizerem apaixonados um pelo outro, todos esses detalhes que fazem da  leitura melhor.

Escândalo Na Primavera é um livro bom. Que pode agradar outras pessoas quando não o fez comigo.

Titulo: Escândalo Na Primavera – As Quatro Estações do Amor – 04
Titulo Original: A Scandal In The Spring – The Wallflowers – 04
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟